O Aquário Municipal de Cuiabá que neste dia 5 de fevereiro completaria 18 anos de sua inauguração está desativado

O AQUÁRIO MUNICIPAL     

José Lemos

Por José Antônio Lemos | Com a alma lavada pelas vitórias do Cuiabá e Luverdense em seus jogos de estreia pela Copa do Brasil e Copa Verde respectivamente, lembro com uma pontinha de tristeza do Aquário Municipal de Cuiabá que neste dia 5 de fevereiro completaria 18 anos de sua inauguração. Atualmente desativado para modernização e ampliação, mas com as obras paralisadas, o Aquário Municipal foi um dos equipamentos urbanos mais queridos da população, sendo inclusive adotado como um dos cartões postais da cidade. É um dos projetos que mais me agrada desde sua elaboração até nas minhas frequentes visitas, quando ainda funcionava,  compartilhando a alegria das crianças surpresas com os peixes colocados bem à altura de seus olhos ou disputando a ração que jogavam no tanque externo. Satisfação visível também no semblante dos pais e mães, avos e avós, extasiados com a felicidade dos pequenos, ou mesmo encantados com a visão de uma espécie que só conheciam numa travessa ou grelha como protagonista da culinária cuiabana, mas nunca ao vivo, nadando, exibindo toda sua beleza plástica hidrodinâmica.   

    O Aquário empolgou a todos desde o início. O então prefeito Roberto França iniciando seu primeiro mandato aprovou a proposta de revitalização da Beira-Rio e do Porto que vinha das administrações anteriores, mas entendeu que no projeto do Museu do Rio faltava o personagem principal, o peixe. Foi então projetado um aquário anexo onde pudessem estar expostas todas as espécies de peixes do rio Cuiabá e pantanal. O tempo era escasso, os recursos também, com curto prazo para aplicação, e as referências para o projeto iam sempre além do que podia a prefeitura. Com o arquiteto Ademar Poppi encontramos um partido arquitetônico adequado àquelas condições, que acabou servindo de referência para projetos similares em outros estados.

    Além do projeto, é inesquecível a maratona para coleta dos exemplares que ocupariam o aquário. No dia da inauguração o professor Francisco Machado ainda mergulhava no Pantanal atrás de um certo camarão e uma espécie de acará que faltavam. A poucas horas da inauguração o prefeito trazia pessoalmente de seus tanques criatórios as piraputangas e pacus, alguns dos quais viveram enquanto viveu o Aquário. Todos animados na prefeitura e em especial no antigo IPDU, tudo sempre com a presença de Teruo Izawa, um apaixonado por aquários e peixes, o anjo do Aquário, que se doou para mantê-lo funcionando até não dar mais. Nunca recebeu o merecido reconhecimento da prefeitura.

    Milhares de pessoas estiveram na inauguração do Aquário, que recebeu em seus 10 primeiros anos mais de 1 milhão de visitantes. Agonizando ainda recebia uma média de 100 visitantes por dia. Poderia ser melhor, mas sua manutenção nunca foi equacionada desde o início. Foi idealizado como uma estrutura auto-sustentável junto ao Museu do Rio, sustentabilidade que viria da venda de lembranças relacionadas ao Aquário, ao rio e sua cultura, como chaveiros, bonés, camisetas, fotos, vídeos, livros diversos, receitas, etc. Nem foi tentada. Buscou-se também parcerias com as secretarias de educação do município e do estado, em troca do baita equipamento didático muito utilizado por escolas de Cuiabá e do estado nos primeiros 10 anos. Buscou-se ainda as faculdades de veterinária, sem êxito.

    Ao final a esperança podia estar no milagre da Copa. O prefeito dos belos parques, Mauro Mendes, chegou a anunciar para a Copa, mesmo sem compromisso com a FIFA, uma nova revitalização da Beira-Rio com o projeto Orla do Porto, constando a ampliação e modernização do Aquário. A Orla do Porto é um sucesso, mas o aquário parou pelo caminho. Talvez ainda possa ser um presente para o Tricentenário? 

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Mexer o Doce – por José Antônio Lemos

Nunca as coisas são fáceis, mas a cada passagem de ano a gente deseja a vinda de coisas boas para todos, como se elas acontecessem por si só. Nestas ocasiões vivemos a ilusão da esperança. Esperançosos esperamos o bom velhinho, a fada madrinha ou El-Rey trazer de bandeja tudo aquilo que desejamos. O ambiente festivo, de abraços, sorrisos, compras, comilanças e bebelanças ajuda a esquecer que os desejos não se realizam assim e que para acontecerem é preciso correr atrás, pôr a mão na massa, contando com a indispensável ajuda lá de cima, é claro.

Este ano de 2017 desperta nos brasileiros muitas perspectivas, como esperanças nas quais em verdade não se espera muito, apesar da enorme necessidade de acontecerem. Não é para menos. Depois de seculares decepções a cidadania se divide dentro de cada cidadão entre a passiva e antiga resignação pelas coisas a seu favor não acontecerem e a crescente vontade de fazer com que aconteçam. Cansada de ser enganada, vilipendiada por interesses escusos que só lhe diz respeito naquilo que lhe é subtraído, roubado às escâncaras, junta as forças da indignação com a força das novas ferramentas que a modernidade oferece como a comunicação instantânea das redes sociais, e-mails e whatsapps, já testadas na organização de poderosas manifestações públicas. Este ano novo traz muitas esperanças, mas, a maior delas é que o povo já sabe que só esperar não basta, é preciso mexer o doce, protagonizar a história, participar conscientemente, aglutinar, cobrar, criticar, apoiar, vaiar e aplaudir quando for o caso. Desta esperança maior abre-se no ano um leque de possíveis focos para a atenção cidadã. Continue Reading

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Várzea Grande e a Copa – Por José Antônio Lemos

jose-antonio-lemosSemana retrasada fui convidado pelos alunos de Arquitetura e Urbanismo da Univag para falar sobre os impactos da Copa do Pantanal em Várzea Grande. O honroso convite tinha um pouco de melindroso, pois meus caros leitores sabem que sempre fui simpático ao grande evento mundial em nossa cidade, e todos também sabemos que a preparação urbana não foi exatamente um mar de rosas ou uma operação indolor e coube a Várzea Grande sofrer os impactos negativos mais evidentes, em especial ao longo do eixo da Avenida da FEB.

    Mas o desafio tornou-se empolgante à medida avançava no assunto. Para mim a Copa do Pantanal significou a maior oportunidade de investimentos públicos e privados concentrados no tempo vistos por Cuiabá e Várzea Grande em toda sua história. É claro que estes investimentos resultaram em intervenções físicas que trouxeram muitos problemas, entretanto trouxeram também aspectos positivos que não são tão evidentes. O sapato apertado chama mais a atenção que o confortável. No caso de Várzea Grande que balanço pode ser feito? A cidade hoje está melhor ou pior que antes da Copa? Os impactos negativos saltam às vistas, já os positivos, tive que conferir pela cidade com olhos de ver, e o resultado foi bem animador.      Continue Reading

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Arena, aeroporto e o legado da Copa

Quando da preparação para a Copa um dos grandes temores era que as obras que não fossem concluídas a tempo do grande evento jamais ficassem prontas depois. Um temor procedente e que seria real caso a gente mato-grossense fosse composta apenas de “bobós-lelés”. Mas não, apesar de sua excessiva boa-fé e timidez na reivindicação de seus direitos, o mato-grossense, incluso o cuiabano, é um povo inteligente, produtivo e lutador, que fez de seu estado o maior produtor agropecuário do país e um dos maiores do mundo, apesar de sempre tão abandonado pelos governos, em especial, o federal.

