MT concorre ao Prêmio Brasil Criativo 2016 com seis projetos

Da Assessoria

Imagem do projeto Olhar Indígena que concorre na categoria Culturas Indígenas – Foto: José Medeiros

Mola propulsora e agregadora do desenvolvimento do país, a Economia Criativa vem ganhando cada vez mais espaço na realidade nacional e, consequentemente, o reconhecimento. Em Mato Grosso, onde a economia criativa está inserida nas políticas públicas do governo do Estado com a criação do Programa de Desenvolvimento da Economia Criativa, seis projetos regionais são semifinalistas no Prêmio Brasil Criativo 2016 e participam da votação popular até o dia 04 de dezembro. Os três candidatos com maior número de votos na plataforma online serão classificados e seguem para a fase final. Para votar basta acessar o site do concurso.

Na categoria Culturas Populares o estado está representado pelo projeto Anjos da Lata, de Tangará da Serra. O projeto sócio cultural, surgido em março de 2013, trabalha a musicalização com crianças e jovens utilizando lixo seco, sucata e muita criatividade.

Na categoria Teatro o representante mato-grossense é o projeto Passeio Noturno, do Grupo Tibanaré. O público percorre as ruas do centro histórico de Cuiabá e se depara com personagens que fizeram parte de antigos causos, histórias e lendas urbanas que permeiam as ruelas e becos do local. Vale ressaltar que o Tibanaré é o realizador do Festival de Teatro de Rua Zé Bolo Flô, que participa do Circuito de Festivais de Teatro, iniciativa idealizada pela Secretaria de Estado de Cultura.

Na categoria Artes Visuais o artista plástico chapadense Miguel Penha transporta o público para dentro das florestas com o projeto Dentro da Mata. “Ao recriar as matas com a minha arte quero que o visitante se sinta, de verdade, na natureza”, diz o artista.

Na categoria Culturas Indígenas o projeto Olhar Indígena, do fotógrafo José Medeiros, propõe a capacitação profissional dos Ikpengs para que façam, eles próprios, o registro do seu cotidiano. As atividades trabalhadas são oficinas de fotografia, fotojornalismo, audiovisual, edição de imagens, mídias sociais e empreendedorismo. José Medeiros é o idealizador da Maratona Fotográfica Cuiabá, que tem o apoio da SEC.

Oficina de viola de cocho é o nome do projeto que concorre na categoria Patrimônio Imaterial. O objetivo é repassar os ensinamentos centenários dos fazedores de viola de cocho – restritos aos mestres entre 60 e 80 anos – aos mais jovens e, com isso, gerar emprego e renda, além de fortalecer a cultura regional.

Na categoria Gastronomia o representante do estado é o projeto Uso da castanha do baru na gastronomia oriental – Preparação de pratos com alto valor agregado com frutos exóticos do cerrado brasileiro. A empresa cultiva e distribui mudas de castanha do baru e também comercializa o produto. Parte das vendas é destinada a obras ambientais e sociais. (Texto de  Angélica Moraes)

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