0

Proporcionais Números E Representatividade

Por José Antônio Lemos | Nestas eleições Mato Grosso contou com 2.329.374 eleitores aptos a votar. Destes, 571.047 e 555.860 votaram diretamente nos candidatos eleitos a deputado federal e estadual respectivamente. Ou seja, nas eleições proporcionais deste ano menos de 1 em cada 4 do total de eleitores de Mato Grosso (menos de 25%) elegeu diretamente o candidato em quem votou. Se você se encontra entre estes que viram seu candidato eleito diretamente com seu voto, parabéns, você se encontra naquele menos de um quarto dos eleitores mato-grossenses que conseguiu esse privilégio e agora, após o voto, pode continuar a cumprir seu dever cívico de acompanhar, colaborar ou cobrar, aplaudir ou criticar o desempenho de seu escolhido nos respectivos parlamentos. Continue Reading

Share Button

Meu nojo, por Ricardo Gondim

Por Ricardo Gondim | Na noite do primeiro turno das eleições de 2018 escrevi que estava com nojo do segmento evangélico que apoiou o “coiso”. Recebi algumas mensagens de apoio e, logicamente, milhares de críticas. Não retiro uma só letra do meu tuíte. Explico:

  • Fui vítima da ditadura de 1964. Meu pai, um homem honrado, honesto, trabalhador e gentil padeceu cadeia e tortura. Ele foi preso na madrugada entre 31 de março e 1 de abril. Minha mãe, grávida de gêmeos, agonizou por meses. Resultado: uma dos bebês morreu; e os traumas perduraram por décadas. Os horrores se multiplicaram. Eu era adolescente. Me recordo, entretanto, em mínimos detalhes, o que significa viver sob censura, medo, pânico.
  • Sou cristão e não posso admitir que a mensagem bela e nobre de Jesus seja raptada por um sujeito vil, que advoga metralhar, perseguir, ou medir outras pessoas por “arrobas”. O “coiso” se coloca, diametralmente, contrário a tudo o que preguei, ensinei, vivi. Ele não cabe no evangelho que aceitei desde minha adolescência. Seu discurso é abertamente racista, abertamente misógino, abertamente preconceituoso. O ex-capitão não tem valores familiares, não possui conteúdos éticos e nunca mostrou caráter suficiente que possa defender a moral cristã.

Senti tristeza e desânimo nas véspera do primeiro turno. Minha desilusão se misturou a um enorme  desencantamento. Doeu notar que gastei meus melhores anos malhando em ferro frio. Me esforcei para ensinar, depois de muito estudo, muita oração e muita dedicação, o que entendo sobre a vida, o exemplo e a mensagem de Jesus. Vi que não consegui. A esmagadora maioria dos crentes com quem lidei a vida inteira bandeava para uma pessoa que considero asquerosa.

Estou disposto a recomeçar na vida, no ministério e na igreja em que sou pastor. Não me importo de reiniciar a partir de um punhado de pessoas. Não tenho medo da pobreza e do anonimato. Se necessário vou para as margens, para o exílio ou para as montanhas. Mas, jamais, em tempo algum, em qualquer hipótese, apoiaria o “coiso”; sequer passaria a mão na cabeça de quem o considera digno do voto.

Soli Deo Gloria

Source: Meu nojo | Ricardo Gondim

Share Button

Catorze partidos perdem direito ao Fundo Partidário e ao horário gratuito

Sem cumprir a cláusula de barreira, 14 partidos perdem acesso ao horário eleitoral gratuito – Arquivo Agencia Brasil

Por Luiza Damé, da Agência Brasil | Dos 35 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 14 não atingiram a chamada cláusula de desempenho e vão perder, a partir do próximo ano, o direito de receber recursos do Fundo Partidário e participar do horário gratuito de rádio e televisão. Dessas siglas, nove elegeram deputados federais, mas não conseguiram atingir o mínimo de votos ou de eleitos para a Câmara, em todo o território nacional, como é exigido pela Constituição.

Foram atingidos pela cláusula de desempenho: PCdoB, Rede, Patri, PHS, DC, PCB, PCO, PMB, PMN, PPL, PRP, PRTB, PSTU e PTC. O dispositivo atingiu os partidos da candidata a vice-presidente na chapa de Fernando Haddad, Manuela d’Ávila (PCdoB), e do candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro, General Mourão (PRTB). Neste ano, o Fundo Partidário chegou a R$ 888,7 milhões. Em ano eleitoral, há ainda o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, que em 2018 foi de R$ R$ 1,7 bilhão.