Entretanto, há sinais preocupantes, pois, passada o grande dinamismo nas obras nos últimos meses precedentes à Copa, elas hoje estão praticamente paradas, com exceção das ligadas ao VLT, ainda que em ritmo lento. Falam em ajustes de cronogramas, acertos dos turnos extraordinários de trabalho, etc., e o governador continua garantindo que tudo estará pronto ao final de seu governo. Contudo, pela complexidade, e importância das intervenções o assunto não pode ser deixado apenas a cargo do governo estadual, até porque a maioria das obras envolve também o governo federal e até o municipal. Será preciso muito protesto e muita cobrança organizada da população, aproveitando que o pós-Copa ainda interessa à imprensa mundial.

Ademais, a história vem ensinando dolorosamente ao mato-grossense, e muito especialmente ao cuiabano, que não dá para ficar só esperando El-Rey, não só porque ele já era, como também porque seus sucessores têm pouco ou nenhum compromisso com o interesse público. E nesse sentido há sinais animadores. Semana passada, por exemplo, o trade turístico movimentou-se em conjunto protocolando junto à Infraero um documento cobrando a continuidade das obras do aeroporto, cuja não conclusão foi usada como motivo para suspensão da linha internacional para Santa Cruz de la Sierra, causando enormes prejuízos ao setor que investiu em novos hotéis e restaurantes, bem como no desenvolvimento de eventos internacionais agendados em função da existência do voo. Neste caso nunca é demais lembrar a histórica má vontade do governo federal e ultimamente da Infraero para com Cuiabá quanto aos aeroportos, desde a construção da primeira estação de passageiros na década de 60 que só aconteceu quando uma primeira-dama do país precisou ir ao banheiro, até a atual e ainda precária ampliação, que só aconteceu por causa do milagre da Copa e dos compromissos internacionais assumidos pelo país para o evento.

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A Copa e o voo internacional

A Copa 2014 passou e já virou história. Deu Alemanha, merecidamente. Pena que a seleção brasileira tenha sido um fracasso. Ruim, não por ter perdido, mas por não ter merecido ganhar. O brasileiro não merecia que um de seus mais queridos patrimônios, sua seleção de futebol, fosse tão malpreparada como nesta Copa em seu próprio país. Era para redimir 50 e redimiu para pior! Mas a seleção reflete muito bem o nosso país, rico, cheio de potenciais, clima maravilhoso, sem terremotos ou vulcões, uma gente boa, ordeira e trabalhadora, mas com dirigentes que nunca estão à altura, em todos os poderes e instâncias. E não é de hoje. O sucesso que alcançamos em algumas áreas é fruto do trabalho, criatividade e persistência do povo. E assim nossas seleções com seus jogadores. Desta vez, porém, os dirigentes chegaram ao inimaginável expondo nossos craques e o povo torcedor a uma humilhação sem precedentes, em sua própria casa.

Contudo, para Cuiabá a Copa foi um sucesso. Por formação profissional trabalho com o futuro e já devíamos estar pensando no Tricentenário. Mas como cuiabano gosto de parar um pouco para saborear o presente em algumas vitórias, em especial estas que vieram apesar de tantas oposições, previsões negativas, ciladas, etc. E os resultados positivos continuam aparecendo. Semana passada um importante instituto publicou o resultado de uma pesquisa feita em Cuiabá com moradores e turistas da Copa do Pantanal na qual 91,6% dos visitantes aprovaram a Copa em Cuiabá e recomendariam Mato Grosso como destino turístico. Para 86,3% dos moradores a Copa foi fundamental para as transformações na cidade e 73% avaliaram positivamente estas transformações. Ainda segundo a pesquisa, 72,5% dos cuiabanos acham que Cuiabá não passou vergonha, como temiam antes da realização dos jogos.

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Vitória – artigo de José Antônio Lemos

Após uma semana do último jogo da Copa do Pantanal só agora comemoro a vitória de Cuiabá ante os desafios de ter sido uma das sedes da Copa do Mundo de 2014. Meu último artigo foi no dia do jogo final, portanto, escrito no dia anterior, já festejando o sucesso do evento, contudo sem poder cantar a vitória tão esperada, afinal ainda pairavam ameaças sobre a Copa no Brasil. Seguindo a sabedoria futebolística, o jogo só acaba quando termina e era melhor esperar o fim da festa para cantar a vitória, que afinal se confirmou. Agora é possível desabafar a satisfação e o orgulho, como um grito que nos estivesse entalado abafando mais de 5 anos de perspectivas, projetos, problemas, transtornos, armadilhas, preconceitos e humilhações vividas e sofridas por Cuiabá e sua gente. Enfim, a vitória!

A Copa do Pantanal foi a oportunidade única para a cidade receber investimentos públicos e privados que de outra forma não receberia nas próximas décadas. Até brinquei meio a sério que a Copa teria sido um artifício do Bom Jesus para colocar seu povo nos novos tempos que Cuiabá vive como centro de uma das regiões mais dinâmicas do planeta, e prepará-la dignamente para a festa do Tricentenário, em 2019. Assim, por enquanto a vitória é pela realização dos jogos da Copa em um clima de festa e harmonia com a presença de mais de 100 mil turistas colorindo as ruas e praças da cidade, lotando a Arena Pantanal e o Fan Fest, que se completaram com a Arena Cultural, feliz iniciativa da prefeitura de Cuiabá. Mesmo não comungando politicamente com eles, há que se parabenizar aqueles que seguraram o boi pelo chifre, em especial o governador Silval Barbosa, o secretário Maurício Guimarães e o ministro Aldo Rebelo, este, inclusive pela defesa convicta que sempre fez de Cuiabá nos debates nacionais sobre o assunto.

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Para sempre – artigo de José Antônio Lemos

Está marcado para hoje, no começinho desta noite de São João, o último jogo da Copa do Pantanal entre Colômbia e Japão, assinalando o fim da participação direta de Cuiabá nesta Copa do Mundo de 2014, que até agora tem sido magnífica, surpreendendo de modo favorável a opinião pública nacional e mundial. Em especial, calando aquela parte da grande mídia que, por motivos que serão descobertos um dia, jamais aceitou Cuiabá como uma das sedes da Copa e que continua armada para destacar qualquer deslize, por mínimo que seja e mesmo que falso. Por isso, enquanto o jogo não acabar, não dá para cantar uma vitória completa de Cuiabá na Copa mesmo na certeza de que tudo correrá bem, como vem acontecendo pela graça e proteção do Bom Jesus de Cuiabá, que, como estou cada vez mais convencido, foi quem de fato trouxe a Copa para nós como pretexto para sacudir sua gente e iniciar a preparação digna de sua cidade para o Tricentenário, em 2019.

Mas Cuiabá e Mato Grosso já podem cantar muitas vitórias. E quero cantar a fundamental. Não vou me referir à fábrica de cimento, shoppings, torres hoteleiras ou às sempre tão focalizadas, esperadas e agouradas obras públicas que vão sendo incorporadas vorazmente pela cidade à medida em que são liberadas total ou parcialmente, confirmando suas urgências. Com rapidez, facilidade e conforto, outro dia fui do trevo da Rodoviária em Cuiabá até a rótula da Ponte Sérgio Mota em Várzea Grande, passando pelos viadutos do Despraiado e Orlando Chaves, e pelas trincheiras do Santa Isabel e Santa Rosa, esta ainda inconclusa. Sobre a maravilha da Arena Pantanal daria e dará muito para se falar. Como aquele luminoso espaço high-tech conseguiu traduzir tão bem o encantamento da tríade vitruviana, a ponto de transportar cerca de 40 mil pessoas confortavelmente a cada jogo para um mundo de alegria, vibração positiva, flashs, whatsapps, como se fosse de fato aquela nave intergaláctica mágica a que me referi em artigos anteriores? E o espaço do Fan Fest, no qual eu não fazia a menor fé, mas que numa noite recebeu mais pessoas que a própria arena? E a Arena Cultural dando um show diário de cultura local e regional?

