Festejar os 299 anos é exaltar uma cidade nascida entre as pepitas de um corguinho com muito ouro chamado pelos nativos de Ikuiebo, Córrego das Estrelas, que desagua em um belo rio entre grandes pedras chamadas Ikuiapá

CUIABÁ 300-1

    Por José Antônio Lemos | Desde 2009 a cada aniversário de Cuiabá tenho escrito artigos com títulos fazendo uma contagem regressiva destacando quantos anos faltam para o Tricentenário e, em especial, o tempo disponível para a preparação da cidade para essa grande data. Começou faltando 10 anos, agora falta só 1. A preocupação era comemorar a efeméride mais do que com uma simples festa, mas com a cidade engalanada com melhores padrões urbanísticos, radiante com sua população usufruindo níveis superiores de qualidade de vida. Este seria o maior presente.

     Essa preocupação já vinha de 1989 com a Lei Orgânica de Cuiabá na qual foi trabalhado o capítulo “Política Urbana” visando estabelecer as bases de uma gestão urbana moderna, contínua, técnica e participativa, feita sob medida para Cuiabá, tendo 30 anos como horizonte de planejamento, isto é 2019, o Tricentenário. O capítulo continua lá na Lei, mas a cidade não consolidou sua política urbana, ao invés, desfez o que vinha sendo montado ficando para trás das irmãs brasileiras que tomaram igual iniciativa, mesmo que depois.

    Interrompido o processo a alternativa seria a preparação de uma agenda de projetos, ainda que pontuais, para presentear a cidade. Foi quando aconteceu o milagre. Em 2009 a história surpreende os cuiabanos com o desafio da Copa do Mundo e sua agenda de importantes projetos envolvendo recursos públicos e privados que de outra forma jamais se viabilizariam nem nos próximos 50 anos. Cheguei a acreditar que esse grande evento tivesse sido um artifício do Bom Jesus para treinar a nnós cuiabanos na preparação de sua cidade dignamente para os 300 anos. Um aprendizado de 5 anos e depois trabalhar uma outra agenda própria para a festa, com outros 5 anos de execução. Parece que não aprendemos nada, ainda que tenham acontecido algumas iniciativas dignas de registro tais como as edições da feira “Edificar – Cuiabá 300”, promovidas pelo Sinduscon/MT e Secovi/MT, o projeto “VerdeNovo” da JUVAM/Cuiabá lançado este ano, e o formidável “Famílias Pioneiras” criado nas redes sociais sob a liderança do Muxirum Cuiabano. Quanto às iniciativas públicas a prefeitura criou no ano passado uma secretaria especial para os 300 anos e uma agenda de 20 projetos especiais. O estado trabalha na conclusão de diversas obras da Copa e na retomada de alguns importantes projetos que se encontravam adormecidos tais como as saídas para a Chapada e Guia.

    Festejar os 299 anos é exaltar uma cidade nascida entre as pepitas de um corguinho com muito ouro chamado pelos nativos de Ikuiebo, Córrego das Estrelas, que desagua em um belo rio entre grandes pedras chamadas Ikuiapá, lugar onde se pesca com flecha-arpão em bororo. E ela floresceu bonita, célula-mater deste “ocidente do imenso Brasil”. Mãe de cidades e estados, o aniversário de Cuiabá é também o aniversário do vasto Oeste brasileiro. O Oeste nasceu em Cuiabá. Por 3 séculos resistiu a duras penas, tempo heroico forjador de uma gente corajosa e sofrida, mas alegre e hospitaleira, dona de rico patrimônio cultural e com proezas que merecem maior atenção da história oficial. Como o astronauta pioneiro, vanguarda humana na imensidão do espaço ligado à nave só por um cordão prateado, assim foi Cuiabá por séculos, solta na vastidão centro-continental, ligada à civilização também só pelo cordão platino dos rios do Prata. Hoje a cidade vibra em dinamismo, globalizada e provinciana, festeira e trabalhadora, centro de uma das regiões mais produtivas do planeta que ajudou a ocupar e desenvolver. Festejar os 300 anos de Cuiabá é celebrar passado, presente e, especialmente saudar e preparar o extraordinário futuro, principal legado de sua história.     

    JOSÉ ANTONIO LEMOS DOS SANTOS, arquiteto e urbanista, é conselheiro do CAU/MT e professor universitário aposentado.

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A Secretaria Municipal de Cultura virou papagaio de pirata, diz Milton Pereira de Pinho, o nosso Guapo

Distopia Municipal Cultural É o que se pode dizer das secretaria dos 300 ano e a de Cultura, Esporte e Turismo da…

