A conquista da França agora na Rússia não se deu por acaso como um “dom natural” dos franceses para o futebol. A conquista de 2018 é resultante de uma política de estado, deflagrada em fins dos anos 70 após três eliminações sucessivas

VIVE LA RÉPUBLIQUE!

José Antônio Lemos | A Copa do Mundo deste ano não havia me entusiasmado. Até gostei da seleção brasileira, torci, mas quase burocraticamente. Talvez a Copa do Pantanal, com seu sucesso, seus problemas e suas polêmicas nos tenha supitado com o assunto. No entanto a importante vitória do Cuiabá diante do Joinville sábado passado na Arena Pantanal, renovaram o interesse e novas luzes iluminaram a Copa destacando alguns aspectos que valem refletir aqui na nossa pátria mãe gentil.

A conquista da França agora na Rússia não se deu por acaso como um “dom natural” dos franceses para o futebol, ainda mais sendo o futebol,  chamado “esporte bretão” na locução dos antigos “speakers” brasileiros, um esporte inventado pela gente do outro lado da Mancha, pelos quais o francês não nutre grande simpatia. A conquista de 2018 é resultante de uma política de estado, deflagrada em fins dos anos 70 após três eliminações sucessivas do “scratch” gaulês. O governo francês criou um instituto para o desenvolvimento específico do futebol, com centros de treinamento nas periferias das maiores cidades. Política séria, de longo prazo, sem pensar nas próximas eleições, mas no bem do povo francês. De lá saíram para a seleção  Pavard, Varane, Umtiti, Matuidi, Pogba, Giraud e Mbappé. Que tal?

Uma política assim parte da visão do esporte como uma das formas mais sublimes de expressão da vida, todos os esportes, mas em especial o futebol, pela paixão que desperta não só entre brasileiros, mas, quer queiram quer não, no mundo inteiro, mesmo nas nações mais desenvolvidas. Nunca vi a Champs-Élyssés cheia daquele jeito como vi no domingo. O esporte tratado como política séria, catalisadora da juventude agregando-lhe ao mesmo tempo educação, saúde, inclusão social e racial, e uma alternativa digna de futuro em um dos maiores e mais promissores mercados de trabalho no mundo, neutralizando as alternativas das drogas, da violência e da exclusão. Em troca a sociedade recebe benefícios imediatos em segurança e saúde públicas, e, mais importante, garante futuras gerações de cidadãos com melhores níveis de vida e preparadas para conduzir seus próprios destinos.

Mesmo sem muitas informações de lá, na Croácia também teve algo semelhante quando nos idos de 90 seu primeiro presidente disse que o esporte seria a primeira coisa capaz de levantar um país depois de uma guerra. Terceiro lugar na Copa de 98 e agora vice-campeão mundial. Um país quase com a mesma população de Mato Grosso e recém-destruído pelas guerras. O Brasil e Mato Grosso deveriam seguir o mesmo caminho. Um dos objetivos do Brasil ter investido na Copa de 2014 era esse, ao menos nos discursos. Mas ficou nos discursos. O atual governador de Mato Grosso chegou a prometer em campanha a construção de quatro centros de formação de atletas, com registro em cartório. Também ficou na promessa, mesmo com a Copa tendo deixado a Arena Pantanal, que poderia ter se transformado na cabeça de um sistema estadual de formação de atletas, complementado pelos COT’s inacabados e as diversas iniciativas existentes pelo interior do estado. David Moura, Felipe Lima, Ana Sátila puxariam como exemplos um programa desses.

Mas o melhor desta Copa da Rússia foi o atacante campeão Griezmann concluir sua entrevista após o jogo final bradando “Vive la République!” O técnico fez o mesmo. Entendi que para eles a República, a res-publica, o bem comum de todos os franceses é mais importante que a própria França. Ou melhor, a França é a República.  Esta é a grande diferença para um país onde o que vale são interesses pessoais ou de grupos em detrimento do bem comum, de uma República que não significa nada e que precisa ser reproclamada com urgência. Viva os campeões!

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Hoje, 13 de junho completam 4 anos do primeiro jogo da Copa do Pantanal, lembra Zé Lemos

Copa do Pantanal, 4 anos

Por José Antônio Lemos | O cuiabano sempre foi amante do futebol. Na minha infância jogava-se bola em qualquer lugar com qualquer objeto de aparência esférica que aparecesse, um papel amassado, uma laranja e às vezes até uma tampinha de garrafa abandonada no pátio da escola, com dois “bambolês” de traves. Porém nem mesmo o mais apaixonado cuiabano amante do futebol havia sequer pensado que um dia Cuiabá pudesse sediar uma Copa do Mundo, o olimpo mundial de tão querido esporte. E não é que aconteceu? No próximo dia 13 de junho já se completam 4 anos do primeiro jogo da Copa do Pantanal, evento que foi até o dia 24 do mesmo mês, abrindo com Santo Antônio e fechando com São João. Contudo, um triste processo de desconstrução política a faz parecer bem mais distante, já quase esquecida. Mas não dá para esquecê-la fácil.

Junho de 2014 chegou com os primeiros turistas. O primeiro, Cristian Guerra, chileno, chegou depois de 4 meses de viagem de bicicleta. E logo chegaram aos milhares, alegres, dando aula de como torcer aos brasileiros. Os chilenos uníssonos com seus “chi-chi-lê-lê”, os australianos de cangurus e coalas. E também vieram os russos, nigerianos, coreanos, os bósnio-herzegovinos, colombianos e os japoneses ensinando civilidade ao limpar a Arena após o jogo, lição usada pela torcida do Cuiabá no primeiro jogo de seu time após a Copa, mas ficou só nesse primeiro e depois esqueceram. Podiam relembrar.

Os colombianos trouxeram sua rainha, a bela Shakira e deixaram a lembrança do gol de James Rodriguez, escolhido por ele como o seu mais bonito, ele que depois foi eleito o Craque das Américas e que chegara como mero substituto do então astro maior colombiano machucado. Veio Bachelet, a presidente do Chile, Wolverine, o príncipe da Austrália e outras personalidades globais que nem foram percebidas em meio a turba alegre e festiva que lotou a Arena, o Fan Park, a Arena Cultural e a Praça Popular ponto de encontro de todas as torcidas. Fora dos jogos e das festas, o Centro Geodésico foi lugar de visitação constante, com os turistas sul-americanos procurando suas capitais no piso do marco.

