Semente de Flor, poesia deste poeta ordinário

Ainda que tudo desintegre
desmorone, desmanche
na poluição funesta

Ainda que todos se calem
desliguem os rádios
e esqueçam da música

Ainda que prostrem os risos
do começo, do meio e do fim
sem ter havido comédia

Ainda que esqueçam da chuva
a chuva da água esqueça
a água esqueça dos mares

Ainda que a bomba possa explodir
e destrua tudo com sabor…
Restará uma semente de flor.><>Poema integrante do livro “Abaixo-Assinado” (1977), publicado em parceria com Luiz Edson Fachin – bastante conhecido, até, mas que não deixa de ser interessante refletir, neste momento com ameaças atômicas rondando o nosso meio ambiente. A metáfora ‘semente de flor’ volta e meia encontramos em outros poetas – com alguma conotação diversa, mas a maioria com sentido de esperança na vida futura.

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João Bosquo

João Bosquo, poeta e jornalista, editor deste blogue NAMARRA.COM.BR nas redes sociais: @joaobosquo

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Sem Resultados

  1. Escreves muitíssimo bem..

    Att.

    Cintia

  2. Cezário Aschar disse:

    Precisamos viver respirando Poesia.
    Certamente nosso mundo será muito melhor em tudo!