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Copa do Pantanal, show!

Enfim a bola está rolando na Copa 2014 e a Copa do Pantanal começou muito bem para tristeza daqueles que ainda não aceitam Cuiabá como uma das sedes do grandioso evento mundial. O primeiro jogo transformou a capital mato-grossense em uma grande festa que se estendeu desde uns três dias antes do jogo até dois ou três dias depois. Ontem estive no aeroporto ampliado (sem lonas) e ainda pude ver australianos e chilenos embarcando, estes com seus eletrizantes gritos de “chi-chi-lê-lê”, naquela simpática coreografia das mãos levantadas que marcará para sempre a memória do povo cuiabano.

A festa do primeiro jogo me reforçou a impressão que tenho desde 2009 de que a Copa em Cuiabá foi uma estratégia do Bom Jesus para sacudir seu povo visando preparar sua cidade para o Tricentenário. Não podia ter sido escolhida gente melhor para vir a Cuiabá torcer por suas seleções na abertura da Copa do Pantanal. Chilenos e australianos deram um show de simpatia e se entrosaram com os cuiabanos de maneira perfeita, numa relação de constante alegria, civilidade e, mais importante, sempre em paz. Cuiabanos, australianos e chilenos juntos quem poderia imaginar que uma mistura como essa pudesse dar tão certa? Os australianos mais comedidos em gestos e expressões, mas muito expressivos com seus grandes e vistosos cangurus infláveis e suas vestimentas quase carnavalescas. Já os chilenos com uma alegria e contagiante, de caráter mais patriótico, com rostos pintados nas cores nacionais, vestidos com a camisa da seleção e enrolados na bandeira de seu país. De vez em quando nas ruas, praças, shoppings ouvia-se um grito forte e solitário “chi-chi” que imediatamente era seguido por dezenas ou centenas de outras vozes “lê-lê, chi-chi, lê-lê”. Impressionante. Para mim, a mais genuinamente alegre festa de massa que já presenciei em meus mais de sessenta anos.

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A Copa dos ipês

Que todas as coisas neste ano da Copa pudessem atrasar, mas eles não se atrasariam nunca. De novo, no tempo certo, eles estão aí com suas copas coloridas, embelezando a cidade e o estado. Chegam primeiro em rosa, depois no roxo, branco e amarelo. Algum de nós fica indiferente ante um ipê florido? Imagine os turistas estrangeiros. Até os japoneses que têm nas suas cerejeiras em flor uma das maravilhas do mundo, com certeza também se encantarão com nossos ipês, a flor oficial do Brasil desde o presidente mato-grossense Jânio Quadros.

Os ipês floridos, que poderão ser a maior atração da Copa do Pantanal, passou distante dos planejamentos, das verbas e das preocupações de todos. E talvez tenha sido até bom, pois de outra forma haveria o risco de algum luminar projetar substituí-los por novas mudas, que certamente seriam bem caras e não estariam florindo a tempo da Copa. Absurdo? Não nestes tempos pós-modernos que nos surpreendem a toda hora para o bem ou para o mal. Ora, não fecharam com tapumes a paisagem da Chapada a pretexto de salvá-la, privando o povo mato-grossense e brasileiro do orgulho de exibir aos visitantes da Copa um de seus mais preciosos patrimônios naturais? Faz lembrar a história do gênio que matou o cachorro para acabar com as pulgas.

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Bem Vindo – Artigo de José Antônio Lemos

Com a alma ‘lavada e enxaguada’ nas águas da goleada do Cuiabá Esporte Clube em João Pessoa contra o até então invicto Botafogo local, registro a chegada à Copa do Pantanal na semana passada do primeiro torcedor estrangeiro. Trata-se de um chileno chamado Cristian Guerra que veio de bicicleta de sua terra até Cuiabá em 4 meses de viagem, após um consumo de 5 jogos de pneus, tudo para assistir e dar força à sua “La Roja”, a seleção de seu país cuja formação atual é considerada a melhor de todas já formada no Chile, tanto que conquistou uma das 8 cabeças de chave da Copa 2014, superando poderosas seleções como as da Itália, Inglaterra, Holanda e França.

Cuiabano de ‘tchapa e cruz’, dou minhas boas-vindas a todos os torcedores que começam a chegar a Cuiabá em nome do destemido Cristian. Peço, entretanto, que releve a situação em que se encontra a cidade com muitas obras não-concluídas, grande parte delas envolvendo suas principais avenidas e o próprio aeroporto, do qual foi poupado, pois veio de bicicleta e voltará de carro. Acontece que Cuiabá é a menor das sedes da Copa no Brasil e aquela que mais precisava se esforçar para sediar um evento dessa envergadura. Mesmo assim, de forma corajosa, entrou na disputa por uma das sedes e ganhou, comprometendo-se a preparar-se para receber dignamente os torcedores que viessem acompanhar suas seleções. Para tanto, arriscou-se a desenvolver o maior pacote de obras públicas e privadas de sua história e, como você já deve ter percebido, nem tudo foi concluído.

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O cuiabano que trouxe a copa – Artigo de José Antônio Lemos

Domingo passado, dia 18, devíamos ter reverenciado Dutra, o cuiabaninho do Mundéu que vendia bolos no centro de Cuiabá e que chegou a presidente da República. Filho de viúva de veterano da Guerra do Paraguai, pobre, sem nenhuma ajuda saiu daqui lavando pratos nas lanchas e trens que o levaram a um colégio militar, e de lá à presidência da República e à História do país. Foi e venceu, mantendo forte influência na política brasileira até o fim da vida. Um motivo de orgulho nacional, cujo aniversário, entretanto, passou despercebido, em especial, em sua própria terra, desprezo agravado por ser o ano da Copa do Mundo, da qual Cuiabá é uma das sedes. Dutra merecia ser homenageado pela Copa do Pantanal, pois foi este cuiabano quem trouxe para o Brasil a primeira Copa do Mundo, em 1950. Presidente, queria mostrar ao mundo um Brasil novo, com grandes cidades, que deixava de ser rural e se industrializava. Construiu o Maracanã, o maior do mundo, que junto com a Copa trazida por ele foi um dos motivos da consolidação do futebol como uma das maiores paixões nacionais.

Não fosse pela Copa, mesmo assim o aniversário de Dutra tem que ser lembrado. Injustiçado pela história oficial, sua vida pública inicia como ministro da Guerra, onde ficou por 9 anos, o ministro brasileiro mais duradouro, onde criou a FEB e depois, com o apoio dos oficiais vitoriosos contra as ditaduras nazifascistas, forçou a queda do ditador Getúlio. E de ministro foi a presidente pelo voto do povo, tendo sido um dos mais importantes pelas inovações que trouxe ao Brasil. De imediato convocou a Constituinte organizando a volta do país à democracia. Eleito para um mandato de seis anos curvou-se à nova Constituição aceitando os cinco anos que estabelecia, mesmo sendo presidente e o militar mais poderoso do país. Aos que temiam a volta de Getúlio e lhe propunham um golpe para ficar mais um ano, respondeu: “nem um minuto a mais, nem um minuto a menos do que manda o livrinho”. Virou “o homem do livrinho”, da Constituição mais democrática que o Brasil já teve, assinada por ele. Como pode ser esquecido?

