Língua Portuguesa – uma imitação de soneto

Nada é perfeito como a língua que falamos
No dia a dia de nosso cotidiano claro-escuro
Cheio de obstáculos para os sentimentos
Guardados a sete chaves nas artérias do coração

Nada é mais imperfeito que o sentir diário
Até mesmo as palavras contidas no dicionário
São incapazes de explicar esse pulsar
Esse abrir repentino e fechar das retinas

As letras, fonemas, palavras, orações juntas
Justas, milimétricos dois e dois são quatro
O abecedário inteiro a nosso dispor aqui…

Tudo, imagina, tudo corre atrás da perfeição
Porém, sem sentir o interno de todos nós,
Somente a língua, impassível, continua bem dita.

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