Ao final as pesquisas noticiadas constataram que 91,6% dos visitantes aprovaram Cuiabá e recomendariam Mato Grosso como destino turístico. Em pesquisa do Ministério do Turismo 99% dos visitantes escolheram Cuiabá como a sede mais hospitaleira e a Arena Pantanal foi a preferida entre os jornalistas estrangeiros pelo site UOL, logo a UOL, sempre tão dura com Cuiabá. Até o New York Times se rendeu àquela que chamou de “a menor das cidades-sede”. Quer mais? Mais importante, cerca de três quartos da população local aprovaram as transformações trazidas pela Copa e acham que a cidade não passou vergonha, isso a 4 anos atrás, quando bem menos obras estavam concluídas ou em uso.

Mas para Cuiabá a Copa vai além dessa festa tão bonita. Ela elevou sua autoestima e ensinou o cuiabano a cobrar pelas obras e serviços públicos a que tem direito pressionando-o a continuar cobrando a conclusão de todo o legado prometido de obras públicas e que ainda estão a exigir muita atenção e cobrança pela população. Mas, uma vez aprendido, no rastro da cobrança das obras da Copa, que sejam cobradas também as demais obras públicas, muitas das quais vêm de bem antes da Copa e ainda se arrastam sem perspectivas de conclusão.

O importante é que a Copa do Pantanal, o evento em si, aconteceu com enorme sucesso em todos os sentidos, superando as expectativas dos maiores otimistas. Para aqueles que apostavam que a cidade seria o “patinho feio” da Copa no Brasil, Cuiabá acabou se mostrando como um belo tuiuiú serenando bonito no alto, para depois se assentar vitorioso no chão, como na letra do siriri tão conhecido.

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Várzea Grande e a Copa – Por José Antônio Lemos

jose-antonio-lemosSemana retrasada fui convidado pelos alunos de Arquitetura e Urbanismo da Univag para falar sobre os impactos da Copa do Pantanal em Várzea Grande. O honroso convite tinha um pouco de melindroso, pois meus caros leitores sabem que sempre fui simpático ao grande evento mundial em nossa cidade, e todos também sabemos que a preparação urbana não foi exatamente um mar de rosas ou uma operação indolor e coube a Várzea Grande sofrer os impactos negativos mais evidentes, em especial ao longo do eixo da Avenida da FEB.

    Mas o desafio tornou-se empolgante à medida avançava no assunto. Para mim a Copa do Pantanal significou a maior oportunidade de investimentos públicos e privados concentrados no tempo vistos por Cuiabá e Várzea Grande em toda sua história. É claro que estes investimentos resultaram em intervenções físicas que trouxeram muitos problemas, entretanto trouxeram também aspectos positivos que não são tão evidentes. O sapato apertado chama mais a atenção que o confortável. No caso de Várzea Grande que balanço pode ser feito? A cidade hoje está melhor ou pior que antes da Copa? Os impactos negativos saltam às vistas, já os positivos, tive que conferir pela cidade com olhos de ver, e o resultado foi bem animador.      Continue Reading

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A Copa e o voo internacional

A Copa 2014 passou e já virou história. Deu Alemanha, merecidamente. Pena que a seleção brasileira tenha sido um fracasso. Ruim, não por ter perdido, mas por não ter merecido ganhar. O brasileiro não merecia que um de seus mais queridos patrimônios, sua seleção de futebol, fosse tão malpreparada como nesta Copa em seu próprio país. Era para redimir 50 e redimiu para pior! Mas a seleção reflete muito bem o nosso país, rico, cheio de potenciais, clima maravilhoso, sem terremotos ou vulcões, uma gente boa, ordeira e trabalhadora, mas com dirigentes que nunca estão à altura, em todos os poderes e instâncias. E não é de hoje. O sucesso que alcançamos em algumas áreas é fruto do trabalho, criatividade e persistência do povo. E assim nossas seleções com seus jogadores. Desta vez, porém, os dirigentes chegaram ao inimaginável expondo nossos craques e o povo torcedor a uma humilhação sem precedentes, em sua própria casa.

Contudo, para Cuiabá a Copa foi um sucesso. Por formação profissional trabalho com o futuro e já devíamos estar pensando no Tricentenário. Mas como cuiabano gosto de parar um pouco para saborear o presente em algumas vitórias, em especial estas que vieram apesar de tantas oposições, previsões negativas, ciladas, etc. E os resultados positivos continuam aparecendo. Semana passada um importante instituto publicou o resultado de uma pesquisa feita em Cuiabá com moradores e turistas da Copa do Pantanal na qual 91,6% dos visitantes aprovaram a Copa em Cuiabá e recomendariam Mato Grosso como destino turístico. Para 86,3% dos moradores a Copa foi fundamental para as transformações na cidade e 73% avaliaram positivamente estas transformações. Ainda segundo a pesquisa, 72,5% dos cuiabanos acham que Cuiabá não passou vergonha, como temiam antes da realização dos jogos.

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Vitória – artigo de José Antônio Lemos

Após uma semana do último jogo da Copa do Pantanal só agora comemoro a vitória de Cuiabá ante os desafios de ter sido uma das sedes da Copa do Mundo de 2014. Meu último artigo foi no dia do jogo final, portanto, escrito no dia anterior, já festejando o sucesso do evento, contudo sem poder cantar a vitória tão esperada, afinal ainda pairavam ameaças sobre a Copa no Brasil. Seguindo a sabedoria futebolística, o jogo só acaba quando termina e era melhor esperar o fim da festa para cantar a vitória, que afinal se confirmou. Agora é possível desabafar a satisfação e o orgulho, como um grito que nos estivesse entalado abafando mais de 5 anos de perspectivas, projetos, problemas, transtornos, armadilhas, preconceitos e humilhações vividas e sofridas por Cuiabá e sua gente. Enfim, a vitória!

A Copa do Pantanal foi a oportunidade única para a cidade receber investimentos públicos e privados que de outra forma não receberia nas próximas décadas. Até brinquei meio a sério que a Copa teria sido um artifício do Bom Jesus para colocar seu povo nos novos tempos que Cuiabá vive como centro de uma das regiões mais dinâmicas do planeta, e prepará-la dignamente para a festa do Tricentenário, em 2019. Assim, por enquanto a vitória é pela realização dos jogos da Copa em um clima de festa e harmonia com a presença de mais de 100 mil turistas colorindo as ruas e praças da cidade, lotando a Arena Pantanal e o Fan Fest, que se completaram com a Arena Cultural, feliz iniciativa da prefeitura de Cuiabá. Mesmo não comungando politicamente com eles, há que se parabenizar aqueles que seguraram o boi pelo chifre, em especial o governador Silval Barbosa, o secretário Maurício Guimarães e o ministro Aldo Rebelo, este, inclusive pela defesa convicta que sempre fez de Cuiabá nos debates nacionais sobre o assunto.

