Nunca Li Manuel de Barros – uma imitação de soneto de João Bosquo

Depois da partida, sempre depois,
Podemos confessar e eu confesso
Que nunca li Manuel de Barros
Nunca entrei em seus livros

Sempre fiquei preambulando
Em volta dos versos e dos pós
E nunca, jamais, nas pré-coisas
Imersas nas metáforas pantaneiras…

Quando o mar Pantanal se criou
O poeta já estava de butuca
Lápis de graveto e papel borboleta…

O livro, depois, passeia pela paisagem
E a poética, sem retórica universalista,
Nada, feito peixinha, nas águas nuas.

João Bosquo

João Bosquo, poeta e jornalista, editor deste blogue NAMARRA.COM.BR

Você pode gostar...

4 Resultados

  1. clovis disse:

    Boa, poeta! Bela e provocativa postagem.

  2. José Carlos Rosa disse:

    Belo. Belíssimo. Manuel de Barros merece.

  3. José Agostinho disse:

    Manoel de Barros foi/é o maior poeta do Centro Oeste do Brasil.

  4. Amor Espirita disse:

    Nunca Li Manuel de Barros – uma imitação de soneto de João Bosquo – Namarra Galera, acessei o site Namoro Espirita e finalmente achei um site para espíritas e simpatizantes a fim de relacionamento sério! Muito Bom! http://www.namoroespirita.com.br Aprovei:)!