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Belíssima – Artigo de José Antonio Lemos

Arquitetura é a arte de transformar o espaço de acordo com as necessidades do homem. Só que nem todas transformações deste tipo podem ser consideradas Arquitetura, assim como nem toda escrita é Literatura, nem toda cura é Medicina, nem toda justiça é Direito. Foi Vitrúvio, um arquiteto do primeiro século depois de Cristo, quem complementou nossa definição de Arquitetura dizendo que para alcança-la uma construção deveria necessariamente ter três temperinhos fundamentais, chamados por ele de “Firmitas, Utilitas et Venustas”. Usou o latim que era a sua língua e no caso continuamos a usá-la ainda hoje, não por pernosticismo, mas por absoluta falta de palavras em Português que possam expressar todo o significado de cada um desses elementos que ficaram conhecidos como Tríade Vitruviana. “Firmitas” vai além da firmeza que o termo sugere e envolve também, por exemplo, as noções de estrutura, solidez, segurança e até nossa atual sustentabilidade. Já a “Utilitas” vai além da utilidade envolvendo também a funcionalidade, comodidade e o conforto. “Venustas” ultrapassa a estética e a beleza, e alcança também a zona mágica do encanto, deslumbramento e do fascínio. A utilização de qualquer uma dessas palavras em Português por certo reduziria em muito o verdadeiro significado da Tríade e da verdadeira Arquitetura.

Armado só com o conceito de Arquitetura apreciamos a Arena Pantanal na noite de sua pré-inauguração, 2 de abril de 2014, jogando Mixto e Santos pela Copa Brasil. A Arena Pantanal sempre despertou enorme expectativa enquanto Arquitetura, uma vez que seu projeto chegou a ser premiado dentro e fora do país e recebeu alguns elogios na imprensa, em especial, estrangeira. A ideia era observar a reação dos usuários em seu primeiro contato com este novo espaço que surge na cidade, afinal a Arquitetura é feita para o homem e aquela seria uma oportunidade ímpar para se observar as primeiras e mais espontâneas reações. Seriam de segurança, conforto e encantamento? Ou de decepção?

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Membros do COL/Fifa apresentam conceitos de protocolo e segurança durante os jogos

Como será o tratamento protocolar dispensado aos convidados VIP e WIP (very vip) da Fifa, do Governo Federal, Governo do Estado e do município de Cuiabá durante os jogos da Copa do Mundo na cidade-sede e, aliado a esse protocolo, como serão as ações de segurança, dentro do modelo de segurança proposto para a Copa do Mundo 2014, foram os principais pontos abordados durante a reunião realizada na manhã desta segunda-feira (11.11), na Sala de Reunião José Garcia Neto – Palácio Paiaguás, com o staff da Segurança Pública do Estado, representantes do Exército Brasileiro, cerimonial do governo estadual e municipal e membros do Comitê Organizador Local (COL/Fifa).

Segundo o secretário-extraordinário da Copa do Mundo Fifa 2014 (Secopa), Maurício Guimarães, a reunião serviu para apresentar como será o dado aos convidados VIP e WIP, que são os chefes de estados, ministros e demais autoridades, convidados da Fifa e dos comitês locais; bem como o alinhamento de segurança durante a Copa do Mundo.

As ações da área de segurança foram detalhadas pelo gerente-geral de Segurança do COL/Fifa, Hilário Medeiros, e na área de protocolo pela gerente-geral de Protocolo, Lúcia Amaral Peixoto.

Lucia Peixoto, por exemplo, na sua apresentação, explicou como será o acesso aos setores VIP e WIP, além de tribuna de honra, credenciamento veicular e reconhecimento de percurso no estádio e seu entorno. Uma questão bastante enfatizada por ela foi quanto ao número de convidados VIPs e WIPs, que ainda não foi definido pelo COL/Fifa, que será igual para todas as cidades-sede, sem exceção.

Segundo ela, os conceitos de protocolo estão sendo aprimorados, tendo como base a experiência que se teve durante a Copa das Confederações, com vista a desenvolver um trabalho com qualidade e competência.

O gerente de segurança fez um apanhado geral, falou desde as medidas estruturantes, como a edição da Lei Geral da Copa, do planejamento estratégico, que passa pela definição dos perímetros de segurança, tendo também como base aquilo que foi bem sucedido e o que precisa de aprimoramento durante a Copa das Confederações.

Fonte: MT.GOV.BR/Secom

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Cadeiras e Carapuça

O maior sentido da Copa para Cuiabá é a oportunidade de grandes investimentos públicos e privados deixando importante legado em favor da qualidade de vida de seus habitantes. Uma chance de ouro para investimentos que de outra forma a cidade não veria em décadas. E bota décadas nisso. Ainda com uma imensa vantagem adicional: por ser um compromisso internacional do país, tudo está sendo feito sob os olhos atentos da imprensa nacional e internacional de maior confiabilidade pública que os dos sistemas oficiais de controle, os quais também se esforçam para não ficar para trás. Nunca um pacote de investimentos foi tão fiscalizado publicamente, certamente que ainda não o suficiente para acabar de vez com as “tenebrosas transações” que alquebram o Brasil. Assim, meio que brincando tenho dito que a Copa foi uma sacudida do Senhor Bom Jesus em nós cuiabanos para que preparemos bem sua cidade para o Tricentenário em 2019.

Sem querer rediscutir o que já está decidido e em fase avançada de implantação, sou dos que entendem que Cuiabá está ganhando com a Arena não só um estádio de futebol, mas uma arena multifuncional, equipamento de ponta em tecnologia de eventos de âmbito nacional e global, permitindo à cidade entrar na disputa pelos megaeventos via satélite e internet, apoiada no charme do centro sul-americano, das belezas naturais do Pantanal e Chapada, do cerrado e Amazônia, e das maravilhas tecnológicas dos grandes campos produtivos da agropecuária mato-grossense. Um elefante dourado. Cabe sermos competentes para pilotar essa nave intergalática, poderosa arma na disputa pela agenda dos grandes eventos com as poucas similares brasileiras e, em especial, saber defendê-la dos ataques dos que querem abatê-la antes mesmo de concluída pelo simples fato de ainda não terem assimilado sua perda para a pequena, pacata e ainda desajeitada Cuiabá.

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Silval lança duplicação do trecho urbano da Rodovia Emanuel Pinheiro

O governador Silval Barbosa espera entregar a obra de duplicação e ampliação de capacidade da Rodovia MT-251 (Rodovia Emanuel Pinheiro), no trecho entre a MT-010 (Estrada da Guia) e o Trevo da Fundação Bradesco, antes da abertura da Copa em 2014. A obra tem uma extensão de 3,6 km e foi lançada nesta segunda-feira (01.08) com prazo de 360 dias para sua execução A duplicação da rodovia de Chapada, com esta obras ficará pronta até o trecho do Manso, após o posto da polícia rodoviária.

Esse sub-trecho, que está dentro do projeto de duplicação da Emanuel Pinheiro Cuiabá-Chapada dos Guimarães, teve que ser revisto por conta dos inúmeros conjuntos habitacionais que surgiram com o crescimento imobiliário na região.

O governador Silval Barbosa disse que confia na entrega da obra antes do prazo licitado porque os recursos já estão assegurados, via Prodtur, e porque a empresa, Encomind, tem capacidade técnica para tal.

Silval também afirmou que agora o foco do governo é o trecho entre entrada de Manso e Chapada dos Guimarães. Segundo ele, assim que receber o EIA/Rima irá licitar a obra. “Agora vou persistir, insistir para termos a liberação do trecho entre a entrada de Manso e Chapada dos Guimarães. Ali como nós temos um prazo bastante curto e recursos assegurados, vamos licitar em vários lotes para que mais empresas possam participar e assim entregar a obra num espaço de tempo menor”, explicou.

