Exército Brasileiro, enfim, também questiona os métodos da lava-jato e acredita que “tem caroço a ser pescado nesse angu”

O mistério da Lava-Jato

O ótimo repórter Thiago Herdy, neste O GLOBO, publicou – no último 29 de janeiro – matéria cujo teor, importantíssimo e escandaloso, é tão eloquente sobre o estado de coisas no Brasil quanto o fato de haver pouco repercutido é representativo do espírito do tempo em que vivemos. Chama-se “Chaves para abrir segredos da Odebrecht estão perdidas” e dá conta de que o cidadão brasileiro provavelmente jamais saberá o que abriga um dos sistemas usados pelo setor de Operações Estruturadas da empreiteira para organizar a distribuição de propina. A trama se complica quando somos lembrados de que a entrega dos dados reunidos no programa – Mywebday é o nome do troço – compõe o acordo de leniência firmado pela empresa.

Há seis meses, cinco discos rígidos com cópia das informações – e dois pen drives que deveriam dar acesso ao software – chegaram ao Ministério Público Federal. Desde então, porém, nada. Nem MPF nem Polícia Federal conseguiram restaurar-lhe o conteúdo. De consistente mesmo, a respeito, apenas o movimento – em curso – para abafar a história e deixar tudo como está, e a desconfiança de que o trabalho por quebrar os códigos do programa foi deliberadamente negligenciado. Um exemplo, na melhor das hipóteses, da profundidade da incompetência em questão: o MPF simplesmente não testou as chaves de acesso no momento da entrega do material. Hoje, suspeita-se – tudo, claro, sob investigação – de que os dispositivos tenham sido apagados e reescritos. Que tal? Respire fundo, leitor, para lidar com a declaração a seguir: “O sistema está criptografado, com duas chaves perdidas. Não houve meio de recuperar. Nem sei se haverá. Não houve qualquer avanço nisso.”

Oi? O quê? Como é? A coisa fica especialmente confusa quando revelado o autor dessa fala – que seria blasé não fosse irresponsável: Carlos Fernando dos Santos, um dos coordenadores da Lava-Jato em Curitiba, cujo tom francamente despreocupado com o interesse público é inconsistente com o histórico sempre tão indignado do doutor, embora exato em expressar o modelo de atuação escolhido pelos procuradores da força-tarefa.

São muitas as dúvidas. Todas derivam da falta de transparência acerca do conteúdo do Mywebday. O Ministério Público Federal recebeu o material – extraído de servidor na Suíça – em agosto de 2017. Nunca se falou sobre a impossibilidade de ser lido. Desde então, conforme noticiado, a única restrição de acesso – muito problemática – tinha origem contratual: segundo uma das cláusulas estabelecidas no acordo com a Odebrecht, só os procuradores poderiam analisar os dados – em detrimento, claro, da Polícia Federal, o órgão investigador por excelência. Algumas reportagens, entre agosto e novembro do ano passado, registraram o motivo da seletividade: o MPF zelava pela exclusividade – e aqui o colunista tenta não rir – para evitar que os documentos vazassem.

Paralelamente, fontes da PF faziam circular na imprensa a avaliação de que o Ministério Público Federal – também como componente da briga corporativa por poder entre as duas instituições – impunha-se como único a custodiar as informações porque desejava o monopólio para manuseálas, e porque a empreiteira teria receio de que temas não abordados nas colaborações premiadas de seus executivos pudessem ser explorados pelos policiais. Em setembro, em resposta a pedido da defesa do ex-presidente Lula, o juiz Sergio Moro determinou que o sistema fosse periciado pela Polícia Federal – mas também sobre os desdobramentos dessa decisão prevaleceu a desinformação.

Não daria outra. A falta de clareza a respeito do Mywebday e as legítimas desconfianças decorrentes do que é obscuro criaram as condições para a ascensão influente de narrativas falaciosas como a do petismo – e ofereceram elementos para que a defesa de Lula acusasse o MPF de tratar o software como inviolável para esconder a ausência de provas, nos documentos, que sustentassem a palavra de delatores da Odebrecht contra o ex-presidente.

