O Roubo do Futuro – Por José Antônio Lemos

Por José Antônio Lemos| Foi noticiado no começo deste mês de julho que a União passará para a Vale do Rio Doce a construção de 383 quilômetros da Ferrovia de Integração Centro Oeste (Fico), ligando Água Boa (MT) a Campinorte (GO), onde se unirá a Ferrovia Norte-Sul, que nem funciona ainda. A notícia em si não surpreende pois tenho certeza que essa saída ferroviária vem sendo trabalhada por Goiás intensa e continuamente em Brasília. O que me impressionou foi a passividade com que foi acolhida por nossas autoridades e lideranças como se a logística de transportes não fosse uma questão vital e até mesmo dramática para o estado.

    Antes que alguns desvirtuem a conversa, adianto que não sou contra a Fico; sou contra terem amputado a Ferronorte em Rondonópolis para fazê-la. Não sou contra a ferrovia chegar à Água Boa, muito pelo contrário, entendo que a redenção de Mato Grosso é abrir caminhos com rodovias, aerovias, hidrovias, ferrovias, dutovias, infovias,  servindo todas suas regiões. Como mato-grossense desejo que isso aconteça o mais rápido possível para levar nossa produção aos mercados do mundo de forma sustentável e competitiva, trazer o desenvolvimento com mercadorias, insumos, máquinas, etc. a menores custos em favor da qualidade de vida em Mato Grosso, bem como proporcionar a circulação interna da produção local, irrigando a economia, gerando empregos e renda aqui e não fora. Aliás, por isso mesmo protesto desde 2009 contra a paralisação do traçado da Ferronorte em Rondonópolis, o maior terminal ferroviário da América Latina operante a apenas 460 Km de Nova Mutum, polo de uma das áreas mais produtivas do agronegócio nacional, passando pela Região Metropolitana de Cuiabá, o maior centro consumidor e distribuidor de mercadorias e de bens e serviços diversos do estado, e seu maior contingente de mão-de-obra.

    Será que ninguém está vendo que fazer primeiro essa saída para Goiás é desviar nossa principal riqueza para o estado vizinho, para “abastecer com carga a Ferrovia Norte-Sul no trecho entre Porto Nacional e Estrêla d’Oeste em São Paulo”, como diz a notícia? Admiro Goiás e Mato Grosso do Sul, planejando o futuro buscando a verticalização de suas economias em seus territórios gerando emprego e renda para seus cidadãos. E repara bem, do jeito que vai, a produção de Mato Grosso logo será beneficiada por seus vizinhos.  O gasoduto abandonado, a Termelétrica parada, a internacionalização do aeroporto, a hidrovia do Paraguai e a ZPE de Cáceres enroladas, o trem parado em Rondonópolis desde 2013, tudo isso forma um emaranhado que condena o futuro de Mato Grosso e das gerações vindouras a papeis de produtores de matéria-prima e exportadores de empregos de qualidade.

    A propósito, no final do ano passado aconteceu em Nova Mutum, por iniciativa de seu prefeito, um fórum sobre a ligação ferroviária daquela cidade a Rondonópolis passando por Cuiabá, com a presença do governador de Mato Grosso, do presidente do BNDES e do presidente da Rumo, empresa que detém a concessão do trecho, e todos foram enfáticos em defender a obra como a melhor das alternativas para Mato Grosso, e prometendo inclusive providências.  Mas pelo que foi noticiado este mês parece que o pessoal responsável pela logística ferroviária em Brasília tem outros planos para Mato Grosso. Ou para Goiás?

    Depois do grande esforço que vem dos anos 70 em planejar e implantar a ocupação produtiva do território mato-grossense, veio a vez de colher as safras com fartura e qualidade crescentes. Mas esse tempo passou e agora é a vez não só de colher, mas também de transformar a rica matéria prima gerada com tanto sacrifício e sucesso pelo produtor de Mato Grosso em renda e empregos de qualidade. Aqui!

JOSÉ ANTONIO LEMOS DOS SANTOS, arquiteto e urbanista, é conselheiro do CAU/MT e professor universitário aposentado.

 

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A paralisação dos caminhoneiros escancarou para o Brasil o quanto é grave o problema da logística nacional de transportes

Caminhoneiros e Ferrovia

Caminhoneiros fazem paralisação na BR 101, Niterói-Manilha, na altura de Itaboraí, no Rio de Janeiro – Foto:Tomaz Silva/Agência Brasil

Por José Antônio Lemos | A paralisação dos caminhoneiros escancarou para o Brasil o quanto é grave o problema da logística nacional de transportes. A história nos esfrega na cara que o problema vai muito além de transporte de cargas e pessoas, e chega a envolver a vida de uma cidade, região ou de um país. Mais que segurança nacional, a questão da logística de transportes lato sensu envolve a segurança vital de um povo. Dizem que as grandes crises são oportunidades para grandes soluções e quem dera esta faça o Brasil rever sua política de transporte com ferrovias, hidrovias e dutovias pensadas como prioridade. Quem dera também resolva a dramática questão ferroviária de Mato Grosso.

