Zé Lemos: Nas proporcionais brasileiras o eleitor geralmente escolhe um candidato e elege sem querer outro da mesma lista em que votou, mas que desconhece

Arapuca Proporcional

Por José Antônio Lemos | A medida que avança este ano eleitoral de 2018 começam a ser esboçadas algumas candidaturas e já surgem ainda discretos nomes dos pretensos candidatos em conversas e adesivos de carros. Muitas destas candidaturas nem vingarão e mesmo assim começam a correr atrás de seus possíveis votos. A regra para os novatos é começar cedo para “beber água limpa”, isto é chegar nos eleitores antes dos outros candidatos. De um modo geral iniciam buscando familiares, colegas de trabalho, velhos colegas dos bancos escolares até então esquecidos, em suma, aquele grupo potencialmente formador do que seria seu capital político pessoal. Com base nesses laços pessoais acabam arrancando compromissos amarrados em “fios de bigode” de difícil escapatória futura. Com as eleições ainda longe muitos desses compromissos são firmados em frases ditas sem muito pensar, para encurtar uma conversa chata ou não ser desagradável. Depois fica difícil escapar daquilo que foi considerado pelo ávido postulante a político como um compromisso de honra seu.
Ano passado houve a tão necessária reforma política esperada para ser a mãe de todas as reformas, mas que afinal pariu um rato. Em relação ao voto em si quase tudo ficou como antes, e este ano escolherá os deputados estaduais e federais, senadores, governador e presidente da república em eleições majoritárias e proporcionais, que continuam do mesmo jeito só que com o registro parcial do voto no papel, paralelo à votação eletrônica. Outras mudanças mais significativas só em 2020. Como sabemos, os dois tipos de eleição são necessários e existem nas democracias mais avançadas do mundo, uma privilegiando o candidato individual e a outra a proporção em que se distribui no eleitorado as diversas correntes ideológico-partidárias.
O voto majoritário é simples, vence o candidato que tiver mais votos. Já o voto proporcional não é tão simples assim. Nelas vota-se em listas por partido ou coligação através dos votos dados aos candidatos nelas constantes. Isto é, o cidadão escolhe um candidato, mas de fato está votando em uma chapa ou lista elaborada habilmente pelos caciques partidários, composta por outros candidatos que poderão se eleger com seu voto já que as cadeiras em disputa serão ocupadas apenas pelos mais votados em cada corrente, cuja grande maioria não é escolhida diretamente pelo eleitor, mas com aproveitamento dos votos dos candidatos “perdedores” da chapa. Só que, por incrível que pareça, estas listas não são dadas ao conhecimento do eleitor.
Nas proporcionais brasileiras o eleitor geralmente escolhe um candidato e elege sem querer outro da mesma lista em que votou, mas que desconhece. Essa é a arapuca que mantem aqueles de sempre, os caciques, seus parentes ou indicados, com o povo enganado no seu próprio voto, elegendo e legitimando muitos daqueles que não gostaria de ver eleitos ou reeleitos. Fica com a fama de não saber votar. O coitado é ludibriado, paga a conta e ainda leva a culpa.
A responsabilidade na hora de votar deve ser multiplicada nas proporcionais. Antes de nos comprometer com o candidato parente, amigo, colega ou compadre é importante aguardar a oficialização das candidaturas e torcer para que a Justiça Eleitoral publique as listas das eleições proporcionais. Elas mostrarão quais os outros candidatos o eleitor poderá eleger ao votar naquele que hoje postula seu voto. Sem a publicação o jeito será descobrir por conta própria, ouvir, discutir, comparar propostas, amadurecer as escolhas. Importante é a não precipitação com algum pré-candidato. O voto é sua arma cidadã, seu poder político, de uso imperioso a favor da sociedade e do eleitor enquanto cidadão, origem e destino das verdadeiras democracias.

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Afrânio Silva Jardim: Sobre a incompetência do juiz Sérgio Moro para julgar o ex-presidente Lula

(NOVO TEXTO. O DIREITO PROCESSUAL PENAL NÃO É PARA OS JORNALISTAS DA REDE GLOBO !!!).AINDA SOBRE A INCOMPETÊNCIA DO…

Publicado por Afrânio Silva Jardim em Quinta-feira, 26 de abril de 2018

AINDA SOBRE A INCOMPETÊNCIA DO JUÍZO DA 13a.VARA FEDERAL DE CURITIBA. PROCESSOS EM FACE DO EX-PRESIDENTE LULA.

Para que o juiz Sérgio Moro tenha a sua competência prorrogada, para processar e julgar supostos crimes consumados em São Paulo, não basta que estes supostos delitos “TENHAM LIGAÇÕES COM AS FRAUDES PRATICADAS CONTRA A PETROBRÁS”.

Acho até mesmo que estas “ligações” não existem, mas o que vai nos ocupar agora é outra questão processual: pode a competência de foro do Estado de São Paulo ser subtraída em prol do juiz Sérgio Moro???

Pelo nosso sistema processual penal, a ampliação da competência de foro ou juízo pressupõe a existência de conexão entre as infrações, a fim de que haja unidade de processo e julgamento. São questões jurídicas e que estão tratadas expressamente no Código de Processo Penal.
Direito não é para leigos, mormente se são jornalistas a serviço de um trágico punitivismo.

Desta forma, cabe realçar que, para que o juiz Sergio Moro tenha competência para os três processos em que o ex-presidente figura como réu, se faz necessário que fique claro que os supostos crimes ocorridos no Estado de São Paulo são conexos com o “crime-mãe” da competência do juiz Sérgio Moro, bem como que este delito poderia atrair para a sua competência os demais crimes conexos, consumados em locais diversos.

Vejam quando ocorre a conexão, segundo previsão legal (Código de Processo Penal):

“Art. 76. A competência será determinada pela conexão: (na verdade, trata-se de modificação por prorrogação de competência)

I – se, ocorrendo duas ou mais infrações, houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias pessoas reunidas, ou por várias pessoas em concurso, embora diverso o tempo e o lugar, ou por várias pessoas, umas contra as outras;

II – se, no mesmo caso, houverem sido umas praticadas para facilitar ou ocultar as outras, ou para conseguir impunidade ou vantagem em relação a qualquer delas;

III – quando a prova de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias elementares influir na prova de outra infração.”

Ora, diante do que está disposto na lei processual, não basta que um suposto crime tenha alguma “ligação com os crimes contra a Petrobrás”. Para que seja subtraída a competência do foro de São Paulo se faz absolutamente necessária a presença de uma das hipóteses de conexão acima transcritas.

Por outro lado, se o “primitivo” delito – o que teria força para atrair os delitos conexos – já foi objeto de julgamento de mérito, não faz mais sentido subtrair a competência do foro de São Paulo, pois NÃO HAVERÁ possibilidade de UNIDADE DE PROCESSO E JULGAMENTO dos crimes conexos, escopo que levaria à prorrogação da competência do juiz Sérgio Moro.

Sobre este tema, vejam o nosso anterior texto, publicado em nossa coluna do site Empório do Direito: http://emporiododireito.com.br/…/a-clara-e-evidente-incompe…

Ademais, a competência da justiça federal está toda ela prevista na Constituição da República e não pode ser ampliada pelas regras do Código de Processo Penal, nada obstante uma equivocada súmula do S.T.J. A toda evidência, a Constituição Federal não pode ser modificada pela lei ordinária (Cod. Proc. Penal), salvo quando ela expressamente o autoriza, quando dispõe, por exemplo, sobre a competência penal eleitoral : “crimes eleitorais e os conexos”.

Por último, importa ressaltar que o critério constitucional para a fixação da competência da justiça federal é a titularidade do bem jurídico tutelado pela norma penal incriminadora. A Petrobrás é uma sociedade empresária de direito privado (sociedade de economia mista). Vejam o que dispõe o art.109 da Constituição Federal:

“Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar:

IV – os crimes políticos e as infrações penais praticadas em detrimento de bens, serviços ou interesse da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas públicas, excluídas as contravenções e ressalvada a competência da Justiça Militar e da Justiça Eleitoral;”

Desta forma, não prospera a assertiva do juiz Sérgio Moro, em sua sentença condenatória, de que o réu Lula exercia o relevante cargo de Presidente da República. Primeiro porque, quando do evento do apartamento “Triplex”, ele já não era Presidente há muito tempo; segundo, porque o critério da Constituição não é “intuito personae”, vale dizer, não está relacionado com o cargo ou função do suposto autor ou partícipe do delito.

Enfim, além do suposto crime atribuído ao ex-presidente Lula não ter ligação com os crimes praticados por empresários, diretores e gerentes da Petrobrás S.A., em face dos quais não há qualquer participação do ex-presidente com relevância jurídica, efetivamente não está presente nenhuma das hipóteses legais de conexão.

Entretanto, mesmo que houvesse tal “ligação”, há várias outras hipóteses legais e constitucionais que impedem a subtração da competência do foro de São Paulo, em razão da absurda ampliação da competência do juiz Sérgio Moro.

Desta forma, de duas uma: ou a grande imprensa está de má-fé ou é totalmente leviana e descuidada, pois teria de consultar um jurista para depois fazer as irresponsáveis considerações. Lamentável.

Independentemente das concepções políticas ou ideológicas da cada um, é preciso que os operadores jurídicos tenham boa-fé na interpretação e aplicação do Direito, bem como não se afastem da indispensável honestidade intelectual.

Afranio Silva Jardim, professor associado de Direito Processual Penal da Uerj. Mestre e Livre-Docente em Direito Processual Penal pela Uerj.

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STF derruba decisão de Edson Fachin de enviar delação envolvendo Lula para Moro e acaba com o tribunal de exceção; tarde, mas acabou

Por André Richter, da Agência Brasil | A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (24) derrubar a decisão individual do ministro Edson Fachin que determinou o envio de acusações de delatores da Odebrecht contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a 13ª Vara Federal em Curitiba, comandada pelo juiz federal Sérgio Moro.

De acordo com os delatores, entre eles Marcelo e Emílio Odebrecht, a empreiteira teria custeado despesas pessoais de Lula, como reformas em um sítio frequentado por sua família em Atibaia (SP), a compra do terreno para instalação do Instituto Lula em São Paulo e pagamentos por palestras realizadas pelo ex-presidente em eventos organizados pela empreiteira no exterior.Por 3 votos a 2, seguindo voto divergente do ministro Dias Toffoli, a Turma entendeu que as acusações contra Lula não têm relação com os desvios de recursos na Petrobras, cujo relator é o juiz Sérgio Moro.  Dessa forma, o processo deve ser enviado para a Justiça Federal em São Paulo, onde os supostos crimes ocorreram. Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes seguiram o voto de Toffoli. Edson Fachin e Celso de Mello não conheceram o recurso.

