Mato Grosso investe em gestão escolar, diz Verinha

O governo do Estado de Mato Grosso vem investindo num novo modelo de gestão escolar, com valorização de pessoal, entre outras políticas de gestão em área pedagógica, que vem elevando os números que medem a qualidade de ensino ofertado aos nossos alunos da rede estadual de ensino. Quem garante isso é a secretária adjunta de Gestão de Políticas Institucional de Pessoal da Seduc, professora Vera Araújo, a professora Verinha.

Os índices que medem a qualidade de ensino são do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) provam que Mato Grosso está no caminho certo e provam que é possível avançar na melhoria da qualidade do ensino por meio de uma gestão comprometida com os anseios da população.

A professora Verinha cita como principal exemplo o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). O Ideb foi criado há dois anos, em 2007, com objetivo de medir a qualidade de cada escola e de cada rede de ensino, municipal e estadual. O indicador, elaborado pelo Inep, é calculado com base no desempenho do aluno em avaliações bienal – anos ímpares e em taxas de aprovação da própria escola.

Assim como no Enem, Mato Grosso melhorou na avaliação do Ideb. Segundo ela, como o Ideb é uma avaliação externa, ajuda a melhorar a suas fragilidades, faz com que a escola buscasse a melhorar o seu desempenho através da discussão interna. Todo ano, em agosto, acontece um dia de avaliação através do debate com todo o corpo de direção e professores.

O resultado dessa política é que Mato Grosso em 2005, índices referenciais elaborados com base no Censo Escolar e dados do Saeb, nas séries (ou ciclos) iniciais do ensino fundamental, que vão dos 6 aos 9 anos, registrava índice de 3,6; nas séries (ou ciclos) finais, dos 10 aos 14 anos, o índice era 2,9 e no ensino médio era 2,6. Números que era a meta projetada para o estado em 2007 (veja tabela), no entanto os índices foram 4,4 para os primeiros anos, 3,6 para os anos finais e 3,0 no ensino médio, superando o índice projetado para este ano. E a professora Verinha acredita que essa superação será maior ainda.

Por que isso? Porque a escola para melhorar o seu Ideb, ou que uma rede cresça, é necessário que o aluno aprenda, não repita o ano e, claro, frequente a sala de aula. A escola não pode, por isso, passar – seja de ano ou ciclo – por passar, pois a avaliação é externa, como ressalta a secretária adjunta.

Aliam-se a isso outros investimentos, como por exemplo, o projeto Extra Turno, no qual são desenvolvidas atividades extracurriculares esportivas e culturais. Se o aluno precisar abre-se um horário para reforço, com isso a escola ganha mais produtividade.

Além disso, ressalta-se a melhoria de gestão das escolas, com professores motivados. Os salários foram recompostos nos últimos dois anos em 42%.

Outra medida. Para impedir a disfunção ano/idade, organizou-se o primeiro ciclo, no qual há um acompanhamento de fluxo de aprendizado durante todo o processo. Caso seja observado algum problema de aprendizagem faz-se uma correção desse fluxo para evitar que esse aluno seja mais um “cliente” mais tarde das salas de superação.

Para os alunos com desfunção ano/idade foram criados os Centros de Ensino de Jovens e Adultos (Ceja). A escola padrão desse modelo em Cuiabá está sendo a Escola Cesário Neto. É uma escola na qual o professor trabalha em tempo integral, e o aluno organiza o seu próprio horário e número de matérias.

O perfil do ensino médio brasileiro sempre foi colocado em cheque em sucessivas reformas ao longo das décadas. Ora ele é visto como “preparatório” para se entrar na universidade, ora como profissionalizante, qualificando para o mercado de trabalho. Essa dicotomia, pelo menos em cidades com mais de 20 habitantes, está sendo superada com a implantação do ensino médio integrado, que reúne o propedêutico e profissionalizante. Já são 40 municípios em Mato Grosso.

A preocupação com o ensino médio é real, tanto que o MEC está reformulando os currículos e Mato Grosso endossa essas mudanças, visto que com a universalização do ensino fundamental haverá – sem dúvida – uma ampliação da demanda pelo ensino médio.

Qualidade de Vida – Gestão é a arte de ouvir pessoas, segundo a secretária adjunta de Gestão de Políticas Institucional de Pessoal da Seduc, professora Vera Araújo. “Ninguém administra sozinho”.

Nesse ouvir, recolhe-se as proposições, debate-se e assim acontece as superações dos conflitos, com isso ganha-se uma sintonia no sentido de se respeitar o profissional. Alia-se a isso articulação coletiva com os pais de alunos. Temos aí a gestão comprometida com a formação do ser humano.

Na outra ponta, professora Verinha destaca que os programas qualidade de vida que estão sendo implantados paulatinamente, também melhoram essa sintonia dentro do espaço da escola. Destaca ainda que o profissional recebe o que é devido, assim que termina o mês. Acabaram-se aquelas longas esperas de dois, três, até quatro meses de atraso de salários para os contratados. “Isso acabou”.

><>A mesma coisa que o post anterior, encomenda para o projeto de revista, iNovar, do amigo Antônio Peres Pacheco.

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