Neste momento chove em Cuiabá. Para celebrar, um poema que fala ‘chuva’:

Nada é para sempre

Nada é para sempre
inclusive a manga verde
que um dia ficará perpitola
e um guri faminto
vai passar a mão

 

Nada é para sempre…
A manga rosa
também será saboreada
quando chegar a chuva
da temporada

 

Nada é para sempre…
– A mangueira, resultado
de uma semente,
treme ao vento.

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Antes da Física Quântica – uma imitação de soneto de João Bosquo

Não conhecer física, o princípio de Einstein,
Demora mais para entender que o amor,
Como as velhas e novas coisas universais,
Também é variável no espaço e tempo

O amor, embora a causa primeira de tudo,
Em nós, enquanto gente = energia concentrada,
É a mais instável dentre todas as equações
E invariavelmente apostamos no contrário

A causa primeira de tudo, escrevo, é o Amor
O Amor imanente, permanente em cada um,
Contudo dessa permanência não entendamos

Perfeitamente como ela se estabeleceu e fica
Nos cobrando que amemos uns aos outros,
Na mais simples das equações, como a nós mesmos.

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Sereno – Uma imitação de soneto de João Bosquo

Vamos fechar nossos olhos, procurar o sereno
Que se encontra nas partículas gotas da madrugada
E suavemente deitam nas gramas dos jardins,
Nos telhados, como um calmo lençol à forrar…

Quando tudo serenar, ao fechar nossos olhos,
Vamos olhar para dentro e ver que a alma ainda,
Sendo alma, procura o ponto ideal de equilíbrio

Serenar os ânimos em favor de tudo e todos
Vamos olhar para fora de nós e ver o que ainda
Está sendo trabalhado para a harmonia final…

Vamos fechar os olhos e abrir as portas, perenes
Portas do coração, e deixar esse ar do amanhecer
Penetrar suavemente nos poros, como um fluído
Vivo, alentar a alma e deixar o corpo descansar.

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Poema Escrito – uma imitação de soneto de João Bosquo

Olho-te e vejo
Como estás,
Meio sem graça

Não faço nada
E me perguntas
Se passo fome

Respondo: não!
E continuo são
Na minha tarefa

Isso te perturbas
Vês assombrações, e
Segues os meus passos

Como se fosse possível
Desentortar que está escrito…

><>Poema integrante do livro “Imitações de Soneto”, à venda, combinar pelo facebook.com/joaobosquocartola

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Como este poema desejo a todos, amigos, comparsas, companheiros e desafetos, um feliz ano 2018

Café do Ano Novo

Estou aqui. Bebi o café quente do ano novo,
lembrei-me de pessoas e dum livro de poemas lidos
quando queria ficar triste, mas alegre permaneci
olhando para fora da janela do próprio tempo

Contar o tempo quando se vê no espelho do banheiro,
ao fazer barba de pelos brancos, é obrigação diária
sem se exaltar, sem desespero, sem indignação vária

Estou aqui, neste mesmo recinto que me verá
quiçá, centenas de anos, procurando palavras
nesta inglória luta com a linguagem materna
entre o sentir e o papel em branco de poesia…

Este meu recinto, sinto, precisa de limpeza interna:
menos egoísmo, mais compaixão e decisão na busca
pra superar o Pantanal desta minha humanidade.

 

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Vanguarda – Uma imitação de soneto de João Bosquo

Qual é a saída pra vanguarda?
Qual a saída pra crise, pela vanguarda?
A vanguarda está em crise
Ou a crise não afeta a vanguarda?

O que é ser vanguarda?
Sou fã ou fui guarda?
A vanguarda vem de avião?
Ônibus? De van?
Vem pelo correio
Ou pelos fios da internet?

A vanguarda deixa-se ser metrópole
se planta na interior Cuiabá
ou, um palmo antes de sair do prelo,
atropela o pobre leitor de óculos?