Na decisão, após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), Fachin desmembrou parte dos depoimentos de delação de executivos da empreiteira Odebrecht e enviou os fatos para Justiça Federal em Curitiba. No entanto, a defesa de Lula discordou da decisão, e o recurso foi julgado na sessão do colegiado.

Defesa Em nota, a defesa de Lula disse que a decisão da Segunda Turma reforça o entendimento que sempre foi sustentado pelos advogados. Segundo Cristiano Zanin, o juiz Sérgio Moro não é competente para julgar as acusações.

“Não há qualquer elemento concreto que possa justificar a competência da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba nos processos envolvendo o ex-presidente. Entendemos que essa decisão da Suprema Corte faz cessar de uma vez por todas o juízo de exceção criado para Lula em Curitiba, impondo a remessa das ações que lá tramitam para São Paulo”, afirmou Zanin.

Source: STF derruba decisão de enviar delação envolvendo Lula para Moro | Agência Brasil

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Agravo ao ministro Edson Fachin: Volta Fachin, volta!!!

Por Darci Frigo |  “Eu, escutando as palavras da professora Vera que, como muitos daqui, foi colega do ministro Luiz Edson Fachin, eu achei por bem dizer nesse momento que nós que convivemos com o ministro Fachin, nós gostaríamos que aquele professor, amigo, que tinha compromisso com os pobres, que tinha compromisso com as causas dos Direitos Humanos, é preciso dizer que ele precisa voltar.

Ele precisa voltar. Porque aquele que está lá, no Supremo Tribunal Federal não é o Fachin que nós conhecemos.

Volta Fachin, volta. Volta, porque as suas decisões estão causando muito sofrimento ao povo brasileiro. Nós precisamos que você volte; que você volte às suas posições históricas.

Eu não podia deixar de fazer esse momento de agravo. Se ele voltar, e se ele se recompuser, nós podemos fazer um grande momento de desagravo, nesse mesmo lugar. Mas, hoje, é preciso agravar a posição do ministro Fachin. Nós não podemos aceitar em hipótese alguma que ela persista no Supremo Tribunal Federal”.

Leia também: Afrânio Silva Jardim: Algo precisa acontecer para fazer cessar esta tremenda injustiça que está sendo perpetrada contra o maior líder popular de toda a nossa história

 

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Afrânio Silva Jardim: Algo precisa acontecer para fazer cessar esta tremenda injustiça que está sendo perpetrada contra o maior líder popular de toda a nossa história

É UM ABSURDO O QUE ESTÁ ACONTECENDO NESTE PAÍS EM RELAÇÃO AO EX-PRESIDENTE LULA. (texto ampliado)

1) Condenação surreal no primeiro grau de jurisdição, com processo repleto de nulidades e por juízo absolutamente incompetente. O crime imputado ao Lula teria ocorrido em São Paulo e ele não teria qualquer conexão com os delitos originários da 13.Vara Federal de Curitiba.

As condutas atribuídas ao ex-presidente Lula não são tipificadas como crime. O crime é RECEBER INDEVIDA VANTAGEM. Lula não “recebeu” o Triplex !!!

Se recebeu, pergunto: quando? onde? como?

A condenação foi repudiada por quase toda a comunidade acadêmica. Cinismo.

2) Decisão bizarra no Tribunal Federal Regional, com aumento da pena para burlar a prescrição da pretensão punitiva, ao arrepio das regras do Código Penal que tratam do tema.

A pena mínima da corrupção passiva é 2 (dois) anos e eles aumentaram para mais de 8 (oito) anos. Aumentaram pelos bons antecedentes do ex-presidente!!! Cinismo!!!

3) Decisão do S.T.J. denegando Habeas Corpus em favor do ex-presidente, a qual simplesmente desconhece a vigência das regras do art.283 do Código Processo Penal e do art.105 da Lei de Execução Penal.

Para fugir do enfrentamento desta questão, o tribunal federal assevera que tem de seguir o que já decidiu S.T.F.

Ora, todos sabem que o S.T.F. já tem entendimento diverso e que eles estão julgando contra a Constituição e as regras ora mencionadas!!! Cinismo;

4) O Ministro Fachin, sabendo que a segunda turma do S.T.F. é contra a execução provisória da pena, tira o julgamento do Habeas Corpus do seu “juiz natural” e remete o processo para o plenário do S.T.F. Cinismo;

5) A presidenta do S.T.F. não coloca os processos em pauta para serem julgados (ações diretas de constitucionalidade do art.283 do Código Processo Penal). Se ele não é inconstitucional tem de ser aplicado.

Tal regra jurídica exige o trânsito em julgado (não cabimento de qualquer recurso) para que a prisão seja automática, como efeito da condenação.

Por que não “conferir” o real e atual entendimento do Plenário do S.T.F. ???

Por tudo isso, a população está estarrecida e revoltada, embora (in)devidamente contida. Há sempre uma esperança de que o Poder Judiciário irá voltar a afirmar a sua indispensável dignidade.

Custa a crer que esta imoral perseguição continue a acontecer. Chego a ficar meio desesperado. Algo precisa acontecer para fazer cessar esta tremenda injustiça que está sendo perpetrada contra o maior líder popular de toda a nossa história.

Source: Afrânio Silva Jardim

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Agora estamos sem Nelson Pereira dos Santos

Por Agência Brasil | Morreu hoje (21), no Rio de Janeiro, de falência múltipla dos órgãos, o diretor de cinema Nelson Pereira dos Santos, de 89 anos. Ele estava internado no Hospital Samaritano, em Botafogo, zona sul da cidade.
A notícia foi confirmada às 17h pela Academia Brasileira de Letras (ABL), da qual o cineasta era membro desde 2006, ocupando a cadeira sete. O corpo do diretor será velado na sede da ABL, no centro do Rio.Nascido em São Paulo, em 22 de outubro de 1928, Nelson Pereira dos Santos era bacharel em direito, formado  pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Além de diretor, foi produtor, roteirista, montador e ator.

Diretor do filme “Rio 40 Graus”, era considerado um dos mais importantes cineastas do país. Seu filme Vidas Secas, baseado na obra de Graciliano Ramos, é um dos longa-metragem brasileiros mais premiados em todos os tempos, sendo reconhecido como obra-prima.

Nelson Pereira dos Santos foi um dos precurssores do Cinema Novo e fundador do curso de graduação em cina da Universidade Federal Fluminense.

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Até quem estava quieto se manifestou depois que a senadora Ana Amélia abriu a boca e confundiu (?) Al Jazeera com Al Qaeda: o Instituto de Cultura Árabe divulga nota de repúdio

Nota de repúdio às declarações da senadora Ana Amélia sobre os árabes

O Instituto da Cultura Árabe repudia veementemente a declaração da senadora Ana Amélia (PP-RS) em sessão do Senado transmitida pela TV que, ao criticar um depoimento da senadora Gleisi Hoffmann sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à rede de televisão Al Jazeera, relacionou a emissora a grupos terroristas.

A Al Jazeera é um dos grupos de comunicação mais respeitados do planeta. Além de praticar um jornalismo que serve de referência, entrevista e promove reportagens com líderes, artistas, intelectuais e ativistas que se identificam com a luta em defesa dos direitos humanos, respeitando a diversidade de opiniões.

Relacionar uma emissora de TV do mundo árabe a grupos terroristas, além de demonstração de desconhecimento em relação aos países árabes, é prática explícita de preconceito racial e islamofobia. A Constituição brasileira é clara quanto aos delitos de racismo e discriminação e quaisquer formas de sistemas religiosos e profissões de fé. Partindo de uma senadora da República, constitui-se em um constrangimento ainda maior para nossa a sociedade.

O Brasil historicamente é destino de imigrantes de diversas partes do mundo, entre eles, os árabes. Os imigrantes sempre viram no país um local acolhedor para recomeçarem suas vidas. Seu legado está presente em todas as áreas do conhecimento e na construção do próprio país.

Temos certeza de que a sociedade brasileira em geral não aceita e não compactua com atos dessa natureza, que incitam crimes de ódio, abrindo-se as portas à barbárie.

O ICArabe, organização autônoma, laica, de caráter científico e cultural, trabalha desde sua concepção para desconstruir esses estereótipos, via promoção e divulgação da rica cultura árabe. Valorizamos o caminho da harmonia entre as comunidades e entre os povos e o respeito às diferenças. Acreditamos que a integração entre as culturas e o diálogo são essenciais, assim como o respeito aos direitos humanos de todas as pessoas, brasileiras ou não.

O incentivo a práticas preconceituosas, de qualquer natureza, e a difusão do discurso do ódio constituem atos hediondos e instrumentos de fragmentação e de segregação de um povo conhecido em todo mundo por sua união e amabilidade nas relações com todas as etnias de sua constituição.

Diretoria do Instituto da Cultura Árabe

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Jurista Joaquim Falcão é eleito para a ABL

O novo imortal, Joaquim Falcão (Divulgação/ABL)

O jurista e educador Joaquim Falcão, de 74 anos, foi eleito hoje (19) para a Cadeira 3 da Academia Brasileira de Letras (ABL), sucedendo o jornalista e escritor Carlos Heitor Cony, que morreu no dia 5 de janeiro deste ano. Antes de Cony, a Cadeira 3 foi ocupada pelo fundador da instituição, Filinto de Almeida, por Roberto Simonsen, por Aníbal Freire da Fonseca e por Herberto Sales.

Participaram da sessão, no Petit Trianon, como é conhecido o prédio-sede da ABL, 24 acadêmicos, e 11 encaminharam seus votos por carta. Por motivo de saúde, quatro imortais não votaram. Além disso, houve três votos em branco.

Joaquim Falcão disse que sua eleição simboliza a busca de Brasil pelo Brasil. “Simboliza a capacidade de ver e interpretar o Brasil, a liberdade de informação e a adversidade do Brasil.”

Ao comemorar em casa, junto com parentes e amigos, a eleição para a ABL, Falcão adiantou qual será a sua contribuição para os debates com os imortais, como são chamados os membros da academia. Ele lembrou que sua origem é jurídica e que é especializado em Supremo Tribunal Federal (STF). “O Supremo representa o sentimento de justiça do Brasil, assim como os intelectuais representam a consciência do povo brasileiro”, afirmou.