A cláusula de desempenho toma por base a votação para a Câmara. São duas regras: perderão o acesso ao fundo e ao horário partidário, entre 2019 e 2023, as legendas que não conseguiram, nestas eleições, uma bancada de pelo menos nove deputados federais em nove unidades da federação ou pelo menos 1,5% dos votos válidos distribuídos em um terço das unidades da federação, com no mínimo 1% em cada uma delas.

Para o analista político Antônio Augusto de Queiroz, diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), a cláusula de desempenho tem aspectos positivos e negativos. “De um lado, evita os chamados partidos de aluguel que, sem chances de eleger ninguém, vendiam o espaço no horário gratuito. De outro, prejudica partidos tradicionais e ideológicos, como o PCdoB, que perdem o horário gratuito para divulgar sua doutrina e os recursos para fazer campanha”, disse.

Eleitos

Neste pleito, 31 deputados foram eleitos por partidos que não atingiram a cláusula de desempenho. O PCdoB elegeu nove deputados em sete estados – dois na Bahia, dois no Maranhão, uma no Acre, uma no Amapá, uma no Rio de Janeiro, um em Pernambuco e um em São Paulo. Não chegou, portanto, ao mínimo de nove unidades da federação. O PHS elegeu seis; o Patri, cinco; o PRP, quatro; o PMN, três; o PTC, dois; o PPL, a DC e a Rede elegeram um cada.

Esses deputados podem mudar de partido a qualquer momento sem risco de perder o mandato. Porém, a cláusula de desempenho não prejudica o funcionamento dos partidos na Câmara, que mantêm o direito de encaminhar as votações, informando a posição das bancadas, e de ter liderança ou representação. A tendência, segundo Queiroz, é que os parlamentares busquem outras legendas para garantir maior visibilidade política, reduzindo o número de partidos na Câmara.

A cláusula de desempenho vai aumentar progressivamente até 2030, quando os partidos terão de conquistar 3% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em um terço das unidades da federação, com no mínimo 2% em cada uma delas, ou eleger no mínimo 15 deputados federais em nove unidades da federação.

No próximo pleito, em 2022, por exemplo, os partidos precisam atingir 2% dos votos válidos para a Câmara, em nove unidades da federação, com um mínimo de 1% em cada uma delas, ou eleger 11 deputados federais em nove unidades da federação.

Edição: Nádia Franco

Source: Partidos perdem direito ao Fundo Partidário e ao horário gratuito

><>A cláusula de barreira é uma das formas para reduzir o grande, enorme número de partidos no Brasil. Aos poucos a política partidária será depurada.

Share Button

Entre aspas: Lula retira pedido de liberdade para evitar manobra jurídica para barrar sua candidatura

Da Assessoria | Em coletiva após encontro com o ex-presidente Lula em Curitiba nessa segunda (6/8), a senadora e presidenta do PT Gleisi Hoffmann anunciou que Lula decidiu retirar a medida cautelar em que requeria sua liberdade, reafirmando seu compromisso com o país e privilegiando mais uma vez sua dignidade à sua liberdade. A retirada da medida cautelar visa impedir qualquer tipo de manobra judiciária que  pudesse tornar Lula inelegível: o ex-presidente abre mão temporariamente de sua liberdade em nome de seu direito de ser candidato.

“Lula tem compromisso com o Brasil, por isso é candidato, e vai até as últimas consequências”, afirmou a senadora. Gleisi ressaltou que Lula está “esperando Moro apresentar  as provas contra ele, até dia 15”, e mandou um recado: “Não estaremos ao lado da rede globo e do mercado financeiro. Nosso lado é o povo”.  Segundo Hoffmann, Lula disse “receber com satisfação a coligação (PT/PCdoB e PRos), estar animado e continuar candidatíssimo”.