Publicado por Milton Pereira de Pinho em Sexta, 23 de fevereiro de 2018

É o que se pode dizer das secretaria dos 300 ano e a de Cultura, Esporte e Turismo da Prefeitura de Cuiabá, pelo menos é o que se vê após 1 ano e 2 meses de gestão de um prefeito furtivo o qual só preocupa em querer “salvar a sua pele” de um fato o qual não tem argumento nenhum que contrarie.
A secretaria dos 300 anos é uma invenção que o prefeito Emanuel Pinheiro criou para pagar divida de campanha e colocou como gestor um secretário que surgiu do nada e que odeia nossa cultura regional e, por outro lado quer se promover como promoter de cultura de massa as custa de emendas parlamentar do Legislativo Estadual(dinheiro público) e empresa de bebida que vive há muito tempo no município e não tem nenhuma vontade de promover a cultura local.
Quanto a Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo virou “Papagaio de Pirata” subordinada a de 300 anos, pois até agora não fez nada, lançou o Edital 2017 para projetos culturais, foram todos apreciados e até agora não pagou os agraciados. Uma mixaria de 700 mil o qual demonstra o descaso do Prefeito com a classe cultural que começou com a maldição do ex-prefeito Mauro Mendes que anexou as pastas de Esporte e Turismo na Secretaria Municipal de Cultura criada pelo grande político já falecido Dante Martins de Oliveira.
Ontem “ eu tirei meu chapéu para Emanuel”, hoje “ eu peço perdão para meu chapéu”, pela merda que eu fiz com ele apostando num candidato irresponsável e que transformou a cultura cuiabana em moeda de troca para politicagem, criando uma dicotomia e celeuma na classe artística e cultural.
Encerro dizendo que se o Sr. Prefeito de Cuiabá não tem R$ 700 mil pra pagar os projetos do Edital – 2017, pare de enrolar a classe artística/cultural e de fazer a Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo, de “Papagaio de Pirata” e de “Cabide de Emprego” para fazer pagamento de divida política dos seus cabo eleitorais e feche esse órgão pois não está servido pra nada.

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Prefeito cuiabano busca parceria com a ONU com vistas os 300 anos da capital

Em Nova York, Emanuel Pinheiro apresentou mídias que destacam os valores e a cultura cuiabanas

Por Bruno Vicente | O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, visitou nessa segunda-feira (14) a sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, no intuito de viabilizar uma parceria para a inclusão das festividades dos 300 anos da Capital no calendário oficial da organização. Na oportunidade, o gestor, em companhia do secretário extraordinário dos 300 anos, Júnior Leite, apresentou as riquezas cuiabanas para a presidente do Portugueses Languege Institute da ONU, Rosely Saad, para a presidente do United Nations Staff Recreation Council, Tainá Glaudia, e também para o diretor de Eventos Especiais, Gordan Framer.

A visita do prefeito cumpre parte de sua agenda oficial nos Estados Unidos, onde, além de potencializar ações para a divulgação da importante data comemorativa, conta também com a busca de investimento para ser aplicado no desenvolvimento da capital mato-grossense. Para Emanuel Pinheiro, a parceria com a ONU pode ser considerada uma ponte que está sendo construída entre Cuiabá e o restante do mundo. “Todas as maravilhas da Cidade Verde estarão expostas internacionalmente, fomentando o turismo e a cultura cuiabana”, disse o prefeito.

“A ONU é a porta de entrada para o mundo. Considerada o coração de Nova Iorque, onde milhares de pessoas do mundo inteiro circulam diariamente. Nessa visita técnica conseguimos percebemos a exposição da arte e do turismo de várias partes do planeta. Então, se todos esses países estão se estabelecendo aqui, Cuiabá também pode. Até porque temos uma beleza natural, um potencial e uma vocação natural turística e cultura muito forte, que tenho a certeza que, no momento em tudo isso for exposto, teremos um grande avanço em diversas áreas da nossa região”, comentou.

Conforme o prefeito, a partir de agora a próxima etapa será o envio do projeto oficial, para que sejam feitas novas deliberações e, posteriormente, passe pela aprovação final da Organização. Ele destaca ainda que, além de potencializar o turismo e criar um viés econômico, gerador de emprego e de desenvolvimento para a Capital, todo o plano está sendo montado pensando em explorar ao máximo a beleza, arte e as riquezas históricas, abrindo as portas de Cuiabá para o mundo.

“Hoje posso dizer que nossa visita superou as expectativas e estou cada vez mais empolgado e entusiasmado. Aqui pudemos constatar a seriedade do trabalho e a visão que a ONU tem no sentido de propagar as cidades que realmente despertam interesse mundial. No entanto, é claro que depende de apresentarmos o projeto certo para divulgação da Cuiabá dos 300 anos, valorizando ao máximo nossa história”, pontuou.

A Organização das Nações Unidas, criada para promover a cooperação mundial, possui vários mecanismos para que países e cidades do mundo inteiro divulguem sua arte, cultura e história. Nesse sentido, a presidente do Portugueses Languege Institute da ONU, Rosely Saad, ressalta que vê a parceria como uma medida extremamente positiva. “Eu vejo como uma possibilidade fantástica. Cuiabá é uma cidade rica em vários aspectos. Por aqui passam cerca de 5 mil pessoas por dia e expor isso para o restante do mundo é algo sensacional”, disse

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Flor Ribeirinha é campeã! É campeã! É campeã!