Ao comentar o papel do STF no momento atual, Falcão foi direto: “O Supremo não vai falhar ao Brasil.”

Sucessão – Para Falcão, o fato de suceder o escritor Carlos Heitor Cony na ABL também é motivo de satisfação. “Cony representou, nos meses mais difíceis que o Brasil passou, uma voz que ia além de si mesmo. Cony foi uma voz de liberdade. Ele disse o que o Brasil inteiro queria dizer.”

O presidente da ABL, Marco Lucchesi, ressaltou que o novo imortal é figura de destaque no meio jurídico, e uma conquista para a Casa. Joaquim Falcão é um nome de marca na área jurídica e um intérprete sensível e profundo de nosso país. Tem uma cultura ecumênica e plural, raro conhecedor do STF e dos desafios do Brasil. É um grande nome para a Casa.”

A acadêmica Rosiska Darcy de Oliveira, destacou que Falcão já deveria sido eleito para a ABL. “Joaquim Falcão é não só um jurista notável, é também uma figura incontornável da cultura brasileira. Seu lugar é nesta Casa e já tardava esta eleição. Joaquim é muito querido entre os Acadêmicos, como prova a sua votação”, afirmou a escritora.

O novo acadêmico nasceu no Rio, mas é de origem pernambucana. Bacharel em direito pela Universidade Católica do Rio de Janeiro, é mestre em direito na Harvard Law School e em planejamento de educação, além de ter doutorado na Universidade de Genebra. Foi diretor da Faculdade de Direito da PUC-Rio, professor associado da Universidade Federal de Pernambuco e da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro, fundador e professor titular da Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro.

Entre outros cargos políticos, Joaquim Falcão foi chefe de gabinete do ministro da Justiça no governo Sarney, Fernando Lyra; fez parte da Comissão Provisória de Estudos Constitucionais, a Comissão Afonso Arinos; presidiu a Fundação Nacional Pró-Memória, responsável pelas principais casas de cultura do Brasil, como Biblioteca Nacional, o Museu Nacional de Belas Artes e o Museu Histórico Nacional.

No fim dos anos 70, começou a colaborar com o jornal Folha de S.Paulo, escrevendo durante anos na página 2. Seu livro A Favor da Democracia, publicado em 2004, é resultado desse período.

O livro Mensalão – Diário de um Julgamento: Supremo, Mídia e Opinião Pública, publicado em 2013, descreve uma nova estratégia de “difusão de massa do conhecimento jurídico”, traduzindo para o grande público, as grandes questões sobre estado democrático de direito.

Source: Jurista Joaquim Falcão é eleito para a ABL | Agência Brasil

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Lula manda uma mensagem aos acampados em Curitiba pelo #LulaLivre

 

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Gás e Futuro – artigo de José Antônio Lemos

Por José Antônio Lemos | Na semana em que Cuiabá comemorava seu 299º aniversário, com a cidade adentrando em seu tricentésimo ano de existência, foi noticiada a suspensão do funcionamento da Usina Termelétrica de Cuiabá e do gasoduto Bolívia-Cuiabá. Não entro aqui nos porquês dessa suspensão pois o rolo é muito grande envolvendo as 2 maiores empresas do país, presidência da república, lava-jato, em suma, desfocaria o objetivo deste artigo que é o descaso ou desleixo com que as autoridades governamentais e as lideranças civis do estado tratam o complexo industrial mais caro de Mato Grosso, fundamental para seu desenvolvimento e construído a um custo de 1,0 bilhão de dólares!

    Especialista em Planejamento Urbano, não entendo nada sobre gás, termelétrica ou rolos de empresas, mas sei o quanto é importante a disponibilidade do gás para o desenvolvimento de uma cidade ou região. Por isso sigo a Termelétrica desde sua gestação já tendo escrito muitos artigos sobre o assunto sob a ótica de Cuiabá e Mato Grosso. A Termelétrica de Cuiabá é fruto da visão de estadista do saudoso Dante de Oliveira. Com o gasoduto Bolívia-Cuiabá, integra um complexo inaugurado em 2002 a um custo de US$ 1,0 bilhão, repito. Com sua perspectiva de futuro o então governador anteviu a grande produção agropecuária atual de Mato Grosso, já prevendo a energia e a logística de transportes como os dois gargalos para esse processo. Hoje Mato Grosso é o líder do agronegócio nacional, principal fiador do saldo comercial e do PIB nacional, mas está encalacrado na logística. Só não está em crise energética justo pelas providências daquele tempo.

    Uma vez instalada em Mato Grosso uma agropecuária de alta tecnologia e produtividade, Dante percebeu ser fundamental a criação das condições para a verticalização no estado dessa produção primária, agregando-lhe valor. Gerar empregos aqui em vez de exportá-los. Entendia que a Baixada Cuiabana poderia ser a base desse processo de verticalização com apoio da ZPE de Cáceres. Para esse salto, energia e transporte seriam essenciais. Arrancou assim das barrancas do Paraná os trilhos da Ferronorte, criou o FETHAB, implantou o Porto Seco e internacionalizou o Aeroporto Marechal Rondon, providenciando sua ampliação a quatro mãos com o também saudoso Orlando Boni, cuiabano então presidente da Infraero. Na questão da energia destravou a APM de Manso, então com obras paralisadas a bastante tempo e trouxe a poderosa Enron para implantar o complexo termelétrica/gasoduto.

    Implantado o complexo do gás viriam com ele as vantagens regionais comparativas para a instalação de novas indústrias e outros investimentos. Só que o plano não avançou, a ponto do gás hoje não sensibilizar nem os taxistas e a Termelétrica ter um funcionamento descontinuado. O gás aqui foi inconfiabilizado e sempre me intrigou a causa desse aparente insucesso e do estranho silêncio de nossas lideranças empresariais e políticas sobre o assunto. Por que? Para mim não entenderam nada até hoje, na mais gentil das minhas hipóteses.

    Agora vem esta nova suspensão de funcionamento, mais séria pois afeta também o gasoduto. Ouvi no rádio o presidente do MTGás dizer que obteve uma liminar na Justiça assegurando o funcionamento do gasoduto e que, portanto, poderiam ficar tranquilos os cerca de 800 motoristas e as 4 ou 5 empresas que usam o gás como insumo energético. Infelizmente, trata-se muito mais que isso. Sugiro ao leitor buscar no Google pelo gás de Mato Grosso do Sul. Sentirão o mesmo que senti: inveja! Nos mapas, a distribuição por quase toda a Campo Grande, indo a Três Lagoas e Corumbá, para uso veicular, residencial, comercial, industrial e cogeração. Lá bombando o futuro, enquanto aqui …

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Agora estamos sem Dona Ivone Lara, autora de “Sonho Meu”

Aos 97 anos, morre no Rio a sambista Dona Ivone Lara

A sambista Dona Ivone Lara morreu na noite desta segunda-feira (16)  Portal Brasil – Foto: Divulgação

Por Vitor Abdala, da Agência Brasil | A cantora e compositora Dona Ivone Lara morreu na noite de ontem (16), aos 97 anos, no Rio de Janeiro. Ela estava internada desde a última sexta-feira (13)  no Centro de Tratamento e Terapia Intensiva (CTI) da Coordenação de Emergência Regional (CER), no Leblon, com um quadro de anemia.

O corpo será velado na quadra da Império Serrano, sua escola do coração, em Madureira, na zona norte da cidade. O sepultamento está marcado para a tarde, no cemitério de Inhaúma.

A Portela, outra escola tradicional de Madureira, divulgou nota chamando dona Ivone Lara de “patrimônio do Império, da Portela e da cultura brasileira”. Considerada um dos maiores nomes da música popular brasileira em todos os tempos, a cantora sempre foi muito ligada também aos compositores da Portela. Era grande amiga de Candeia, Monarco e Paulinho da Viola, por exemplo.

O sambista Dudu Nobre usou o seu perfil no facebook para homenagear a artista. “Obrigado por tudo dona Ivone Lara. As bênçãos, os ensinamentos,as conversas, os sambas, a poesia. Descanse em paz, Grande Dama do Samba”.

Nascida em 13 de abril de 1921, no Rio de Janeiro, dona Ivone Lara compôs seu primeiro samba aos 12 anos, “Tiê, tiê“, depois de ganhar de seus primos um pássaro da espécie tiê.

Aprendeu a tocar cavaquinho com o tio  Dionísio Bento da Silva, que tocava violão de sete cordas e integrava o grupo de chorões que reunia Pixinguinha e Donga.

Sua primeira escola de samba foi a Prazer da Serrinha, que começou a frequentar em 1945 e para quem compunha sambas que eram assinados pelo seu primo Fuleiro, devido ao preconceito contra as mulheres que existia nas agremiações naquela época.

Enfermeira e assistente social, trabalhou com pacientes que tinham doença mental. Ingressou na Império Serrano em 1965 e gravou seu primeiro disco, “Samba minha verdade, samba minha raiz”, em 1974. Ao se aposentar da área da saúde em 1977, passou a se dedicar integralmente à música.

Entre suas composições mais conhecidas estão Sonho meu e Acreditar, ambos em parceria com Délcio Carvalho.

Source: Aos 97 anos, morre no Rio a sambista Dona Ivone Lara | Agência Brasil – Últimas notícias do Brasil e do mundo

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Entre aspas: “Estatizar os bancos  para o Brasil crescer”, editorial do Jornal do Brasil; enfim um veículo da grande imprensa faz o seu papel

Jornal do Brasil

Diante da queda histórica da Selic para 6,5%, a mais baixa de toda a história, resta claro que o oligopólio que forma o sistema bancário brasileiro, composto por quatro famílias que administram 60% da base monetária, não se sensibiliza diante do caos instalado na economia, cujo principal motivo são as taxas de juros que cobram, não só de quem cria riquezas e gera empregos, mas também de 62 milhões de trabalhadores que se encontram inadimplentes junto aos bancos e financeiras.

Estando claro que nada temos contra a atuação de bancos privados em nosso regime econômico, somos, sim, radicalmente contra o oligopólio que impera em nosso país. Não convém deixar de mencionar que a causa do endividamento público nos últimos 20 anos deveu-se, sobretudo, às taxas de juros que o Estado brasileiro pagou aos bancos e, na última linha, aos rentistas que, sem nada produzir, vivem do suor alheio.

Não há justificativa para que as quatro famílias continuem cobrando, das empresas e dos trabalhadores deste país, juros acima do que cobra qualquer agiota que atua na clandestinidade. E ainda gozam do privilégio de não pagar imposto sobre os generosos dividendos. Não é possível – e já provamos neste jornal – que à revelia de qualquer fundamento macroeconômico e/ou político, as taxas praticadas possam continuar sendo de 400% ao ano!

