Fornecimento de alimentos e energia para Guariba é o foco das ações da Defesa Civil

Colniza, MT – As fortes chuvas nas regiões Norte e Noroeste do Estado de Mato Grosso estão deixando comunidades com acesso precário ou isoladas, como são os casos dos distritos de Três Fronteiras e Guariba, no município de Colniza (1.050 km a Noroeste de Cuiabá). A principal linha de acesso ao distrito de Guariba era a ponte de madeira sobre rio Aripuanã que foi totalmente destruída pelas águas da cheia; deixando mais de 500 famílias isoladas, uma população estimada em mais de 4,5 mil pessoas, segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde de Colniza.

A Defesa Civil do Governo de Mato Grosso visitou a comunidade, nessa quinta-feira (10.03), e já fez levantamento da situação do local. Nesta sexta-feira (11.03), a Defesa Civil visita a comunidade de Três Fronteiras para fazer um ‘retrato’ da situação e estabelecer metas de atendimento.

O tenente Jean Oliveira, da Defesa Civil de Mato Grosso, disse que já foram feitos os levantamentos dos dados e que o abastecimento de alimentos e energia elétrica é foco das ações já que a principal linha de acesso à sede do município não existe mais. Quanto ao atendimento médico, a Defesa Civil constatou que existe um médico na comunidade que está trabalhando normalmente e os remédios básicos, que estavam disponíveis na Prefeitura de Colniza, já foram entregues.

GUARIBA

No distrito de Guariba, segundo o Ten. Jean Oliveira, a energia elétrica é gerada por uma usina termoelétrica e o combustível, em operação normal, dá para apenas dez dias. A Cemat definiu um racionamento e o fornecimento de energia está sendo de apenas 12 horas por dia, para ver se chega até 20 dias. “Essa é questão mais complicada”, avisa.

Em 30 dias uma balsa entrará em operação, para a travessia de caminhões de combustível, alimentos e até de patrola. “Antes disso não terá como levar combustível para abastecer a termoelétrica”, assinala tenente Jean, já avisando que a comunidade pode ficar sem qualquer tipo de energia.

No primeiro momento foram solicitadas cestas básicas de alimentos, filtros, hipoclorito de sódio “e dentro das possibilidades pedimos também diesel”, lembrou o representante da Defesa Civil. Agentes de saúde estão no local fazendo levantamento de quantas famílias precisarão ser atendidas.

Outro distrito que também está sem comunicação com a sede do município é o de Três Fronteiras, distante 310 km de Colniza. Conforme Jean Oliveira, neste distrito a questão de alimento não é tão dramática, pois a população continua tendo acesso ao município de Machadinho do Oeste, em Rondônia. O problema é a entrega de medicamentos pela prefeitura.

O secretário-chefe da Casa Militar, coronel PM Antônio Moraes, responsável pela articulação entre as secretarias de Estado, informa que as prioridades são a garantia de energia elétrica, alimentação e medicamentos para os moradores de Guariba. Neste sentido está sendo montada uma base aérea de atendimento em Juína, com aeronaves do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).

A prefeita de Colniza, Nelci Capitani, decretou situação de alerta em 11 de fevereiro, temendo as dificuldades de acesso ao município que não se confirmaram. A principal estrada de acesso ao município de Colniza é a MT-418, que faz ligação com Juína, e continua com o trafego normal.

A queda da ponte da MT-206 sobre o rio Aripuanã aconteceu no dia 02 de março. No dia anterior, o nível de água alcançou o piso da ponte e começou a levantar e em questão de horas ficou toda destruída, segundo relatos dos moradores da região. Um deles é Renato dos Santos, 37 anos, agora trabalhando como barqueiro na travessia de motos. Ele recorda que, na ocasião da construção da ponte, o mestre de obras assegurou que a mesma suportaria qualquer cheia, desde que a água não ‘passasse’ por cima. “A água passou mais de um metro acima da ponte”, lembra mostrando a marca até onde o nível do rio chegou.

Fonte: Secom/MT

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João Bosquo

João Bosquo, poeta e jornalista, editor deste blogue NAMARRA.COM.BR nas redes sociais: @joaobosquo

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