Tag: Artes e Espetáculos

Poesia do Dia: AI-5

“ Cinco vezes a Lua se escondera” Luís de Camões, Os Lusíadas Dil, sua jaqueta fica imensamente grande em mim Fico parecendo um bêbado esfarrapado por meio dessas ruas vazias de sentimentos Ai 5 vezes eu grito eu choro eu corro eu morro de medo Ai 5 vezes eu digo que não posso E não posso mesmo Se tento eles

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Poesia do Dia: O poeta enfermo

Na solidão do quarto o poeta reclama em lassos versos de fel, remédio e doença Na solidão vil e triste sem se levantar da cama imagina o Universo nas suas mãos sem crença Quando em vez uma visita o poeta enfermo sorri melancólico riso amarelo de nicotina.

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Nossa Senhora Santa Mãezinha

Nossa Senhora Santa Mãezinha neste período do ano, quando se comemora o nascimento de seu filho amado, nosso irmão maior, Jesus de Nazaré, te pedimos, Santa Mãe, olhai por nós. Nossa Senhora Santa Mãezinha infiltrai em nossos corações sofredores uma gotinha de vosso amor e que possamos sentir a alegria de “amar do que ser amado”. Nossa Senhora Santa Mãezinha

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Poesia do Dia: Moda de Eletrola Quebrada

Eletrola do amor acabado, amor de eletrola quebrada – Não muito longe mora maria josé não sei das quantas Maria do meu amor empenado maria de minha vida desenganada Eletrola do amor perdido amor de minha eletrola emperrada Faz muito tempo que não vejo maria Maria esqueceu de deixar recado Maria minha sacola cheia Maria, minha paciência está esgotada a

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Poesia do Dia: A onça de João Sebastião

De repente zás!, a onça do quadro de João Sebastião salta sobre mim e povoa toda minha mata mansa e calma como se fosse somente selva.

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Poema do dia: Primeiro e último recurso

A prece, irmão, é o nosso primeiro e último recurso na face da terra Quando amanhece, bem cedinho, devemos voltar nosso pensamento para o nosso irmão maior, Jesus pedir serenamente que interceda por todos nós junto ao nosso Pai Não devemos nos esquecer, em prece, de agradecer a Deus pela infinita bondade em atender aos pedidos mais singelos sem nada

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Poema do dia: Início, meio e fim

Tudo tem um início, meio e fim O começo do início só termina depois que passa o meio e tem também, por sua vez, início, meio e fim Nunca, nunca como nunca, Percebemos o mais difícil O início do fim Quando o fim começa não sabemos que começou, e vai se acabando no seu início antes de começar o meio

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Poesia do Dia: Sobre olhar a cidade – poema de João Bosquo

Olho esta cidade que não conheço Suas paisagens reais, são belas Mas não me tocam Esta cidade cortada por reios É e distante de tudo que posso imaginar Em termos de cidade Oh! esta cidade e não consigo Me imaginar dentro dela Por isso vou embora, num vôo até o destino final.

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Poesia do Dia: Matrinxã – poema de João Bosquo

Quem come matrinxã do Teles Pires Não se arrepende do preço que pagou – Como para mim nenhum peixe é igual mesmo os das mesmas espécies imagine, agora, o matrinxã O matrinxã é doce até no nome É a palavra que jamais se esquece.

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Poesia do Dia: Objetivo – poema de João Bosquo

Não é possível Ir daqui ali Sem um objetivo. Nem que O objetivo seja O de vir aqui dali Apenas.

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Poesia do Dia: Motivos Vivos – poema de João Bosquo

Para se morrer há que se precisar se esteja vivo, lógico A morte esquecida jamais aconteceu jamais acontecerá A morte é lembrada dia e horas estabelecidos Foi a chuva, a pneumonia, foi o coração a infartar foi o dente, o copo d’água foi o avião, o facão, o cão Foi a falta de amor, a solidão foi a lembrança doída,

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Poema do Dia: ‘Das Mortes’, de João Bosquo

A Igreja Nossa Senhora da Boa Morte continua no mesmo lugar, a caminho de quem vai para o Cemitério da Piedade A casa de minha avó, Mariana, ficava perto da Igreja Mãe dos Homens, longe do cemitério onde se assistia as missas dominicais… Frei Quirino, pároco da Boa Morte, foi quem ajudou vó Amélia a desencarnar As pessoas usavam luto:

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Poesia do Dia: O Museu do Rio Cuiabá – poema de João Bosquo

O Museu do Rio era construido antes de ser o Museu do Rio. Ele era erguido num tempo de ser o Mercado Público e depois virou Mercado do Peixe Dentro e fora, só se via peixes todos os peixes da baixada: Pacu – claro – o primeiro da lista pintado e caxara… (A diferença entre esses dois – se diferença

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Poesia do Dia: Pássara – poema de João Bosquo

Me aproximo de você passo à pássaro minha linda pássara Calma… O manhã não chega antes do sol nascer Veja as estrelas estão no céu para segurar a noite e pode ficar mais longa e jamais passará… Depende apenas de você. Me aproximo da bela pássaro à passo como é linda a pássara.