Orgulho cuiabano, Flor Ribeirinha vence mundial de folclore na Turquia

Por Rafaela Gomes Caetano | O tradicional grupo folclórico Flor Ribeirinha foi consagrado o grande campeão mundial durante um festival internacional, realizado na cidade de Bűyűkçekmece, a antiga Istambul, na Turquia. Consagrados com a mais alta honra nesta sexta-feira (04), o projeto sociocultural – que possui origens na comunidade São Gonçalo – levou a histórica trajetória da cuiabania para o centro do palco, que também reuniu mais 26 países competidores.

Para o prefeito Emanuel Pinheiro, um dos grandes amantes e incentivadores do Siriri e Cururu, a vitória do grupo é a consagração máxima de um dos aspectos mais valiosos da cultura cuiabana. “Esta arte é o reflexo direto das nossas raízes, das origens históricas, sociais e artísticas do nosso povo. Somos donos de uma das manifestações artísticas mais poderosas, que carrega em si as cores quentes que emanam da nossa terra e traz uma narrativa cantada de um povo de origens religiosas, que se alegra ao som da viola de cocho – um instrumento que é nosso – e cria contos inspirados na fundação da nossa cidade. Nossa Capital ganha imensuravelmente com esta conquista, uma vez que reforça ainda mais a importância de nos mantermos atentos a um futuro promissor, que não ignore seu tradicionalismo. E a Cuiabá dos 300 anos será este encontro de gerações, onde o passado é ovacionado e eternizado, à medida que a tecnologia e a inovação projetam ela para dimensões extraterritoriais. O Flor Ribeirinha representa os anseios que realizaremos ao nosso povo, em que transformaremos esta terra na cidade modelo, onde os avanços sócio tecnológicos e econômicos caminham lado a lado de sua identidade cultural”, afirmou.

Sendo avaliados por uma banca de júri composta por profissionais especialistas em folclore e cultura popular no mundo, o grupo Flor Ribeirinha foi analisado mediante uma série de critérios técnicos. Competindo contra países como Coréia do Sul, Turquia e Hungria, o grupo superou sua árdua trajetória, transpôs barreiras linguísticas, sociais e estruturais e se destacou por seu diferencial artístico e único, fruto das raízes inigualáveis da cuiabania, conforme pontuou Jeferson Guimarães Rosa, diretor-executivo da Associação Cultural Flor Ribeirinha. De acordo com ele, a emblemática vitória é marcada pela certeza de que é necessário cultivar as sementes plantadas pelos fundadores desta terra, que fundaram Cuiabá na beira do rio.

“A alegria, o ânimo e o brilho do Siriri e Cururu trazido pelo Flor Ribeirinha para os palcos dos festivais que participamos é sempre um grande diferencial. A energia que esses 60 músicos, dançarinos e equipe de apoio carregam em seus movimentos, vozes e dons é algo que encanta as audiências ao redor do mundo, como aconteceu durante uma turnê na França que fizemos, bem como nos festivais de dança locais em que estivemos na Itália. Nossas apresentações coloridas são fascinantes aos olhos e tudo isso é reflexo de um árduo trabalho artístico e técnico, desenvolvido pelos profissionais mais competentes possíveis. Nosso diretor musical, Edmilson Maciel, o coreógrafo Avinner Augusto e a dona Domingas são peças fundamentais que culminaram no belíssimo espetáculo que entregamos na Turquia. E mesmo com nossas limitações e sofrimentos enfrentados ao longo desta jornada, mais do que nunca sabemos que não podemos parar. Precisamos continuar trabalhando para que a nossa cultura seja cada vez mais respeitada. Pois a cada nova conquista, Cuiabá, Mato Grosso e o Brasil são enaltecidos por suas tradições locais”, revelou.

Para o secretário municipal de Cultura, Esporte e Turismo, Francisco Vuolo, o grupo é um exemplo para a Capital. “É a comunidade ribeirinha do São Gonçalo Beira Rio levando o Siriri e a história da tradição do nosso povo para ter o reconhecimento no mundo. Em nome da querida e guerreira Domingas Leonor, quero parabenizar não só aqueles que com todo mérito integram a equipe que participou do Festival de Folclore 2017 em Istambul, mas também a todos que um dia apoiaram, trabalharam e sobretudo acreditaram que este sonho pudesse se transformar em realidade. Uma linda história e exemplo de determinação, crença e vontade de vencer que com certeza servirá como referência para quem acredita nas tradições tricentenárias do povo Cuiabano”, disse o secretário de Cultura de Cuiabá, Francisco Vuolo.

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Pasta Cuiabá 300 anos irá planejar e gerenciar obras do aniversário do tricentenário

Com apoio de entidades representativas, prefeito sanciona criação da Secretaria Cuiabá 300 anos

Cuiabá sob o olhar de Marcos Vergueiro / Secretaria de Comunicação

 

Da Assessoria | O prefeito Emanuel Pinheiro sancionou nesta quarta-feira, 12, a Lei que cria a Secretaria Municipal Extraordinária Cuiabá 300 anos, cuja publicação sairá no Diário Oficial dos Municípios desta quinta, 13. Nas últimas horas, o prefeito recebeu apoios empresariais, institucionais e do movimento comunitário pela instalação da nova estrutura.

