Por que não vou ler nesta década “O Que sei de Lula”, de José Nêumanne Pinto

O encalhe do livro "O que sei de Lula"

Certa vez em um comentário de Otto Lara Rezende confessava que estava relendo muito e lia pouco, ou quase nada, dos autores novos e mesmos livros novos de autores velhos.

Ele dizia que cada vez mais o tempo encurtava e por isso aproveitava então para reler os clássicos e citou Machado de Assis. Reler, sem dúvida é melhor que ler, principalmente os clássicos.

Como eu tenho pouca leitura de clássicos: até hoje não li, por exemplo, “Guerra e Paz”, de Leon Tolstói e “Esaú e Jacó”, de Machado de Assis, embora já tenha conceituado como obra definitiva de Machado o livro “Memórias Póstumas de Brás Cubas” e depois, claro, “Dom Casmurro”.

Mesmo sem tempo – que o tempo é cada vez mais corrido com o passar dos anos – procuro ler livros que ainda não li, por isso mesmo os compros: “Boca do Inferno”, de Ana Miranda; “Poesia Reunida”, de Afonso Romano de Santana e outro de Marta Medeiros e atualmente – fora os livros da doutrina espírita – estou lendo “Como vejo o mundo”, de Albert Einstein – o cara além de Físico, gênio que foi, era um filósofo maravilhoso, que prega que a gente não se deve levar a sério demais e ver o mundo com bom humor.

Por que tudo isso?, há de perguntar o leitor que chegou até aqui. Para dizer que não vou ler nesta década “O Que sei de Lula”, de José Nêumanne Pinto. Tenho por prática, também, de esperar passar o “borburinho” que certos livros fazem quando de seu lançamento. Como exemplo, cito “Cem anos de solidão”, de Gabriel Garcia Marquez, que só fui ler 8 anos depois, já em sua 27ª edição, em 1983, e tenho com o melhor parágrafo de abertura entre os livros que conheço.

Se “O que sei de Lula” não chegar à 5ª edição, não tem porque perder meu tempo. Sei, isso é comprovado conforme registrei in loco que o livro de Nêumanne está encalhado. Falar mal de Lula, parece, perdeu a graça. Denunciar que ele é um cachaceiro, conivente com a corrupção (atire a primeira pedra…), sem fazer o contrabalanço que ele foi, depois do processo de redemocratização do país, o maior presidente do Brasil e está no mesmo patamar de Getúlio Vargas e JK, é desonestidade intelectual.

Tudo que dizem do Lula, acredito, é verdade e é bom que seja, pois ninguém é perfeito. O Lula, porém, tem três ou quatro virtudes que compensam todos os defeitos. Por conta dessas três (ou quatro) virtudes é que ele é reconhecido como o CARA.

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João Bosquo

João Bosquo, poeta e jornalista, editor deste blogue NAMARRA.COM.BR nas redes sociais: @joaobosquo

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  1. Mário disse:

    Esse cara tem uma estranha fixação em relação ao Lula.
    Não consegue parar de falar nele nem depois de não ser mais o presidente.
    Atualmente, disse que Lula está usando a doença para influenciar politicamente o governo.
    Isso é paranoia ou o que?

    AFFFFF!!!!!!