O governador também citou os investimentos que estão sendo realizados na cidade de Chapada, como a implantação do sistema de tratamento e distribuição de água, a construção do Centro de Atendimento ao Turista (CAT), a recuperação de Salgadeira e a construção do Portal do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães.

O projeto da duplicação, segundo o secretário de Estado de Transportes e Pavimentação Urbana, Cinésio Nunes de Oliveira, prevê várias intervenções na questão de drenagem, pois trata-se de um trecho na área urbana e vai contar também com uma ciclovia e várias rotatórias, além de todo o acabamento urbanístico, já que a estrada é portal de acesso a um dos mais conhecidos pontos turísticos de Mato Grosso – Chapada dos Guimarães.

A deputada Teté Bezerra, ex-secretária de Turismo, disse que sentia um grande alegria em ver a manutenção de um planejamento turístico que vai proporcionar toda a infraestrutura necessária para receber o turista. “Esta via é o principal acesso a Chapada dos Guimarães, Manso e Nobres, mas temos outras lutas pela frente, como a de proporcionar outra via de acesso a Chapada dos Guimaráes”, disse.

Estiveram ainda presentes os secretários Pedro Nadaf (Casa Civil), Francisco Faiad (Administração), José Lacerda (Meio-Ambiente), Francisco Vuolo (Selit), Maurício Guimarães (Secopa), Alan Zanata (Sicme) e Jairo Pradela (Turismo); os deputados estaduais Alexandre César, Guilherme Maluf e Emanuel Pinheiro e o vereador Onofre Jr.

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De olho nas obras

No próximo 31 de maio completam 4 anos da escolha de Cuiabá como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014. Aliás, mesmo antes da escolha o assunto já se desenvolvia, ao menos desde 2006 quando de uma visita do então presidente da CBF a Cuiabá, momento em que o então governador Blairo Maggi percebeu que a capital mato-grossense poderia disputar nacionalmente uma das sedes, ainda só 10 naquele momento em que nem o Brasil havia sido escolhido para a Copa. Nem sequer se pensava que uma das sedes seria no Pantanal. De lá para cá muita coisa aconteceu. Acho que dá até para identificar os anos de 2006 até 2012 como uma fase heroica neste monumental processo da Copa em Cuiabá. Primeiro um momento de grandeza de visão e coragem para decidir entrar numa arriscadíssima disputa que nem o maior dos otimistas poderia sequer imaginar, quanto mais vencer. Depois uma etapa da competência técnica e política na preparação de informações e planos para convencimento da FIFA de que Cuiabá deveria ser a escolhida, superando outras belas e até melhor preparadas cidades brasileiras concorrentes.

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Mato Grosso realiza cursos de qualificação na área de Segurança Pública visando a Copa do Mundo

O vice-governador Chico Daltro participou nesta quinta-feira (04.04) do lançamento de uma série de cursos que serão realizados, pelo governo do Estado em parceria com o Ministério da Justiça, com vistas a Copa do Mundo 2014 em Cuiabá. A solenidade de lançamento foi no Salão Nobre Secretário Cloves Vettorato do Palácio Paiaguás

Chico Daltro disse que esta é uma das ações mais importantes conquistadas com a realização da Copa do Mundo. Vai qualificar pessoas que vão prestar serviços junto ao público. Daltro destaca que o trabalho na qualificação já vem há mais de ano e o resultado é o início dos 22 cursos de capacitação e qualificação na área de segurança pública.

“A determinação de bem preparar todos aqueles que vão trabalhar na execução deste grande evento, que é a Copa do Mundo, é do governador Silval Barbosa”, destacou.

O diretor de Projetos Especiais, da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos, do Ministério da Justiça, Mauro Mendonça, ressaltou que os cursos são da maior importância, pois além de qualificar e capacitar, tem um objetivo maior que o de proporcionar uma “festa” segura e pacífica para todos os participantes, como é desejo da Fifa.

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Cuiabá, a Pérola e os Porcos

Desde que Cuiabá ganhou a sede da Copa do Pantanal repeti algumas vezes que esse privilégio e responsabilidade teria sido um estratagema do Senhor Bom Jesus de Cuiabá para dar uma sacudida nos cuiabanos,governantes e governados, para que se liguem no momento especial que a cidade vive, agora polo de uma das regiões mais dinâmicas e produtivas do planeta, visando a festa do Tricentenário em 2019, esta sim a maior efeméride cuiabana no século. E parece que esse plano começa a dar certo. A Copa resgatou o futuro no imaginário cuiabano, virando sua cabeça cidadã para a frente e para o alto.

O que ainda resta alcançar é a distinção entre a cidade e os problemas que a cidade enfrenta. Na verdade ela é vítima de um sistema de gestão urbana defasado, ilegal e corrupto, por isso incompetente. A má gestão pública fez a cidade deficitária em infraestrutura, equipamentos e serviços urbanos que deixaram de acompanhar seu dinamismo. As novas administrações municipais de Cuiabá e Várzea Grande trazem esperança de superação para esta situação crítica. A cidade embora tricentenária revitalizou-se e está em pleno desenvolvimento como uma adolescente saudável que não pode ser criticada por necessitar de vestuário novo e maior a cada momento. Cuiabá está viva e moderna como atestam os avanços trazidos pela iniciativa privada em empreendimentos de grande porte e alta sofisticação no ramo imobiliário, no comércio, saúde, educação, lazer e indústria de um modo geral, que não podem passar despercebidos.

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Um gramado para o Dutrinha – artigo de José Antônio Lemos

por José Antônio Lemos

O esporte em seu sentido mais verdadeiro é uma das mais elevadas formas de celebração da vida, tanto nas vitórias como nas derrotas, ambas faces de uma mesma moeda. Seu requisito básico é a máxima vitalidade exigindo assim práticas saudáveis de vida, bem como espírito coletivo, competitividade, determinação, disciplina, enfim, os tantos aspectos que devem moldar o caráter positivo dos povos. Agregador da educação e da integração cultural, o esporte hoje vai além do aspecto lúdico ou de lazer, sendo também uma das atividades comerciais mais rentáveis no mundo, portanto uma alternativa concreta de trabalho, emprego e renda em especial para a juventude.

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Justiça libera e obras do VLT recomeçam imediatamente

As obras para implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Cuiabá e Várzea Grande estão liberadas. A decisão é do presidente do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região, desembargador federal Mário César Ribeiro. Ele acatou os argumentos do Estado de Mato Grosso, por meio da Procuradoria Geral, e suspendeu os efeitos da liminar da 1ª Vara da Seção Judiciária de Mato Grosso que paralisou as obras.

O governador Silval Barbosa, ao receber a notícia, disse que “sempre confiou na decisão positiva da Justiça, pois o governo agiu com lisura em todo o processo. Tudo vem sendo feito com a maior transparência, com participação de todos os órgãos de fiscalização”.

A decisão foi recebida com entusiasmo por todo o governo, que executa a obra por meio da Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo Fiifa 2014 (Secopa). “Nós vimos a justiça ser restabelecida, sempre confiamos nesta decisão, as obras vão ser reiniciadas de imediato e o cronograma não será impactado”, afirmou o secretário Extraordinário da Copa do Mundo Fifa 2014, Maurício Guimarães.

O procurador Jens Prochnow Jr., autor da petição assinada em conjunto com o procurador Rogério Luiz Gallo, disse que “a decisão representa segurança jurídica e proporciona tranquilidade aos gestores na continuidade da obra do modal VLT”. Prochnow Jr. acredita que não há mais elementos para nova paralisação nem cabem mais recursos. “São necessários elementos e provas para mudar a decisão do TRF da 1ª Região”.