Ao menos desde o começo do século passado discute-se a ligação ferroviária de Mato Grosso, mas foi na década de 1970 que o primeiro passo concreto foi dado com a inclusão do projeto no Plano Nacional de Viação. Depois em 1989 com a assinatura em Cuiabá pelo então presidente Sarney da concessão à Ferronorte de um verdadeiro sistema ferroviário para o Centro-Oeste brasileiro. Não se tratava só da ligação ferroviária de Cuiabá, mas de um grande sistema nela centralizado ligando-a aos portos e mercados do Sul/Sudeste brasileiro através de São Paulo, Uberaba e Uberlândia, aos portos amazônicos através de Santarém e Porto Velho, podendo chegar aos portos do Pacífico. Ano que vem a importante concessão completa 30 anos. De lá para cá os trilhos avançaram quase 800 km até Rondonópolis onde foi implantado o maior terminal ferroviário da América Latina. Não foi rápido, mas avançou. A grandiosa ponte sobre o rio Paraná, marco inicial das obras, neste dia 29 de maio completa 20 anos, monumento a uma grande luta que não pode ser esquecida.

Tudo caminhava ainda que devagar, até que em 2007 Mato Grosso indicou o diretor do DNIT. A expectativa era que nossa ferrovia enfim deslanchasse, mas aconteceu o contrário. De surpresa foi proposta uma outra ferrovia, a FICO ligando Goiás à Vilhena passando por Lucas do Rio Verde e Sapezal, que de imediato entrou no PAC-1 deixando de fora a Ferronorte, depois interrompida em Rondonópolis, isolando Cuiabá e todo o Mato Grosso platino do projeto ferroviário. Em 2010 a ALL devolve à União os trechos a partir de Rondonópolis. Era para acabar!

Aberta a porteira, de lá para cá outros projetos surgiram com a ferrovia parada em Rondonópolis e Mato Grosso sendo prejudicado das mais diversas formas. Todos esses novos projetos envolvendo vultosas somas de recursos e passando por regiões que demandam no mínimo demorados estudos ambientais. Moral da história, se as dificuldades eram muitas para a conclusão de um só projeto já iniciado quanto mais 4, ainda mais envolvendo ambiciosas disputas geopolíticas regionais.

Talvez o drama nacional exposto pela atual paralisação dos caminhoneiros restaure o bom senso aos gestores da política de transportes em nosso estado e no país. O antigo traçado da Ferronorte não exclui os demais projetos que podem continuar avançando em seus estudos enquanto avance a ligação de Rondonópolis à Cuiabá e Nova Mutum, a uma distância de menos de 600 km em região antropizada, sendo que o primeiro trecho até Cuiabá de 260 Km já no ano 2000 teve projeto apresentado em audiência pública. A viabilidade desta continuidade foi anunciada no Fórum realizado em novembro do ano passado em Nova Mutum com a presença do governador e dos presidentes do BNDES e da RUMO, atual empresa concessionária. Se tivesse sido prosseguida a obra depois da chegada em Rondonópolis, talvez a ferrovia já pudesse estar chegando à Sinop. Quem sabe os caminhoneiros trarão de volta o bom senso e a continuidade dos trilhos para Mato Grosso?

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José Antônio Lemos: A ferrovia Vicente Vuolo também vem avançando, mas parou em Rondonópolis e virou então ferramenta de geopolítica em vez de logística, envolvendo exageradas ambições regionais e políticas

De 88 a 2018

Por José Antônio Lemos | Em artigo do início de 1989 avaliei o ano de 1988 como “talvez o mais positivo da história recente” de Cuiabá tendo por base o deslanche de alguns macroprojetos fundamentais para o desenvolvimento da cidade e do estado. Enfim tinha sido iniciada a construção da APM de Manso, a Sudam havia aprovado o projeto da ligação de Cuiabá ao sistema ferroviário nacional e havia sido proposta com grande otimismo e alarde a saída rodoviária para o Pacífico via San Matias. Passados trinta anos e iniciando a quarta década pós 88, valeria fazer uma avaliação do que de fato aconteceu com estes projetos e a quantas andaram as expectativas tão positivas. Talvez sirva para alguma coisa.