Fernando Haddad, porta-voz de Lula e candidato à vice-presidência na coligação,  reafirmou que a candidatura de Lula será registrada dia 15/08 junto ao STF. Ele lembrou  que , mesmo que sub judice, a candidatura de Lula tem os mesmo direitos que qualquer outra. Portanto, ele tem direito a participar de debates e conceder entrevistas:  “A candidatura de Lula está definida pelo PT. Nosso pedido é que Lula vá ao debate. Se isso não for possível, que isso possa indicar um representante.”. Haddad reiterou que serão utilizados todos os recursos cabíveis para garantir a participação de Lula nessa eleição. Sobre a retirada da medida cautelar, ele afirmou:  “é um pedido de liberdade. Só que a impressão que causou pelas declarações é de que ia ser usado esse expediente para julgar a elegibilidade, o que não constava no pedido. Então para não correr risco, e o Lula sempre deixou claro que não trocaria a dignidade pela liberdade, ele está retirando esse pedido hoje”.

Na próxima quinta,  9/8, Manuela D’Ávila e Fernando Haddad visitarão o ex-presidente em Curitba.  Haddad  será o vice e  porta-voz de Lula até o trâmite final da homologação da candidatura Lula na Justiça Eleitoral. Concluída essa etapa, a ex-deputada Manuela D1Ávila assumirá a posição de vice na chapa.

Acesse aqui a petição: Esclarecimentos – Desistência – Assinado

Source: Lula retira pedido de liberdade para evitar manobra jurídica para barrar sua candidatura – Lula

Share Button

Zé Lemos: Nas proporcionais brasileiras o eleitor geralmente escolhe um candidato e elege sem querer outro da mesma lista em que votou, mas que desconhece

Arapuca Proporcional

Por José Antônio Lemos | A medida que avança este ano eleitoral de 2018 começam a ser esboçadas algumas candidaturas e já surgem ainda discretos nomes dos pretensos candidatos em conversas e adesivos de carros. Muitas destas candidaturas nem vingarão e mesmo assim começam a correr atrás de seus possíveis votos. A regra para os novatos é começar cedo para “beber água limpa”, isto é chegar nos eleitores antes dos outros candidatos. De um modo geral iniciam buscando familiares, colegas de trabalho, velhos colegas dos bancos escolares até então esquecidos, em suma, aquele grupo potencialmente formador do que seria seu capital político pessoal. Com base nesses laços pessoais acabam arrancando compromissos amarrados em “fios de bigode” de difícil escapatória futura. Com as eleições ainda longe muitos desses compromissos são firmados em frases ditas sem muito pensar, para encurtar uma conversa chata ou não ser desagradável. Depois fica difícil escapar daquilo que foi considerado pelo ávido postulante a político como um compromisso de honra seu.
Ano passado houve a tão necessária reforma política esperada para ser a mãe de todas as reformas, mas que afinal pariu um rato. Em relação ao voto em si quase tudo ficou como antes, e este ano escolherá os deputados estaduais e federais, senadores, governador e presidente da república em eleições majoritárias e proporcionais, que continuam do mesmo jeito só que com o registro parcial do voto no papel, paralelo à votação eletrônica. Outras mudanças mais significativas só em 2020. Como sabemos, os dois tipos de eleição são necessários e existem nas democracias mais avançadas do mundo, uma privilegiando o candidato individual e a outra a proporção em que se distribui no eleitorado as diversas correntes ideológico-partidárias.
O voto majoritário é simples, vence o candidato que tiver mais votos. Já o voto proporcional não é tão simples assim. Nelas vota-se em listas por partido ou coligação através dos votos dados aos candidatos nelas constantes. Isto é, o cidadão escolhe um candidato, mas de fato está votando em uma chapa ou lista elaborada habilmente pelos caciques partidários, composta por outros candidatos que poderão se eleger com seu voto já que as cadeiras em disputa serão ocupadas apenas pelos mais votados em cada corrente, cuja grande maioria não é escolhida diretamente pelo eleitor, mas com aproveitamento dos votos dos candidatos “perdedores” da chapa. Só que, por incrível que pareça, estas listas não são dadas ao conhecimento do eleitor.
Nas proporcionais brasileiras o eleitor geralmente escolhe um candidato e elege sem querer outro da mesma lista em que votou, mas que desconhece. Essa é a arapuca que mantem aqueles de sempre, os caciques, seus parentes ou indicados, com o povo enganado no seu próprio voto, elegendo e legitimando muitos daqueles que não gostaria de ver eleitos ou reeleitos. Fica com a fama de não saber votar. O coitado é ludibriado, paga a conta e ainda leva a culpa.
A responsabilidade na hora de votar deve ser multiplicada nas proporcionais. Antes de nos comprometer com o candidato parente, amigo, colega ou compadre é importante aguardar a oficialização das candidaturas e torcer para que a Justiça Eleitoral publique as listas das eleições proporcionais. Elas mostrarão quais os outros candidatos o eleitor poderá eleger ao votar naquele que hoje postula seu voto. Sem a publicação o jeito será descobrir por conta própria, ouvir, discutir, comparar propostas, amadurecer as escolhas. Importante é a não precipitação com algum pré-candidato. O voto é sua arma cidadã, seu poder político, de uso imperioso a favor da sociedade e do eleitor enquanto cidadão, origem e destino das verdadeiras democracias.