Na próxima semana, em entrevista coletiva, o prefeito vai apresentar a equipe que atuará, junto com ele, na Secretaria. Emanuel reforçou a importância da implantação da nova pasta para planejar, acompanhar e captar recursos para obras e serviços relacionados ao aniversário de 300 anos de Cuiabá, que contou com o voto favorável de 20 vereadores.

Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL-Cuiabá), Associação Cuiabana de Comida de Rua, Associação Comercial e Empresarial de Cuiabá (ACC), Grupo de Líderes Empresariais de Mato Grosso (Lide-MT) e a União Cuiabana de Moradores de Bairro de Cuiabá (Ucamb) enviaram documento oficializando apoio ao prefeito.

Para a CDL de Cuiabá, “o momento é de precaução quando se fala em investimentos e aumento de custos, já que o país vive uma crise financeira e que atinge todas as esferas, porém, os 300 anos de Cuiabá devem ficar marcados na sua história, diante da importância dessa data para o seu povo”.

“A gente espera que a Secretaria criada realmente cumpra a sua função contribuindo com essa data histórica para os cuiabanos natos e os de coração, como nós, que amamos essa cidade e que a adotamos como nossa já que estamos aqui há algumas décadas. Também esperamos que os trabalhos dessa pasta sejam feitos com o máximo de racionalidade de custo possíveis, diante do momento de crise política e econômica, que não só Mato Grosso, mas o Brasil enfrenta”, afirmou o vice-presidente institucional da CDL Cuiabá, Paulo Gasparoto.

Presidente da Associação Cuiabana de Comida de Rua, Marlene Rodrigues Terterelia Barbosa, destacou que a criação da Secretaria é importante na articulação entre os órgãos na busca de recursos para a realização dos projetos que contemplam os 300 anos de Cuiabá.

Presidente da ACC e da Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Mato Grosso, Jonas Alves, foi um dos primeiros a manifestar apoio à criação da nova Secretariia, assim como o presidente da Ucamb, Édio Martins, que encaminhou ao prefeito um documento manifestando o respaldo à iniciativa do Executivo municipal.

O presidente do Grupo Lide, Pedro Neves, manifestou confiança na atual administração. “Entendemos que neste momento de crise política e econômica, que não só Mato Grosso, mas o Brasil enfrenta, atitudes como esta demonstra a vontade de agentes públicos em criar ações que farão a Capital mato-grossense se desenvolver ainda mais com qualidade”, defendeu Neves

Sobre a nova pasta

A nova pasta conta com uma estrutura de 16 cargos e não possui orçamento próprio, contando apenas com os recursos fundamentais para garantir seu pleno funcionamento. Planejada para promover o desenvolvimento da cidade nos próximos anos, o novo órgão municipal atuará pontualmente em prol de iniciativas práticas que promovam melhorias estruturais concretas em todas as esferas vinculadas ao crescimento da Capital.

“A SEC 300 tem o foco direcionado para a criação e a execução de políticas públicas com a interlocução direta com as demais pastas municipais, bem como a União, o Estado e os diversos setores econômicos e sociais, além da sociedade civil organizada”, definiu o prefeito.

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Criação da Secretaria Extraordinária Cuiabá 300, que irá comandar os festejos do tricentenário, é aprovada pela Câmara de Vereadores

Palácio Pascoal Moreira Cabral – Foto: Luiz Alves

Da Assessoria | A Câmara de Cuiabá aprovou nesta quinta, 6, com 20 votos favoráveis, o projeto de Lei que cria a Secretaria Extraordinária Cuiabá 300 anos. A nova pasta, proposta pelo Poder Executivo, conta uma estrutura mínima de 16 cargos e não tem orçamento próprio.

A criação da nova Secretaria, que visa planejar e promover o desenvolvimento de Cuiabá nos próximos anos, terá uma atuação pontual em prol de iniciativas práticas para melhoria estruturais e concretas em todas as esferas de crescimento da cidade que em 2019 completa 300 anos.

“Foi uma sessão movimentada em que nós ouvimos atentamente os vereadores e a maioria entendeu a envergadura do projeto e a sua importância para os 300 anos de Cuiabá”, disse o líder do Poder Executivo na Câmara, Lilo Pinheiro. Conforme ele, os parlamentares reconheceram a importância estratégica para o futuro da cidade. “Essa secretaria apesar de ser enxuta, vai mostrar que é possível fazer muito para a população”, reforçou Lilo.

“A nova Secretaria tem o foco direcionado para a criação e a execução de políticas públicas com a interlocução direta com as demais pastas municipais, bem como a União, o Estado e os diversos setores econômicos e sociais, além da sociedade civil organizada”, definiu o prefeito Emanuel Pinheiro, que será o gestor da nova pasta. Já a execução das ações ficará sob uma coordenação.

><> A expectativa agora é que a secretaria Cuiabá 300 não se transforme numa “SECOPA” cujos resultados deixaram a desejar. A torcida é apenas essa.