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Antigamente – poema de João Bosquo

Não se vêem mais poetas como de antigamente… Os poetas de antigamente escreviam à mão em brancos papéis suas diletas poesias… Bem antes, porém, os poetas cantavam musas intrusas, in métricas precisas e de cabeça guardavam na memória e iam aos recitais Depois vieram as máquinas Remington os poemas passaram a surgir sob formas até chegarmos no modernismo e desaguou

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Eu vi um cachorro sorrindo

Quando eu vi o cachorro sorrindo pra mim não acreditei. Mas, disse: hoje é um dia de sorte! Não são todos os cachorros que sorriem e mesmo assim, aqueles que riem, sorriem, não o fazem a toda hora, qualquer momento Nos dias de sorte, costumo andar, caminhar devagar, olhando para o céu, contando as estrelas e – se de dia

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Drible personalizado – mais um poema recente deste blogueiro

São poucos que tem drible personalizado De ficar cristalizado na memória do torcedor Até dos menos fanáticos por futebol, como eu… A invenção do drible é maravilhosa… É ação política de evitar a penalidade, Sem justificativa para tal e como tal acontecia… A bola, como o poema, precisa de um craque Que saiba levar a pelota pelos descaminhos Até chegar

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Mãe e filha: poema de João Bosquo

in Maria Hosana, uma amiga Veja a menina com saudades doutra menina nesta tarde de sábado Ela só pensa como pensa outra menina nesta tarde de sábado Ah!, se pudesse essa menina nesta hora de sábado estava ao lado doutra menina.

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Do Oitavo Andar

O homem do oitavo andar olha para o alto e para baixo Sonha em ser nuvem pássaro, pluma, reza asas, beijos, cavalo crença, letras, cor e principalmente espírito, o homem do oitavo andar.

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Hora Marcada: poeminha à propósito da queda de torres

Na hora marcada tudo termina como o combinado antes do início Não tem metáfora não tem metalinguagem não tem metapoema que possa contrapor… Na hora marcada queira ou não acontece o desembarque.

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A cuia vai por Cuiabá afora: poema de João Bosquo

Cuia vá! Cuia vá! Cuia vá! Gritava o português atrás da cuia que lhe escapou da mão quando bebia água na beira do Coxipó… Assim conta a mais divertida versão para o saboroso nome Cuiabá Os primeiros aqui desembarcar – antes de todos os primeiros – foram Miguel Sutil e Paschoal Moreira Cabral – Um virou anel rodoviário o outro,

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Cuyabensis 300 anos: poema de João Bosquo

Descobri, meio que sem querer, que em latim, velho latim antigo, mesmo porque somos latinos, que cuiabano é cuyabensis Cuyabensis de trezentos anos de trezentos traçados, veredas córregos, rios, lagos mansos e chuvas em abril… 8 de abril Sabia que a palavra “cuyabensis” existia, não durante a época do latim, mas criada entre zero e trezentos… Trezentos anos tem o

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“Camisa 9”, poema circunstancial, em homenagem a Ronaldo

Pensando em todos os camisas 9, em especial , José Silva de Oliveira, o Bife, maior goleador de Mato Grosso de todos os tempos A responsabilidade do camisa nove é muito grande. É enorme e só tem uma meta: é uma responsabilidade sem limites, sem número, sem um teto, só a vitória A responsabilidade do camisa nove… Não importa se

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Cinco de fevereiro

Estou ficando velho, reconheço Estou deixando para traz a mocidade Os nervos não estão mais à flor da pele Nem no endereço determinado Estou ficando velho, lentamente… Amanhã ou depois de amanhã Se confirma conforme combinado A certeza de ser estar mais velho ainda Estarei na sala de espera, lendo Velhos romances machadianos Re-conhecidos pela memória eletiva Que detesta o

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Viagem sem Bagagem II

O bom de se viajar sem bagagem é que, durante a viagem, vai se pensando em tudo, quase tudo, que se tem pra pensar pra dizer pro amor que partiu sem se despedir e um dia achou de voltar… Tudo que tem pra se achar quando a gente perde, num minuto, tudo, quase tudo, ao fim do dia – daquele

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“Tempos e temperos” vem aí…

Estou acabando de “editar” o livro “Tempos e temperos”, uma reunião de poemas escritos nos últimos anos. O último livro que lancei foi o “Sonho de Menino é Piraputanga no Anzol” (2006), numa parceria com diversos amigos, que compraram os exemplares de forma antecipada.

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Deus é alegria…

Deus é alegria alegria contente, feliz, exata que se pronuncia em tudo em todos os seres vivos que alegremente movimentam o mundo… O mundo de Deus é imenso infinito e Deus é maior ainda que com sua alegre sabedoria cria para crer em sua existência Deus, de tão alegre, não cabe apenas no universo, em um universo e vários universos

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Amanhã é outro dia doutro ano

Amanhã, as mesmas horas, é outro dia, outro mês e, sem esquecer, outro ano de nossas vidas Com o novo ano que começa novos projetos outros planos de recomeçar tudo outra vez Sem querer olhar (mas olhando) pro espelho do tempo que transforma moço em velho Fatos, acontecimentos viram lembranças numa inexorável inevitabilidade cósmica Assim como nós, embora num tempo

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Um poeta disse assim…

Um poeta, chegou bem cedo, ao despertar pediu benção à Deus e disse bom-dia, Dia Era um dia de acordar bem cedinho pra ouvir a Deus nos piopios dos passarinhos Quando Deus nos fala sua voz está em tudo que se move – porque tudo é movimento – do princípio ao infinito cosmo e parece silêncio para se ouvir melhor

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O sonho da megassena

A megassena é um sonho que quase todos brasilianos sonham um dia poder ganhar… Sonham poder dar educação aos filhos, aos afilhados os aparentados, aos deserdados e depois assim dar uma virada Outros sonhos menos nobres são viagens em cruzeiros ilhas paradisíacas, europeus países e línguas desconhecidos A megassena é um triunfo que os brasilianos guardam no bolso enquanto sonham.

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