Que beleza! – artigo de José Antônio Lemos

José Antônio Lemos

À medida que vivemos a gente aprende que as coisas não são boas nem más, positivas ou negativas, nós é que as enxergamos assim ou assado, ou melhor e muito mais sério, nós é que as fazemos de um jeito ou de outro. Aliás, tudo o que existe é obra divina, maravilhosa de origem. A propósito, lembro a velha piada de dois meninos, um pessimista e outro otimista, diante de seus presentes de Natal. O pessimista acordou e viu ao lado de sua cama uma bicicleta espetacular, top de linha, toda equipada. Após algum momento começou a esbravejar contra o Papai Noel pelo presente, pois não havia gostado da cor, as de seus amigos eram mais bonitas e ademais não sabia ainda andar direito de bicicleta, iria cair, ficar todo ralado, quebrar um braço ou uma perna, ou os dois juntos, e, pior, se não aprendesse a andar aquela bicicleta iria virar um trambolho na casa, desperdício, um “elefante branco”. Já o otimista acordou e deu de cara com uma lata de estrume. De imediato saltou da cama, catou a lata e logo saiu correndo feliz gritando: “Ganhei um cavalo! Ganhei um cavalo!”.

Certamente que embalado na felicidade pela formatura de Patrícia, minha filha caçula, agora uma fisioterapeuta na família, este artigo é dedicado às tantas coisas boas que estão acontecendo em nossa terra. Nem vou lembrar que a prefeitura e a câmara municipal de Cuiabá mais uma vez perpetraram um espetáculo de truculência antidemocrática e de violência contra a República ao aprovar, na calada, a venda de áreas públicas, rapidinho, sem ninguém discutir o assunto, nem os vereadores e muito menos os moradores dos bairros prejudicados, todos absolutamente carentes de praças, áreas verdes e de lazer. O bom é que o Ministério Público, o parceiro da cidadania na reconquista da cidade, mais uma vez agiu e desta vez por iniciativa própria. Aguarda-se que agora a Justiça dê consequência à ação do MPE.

O desfile das coisas boas começa com o secretário Maurício Magalhães dando um show de seriedade e sobriedade na direção da Secopa, hoje talvez a mais importante responsabilidade estadual, conduzir a bom termo as obras da Copa do Pantanal. Não o conhecia, mas seu desempenho confirma as expectativas de que os cargos públicos executivos devem ter a condução de técnicos e não de políticos e que o governador Silval Barbosa acertou em cheio ao escolhê-lo. As obras estão fluindo sem exibicionismos pessoais, sem ciúmes politiqueiros ou puxação de tapetes, com o povo de um modo geral contente, de olhos brilhando na torcida a favor de que tudo dê certo para a cidade. Mesmo os tão temidos engarrafamentos previstos estão sendo contornados com boa vontade e agradável surpresa. Alguns chegam até a dizer que o trânsito melhorou, obrigados a buscar novos itinerários com o uso de velhas ruas antes ociosas, em um processo de revascularização viária forçada que parece estar dando bons resultados.

No embalo do desenvolvimento regional turbinado pela Copa, a cidade virou um canteiro de obras. Além das obras da Copa, hotéis, edifícios comerciais, torres e conjuntos residenciais, a fábrica de cimento no Aguaçu e empreendimentos individuais menores sacodem a economia local com recordes na geração de emprego e renda. Outro dia foi noticiado mais um grande shopping na cidade, inteirando três novos com o de Várzea Grande e o que está sendo triplicado no Goiabeira. Sem mais espaço no artigo, resta lembrar as eleições, que sempre são boas, pois trazem esperança. Às vésperas de seu tricentenário, Cuiabá vive o melhor momento de sua história e não pode perdê-lo. Ascendamos à altura da cidade, candidatos e eleitores, governantes e governados.

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