><> Poema integrante do livro “Imitações de Soneto – Ou de Falar Pantanal” (2015), que continua a disposição dos amigos leitores.

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Assim Caminha… – uma imitação de soneto de João Bosquo

O Brasil era Estados Unidos do Brazil
Agora somos República Federativa
A cidadania nem por isso ficou mais ativa
Os gestores menos corruptos e espertos…

O antigo Primário, o antigo Ginasial…
Estudei em todos eles e mudaram de nomes
Terminei, pois, o Segundo Grau

Professores, por hora são educadores
Como motorista passou a condutor
Mas um não educa, nem outro conduz

Mudam-se as nomenclaturas das instituições
Das coisas, dos objetos, das profissões…
O caráter Macunaíma, coitado, perpetua
No faz de conta e somos politicamente corretos.

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Da Água que Bebo – Uma imitação de soneto de João Bosquo

Dessa água não beberei
Depois de morto
E enterrado acima da cabeira
Do rio que desce
Rumo ao mar Pantanal

Posso beber, não sei,
Das águas subterrâneas
Que procriam águas
As quais meu corpo líquido
Em transparência procura

Dessa água, repara,
Que brota vívida,
De mim, tem um pouco
Como no ciclo eterno.

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De Alianças e Vaias – uma imitação de soneto de João Bosquo

Para João Batista Negrão

Vejo alianças nas mãos das jovens médicas que vaiam
Velhos médicos cubanos pretos como nós brasileiros
Netos dos exilados da África em navios através dos mares
Rumo aos berços de todas as nações das quais pertencemos….

Não quero, porém, falar de negros, navios ou exílios tristes
Mas, sim das alianças nas mãos das médicas que vaiam colegas:
Ao ver as fotos, que prenunciam que as jovens podem ser mães,
E me pergunto, pois perguntar é meu ofício: que sentimentos,

Que sentimentos guardarão os filhos dessas jovens médicas
Ao verem, como aqui hoje vejo, as fotos das mães, eivadas de ódio,
Vaiando pessoas, seres humanos, colegas? Por que, mãe?

Ou, inicia-se um trabalho, trabalho árduo de queimar os arquivos,
Esconder essa vergonha para que filhos e netos jamais possam
Ver tal delito e não ter como perguntar por que praticou infame ato?

2013

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Em Honra dos Josés – uma imitação de soneto de João Bosquo

O que me honra em ser brasileiro
São as pessoas que foram aquilo
Que por medo ou insegurança não fui

Seus grandes e humildes poetas
Escritores de pequenas linhas que li
Quando estudava no Colégio dos Padres

Foram os brasileiros soldados mortos
Em estranhas lutas de ódio brasileiro
Denominadas guerrilhas em florestas
E ruas de cidades obscuras

Se idade tivesse, coragem não teria
De abandonar meus pais, namorada
Colegas-amigos e desconhecidos vizinhos…
Não fui. Honro-me com eles e sou brasileiro.

><>Neste momento triste de nossa história, sim triste, quando homens se sucumbem por ameaça de uma prisão mais alongada, este poema em honra dos Josés, Dirceu e Genoíno, nos lembra que outros se superam, inclusive ao tempo.

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Desmoronamento – Uma imitação de soneto de João Bosquo

O tempo, repara,
Saiu de fora pra dentro
Como uma metáfora
E ficou parado

O tempo não é singular
Não é plural
Não é coisa alguma
O tempo é tempo

Quando só, olhando os velhos
Que andam na praça
Acompanhados de suas velhas,
Não posso deixar de observar
O tempo com o tempo
Brinca e desmorona as pessoas.

><>Poema do livro “Imitações de Soneto”.