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A Copa dos ipês

Que todas as coisas neste ano da Copa pudessem atrasar, mas eles não se atrasariam nunca. De novo, no tempo certo, eles estão aí com suas copas coloridas, embelezando a cidade e o estado. Chegam primeiro em rosa, depois no roxo, branco e amarelo. Algum de nós fica indiferente ante um ipê florido? Imagine os turistas estrangeiros. Até os japoneses que têm nas suas cerejeiras em flor uma das maravilhas do mundo, com certeza também se encantarão com nossos ipês, a flor oficial do Brasil desde o presidente mato-grossense Jânio Quadros.

Os ipês floridos, que poderão ser a maior atração da Copa do Pantanal, passou distante dos planejamentos, das verbas e das preocupações de todos. E talvez tenha sido até bom, pois de outra forma haveria o risco de algum luminar projetar substituí-los por novas mudas, que certamente seriam bem caras e não estariam florindo a tempo da Copa. Absurdo? Não nestes tempos pós-modernos que nos surpreendem a toda hora para o bem ou para o mal. Ora, não fecharam com tapumes a paisagem da Chapada a pretexto de salvá-la, privando o povo mato-grossense e brasileiro do orgulho de exibir aos visitantes da Copa um de seus mais preciosos patrimônios naturais? Faz lembrar a história do gênio que matou o cachorro para acabar com as pulgas.

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Bem Vindo – Artigo de José Antônio Lemos

Com a alma ‘lavada e enxaguada’ nas águas da goleada do Cuiabá Esporte Clube em João Pessoa contra o até então invicto Botafogo local, registro a chegada à Copa do Pantanal na semana passada do primeiro torcedor estrangeiro. Trata-se de um chileno chamado Cristian Guerra que veio de bicicleta de sua terra até Cuiabá em 4 meses de viagem, após um consumo de 5 jogos de pneus, tudo para assistir e dar força à sua “La Roja”, a seleção de seu país cuja formação atual é considerada a melhor de todas já formada no Chile, tanto que conquistou uma das 8 cabeças de chave da Copa 2014, superando poderosas seleções como as da Itália, Inglaterra, Holanda e França.

Cuiabano de ‘tchapa e cruz’, dou minhas boas-vindas a todos os torcedores que começam a chegar a Cuiabá em nome do destemido Cristian. Peço, entretanto, que releve a situação em que se encontra a cidade com muitas obras não-concluídas, grande parte delas envolvendo suas principais avenidas e o próprio aeroporto, do qual foi poupado, pois veio de bicicleta e voltará de carro. Acontece que Cuiabá é a menor das sedes da Copa no Brasil e aquela que mais precisava se esforçar para sediar um evento dessa envergadura. Mesmo assim, de forma corajosa, entrou na disputa por uma das sedes e ganhou, comprometendo-se a preparar-se para receber dignamente os torcedores que viessem acompanhar suas seleções. Para tanto, arriscou-se a desenvolver o maior pacote de obras públicas e privadas de sua história e, como você já deve ter percebido, nem tudo foi concluído.

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Silval lança duplicação do trecho urbano da Rodovia Emanuel Pinheiro

O governador Silval Barbosa espera entregar a obra de duplicação e ampliação de capacidade da Rodovia MT-251 (Rodovia Emanuel Pinheiro), no trecho entre a MT-010 (Estrada da Guia) e o Trevo da Fundação Bradesco, antes da abertura da Copa em 2014. A obra tem uma extensão de 3,6 km e foi lançada nesta segunda-feira (01.08) com prazo de 360 dias para sua execução A duplicação da rodovia de Chapada, com esta obras ficará pronta até o trecho do Manso, após o posto da polícia rodoviária.

Esse sub-trecho, que está dentro do projeto de duplicação da Emanuel Pinheiro Cuiabá-Chapada dos Guimarães, teve que ser revisto por conta dos inúmeros conjuntos habitacionais que surgiram com o crescimento imobiliário na região.

O governador Silval Barbosa disse que confia na entrega da obra antes do prazo licitado porque os recursos já estão assegurados, via Prodtur, e porque a empresa, Encomind, tem capacidade técnica para tal.

Silval também afirmou que agora o foco do governo é o trecho entre entrada de Manso e Chapada dos Guimarães. Segundo ele, assim que receber o EIA/Rima irá licitar a obra. “Agora vou persistir, insistir para termos a liberação do trecho entre a entrada de Manso e Chapada dos Guimarães. Ali como nós temos um prazo bastante curto e recursos assegurados, vamos licitar em vários lotes para que mais empresas possam participar e assim entregar a obra num espaço de tempo menor”, explicou.

O governador também citou os investimentos que estão sendo realizados na cidade de Chapada, como a implantação do sistema de tratamento e distribuição de água, a construção do Centro de Atendimento ao Turista (CAT), a recuperação de Salgadeira e a construção do Portal do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães.

O projeto da duplicação, segundo o secretário de Estado de Transportes e Pavimentação Urbana, Cinésio Nunes de Oliveira, prevê várias intervenções na questão de drenagem, pois trata-se de um trecho na área urbana e vai contar também com uma ciclovia e várias rotatórias, além de todo o acabamento urbanístico, já que a estrada é portal de acesso a um dos mais conhecidos pontos turísticos de Mato Grosso – Chapada dos Guimarães.

A deputada Teté Bezerra, ex-secretária de Turismo, disse que sentia um grande alegria em ver a manutenção de um planejamento turístico que vai proporcionar toda a infraestrutura necessária para receber o turista. “Esta via é o principal acesso a Chapada dos Guimarães, Manso e Nobres, mas temos outras lutas pela frente, como a de proporcionar outra via de acesso a Chapada dos Guimaráes”, disse.

Estiveram ainda presentes os secretários Pedro Nadaf (Casa Civil), Francisco Faiad (Administração), José Lacerda (Meio-Ambiente), Francisco Vuolo (Selit), Maurício Guimarães (Secopa), Alan Zanata (Sicme) e Jairo Pradela (Turismo); os deputados estaduais Alexandre César, Guilherme Maluf e Emanuel Pinheiro e o vereador Onofre Jr.