Mas os bancos brasileiros, tamanho o poder que possuem, não se sensibilizam com a situação calamitosa causada por eles e, assim, como donos do país, continuam cobrando o que querem. E, claro, com apoio do Banco Central, cujos presidentes são sempre funcionários dos bancos que formam o oligopólio. Todos fazendo vistas grossas diante da criminosa imposição da compra de seguros, consórcios e outros penduricalhos sobre os tomadores de financiamento. Um escárnio.

Em nenhum país do mundo há tamanha aberração e permissividade. E, o mais grave, com o olhar complacente da Justiça, pois, na maioria das ações contra as empresas e trabalhadores, dá-se ganho de causa aos bancos, jogando o devedor no precipício da desesperança, diante dessa injustiça “legalizada”. Da mesma forma, quando os bancos são perdoados de dívidas, como foi o caso do Itaú, que teve perdoada, no CARF, dívida fiscal de R$ 25 bilhões. Santander, Bradesco e Safra também estão sendo processados por suposta compra de votos no CARF para anular multas bilionárias.

Mesmo com esse alto índice de inadimplemento no país, os lucros dos bancos não diminuem, tamanha a brutalidade das taxas que cobram. E, quando um cliente para de pagar, porque não consegue suportar a agiotagem praticada, os bancos conseguem na Justiça o valor supostamente devido. Nos acordos, os valores recebidos voltam como lucro para engordar ainda mais os seus balanços. Inacreditável!

É preciso insistir: os lucros alcançados pelas quatro famílias são maiores do que qualquer outro banco localizado nos países ricos, a começar pelos Estados Unidos. Nada se compara aos ganhos ilegais auferidos por esse oligopólio bancário. O estrangeiro Santander tem seu maior lucro global nas operações brasileiras. O Congresso, que devia ser a voz da nação, faz ouvido de mercador e não se pronuncia, permitindo que os brasileiros continuem sendo sangrados pelos bancos.

A população sofre por causa dos bancos. As empresas, sufocadas pela recessão ainda não de todo superada no governo Temer, não sabem a quem recorrer para poder continuar sobrevivendo. Se, de um lado, os impostos sufocam, do outro, os juros as condenam à inadimplência e ao fim de suas atividades.

Os bancos, no modelo atual, em geral com respaldo de decisões judiciais, são os principais causadores do desemprego e do crescimento zero de nossa economia. Trata-se, portanto, do maior problema do Brasil, cabendo ao próximo presidente da República agir, de forma firme, contra o oligopólio existente. Não vimos, ainda, salvo Ciro Gomes, nenhum pré-candidato abordar o tema e quais as medidas que devem ser tomadas contra os quatro bancos que destroem a economia e matam o futuro da nação.

Em nada o oligopólio bancário contribui para o desenvolvimento. Ao contrário. Uma das medidas que poderiam ser tomadas pelo próximo presidente seria, assim como ocorre nos Estados Unidos, a proibição de bancos nacionais. Em outras palavras, só poderiam atuar em um estado da Federação, o que diminuiria o poder das quatro famílias, e, definitivamente, liquidaria com o monopólio existente. Melhor, ainda, seria um incentivo à criação de bancos regionais, também no exemplo dos Estados Unidos (mais de 10 mil bancos), como tínhamos aqui nos anos 50 e 60. Nessa época, cada cidade de porte médio possuía um ou dois bancos locais.

O oligopólio demonstra não ser sensível às demandas da sociedade por juros mais baixos e linhas de crédito em condições suportáveis pelos trabalhadores e empresas. Mas se nada for feito para estancar a sangria causada pelos bancos Itáu, Bradesco, Santander e Safra, outra solução não há: a estatização do sistema bancário. Porque somente sem eles nossa economia poderá voltar a crescer.

Source: Estatizar os bancos  para o Brasil crescer

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Mais de 30 projetos culturais receberão apoio da prefeitura de Cuiabá

Ao total 31 propostas serão executadas por artistas regionais e devem resultar em grandes eventos em 2018

Da Assessoria | Com o objetivo de contribuir para a ampliação democrático das mais variadas manifestações culturais, bem como promover a valorização e difusão dessas atividades, a Prefeitura de Cuiabá realizou na sexta-feira (13) a apresentação do projetos culturais aprovados por meio do Edital de Cultura, lançado em 2017. Coordenado pela Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo, a ação de incentivo selecionou 31 propostas a serem executadas pelos artistas regionais com o apoio financeiro do Executivo cuiabano.

A medida cumpre com política de fomentação adotada pela gestão do Município e também com Lei Complementar nº 273/11, que dispões sobre a captação de recursos públicos para o desenvolvimento de projetos artísticos-culturais na Capital. No total, foi destinado aos sete segmentos contemplado o montante equivalente a R$ 535 mil, oriundo do Fundo Municipal de Apoio e Estímulo à Cultura. O valor está divido entre as seguintes áreas: Artes Cênica, Artes Visuais, Audiovisual, Cultura Popular, Literatura e Patrimônio.

“Esse é apenas um dos elementos que, com recursos próprios a nossa gestão está buscando desenvolver. Ao contemplar esses projetos estamos demonstrando nosso desejo de fortalecer esse segmento. Além disso, já determinei que o secretário Francisco Vuolo trabalhasse na promoção de uma série de outras ações. Dentes elas, está o festival de siriri, de rasqueado, e outros eventos que farão com que nossa cultura, que por si só já é muito rica, se consolide cada vez mais” comentou o prefeito Emanuel Pinheiro.

De acordo com o secretário municipal de Cultura, Esporte e Turismos, Francisco Vuolo, a escolha dos 31 projetos deve ser vista com um importante momento de fortalecimento às atividades culturais cuiabanas. Durante a solenidade, ele explicou que, nos últimos anos, o campo cultural não recebeu a devida atenção por parte do poder público. Todavia, Vuolo destacou que, ao assumir a Prefeitura, Emanuel Pinheiro estabeleceu que fosse retomado e colocado em prática os editais de incentivo aos artistas.

“O que vimos aqui foi o resultado da soma de nossos esforços, onde os 31 projetos foram apresentados para a população, já com a os recursos creditados na conta de cada proponente. Nossa expectativa é que, a partir do próximos meses, possamos ter uma série de grandes eventos e atividades culturais ocorrendo nos quatro cantos da nossa querida Cuiabá. Estamos buscando difundir e valorizar nossa cultura e, ao mesmo tempo, aproximar a Prefeitura dessa classe”, argumentou Francisco Vuolo.

Aprovação dos artistas Com apenas quatro meses de existência e contando com 20 componentes, o prodígio projeto Musikan, que une a prática do Karatê com a música de instrumentos de cordas, foi um dos beneficiados pelo Edital de Cultura. Segundo o diretor e maestro do grupo, Jorge Moura, poder contar com o apoio do Município é um reconhecimento de um trabalho que, em pouco tempo, conseguiu demonstrar todo potencial existente. Ele lembrou que, ao longo dos anos, vários projetos são iniciados pela cidade, porém, por não terem esse auxílio, acabam sendo finalizados sem os frutos almejados.

“Com essa assistência da Prefeitura, teremos condições de manter as aulas, conseguir novos instrumentos, e trazer mais crianças. Esse é um projeto que surgiu a partir de uma amizade com outros membros do grupo, onde tivemos a ideia de juntar o esporte com a música. Tínhamos uma vontade de levar para as crianças, além do lado físico do Karatê, um pouco da cultura que a arte proporciona, unindo os benefícios das duas práticas em prol da formação de bons cidadãos. São alunos que estão tendo contato com músicas regionais e, ao mesmo tempo, trabalhamos a questão do companheirismo e a necessidade de sempre ajudar o colega com mais dificuldade”, relatou o maestro.

Representando as raízes e tradições cuiabanas, o grupo de cururu Tradição Cuiabana, composto por mais de 30 membros, também teve a oportunidade de apresentar sua arte e ser contemplado pela iniciativa da Prefeitura. Conforme um dos lideres da associação, Thomas Flaviano, a medida da Prefeitura deve ser considerada não só mais um alento, mas também uma importante iniciativa de fomentação, diante de todas as dificuldades enfrentadas diariamente pelo conglomerado, que propaga a legitima representação da cultura regional.

“Todos nós nascemos e nos criamos seguindo a tradição do cururu e das festas de santos. Somos os grande representantes da cultura cuiabana. Se falar de cururu e siriri em qualquer lugar do Brasil, a pessoa imediatamente irá reportar a Cuiabá. Então, nada mais justo que possamos receber dos órgãos públicos incentivos como este. Somos muito gratos a Prefeitura de Cuiabá, representada pela Secretaria de Cultura, por ter nos ajudado. É mais uma ação que irá contribuir para o enriquecimento dessa atividade”, finalizou o curureiro. (Texto: Bruno Vicente / Foto: Luiz Alves)

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Leonel Brizola aconselha o povo brasileiro

 

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Gilmar Mendes denuncia a corrupção implantada na Lava Jato de Curitiba

><>No debate em plenário, quando do julgamento do HC de Antônio Palocci, abriu a sua caixa de ferramentas e denunciou a corrupção que grassa na Lava Jato nos acordos de delação premiadas. Como sabemos que GM não é nenhuma virgem recém chegada no cabaré as suas denuncias são de uma contundência sem precedentes.

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Projetos aprovados no edital 2017 de Cultura da Prefeitura de Cuiabá serão apresentados hoje

Museu do Rio será palco de evento cultural que vai revelar quais são e, como estão sendo aplicados os recursos

Da Assessoria | A Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo e o Conselho Municipal de Cultura promovem hoje, sexta-feira (13), no Museu do Rio, um encontro entre a classe cultural, o poder público e sociedade civil para Apresentação dos Projetos Culturais que serão realizados, aprovados no Edital de Cultura 2017. O objetivo do evento é revelar quais são e como estão sendo aplicados os recursos. O evento faz parte da programação dos 299 Anos da Capital.

O recurso destinado aos sete segmentos contemplados pelo edital do Fundo Municipal de Apoio e Estímulo à Cultura de Cuiabá/2017, resultaram no montante de R$ 535 mil, divididos entre Artes Cênicas, Artes Visuais, Audiovisual, Cultura Popular, a Literatura e o Patrimônio.

No total 31 projetos foram aprovados, compondo a Lei Complementar nº.  273, de 05 de dezembro de 2011. De acordo com o secretário de Cultura, Esporte e Turismo, Francisco Vuolo o intuito do evento é mostrar de forma transparente a aplicação desses recursos e ainda comemorar os 299 anos de Cuiabá.