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De Volta ao Faroeste – Por de José Antônio Lemos

Por José Antônio Lemos | Semana passada escrevi sobre responsabilidade urbanística e agora escrevo sobre uma ação no sentido inverso, o projeto de lei sobre regularização imobiliária em Cuiabá, encaminhada à Câmara pelo prefeito municipal. As estimativas informam, que, por baixo, cerca de 70% dos imóveis em Cuiabá estão irregulares. Um imóvel irregular traz prejuízos à população, em especial a mais carente, e à própria prefeitura em termos de impostos e de falta de controle urbanístico.

Assim uma política de regularização teria tudo para ser uma boa.

Teria, mas não é bem assim. Infelizmente a situação foi transformada em um problema complexo, muito mais difícil do que parece à primeira vista, graças à irresponsabilidade dos sucessivos administradores, do próprio Ministério Público e até mesmo de nós arquitetos e urbanistas enquanto classe, parte da sociedade responsável pelo conhecimento técnico na área, que ficamos quietos. Isso em todo o Brasil, exceto em umas quatro ou cinco cidades que avançaram na direção correta. Mas está certo o prefeito, este é um problemaço que precisa ser resolvido, porém a solução depende de uma política séria de longo prazo e muita determinação. Se ao menos marcar o caminho para as próximas administrações, ficará na história. Continue Reading

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Entre aspas: Francisco Vuolo é o novo secretário de Cultura de Cuiabá e comandará os festejos dos 300 anos

><>O programa Resumo do Dia, comandado por Roberto França, mais uma vez informa em primeira mão, mudança no secretariado cuiabano. Agora com uma boa notícia. Francisco Vuolo será o titular da Secretaria de Cultura, que volta ser exclusiva.
Na sequência o Rubando Bombo posta a informação na rede.

BOMBA BOMBA; FRANCISCO VUOLO É O NOVO SECRETÁRIO DE CULTURA DE CUIABÁ

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O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), anunciou na noite de hoje que irá desmembrar a secretaria de Cultura, Esportes e Turismo. Hoje, a pasta é comandada pelo historiador Renato Anselmo que deve deixar o cargo e passar a ocupar outra função no palácio Alencastro.

De acordo com o prefeito peemedebista ao programa Resumo do Dia (TV Brasil Oeste), o ex-vereador Francisco Vuolo (PP) será o secretário de Cultura e coordenador do Projeto Cuiabá 300 anos. Já o atual vice-prefeito, Niuan Ribeiro (PTB), ganhará o cargo de secretário de Esporte e Turismo. Continue Reading

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Gosto de falar e falo Cuiabá em poemas; hoje 8 de abril a capital verde festeja 300-2 anos de fundação

Gosto de Ser Cuiabá

Gosto de ser Cuiabá
Do gosto de peixe
Peixe de rio, frito
Ensopado e mojica

Gosto de ser Cuiabá
De ser sal da terra
De pé rachado
E caminhar à tarde

Gostar de Cuiabá
É trazer – preguiça –
Traços de verde
Correr na veia

Gostar do gosto
Que Cuiabá supera.

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Cuiabá 300-2: Poemas que de certa forma falo da Cidade Verde

Sou Poliéster

Sou Poliéster, fui Durango Kid
Sai ileso ao caminhar de Far-West
Pelas antigas ruas cuiabanas

Calcei Conga, matei aulas,
Furtei mangas e cajus de quintais
Que nunca foram de minha casa…

Pescar em rios que atravessam
A Cuiabá tricentenária é vício
Que escapa por desobrigação
Do progresso urbano permanente

Nadar? Jamais, nem em sonho
O algodão doce das roupas
Desmaterializaram-se e sobra apenas
Uma certeza simples: sou poliéster. Continue Reading

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Poema que de alguma forma falo: Cuiabá 300-2 anos de fundação

Cuyabensis 300 anos

Descobri, meio que sem querer,
Que em latim, velho latim antigo
– Mesmo porque somos latinos –
Cuiabano se escreve cuyabensis

Cuyabensis de trezentos anos
De trezentos traçados, veredas
Córregos, rios, lagos mansos
E chuvas em abril… Oito de abril

Sabia que a palavra “cuyabensis”
Existia, não durante a época do latim,
Mas criada entre zero e trezentos…

Trezentos anos tem o cuyabensis
As Minas de Sutil, o olhar do sol amanhecer
E ver a luz do entardecer ao anoitecer. Continue Reading

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Poema que de alguma forma falo Cuiabá, que hoje comemora 300-2 anos de fundação

Cuiabá, Cuiabanos e Cuiabana

Cuiabá 300-6 é contagem regressiva
Para o tricentenário da cidade verde
Ano que vem será menos cinco
E Cuiabá não para, não para, não para…

Meu coração, quando bate, não para
De ser cuiabano, de ser otimista
De acreditar que o homem cuiabense
Além de hospitaleiro é esse mesmo…

Como também é o cuiabanense
Quando olha para o sol se pondo
E lembra: amanhã é dia de fazer feira

Cuiabá caminha, calma e solene
No seu andar, morena… Antes de tudo
Melhor de tudo é o coração da cuiabana. Continue Reading

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Cuiabá 300-2 vista e revista por nossos escritores e poetas

Cuiabá 300-2. Roubo o título de nosso cronista urbanista José Antônio Lemos dos Santos, o arquiteto que conhece Cuiabá 300 em todos os seus traçados. No seu último artigo, publicado também aqui neste Diário de Cuiabá, José Lemos lamenta a falta de continuidade da política urbanística registrada em lei, 30 anos atrás para comemorar os 300 de Cuiabá forma mais bela… A política tupiniquim nunca tem continuidade por conta da nossa natural vaidade de acharmos que devemos ser os primeiros, embora os primeiros em Cuiabá, todos sabem, foram os índios paiaguás.