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De olho nas obras

No próximo 31 de maio completam 4 anos da escolha de Cuiabá como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014. Aliás, mesmo antes da escolha o assunto já se desenvolvia, ao menos desde 2006 quando de uma visita do então presidente da CBF a Cuiabá, momento em que o então governador Blairo Maggi percebeu que a capital mato-grossense poderia disputar nacionalmente uma das sedes, ainda só 10 naquele momento em que nem o Brasil havia sido escolhido para a Copa. Nem sequer se pensava que uma das sedes seria no Pantanal. De lá para cá muita coisa aconteceu. Acho que dá até para identificar os anos de 2006 até 2012 como uma fase heroica neste monumental processo da Copa em Cuiabá. Primeiro um momento de grandeza de visão e coragem para decidir entrar numa arriscadíssima disputa que nem o maior dos otimistas poderia sequer imaginar, quanto mais vencer. Depois uma etapa da competência técnica e política na preparação de informações e planos para convencimento da FIFA de que Cuiabá deveria ser a escolhida, superando outras belas e até melhor preparadas cidades brasileiras concorrentes.

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Cuiabá, a Pérola e os Porcos

Desde que Cuiabá ganhou a sede da Copa do Pantanal repeti algumas vezes que esse privilégio e responsabilidade teria sido um estratagema do Senhor Bom Jesus de Cuiabá para dar uma sacudida nos cuiabanos,governantes e governados, para que se liguem no momento especial que a cidade vive, agora polo de uma das regiões mais dinâmicas e produtivas do planeta, visando a festa do Tricentenário em 2019, esta sim a maior efeméride cuiabana no século. E parece que esse plano começa a dar certo. A Copa resgatou o futuro no imaginário cuiabano, virando sua cabeça cidadã para a frente e para o alto.

O que ainda resta alcançar é a distinção entre a cidade e os problemas que a cidade enfrenta. Na verdade ela é vítima de um sistema de gestão urbana defasado, ilegal e corrupto, por isso incompetente. A má gestão pública fez a cidade deficitária em infraestrutura, equipamentos e serviços urbanos que deixaram de acompanhar seu dinamismo. As novas administrações municipais de Cuiabá e Várzea Grande trazem esperança de superação para esta situação crítica. A cidade embora tricentenária revitalizou-se e está em pleno desenvolvimento como uma adolescente saudável que não pode ser criticada por necessitar de vestuário novo e maior a cada momento. Cuiabá está viva e moderna como atestam os avanços trazidos pela iniciativa privada em empreendimentos de grande porte e alta sofisticação no ramo imobiliário, no comércio, saúde, educação, lazer e indústria de um modo geral, que não podem passar despercebidos.

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Secretário da Fifa diz que obras em Cuiabá vão deixar legado tangível

Apresentação das obras aos integrantes do Col

O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, que visitou as obras da Arena Pantanal, junto com o governador Silval Barbosa e o craque Ronaldo Fenômeno, na última quarta-feira (29.08), voltou a manifestar a sua satisfação com o andamento das obras em Cuiabá e Manaus, bem como com a receptividade ao programa voluntariado desenvolvido pela Fifa.

Valcke revela a satisfação em sua coluna no site da Fifa.com publicada nesta sexta-feira (31.08). O primeiro destaque da sua mensagem é o expressivo número de inscritos, mais de 95 mil, para trabalhar como voluntários. Um número superior aos das duas últimas copas.

Jérôme Valcke citou a capital mato-grossense, por conta das obras que tomou conhecimento e da Arena que visitou, e disse que “está bastante confiante e tem certeza de que os moradores das sedes não apenas terão boas lembranças da grande festa futebolística de 2014, como também poderão sentir um legado tangível – desde a infraestrutura até a capacitação profissional – para muito além do apito final”.

Segundo ele, “as cidades-sede compreenderam como se beneficiar da competição e como transformar a oportunidade de receber o maior evento esportivo do mundo em um motor para melhorias em todas as áreas”.

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Copa: o legado e a cereja – Artigo de José Antônio Lemos

Em momentos de turbulência como o que vivemos em relação à Copa 2014 em geral, e à Copa do Pantanal em especial, o importante é não desfocar aquilo que realmente é mais importante, ou seja, extrair o máximo de melhorias para a cidade dessa chance ímpar de investimentos que é a Copa. E o máximo pode não ser tudo. Desde o começo ninguém pensou que a Copa resolveria todos os problemas de Cuiabá, e nem que Cuiabá conseguiria aproveitar todos os projetos oportunizados pela Copa. No caso, o máximo é tudo o que puder ser feito de fato, sempre supondo o máximo interesse e determinação públicos.

Embora no setor público se encontrem os maiores projetos e a responsabilidade de conduzir todo o processo, as oportunidades da Copa não se limitam a ele. O setor privado não pode ser desprezado e tem respondido mais rápido aos desafios da Copa já com diversos empreendimentos em andamento. Muito mais lento, o setor público também já tem algumas importantes obras em andamento. Contudo dois de seus projetos precisam de tratamento intensivo para ser salvos: um é o aeroporto, que até hoje não teve as obras de sua estação de passageiros licitadas; o outro é o da mobilidade urbana, cujos eixos estruturais são os corredores das avenidas do CPA/FEB e Fernando Correia, que ficaram dependentes na discussão BRT/VLT e correm o sério risco de ficarem de fora das benfeitorias da Copa. Hoje, o maior desafio seria garantir a estas estruturais o up-grade adequado às suas funções na vida da cidade e no funcionamento da Copa do Pantanal. Contudo, continuo otimista, mesmo com estas preocupações a Copa já está trazendo bons resultados para Cuiabá, e trará muito mais. Mas a cidadania não pode ficar só esperando e tem que continuar cobrando.

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A Copa em Cuiabá – artigo de José Antônio Lemos

José Antônio Lemos

Mês passado no artigo sobre as primeiras tragédias urbanas de verão deste ano passei a alguns leitores a falsa ideia de ser contra a Copa. Muito pelo contrário, sou a favor dela como venho repetindo em quase uma centena de artigos específicos, principalmente por Cuiabá ser uma de suas sedes. Torci e continuo torcendo pelo seu sucesso tanto durante os jogos quanto pelo seu legado positivo de qualidade de vida para Cuiabá e Mato Grosso. A Copa vai forçar o funcionamento civilizado de outros setores como a Saúde, Educação e Segurança e mostra que o país tem recursos para tudo, desde que exista decisão de fazer. Naquele artigo quis dizer que a Copa expôs ao mundo e a nós mesmos que o país está encalacrado em um modelo político-administrativo enrolado, perdulário, corrupto e incapaz. Mas o mal não está na Copa e sim no fato que ela denuncia, isto é, o país preso nesse modelo caro e paralisante que já sentíamos sofrendo na pele.

