Rádio Assembleia FM em apenas 2 anos no ar se consolida como propulsora da cultura regional

Claudinho e Pescuma são entrevistados da Rádio Assembléia FM

Por Priscila Mendes | A Rádio Assembleia FM, nesta sexta, 23, completa dois anos de transmissão oficial em toda a Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá e se consolida como veículo de comunicação que mais valoriza a cultura mato-grossense, além, é claro, de informar a sociedade sobre o trabalho desenvolvido pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

Segundo o gerente da Rádio Assembleia FM, jornalista Jaime Neto, para ouvi-la, basta sintonizar no Dial 89,5 MHz, que as ondas do veículo alcançam um raio de cerca de 100 km, a partir de Cuiabá. Mas a rádio também pode ser ouvida ao vivo por qualquer pessoa do mundo, através do site da ALMT, pelo endereço online radio.al.mt.gov.br ou por televisores com captação por antena parabólica – com bom alcance no interior de Mato Grosso, no Brasil e até em alguns países da América Latina.

A Rádio Assembleia FM compõe a Rede Legislativa de Rádio, encabeçada pela Rádio Câmara de Brasília, da Câmara dos Deputados, e atualmente conta com uma rica programação local – especialmente concentrada nas manhãs e noites – e transmite o sinal da Rádio Câmara nas tardes de segunda à sexta-feira e aos domingos.

O presidente da ALMT, Eduardo Botelho (PSB), reconhece o trabalho desenvolvido pela rádio e a avalia como “importante veículo de comunicação, que tem levado [ao público] as notícias da ALMT e entretenimento” e vislumbra o contínuo crescimento da audiência do canal.

O secretário de Comunicação da ALMT, Raoni Ricci, parabeniza os profissionais que atuam para o funcionamento da rádio e assegura que o veículo é “um caso de sucesso na comunicação legislativa do Brasil e vai avançar ainda mais”.

“Estão programados investimentos pontuais para que [os servidores] possam trabalhar com excelência e cumpram a missão de levar informação de qualidade sobre atuação dos deputados para os 141 municípios do nosso estado”, afirma.

A radialista e servidora da ALMT, Thayana Bruno, atua na Rádio Assembleia FM (89,5) desde seu nascimento e acompanhou, de perto, todas as transformações do veículo para atingir o formato atual, com grande grade de produção própria e identidade mato-grossense. Thayana vê como muito interessante a capacidade da emissora tornar públicos os “debates, posicionamentos, contrapontos” no Parlamento Estadual e oferecê-los “de maneira direta, plena e democrática”.

“A intenção é oferecer as informações, para que o ouvinte possa elaborar, [de forma livre], suas ideias a respeito das diversas agendas do Legislativo e sobre as diversas pautas do nosso cotidiano”, conclui.

Porta-voz da cultura mato-grossense – Quando se pensa em rádio legislativa, qual a primeira coisa que vem à mente? Para Eduardo Ferreira, servidor da rádio AL, jornalista cultural, roqueiro, entusiasta da cultura regional, quando se trata de Rádio Assembleia, a resposta é imediata: “Referência de divulgação da cultura mato-grossense”.

Eduardo sempre foi grande incentivador da valorização das riquezas culturais locais na emissora e explica que a Rádio Assembleia consegue focar em um conteúdo diverso e de boa qualidade, por ser pública. “Nós conseguimos imprimir esse viés cultural e mostrar a diversidade de Mato Grosso, promovendo uma interação educativa com o público, porque não temos aquela ansiedade por audiência, que as rádios comerciais têm”.

Thayana Bruno, que conduz os programas ‘Segue o som’ e ‘Drops de Cerrado’, acrescenta que, desde quando a rádio começou a ser pensada, “o foco já era ser um espaço acessível aos produtores culturais e aos artistas daqui de nosso estado e ser uma ponte entre a arte e a população” e acrescenta que, atualmente, a produção do estado ocupa um terço da programação da rádio.

Eduardo Ferreira, à frente do ‘Sons de Mato Grosso’, programa que acompanha toda a história da Rádio Assembleia, se orgulha de que a emissora já mantém um consistente acervo sobre a produção cultural do estado permitindo, inclusive, pesquisas sobre a manifestação artística mato-grossense e que, ao contrário do senso comum, “os ouvintes gostam muito do que é local”. Eduardo destaca os já tradicionais cururu e rasqueado cuiabano, mas lembra que a música daqui tem “punk, samba, passando pelo rock e pelo rap”.

Aliás, o rap regional está em franca ascensão e a Rádio Assembleia já projetou bons nomes, alguns já extrapolando os limites do estado e outros se consolidando no cenário local.