Incontroverso é que o episódio – o descaso para com a substância do sistema – evidencia mais uma vez a distorção no modo como o Ministério Público Federal compreende e usa o instituto da colaboração premiada. Essa deturpação de finalidade autoriza algumas reflexões. Por exemplo: se o MPF tivesse priorizado o ingresso ao programa, talvez encontrasse conjunto de informações capaz de tornar prescindíveis os acordos de delação (ou boa parte deles) firmados com quase 80 executivos da Odebrecht. Se tivesse se dedicado, antes de tudo, a decifrar o sistema (ou a comprovar a impossibilidade de fazêlo), quem sabe o Estado brasileiro se livrasse de ter de oferecer tantos benefícios a tanta gente; e quem sabe a colaboração premiada deixasse de ser muleta para investigadores incompetentes (e/ou apaixonados pelo palanque) e se tornasse o que é: recurso complementar. Nesse caso, é provável, teríamos mais provas e menos heróis.

Uma pergunta final e urgente: se a entrega do conteúdo codificado no Mywebday integra o acordo de leniência da empresa, e se, afinal, sua leitura for mesmo inexpugnável, isso não significará comprometer gravemente o contrato firmado entre empreiteira e Estado brasileiro? Ficará por isso mesmo?

Tem caroço a ser pescado nesse angu.
Fonte: O GLOBO – RJ

Source: O mistério da Lava-Jato – display – Exército Brasileiro

><>Leia aqui a reportagem de O Globo que suscitou o editorial do Exército Brasileiro:

Abre aspas:

Chaves para abrir segredos da Odebrecht estão perdidas

Investigadores podem jamais ter acesso a um dos sistemas de propinas da empreiteira

POR THIAGO HERDY

Sede da Odebrecht em São Paulo. Foto Michel Filho/Agência O Globo – Agência O Globo

SÃO PAULO – Passado mais de um ano desde a assinatura do acordo de leniência da Odebrecht, o Ministério Público Federal (MPF) corre o risco de jamais acessar o Mywebday, um dos dois sistemas usados por funcionários do setor de Operações Estruturadas da Odebrecht — mais conhecido como setor de propina da empreiteira — para organizar pagamentos ilegais a políticos.

Cinco discos rígidos com cópia de dados do software foram entregues há quase seis meses aos investigadores, em atendimento ao acordo assinado com a empresa. Juntos, foram entregues dois pendrives que, em tese, permitiriam o acesos aos dados. Mas, até hoje, nem MPF nem Polícia Federal conseguiram navegar no sistema.

— O sistema está criptografado com duas chaves perdidas, não houve meio de recuperar. Nem sei se haverá. Não houve qualquer avanço nisso — admite um dos coordenadores da Lava-Jato em Curitiba, Carlos Fernando dos Santos.

O Mywebday era o sistema de comunicação usado por funcionários do setor de propina para controlar e organizar os pagamentos a agentes públicos. O programa detalhava, em códigos, desde o nome do executivo responsável pelo pedido de pagamento ilegal e o propósito do pagamento, até a cidade onde ele ocorreu, o destinatário de valores e o doleiro usado para viabilizar o repasse.

Nas investigações em curso, o MPF tem usado informações de outro sistema paralelo, também entregue pela Odebrecht: o Drousys. Este sistema era usado para comunicação entre funcionários do departamento e o mundo externo, isto é, operadores financeiros — como doleiros e controladores de contas mantidas no exterior.

O Drousys traz dados semelhantes aos disponibilizados pelo Mywebday, mas com algumas lacunas de informação. Quando fechou o acordo com a Odebrecht, o MPF esperava ter acesso aos dois sistemas — para conseguir cruzar dados de fontes distintas e corroborar informações de depoimentos dos 77 colaboradores.

Segundo Carlos Fernando, como não foi possível verificar os dados com os pendrives entregues pela empreiteira, as circunstâncias em que outros pendrives de acesso ao mesmo sistema foram destruídos ou apagados estão “sob investigação”. Ele admite que esta é uma situação delicada, em função do direito constitucional de qualquer investigado de “não se autoincriminar”.