Vivíamos, porém, a ilusão de que bastava escolher alguém capaz e bem intencionado que as coisas andariam. Mas a Copa mostra que a situação vai além das boas intenções, que é bem mais grave e mesmo o melhor dos governantes não se desvencilharia do emaranhado burocrático em que nos metemos ao longo dos anos a pretexto de combater a corrupção – que campeia mais solta do que nunca. Para atender projetos com datas inflexíveis, como a Copa ou a prevenção às tragédias anuais de cada verão, a única saída está em artifícios como o Regime Diferenciado de Contratações, um jeito legal de descumprir a lei. Para o resto do verão deste ano o jeito é rezar, pois de novo passou mais um ano e nada avançou de consistente em relação às nossas cidades e suas áreas de risco. Uma realidade absurda que a Copa nos mostra cruamente. Bons dirigentes continuam sendo condição básica da administração pública, mas para conseguirem governar terão primeiro que romper esse cipoal jurídico, político, burocrático, tributário, eleitoral, etc., que segura o país e paralisa os governos. A Copa apenas vem mostrando o grau de incapacidade institucional a que chegamos, da qual não é a causa. Este o primeiro benefício da Copa ao país e, mesmo que fosse só por isso, sua realização já valeria a pena.

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O prefeito do Tricentenário -artigo de José Antônio Lemos

José Antônio Lemos

Vivendo o melhor momento econômico de sua história, a Grande Cuiabá chega a 2012 com a perspectiva de mais um ano forte, cheio de situações extremas, positivas e negativas. Como o ano que passou e os próximos neste seu terceiro grande salto de desenvolvimento, 2012 não será um ano qualquer pois forçará seus dirigentes a decisões ou omissões importantes que marcarão a cidade do futuro, para o bem ou para o mal. Ao cidadão cabe uma participação ativa nesse processo com a crítica consciente do aplauso e da reprovação, do apoio e da cobrança, e, em especial, com a força construtiva de seu voto nas eleições deste ano. Os cuiabanos – dirigentes e cidadãos – que vivem este momento mágico da cidade tem a responsabilidade de otimizar as oportunidades positivas na construção da cidade que receberá a Copa do Pantanal e em 7 anos festejará seu tricentésimo aniversário.

No auspicioso emaranhado de situações que o ano de 2012 trará ao cuiabano, tentaria identificar dois grandes compromissos para o cidadão, dono da cidade. Primeiro, um intransigente acompanhamento ao pacote de obras que a cidade recebe como sede da Copa do Pantanal, e também como pólo de um das regiões mais dinâmicas do planeta. Segundo, as eleições municipais, afinal, elas poderão eleger o prefeito do Tricentenário de Cuiabá. Os dois compromissos se fundem, uma vez que as obras de hoje constroem a cidade da festa dos 300 anos, ela própria seu verdadeiro bolo comemorativo.

Quanto às obras, hoje merecem atenção especial o Aeroporto Marechal Rondon e o VLT. Numa visão otimista restam 2 anos para as obras, mas até agora não vieram a público seus projetos técnicos. A Infraero outro dia apresentou a maquete de um estudo preliminar e a Secopa falou em um “termo de referência” para o VLT. Dada a urgência, nessa cobrança o cidadão vai ter que clamar com a arma do voto em punho a ação dos vereadores, deputados estaduais e federais e senadores. Não tem essa de cada um se esconder em seu quadrado, municipal, estadual ou federal. A cidade é só uma e é obrigação de todos eles. O aeroporto e a mobilidade urbana são projetos imprescindíveis para a Cuiabá do futuro e para a Copa, e têm que estar executados até o final de 2013.

Quanto às eleições, a escolha dos dirigentes municipais na Grande Cuiabá – prefeitos e vereadores – é essencial pois deles dependerá a preparação da cidade para o seu Tricentenário, a mais significativa efeméride cuiabana no século, sua maior festa e maior projeto. O Bom Jesus de Cuiabá deu uma forte mãozinha arranjando a Copa do Pantanal como um poderoso instrumento nessa preparação, em termos de obras e serviços públicos, bem como treinamento e avaliação dos gestores públicos e da própria cidadania. Contando com uma muito provável reeleição, o futuro prefeito será o prefeito do Tricentenário. Mesmo não reeleito, ainda assim será responsável por 4 dos 6 anos após sua posse até 2019. A responsabilidade é grande, tanto dos eleitores como dos partidos na escolha de candidatos a altura dessa honraria.

Melhor. O Tricentenário traz também a possibilidade de Cuiabá livrar-se da desgraça de ser tratada apenas como um trampolim político, balcão eleitoral visando o governo do estado. Quando qualquer processo de planejamento urbano exige um horizonte mínimo de 20 anos, em Cuiabá é de 2, cativo ao calendário eleitoral. Nada interessa além disso. Impossível! Ser o prefeito de Cuiabá no ano do Tricentenário será um laurel político e histórico, mas exigirá a permanência no cargo, abdicando à eleição ao estado de 2018. Daí talvez Cuiabá volte a ter um governante que resgate na prefeitura seus amplos horizontes e busque apenas a honra de bem governar sua cidade.

* JOSÉ ANTONIO LEMOS DOS SANTOS, arquiteto e urbanista, é professor universitário

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Um balanço na Copa – Artigo de José Antônio Lemos

Um balanço rápido sobre a preparação da Copa do Pantanal e as perspectivas de legado para Cuiabá e o estado, mostra que até agora a grande resposta positiva tem vindo da iniciativa privada. Dentre seus maiores empreendimentos, destacam-se o setor hoteleiro com 15 torres (até o momento) e um sofisticado resort de R$ 63,0 milhões no Lago de Manso, a indústria imobiliária com quase 100 projetos de grande porte, muitos com várias torres, o setor comercial com o Shopping Goiabeiras triplicando sua área, em um investimento de R$ 85,0 milhões e no setor industrial a fábrica de cimento de R$ 390,0 milhões no Aguaçu. Trata-se de um considerável aporte de recursos em um curto prazo. Viriam nesse volume sem a Copa? Acho que não tão cedo. E seria mais com alguma campanha oficial externa para atração de investimentos.

Entretanto, a situação é alarmante quanto às intervenções de responsabilidade dos governos. Bem verdade que existem pontos positivos, como o andamento das obras da Arena Multiuso, o recapeamento asfáltico da cidade e a duplicação da ponte e avenida Mário Andreazza. Porém é quase só e chega ao absurdo quanto ao aeroporto e a mobilidade urbana. Com a Arena, são os três projetos fundamentais para a Copa acontecer. Até hoje a Infraero não apresentou o projeto básico da nova estação, prometido primeiro para junho, depois para setembro, depois para dezembro e agora para março do ano que vem. Seria fruto do pouco caso com que a Infraero sempre tratou Cuiabá ou o atraso na conclusão do projeto do VLT estaria atrasando a Infraero? Como a data da Copa não muda, creio que o aeroporto chegou ao limite de alerta máximo, mesmo considerando a obra em três turnos.