Mas, vamos combinar, apesar de tudo, de todos os percalços, Cuiabá continua. Somos Cuiabá! Assim é o pulsar de todas as vozes cuiabanas daqueles de tchapa e cruz ou naturalizados pela culinária (quem comer cabeça de pacu não sai daqui, já dizia Benjamim Ribeiro), pela cultura, pela arte ou, enfim, pelo calor cuiabano.

Eis os depoimentos de quem ama Cuiabá e seus motivos Continue Reading

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Cuiabá 300-3! – Artigo de José Antônio Lemos

Desde 8 de abril de 2009 a cada aniversário de Cuiabá escrevo artigos cujos títulos simulam uma contagem regressiva até 2019, ano de seu Tricentenário. Já estamos a apenas 3 anos da grande data. Essa preocupação com os 300 anos de Cuiabá já vinha desde 1989 quando a então nova Lei Orgânica do Munícipio estabelecia um capítulo especial para a Política Urbana adotando entre suas ferramentas o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano, cujos horizontes de planejamento vão de 20 a 30 anos, já forçando nosso olhar para o ainda distante 2019.

Em 1999, a 20 anos do Tricentenário, o IPDU coloca em público a expressão “Cuiabá 300” como meta de trabalho, buscando estruturar o desenvolvimento urbano de forma que a cidade alcançasse padrões urbanísticos e de qualidade de vida mais elevados até 2019. Mas, esse processo foi interrompido e a alternativa que restou foi a preparação em tempo hábil de uma agenda de projetos pontuais para presentear a cidade. Em compensação, de imediato, em 2009 a história surpreende os cuiabanos com o fantástico desafio da Copa do Mundo. Estou cada vez mais convencido de que esse grande evento foi um artifício do Bom Jesus para um choque em nós cuiabanos fazendo-nos entender os novos tempos que a cidade vive e, assim, prepará-la condignamente para o seu Tricentenário. A cidade, enfim, teria que olhar para o futuro. Contudo, finda a Copa, o futuro sumiu de novo à nossa frente.

Comemorar os 297 anos é exaltar uma cidade surgida entre as pepitas de um corguinho com muito ouro que era chamado pelos nativos de Ikuiebo, Córrego das Estrelas, que desembocava em um belo rio em meio a grandes pedras chamadas Ikuiapá, lugar onde se pesca com flecha-arpão em bororo. E ela floresceu bonita, célula-mater deste “ocidente do imenso Brasil”. Mãe de cidades e Estados, o aniversário de Cuiabá é também o aniversário do Brasil neste vasto Oeste brasileiro. Por quase três séculos sobreviveu a duras penas, tempo heroico que forjou uma gente corajosa e sofrida, mas alegre e hospitaleira, dona de um riquíssimo patrimônio cultural e com proezas que merecem maior carinho da história oficial brasileira. Como um astronauta moderno, vanguarda humana na imensidão do espaço, ligado à nave só por um cordão prateado, assim Cuiabá ficou por séculos, solta na vastidão centro-continental, ligada à civilização só pelo cordão platino dos rios Cuiabá e Paraguai. Cuiabá hoje vibra em dinamismo, globalizada e provinciana, festeira e trabalhadora, centro de uma das regiões mais produtivas do planeta que ajudou a ocupar e desenvolver.

Agora só estamos a 3 anos do Tricentenário. O que poderia ser feito, para não ficar apenas na simpática mesmice da “Garota Tricentenário” ou de um bolo de 300 metros lambuzando a praça? Concluir as obras da Copa? Os hospitais da UFMT? Talvez, enfim, ao menos um projeto completo para a revitalização do Centro Histórico de Cuiabá envolvendo os governos federal, estadual e municipal, com recursos assegurados para sua execução e abarcando toda amplitude de um projeto como este, desde o rebaixamento da fiação, repaginação urbanística, incentivos tributários, até um modelo de gestão do espaço a ser tratado como um shopping cultural a céu aberto. Nada mais vergonhoso no Tricentenário do que o Centro Histórico como está, sem ao menos um projeto. Para quem já trabalhou e viu tanta gente boa trabalhar por esse projeto a mais de 30 anos, parece impossível crer que vá acontecer em apenas 3 anos. Mas, como a esperança é a última que morre, não custa nada relembrar o assunto, afinal Deus é brasileiro e o Bom Jesus é de Cuiabá. Apesar da não tão recomendável experiência da Copa, quem sabe Ele interceda de novo por sua terra?

