Prefeitura e Academia de Letras conversam sobre Cuiabá 300

O secretário de Cuiabá, Francisco Vuolo, visita a Casa Barão de Melgaço e entabula parceria com vistas ao tricentenário cuiabano

Francisco Vuolo

Francisco Vuolo, secretário de Cultura de Cuiabá

Por João Bosquo | A Casa Barão de Melgaço, recém-reformada pela Prefeitura de Cuiabá, abriu suas portas para receber a visita do Secretário Municipal de Cultura cuiabano, Francisco Vuolo, que foi recebido pela presidenta da Academia Mato-grossense de Letras (AML), Marilia Beatriz de Figueiredo Leite, que estava acompanhada pelo vice-presidente, José Cidalino Carrara. Foi uma visita de cortesia e de trabalho, com vistas os 300 anos de Cuiabá.

O tom da conversa foi mais ou menos assim: “Nós, a Academia Mato-grossense de Letras, queremos participar dos 300 anos de Cuiabá”, teria dito Marilia Beatriz. Francisco Vuolo respondeu: “Nós, a Prefeitura de Cuiabá, queremos a participação da Academia Mato-grossense de Letras”. E parece que será assim. Segundo Marília Beatriz, “não dá mais de andar separados”.

O secretário Francisco Vuolo disse que a visita também era “uma determinação do prefeito Emanuel Pinheiro”. A determinação, segundo ele, é o de buscar a integração para as ações que promovam as políticas culturais.

Além da acolhida, segundo Francisco Vuolo, a direção da AML apontou projetos que poderão ser desenvolvidos em parceria entre o município e a entidade. Ele lembra que vivemos no limiar dos 300 anos de fundação da nossa capital. Vamos combinar, não é todo ano que uma cidade comemora 300 anos. Para Vuolo “a integração entre a Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo e a Academia Mato-grossense de Letras será de vital importância para que se possa implementar projetos e ações que fortaleçam a cultura. E ao falar de cultura, uma das entidades principais é AML”.

A presidenta da AML, Marília Beatriz destacou, em primeiro lugar, o fato de ter sido o secretário Francisco Vuolo que solicitou a reunião, uma demanda antiga da entidade, mas que não conseguia dialogar com os gestores da administração passada (leia-se Mauro Mendes). “Achei isso extraordinário, o que demonstra o interesse pela cultura mato-grossense e por uma das instituições mais antigas de Cuiabá”, afirmou.

Na outra parte, Marília Beatriz disse que algumas ações e projetos que foram colocados pelo secretário vão ao encontro ao que vem sendo pensado por ela, enquanto pessoa física, mas faz parte de um pensamento que é o de ver Cuiabá mais cultural.

Um desses projetos é o de criar, na sede da secretaria de Cultura – antigo Clube Feminino, e que já chegou receber o nome de Zulmira Canavarros, uma das fundadoras –, uma Galeria de Artes. Segundo o gestor municipal, esse esboço já está sendo elaborado. Outra ação é de revigorar a Biblioteca Pública Municipal M. Cavalcanti Proença que, além dos livros físicos, possa também trabalhar com livros digitais.

Marília Beatriz disse que ficou satisfeita com tudo que ouviu da parte do secretário, pois mostra uma visão aberta, moderna de conduzir as ações e projetos, além do caráter de valorizar a entidade e apoiar naquilo que for competência do município.

Enquanto efeméride cuiabana, Francisco Vuolo disse que o prefeito Emanuel Pinheiro, até por ser um compromisso de campanha, está ‘desenhando’ uma gestão voltada para os 300 anos, mas que vai acabar no dia 8 de abril de 2019. “O prefeito está pensando num programa que começa agora e vai se estender além. Por isso este ano de 2017 será um ano de planejamento e de organização para que possamos lançar um grande programa, que não só atenda exclusivamente obras físicas, mas que também busque o envolvimento da sociedade, para que possamos trazer para dentro desse projeto uma Cuiabá mais humana e possamos construir uma cidade voltada para o cidadão, já que esse é o foco do prefeito Emanuel Pinheiro”, disse.

Uma boa notícia – atenção, José Antônio Lemos dos Santos: o secretário Vuolo, durante sua visita à AML, revelou que o projeto de rebaixamento do cabeamento do Centro Histórico de Cuiabá está na pauta do prefeito Emanuel Pinheiro e deve – se tudo der certo – sair do papel. Segundo Vuolo, o prefeito já esteve com a presidente nacional do Iphan, a historiadora Kátia Bogéa, e existe a possibilidade do município assinar um convênio para alocar recursos federais e desenvolver o projeto sonhado há mais de 30 anos.

Por que chamo a atenção do arquiteto José Lemos? Porque é um dos cuiabanos mais apaixonados que enxerga Cuiabá além do próprio nariz. Segundo ele, o rebaixamento do cabeamento é imprescindível para se planejar intervenções urbanísticas, como o piso, a restauração de prédios.

Para José Lemos, “não tem nada mais anti-histórico que os postes da rede elétrica”. Segundo ele, muitos proprietários de prédios na região vão fazendo das tripas coração para manter a fachada, mas tem na sua frente um poste com transformador, com mil e quinhentos fios, desfocando qualquer beleza arquitetônica da região.

Apoiado. Viva Cuiabá 300.

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