“A ideia é aproximar a prefeitura de Cuiabá da classe cultural. Estamos preparando uma programação voltada para as expressões artísticas cuiabanas inseridas no contexto do Conselho de Cultura, que é o responsável pela aplicação dos recursos do fundo municipal. Iremos apresentar os 31 projetos e seus proponentes à sociedade, para que todos saibam quem são os realizadores que fazem muito pela nossa cultura. E ainda brindar Cuiabá pelos seus 299 Anos, para que se inspirem para os 300 anos”, ressaltou Vuolo.

Seguem os proponentes que tiveram seus projetos aprovados no Edital de 2017:

Artes Cênicas – Thereza Helena de Souza Nunes, Juliana Capilé Rivera, Ilson de Oliveira, Vlademir Oliveira dos Reis e Cícera Pereira Pinheiro.

Artes Visuais – Reginaldo Silva GomesLinalva Alves de SouzaFrede Hortelli FogaçaOdete Venâncio e Alair Xavier dos Santos.

Audiovisual – Josemaire Pinheiro, Larrissa Mineyah de Lima Pereira e Rafael Irineu Alves Lacerda.

Cultura Popular – Luciana Santos Shuring Siqueira, Marcelino de Jesus, Nilton Amorim de Carvalho e Sebastião do Nascimento.

Literatura – Wuldson Marcelo Leite SouzaAlice de OliveiraDilson de Oliveira Miranda, Aclyse de MatosDivanize Carbonierie Caio Augusto Ribeiro Bertorni.

Música – Paulo Lopes PereiraKatylen Mendes dos ReisAna Gabriela Santana Correa, Nilton Vitório Silva de Assis e José Humberto de Souza.

Patrimônio – Lucrécia Dilda, Ligia da Silva Viana, Associação dos Produtores Culturais de Mato Grosso – Ação Cultura.

Durante o evento a comunidade do São Gonçalo Beira Rio vai lançar 12ª edição da festa “Rota do Peixe”, que acontece sábado e domingo, respectivamente, dias (14 e 15/04).

Serviço:
O que: Apresentação dos Projetos Culturais que serão realizados, aprovados no Edital de Cultura 2017.
Onde: Museu do Rio
Quando: 13, sexta-feira
Horário: 19h

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Entre aspas: Pobreza extrema aumenta 11% e atinge 14,8 milhões de pessoas, informa o Valor Econômico

><>Quando vejo pessoas amigas, algumas inteligentes, mas com fervor ‘combatem’ a corrupção, segundo elas o maior câncer da humanidade, e festejam a prisão de Lula, fico me questionando, será que não enxergam a manipulação da mídia por trás de tudo isso???

O Brasil hoje paga em torno de 50% de seu Orçamento para o sistema financeiro (juros e serviço da dívida) e que o atual governo está fazendo economia para pagar mais aos bancos? A matéria é do Valor Econômico e assinada pelo jornalista Bruno Villas Boas. Era não terá impacto nenhum pois não será repercutida nos demais veículos das Organizações Globo.

Apesar da queda da inflação e do início de recuperação da atividade econômica, a pobreza extrema continuou se alastrando pelo país em 2017. Levantamento da LCA Consultores, a partir dos microdados da Pnad Contínua, divulgada ontem pelo IBGE, mostra que o número de pessoas em situação de extrema pobreza no país passou de 13,34 milhões em 2016 para 14,83 milhões no ano passado, o que significa aumento de 11,2%.

Source: Pobreza extrema aumenta 11% e atinge 14,8 milhões de pessoas | Valor Econômico

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Programa de extensão da UFSCar trata da Saúde Mental no contexto da Reforma Psiquiátrica

Projetos de extensão desenvolvem ações de cuidado e educativas em defesa dos direitos humanos

Sonia Regina Zerbetto

Da Assessoria | Com o objetivo principal de desenvolver ações de cuidado e educativas em defesa dos direitos e para o resgate da cidadania de pessoas em sofrimento psíquico ou dependência e abuso de álcool e outras drogas, o programa de extensão “Saúde Mental no contexto da Reforma Psiquiátrica” vem realizando atividades desde 2004, sob a coordenação de Sonia Regina Zerbetto e com participação de Angélica Martins de Souza Gonçalves, ambas docentes do Departamento de Enfermagem (DEnf) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Atualmente, dois projetos são desenvolvidos no âmbito do Programa. A “Oficina terapêutica sociocultural”, coordenada por Zerbetto, é desenvolvida no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS-AD), em São Carlos. Por meio da iniciativa, as pessoas atendidas no CAPS participam de atividades culturais, no próprio local ou em visitas a museus, teatros, bibliotecas e outros espaços, sempre nas manhãs das quintas-feiras, além de dinâmicas com foco nos âmbitos terapêutico e social. “O projeto envolve anualmente aproximadamente 15 usuários do CAPS-AD, uma bolsista de graduação e outra da pós-graduação de Enfermagem, bem como acadêmicos do curso de graduação em Enfermagem, durante a disciplina de Atenção à Saúde Mental, ofertada no sexto semestre do curso”, conta Zerbetto. “A oficina tem por objetivo trazer a prática clínica aos estudantes de graduação e, ao mesmo tempo, oferecer aos usuários do CAPS-AD uma atividade no eixo terapêutico e sociocultural”, explica.

Já o projeto “Rastreamento e intervenções breves para o uso de álcool e tabaco na gestação”, coordenado por Gonçalves, tem interface entre pesquisa e extensão e é desenvolvido pela mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PPGEnf) Adaene Alves Machado de Moura desde o começo deste ano. A proposta é fazer um levantamento e propor intervenções para reduzir ou cessar o consumo de álcool e tabaco por gestantes vinculadas a unidades de Atenção Primária de São Carlos. Por meio de questionários aplicados junto a este público, é identificada a forma de consumo dessas substâncias e, em seguida, oferecida uma intervenção educacional, ressaltando os problemas associados ao uso de álcool e tabaco, tanto para a mãe, quanto para o feto. Caso a gestante seja identificada como provável dependente de álcool, é feito o encaminhamento dessa mulher para o CAPS-AD. “A experiência deste projeto tem sido bastante produtiva. Temos retomado o contato com as gestantes após a intervenção e observamos que algumas realmente têm se motivado a modificar seu comportamento de beber e fumar quando se deparam com informações pautadas em evidências científicas. Nossos resultados têm sido mais promissores do que os que projetamos inicialmente”, afirma Gonçalves.

Outras atividades desenvolvidas no programa de extensão desde a sua criação são seminários; cursos de extensão (no formato de Atividades Curriculares de Integração Ensino, Pesquisa e Extensão – Aciepes); as oficinas terapêuticas; capacitação de profissionais da rede de Saúde para utilização de instrumentos de rastreamento de uso de álcool em adultos e gestantes; produção científica e apresentação de trabalhos em eventos nacionais e internacionais; o projeto “Prevenção para o uso de álcool e drogas entre usuários e familiares de um serviço de base comunitária de Saúde Mental” (com recursos do Programa de Apoio à Extensão Universitária – ProExt – do Ministério da Educação); e iniciativa de capacitação de professores dos ensinos Médio e Fundamental para prevenção do uso de álcool e outras drogas em escolas (financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq – e em parceria com a Universidade Federal do Mato Grosso).

Reforma Psiquiátrica – O Programa frente à importância do conteúdo teórico-científico e prático na Reforma Psiquiátrica, entendida como um processo social complexo, que envolve a mudança na assistência à Saúde Mental de acordo com novos pressupostos técnicos e éticos, a incorporação cultural desses valores e a convalidação jurídico-legal desta nova ordem. A Reforma ainda está ocorrendo, e o modelo brasileiro teve várias influências, principalmente da Itália. “As mudanças no tratamento de pessoas com transtornos mentais começaram no final da década de 1970 e ocorreram na estrutura física, com fechamento de hospitais psiquiátricos e criação de serviços substitutivos ao manicômio; na legislação; no conteúdo teórico-científico; nas relações entre profissional e usuário dos centros de atenção; além do amparo, reintegração à sociedade, cuidados, enfim, transformações em saberes e práticas nas dimensões técnico-assistenciais, sociais, culturais e políticas”, conta Zerbetto.

><>Nós do NAMARRA apoiamos qualquer iniciativa que avance no tratamento dos portadores de transtornos mentais.

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A foto que denuncia que Lula é Lula viralizou

 

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Entre aspas: Pedro Taques, assim como Dante, consegue unir os contrários para almoçar; cardápio: eleições 2018

 

><>Olha que não é fácil fazer sentar à mesma mesa PDT, DEM, PSD, PTB, PRB, PHS, PCdoB, PP e PROS. Esses partidos muitos são ideologicamente antagônicos. O Dem, por exemplo, tem como pré candidato à presidência o deputado Rodrigo Maia, que apoia Michel Temer, enquanto o PCdoB tem Manuela, que está ao lado de Lula. No entanto Pedro Taques consegue essa proeza.  Abre aspas para a matéria assinada pela jornalista Kamila Arruda.

Nove partidos se unem para enfrentar Taques

Mauro Mendes e Carlos Fávaro almoçam com partidos que querem enfrentar o governador Pedro Taques em outubro

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem

Lideranças de nove partidos se reuniram nesta segunda-feira (09) para debater uma possível aliança nas eleições de 2018. As legendas pretendem construir um projeto para disputar o Governo do Estado contra o governador Pedro Taques (PSDB), que deve buscar a reeleição em outubro.

Participaram da reunião representantes do PDT, DEM, PSD, PTB, PRB, PHS, PCdoB, PP e PROS. O encontro ocorreu no restaurante Taberna Portuguesa durante o almoço. Dentre os presentes no almoço, organizado pelo presidente regional do PDT, deputado estadual Zeca Viana, estavam o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD), o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (DEM), os deputados federais, Ezequiel Fonseca (PP), Fábio Garcia (DEM) e Adilton Sachetti (PRB), o deputado estadual Mauro Savi (DEM), o ex-senador Júlio Campos, o presidente do Pros, vereador Dilemário Alencar e o suplente de deputado estadual, Adriano Silva (DEM), o ex-senador Osvaldo Sobrinho (PTB) e a ex-reitora da UFMT Maria Lúcia Cavalli Neder (PCdoB).