No pedido de suspensão da liminar a Procuradoria justificou que sucessivas paralisações e retomadas da obra são prejudiciais e “repercutem sobre a viabilidade da realização da Copa do Mundo Fifa 2014 na cidade de Cuiabá”. Lembrou ainda que as obras de mobilidade urbana – nas quais se insere o modal de transporte coletivo urbano – estão dentro da matriz de responsabilidade que o Governo de Mato Grosso assinou, junto à União, com a Fifa ao se candidatar como sede da Copa 2014.

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Secretário da Fifa diz que obras em Cuiabá vão deixar legado tangível

Apresentação das obras aos integrantes do Col

O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, que visitou as obras da Arena Pantanal, junto com o governador Silval Barbosa e o craque Ronaldo Fenômeno, na última quarta-feira (29.08), voltou a manifestar a sua satisfação com o andamento das obras em Cuiabá e Manaus, bem como com a receptividade ao programa voluntariado desenvolvido pela Fifa.

Valcke revela a satisfação em sua coluna no site da Fifa.com publicada nesta sexta-feira (31.08). O primeiro destaque da sua mensagem é o expressivo número de inscritos, mais de 95 mil, para trabalhar como voluntários. Um número superior aos das duas últimas copas.

Jérôme Valcke citou a capital mato-grossense, por conta das obras que tomou conhecimento e da Arena que visitou, e disse que “está bastante confiante e tem certeza de que os moradores das sedes não apenas terão boas lembranças da grande festa futebolística de 2014, como também poderão sentir um legado tangível – desde a infraestrutura até a capacitação profissional – para muito além do apito final”.

Segundo ele, “as cidades-sede compreenderam como se beneficiar da competição e como transformar a oportunidade de receber o maior evento esportivo do mundo em um motor para melhorias em todas as áreas”.

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Silval Barbosa faz balanço das obras da Copa para evitar dúvidas

O governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, realizou na manhã desta terça-feira (24.07), em diálogo direto com os jornalistas, uma explanação do que aconteceu, acontece e vai acontecer em termos de obras da Copa do Mundo 2014 em Cuiabá e Várzea Grande, com foco nas obras de mobilidade urbana – principalmente o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) – com o intuito de dirimir qualquer dúvida sobre o andamento, financiamento e prazos de conclusão das obras que estão sendo ou serão executadas.

Silval Barbosa manifestou ainda o desejo de realizar com mais frequência esse tipo de contato para a imprensa poder divulgar à população a verdadeira situação das obras da Copa. Ele começou destacando que as obras – não apenas as da matriz de responsabilidade assinada com a Fifa, mas todas que vem sendo executadas – vão promover uma reestruturação total do sistema de transporte, a partir desta verdadeira revolução que está sendo feita na mobilidade urbana em Cuiabá e Várzea Grande.

As obras da matriz de responsabilidade que o Governo de Mato Grosso assinou com a União e a Fifa são: 1º – a construção da Arena Pantanal, que está em andamento, com uma pequena adequação no prazo de entrega – que antes estava previsto para dezembro deste ano e ficou para maio de 2013; 2º – as obras entorno da Arena Pantanal – que são asfalto em diversas vias de acesso; 3º o Fan Park, que consiste em uma área de 42 mil m² com infraestrutura de asfalto, rede de água tratada, esgoto e de fácil acesso; enquanto a parte de equipamentos, telão, e estrutura para atender os participantes compete a Fifa; 4º – dois centros de treinamentos oficiais (COT’s), o de Várzea Grande, inclusive está projetado para ser o futuro estádio da cidade; 5º – a mobilidade urbana (VLT) e por último o Aeroporto (que é responsabilidade do Governo Federal), cujas obras serão executadas pelo Governo de Mato Grosso, em parceria com a Infraero, e processo licitatório que será realizado pela Secopa está em andamento.

Ao falar das obras que estão na matriz de responsabilidade, o chefe do Executivo mato-grossense destacou que essas serão o maior legado que o Governo vai proporcionar para Cuiabá que em 2019 completa 300 anos de fundação, que são as trincheiras da Trabalhadores-Jurumirim (a maior de todas), da Mário Andreazza, Santa Rosa e do Verdão-Santa Isabel, que vai dar acesso ao estádio Arena Pantanal.

Juntam-se às trincheiras as obras do Complexo Viário do Tijucal, o Viaduto Dom Orlando Chaves, a ponte sobre o Rio Coxipó, que vai ligar a Av. Beira Rio e a Av. Antônio Dorileo, e a duplicação da Ponte Mário Andreazza (concluída) e duplicação da avenida; as obras de acesso ao COT de Várzea Grande, e as obras de desbloqueio, com vistas às obras do VLT. As obras do VLT, em tese, já começaram. Foram contratadas empresas para fazer os levantamentos de impactos ambientais e de fauna – para poder fazer remoção e transferências de pequenos animais e pássaros, enquanto outra está fazendo o “mapeamento” de tudo que se encontra no subsolo – rede de água, esgoto, fibra ótica, enfim, tudo aquilo que vai exigir obras de interferências.

O governador fez questão de destacar que essas obras de interferências não vão precisar mais do rito de licitação. A Secopa, por meio de lei, vai poder contratar as empresas concessionárias para realizar o serviço, exemplo: a Cemat vai poder ser contratada para remoção e transferência de postes sem precisar fazer o processo de edital, licitação, que poderiam atrasar os trabalhos.

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Chico Daltro visita obras da Copa e diz que Secopa fará estudos para acelerar trincheiras

O governador em exercício, Chico Daltro, acompanhado pelo secretário Extraordinário da Copa do Mundo FIFA 2014, Maurício Guimarães, visitou na manhã desta quinta-feira (28.06) algumas obras de mobilidade urbana, que estão sendo executadas pela Secopa, e pode verificar in loco o andamento das mesmas e se inteirar dos detalhes. “É uma visita importante de acompanhamento das ações do Governo”, destacou o governador em exercício.

A primeira obra a ser visitada foi a de prologamento da Rua dos Eucaliptos, que conta com a construção de uma ponte de 130 metros no Rio Coxipó, que irá ligar o entrocamento da Rua Eucaliptos com Av. Arquimedes Pereira Lima, no bairro Jardim das Palmeiras, e irá desafogar o trânsito da Av. Fernando Corrêa, principalmente quando da construção do VLT. Marcelo de Oliveira e Silva, secretário adjunto de Infraestrutura da Secopa, informou que essa obra está bastante avançada, com os pilares de sustentação da ponte afixados, prontos para receber a base de concreto.

A segunda visita foi à obra da trincheira Jurumirim/Av. dos Trabalhadores, chamada de Trincheirão, por ser a maior obra, como aproximadamente 915 metros, e inclui melhorias no trecho entre a rua Bela Vista (Jardim Leblon) e a entrada da Av. Marechal Deodoro, totalizando 2,4 km. Na sequência, foi visitada a obra Trincheira Mario Andreazza/Ciríaco Cândia, que irá interligar a Mário Andreazza com a Miguel Sutil, e terá quase 380 metros.

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Elefantes Dourados II – artigo de José Antônio Lemos

As modernas arenas são sofisticadas plataformas midiáticas destinadas a expor ao mundo um país, uma cidade ou região através de eventos múltiplos de interesse nacional ou internacional, fazendo o marketing de seus diversos produtos em todas as áreas. O retorno de seu investimento envolve uma substancial parcela não contabilizável, distribuída direta e indiretamente nos mais diversos setores da sociedade. A Arena Pantanal, o maior equipamento urbano construído em Mato Grosso, fora o complexo Termelétrica/Gasoduto, deve ser tratada como um instrumento de política de desenvolvimento regional, bancada e controlada pelo estado. Este raciocínio, exposto em mais detalhe no artigo anterior traz muitas questões e desafios. Vamos às principais.

