Nicolas Behr, poeta brasiliense nascido em Cuiabá, lança o livro “Dicionário Sentimental de Diamantino”, que fala de suas memórias vividas em MT

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O poeta brasiliense Nicolas Behr / Acervo pessoal

O poeta Nicolas Behr, cuiabano de nascimento, brasiliense de formação – tanto que é o mais conhecido poeta da capital federal – lança nesta quarta-feira, 7, o livro que fala de suas memórias afetivas da infância vivida no município de Diamantino. No novo livro o poeta mistura lembranças pessoais com a história coletiva da cidade tão importante na sua vida.

O livro é “Dicionário Sentimental de Diamantino”, no qual o escritor registra fatos que corriam o risco de se perder na noite dos tempos e fala de pessoas, lendas e paisagens que lhe são caras. É também, sem dúvida, uma forma de agradecer a tudo o que Diamantino proporcionou ao autor: uma infância riquíssima, dezenas de amigos, personagens fascinantes e muitas, muitas lembranças.

Este livro, edição independente, cobre um micro-período (1958-1968) contando micro-histórias de uma microrregião: Diamantino antes da soja, vegetal que mudou a paisagem da infância do poeta para sempre.

É o terceiro livro cujo tema é a cidade da qual Nicolas é Cidadão Honorário desde 2010. Os outros livros sobre a sua infância nestas paragens são de poemas: Menino Diamantino, ilustrado pelos filhos do poeta, de 2003; A Lenda do Menino Lambari, com desenhos das crianças da Escola Municipal Castro Alves, do Assentamento Caeté, publicado em 2010.

Modinha – Meninos, felizes, inocentes, indo ou vindo das pescarias cantávamos esta música: “curimbatá, lambari mandou dizê / que a piaba tá doente / com saudade de ôce”. Cantávamos com tanto afinco, com tanto ardor, que, assim, nós fazíamos o milagre da multiplicação dos peixes nos nossos anzóis.

Com belíssima capa criada exclusivamente pela artista plástica Dalva de Barros, o Dicionário Sentimental de Diamantino, de 176 páginas, é composto de 80 verbetes e 90 fotografias.

O poeta conta que o livro “é também uma forma de agradecer a tudo o que Diamantino me deu. Tive uma infância riquíssima, dezenas de amigos, personagens fascinantes e muitas, muitas lembranças”, diz.

No livro Behr cobre um micro-período (1958-1968) contando micro-histórias de uma micro-região: Diamantino antes da soja, vegetal que mudou a paisagem da minha infância para sempre.

Em 2014, Nicolas Behr publicou o livro, “BrasíliA-Z”, com 250 verbetes sobre a sua vivência na Capital Federal, onde mora desde 1974. “Diante da boa aceitação desse livro resolvi escrever este ‘Dicionário Sentimental de Diamantino’. É o meu terceiro livro cujo tema é a cidade da qual sou Cidadão Honorário desde 2010”.

Ovo de pomba Ouvi esta história quando criança. Certa vez um jovem negro que caminhava pelos garimpos de Alto Paraguai encontrou, por acaso, à flor da terra, no meio do pedregulho, um diamante do tamanho de um ovo de pomba. Vendeu a pedra preciosa em Alto Paraguai por, quantia equivalente hoje, digamos, a 10.000 reais. O comprador a levou para Cuiabá onde conseguiu vendê-la por 100.000 reais. Seguindo para o Rio de Janeiro foi lá comercializada por 500.000 reais. E de lá a pedra seguiu para a Europa. Sempre me impressionou o fato de contarem essa progressão matemática do valor da pedra.

Os outros livros sobre infância são de poemas: “Menino Diamantino”, com ilustrações do filhos; “A Lenda do Menino Lambari”, com desenhos das crianças da Escola Municipal Castro Alves, do Assentamento Caeté, publicado em 2010.

O poeta explica qe esses dois livros, entre outros de sua autoria, estão disponíveis para download gratuito no meu site www.nicolasbehr.com.br

Serviço:

Lançamento em Cuiabá
Local: Sesc Arsenal
Data: 7 de dezembro ( quarta-feira )
Horário: a partir das 18 horas
Preço: R$ 30,00
Contatos com o autor: (61) 99982 0418 – E-mail: paubrasilia@paubrasilia.com.br

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João Bosquo

João Bosquo, poeta e jornalista, editor deste blogue NAMARRA.COM.BR nas redes sociais: @joaobosquo

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