Após o almoço, os partidos de oposição divulgaram uma nota na qual ficou estabelecido entre os presentes a disposição em construir um projeto de governo alternativo para Mato Grosso. Entre as razões apontam frustração com a gestão do atual governo, e percepção de que o modelo de gestão de Taques não atende e não irá atender aos anseios sociais dos mato-grossenses.

Além disso, ressaltam que nas próximas semanas, as siglas estarão construindo uma agenda de propostas e compromissos para serem debatidos com todos os setores representativos do Estado. Por fim, afirma que estão abertos à ampliação do diálogo com outros partidos e com todos os setores da sociedade.

Leia mais no Diário de Cuiabá

DIVULGAÇÃO

Almoço ontem na Taberna Portuguesa reuniu nove partidos Divulgação

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Cuiabá em 5 Fases – artigo de José Antônio Lemos

Por José Antônio Lemos | Atendendo honroso desafio da Arquidiocese de Cuiabá por ocasião do aniversário da cidade preparei um resumo da história de Cuiabá em 5 fases, que reproduzo neste artigo ciente dos riscos que envolvem todas as simplificações. A primeira fase iria então de 1719 a 1750 e foi chamada de “A Cidade do Ouro” com início na descoberta das Jazidas do Sutil, quando se deu a fundação da cidade. A notícia do ouro abundante espalhou rapidamente atraindo milhares de pessoas em busca de riqueza e consta que a cidade nesse período chegou a ser a maior do Brasil.

A segunda fase, chamada de “Cidade Baluarte”, vai de 1750 a 1870 e começa com a rápida exaustão do ouro. A cidade tinha tudo para se transformar em uma “cidade-fantasma” não fosse o interesse da Coroa Portuguesa em manter a posse desta parte central do continente situada além do limite estabelecido pelo Tratado de Tordesilhas sendo então pertencente à Espanha. Discutia-se o Tratado de Madri baseado no direito pela posse, e Cuiabá virou uma posição estratégica permanente para a coroa portuguesa. Foi base para a construção de Vila Bela e depois já no Império, serviu de centro da valorosa defesa do território brasileiro em episódios da Guerra do Paraguai na defesa de Dourados e a Retomada de Corumbá, esta sacrificando metade da população da cidade com a Varíola trazida pelas tropas em seu retorno.

A terceira fase iria de 1870 a 1960, e foi denominada “A Cidade Verde” e começa após a Guerra do Paraguai com um período de lenta expansão e intervalos de estagnação iniciado com a reabertura dos portos platinos e a liberação das importações para Cuiabá o que permitiu uma substancial elevação nos níveis da vida urbana, inclusive da arquitetura local com a construção de edifícios públicos, religiosos e residenciais com altos padrões construtivos e materiais finos de procedência europeia. Época dos primeiros melhoramentos públicos como praças e jardins sofisticados, distribuição de água, linha de bonde com tração animal e ao final as obras do Estado Novo requalificando a cidade. É desta fase o epíteto “Cidade Verde” dado por Dom Aquino, e adotado como paradigma para a cidade.

Entre 1960 e 2000 a quarta fase denominada “O Portal da Amazônia” vem no rastro da Marcha para o Oeste de Getúlio Vargas e a construção de Brasília, com a cidade transformando-se no principal polo de passagem e apoio logístico para a ocupação da Amazônia Meridional. Época de inadministráveis fluxos migratórios de destino ou passagem, a cidade conturbou-se a Várzea Grande e decuplicou sua população em 4 décadas. Muita gente, pouca infraestrutura urbana e pouco apoio federal em ajuda à cidade no desempenho de seu importante papel nesse momento da ocupação do território nacional. Desta fase é o CPA, o antigo estádio José Fragelli, Terminal Rodoviário, Distrito Industrial, UFMT, e a nova Catedral do Senhor Bom Jesus de Cuiabá.

Enfim, a fase atual a partir do ano 2000, denominada aqui de “A Capital do Agronegócio”, surgiu com a explosão econômica da Amazônia Meridional e, em especial, de Mato Grosso, agora uma das áreas mais produtivas do planeta. Cuiabá permanece como principal polo urbano de apoio a esse processo, agora na prestação de serviços comerciais, bancários, de comunicação, saúde, educação e cultura especializados. As elevadas taxas de crescimento demográfico são atenuadas e a cidade se metropoliza baseada principalmente em investimentos privados. Nesta fase destacam-se os vultosos recursos privados e públicos oportunizados pela Copa do Pantanal viabilizando obras de infraestrutura urbana, ampliação do aeroporto, uma fábrica de cimento e a ampliação das redes hoteleira e de shoppings comerciais.

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Assim disse José Saramago…

 

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Marco Marrafon pede pra sair e Marioneide Kliemaschewsk assume a Seduc

Da Assessoria | O governador Pedro Taques nomeou a professora Marioneide Kliemaschewsk para assumir a Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc) em substituição ao ex-secretário Marco Marrafon, que deixou o comando da pasta a pedido, nesta quinta-feira (05.04). Marioneide ocupava o cargo de secretária adjunta de Gestão Educacional e Inovação da Seduc.

A nomeação está publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), que circula nesta sexta-feira (06.04).

Taques agradeceu o trabalho realizado pelo secretário Marco Marrafon e afirmou que tem completa confiança na nova secretária, que irá dar continuidade aos programas que tem transformado a Educação estadual.

Marioneide conta com mais de 31 anos de serviços prestados à educação pública atuando como professora, coordenadora, diretora, secretária de Educação da Prefeitura de Cuiabá entre outras funções. “Espero poder honrar a escolha do governador Pedro Taques e do secretário Marco Marrafon com muito trabalho sério, eficaz e acima de tudo com compromisso da minha vida – que sempre foi me dedicar à Educação”.

Conforme a secretária, o seu principal objetivo será dar continuidade ao trabalho desenvolvido junto à rede estadual e às ações do programa Pró-Escolas, que é construído por uma grande equipe, do qual ela também fez parte, enquanto esteve à frente da secretaria adjunta, e aos 10 projetos estratégicos desenvolvidos na Educação: Escola Plena, Muxirum da Alfabetização, Anjos da escola, Pró-Escolas Estrutura, Avalia MT, Pró-Escolas Digital, Pró-Formação, Programa de Integridade, Programa de Qualidade de vida e Esporte na escola.

“Contribuir para que a Educação continue o processo de melhoria contínua, buscando atingir o foco principal, que é a missão de ofertar um ensino de qualidade as crianças, adolescentes e jovens de Mato Grosso”, enfatizou.

Carreira

Marioneide Kliemaschewsk é graduada em pedagogia, administração de empresas e economia, pós-graduada em recursos humanos e gestão escolar, é servidora efetiva da rede municipal de educação de Cuiabá há 31 anos, onde atuou como professora do ensino fundamental e por 13 anos como diretora.

Em 2013, a professora assumiu o cargo de diretora-geral de Gestão Educação na Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá. Cinco meses depois, assumiu como adjunta de educação e em 2016 se tornou secretária Municipal de Educação.

Em 2017, Marioneide foi convidada pelo então secretário Marco Marrafon a dirigir a Secretaria Adjunta Gestão Educacional e Inovação, onde implementou diversos projetos, entre eles o Avalia MT, que tem como objetivo traçar um diagnóstico detalhado de toda a rede de Educação do Estado.

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Carlos Fávaro renuncia ao cargo de vice-governador e deve ser candidato ao Senado pelo PSD

 Por Carlos Fávaro | Hoje, protocolei minha renúncia ao cargo de vice-governador na Assembleia Legislativa. Tomei essa decisão em razão da missão dada pelo meu partido, o PSD, de construir um novo projeto para Mato Grosso. A razão é simples: não poderia me dedicar a esse propósito, fortalecendo o partido para as candidaturas proporcionais e majoritárias recebendo o salário mensal de R$ 20 mil e nem continuar utilizando toda a estrutura que dá apoio à Vice-governadoria.

Desde que assumi o cargo de vice-governador, reduzi sensivelmente o tamanho da estrutura que, na época, contava com 74 cargos, sendo 46 exclusivamente comissionados. No primeiro ano, diminuí para 20 o número total de servidores e mantive essa média até hoje. Com o compromisso de reduzir custos, diminuí 60% das despesas administrativas e isso tudo sem prejudicar os trabalhos, já que realizamos 12 mil atendimentos durante o período que estive à frente do gabinete.

Além disso, assumi por 20 meses a gestão da Sema – Secretaria de Estado de Meio Ambiente, um dos maiores desafios da minha vida e, com muito trabalho, planejamento e dedicação, apresentamos avanços em todas as áreas. Hoje, com certeza, temos uma secretaria muito mais eficiente e cumprindo o seu principal papel, que é a preservação do meio ambiente, sem atrapalhar o desenvolvimento econômico.

Agradeço aos eleitores que me elegeram e ao povo de Mato Grosso com a absoluta certeza de missão cumprida. Parto para esse novo desafio e não seria ético de minha parte trazer prejuízo ou despesa ao erário, utilizando-me de uma estrutura que foi criada para atender ao mandato de vice-governador. A nova política exigida pela sociedade não quer discurso, quer ação. Tenho convicção de que esta é a decisão mais acertada.

Obrigado a todos

Carlos Fávaro
Vice-governador

Source: (15) Carlos Fávaro – Página inicial

><>Com a renúncia de Carlos Fávaro aumenta o isolamento do governador Pedro Taques.

Bom que se diga, que o vice-governador não precisava renunciar, em sendo candidato ele não poderia apenas assumir a chefia do executivo. Mas alguns observadores dizem que ele estava temendo alguma manobra do governador – assim como aconteceu com o conselheiro Antônio Joaquim -que pudesse inviabilizar o seu projeto eleitoral. 

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Virgínia Mendes, ex-primeira dama de Cuiabá, diz que é mentira que ‘vetou ou irá vetar’ a candidatura de Mauro Mendes ao governo

 Por Virginia Mendes | Mais uma vez vejo meu nome e o da minha família envolvidos em comentários maldosos e mentirosos. O que estão espalhando por aí no meio político e através de alguns meios de comunicação é simplesmente fofoca.

Vejo estas insinuações de que eu estou vetando ou que irei vetar qualquer projeto político do Mauro como uma iniciativa de tentar atingir meu esposo de maneira baixa, sem o menor lastro na verdade e desrespeitando a mim e a minha família.

Em consideração aos nossos amigos e às pessoas que têm nos procurado, faço questão de esclarecer que como esposa, mãe de três filhos e companheira dele há 23 anos, temos uma relação baseada no respeito, no amor, no diálogo, na confiança e abençoada por Deus. E será assim, com diálogo e cumplicidade que irei contribuir para que o Mauro decida se irá ou não participar das eleições 2018. Com qualquer decisão tomada nós estaremos juntos!!!