O procurador admite que o caso pode ter repercussão nos benefícios concedidos à empresa. Mesmo posicionamento da cúpula da PF em Curitiba, que aguarda o desdobramento do episódio. O escritório de advocacia que monitora internamente o programa de compliance da Odebrecht apura, também, o caso. A empresa diz que sua colaboração com as autoridades é “ampla, detalhada e contínua”e que “todos os fatos estão sendo esclarecidos à Justiça”.

O GLOBO apurou que em reuniões preliminares à assinatura do acordo, representantes da Odebrecht informaram que outros pendrives de acesso ao Mywebday teriam sido destruídos. O responsável por explicar como isso aconteceu foi Maurício Ferro, então diretor jurídico da empresa, nos meses que antecederam a prisão do então presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht. O mesmo Marcelo disse, em depoimento à Polícia Federal, que Ferro é o único que poderia dar mais informações sobre os tokens. O diretor não figura na lista dos que fizeram acordo com a força-tarefa.

Os pendrives entregues pela empreiteira, em agosto do ano passado, pertenciam a dois funcionários do setor de propina e colaboradores da Lava-Jato: Luiz Eduardo da Rocha Soares e Ângela Palmeira Ferreira. Para funcionar, eles tinham que ser colocados no computador junto com uma senha.

Os dispositivos foram submetidos a perícia nos últimos meses, bem como outros que foram encontrados durante ações de busca e apreensão em endereços da empresa. Há suspeita de que dados dos dispositivos tenham sido subscritos — isto é, apagados e reescritos. Nem Odebrecht, nem MPF testaram os tokens no momento de entrega dos dados à Lava-Jato.

Por meio de nota, a Odebrecht admitiu não dispor “de credenciais de acesso aos dados cifrados” do Mywebday, mas disse ter colocado à disposição das autoridades todas as informações de que dispunha, “inclusive mais de 30 mil arquivos” do próprio sistema.

Apesar de ter entregue em agosto cópia do Mywebday extraída de servidor na Suíça, a empresa afirma que o sistema encontra-se atualmente “apreendido, custodiado e gerenciado pelas autoridades” daquele país.

“A determinação da Odebrecht é não deixar dúvidas sobre os atos que praticou e sobre a responsabilidade de todos os envolvidos. É por isso que a colaboração da empresa está resultando em desdobramento de investigações e ações judiciais no Brasil e em diversos países”, escreveu a empresa em nota oficial.

A Odebrecht afirma ainda que seu compromisso “é com a verdade e com o aprimoramento de práticas empresariais que combatam qualquer forma de corrupção e coloquem a empresa em nova trajetória de crescimento, com ética, integridade e transparência”.

Fecha aspas.

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Entre aspas: Tacla Duran confirma conversa com Carlos Zucolotto, amigo de Moro, e mostrará provas à CPI da JBS

Mônica Bergamo: Tacla Duran apresentará perícia para provar conversa com amigo de Moro

Reprodução
Rodrigo Tacla Duran, ex-advogado da Odebrecht, durante entrevista por Skype a Folha. Foto: Reproducao ***DIREITOS RESERVADOS. NÃO PUBLICAR SEM AUTORIZAÇÃO DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM***
Rodrigo Tacla Duran, ex-advogado da Odebrecht, durante entrevista por Skype a Folha

 O advogado Rodrigo Tacla Duran vai apresentar na quinta (30), em depoimento na CPI da JBS, uma perícia feita a pedido dele, na Espanha, em fotos de correspondência que diz ter mantido com o advogado Carlos Zucolotto, do Paraná, pelo Wickr.

BORRACHA
Ele acusa o advogado, que é amigo e padrinho de casamento do juiz Sergio Moro, de intermediar negociações paralelas dele com a força-tarefa da Operação Lava Jato. As mensagens pelo aplicativo, que são destruídas em pouco tempo, comprovariam as tratativas. Duran fotografou os diálogos e diz que apresentará as imagens na CPI.

NUNCA VI
Zucolotto nega ter feito qualquer negociação paralela com a Lava Jato. Diz que nunca conversou com Duran pelo Wickr e que sequer baixou o aplicativo no celular.

PALAVRA DE ACUSADO
Moro não foi acusado por Duran. Mas, quando a história veio a público, defendeu Zucolotto e disse ser “lamentável” que se desse crédito a um “acusado foragido” -Duran, investigado na Lava Jato, hoje vive na Espanha.