Idealizada com a cheia de 1974 visando a proteção da Grande Cuiabá contra novas enchentes, a barragem de Manso teve seu projeto ampliado em fins dos anos 70 para uma barragem multifinalitária destinada à geração de energia, ao abastecimento de água de Cuiabá e Várzea Grande, à irrigação de 50 mil hectares na Baixada Cuiabana, e ao desenvolvimento de projetos nas áreas de turismo e aquicultura. A obra foi de fato iniciada em 88, mas paralisada em 89 e só retomada em 1998 com grandes prejuízos dentre os quais a perda do canteiro de obras inclusive com maquinário pesado. Inaugurada em fins do ano 2000 cumpre hoje seu principal objetivo assegurando níveis mínimos de água e evitando picos de vazões superiores à de 74, como em 15 de janeiro de 2002. Empurrado só por seu próprio potencial Manso está avançando com grandes projetos de piscicultura, a instalação de condomínios de lazer, pousadas de alta sofisticação, e já vive a expectativa da legalização dos jogos com seu grande potencial turístico. Poderia ter avançado muito mais, inclusive no abastecimento de água e irrigação, até hoje sequer prospectados em termos de viabilidade.

A ferrovia também vem avançando, considerando que em 88 seus trilhos estavam nas barrancas do Paraná, em São Paulo. Hoje está em Rondonópolis onde foi instalado o maior terminal ferroviário da América Latina. Em 1989 teve sua concessão outorgada à Ferronorte, concessão que foi repassada diversas vezes, sem ainda cumprir seu primeiro objetivo que era chegar a Cuiabá, depois prosseguir em direção aos portos amazônicos e do Pacífico, levando e trazendo o desenvolvimento para todo Mato Grosso. Inexplicavelmente em 2010 a então concessionária devolveu a concessão a partir de Rondonópolis. Por coincidência ou não, ao mesmo tempo surgia o projeto da FICO, com 1200 km levando a produção de Mato Grosso para Goiás. Depois surgiu outro ligando o leste do estado ao porto de Espadarte no Pará, ainda em construção. E a ferrovia em Mato Grosso virou então ferramenta de geopolítica em vez de logística, envolvendo exageradas ambições regionais e políticas. Encerrando 2017 a óbvia ligação Rondonópolis-Cuiabá–Nova Mutum de apenas 460 Km voltou a ser prioridade para o estado, BNDES, Nova Mutum e a própria atual concessionária (RUMO), resgatando o bom senso nesse assunto fundamental e tão urgente para o estado. Enquanto demora, produção, meio ambiente e vidas são perdidas.

A saída rodoviária para o Pacífico encontrou forte alento no primeiro governo Maggi, com o governador liderando uma caravana até ao Chile. Mas ficou por aí. Hoje as ligações do Brasil ao Pacífico saíram por Mato Grosso do Sul e Acre. Por aqui nem pela linha aérea entre Cuiabá e Santa Cruz, outrora existente. Agora em dezembro de 2017 uma nova esperança, pois autoridades bolivianas disseram em Cuiabá estar negociando com o Banco Mundial a pavimentação entre San Matias e San Inácio. Querem exportar ureia e gás de cozinha para Mato Grosso. Aí finalmente Mato Grosso estaria ligado diretamente ao Pacífico. Será?

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A Mais Viável das Ferrovias – Por José Antônio Lemos

Este seria meu sétimo artigo com o mesmo título desde a década passada, mas desisti de numerá-los. A mais viável das ferrovias torna-se cada vez mais viável e ainda não está construída a dois anos do trigésimo aniversário de sua concessão pela União. Absurdo! Só não vê quem finge não ver. Enquanto isso todos perdemos ao longo das rodovias incompatíveis com a extraordinária capacidade mato-grossense de produção de cargas, de ida e de volta.

Boas notícias recentes sobre o assunto me levam a voltar a ele. Primeiro a reativação pública do importante Fórum Pró-Ferrovia, sob a coordenação de Francisco Vuolo, já com uma reunião (20/01) com o governador Pedro Taques assinando a “Carta de Mato Grosso – Ferrovias”, encaminhada no último dia 26 à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que se comprometeu a avaliar a extensão dos trilhos de Rondonópolis até Cuiabá, e sua continuidade até Sorriso. Cabe destacar que o governador na oportunidade teria vestido a camisa dessa importante continuidade ferroviária, outra desejada e alvissareira notícia, já que nenhum outro governo assumiu de verdade essa causa, depois de Dante de Oliveira. A terceira boa notícia é uma que se repete a cada ano, Mato Grosso, o estado campeão, bate de novo seu próprio recorde na produção agropecuária, consolidando-se como disparado o maior produtor agropecuário nacional e responsável pelos sucessivos saldos na balança comercial brasileira, sem o qual a péssima situação da economia nacional estaria pior ainda. Continue Reading

