Neurozito lança seu segundo livro que fala da década de 60 em Cuiabá

A Casa Barão de Melgaço abriu suas portas, nesta terça, 12, para o lançamento do livro “A música na década dos conflitos – A sina de um músico e a trajetória de uma banda”, de Neurozito, no qual ele – que foi um dos integrantes da lendária banda “Jacildo e Seus Rapazes”, narra um pouco de sua vida, a chegada dos rapazes em Cuiabá e a inserção desses acontecimentos no contexto regional, nacional e até mesmo internacional, “enquanto a capital de ares provincianos vivia uma espécie de isolamento em transe”.
O ator, produtor, escritor e diretor Justino Astrevo, o Lau da dupla Nico & Lau, foi um dos que entrou na fila para comprar e pegar o autógrafo, nem bem tinha passado os olhos pelo livro, lembrou que os anos 60 e 70 narrados no livro, são aqueles da época áurea do rock’n’roll. “O rock sempre foi uma música de atitude social, que fez um movimento importante na música internacional e o Brasil vivia um combate interno”, anlisa.
O cantor e compositor Dilson D’Oliveira, 59 anos, autor de músicas de carnaval e rasqueados de sucesso, conta que não chegou a conhecer os rapazes de perto, mas de ouvir falar e ouvir o LP “Lenha – Brasa e Bronca” constatou que o conjunto “tinha a mesma pegada dos Incríveis”. “É um livro importante porque resgata a história dessa banda e ao mesmo tempo que fala das grandes boates”.
O cantor, compositor e pesquisador Guapo, lembra que a década dos conflitos não era apenas aqueles narrados pelo autor, mas também os conflitos internos dentro da mundo musical brasileiro, de um lado a bossa nova, o acústico, e do outro a guitarra.
O poeta, letrista e membro da Academia Mato-grossense de Letras (AML), Moisés Martins, disse que “Neurozito escreve um livro que mexe com as emoções”. Ele comenta que chegou a assistir aos shows de “Jacildo e Seus Rapazes”, no antigo Cine Tropical, que na época foi considerado um dos cinemas mais bacanas do Brasil.
Sebastião Carlos Gomes de Carvalho, poeta, escritor e ensaísta, presidente da AML, saudou o autor do livro e “da oportunidade para ajudar a dar força as expressões musicais e também a história local e regional”. Sebastião Carlos lembra que “mais importante que a cultura de soja, a cultura que vai ficar é as artes, a literatura, a poesia e a música”.
O saxofonista do grupo, João Batista de Jesus, o nosso querido Mestre Bolinha que em sua fala disse que “estava sonhando, pois foi uma época importante da minha vida”.
Neurozito diz que buscou fazer “uma revisão da época áurea da Jovem Guarda.” Ele afirma ainda que partiu do geral para o particular. “A partir dos grandes eventos mundiais, nacionais e os locais, relacionando-os à música e ao nosso dia a dia. A falta de informação geopolítica mundial em Cuiabá dificultava a compreensão do mundo. Essa situação deixava a população à mercê de suas próprias condições o que obrigava a criar seu próprio estilo de vida.”
Presentes ainda a cantora Vera Capilé, Julio Coutinho, Caio Matoso, o poeta Eduardo Ferreira, Waldir Bertulio entre outros.

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