Jose C. Carrara: A Academia Mato-Grossense de Letras está sem teto, sem sede. O que fazer?

José Cidalino Carrara, da Academia Mato-grossense de Letras, que também é jornalista, e esse espírito de jornalista que prevalece e faz um relato da reunião dos membros da entidade que aconteceu no último sábado em seu perfil no Facebook.com, cujo ponto principal da pauta foi a sede da entidade que está em reforma desde 2015.

Por José Cidalino Carrara

 A Academia Mato-Grossense de Letras, fez na manhã deste sábado, 11 de fevereiro, sua primeira reunião do ano de 2017. A reunião foi numa pequena, mas aconchegante e bem arrumada sala de uma ótima padaria. A sala, com ótimo café da manhã foi ofertada pelo jovem Marcelo Oliveira, filho de Marcelo Oliveira, cuiabano e que como secretário de obras da cidade, muito fez para nossa capital.

Mas, o que causa espanto, revolta, indignação e falta de respeito com a mais importante instituição cultural de Mato Grosso, é que a ACADEMIA MATO-GROSSENSE DE LETRAS, que tem sua sede própria, a chamada Casa Barão de Melgaço, e abriga também o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso, outra instituição de grande respeito e prestigio incontestáveis, passa por uma reforma ou como eles dizem requalificação.

Obras que nunca terminam.

Há quase dois anos que estamos sem sede, e nos reunindo em espaços emprestados, cedidos graciosamente. Até quando essa situação vai perdurar?

Estiveram presentes nesta reunião, a presidente Maria Beatriz de Figueiredo Leite, Wanderley José dos Reis -residente em Rondonópolis-, Cristina Campos, Avelino Tavares, Marta Cocco, Olga Maria Castrillon Mendes, Moisés Mendes Martins Jr, Ubiratã Nascentes Alves, Yasmin Nadaf, Ivens Cuiabano Scaff e Tertuliano Amarilha. Todos os presentes mostraram e demonstraram a grande decepção, com o descaso que os gestores do município, do Estado e da União têm com a Academia Mato-Grossense de Letras e Instituto Histórico e Geográfico.

Já prometeram terminar as obras por várias e várias vezes e nada. Muitas datas foram marcadas. A Academia Mato-Grossense de Letras está sem teto, sem sede. O que fazer? Perguntam os acadêmicos. Foram muitas AS PROPOSTAS PARA A RETOMADA DA CASA. A Academia deveria ser mais respeitada, pois já abrigou e abriga em seus quadros, os mais importantes escritores, romancistas, poetas, cronistas, contistas e historiadores deste Estado. Onde está o respeito a José Barnabé de Mesquita, Dom Francisco de Aquino Corrêa, Rubens de Mendonça, Estevão de Mendonça, Silva Freire, Gervásio Leite, Lenine de Campos Póvoas, João Alberto Novis. Padre Firmo Duarte, Rubens Mendes de Castro, Padre Raimundo Pombo, Ronaldo de Castro, Roberto de Oliveira Campos,

Natalino Ferreira Mendes, Ubaldo Monteiro, Maria de Arruda Muller, Luiz Felipe Sabóia Ribeiro, Antônio de Arruda, João Antonio Neto, Benedito Pedro Dorileo. José Eduardo do Espírito Santo, Padre Pedro Cometti, Archimedes Pereira Lima, Pedro Rocha Jucá, Sebastião Carlos Gomes de Carvalho, Lucinda Persona, Marta Cocco, Eduardo Mahon, Moisés Mendes Martins Jr. Tertuliano Amarilhia e tantos ouros que honraram e honram nossas letras, nossa literatura. Às vezes penso que a cultura, o conhecimento fazem mal aos políticos.

A Academia comemorou 95 anos e sessão comemorativa não foi em sua sede, e sim num espaço emprestado. Que vergonha! Até quando a nossa academia vai ficar vagando, implorando espaço para suas reuniões administrativas e suas tertúlias literárias. Dizem que a palavra é a luz dos homens. Que palavras são como abelhas; tem mel e ferrão. Ninguém sobrevive sem a palavra. Entendo que esta é a hora de usar o ferrão das palavras. Pois é, as palavras nos aproximam cada vez mais da indignação. Indignação, revolta, é o que sentem nossos acadêmicos com o pouco caso, com a falta de respeito dos que prometeram a reforma e ou a requalificação da Casa Barão de Melgaço e não cumpriram e não cumprem. Mas, deixo aqui um parágrafo de esperança.

“A Casa Barão de Melgaço, sede da Academia Mato-Grossense de Letras e Instituto Histórico e Geográfico será finalmente entregue no dia 30 de fevereiro, dia de São Nunca. Vão voltar ao calendário russo de 1930, quando os meses tinham 30 dias, inclusive fevereiro?” Quem sabe neste dia, entraremos triunfalmente, com pompas e circunstâncias em nossa nobre casa.

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