Share Button

Zé Lemos: O sentido de consciência e responsabilidade do eleitor na hora de votar deve então ser multiplicado nas eleições proporcionais

Segura o Voto

Por  José Antônio Lemos | Nem bem iniciando o ano eleitoral de 2018 já começam a ser esboçadas algumas candidaturas, muitas das quais nem serão concretizadas. Mesmo assim surgem ainda discretos os primeiros adesivos nos carros. A regra principalmente para os novatos é começar cedo para “beber água limpa”, isto é chegar nos eleitores antes que eles se comprometam com outros eventuais candidatos. De um modo geral começam buscando familiares, colegas de trabalho, velhos colegas até então esquecidos dos bancos escolares, amigos, em suma, aquele conjunto de pessoas potencialmente formador do que seria seu capital político pessoal. Com base nesses laços pessoais de diversos tipos acabam arrancando compromissos amarrados em “fios de bigode” de difícil escapatória futura. Com as eleições ainda distantes, muitos desses compromissos são sacramentados em frases ditas sem muito pensar sobre assunto tão longínquo, muitas vezes para encurtar uma conversa chata, ou para não ser desagradável. Aí mora o perigo.

Ano passado houve a tão necessária reforma política esperada para ser a mãe de todas as reformas, mas que afinal acabou parindo um rato. Em relação ao voto em si quase tudo ficou como antes, e este ano abrange a escolha para os cargos de deputados estaduais e federais, senador, governador e presidente da república em eleições majoritárias e proporcionais, que continuam do mesmo jeito só que com o registro do voto no papel, paralelo à votação eletrônica. Outras mudanças mais significativas só em 2020. Como sabemos, os dois tipos de eleição são necessários e existem nas democracias mais avançadas do mundo, uma privilegiando o candidato individual e a outra a proporção em que se distribui no eleitorado as diversas correntes ideológico-partidárias.

O voto majoritário é simples, vence o candidato que tiver mais votos, mais confiável agora com o registro do voto em papel. Já o voto proporcional não é tão simples assim. Nelas vota-se em listas por partido ou coligação através dos votos dados aos candidatos nelas constantes. Assim, o cidadão escolhe um candidato e seu voto pode eleger outro. Nas eleições proporcionais busca-se a distribuição das cadeiras parlamentares na proporção do poder político dos partidos no universo eleitoral. Tais cadeiras são ocupadas pelos candidatos mais votados em cada corrente, a maioria dos quais não é escolhida diretamente pelo eleitor. Esta é a beleza das eleições proporcionais, mas também seu grande mal entre nós pois as listas não são publicadas.

Votando em listas desconhecidas o eleitor pode escolher um bom candidato e eleger sem querer outro do mesmo partido ou coligação. O eleito pode até ser um que o eleitor quisesse banir da vida pública. Assim são mantidos aqueles de sempre. E assim o povo é enganado no seu próprio voto, elegendo e legitimando muitos daqueles que não gostaria de ver eleitos ou reeleitos. Fica com a fama de não saber votar. O coitado é ludibriado, paga a conta e ainda leva a culpa.

O sentido de consciência e responsabilidade do eleitor na hora de votar deve então ser multiplicado nas eleições proporcionais. Antes de nos comprometer com o candidato parente, amigo, colega ou compadre é importante aguardar a oficialização das candidaturas e torcer para que a Justiça Eleitoral publique as listas das eleições proporcionais, o que ajudaria muito a aperfeiçoar a legitimidade e a representatividade das eleições. As listas mostrarão quais os outros candidatos que você poderá eleger ao votar naquele que hoje postula o seu voto. Entre eles pode estar um ou mais candidatos que não se queira eleito, nem pintado de ouro. O verdadeiro amigo entenderá. Importante é não se precipitar em compromisso muito cedo com algum pré-candidato. Segure o seu voto.

