O eleitor que nunca perdeu voto e o indeciso da penúltima hora

><>Outro dia, não faz mais que uma semana, estávamos – eu e Meu Peixe – numa roda de batedores de papo conversando sobre pesquisas e o perfil do eleitor brasileiro e em específico o de Mato Grosso.

Um lembrou daquele eleitor que diz “eu nunca perdi meu voto”. Perder voto no caso quer dizer que, ele eleitor, sempre votou em quem ganhou ou foi eleito. Qual é o critério de escolha desse candidato, quais são as referências que ele usa para decidir o seu voto. Um dos participantes chegou a dizer que era lorota desse tipo de eleitor: ou seja, poderia ter votado num candidato que não conseguiu se eleger e depois falar o nome de outro eleito. Pode ser.

Mas, alguns fenômenos pré-eleição nos dizem claramente – principalmente nos cargos majoritário quais candidatos serão os eleitos – por que o eleitor obedece a uma onda.

Uma onda que flutua de forma indefinível. Estamos falando do eleitor que não gosta muito de pensar em quem é o melhor ou está mais preparado, mas confia no discernimento da maioria. Não é que ele não queira perder ou voto, nesse caso. Ele quer o melhor mas não tem tempo para analisar ou mesmo não tem os instrumentos para essa análise, a não ser o coletivo.

Falamos do perfil do eleitor ideológico (que poucos acreditam que ele ainda exista) que faz a opção partidária e pelo histórico de atuação do candidato; do eleitor interesseiro; do que vende voto até que alguém citou o eleitor que não gosta de eleição… Como?

O eleitor-que-não-gosta-de-eleição vota naquele que está na ponta para a eleição seja definida no primeiro turno, pois quer que tudo acabe o quanto antes. Esse eleitor, por exemplo, vai votar na Dilma (porque está em primeiro, na corrida presidencial) e em Silval Barbosa (idem pra governador) porque não quer outra campanha, não gosta do horário eleitoral, fala mal dos políticos e por isso mesmo vota para fechar a conta.

A roda dividiu-se: eu, por exemplo, acredito que exista esse tipo de eleitor. Meu Peixe disse que isso era “sonho”, não existe pois eleitor está mais consciente.

Em roda de mesa de bar o ‘achismo’ é sempre preponderante. Mas seria interessante a academia tentar descobrir quais são os perfis num processo eleitoral.

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