JOSÉ ANTONIO LEMOS DOS SANTOS, arquiteto e urbanista, é professor universitário.    joseantoniols2@gmail.com

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Vitória – artigo de José Antônio Lemos

Após uma semana do último jogo da Copa do Pantanal só agora comemoro a vitória de Cuiabá ante os desafios de ter sido uma das sedes da Copa do Mundo de 2014. Meu último artigo foi no dia do jogo final, portanto, escrito no dia anterior, já festejando o sucesso do evento, contudo sem poder cantar a vitória tão esperada, afinal ainda pairavam ameaças sobre a Copa no Brasil. Seguindo a sabedoria futebolística, o jogo só acaba quando termina e era melhor esperar o fim da festa para cantar a vitória, que afinal se confirmou. Agora é possível desabafar a satisfação e o orgulho, como um grito que nos estivesse entalado abafando mais de 5 anos de perspectivas, projetos, problemas, transtornos, armadilhas, preconceitos e humilhações vividas e sofridas por Cuiabá e sua gente. Enfim, a vitória!

A Copa do Pantanal foi a oportunidade única para a cidade receber investimentos públicos e privados que de outra forma não receberia nas próximas décadas. Até brinquei meio a sério que a Copa teria sido um artifício do Bom Jesus para colocar seu povo nos novos tempos que Cuiabá vive como centro de uma das regiões mais dinâmicas do planeta, e prepará-la dignamente para a festa do Tricentenário, em 2019. Assim, por enquanto a vitória é pela realização dos jogos da Copa em um clima de festa e harmonia com a presença de mais de 100 mil turistas colorindo as ruas e praças da cidade, lotando a Arena Pantanal e o Fan Fest, que se completaram com a Arena Cultural, feliz iniciativa da prefeitura de Cuiabá. Mesmo não comungando politicamente com eles, há que se parabenizar aqueles que seguraram o boi pelo chifre, em especial o governador Silval Barbosa, o secretário Maurício Guimarães e o ministro Aldo Rebelo, este, inclusive pela defesa convicta que sempre fez de Cuiabá nos debates nacionais sobre o assunto.

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Tchá por Deus, ma quê qué esse? É cuiabanês…, segundo William Gomes

Bosquo, William Gomes e Passarinho

João Bosquo, William Gomes e J. Passarinho

O radialista William Gomes tem na certidão de registro de nascimento a localidade de “Bel Horzonte”, capital mineira. Um ano depois, porém, começou a respirar os ares desta Cuiabá, que neste 8 de abril completa 300-6 (esta é a contagem regressiva ao tricentenário). Por conta desse breve detalhe, seria William Gomes Lisboa da Costa, por acaso, um pau-rodado? Não! É apenas um detalhe desse cuiabano filho do corumbaense Bichat Gutemberg da Costa, e mimoseana, Rosa Fernandes da Costa, que naquele longínquo início da década dos anos 50 do século 20, moravam em terras das Minas Gerais.

Da infância, conta que estudou na antiga Escola Modelo Barão de Melgaço, quando ainda era no Palácio da Instrução, hoje sede da Biblioteca Estevão de Mendonça; seguiu-se para o Colégio dos Padres (naqueles tempos escola de aluno vadio) e Ginásio Brasil. O científico (hoje Ensino Médio) já foi em São Paulo, onde se formou em comunicação e administração de empresas.

Também foi em São Paulo que William Gomes iniciou no rádio como repórter esportivo. O conhecimento musical possibilitou a fazer programas de estúdio e ano de 1975 retorna a Cuiabá e começa a trabalhar como assessor de imprensa e trabalha, como radialista, em todas as emissoras AM: Rádio A Voz d’Oeste, Rádio Difusora, Rádio Cultura e também a Rádio Industrial, de Várzea Grande, quando de sua inauguração, e como professor, ministra aulas nas áreas de comunicação e administração, na UFMT, pela qual está aposentado.

Foi no rádio, porém, que William Gomes se tornou conhecido em toda a baixada cuiabana, por suas opiniões, calcada em um humor ácido, sobre a política regional, cujo “troféu Pequi Roído” era a principal marca e pelo linguajar cuiabano.

Ao dar início ao uso de expressões características do linguajar cuiabano, junto com seus comentários, passou a receber contribuições inesperadas do público ouvinte e a partir do ano de 1991 criou o quadro “Dicionário Cuiabanês”, dentro da onda de dicionários que pipocavam Brasil afora. A brincadeira evoluiu em no final da década ele lançou o livro “Dicionário Cuiabanês”, com 322 páginas.

O dicionário, porém, não chega a ser um dicionário – o próprio William Gomes reconhece isso na apresentação – e está mais para um glossário de expressões regionais, pois cada palavra vem acompanhada de uma frase para se entender a sua colocação dentro de uma ‘possível’ conversação.

Lapada! Lapada! Anunciada pelo apresentador Roberto França tem o significado de chicotada e não de lamber o beiço depois duma “lapada” de pinga, como explica na página 199 –“Todo dia lá no Bar do Litú, ele toma uma lapada”. Não confundir com ‘lapa’, que significa grande, imenso, como exemplifica na mesma página “Ele tem um lapa de nariz”; agora, “lapação” quer dizer roubalheira.

