Luiz Renato lança o seu terceiro romance, “Xibio” que fecha a trilogia amazônica

Por João Bosquo | O escritor mato-grossense Luiz Renato de Souza Pinto lança no próximo dia 10 de maio, em Ouricuri (PE), o romance “Xibio”, que fecha a trilogia amazônica iniciada em 1998, com “Matrinchã do Teles Pires”. O livro também será apresentado durante a quarta edição do Congresso Internacional do Livro, Leitura e Literatura do Sertão (CLISERTÃO), na Universidade de Pernambuco (UPE), que acontece  entre os dias 7 a 11 de maio, em Petrolina. O lançamento em Cuiabá será no Sesc Arsenal no dia 25 de maio, das 19 às 22 horas, no espaço da Choperia. Na véspera acontece um pré-lançamento durante a Feira Literária do Colégio Máxi.

Luiz Renato diz que o romance “Matrinchã do Teles Pires”, que dá início à trilogia, trata da colonização do norte do Mato Grosso ao longo dos anos setenta, durante a ditadura militar que expandiu as fronteiras agrícolas avançando sobre a região amazônica.

Em 2014, foi publicado segundo romance, “Flor do Ingá”, no qual se desdobra a aventura e é apresentando o cotidiano de um casal que se conhece em Londrina (PR) e vem para Mato Grosso, quando então se separam.

Agora, segundo Luiz Renato, vinte anos depois, fechando a trilogia, “Xibio”, editado pela Carlini&Caniato, destaca a vinda de nordestinos para garimpos de diamante em Mato Grosso e Goiás. Mesclando elementos da cultura local com pitadas do nordeste, o volume apresenta a cidade de Ouricuri, daí a razão do lançamento nessa cidade, de onde parte um garimpeiro que vem para Balisa, região deTorixoréo atrás do minério.

Padre Cícero, Frei Damião, São Sebastião, Lampião, Luiz Gonzaga e Patativa do Assaré compõem o mosaico de fundo histórico para complementar a viagem.

O escritor explica que entre 2015 e 2018 foram 16 viagens ao nordeste para pesquisas e desenvolvimento empírico das situações de busca e apreensão de elementos para se transformar em literatura.

“Matrinchã do Teles Pires”  foi objeto de monografias de graduação e especialização no campus da Unemat de Tangará da Serra, sob a orientação do professor doutor Dante Gatto, dissertação de mestrado de Luzia Oliva, na Unesp, Campus de São José do Rio Preto (SP), bem como objeto de artigos da professora doutora Gilvone Furtado Miguel, da UFMT de Barra do Garças (MT).

Acerca de “Xibio”, o escritor paranaense Cézar Tridapalli registra em redes sociais que “ao costurar com lirismo realidade objetiva e interior, faz um passeio pela vida de Irene, afetada por experiências tão dolorosas quantos as flechadas recebidas por São Sebastião (e é Irene quem lhe ameniza as dores). De quebra, no meio da leitura, a personagem lê o meu “O beijo de Schiller”, um fragmento que também fala da imagem de uma Irene mitigando o sofrimento de Sebastião, onde se misturam dor e sensualidade”. Em texto que registra a trilogia em sua edição finalizada, a professora doutora Luzia Oliva retrata o que significa a realização dessa empreitada. (Com material da Assessoria)

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