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Minha Poesia Dramatiza – uma imitação de soneto de João Bosquo

Minha poesia dramatiza
Qualquer mudança de endereço
Mudança de tempo: vento em temporal,
Mão de rua ou transformação urbana

Minha poesia se solidariza
Com o homem a passear sozinho
Viúvo guardador de lembranças
Que despedaçam o coração

Minha poesia saiu de mãos dadas
Bem humorada foi fazer um rolê
Do Passeio Público à Santa Fé

A minha poesia – repara – não é poética
Entretanto salta que salta de cabeça do lápis
Para o palco da folha de papel em branco.

><>Poema integrante do livro “Imitações de Soneto”, a disposição por meio do Facebook.com/JoaoBosquoCartola

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Canto Pantaneiro – Uma imitação de soneto

O canto vivo do pantanal
É o som do rio corrente
Que corre como um signo
Entre peixes e aquário

O canto pantaneiro, amor
Tem xis, chiados e pipios
Entre a luz e o entardecer
De todos os voos singulares…

O canto é música sonora
Que os ouvidos do coração
Ouve sem precisar escutar

O canto do pantanal – ouça –
Guarda mais que revela
Toda natureza infinita.

><>Este poema não faz parte do livro “Imitações de Soneto”,  que você, amigo leitor, pode comprar pelo facebook.com/JoaoBosquoCartola

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Quando Anoitece – uma imitação de soneto

Quando tudo começa anoitecer
algumas coisas simples acontecem…
Simples porque é da natureza
e elas se realizam quando adormecem

A cidade, quando anoitece,
começa exercitar noutra dimensão
outro parâmetro, outra média visão
e os gatos voltam a empardecer

As pessoas, quando a noite chega,
ficam mais sensíveis, mais suscetíveis
mais táteis, frágeis e imperceptíveis

A noite, quando se realiza, sempre
cumpre o mesmo traçado proposto
e não deixa de ser noite na cidade.

><>O livrinho “Imitações de Soneto” continua a venda. Desejando conhecer basta entrar em contato comigo pelo messenger do facebook.com/JoaoBosquoCartola

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Receita de Galáxia Entrelinhas – uma imitação de soneto de João Bosquo

Uma receita
benquista
de um poema
saudosista

Lembra,
sem dar na vista,
que o poeta
dança na pista

De mãos dadas
com o planeta
ribeirinho do sistema

Logo ali
no fim da curva
da Galáxia Entrelinhas.

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A Minha Língua– uma imitação de soneto de João Bosquo

A minha língua, até aonde eu saiba,
É a mesma língua falada por minha mãe…
Foi ela que me ensinou “benção, mãe”
E diuturnamente respondia “Deus te abençoe”

Depois, mais tarde, outras línguas
Dos guris da Rua da Fé, Travessa Dão Bosco
Campo D’ourique das peladas e soltar pandorgas

A primeira língua estranha foi da Escola
Que juntava letras sinais, ditos fonemas,
E alfabetizava todo mundo, menos Dora…

A língua é viva: ela se move bem devagar
Se moldado ao jeito de ser de um povo
De muita gente que se junta pra ser povo…
E gramáticas lutam pra que ela se imobilize.

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O Poema Que se Pede – uma imitação de soneto de João Bosquo

Veja, o poeta se mete em enrascadas
Quando pessoas pedem um poema
Ele não sabe dizer não – bem feito –
E a poesia não se assunta de emergência

O poema – mesmo de estrutura simples
Sem rimas de valor estimado
Ou de prestígio duvidoso –
Não se encontra na esquina
Tampouco se saca num caixa eletrônico
De uma agência poética plantão 24 horas

O que vale é a musa bem humorada
Morando entre a floresta e a metáfora
E proporciona um sopro de inspiração
E nos leva, mesmo sem ritmo, a estrofar versos…

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Quando Anoitece – Uma imitação de soneto

Quando tudo começa anoitecer
algumas coisas simples acontecem…
Simples porque é da natureza
e elas se realizam quando adormecem

A cidade, quando anoitece,
começa exercitar noutra dimensão
outro parâmetro, outra média visão
e os gatos voltam a empardecer

As pessoas, quando a noite chega,
ficam mais sensíveis, mais suscetíveis
mais táteis, frágeis e imperceptíveis

A noite, quando se realiza, sempre
cumpre o mesmo traçado proposto
e não deixa de ser noite na cidade.