Conversamos sobre tudo, como todo casal faz dentro de uma relação saudável.
E acho que é isso que deve estar incomodando alguns políticos que não têm família ou não a respeita!!!!

Não preciso ficar aqui defendendo a capacidade política e administrativa do meu esposo, até porque ele já passou pelo crivo das urnas e tem trabalho comprovado e saiu com grande aprovação popular.

Confio em Deus em primeiro lugar e na hora certa a verdade aparecerá, ela sempre aparece.

A verdade vencerá o medo e a mentira!!!!

A imagem pode conter: 5 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas sentadas e árvore de Natal

Source: (8) Facebook

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Ironia sinistra: Lula, o articulador das políticas de distribuição de riqueza e conseguiu resgatar da pobreza extrema mais de 36 milhões de brasileiros e tirar o Brasil do mapa da fome da FAO está prestes a ser levado a prisão

A luta contra a fome, atrás das grades

Por Enrique YevesÉ uma ironia perversa que o arquiteto do maior sucesso internacional na luta contra a fome e a pobreza, ex-presidente Lula da Silva, foi convidado neste fim de semana [sábado, 27 de janeiro] na Etiópia pelos presidentes da União Africana para participar de um evento para mostrar os segredos do “milagre brasileiro”, que inspira os líderes do continente africano através do seu programa Fome Zero, uma referência mundial no progresso social, enquanto que, em seu próprio país, estão fazendo todo o possível para colocá-lo na prisão. E eles estão bem perto de obtê-lo. Para começar, no último minuto, um juiz retirou o passaporte na sexta-feira e impediu-o de embarcar no avião.

Ironia sinistra que o articulador das políticas de distribuição de riqueza em seu país, que conseguiu, em pouco mais de uma década, resgatar da pobreza extrema mais de 36 milhões de brasileiros, reduzir a mortalidade infantil em 45%, diminuir o número de pessoas subnutridas em 82% e tirar o Brasil – o maior país da América Latina e onde o fosso entre ricos e pobres era o maior do mundo – do mapa da fome que a FAO produz anualmente está prestes a ser levado prisão A acusação formal é beneficiar de um apartamento que não é e nunca foi dele, e o crime real é ser neste momento o líder mais valorizado em um país em crise profunda, e em plena disputa eleitoral.

Porque, de fato, se houve um crime, é precisamente isso: todos concordam – opositores e detratores – que, quando as próximas eleições gerais forem realizadas – agendadas para o mês de outubro deste ano – existe um vencedor seguro, Lula. Se o deixarem candidatar.

No complexo mundo da cooperação internacional, cada vez que falamos sobre uma fórmula para reduzir a fome e a pobreza, citamos o programa Fome Zero que o presidente Lula e seus colaboradores implementaram em seu país quando tomaram posse em 2003. Cada vez que um país deseja alcançar objetivos semelhantes, seja na Ásia ou na África, eles olham com admiração para o “modelo brasileiro”, que eles então adaptam às suas próprias necessidades. Toda vez que queremos mostrar que é possível erradicar a fome, falamos sobre o Brasil. Toda vez que explicamos como a riqueza pode ser redistribuída para beneficiar as camadas mais vulneráveis ​​de maneira ordenada e metódica, citamos o Brasil.

É por isso que os países africanos, reunidos neste fim de semana na capital etíope em sua cúpula anual, pediram a Lula para lhes dizer novamente como ele fez e como ele pode ajudá-los em seu continente. É um relacionamento colaborativo que ganhou um impulso decisivo na reunião realizada em julho de 2013, também em Adis Abeba, durante a qual foi lançada uma iniciativa da União Africana, da FAO e do Instituto Lula com o objetivo de erradicar a fome em África até 2025. Um ano depois, os resultados dessa reunião foram consolidados através da Declaração de Malabo, apoiada por líderes africanos, que agora querem avaliar como se deu o caminho tortuoso e difícil para erradicar a fome no continente. Eles ficaram com o desejo.

Pergunta-se por que se esforçam em seu país para torná-lo inelegível, e está se tornando cada vez mais evidente. O “modelo brasileiro” é muito perigoso. É muito eficiente. Pode ser replicado. E, o que é ainda pior para alguns, pode ser reintroduzido se ele ganhar as eleições. É por isso que todos os esforços são direcionados para um único objetivo: impedir que ele se candidate para as eleições de outubro.

A década prodigiosa com Lula no leme – e mais tarde sua sucessora, Dilma – fez com que a pobreza geral caísse no Brasil de 22% para 8% entre 2001 e 2013, enquanto a pobreza extrema caiu de 14% para 3,5%. O acesso a alimentos adequados atingiu 98% dos brasileiros. Nessa década, a renda dos 20% mais pobres da população foi multiplicada por três em relação aos dos 20% mais ricos.

O exemplo do Brasil, um país complexo e enorme, com mais de 200 milhões de pessoas, que já foi considerado internacionalmente como uma das experiências mais bem sucedidas na redução da desnutrição na história recente, logo serviu de inspiração para outros países.

Na América Latina, os líderes se comprometeram em 2005, com o apoio da FAO, à erradicação da fome na região através da Iniciativa América Latina e Caribe Sem Fome (IALSCH). A região foi pioneira em assumir esse desafio e respondeu através do seu principal órgão de integração, a Comunidade dos Estados da América Latina e do Caribe, o CELAC, que implementa um ambicioso Plano de Segurança Alimentar, Nutrição e Erradicação da Fome. Como resultado de tudo isso, a América Latina foi a região que fez o maior progresso na redução da fome e da pobreza em todo o mundo desde o início do século XXI. Os dados são fortes e não deixa espaço para dúvidas. No final dos anos noventa, havia cerca de 66 milhões de pessoas, ou seja, 14,7% de sua população, que sofriam de fome, que não podiam acessar o alimento necessário para levar uma vida saudável. Em uma década e meia, essa porcentagem diminuiu para 5%, reduzindo o número de pessoas afetadas para 34 milhões (tendo em conta, além disso, que nesse período a população aumentou cerca de 130 milhões).

São todos os avanços que eles querem aprisionar hoje no Brasil, a qualquer custo. Isto é o que é jogado não só pelos brasileiros, mas também por todos aqueles que estão preocupados em enfrentar um dos maiores desafios coletivos que temos em nosso planeta: erradicar a fome e a pobreza. Talvez eles possam deixar Lula da Silva atrás das grades. Mas eles não podem fazê-lo com os 815 milhões de pessoas que sofrem de fome no mundo hoje — uma em nove. A prisão não serve para resolver esses desafios. O que serve são pessoas como Lula. Os líderes africanos sabem e por isso o convidaram neste fim de semana na Etiópia. Lula sabe disso. E, infelizmente, aqueles que estão determinados a não avançar para resolver o problema também perceberam. Uma ironia perversa.

Enrique Yeves é jornalista e escritor especializado em questões de desenvolvimento internacional. Atualmente é Diretor de Comunicação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

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Festejar os 299 anos é exaltar uma cidade nascida entre as pepitas de um corguinho com muito ouro chamado pelos nativos de Ikuiebo, Córrego das Estrelas, que desagua em um belo rio entre grandes pedras chamadas Ikuiapá

CUIABÁ 300-1

    Por José Antônio Lemos | Desde 2009 a cada aniversário de Cuiabá tenho escrito artigos com títulos fazendo uma contagem regressiva destacando quantos anos faltam para o Tricentenário e, em especial, o tempo disponível para a preparação da cidade para essa grande data. Começou faltando 10 anos, agora falta só 1. A preocupação era comemorar a efeméride mais do que com uma simples festa, mas com a cidade engalanada com melhores padrões urbanísticos, radiante com sua população usufruindo níveis superiores de qualidade de vida. Este seria o maior presente.

     Essa preocupação já vinha de 1989 com a Lei Orgânica de Cuiabá na qual foi trabalhado o capítulo “Política Urbana” visando estabelecer as bases de uma gestão urbana moderna, contínua, técnica e participativa, feita sob medida para Cuiabá, tendo 30 anos como horizonte de planejamento, isto é 2019, o Tricentenário. O capítulo continua lá na Lei, mas a cidade não consolidou sua política urbana, ao invés, desfez o que vinha sendo montado ficando para trás das irmãs brasileiras que tomaram igual iniciativa, mesmo que depois.

    Interrompido o processo a alternativa seria a preparação de uma agenda de projetos, ainda que pontuais, para presentear a cidade. Foi quando aconteceu o milagre. Em 2009 a história surpreende os cuiabanos com o desafio da Copa do Mundo e sua agenda de importantes projetos envolvendo recursos públicos e privados que de outra forma jamais se viabilizariam nem nos próximos 50 anos. Cheguei a acreditar que esse grande evento tivesse sido um artifício do Bom Jesus para treinar a nnós cuiabanos na preparação de sua cidade dignamente para os 300 anos. Um aprendizado de 5 anos e depois trabalhar uma outra agenda própria para a festa, com outros 5 anos de execução. Parece que não aprendemos nada, ainda que tenham acontecido algumas iniciativas dignas de registro tais como as edições da feira “Edificar – Cuiabá 300”, promovidas pelo Sinduscon/MT e Secovi/MT, o projeto “VerdeNovo” da JUVAM/Cuiabá lançado este ano, e o formidável “Famílias Pioneiras” criado nas redes sociais sob a liderança do Muxirum Cuiabano. Quanto às iniciativas públicas a prefeitura criou no ano passado uma secretaria especial para os 300 anos e uma agenda de 20 projetos especiais. O estado trabalha na conclusão de diversas obras da Copa e na retomada de alguns importantes projetos que se encontravam adormecidos tais como as saídas para a Chapada e Guia.

    Festejar os 299 anos é exaltar uma cidade nascida entre as pepitas de um corguinho com muito ouro chamado pelos nativos de Ikuiebo, Córrego das Estrelas, que desagua em um belo rio entre grandes pedras chamadas Ikuiapá, lugar onde se pesca com flecha-arpão em bororo. E ela floresceu bonita, célula-mater deste “ocidente do imenso Brasil”. Mãe de cidades e estados, o aniversário de Cuiabá é também o aniversário do vasto Oeste brasileiro. O Oeste nasceu em Cuiabá. Por 3 séculos resistiu a duras penas, tempo heroico forjador de uma gente corajosa e sofrida, mas alegre e hospitaleira, dona de rico patrimônio cultural e com proezas que merecem maior atenção da história oficial. Como o astronauta pioneiro, vanguarda humana na imensidão do espaço ligado à nave só por um cordão prateado, assim foi Cuiabá por séculos, solta na vastidão centro-continental, ligada à civilização também só pelo cordão platino dos rios do Prata. Hoje a cidade vibra em dinamismo, globalizada e provinciana, festeira e trabalhadora, centro de uma das regiões mais produtivas do planeta que ajudou a ocupar e desenvolver. Festejar os 300 anos de Cuiabá é celebrar passado, presente e, especialmente saudar e preparar o extraordinário futuro, principal legado de sua história.     

