José Yunes, assessor e amigo presidencial, após ser envolvido em denúncias da Odebrecht, pede demissão

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil

O assessor especial do gabinete da Presidência da República, José Yunes, enviou hoje (14) ao presidente Michel Temer carta na qual pede para ser afastado do cargo. No documento, Yunes classifica de “fantasiosa” a alegação de que teria recebido “em espécie” recursos financeiros a serem doados ao PMDB. O pedido de afastamento foi aceito pelo presidente.

Advogado, Yunes é amigo e conselheiro próximo de Temer. Na carta enviada ao presidente, ele se refere, em tom crítico, ao depoimento prestado pelo ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho – executivo que disse ter entregue dinheiro vivo ao assessor do presidente em 2014, em encontro que teve no escritório de Yunes.

“Nos últimos dias, senhor presidente, vi meu nome jogado no lamaçal de uma abjeta delação, feita por uma pessoa que não conheço, com quem nunca travei o mínimo relacionamento e [de] cuja existência passei a tomar conhecimento nos meios de comunicação, baseada em sua fantasiosa alegação, pela qual teria eu recebido parcela de recursos financeiros em espécie de uma doação destinada ao PMDB. Repilo com a força de minha indignação essa ignominiosa versão”, disse Yunes na carta enviada ao presidente.

O advogado acrescenta que, para preservar sua dignidade e “manter acesa a chama cívica” que tem pelo país, “declina do honroso cargo de assessor da Presidência”.

Fonte: Assessor de Temer pede demissão após ser envolvido em denúncias da Odebrecht | Agência Brasil

><>José Yunes, além de amigo, conselheiro é tido também como sócio de michel temer… O amigo leitor pode estar se perguntando porque michel temer em minúsculas? Por que um homem minúsculo se escreve com minúsculas, não é verdade? Lá em cima, no texto da Agência Brasil, maiúscula, não podemos também desrespeitar o trabalho alheio, deixamos como está, não aqui.

O citado José Yunes foi lembrado por Eduardo Cunha nas perguntas que o juiz Sérgio Moro vetou ao presidente-usurpador michel temer.

Agora, vamos combinar, na linha de pedido de demissão por citações em delações premiadas na Lava Jato ficam faltando os pedidos de Eliseu Padilha e Moreira Franco, Primo e Angorá, respectivamente nas listas da Odebrecht.

Namarra

Matérias, notas que nós (eu e Meu Peixe) gostaríamos de escrever e observações diversas.

Você pode gostar...