Nomeação de Francisco Vuolo como Secretário de Cultura cria as melhores expectativas em todas as áreas de atividade cultural cuiabana

Francisco Vuolo, novo secretário de Cultura, ao lado do acadêmico Ivens Scaff

O Administrador Francisco Vuolo terá trabalho à frente da nova (de novo) pasta de Cultura de Cuiabá.  Mesmo porque o aniversário de 300 (trezentos) anos de fundação de Cuiabá já está na porta, faltam menos de dois anos. Como por todas às vezes que ocupou cargos públicos sempre se sobressaiu como bom e, melhor de tudo, nunca (nunca) foi acusado ‘disto ou daquilo’, o que não é pouca coisa, vamos combinar, nestes tempos de denuncismos baratos e espetacularização da corrupção, não só pela mídia, mas fundamentalmente pelas redes sociais.

A comunidade cultural, artística e pensante cuiabana só tem louvores ao prefeito Emanuel Pinheiro pelo acerto em desmembrar as pastas de Turismo e Esporte da de Cultura e pela escolha do nome de Francisco Vuolo para comandar Secretaria Municipal de Cultura de Cuiabá.

O escritor romancista, poeta, ex-presidente da Academia Mato-grossense de Letras, além de jurista, Eduardo Mahon, diz que “a nomeação de Vuolo é uma boa notícia”. Segundo Mahon, “trata-se de um homem traquejado em políticas públicas”.Por outro lado, destaca Mahon, “o prefeito Emanuel Pinheiro acerta ao desmembrar a secretaria, especializando o trabalho e a equipe para lidar exclusivamente com a cultura”.

“Ligamos para parabenizá-lo pela nomeação. Espero que os gestores cuidem do ensino da cultura mato-grossense no ensino fundamental, premiando e consumindo o livro produzido aqui. Para esse fim, estamos à disposição sempre”, acrescentou o sempre irrequieto Mahon.

O cantor, coralista e arranjador Gilberto Nasser, do Grupo Alma de Gato, diz que “só o fato de Vicente Vuolo ser cuiabano já nos deixa esperançoso”, já que – segundo ele – “tem descendência e DNA de bom gestor. É um excelente quadro que estará à frente da SMC, num momento histórico das comemorações dos 300 anos de Cuiabá. Acredito que ele fará um bom trabalho”.

“Eu espero que Vuolo priorize a revitalização cultural do Centro Histórico da Capital, pois é dali que vamos irradiar cultura para toda a cidade. O centro é muito importante para todos nós. É a nossa identidade”, disse Gilberto.

O jornalista e escritor Rui Matos, vencedor do primeiro MT Literatura com o livro “Agnus Dei – No mar de água doce”, assim como Nasser, fala em DNA, só que de outro DNA. “Francisco Vuolo tem o DNA da cuiabania”.

Para o escritor, o prefeito Emanuel Pinheiro, acertou ao convidar Vuolo para integrar a sua equipe “tanto do ponto de vista político, quanto cultural. Além de conhecer e vivenciar nossas tradições, Vuolo tem o perfil de trabalhar com as portas abertas. Com certeza, estabelecerá um canal de comunicação com os produtores culturais, artistas e com a sociedade – que está na ponta final do processo cultural”.

Rui Mato entende que a “cultura e turismo são coisas distintas e devem ser tratadas separadamente do ponto de vista administrativo, mas do ponto de vista político os dois secretários devem estabelecer uma sinergia para que uma pasta seja apoiadora da outra em diversas ações”.

“Afinal, não há turismo sem experimentação cultural, e vice-versa. O importante, nesse momento de crise, é criar alternativas turístico-culturais que possam fomentar a renda do artesão, músico, escritor, ator, etc. Sonho em ver um secretário de Cultura que não enxergue apenas a literatura, ou a música, como sempre ocorreu. Espero que Vuolo consiga ver a cultura como um conjunto de coisas e, sobretudo, enxergue o ser humano ao centro. O homem é quem produz e quem consome cultura”, disse.

A cantora Vera Capilé lembra que Francisco Vuolo “foi muito consequente em relação cultura quando vereador e creio que será o mesmo como secretário”.

Para Vera, “Vuolo ama muito esta cidade e suas tradições, o folclore, portanto acredito que teremos ações de relevância quando dos 300 anos de São Gonçalo, ano que vem, e os 300 anos de Cuiabá em 2019. Ainda mais que o prefeito Emanuel Pinheiro fez a feliz separação: Cultura uma pasta própria; Esporte e Turismo brilharão igualmente”.

O cantor, compositor e produtor cultural Edmilson Maciel, da BandaTerra, avalia como extremamente positiva a escolha de Vuolo por parte do prefeito Pinheiro. “Vuolo quando secretário de cultura demonstrou competência, imparcialidade na gestão, contemplando todos os segmentos culturais. Deu apoio e visibilidade para ao siriri e cururu”.

Maciel lembra que a justificativa para a fusão das pastas de Cultura, Turismo e Esporte foi a questão financeira da Prefeitura, mas mesmo com os parcos recursos diz que “pra nós do segmento é melhor uma secretaria única”.

O editor Ramon Carlini, da Carlini & Caniato Editorial / Editora Tanta Tinta, um dos produtores do recente Flic, em Chapada, diz que “vê com bons olhos a ‘contratação’ do Vuolo”.

“Pelo menos é um político que gosta de ouvir bastante e não coloca a sua vaidade em primeiro lugar. Acho que vamos conseguir dialogar sobre cultura e principalmente sobre o segmento Literatura, que vem sem massacrado nos últimos anos. Espero que ele tenha a sensibilidade de criar oportunidades para o povo do livro de Mato Grosso, que nada mais é que incentivar e fomentar a produção e difusão da literatura brasileira produzida em Cuiabá e Mato Grosso, criando um intercâmbio ou parceria com a Secretaria municipal de Educação, para que os alunos possam ter acesso a mais livros dos nosso autores e editoras”, analisa.

O cantor, compositor e pesquisador Guapo viu como salutar o desmembramento das pastas Cultura, Turismo e Esporte e não perdoa o ex-prefeito Mauro Mendes.

“Acho muito importante a separação das pastas e está correta a ação do prefeito Emanuel Pinheiro. Afinal, a SMC foi criada pelo saudoso Dante de Oliveira em 1990, há 27 anos, e só um péssimo prefeito pau rodado, chamado Mauro Mendes, que achou que teria que unir as pastas com outros setores. Com isso ele foi considerado como o pior prefeito para aclasse artística cultural nesses 27 anos de Prefeitura”.

“Francisco Vuolo é a escolha mais certa, afinal já foi secretário, tem seu nome vinculado ao Festival de Cururu/Siriri e, acima de tudo, é cuiabano e tchega de pau rodando se metendo com a nossa cultura”.

Fonte: Nova pasta, novas perspectivas na ação cultural

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