Milton Pereira de Pinho: Esse ser superior, chamado mulher, tornou-se alvo nesses últimos tempo da política de um congresso nacional corrupto e machista num país de 3º Mundo, aliado à uma dezena de juízes velhos e broxas de um Supremo Tribunal Federal

A insanidade humana idiossincrática

Milton Pereira de Pinho / Divulgação

Por Milton Pereira de Pinho | A idiossincrasia humana é tão absurda e a cada dia que passa, parece estar se tornado uma loucura oficializada e banalizada ao mesmo tempo. Umas das mais crônicas e de amplitude maior, é o gasto de bilhões de dólares em busca de água e se possível uma minúscula bactéria nas redondezas do sistema solar, enquanto aqui na Terra, esse mesmo ser humano a cada dia que passa, cria inseticida mais poderosa para matar bactérias de lavouras e que ao mesmo tempo só faz envenenar a água e depredar novos meio ambientes, tudo por uma insanidade de ter lucros fabulosos em detrimento a destruição da vida original do planeta, a qual levou milhões de anos para se desenvolver e, que se solidificou como base singular da nossa existência. Seja expelindo alimento, ofertando lazer, fazendo uma harmonia terapêutica simbiótica e sobretudo lenitiva no nosso dia a dia.

Nesses últimos anos a insanidade humana, voltou-se também contra a mulher, sim a mãe da humanidade, digo isso, por que ela, alem de nos gerar em seu ventre durante nove messes, sofrendo todas as vicissitudes que uma gravidez impõe e, depois de dar a luz, ela nos alimenta, protege, ensina a dar os nossos primeiros passos, sendo a primeira pessoa que nos ensina falar e nos ouvir com supra entendimento. Em suma, nós faz acreditar na vida apesar de todos os absurdos e incógnitas que a existência nos impõe.

Esse ser superior, chamado mulher, tornou-se alvo nesses últimos tempo da política de um congresso nacional corrupto e machista num país de 3º Mundo, aliado à uma dezena de juízes velhos e broxas de um Supremo Tribunal Federal, o qual querem arbitrar sobre o direito dessa portadora de gerar a vida no seu ventre, tal como sempre foi o seu instinto e, que esse milagre complementa com as outras criaturas da natureza em todo planeta Terra.

Essa insanidade é tanta que passa dos limites do entendimento e do bom senso, abrindo perguntas pertinentes que não querem calar, veja só: Por que eles, ao invés de discutirem tal complicado assunto feminino, não criam leis para acabar com a irresponsabilidade social bilateral entre os sexos? Por que não chamam as maiores doutoras mulheres das áreas de sociologia, psicologia, biologia, direito etc. para discutir o assunto…Visto que é a maior questão ontológica/metafísica de todos os tempos? Seria um debate mais democrático e mais competentes por que é um assunto exclusivamente das mulheres e mães.

Todos nós sabemos, que quem criou tanto a ciência, quanto a religião foram os homens, por que na real situação, quem precisa dessas duas coisas para viver e sobreviver neste universo somos nós, homens e mulheres, quanto aos animais, eles não precisam desses dois fatores para viver e nem para sobreviver, por que estão conectados com o fluxo perene do universo. Por outro lado, os animais ao contrário de nós, usam o mínimo do seu pensar para a sua busca de alimento, procriação, prazer e humildemente eles aceitam o óbvio, a morte: – Este último, acontece na maiorias das vezes, para saciar a fome servindo de alimento para outro animal, equilibrando assim, a cadeia ecológica da contingencia natural.

Enquanto que na sociedade tecno-industrial e judiciária dos homens, eles preferem questionar ou liberar venenos para combater a proliferação de insetos nas monoculturas, advento nocivo, o qual foram eles próprios que provocou ao desequilibrar o meio ambiente, em detrimento as suas loucuras de lucro mirabolantes, ignorando os princípios eco-humanos e, acreditando numa hegemonia antrópica de desenvolvimento.

Insaciáveis nas suas loucuras, agora querem questionar um direito natural das mulheres que acontece há milhares de anos, antes mesmo de nos existirmos como pessoas ditas civilizadas, esquecendo, que se não fosse elas não existia a humanidade.

Só para elucidar: – Quando aconteceu a Revolução Industrial na Europa, a burguesia capitalista precisava de mão de obra para trabalhar nas fábricas, o slogan divino da Bíblia “crescei-vos e multiplicai-vos”, foi enfatizado com veemência pelas igrejas tanto católica, quanto protestante, para que as mães gerassem dez, doze quinze ou até mais filhos para que garantisse nas próximas décadas, a mais valia, ou melhor dizendo, a “mão de obra escrava” nas industrias das grandes metrópoles que surgiam em todo canto do planeta. Por causa dessa hegemonia do lucro megalomaníaco, o prazer eróticos daquelas mulheres, foram lesado e não foram considerado como dever natural, pelo contrário foi inibido em nome da farsa ideia da “ imaculabilidade”, que o papel delas era só procriar e, que deveriam sublimar seu prazer venéreo.

Praticamente o erotismo feminino foi embotado, por causa dessa farsa ideia religiosa e, as inúmeras concepções sucessivas ao longo das décadas só neutralizou o prazer venéreo das mulheres. Hoje os sexólogo ficam querendo saber, o por quê da dificuldade do orgasmo feminino, esquecendo que essas gerações de mulheres do século XIX e XX, passaram quase 200 anos engravidando todos anos na adolescência e juventude, visto que naquela época, elas casavam prematuramente e a maioria morriam em parto por causa da falta de conhecimento técnico da medicina da época. Todo esse sacrifício delas, era feito para alimentar a hegemonia da época de ter uma prole “exemplar” para os seus maridos, independente da camada econômica-social. Simultaneamente isso também era comum as mulheres branca e negras, tanto nas metrópoles, quanto nas colônias onde também acontecia a escravidão humana da raça negra. Quanto a esta última, toda prole nascida era explorada a vida inteira pelos reinos, estados, estendendo também, as grandes famílias oligárquicas. Essas mazelas era seguramente protegida e amparada como lei oficial extremamente machistas.

Geneticamente, essas mulheres ao longo das gerações, vivendo a frenética proliferação de filhos, praticamente anularam o desenvolvimento do prazer venéreo, o que não é levado em consideração hoje nas epistemologia de estudos acadêmicos.

Naquele tempo, as leis jurídicas nem pensavam em coibir a proliferação de humanos no planeta, por que “era abençoado por Deus”, de acordo com o slogan bíblico acima dito, o corpo humano por outro lado, gerava riqueza peculiar para o capitalismo em ascensão.

Aproximadamente duzentos anos depois, numa era de automatismo cibernético na qual vivemos, o desempregos se faz em massa em todo mundo e a cada dia aumentado mais, esses mesmos seres de toga, essas mesmas leis arcaicas baseadas nas Escrituras Sagradas, querem controlar um direito natural das mulheres e pior, sem chama-las para discutirem tal assunto. Nota-se que até agora, eles não viram que as mulheres foram junto com os escravos negros, os seres mais explorados e sacrificados no absurdo processo de civilização da história da humanidade.

Milton Pereira de Pinho, o Guapo – cantor, compositor, instrumentista, escritor, poeta, pesquisador musical, divulgador internacional do rasqueado

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