 

 

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Desapego – uma imitação de soneto

Sinto, como sinto, com o passar dos anos que
Minha alma calmamente vai se desapegando
Deste corpo que, em verdade, nunca me pertenceu

O desapego do corpo não significa desprezo
Não. Tenho muito apreço por este corpo
Que me carrega para onde vou, quando vou
Sem se importar qual seja este ou aquele lugar

O corpo, repara, é um veículo, tem regras próprias
E, qual a sua lógica, desde antes mesmo de ser
Comigo dentro, elas já estão lá manipulando
A enzima mais precária ao ar que circula vermelho…

O corpo é um ciclo que se cumpre perenemente
E a alma, com o tempo, percebe melhor ao tempo
Qual o momento do desapego total e voar ao sol…

><>Poema integrante do livro Imitações de Soneto, à venda, pelo messenger do facebook.com/JoaoBosquoCartola

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Minha Poesia Dramatiza – Uma imitação de soneto

Minha poesia dramatiza
Qualquer mudança de endereço
Mudança de tempo: vento em temporal,
Mão de rua ou transformação urbana

Minha poesia se solidariza
Com o homem a passear sozinho
Viúvo guardador de lembranças
Que despedaçam o coração

Minha poesia saiu de mãos dadas
Bem humorada foi fazer um rolê
Do Passeio Público à Santa Fé

A minha poesia – repara – não é poética
Entretanto salta que salta de cabeça do lápis
Para o palco da folha de papel em branco.

><>Poema do livro Imitações de Soneto à venda, pelo messenger do facebook.com/JoaoBosquoCartola

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Despermanecer – Uma imitação de soneto

Não permaneço onde estou
No mesmo lugar, fora do tempo
Dentro do eixo, por entre esquinas
Enquanto vejo sóis e luas
Anoitecerem dias-lunares

Não permaneço um segundo
Enquanto o mundo gira
No mesmo ponto
No mesmo intento
De me encontrar

Só importa pra onde vou
Caminho rumo ao que pertenço…
Despeço-me e me despedaço
Enquanto matéria não amanheço.

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Sete Sentidos – uma imitação de soneto

Não importa o abrir e fechar de portas
é sábado e só nos resta o caminhar
sempre em frente é essa a direção
determinada, embora sob contrariedade

O abrir e fechar cancela também acelera,
repara, as batidas do pobre coração,
não importa se de poeta, agricultor
ou enfermeiro recém saído da faculdade

O piscar também obedece a essa rotina
de abrir e fechar os olhos pálidos em ver
todas as coisas do mundo que permanecem…

O peixe constante abre e fecha as guelras
ao subir e descer os rios rumo ao Pantanal
e sem perceber penetra nos sete sentidos. Continue Reading

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Antigo Mar Chacororé – Uma imitação de soneto

Aqui na Baía de Chacororé, antigo mar,
Havia – do tempo de ter – um peixe sabido
Que fugia dos anzóis e tarrafas traçadas

E ensinava – que a vida é ensinar –
Os lambaris e outros peixes menores
Como se safar das armadilhas do destino
Impostas pelo próprio rio Pantanal…

Esse peixe sabido sempre nadava
Rio abaixo com as próprias nadadeiras
Sem jamais sonhar rio acima ou asas

No trecho de ir e vir – nascer e morrer
Em águas velhas ou renovadas águas
O peixe sábio, filho, pai e avô de peixes,
Não se deixa levar pela soberba de saber.