Share Button

Concluir as obras da Copa, em especial o aeroporto, as trincheiras, os COT’s, a Arena Pantanal e outras obras também inconclusas, já seria um belo presente para os 300 anos de Cuiabá, segundo José Antônio Lemos

2018, a Encruzilhada

Por José Antônio Lemos | Os anos geralmente chegam trazendo ótimas ou no mínimo boas expectativas de futuro. 2018, contudo, chega com a cara um pouco diferente prevendo alguns gargalos sérios para o mundo e principalmente para o Brasil. O mundo com a volta da perspectiva de um confronto nuclear de terríveis consequências para a humanidade, já o Brasil com dois eventos desafiadores para suas instituições nacionais que terão que dar provas de grande maturidade ou, no mínimo, de um grande esforço de amadurecimento, indispensável à consolidação do país como nação civilizada e democrática.

O risco do confronto nuclear não seria de atemorizar tanto, ainda que seja muito grande o risco da proximidade entre botões nucleares e dedos guiados por cabeças de sanidade duvidosa. Botões são antigos, hoje talvez baste uma tecla “enter” para dar início a um apocalipse pós-moderno. Não haveria o que temer como prognosticou Mao Tsé-Tung na primeira Guerra Fria, diante da ameaça dos EUA e Rússia se engalfinharem com suas bombas nucleares e destruírem o mundo junto. Nessa época eu era adolescente e o medo que pairava no planeta era real quando Mao chamou os “machões” nucleares de “tigres de papel”. Na época a maioria não entendeu, nem eu. Só entendi agora com os poderosos EUA sendo desafiados pela Coreia do Norte, esta naturalmente também montada em um arsenal, ou digamos, em um estoque não tão grande assim de mísseis atômicos. Bomba atômica só é poderosa contra adversários que não as têm. Quando o outro também tem, aí a história é outra. O arrogante nuclear coloca o rabo entre as pernas e a perspectiva da hecatombe se reduz a um “galinhaço” acovardado como o que estamos assistindo. Ainda bem, pois assim temos assegurados os 365 dias de 2018 para cuidarmos de nossos próprios gargalos.

Já no Brasil os riscos são mais iminentes. Ainda em janeiro haverá o julgamento em segunda instância do ex-presidente Lula, que poderá ou não liberar sua candidatura à presidência da República, em pleito marcado para outubro próximo. São dois momentos que exigirão não só das instituições nacionais, mas de todo povo brasileiro grande maturidade cívica e elevada consciência democrática e republicana para que sejam viabilizadas as decisões constitucionalmente corretas sendo aceitos civilizadamente quaisquer que sejam os resultados advindos dos tribunais e das urnas. A radicalização de posições no qual o país se embrenha pode leva-lo ao caos, isto é, nem para um lado nem para outro, mas para sua destruição enquanto nação. Uma encruzilhada.

Para Mato Grosso renova-se o grande desafio das eleições majoritárias para governador e senador, bem como as ardilosas eleições proporcionais que exigem especial atenção do eleitor para não votar em um bom candidato e eleger um outro indesejável, ajudando assim a reproduzir este nefasto quadro político que envergonha a nação e sacrifica seu povo. Quanto a Cuiabá a agenda deveria ser a preparação para o seu Tricentenário com projetos que permitam à cidade alcançar melhores padrões urbanos e maior qualidade de vida. O que resta, porém é concluir as obras da Copa, em especial o aeroporto, as trincheiras, os COT’s e a Arena Pantanal, mesmo sem o VLT, e outras obras também inconclusas tais como o novo Aquário Municipal, o novo Pronto Socorro Municipal, a UPA do Verdão, os hospitais Júlio Muller e o Regional da UFMT, as duplicações para Guia, Chapada e São Vicente. Seria um bom pacote. Aproveitando o ano eleitoral, o grande desafio será a viabilização de uma cobrança forte e efetiva da cidadania organizada, pois o tempo é curto e os órgãos responsáveis lentos, mesmo para a conclusão de obras que já deviam estar concluídas a muito tempo.

