Posse de novos membros do IHGMT é marcada pelo bom humor e emoção

Os novos membros assumiram o compromisso de cooperar com a instituição e dinamizar suas ações

Por João Bosquo | A posse dos seis novos membros do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso (IHGMT) foi na manhã deste sábado, 16, na Casa Barão de Melgaço. O público – surpreendente pelo horário -, formado por convidados e familiares dos homenageados, prestigiou o compromisso e as falas dos empossados Eduardo Mahon, Flávio Gatti, Francisco Ildefonso da Silva Campos, Neila Maria de Souza Barreto, Oriana Paes de Barros e Renilson Rosa Ribeiro na quase centenária instituição.

A presidenta do IHGMT, Elizabeth Madureira Siqueira saudou os novos membros, ressaltado a juventude e entusiasmo e o imenso campo de autuação por conta de seu acervo, que superam mais de 10 mil volumes. Seguiu-se a leitura dos termos de posse e a fala dos empossados.

O primeiro a falar – em ordem alfabética – foi o escritor, membro da Academia Mato-grossense de Letras (AML), Eduardo Mahon que saudou o patrono Barão de Melgaço. A escolha das cadeiras – segundo a presidenta Elizabeth Madureira – foi pessoal de cada candidato. Mahon escolheu Augusto de Leverger, por também ocupar a cadeira na AML cujo patrono é o mesmo.

Ele abriu sua fala revelando um pedido da presidenta que o empossados dissessem tudo em apenas uma lauda. Com seu humor característico, Mahon explicou que isso significava em caracteres, bytes e milésimos de segundos “em tempos de pós-modernidades”.

Nesse exíguo tempo, claro, citou o nome completo de Barão de Melgaço: Augusto João Manuel Leverger, que ele classifica como um cartesiano e como tal perdoaria o resumo da ópera de “seus cinco governos, artigos de história e cartografia”. “É provável supor que o maior intelectual de sua época ficaria grato pela concisão, assim como o público que, aliviado, agradece à objetividade de Leverger”, de certo todos agradeceram.

O segundo na hierarquia alfabética a falar, foi Flávio Gatti que falou de Geraldo Ferreira Gomes, que manteve mais ou menos a regra de falar uma lauda. Já Francisco Ildefonso não se sustentou e fez uma defesa emocionada do patrono Manoel Esperidião da Costa, poconeano como ele, um abolicionista injustiçado pela história.

Neila Barreto fala da importância do IHGMT, de seu acervo para a pesquisa e destacou a contribuição para a tese acadêmica sobre as águas de Cuiabá e falou do patrono Padre Ernesto Camilo Barros.

Já Oriana Paes Barros, não levou nenhum papel rascunhado e destacou que muito já se tinha dito de sua origem família nas falas de Mahon e de Francisco Ildefonso. O patrono de sua cadeira é Antônio Pais de Barros, o mítico Totó Pais, morto em emboscada por adversários políticos da época, mas que também foi um empreendedor, fundador da Usina Itaici.

Por fim a posse do professor Renilson Rosa Ribeiro que passa ocupar a cadeira cujo patrono é Natalino Ferreira Mendes, historiador, poeta cacerense. Renilson Ribeiro fecha sua fala de forma emocionada destacando o perfil probo do autor de “Efemérides Cacerenses”, “quem dera aqueles e que estão a frente da administração pública tivessem o compromisso, a honestidade de Natalino”.

Ao fim, em conversa com a professora Icleia Gomes concordamos que Eduardo Mahon abriu as falas com uma dose de bom humor enquanto Renilson Ribeiro fez a plateia se emocionar. Presentes ainda o vice-presidente da Academia Mato-grossense de Letras, José Cidalino Carrara, o deputado Allan Kardec, o secretário de Educação, Marco Aurélio Marrafon, o titular de Secid, Wilson Santos que chegou atrasado e saiu antes da hora, entre outras.

Lembrando a solenidade de posse no IHGMT anterior a de hoje aconteceu em 21 de junho de 2012, quando passaram a integrar sua composição Fernando Tadeu de Miranda Borges, Miramy Macedo, Alex Matos e Neurozito Figueiredo Barbosa.

Os demais sócios do IHGMT são João Carlos Vicente Ferreira, escritor, historiador e ex-secretário de Estado de Cultura; Lourembergue Alves, cientista político, articulista e comentarista; Ivan Echeverria, escritor e ex-superintendente do Banco do Brasil; Weller Marcos, jornalista, escritor e ativista cultural; Isis Catarina Martins Brandão, dirigente do Instituto Memória do Poder Legislativo da Assembleia Legislativa, e Sebastião Carlos Gomes Carvalho, advogado, escritor e presidente da AML.

Corrigido às 18 de 17/12/17

João Bosquo

João Bosquo, poeta e jornalista, editor deste blogue NAMARRA.COM.BR
nas redes sociais: @joaobosquo

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