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Desapego – Uma imitação de Soneto

Sinto, como sinto, com o passar dos anos que
Minha alma calmamente vai se desapegando
Deste corpo que, em verdade, nunca me pertenceu

O desapego do corpo não significa desprezo
Não. Tenho muito apreço por este corpo
Que me carrega para onde vou, quando vou
Sem se importar qual seja este ou aquele lugar

O corpo, repara, é um veículo, tem regras próprias
E, qual a sua lógica, desde antes mesmo de ser
Comigo dentro, elas já estão lá manipulando
A enzima mais precária ao ar que circula vermelho…

O corpo é um ciclo que se cumpre perenemente
E a alma, com o tempo, percebe melhor ao tempo
Qual o momento do desapego total e voar ao sol…
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Uma imitação de soneto: Vagas Inspirações

Não há espaço para escrever mais nada.
Tudo, tudo que possa ser imaginado,
Já foi dito em poemas e romances
Por escritores e poetas atemporais…

Os poetas, em magnas poesias,
Escritores, em homéricas narrativas,
Impressos em preciosos livros,
Estampados em distantes bibliotecas,
Já discorreram sobre o amor teatral,
A dor lancinante em perdas de bem amado
E busca incessante da felicidade eterna

Em remotas estilísticas e simples sabedoria
De difícil competição… Há sobras de vagas
Inspirações sentidas ao vagar urbano Cuiabá.

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Uma imitação de soneto: Além da Imaginação

“Mil dias antes de te conhecer”
Chico Buarque

Quando os navios chegaram com as vidraçarias
No antigo Porto Cuiabá pra construção do Palácio
Dos intendentes que governavam a província
Ninguém sabia que os cristais se espatifariam

Quando o sol se pôs além do antigo oceano
Que nasce nas chapadas dos ditos Guimarães
A história, nossa história, ninguém sabia narrar
Além das lendas de amor dos bichos e peixes

O gás neon dos painéis que iriam profetizar
Toda a trajetória de encontros e desencontros
Vieram em outras embalagens de teco-teco

Apesar das escrituras, cartas de tarô, borra de café,
Anúncios nos classificados em antigos jornais diários
Ninguém podia prever nada antes do posterior alvorecer.

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Poesia Curta Metragem – uma imitação de soneto

Minha poesia é curta,
pouca inteligência à mostra,
poucos centímetros de um decassílabo
e sobrevive apenas uma década

A sobrevida dos versos,
no papel ecológico,
é menor ainda que na web
escritos na memória

A) do computador aposentado
B) no notebook esquecido
C) no desktop reformatado

Pois Zé, a poesia não parte…
“Stop!”, diz o poeta Silva Freire!
É a rima que se parte em sons. Continue Reading

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Uma imitação de soneto: Anjo de Cara Amarrada

Não vi o anjo de cara amarrada.
Só vi o anjo (Não era pescador)
Navegava na flor
Pelos rios do Pantanal
Os peixes seguiam
Esse anjo em sua barca rosa

As flores pantaneiras são naturais
Estruturadas em comando singelo
Triz de cor de arco-íris

O anjo reconhecia todas
Como antes de ser sementes
As flores eram semelhantes
Se refletiam brilhantes
Na face do navegante feliz. Continue Reading

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Uma imitação de soneto: Manga Madura no Quintal

O amarelo
Não é uma cor, apenas cor,
Vai além do horizonte
E acompanha o morrer do sol

O amarelo
Quando chega, de manhã cedinho,
Provoca espantos, o galo canta…
O amarelo, vê, é luz
O amarelo,
Na minha memória, é manga,
Perpitola manga madura

O amarelo
Hoje para mim, saliva
É água na boca. Continue Reading

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Uma imitação de soneto: Minha Poesia ao Léu

Minha poesia não é só minha.
Ela também é de quem a lê
e se sente enlevado por ela.

Sente que as palavras escritas
– desta maneira ou estilo –
é o jeito de como se usar para
dizer as mesmas coisas aqui ditas

Continue Reading

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