A primeira preocupação é com a ideia de redução no número de assentos da Arena após o evento da Copa 2014, aventada desde seus primeiros projetos visando à diminuição dos seus custos de manutenção no período pós-Copa, um raciocínio equivocado inconciliável com a grandeza de visão daqueles que viram na Copa a oportunidade para um salto qualitativo no desenvolvimento de Mato Grosso. Além de uma dimensão mínima adequada à viabilização de grandes eventos, os custos das novas arenas estão na sofisticação de suas redes de processamento de dados e comunicação, nas estruturas para a imprensa e serviços de segurança, bem como na qualidade de seus ambientes arquitetônicos, capazes de receber desde o espectador individual até chefes de estado.

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O cuiabano que trouxe a Copa – artigo de José Antônio Lemos

José Antônio Lemos

Toda cidade é um centro produtor, só que a produção de uma cidade vai muito além da produção econômica. Seu principal produto é a sua gente e a qualidade de seu povo deveria ser a melhor medida de seu sucesso. Por isso as cidades lembram seus vultos como modelos para reproduzi-los em todas as áreas. Nos meus tempos de grupo escolar, estudávamos suas vidas para aprender com eles e respeitá-los, e através deles, respeitar nossa gente, a boa cepa de onde surgiram.

No último dia 18 devíamos ter reverenciado Dutra, o cuiabaninho vendedor de bolos do Mundéu que chegou a presidente da República. Filho de viúva de veterano da Guerra do Paraguai, pobre, sem nenhuma ajuda saiu daqui lavando pratos nas lanchas e trens que o levaram a um colégio militar, e de lá chegou à Presidência da República e à História do país. Foi e venceu, mantendo forte influência na política brasileira até o fim da vida. Um orgulho nacional, cujo aniversário passou despercebido em sua própria terra. Nem em artigo meu como faço anualmente. Optei em cobrar as obras do Aeroporto Marechal Rondon. Mais de três anos – 3 anos! – após Cuiabá ter sido escolhida como uma das sedes da Copa, até hoje a Infraero não aprontou sequer o projeto para a ampliação do aeroporto! Até parece que a Infraero não quer Cuiabá sediando a Copa do Pantanal.

Mas o aniversário de Dutra não pode passar em branco. Injustiçado pela história oficial, sua vida pública inicia como Ministro da Guerra, onde ficou por 9 anos – o ministro mais duradouro – onde criou a FEB e depois, com o apoio dos oficiais vitoriosos contra as ditaduras nazifacistas, forçou a queda do ditador Getúlio. E de ministro foi a presidente pelo voto do povo, tendo sido um dos mais importantes pelas inovações que trouxe ao Brasil. De imediato convocou a Constituinte organizando a volta do país à democracia. Eleito para um mandato de seis anos curvou-se à nova Constituição aceitando os cinco anos que estabelecia, mesmo sendo presidente e o militar mais poderoso do país. Aos que temiam a volta de Getúlio e queriam que ficasse mais um ano, respondeu: “nem um minuto a mais, nem um minuto a menos do que manda o livrinho”. Virou “o homem do livrinho”, da Constituição mais democrática que o Brasil já teve, assinada por ele.

Dutra introduziu o planejamento no Brasil com o Plano SALTE e criou o CNPq, cuja Lei de criação é tida com a Lei Áurea da tecnologia brasileira. Implantou o conceito de Produto Interno Bruto e pavimentou a primeira grande estrada no Brasil, a Via Dutra. Criou o Instituto Rio Branco, base da qualidade de nossa diplomacia, e a CHESF. É dele também a criação do Estado Maior das Forças Armadas e da Escola Superior de Guerra, fundamento da inteligência estratégica nacional. Criou ainda os sistemas SESI, SESC e SENAI, e durante seu governo foi inaugurada a TV no Brasil. Ficou com a culpa do fechamento do Partido Comunista, na verdade uma decisão do STJ, e por isso e por ter fechado os cassinos desagradou à esquerda, matriz dos historiadores, jornalistas e artistas da época, e foi jogado ao ostracismo.

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Cadê o aeroporto? – Artigo de José Antônio Lemos

Dos muitos projetos importantes viabilizados pela Copa para Cuiabá e Várzea Grande, três são essenciais para o funcionamento do grande evento. O primeiro é a Arena Pantanal, principal palco da festa, cujas obras estão indo bem segundo as notícias oficiais. Outro é o aeroporto, porta de entrada por onde chegarão os visitantes que virão torcer por suas seleções e aproveitar para conhecer as belezas pantaneiras, amazônicas e do cerrado. A terceira é a mobilidade, em especial a Avenida da FEB, ligação viária entre o aeroporto e a Arena, sem a qual a Arena fica isolada. A avenida da FEB integra o pacote de obras do VLT, cuja licitação prevê para hoje, dia 15, a abertura dos pacotes das empresas concorrentes à elaboração dos projetos, execução das obras e implantação dos serviços. Tomara que o processo de licitação flua e permita que do pacote do VLT ao menos as obras dessa avenida tenham início breve. Aliás, a prefeitura de Várzea Grande parece não confiar no início dessas obras tão cedo, tanto que está trocando agora os postes e luminárias do canteiro central da avenida.

O caso do Aeroporto Marechal Rondon parece mais preocupante pois ao longo da história, para dizer o mínimo, a união não tem sido muito atenciosa para com o nosso aeroporto, antes e depois da Infraero existir. A única exceção foi com o saudoso cuiabano Orlando Boni que assumiu a presidência da Infraero em 2002 e determinou a substituição da reforma meia-boca que então estava programada para a estação, por um projeto decente para 1 milhão de passageiros/ano, o dobro do movimento em 2002. Elaborou inclusive um Plano Diretor para o aeroporto com previsão da construção de um novo terminal voltado para o Cristo-Rei. Após deixar a presidência da empresa a obra foi paralisada, posteriormente retomada e depois concluída pela metade. Descontado o “puxadinho”, esta é a situação de atendimento até hoje, para um movimento de 2,5 milhões de passageiros no ano de 2011.

Quem conhece o pitoresco episódio da década de 60 envolvendo a então primeira-dama do país e que culminou com a construção aqui em Várzea Grande da primeira estação de passageiros considerável como tal, sabe o quanto tem sido complicado os avanços em termos do nosso principal aeroporto. Depois da primeira-dama, foi preciso a sorte de um cuiabano assumir a Infraero, ainda que sua obra tenha ficado pela metade, e agora estamos contando com a sorte grande de Cuiabá ter sido escolhida como uma das sedes da Copa do Mundo 2014. Todos esperam que agora venhamos ter um aeroporto realmente à altura do seu movimento e de ser a principal porta de entrada de um dos estados mais belos e produtivos do Brasil, campeão nacional na agricultura e na pecuária.

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As obras de Campo Grande – artigo de José Antônio Lemos

José Antônio Lemos

No último domingo o Diário de Cuiabá trouxe provocante matéria mostrando o avanço das obras públicas em Campo Grande nos últimos três anos, tornando inevitável a comparação com a preparação de Cuiabá para sediar a Copa do Pantanal em 2014. Comparações como esta sempre mexeram com os brios de lá e de cá, principalmente dos cuiabanos, e é bom que isso aconteça de vez em quando, como parece ter acontecido agora, pela quantidade e teor dos comentários despertados.