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Mato Grosso por Inteiro – por José Antônio Lemos

O encontro em Cuiabá no dia 14 passado do governador com o ministro das Relações Exteriores um dia poderá ser considerado um marco na história do desenvolvimento de Mato Grosso, extrapolando a região de Cáceres, foco principal da reunião. Os assuntos tratados abrangeram um conjunto de temas que podem ser sintetizados numa ambiciosa política de integração continental através da Hidrovia Paraguai-Paraná, tendo como ponto de partida a Princesinha do Paraguai. Mais importante, vai reintegrar o Mato Grosso platino ao desenvolvimento estadual, reforçando a unidade geopolítica do estado ameaçada pelo projeto de isolamento ferroviário da Grande Cuiabá.

    O porto e a ZPE de Cáceres são assuntos discutidos há décadas mas parece que agora é para valer pela abrangência da abordagem, envolvendo questões de logística, segurança, comércio e relações com os países vizinhos, inclusive com a programação de um grande encontro em Cáceres, para o qual já estariam convidados os ministros da Justiça, do Desenvolvimento, da Defesa e o próprio ministro das Relações Exteriores. José Serra também convidou o governador para uma reunião em Brasília com ministros do Uruguai, Argentina, Paraguai, Bolívia e Chile, específica sobre a grave questão da segurança nas fronteiras comuns. Destaco a tese de que o desenvolvimento do Mato Grosso platino está amarrado à solução da questão da segurança na fronteira, e vice-versa. Uma coisa depende da outra. Continue Reading

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Rondonópolis vive dia histórico com início de operação do terminal

Rondonópolis, MT – Os rondonopolitanos tiveram nesta quinta-feira (19) um dia histórico, com o início da operação do Complexo Intermodal Rondonópolis (CIR), que marca a chegada da ferrovia à região, oficializada pela presidenta Dilma Rousseff e o governador Silval Barbosa. O Projeto de Expansão Malha Norte – Ferrovia Vicente Vuolo (Ferronorte) começa a revolucionar a logística de Mato Grosso, como imaginou o senador Vicente Vuolo, que empresta o nome, em memória, à obra. O terminal começa a operar com capacidade de carregamento de 120 vagões graneleiros a cada 3,5 horas.

Segundo o presidente da concessionária América Latina Logística (ALL), Alexandre Santoro, “a ALL acredita na ferrovia como solução para a competitividade do país e tem orgulho de ser hoje o maior provedor logístico do estado do Mato Grosso. Já conquistamos excelentes resultados operacionais com a entrega da primeira fase, e não temos dúvidas da contribuição do projeto para o escoamento de cargas para exportação”.

Para Silval Barbosa, hoje é um dia de comemoração, pois se concretiza um sonho, do qual a presidenta, enquanto ministra da Casa Civill no governo Lula, também ajudou a realizar. Ele lembrou que há quatro anos Mato Grosso respondia com 21 milhões de tonelada/ano de grãos e este ano já são 42 milhões; Produz mais de 50% do algodão nacional e tem uma produção considerável de etanol, biodiesel, frangos e suínos. Tudo isso faz com que Mato Grosso exija uma logística para aumentar ainda mais a produção. Como exemplo citou a BR-158, que nos liga ao Porto de Itaqui, em São Luís do Maranhão. “Essa estrada, em curto prazo, vai incorporar de 3 a 5 milhões de hectares na agricultura sem tocar em um único pé de árvore e recuperando áreas degradadas”.

Dilma Rousseff disse que ao andar pelo terminal, como numa fotografia, viu o que está sendo construído e o que poderá ser construído na geração de renda e emprego e na transformação de empresas e negócios, isso sem falar na qualidade de vida. A presidenta lembrou que enquanto ministra não pôde participar do lançamento da Fico – Ferrovia de Integração do Centro-Oeste, no trecho Lucas de Rio Verde – Uruaçu. Aproveitou a inauguração para se comprometer publicamente com o projeto. “Quero aqui, neste momento, assumir o compromisso de construir a Ferrovia. Nós vamos fazer essa obra”, destacou com ênfase.

A presidente ainda autorizou a construção da duplicação da BR 163/364 entre o Trevão e a entrada do Terminal e a ordem de serviço para duplicação da BR-364, entre Jaciara e Serra de São Vicente, um trecho de 70 km, nos quais serão investidos R$ 300 milhões. Esse trecho está dentro da meta do Governo Federal duplicar a BR-364 entre a divisa com Mato Grosso do Sul até o município de Sinop.

