Interurbanos: a propósito do aniversário de minha filha Cessa Lenine

Os telefonemas de Cessa Lenine
são razoavelmente intermitentes
São para lembrar que sou pai, ela filha
que devo sentir saudades pátria dela

Que deve pedir notícias missivistas
falar das esperanças de viagens
e em, apesar da crise, visitá-la

Os telefonemas de Cessa Lenine
despertam mil sentimentos escondidos
das veias dos olhos – que lagrimejam,
desdobram-se uns pingos de sais luminantes

Os telefonemas de Cessa Lenine
são interurbanos e muito das vezes
falam próximos de uma longa distância.

><>Hoje, mais uma vez, é aniversário de minha filha Cessa Lenine: Quando fiz este poema, estava na redação do velho “O Estado de Mato Grosso”, na av. da Feb, em Várzea Grande. Celular estava dando as primeiras notícias. A internet nem existia, o bambam era o TELEX (segundo alguns, o verdadeiro provocador da internet). Interurbanos era difícil, com chiados e caro…

João Bosquo

João Bosquo, poeta e jornalista, editor deste blogue NAMARRA.COM.BR
nas redes sociais: @joaobosquo

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