">

Share Button

A Reforma – Artigo de José Antônio Lemos

A tão sonhada reforma política avança em Brasília e toma aquele rumo que todos temiam, ou seja, não mudará nada ou, se mudar, será para favorecer ainda mais os atuais políticos. A famigerada “coligação partidária” vai virar “federação”, novo rótulo para a mesma coisa, e o “distritão” vai matar as eleições proporcionais transformando-as em eleições majoritárias sob alegação de que o eleitor brasileiro é incapaz de entende-las. De uma cajadada matam as proporcionais matando também os partidos. Só restará o personalismo dos mais fortes.

É injusto dizer que o brasileiro não sabe votar seja por burrice, falta de informações, irresponsabilidade cívica ou safadeza mesmo, ao menos nas condições atuais em que são realizadas as eleições proporcionais, base da formação de todo o nosso quadro político. Nestas começam a ser formados os futuros políticos que sustentam os velhos caciques que os apadrinham. Ao invés, os resultados das últimas eleições proporcionais mostram que o eleitor tem evitado os maus políticos. Falta-lhe, entretanto, conhecer aquilo que é fundamental nas eleições proporcionais, as listas dos candidatos por partido ou coligação. Intencionalmente ou não, estas listas no Brasil não são publicadas, sonegando ao eleitor uma informação básica. Como sabemos, nas eleições proporcionais o voto nunca é perdido, o eleitor vota nas chapas ou listas dos partidos definindo o número de cadeiras a serem conquistadas, sendo eleitos para ocupá-las apenas os mais votados. Assim, sem conhecimento das listas, o eleitor pode escolher um ótimo candidato e eleger um outro que ele não queira. Desconhecendo as listas nas quais vota de fato, fica como um bobo, escolhe um e acerta outro. Sem a publicação das listas, tanto faz serem pós ou preordenadas, “abertas” ou “fechadas”, o eleitor continuará sendo enganado. Aqui o mal é a não publicação das listas.

Sem discutir a qualidade dos candidatos, mas tomando por exemplo as últimas eleições para a Câmara Federal em Mato Grosso temos que os candidatos eleitos não tiveram em seu nome nem sequer a metade dos votos dados a todos eles, eleitos e não eleitos. Apenas 45%. Isto é, 55% dos que votaram para deputado federal votaram em outros candidatos, votos que somados pela legenda definiram os escolhidos para as 8 cadeiras, cada uma valendo 167.664 votos. Pior, contando com as abstenções a proporção dos que votaram nos candidatos eleitos cai para 35%, isto é, em cada 3 eleitores inscritos apenas 1 votou nos eleitos! Como dizer que os eleitores os elegeram?

Nas eleições de 2016 para vereador em Cuiabá a situação foi mais aberrante pois dos 283.121 votos válidos dados aos candidatos (votos nominais) apenas 86.885 foram diretamente nos eleitos, menos de 1 em cada 3 (31%)votos foram dados aos eleitos, ou seja, 196.236 eleitores votaram diretamente em outros candidatos. Considerando todo o eleitorado de Cuiabá com seus 415.098 eleitores fica pior pois de cada 5 eleitores cuiabanos apenas 1(21%) votou nos eleitos, ou seja, um total de 328.213 eleitores escolheu faltar as eleições, anular seu voto, votar em branco ou em outros candidatos, não nos eleitos.

Tem algo errado, e não é o eleitor, nem o tipo de eleição. Nas eleições proporcionais realmente democráticas o eleitor pode votar em um e eleger outro. A diferença é que nas democracias avançadas o eleitor conhece a lista dos que podem ser eleitos com seu voto. Aqui não, o eleitor às cegas tenta acertar seu voto em uma lista oculta, habilmente montada pelos caciques para se reelegerem sempre. A minha grande reforma seria a simples publicação das listas dos candidatos nas proporcionais. Nem seria uma reforma, mas uma revolução.

Share Button

Entre Aspas: Mauro Mendes emite os primeiros sinais que vai concorrer a cargo eletivo em 2018

Prefeito Mauro Mendes – Foto: MidiaNews

><>O jornalista Douglas Trielli, do MidiaNews, nos informa que, abram aspas: O prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (PSB), que não concorreu à reeleição e encerra seu mandato no dia 31 de dezembro, afirmou que não deve deixar a política. Sem especificar o cargo, ele confirmou que poderá disputar os próximos pleitos.

