Minha poesia precisa de fortuna crítica

Minha poesia precisa,
urgentemente, de uma
recauchutada – quem sabe –
de metalinguagem, que é
a linguagem poética
da poesia no momento

Minha poesia precisa
entrar na moda
Deixar de ser caipira;
esse ar que se respira
na província, tão démodé,
sem nenhuma estética

Minha poesia precisa
falar mais da poesia
e se fazere concisa;
adotar a dialética
como musa, não no conteúdo
mas na forma, que hoje é tudo.

><>Poema integrante da coleção ‘Poetas Vivos’.

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João Bosquo

João Bosquo, poeta e jornalista, editor deste blogue NAMARRA.COM.BR nas redes sociais: @joaobosquo

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