Sete Sentidos – uma imitação de soneto

Não importa o abrir e fechar de portas
é sábado e só nos resta o caminhar
sempre em frente é essa a direção
determinada, embora sob contrariedade

O abrir e fechar cancela também acelera,
repara, as batidas do pobre coração,
não importa se de poeta, agricultor
ou enfermeiro recém saído da faculdade

O piscar também obedece a essa rotina
de abrir e fechar os olhos pálidos em ver
todas as coisas do mundo que permanecem…

O peixe constante abre e fecha as guelras
ao subir e descer os rios rumo ao Pantanal
e sem perceber penetra nos sete sentidos.

><>Poema integrante do livro Imitações de Soneto, a venda. Podemos tratar pelo in-box.

 

João Bosquo

João Bosquo, poeta e jornalista, editor deste blogue NAMARRA.COM.BR
nas redes sociais: @joaobosquo

Você pode gostar...