Diante do comparativo adverso, só lamento que a grande maioria dos comentários adote uma postura de passividade com a situação, mesmo que em direções aparentemente opostas. Uma turma exagera nas deficiências, esquece as vantagens e vaticina que a cidade não tem jeito graças aos maus políticos e sempre será assim. Outra turma prefere exagerar as virtudes da cidade e se apega a uma bela realidade fantasiosa, sem reconhecer a procedência das críticas. Para as duas posições não há o que fazer, justificando uma cômoda passividade cívica. Ainda bem que não são unanimidade. Na cidade já existem grupos ativos que vão atrás de seus direitos como cidadãos, dentre os quais a qualidade de vida urbana e uma administração pública competente. Como exemplo cito o movimento “Ciclovias Já!” que no último fim de semana junto com o projeto “Cidade para Pessoas” realizou com enorme sucesso sua Bicicletada, protestando em favor da inclusão das ciclovias nos projetos da cidade, em especial nos projetos da Copa. Que os brios revolvidos com o exemplo de Campo Grande multipliquem movimentos como estes. Não mais esperar El-Rey, mas ir atrás do que é de direito.

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Nababescas moagens – artigo de José Antônio Lemos

José Antônio Lemos

A recente queda do senhor Éder Moraes, até então secretário da Secopa, lembrou-me de imediato o impeachement de Collor, então todo poderoso presidente do Brasil. Tento explicar, mas antes é bom esclarecer que não votei no ex-presidente. Aliás, fizemos na mesma escola em Brasília o segundo grau, chamado de “científico”, e já naquela época não votei nele para o diretório acadêmico. Foi talvez sua única derrota eleitoral, ainda que por um só voto, cuja autoria foi disputadíssima após a eleição. Como todos sabem, o ex-presidente Collor fez muitas coisas erradas. O que nem sempre é lembrado é que fez também algumas coisas certas. E ele caiu justamente pelas poucas, mas importantes, coisas certas que fez, como a abertura do Brasil ao mercado internacional, não negociar com o Congresso e o fantástico programa dos CAICs, inspirado em Darcy Ribeiro, escolas produzidas em série para funcionarem em tempo integral, do qual tive o privilégio de participar como arquiteto junto à sua coordenação em Brasília.

Quanto ao senhor Éder Moraes, também é bom dizer que não me é simpático como homem público e inclusive lhe critiquei diversas vezes em artigos por atitudes à frente da Secopa. Porém, durante sua gestão, e podia ser com outro, os projetos da Copa do Pantanal continuaram andando e nas últimas semanas foram abertas licitações e dadas ordens de serviços para muitas obras importantes. Sem contar as obras que virão, contando só com as que estão em andamento e mais aquelas que já estão licitadas, com ordem de serviço e recursos empenhados, isto é, prontas para iniciar, só estas obras já configuram o maior pacote de obras urbanas concentradas no tempo em Cuiabá e Várzea Grande. Por isso ele caiu. Não se trata de defendê-lo, ao contrário, quero obras e não essas nababescas moagens públicas do entra-e-sai, do seis por meia-dúzia, que assistimos e pagamos, e que sempre terminam em pizza.

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Cidades da Copa devem ter telefonia 4G até dezembro do ano que vem

Sabrina Craide

As operadoras que vencerem o leilão da faixa de frequência de 2,5 giga-hertz (GHz), que será destinada à telefonia de quarta geração (4G), deverão oferecer o serviço a todas as cidades que serão sedes da Copa das Confederações até abril do ano que vem e para todas as sedes e subsedes da Copa do Mundo até dezembro de 2013. As regras para o leilão, que deve ser realizado no início de junho, foram aprovadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Todas as capitais do país e os municípios com mais de 500 mil habitantes terão a tecnologia 4G até dezembro de 2014. As cidades com mais de 200 mil habitantes serão contempladas em dezembro de 2015 e as com mais de 100 mil habitantes, até dezembro de 2016. Os municípios que tem entre 30 e 100 mil habitantes serão atendidos até dezembro de 2017.

Nos pequenos municípios, as operadoras poderão utilizar a infraestrutura já existente para oferecer banda larga, mas ainda com a tecnologia de terceira geração (3G). “Estamos passando a mensagem de que investir vale a pena. Porque aqueles que já fizeram investimentos vão poder utilizar a sua infraestrutura”, disse o relator da proposta, conselheiro Marcelo Bechara.

A proposta do edital foi colocada em consulta pública em janeiro e recebeu 2011 contribuições. O relator propôs a divisão de uma das subfaixas que será licitada em dois blocos, o que, segundo ele, vai aumentar a competitividade da licitação.

As empresas que vencerem o leilão das faixas destinadas à telefonia 4G deverão usar pelo menos 60% dos equipamentos fabricados no país em suas redes entre 2012 e 2014. Nos dois anos seguintes, o percentual dos investimentos em aquisição de bens e produtos com tecnologia nacional passa para 65% e, entre 2017 e 2022, para 70%.

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Cuiabá 300-7

Comemorando os 293 anos de Cuiabá retomo a contagem anual regressiva para o tricentenário da cidade, como faço desde 2009. Agora, só faltam 7 anos. Aniversário de Cuiabá é festejar uma cidade que brotou entre as pepitas de um corguinho com tanto ouro, que era chamado pelos nativos de Ikuiebo, córrego das estrelas. E o córrego das estrelas desaguava em um belo rio, num lugar de grandes pedras onde se pescava com flecha-arpão, e que se chamava Ikuiapá, lugar onde se pesca com flecha-arpão, em bororo. E a cidade floresceu bonita e se chamou Cuiabá, célula-mater do oeste brasileiro, mãe original de tudo o que veio a suceder na região, mãe de cidades e de estados.

No breve tempo que durou o ouro, Cuiabá chegou a ser a mais populosa cidade do Brasil. Mas o metal acabou rápido e seu destino seria o das cidades-fantasmas garimpeiras não fosse a localização mágica, centro do continente, cuja expectativa de riqueza interessava a Portugal. Então, o papa decide que o limite entre as duas coroas ibéricas não seria mais dado por Tordesilhas, mas pela posse das terras. Aí Cuiabá vira um bastião português e sobrevive como apoio aos interesses lusos em terras então espanholas em seu primeiro salto de desenvolvimento, o da sobrevivência, que lhe permitiu continuar viva.

Logo Portugal criou a Capitania de Mato Grosso com sua sede instalada em Cuiabá, enquanto era construída a futura capital Vila Bela. Por dois séculos sobreviveu a duras penas, mesmo tendo voltado a ser capital, período heroico em que forjou uma gente brava, sofrida, mas alegre e hospitaleira, capaz de produzir um dos mais ricos patrimônios culturais do Brasil, com vultos e proezas que merecem ser melhor tratados e destacados pela história oficial brasileira. Como um astronauta contemporâneo, vanguarda humana na imensidão do espaço, ligado à nave apenas por um cordão prateado, assim Cuiabá sobreviveu por séculos, solta na vastidão centro-continental, ligada à civilização apenas pelo cordão platino dos rios Cuiabá e Paraguai.

Até que na década de 60 a cidade vibra novamente, transforma-se no “portal da Amazônia” e em pouco tempo sua população decuplica. Foi o salto da quantidade, a expansão necessária para ser a base de ocupação da Amazônia meridional, a qual se deu sem a menor preparação ou apoio da União, que lhe era devido pela função estratégica que desempenhava. Sozinha e sem recursos, apoiando uma região ainda vazia economicamente, Cuiabá explodiu em todos os sentidos, inclusive em sua estrutura urbana, despreparada para tão grande e súbita demanda.

No alvorecer do novo milênio, Cuiabá está em seu terceiro salto de desenvolvimento, agora o salto da qualidade. Não é mais o centro de um vazio. Ao contrário, polariza uma das regiões mais dinâmicas do planeta, que ajudou a construir e que hoje não apenas lhe demanda o apoio, mas também a empurra para cima cobrando sempre mais, em um sadio e maduro processo de simbiose regional ascendente.

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