Respondendo a pergunta: ‘Onde está a poesia?’

A poesia saiu da lata do computador
Meio que sorrateira, meio que no meio da tela
Meio que sem inspiração, porém autêntica
Sem medo de ir até ao cartório validador.

A poesia está na internet, na rede de balançar
Na sala de estar, no meio do caminho
Lendo, que na hora se lê, Carlos Drummond
E todos os Manueis: Bandeira, de Barros
Que falam Recifes e Pantanais.

A poesia está  meio que de prosa
não nega conversa com adjuntos, verbos
cubos e, mais ainda, com a sólida poesia
de Vlademir que se processa assim-sim

A poesia está na lixeira de Dicke
nos minerais de Silva Freire
nos rios e nas gentes – todas as gentes –
no fim de tarde, aqui mesmo, em Cuiabá.

Em 13/10/2010 e 19/02/2011

Poemas de João Bosquo
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