No Brasil é assim, repara, o sucessor nunca consegue dar continuidade à obra do anterior… Deixa parar para retornar depois de um tempo e dar impressão que a obra é sua

Governador promete entregar VLT em 2018

Fernanda Leite, repórter do GD

O governador Pedro Taques (PSDB) anunciou a entrega de parte da obra do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) até 2018. O anúncio foi feito durante a entrevista ao jornal do Meio Dia da TV Record (canal-10) nesta sexta-feira (23).

Ele lembra que o único entrave para recomeçar a obra quanto ao valor cobrado pelo Consórcio VLT, que não aceita receber R$ 800 milhões. Neste ano, o governo contratou a empresa de consultoria KPMG que apontou o valor como preço justo para concluir o modal. “Foram pagos R$ 1,66 bilhão, e a consultoria mostra que faltam R$ 800 milhões, mas a empresa não concorda. Porém, temos uma solução para entregar o VLT”, explicou.

Fonte: Gazeta Digital: Governador promete entregar VLT em 2018

><>Outra questão que precisa ser debatida e nós, brasileiros, tomar uma decisão e mudar o comportamento. Além de acabar com essa “mania” de não dar continuidade às obras iniciadas, as vezes, até mesmo a rotina, precisamos – urgente – acabar com essa triste cultura de – ao investigar se há ou não propina, sobrepreço, corrupção, enfim – paralisar a obra… Dali um tempo depois retornar e, para tal, fazer os indefectíveis ADITIVOS.

O arquiteto José Antônio Lemos já escreveu que ao paralisar uma obra o primeiro punido é o povo, que não tem nada a ver com a história. Se as obras do VLT não tivessem sido interrompidas está hora possivelmente a população de Cuiabá e Várzea Grande já estivessem se beneficiando desse modal…

Os órgãos de fiscalização – TCU, tribunais de contas do estados etc – precisam aprender a fiscalização sem ‘mandar’ paralisar as obras. As planilhas estão lá, os preços praticados no mercado estão a disposição, por que então parar?, fica a pergunta.

Para efeitos educativos, ficar na memória o povo, tem horas defendo que se deveria investigar e julgar todas as grandes obras – Ponte Rio-Niterói, Itaipu, Brasília  etc. etc. – e mostrar que sempre se ‘roubou’, mas o importante de tudo é a conclusão da obra. Aqueles que roubaram, se enriqueceram passaram, mas a obra está lá, servindo à população, cumprindo a sua função.

João Bosquo

João Bosquo, poeta e jornalista, editor deste blogue NAMARRA.COM.BR
nas redes sociais: @joaobosquo

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