Quanto à mobilidade, depende muito da conclusão do projeto do VLT que também não veio à luz até agora. Já manifestei minha curiosidade técnica pela solução da integração de mais de 40 mil passageiros na Prainha sem as desapropriações no Morro da Luz. A conclusão do projeto do novo modal é também determinante para a geometria das avenidas por onde passa, que são as vias estruturais da cidade, logo, as mais importantes no contexto da mobilidade. Já as demais vias estruturais fora do trajeto do VLT chegaram a ter suas licitações suspensas pelo DNIT por motivos risíveis que mais pareciam desculpas para não fazer. Felizmente o bom senso prevaleceu e o governador assinou na semana passada um convênio de R$ 165,0 milhões com o órgão federal para as obras. Ainda bem, mesmo que o cronograma de obras tenha sido empurrado desnecessariamente para os limites da viabilidade construtiva, considerado um regime de três turnos. Ainda assim, viva!

O Dutrinha é emblemático neste quadro. Desde a demolição do Verdão foi prometida sua adaptação para voltar a ser provisoriamente o único estádio da Grande Cuiabá nas competições estaduais e nacionais. Pois bem, passaram os campeonatos do ano e o Cuiabá, sozinho, classificou-se brilhantemente para série “C” mas ainda não tem onde jogar. Pintaram os muros, derrubaram a única árvore lá existente e a prefeitura comprou o estádio como condição legal para os investimentos do estado. Porém nada de adaptação de fato. Parece que na preparação da festa máxima do futebol mundial, o futebol local foi esquecido.

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O legado da Copa – Artigo de José Antônio Lemos

José Antônio Lemos

Outro dia soube que ao bancar a sua Copa do Mundo em 2006 a Alemanha tinha como objetivo principal a recuperação de dois valores imateriais, imensuráveis, que eles haviam perdido na trágica aventura do nazismo. O primeiro era o resgate da altivez e orgulho alemão ao hastear a sua bandeira e cantar o hino nacional, a pleno pulmões, com peito estufado e cabeça erguida. O segundo era resgatar para o mundo a tradicional figura alegre, amistosa e receptiva do povo alemão, um dos povos mais simpáticos da Europa. E a avaliação que fazem é que esse duplo objetivo foi alcançado plenamente, o que por si só teria pago com sobras tudo o que gastaram com a realização da Copa. Mesmo assim, numa demonstração de extrema seriedade com a coisa pública, persistirão com um sistema de avaliações permanentes dos resultados da Copa até 2016, ou seja, 10 anos após a realização da Copa, tendo em vista os demais objetivos e a consolidação de todos os resultados.

É fantástico o poder midiático global de uma Copa e por isso o grande interesse dos países, ricos ou pobres, por ela. Dutra, o presidente cuiabano, ao trazer a primeira Copa do Mundo para o Brasil – é bom não esquecer que foi ele que trouxe a Copa de 50 e construiu o Maracanã, queria mostrar ao mundo que o país havia deixado de ser rural e que dispunha de outras grandes cidades além do Rio de Janeiro. E hoje o que o Brasil pretende com a Copa de 2014? Já sei que para muitos será apenas uma grande oportunidade para roubalheiras homéricas, porém, embora esta possa ser uma tendência, não acredito ter sido este o objetivo que levou o Brasil e Mato Grosso a se envolverem em um compromisso internacional de tal envergadura e de tamanha exposição global. Trata-se de um evento que se realiza, desde sua preparação em uma cristaleira mundial, aos olhos de todos. Já outros, de visão bem estreita ou maliciosa, insistem em pensar que o objetivo seria apenas a realização de 4 jogos internacionais, alguns até calculando um custo absurdo para cada jogo por esse raciocínio.

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Infraero garante que calendário para construção do Marechal Rondon será cumprido

O calendário de lançamento do edital e construção da ampliação do Aeroporto Internacional de Cuiabá e Várzea Grande Marechal Rondon estão mantidos. O Governo de Mato Grosso é que irá licitar e executar as obras. A informação é do secretário extraordinário de Estado de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes (Selit), Francisco Vuolo, que na última semana, teve – com a participação do secretário de Cidades, Nico Baracat – mais uma reunião na Superintendência da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), em Brasília.

Essa reunião, segundo Francisco Vuolo, “foi bastante produtiva. Foram equacionados os últimos detalhes, com a empresa Globo Engenharia, que está elaborando o projeto básico e depois irá fazer o projeto executivo”. Nessa reunião a Globo mostrou como será a nova fachada do Aeroporto Marechal Rondon. O projeto deverá ser concluído até 31 de outubro. Com a conclusão do Módulo Operacional Provisório (MOP) em dezembro, imediatamente começa o processo de construção e reforma da parte definitiva.

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Visita às obras do MOP do Marechal Rondon deixa o setor turístico entusiasmado

A visita ao canteiro de obras do Módulo Operacional (MOP) no Aeroporto Internacional de Várzea Grande/Cuiabá – Marechal Cândido Rondon na tarde desta quarta-feira (03.08), capitaneada pelo secretário-extraordinário de Estado de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes, Francisco Vuolo, acompanhado do superintendente do aeroporto, João Marcos Coelho Soares, do presidente da Agência Estadual de Execução das Obras da Copa do Mundo Fifa Brasil 2014 (Agecopa), Eder Moraes, provocou um misto de alívio e euforia nos representantes do trade turístico de Mato Grosso, que também visitaram o local das obras.

A construção, iniciada na última semana de julho, já está em fase de conclusão das fundações (sapatas) que vão dar sustentação a parte estrutural do MOP que, segundo o superintendente do aeroporto, João Marcos, ela deverá estar concluída em novembro deste ano.

O secretário Francisco Vuolo lembrou que o MOP “vai desafogar em muito o desembarque – que é o ponto crítico hoje, sem dúvida alguma do Marechal Rondon. O mais importante, contudo, é que o cronograma que foi estabelecido pelo Governo do Estado está sendo cumprindo rigorosamente”.

Vuolo disse que o MOP é o primeiro momento do cronograma assinado com a Infraero. O segundo momento é a construção da ampliação e reforma do Aeroporto Mal. Rondon. Na construção do módulo operacional são investidos R$ 2,25 milhões e na reforma estão previstos investimentos na ordem de R$ 82 milhões e deverá estar concluída para receber os turistas para a Copa do Mundo de 2014.