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Cuiabá, cuiabanos e cuiabana

Cuiabá 300-6 é contagem regressiva
Para o tricentenário da cidade verde
Ano que vem será menos cinco
E Cuiabá não para, não para, não para…

Meu coração, enquanto bate, não para
De ser cuiabano, de ser otimista
De acreditar que o homem cuiabense
Além de hospitaleiro é esse mesmo…

Assim também é o cuiabanense
Quando olha para o sol se pondo
E lembra que amanhã é segunda-feira

Cuiabá caminha, calma e solene
No seu andar, morena… Antes de tudo
Melhor de tudo é o coração da cuiabana.

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Cuiabá 300-6

Às vésperas do tricentésimo aniversário de fundação, Cuiabá vive o melhor momento econômico de sua história. Plena em vitalidade, pujante, vive seu terceiro salto de desenvolvimento, previsto desde o final dos anos 80 para ser o salto da qualidade, impondo a seus líderes, administradores e cidadãos desafios seguidos e crescentes que exigem a compreensão correta de seu novo momento e o atendimento de renovadas e sempre ampliadas demandas por infraestrutura e serviços. Lembra o poeta Carmindo de Campos que vi em pessoa declamar: “Cuiabá minha velha e lendária cidade, você está remoçando …”.

Comemorando 294 anos no próximo dia 8, Cuiabá continua a contagem regressiva anual para o Tricentenário, sua maior efeméride no século. Em termos de planejamento a Copa já passou, agora é preparar a cidade para os 300 anos. E resta pouco tempo, só 6 anos! O aniversário de Cuiabá festeja uma cidade que nasceu entre as pepitas de um corguinho com muito ouro, tanto que era chamado pelos nativos de Ikuiebo, Córrego das Estrelas. E o Córrego das Estrelas desembocava em um belo rio, num lugar de grandes pedras chamado de Ikuiapá, lugar onde se pesca com flecha-arpão, em bororo. E a cidade floresceu bonita, Cuiabá, célula-mater do oeste brasileiro, mãe original de tudo o que sucedeu neste ocidente do imenso Brasil, mãe de cidades e estados.

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Cuiabá 300-7

Comemorando os 293 anos de Cuiabá retomo a contagem anual regressiva para o tricentenário da cidade, como faço desde 2009. Agora, só faltam 7 anos. Aniversário de Cuiabá é festejar uma cidade que brotou entre as pepitas de um corguinho com tanto ouro, que era chamado pelos nativos de Ikuiebo, córrego das estrelas. E o córrego das estrelas desaguava em um belo rio, num lugar de grandes pedras onde se pescava com flecha-arpão, e que se chamava Ikuiapá, lugar onde se pesca com flecha-arpão, em bororo. E a cidade floresceu bonita e se chamou Cuiabá, célula-mater do oeste brasileiro, mãe original de tudo o que veio a suceder na região, mãe de cidades e de estados.

No breve tempo que durou o ouro, Cuiabá chegou a ser a mais populosa cidade do Brasil. Mas o metal acabou rápido e seu destino seria o das cidades-fantasmas garimpeiras não fosse a localização mágica, centro do continente, cuja expectativa de riqueza interessava a Portugal. Então, o papa decide que o limite entre as duas coroas ibéricas não seria mais dado por Tordesilhas, mas pela posse das terras. Aí Cuiabá vira um bastião português e sobrevive como apoio aos interesses lusos em terras então espanholas em seu primeiro salto de desenvolvimento, o da sobrevivência, que lhe permitiu continuar viva.

Logo Portugal criou a Capitania de Mato Grosso com sua sede instalada em Cuiabá, enquanto era construída a futura capital Vila Bela. Por dois séculos sobreviveu a duras penas, mesmo tendo voltado a ser capital, período heroico em que forjou uma gente brava, sofrida, mas alegre e hospitaleira, capaz de produzir um dos mais ricos patrimônios culturais do Brasil, com vultos e proezas que merecem ser melhor tratados e destacados pela história oficial brasileira. Como um astronauta contemporâneo, vanguarda humana na imensidão do espaço, ligado à nave apenas por um cordão prateado, assim Cuiabá sobreviveu por séculos, solta na vastidão centro-continental, ligada à civilização apenas pelo cordão platino dos rios Cuiabá e Paraguai.

Até que na década de 60 a cidade vibra novamente, transforma-se no “portal da Amazônia” e em pouco tempo sua população decuplica. Foi o salto da quantidade, a expansão necessária para ser a base de ocupação da Amazônia meridional, a qual se deu sem a menor preparação ou apoio da União, que lhe era devido pela função estratégica que desempenhava. Sozinha e sem recursos, apoiando uma região ainda vazia economicamente, Cuiabá explodiu em todos os sentidos, inclusive em sua estrutura urbana, despreparada para tão grande e súbita demanda.

No alvorecer do novo milênio, Cuiabá está em seu terceiro salto de desenvolvimento, agora o salto da qualidade. Não é mais o centro de um vazio. Ao contrário, polariza uma das regiões mais dinâmicas do planeta, que ajudou a construir e que hoje não apenas lhe demanda o apoio, mas também a empurra para cima cobrando sempre mais, em um sadio e maduro processo de simbiose regional ascendente.

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