A emissora foi o primeiro veículo de comunicação para quem a rapper rondonopolitana Ana Gabriela concedeu entrevista. Ainda muito nervosa e tentando controlar sua timidez, PachaAna (nome artístico que assumiu) soltou a doce voz nos microfones da Rádio Assembleia e ‘mandou seu recado’ de combate às injustiças sociais e de convite à reflexão sobre o compromisso humano com a ‘Mãe Terra’. “A Rádio Assembleia abriu as portas para mim e abre para muitas pessoas. Eu recebo, até hoje, mensagens de pessoas que ouviram minhas participações na rádio”, conta, agradecida.

PachaAna se emociona quando se lembra do carinho e cuidado com o qual foi recebida, especialmente por Thayana Bruno e Eduardo Ferreira, a quem ela caracteriza de “pessoas maravilhosas, incríveis”. Músicas da Ana Gabriela compõem a programação da Rádio Assembleia mesmo antes de ela lança-las oficialmente, próximo objetivo da cantora e poeta.

Outra rapper, a cuiabana Kessidy Kess, já voou e conquistou o Brasil. Hoje a Kessidy produz em São Paulo e leva sua ‘letra’, especialmente sobre a luta pelos direitos da mulher, para um espaço majoritariamente masculino. A rapper deu seus primeiros passos na Rádio Assembleia.

Já conhecida pelo público direto, a partir das apresentações promovidas pelo movimento hip-hop, especialmente na periferia de Mato Grosso, Kessidy avalia que a emissora do legislativo mato-grossense permitiu a ela o acesso a um público diferente. “Em cada nova porta aberta, nasce uma nova dimensão. E a Rádio Assembleia permitiu que um público que não me ouvia ou que nem ouvia rap tivesse acesso às lutas do pobre, da mulher e dos negros”.

E não tem como pensar em cultura mato-grossense, sem falar de rasqueado cuiabano! O reconhecido compositor do estilo, Pescuma, também cantor, apresentador e grande disseminador das riquezas locais, vê a Rádio Assembleia como um “espaço democrático” para a arte do estado. “Ela tem contribuído, e muito, para os nossos músicos falarem de suas ideias, sua história”, exemplifica.

Mas a emissora não se limita a apresentar a música produzida aqui. Em se tratando de cultura, oferece espaço para a literatura, o teatro, as artes plásticas e tantas outras manifestações artísticas, servindo de propulsora e oferecendo ao ouvindo uma completa agenda cultural para o ouvinte. “Estão de parabéns”, arremata Pescuma.

Programação – O ouvinte pode acompanhar a Rádio Assembleia desde cedinho e tem uma programação específica de segunda à sexta-feira. O ‘Acorda Mato Grosso’ começa às 6 horas, traz as primeiras informações do dia e serviços e uma programação musical com foco no ‘sertanejo de raiz’. Entre as 7h30 e as 8h30, é transmitida o jornalismo da Rádio Câmara de Brasília e às 8h30 começa o mais novo programa local, o ‘Balaio Brasil’.

A proposta é que seja um ‘balaio’ mesmo, um programa de variedades que mistura curiosidade, informação, entrevistas, música… e, segundo o gerente da rádio, Jaime Neto, a programação conduzida pelo locutor Cléber Dias veio, em março deste ano, com a intenção de já marcar os dois anos da emissora. “A gente não quis esperar para lançar a novidade”.

Às 10h30, entra o ‘Painel’, programa jornalístico da Rádio Assembleia, e, quando termina, às 12h, entra no ar a programação de Brasília.

Às noites mato-grossenses são regadas com uma programação musical com grande foco regional e, entre 20h30 e meia noite, tem, de segunda à quinta o ‘Segue o Som’, com destaque para o ‘Drops de Cerrado’, às quintas (das 20h30 às 21h30), programa ao vivo de entrevista com artistas regionais, sobre a sua produção.

Na sexta, tem música de cinema (Rádio Pipoca, às 20h30), rock (Sala do Rock, das 21h às 23h) e reprise do ‘Quintal do Samba’ (entre 23h e 1h), que, aliás, é transmitido ‘novinho em folha’, aos sábados, às 11h.

O sábado é cheio de produções locais, com um ‘Acorda Mato Grosso Especial’, mais ‘Drops de Cerrado’ e ‘Sons de Mato Grosso’ e a apresentação de tantos outros programas, de menos tempo, mas que transmitem a MPB (Cozinha MPB), as etapas musicais brasileiras (Jukebox), a história de grandes ícones musicais (programa Vanguarda), a poesia mato-grossense, e etc.

Disponível em todo lugar – Deu vontade de ouvir de ouvir a Rádio Assembleia FM? É fácil. Para quem é da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá, basta sintonizar no rádio a frequência 89,5 FM. Se tem parabólica, faça busca pela tevê, que a rádio está sendo transmitida por satélite. Mas se prefere pela internet, seja no computador, seja no smartphone, acesse radio.al.mt.gov.br, nem precisa instalar aplicativo. Você terá companhia até na madrugada inteira, “que a gente colocou uma excelente programação musical”, se orgulha Jaime Neto.

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