“É possível? É. Muito provavelmente, não sairei da política. Desde que cheguei a Mato Grosso, há 35 anos, nunca fiquei fora da atividade política”, disse em conversa com a imprensa nesta semana, em Cuiabá. Fecham aspas.

Meu Peixe, sempre ele, acredita que essa uma pedra cantada desde que controlou a tentação de recandidatar e anunciou a sua decisão de não concorrer as eleições deste ano.

Precisa-se apenas checkar se a decisão de não concorrer já estava tomada antes dos prazos legais para desincompatibilização e de seu anúncio efetivo, que inviabilizou uma porção de candidaturas ou foi mesmo uma decisão de última hora.

Fonte: MidiaNews

Share Button

Pedro Taques, como cabo eleitoral, acumula mais derrotas nestas eleições e consolida a fama de pé-frio

Por Meu Peixe: ><>A soma das derrotas do governador José Pedro Taques estão entrando num terreno preocupante.

Perdeu na Assembleia. Perdeu na AMM. Perdeu na Aprosoja. Perdeu na OAB-MT. Enfim, perde agora nas eleições 2016.

Chegam-me informações que o tucano desistiu de vez de se aventurar uma candidatura à presidência da República e vai tentar a reeleição, um pouco por conta da pecha de ‘pé-frio’ que vem acumulando ao longo desses 21 meses de governo.

Registra-se, os candidatos apoiados por Taques perderam em Sinop, Primavera do Leste e Rondonópolis. Em Várzea Grande, o segundo município do estado, o PSDB nem teve candidato próprio.

Observação. A vitória de José Carlos do Pátio em Rondonópolis, contra todo o sistema político – tucanos, Blairo Maggi, Wellington Fagundes, José Medeiros, Carlos Bezerra

Ainda pode ser acrescida na conta do governador a derrota de Otaviano Pivetta, em Lucas do Rio Verde, que teve sua candidatura impugnada, mas perde na soma dos votos não registrados. Portanto, mesmo que o TRE-MT reverta a decisão, Pivetta não seria eleito.

A derrota de Otaviano Pivetta, vamos combinar, foi um duro golpe no projeto de reeleição do governador. Pivetta era um dos principais coordenadores, senão o âncora, da campanha vitoriosa de 2014. Essa derrota deve ter machucado em muito o projeto palaciano. Lembrando, o produtor rural Binotti, filiado ao PSD, sigla do ex-deputado José Riva, foi o eleito.

O consolo que resta – pois sempre sobra algum – é comemorar, por exemplo, a vitória de Thelma de Oliveira, eleita prefeita de Chapada dos Guimarães, de Clodo, em Acorizal, e os candidatos de Feliz Natal, Cláudia, Confresa, Cáceres e Sorriso.

Sim, o prestígio do governador está em baixa. Alguns analistas, porém, acreditam que a vitória de Wilson Santos em Cuiabá vai apagar essa imagem gélida, ou jogar uma cortina de fumaça sobre esse fraco desempenho eleitoral tucano. Será???

Share Button

Mauro Mendes é o primeiro nome para disputar o Paiaguás com o governador Taques que sonha com a reeleição

Governador José Pedro Taques, prefeito Mauro Mendes, observados por Marcelo Padeiro

Governador José Pedro Taques, prefeito Mauro Mendes, observados por Marcelo Padeiro

O prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes será candidato ao governo do Estado em 2018. O projeto de reeleição foi engavetado – sabe-se agora – com a promessa de apoio de importantes grupos políticos decepcionados com o governador José Pedro Taques e que formaram a base política que o colocou no Palácio Paiaguás.

Mauro Mendes despertou para um fato importante. Em que pese a sua reeleição estivesse praticamente garantida, mas se ele abandonasse a prefeitura para tentar o executivo estadual poderia sofrer o mesmo desgaste que Wilson Santos, que até agora tem responder pela renuncia.  Além de poder usar o discurso em 2018 de forma inédita, fato que não poderia se tentasse a reeleição.

Meu Peixe, sempre Meu Peixe, conversando com pessoas próximas ao gabinete do prefeito Mauro Mendes, constatou uma ponta de decepção com a gestão do governador José Pedro Taques, que além de não dialogar com os seus aliados, sempre tendo a última palavra, até agora não transformou nada, não atraiu novos investimentos e não gerou um emprego novo sequer, ao contrário.

Share Button