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Copa, a intervenção necessária

Parece ter muita gente com papel decisivo na preparação do país e de nossa cidade para a Copa do Mundo, para os quais ainda não caiu a ficha da extraordinária responsabilidade assumida. Para estes, apesar dos grandes valores financeiros e do potencial midiático que envolve, a Copa é apenas mais um projeto paroquial como qualquer outro no qual se pode pintar e bordar ao sabor de seus interesses ou de outras intenções menores. Ainda não entenderam que são parte de um grande projeto nacional, de interesse mundial, que tem a obrigação de ser um divisor de águas em termos de qualidade de vida urbana no país, principalmente para Cuiabá, Várzea Grande e todo Mato Grosso.

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Copa do Pantanal, 2 anos – Artigo de José Antônio Lemos

O que são 2 anos em termos de tempo? Em alguns casos podem parecer muito, em outros não. Por exemplo, parece que foi ontem que lá das Bahamas o senhor Joseph Blatter anunciou Cuiabá como uma das sedes da Copa de 2014 no Brasil. Apesar de carregada com forte sotaque, poucas vezes a palavra Cuiabá soou tão bonita. E esses 2 anos passaram rapidinho. Antes de escrever, confesso que tive até que confirmar nas matérias da imprensa se realmente haviam passado 2 anos. E passaram.

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Nada a ver, tudo a ver: artigo de José Antônio Lemos

Que a saúde pública no Brasil, em Mato Grosso e em Cuiabá, é uma vergonha, a gente já sabe. Trata-se de uma vergonha absoluta, uma realidade ultrajante em si, independente da construção de estádios, estradas, carnaval ou o que for. É a própria vergonha, cuspida e escarrada na nossa cara 24 horas por dia. Por isso discordo do que disse na semana passada o comentarista esportivo José Trajano, sobre a construção da Arena Multiuso em Cuiabá. Nada a ver. O Brasil é um país rico, Mato Grosso é um de seus estados mais produtivos, e o brasileiro paga ao governo em impostos quase 40% de tudo que produz. Para atender um setor, não precisa deixar de atender outro. Há dinheiro suficiente. Resta saber para onde está indo. Aí a maior das vergonhas nacionais, movida pela ação dos larápios da coisa pública e aproveitadores que pululam nos noticiários locais e nacionais, mantida e fomentada pela omissão cívica dos que consideramos bons cidadãos.

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Cuiabá, onde a Copa avança: artigo de José Antônio Lemos

O artigo da semana passada acabou abatido pelo “fogo amigo” da Copa do Pantanal. A intenção era escrever sobre os benefícios que a Copa já está trazendo para Cuiabá e região, mas o fogo intenso da artilharia “amiga” na semana atingiu o texto e o artigo descambou para um nível que não estava à altura dos leitores. Resolvi poupá-los e tento refazê-lo agora de uma forma mais objetiva e civilizada.

Sendo a menor das cidades dentre as sedes da Copa do Mundo de 2014, justamente por isso Cuiabá é uma das cidades que tende a ser mais beneficiada pelo extraordinário evento mundial. Qualquer investimento terá efeito significativo no perfil urbanístico e econômico da cidade. Uma cidade historicamente marginalizada por investimentos do governo federal, vê-se agora como um dos focos do mais importante compromisso internacional do país, cujo descumprimento trará enormes prejuízos à imagem que se quer mostrar ao mundo do Brasil como uma das potências planetárias emergentes. Aos olhos do mundo o Brasil tem que cumprir seus compromissos referentes à Copa.

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Silval Barbosa conhece a nova sede da Agecopa no Bairro Goiabeiras

O governador Silval Barbosa conheceu nesta segunda-feira (10.01) a nova sede da Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Pantanal 2014 (Agecopa), no bairro Goiabeiras. A Agecopa estava provisoriamente instalada no Ginásio de Esportes Aecim Tocantins, no bairro Verdão. Silval Barbosa percorreu todos os setores da Agecopa na companhia do diretor-presidente Yênes Magalhães.

O novo espaço, segundo Yenês Magalhães, vai proporcionar mais conforto e ao mesmo tempo mais agilidade nas ações da agência. “O novo espaço centraliza e democratiza o acesso à todas as ações da Agecopa, que poderão ser acompanhadas pela comunidade”, afirma. Na nova sede será implantada, a pedido do governador Silval Barbosa, a Sala de Situação, uma inovação que permitirá a visualização e o acesso a informações sobre todos os projetos em andamento, o que garante absoluta transparência e publicidade de todos os trabalhos.

A nova sede vai abrigar também o Grupo de Trabalho que cuidará das desapropriações para as obras de mobilidade urbana, coordenado pela Agecopa e formado por representantes da Auditoria Geral do Estado, Procuradoria Geral do Estado, Sinfra, Setecs, SAD e prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande.

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Governador Silval Barbosa se reúne com diretoria da Agecopa e visita locais de obras

O governador Silval Barbosa está, nesta segunda-feira (10.01), na nova sede da Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Pantanal 2014 (Agecopa), no bairro Goiabeiras, onde realiza com a direção do órgão a primeira reunião de trabalho deliberativa de agenda de execução das obras estruturantes da Copa 2014, em Cuiabá.

A preocupação do governo é quanto a questão das obras de mobilidade urbana em Cuiabá e Várzea Grande, principalmente aquelas que exigem desapropriação de áreas na região central.

Participam da reunião pela Agecopa o diretor presidente e de Planejamento e Gestão, Yênes Jesus de Magalhães; o diretor de Orçamento e Finanças, Jefferson Carlos de Castro; o diretor de Infraestrutura, Carlos Brito; diretor de Assuntos Estratégicos, Yuri Bastos Jorge; diretor de Articulação Interinstitucional, Agripino Bonilha Filho.

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Representante da Fifa elogia trabalho desenvolvido na área de segurança para a Copa 2014

Mato Grosso é mais uma vez referencial positivo na organização da Copa do Mundo 2014. Agora, no quesito segurança. O gerente Geral de Segurança do Comitê Organizador da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014, Hilário Medeiros visita Cuiabá para conhecer a matriz estrutural elaborada para o segmento segurança. O gerente esteve reunido com o governador Silval Barbosa nesta sexta-feira (10.12) quando se manifestou positivamente em relação ao trabalho já elaborado.

“Mais uma vez Cuiabá é a primeira capital a receber a visita de um setor específico da Fifa, agora no caso da segurança. Hilário Medeiros veio conhecer na Agecopa a matriz estrutural elaborada para o segmento de segurança e gostou do que viu”, afirma o diretor de Infraestrutura da Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Mundo Pantanal – FIFA 2014 (Agecopa), Carlos Brito.