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Silval mostra determinação política para acelerar a obra

A reunião realizada para receber contribuições ao traçado da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico) que vai ligar Lucas do Rio Verde (MT) a Campinorte (GO), ocorrida nesta sexta-feira (10), no Palácio Paiaguás, demonstra a determinação política do governo para efetivar com celeridade o modal, importante para o escoamento da produção mato-grossense. Prefeitos dos municípios por quais a ferrovia irá passar, lideranças políticas e empresariais se reuniram com o governador Silval Barbosa durante toda a manhã.

O governador Silval Barbosa disse que a Fico é um importante componente para a logística e a solução para Mato grosso, na atual conjuntura do agronegócio. “Essa ferrovia vai possibilitar outra importante economia, que é a extração de minério”, assinalou. A logística é o grande problema do Estado, e o governo está trabalhando muito para resolver. “A tecnologia da produção, da produtividade, os nossos produtores, as federações, já detêm”, disse afirmando que agora era hora de debater o escoamento das riquezas do Estado.

Os presentes fizeram Importantes contribuições para otimizar o processo que visa a colocar o quanto antes os editais para o início das obras. Conforme o secretário Francisco Vuolo, titular da secretaria de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes (Selit) foram apresentados os estudos de traçados elaborados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), com investimento mínimo de R$ 6,6 bilhões, que inclui a construção de obras de artes, pontes, viadutos, pátios de cruzamentos. O projeto executivo será realizado pela empresa ou consórcio vencedor da concorrência. O prazo para conclusão da obra é de 38 meses.

O prefeito de Lucas de Rio Verde, Otaviano Piveta, está bastante entusiasmado com o novo marco regulatório que proporciona segurança jurídica e vão garantir o retorno dos investimentos realizados pela iniciativa privada. “O dinheiro para a construção da Fico não é problema, pois ela está dentro do PAC, como prioridade do Governo Federal, o que queremos é celeridade na execução, que ela saia do papel o quanto antes”, disse o deputado federal Wellington Fagundes. O senador Pedro Taques também destacou a importância da reunião para debater o traçado da Fico.

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Ferrovia é foco de reunião em Empresa de Projetos e Logística

Com Cristina Avezedo

O governador Silval Barbosa, ao final da reunião na Empresa de Projetos e Logísticas (EPL), nesta terça-feira (13.03), classificou positivamente o encontro. Em reunião com o presidente da EPL, Bernardo Figueiredo, o assunto principal foi a Ferrovia Integração do Centro Oeste (Fico).

A EPL confirmou as informações divulgadas da Agência Nacional Transportes Terrestres (ANTT), como o trajeto da Ferrovia Fico. A até o final de abril deve ser realizado todas as audiências públicas para o edital de licitação.

Segundo Silval Barbosa, o Secretário-extraordinário de Estado de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes, Francisco Vuolo, já está organizando a audiência de Lucas de Rio Verde, junto com o prefeito Otaviano Piveta, a próxima será em Cuiabá. “Na próxima semana ele retorna a Brasília e irá fechar a agenda com a ANTT”, explica.

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Mato Grosso apunhalado – artigo de José Antônio Lemos

Antes que alguns levem a conversa para esse lado, adianto que não sou contra a Ferrovia da Integração do Centro-Oeste – FICO; sou contra terem amputado a Ferronorte em Rondonópolis para fazê-la. Não sou contra a ferrovia chegar a Lucas do Rio Verde, muito pelo contrário, como brasileiro e mato-grossense, desejo que chegue lá o mais rápido possível, aliás, por isso mesmo protesto contra a paralisação da Ferronorte em Rondonópolis, a 560 Km de Lucas, trocados pelos 1200 Km da FICO. Também não sou contra o agronegócio, muito pelo contrário, poucos têm escrito mais do que eu cantando e decantando seu sucesso. Muito menos sou contra o Programa de Investimentos em Logística (PIL) da presidenta Dilma, apenas questiono com veemência não contemplar os 200 Km da ligação ferroviária de Rondonópolis a Cuiabá e mais os 360 Km de Cuiabá a Lucas do Rio Verde. Mato Grosso tem desenvolvimento mais que suficiente para receber a Ferronorte e a FICO juntas, e a cada ano que passa tem muito mais. Só o superávit comercial que legou ao Brasil no primeiro semestre deste ano – US$ 6,0 bilhões! – daria para construir as duas ferrovias, duas vezes!

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