    JOSÉ ANTONIO LEMOS DOS SANTOS, arquiteto e urbanista, é conselheiro do CAU/MT e professor universitário aposentado.

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Arena Pantanal é filha dos tempos atuais, irmã das “plantations” e pecuária “high-tech” que ajudam a alimentar o mundo e sustentam a balança comercial brasileira

Vemaguete na Fórmula-1

Por José Antônio Lemos | Vemaguete é o nome de um dos primeiros carros nacionais, foi produzida entre os meados das décadas de 50 e 60. Fez sucesso, e tinha algumas características estranhas para os dias de hoje tais como motor de dois tempos com um barulho típico que usava gasolina misturada com óleo, uma tal de “roda livre” que ajudava o carro a ser muito econômico e no começo de sua produção tinha as portas dianteiras abrindo para frente, e por isso foi logo batizada pelos brasileiros de “DeCáVê”, abrasileirando o nome do fabricante, a DKW, e especialmente em homenagem ao desembarque menos cuidadoso das mulheres. As portas logo foram mudadas pela fábrica, mas ainda assim nada mais distante de carros dos tempos atuais do que uma Vemaguete.

Recorro à Vemaguete a pretexto de meu artigo da semana passada que no final levanta a possibilidade da Arena Pantanal, comparada a uma espaçonave extraterreste, ter pousado no lugar errado em função do desleixo das autoridades responsáveis que não conseguiram em tempo hábil renovar seu alvará de funcionamento com público, às vésperas de dois jogos decisivos de um time local em disputas nacionais. A comparação da Arena com uma espaçonave vem de sua tecnologia, beleza e impacto deslumbrante de sua iluminação cenográfica externa, quando ainda era acionada.

Ao contrário da possibilidade sugerida no artigo, a Arena Pantanal pousou no lugar certo. Mato Grosso é conhecido com uma das regiões mais dinâmicas e produtivas do planeta em termos de alimentos graças a utilização de tecnologias de vanguarda mundial, em grande parte desenvolvidas no próprio estado e que permitem alcançar níveis altíssimos de produtividade aproveitando as condições especiais do solo e do clima. O agronegócio empurra com ele para cima em grande velocidade toda uma cadeia produtiva complementar complexa e também de ponta, com sofisticados serviços de saúde, educação, comércio, hotelaria, assessoramento técnico, logística e outros que encontram em Cuiabá seu principal polo regional de apoio. Assim a Arena Pantanal é filha dos tempos atuais, irmã das “plantations” e pecuária “high-tech” que ajudam a alimentar o mundo e sustentam a balança comercial brasileira, mas irmã também dos modernos shoppings, hotéis, hospitais, clínicas médicas, universidades, instalações culturais e de lazer que se distribuem hierarquicamente pela rede urbana mato-grossense.

Acontece que as estruturas político-administrativas em Mato Grosso, considerando as federais, estaduais e municipais em todos os seus poderes, não conseguem acompanhar em velocidade e intensidade o dinamismo da sociedade mato-grossense. Aliás isso acontece no Brasil todo, como uma reunião do STF por exemplo. Só que em Mato Grosso esse descompasso atravanca tudo pois o estado ainda é muito carente do apoio governamental. Comparo então a dinâmica socioeconômica com uma corrida moderna de Fórmula 1 na qual nossos governos vão de Vemaguete, daquelas primeiras de portas invertidas e cheia de gambiarras.

O que acontece com a Arena Pantanal é o mesmo que se dá com as constantes e crescentes demandas sociais ou econômicas mato-grossense. Demandas são comuns nas sociedades saudáveis. O problema não é a Arena e nem as demandas sociais ou da economia, mas as estruturas político-administrativas arcaicas, ultrapassadas, cuja única vontade é a autopreservação, incapazes e despreocupadas em resolver os problemas de sua obrigação. Desde implantar a ferrovia mais viável do mundo, ou o voo para a Bolívia, ou distribuir o gás que chega a Cuiabá por um gasoduto de U$ 250,0 milhões, problemas grandiosos ou pequenos como um simples alvará de funcionamento que qualquer boteco providencia.

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Atenção poetas, prosadores, jornalistas de escol, compositores e escritores acadêmicos, a AML abre inscrições para a imortalidade

A Academia Mato-Grossense de Letras elegerá novos acadêmicos

Da Assessoria | O Presidente da Academia Mato-Grossense de Letras, professor Sebastião Carlos Gomes de Carvalho, acaba de publicar Edital comunicando a abertura de inscrições para duas Cadeiras Acadêmicas.

Serão preenchidas a Cadeira 12, cujo Patrono é o poeta Antônio Cláudio Soído, tendo sido seu último ocupante o poeta e jornalista Ronaldo de Arruda Castro, e a Cadeira 36, que tem por Patrono o poeta Pedro Trouy, por ultimo ocupada pelo também poeta e professor Luís Feitosa Rodrigues.

As inscrições deverão ser feitas na sede da AML, à Av. Barão de Melgaço nº 3.869, centro, até o dia 25 de abril próximo, as segundas, terças e quartas feiras, nos horários de 08h30min às 11h30min.

Entre as condições prévias para inscrição estão a comprovação de ser mato-grossense nato ou de estar domiciliado no Estado de Mato Grosso há mais de cinco anos e a de ter publicado trabalho literário ou científico. Maiores informações serão fornecidas no local.

O Presidente da Academia se mostra entusiasmado com a procura de informações por vários interessados, sobretudo tendo-se em vista que a instituição, já com 97 anos, está preparando as comemorações relativas ao seu centenário, sendo assim, ao lado do Instituto Histórico, as instituições mais antigas do Estado.

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Rogê Além lança músicas em plataformas musicais na Rede

Da Assessoria | Com o lançamento de Analosintético em plataformas de música da internet na última quinta-feira, 22, Rogê Além, adentra o universo da música experimental brasileira, mostrando ao mundo o disco que foi viabilizado com a aprovação do projeto no edital Circula MT, da Secretaria de Estado de Cultura.

Tal qual outros grandes nomes da MPB que vez ou outra se utilizam de timbres, guitarras e beats sintéticos em suas produções, ele aposta em uma música mais intuitiva subsidiada por recursos tecnológicos.

Por seis meses, o compositor, cantor e produtor, atuou em todas as frentes. Não esteve em um grande estúdio, mas em seu recanto, entrou em processo imersivo, como um cientista em seu laboratório. A fusão da organicidade do sentimento, a poética existencialista de suas letras e a sonoridade de plástica sintética que resulta da utilização de softwares, deu origem ao disco cintilado por várias atmosferas. Tem romance, música para dançar, um tom lisérgico, apocalíptico e especialmente, certa dose de world music – representada pelo tom hipnótico de mantras indianos – e ainda, da improvisação jazzística.

Rogê também investiu no aprimoramento vocal. Segundo Sonia Mazetto, fonoaudióloga responsável pela preparação do cantor, neste trabalho Rogê interpreta suas canções com um timbre autêntico, de cor e vibração rara. Ela destaca ainda que o que torna a obra mais rica musicalmente é o fato do ‘cantautor’ ter encarado a voz como um instrumento, trazendo ao Analosintético interpretações e arranjos vocais ousados.

“Claramente denota sua preocupação com a pesquisa e com a criatividade ao explorar linhas melodias e de contra-canto que criam texturas incríveis. Sem dúvida, um dos trabalhos mais significativos e complexos que já vi ao longo desses 20 anos na música de Mato Grosso. Fico muito feliz de ter feito parte desta construção que foi concebida por várias mãos”, pontua Mazetto.

“É um disco que replica uma série de mudanças. Me desfiz de conceitos pessoais e artísticos, ressignifiquei minha música. Com a utilização de um software – indicação do parceiro e artista Caio Mattoso – me assumi produtor também, fui de encontro a um milhão de possibilidades timbrísticas. Apreciar este momento é o meu foco”, explica o artista.

A nova produção – que sucede anos à frente da banda Engenho de Dentro e dois EPs solo – traz 11 faixas. Altamente existencial e biográfico, a produção musical é aguçada pelos sentimentos de Rogê. “É a externalização de um sentimento pessoal que eu tenho certeza que vai tocar muita gente. Quero que minha música seja libertadora, que as pessoas possam refletir, possam ser felizes também. Que elas se sintam encorajadas. É para balançar o corpo e sacudir a alma”.

Será lançado um videoclipe por mês de cada uma das faixas.

Como o edital prevê também a circulação por cidades mato-grossenses, a agenda de shows contempla o público de Sinop, no dia 29 de abril, no Guadalupe. A ocasião marca a estreia da turnê Analosintético.

Em maio, ele parte para apresentação em Rondonópolis, no Casario. Por fim, em Cuiabá, o show será no Sesc Arsenal. Todas as apresentações têm entrada livre e em cada uma das cidades será realizada oficina de capacitação para músicos e interessados no segmento.

A direção geral e artística, bem como a produção musical do disco é de Rogê Além. Para arrematar a parte técnica, a mixagem e masterização ficou a cargo de Leonardo Lima. Já a concepção visual e a direção de arte que amarram o conceito é fruto do trabalho de Eduardo Dario, com apoio da fotógrafa Mariangela Ferruda Zilli e styling por Anne Neubauer.

O conceito idealizado para este trabalho reúne as duas linguagens que norteiam a nova proposta do artista nessa obra, no caso o universo analógico e o digital.  Eduardo frisa que o desafio na criação foi justamente trazer à estética vintage – fortemente presente no estilo de vida do Rogê – uma intervenção moderna, estabelecendo assim um cenário atemporal. “Desde o início do planejamento, estava claro para nós que o Analosintético não seria apenas um disco, mas sim, um projeto audiovisual multifacetado”, descreve.

Os interessados podem conhecer o novo trabalho do artista pelos  links:

youtube / full album:  https://goo.gl/7cU9YR
facebook:  https://goo.gl/ZvgUdw
soundcloud:  https://goo.gl/cYiKCt

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