O gerente Geral de Segurança também visitou as corporações, esteve na Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e constatou que “este trabalho está sendo feito de maneira integrada e real”, conforme Brito. Segundo ele, o que chamou a atenção foi o entrosamento entre os órgãos envolvidos, Agecopa, Secretaria e corporações, dentro das diretrizes da Fifa. “É isso que ele veio conhecer. Conhecer a realidade sem maquiagem, nossas potencialidades e nossas dificuldades”, disse.

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Se este modesto BJB pudesse só comentar só este tipo de notícia, que maravilha

Veja que notícia maravilhosa, assinada pela repórter Laís Costa Marques – filha de nosso amigo Tinho da Costa Marques. Abram aspas: “Até o fim do ano duas novas marcas começam a atuar em Cuiabá e outras duas regionais vão expandir em número de unidades. Na próxima quarta-feira (8) a loja do Extra Hipermercado será inaugurada, e no dia 15 é a vez do Fort Atacadista. Para o dia 12 está marcada a reinauguração da unidade da rede Modelo em Várzea Grande e o grupo Compre Mais inaugura mais 2 unidades até o fim de dezembro. Ao todo, são mais de R$ 40 milhões em investimentos e 1,5 mil empregos diretos.” Fecham Aspas.

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Meus caros elefantes

A construção do novo Verdão reavivou a lembrança dos chamados “elefantes brancos”. Para muitos o monumental estádio será um desses paquidermes fabulosos. Alguns movidos por uma justa preocupação com o dinheiro público, outros, geralmente de fora, por ainda não terem deglutido a vitória de Cuiabá como sede da Copa do Pantanal e muitos locais, apenas dando vazão a um renitente complexo de capacho que nos acompanha ou ao espírito “seca-pimenteira” que ainda assola boa parte da população. Os “seca-pimenteira”, que dominaram a torcida de um ex-time local, enxergam a realidade pelo lado negativo e jogam sempre na aposta mais fácil das coisas não darem certo. Conta a lenda que para reconhecer um deles basta aproximá-los de um pé de pimenta.

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Projeto da Arena Pantanal é um dos três primeiros aprovados pelo BNDES ProCopa

A Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Mundo Pantanal – FIFA 2014 (Agecopa) tem o seu projeto de construção da Arena Pantanal pelo BNDES ProCopa Arenas, programa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) para financiar a construção ou reforma dos estádios da Copa 2014. Mato Grosso sai na frente, junto com os estados da Bahia e Ceará – os primeiros a terem os projetos aprovados – e vai receber R$ 393 milhões de empréstimo, que corresponde a 74% do investimento total. A informação é da assessoria do BNDES.

A Arena Pantanal terá capacidade para 42 mil espectadores, o que o credencia como sede em potencial para jogos de quartas de final do torneio (as normas da FIFA exigem um mínimo de 40 mil lugares). A construção seguirá o mesmo conceito de estádios flexíveis que foi utilizado nos projetos da Arena Olímpica de Basquete e do Estádio Olímpico de Londres, empreendimentos construídos para as Olimpíadas de 2012.

Dessa forma, parte das arquibancadas poderá ser removida ao final da Copa e reinstalada em outros empreendimentos. Passada a competição, a capacidade da Arena poderá ser reduzida para 27 mil espectadores, possibilitando diminuição dos custos de manutenção do equipamento.

Também contribuirão nesse sentido alguns aspectos do projeto relacionados à sustentabilidade, tais como a adoção de padrões de eficiência energética e a captação e reuso de água das chuvas, medidas que devem gerar, respectivamente, economia mínima de 10% e 20%.

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Agecopa mostra experiência de Mato Grosso em evento sobre Estádios em São Paulo

A diretoria da Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Mundo Pantanal – FIFA 2014 (Agecopa) vai participar nesta sexta-feira (27.08), em São Paulo, do painel “Estádios da Copa: o Concreto no Mundial de 2014”, que acontece dentro da agenda de seminários do Concrete Show 2010, quando serão debatidas alternativas para o estádio paulista.

Vão estar presentes os arquitetos Sérgio Coelho, da GCP Arquitetos, autor do projeto da Arena Multiuso Pantanal, e Marc Duwe, da Setepla Tecnometal, responsável pela reconstrução do Fonte Nova (BA).

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Mato Grosso vai investir em infraestrutura turística e viabilizar linhas de créditos para rede hoteleira

Mato Grosso vai estar apto para receber e hospedar os turistas que virão para assistir a Copa do Pantanal em 2014 em Cuiabá. No que depender do Governo do Estado e da Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Mundo Pantanal – FIFA 2014 (Agecopa) o Aeroporto Marechal Rondon e a rede hoteleira vão estar de acordo com as exigências da FIFA para a realização já da Copa das Confederações.

“Cuiabá não é uma das sedes da Copa das Confederações”, avisa o diretor de Assuntos Estratégicos, Yuri Bastos Jorge, “mas queremos estar prontos para nos qualificarmos para receber também esse evento”.

A falta de leitos na rede hoteleira não é um caso isolado de Cuiabá. Todas as cidades sedes da Copa do Mundo estão enfrentando a mesma realidade, segundo o Yuri Bastos Jorge. Tanto é que o Governo Federal já colocou a disposição, através do BNDES, R$ 1 bilhão para o setor hoteleiro usar na construção de novos hotéis, compra, reforma de bares, restaurantes e pousadas; o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro Oeste (FCO) já tem a disposição quase R$ 500 milhões também para o setor hoteleiro. E está criando alguns alternativas de fomento do setor privado, mesmo porque não cabe ao poder público fazer investimento na construção de hotéis.

“O que Estado pode fazer é viabilizar linhas de créditos para investimentos e investir na infraestrutura de turismo”. O governo de Mato Grosso, através do Prodetur, já conseguiu a autorização para investir R$ 350 milhões em infraestrutura turística para que o trade turístico se sinta confortável em investir em bares, restaurantes, hotéis e pousadas.

O diretor de Assuntos Estratégicos da Agecopa, diz que o crescimento econômico de Mato Grosso, que gira em torno de 10% ao ano, já seria suficiente para atrair novos investimentos, como aconteceu recentemente com a compra do Hotel Odara pelo BHG S.A. – Brazil Hospitality Group, que passou a usar a marca Golden Tulip Pantanal. Ainda assim, a Agecopa está fazendo um estudo de viabilidade econômica para mostrar aos empresários do setor que “investir em hotel em Mato Grosso é um bom negócio”.

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