><> Só para esclarecer, embora todo mundo já saiba. Wickr, segundo o Wikipédia, “é um aplicativo para Android e iPhone designado para ajudar pessoas no envio de mensagens, incluindo fotos e anexos, que são automaticamente deletados a partir de um certo tempo”.

Como as mensagens se apagam depois de um determinado tempo elas só podem ser registradas fotograficamente como anuncia a jornalista Mônica Bergamo, em sua coluna na folha de S. Paulo.

Lembrando Tacla Duran seria mais uma vítima da Lava-jato se não tivesse se exilado na Espanha, país do qual tem passaporte também.

Tacla Duran, assim como a ex-contadora de Alberto Youssef, Meire Poza, são exemplos de pontos sem nó na Lava jato. Esses pontos vão pra de baixo do tapete e apenas – daqui alguns anos – serão apenas referência em algum livro de história do direito brasileiro (ou nem isso) .

A Lava Jato, depois que o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) confirmar a condenação de Lula, será devidamente ‘arquivada’, pois terá cumprido seu papel.

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Estarrecedor: Braço da Lava Jato em Santa Catarina impediu o reitor receber apoio espiritual por quatro vezes

Padres denunciam: PF impediu reitor de receber ajuda religiosa

#EXCLUSIVO |Ao celebrar missa em homenagem ao reitor Luiz Carlos Cancellier neste domingo (8/10), pela manhã, no Templo Ecumênico da UFSC, o padre William Barbosa Vianna fez uma denúncia espantosa: ele e o Frei Frigo Luiz, da Paróquia da Trindade, foram impedidos ao menos quatro vezes pela Polícia Federal de oferecer apoio ao reitor, embora esse direito seja garantido pela Constituição. Cancellier foi preso, algemado nu, submetido a exame interno vexatório e encarcerado sem processo judicial. Segundo o padre, a primeira recusa ocorreu quando a Pastoral Carcerária tentou visitá-lo no dia da prisão, em 14 de setembro. A segunda, quando a prisão de Cancellier foi relaxada, mas a juíza o manteve exilado da universidade e em reclusão domiciliar noturna. Sabendo de seu abalo emocional, os padres novamente tentaram socorrê-lo, mas não obtiveram permissão para visitá-lo, mesmo tendo essa prerrogativa.por lei.Assessor da Pastoral Universitária da UFSC, Vianna alertou: “É preciso lembrar que o direito à assistência religiosa é garantido pelo artigo V da Constituição”. Até então, sabia-se apenas que Cancellier foi privado do apoio de amigos, principalmente de pessoas de sua convivência na gestão da universidade. Durante la missa, Vianna eu o artigo V da Constituição, inciso VII: “É assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva”.William Vianna, que além de padre é professor e chefe do Departamento de Ciências da Informação da UFSC, disse com clara consternação que há muitos anos a Pastoral Carcerária vem avisando sobre os abusos nas revistas vexatórias a mães, filhas e familiares em geral dos presos. Também fez alusão às chacinas ocorridas neste ano nos presídios. Jornalistas Livres

Publicado por Jornalistas Livres em Segunda, 9 de outubro de 2017

#EXCLUSIVO | PADRE DENUNCIA: “FOMOS IMPEDIDOS DE PRESTAR APOIO ESPIRITUAL AO REITOR”

Por Raquel Wandelli, dos Jornalistas Livres | Assista em vídeo a denúncia do padre da Pastoral Carcerária, William Barbosa Vianna, na missa em homenagem ao reitor da UFSC, que foi levado ao suicídio por um linchamento moral pela PF.

Ao celebrar missa em homenagem ao reitor Luiz Carlos Cancellier neste domingo (8/10), pela manhã, no Templo Ecumênico da UFSC, o padre William Barbosa Vianna fez uma denúncia espantosa: ele e o Frei Frigo Luiz, da Paróquia da Trindade, foram impedidos ao menos quatro vezes pela Polícia Federal de oferecer apoio ao reitor, embora esse direito seja garantido pela Constituição. Cancellier foi preso, algemado nu, submetido a exame interno vexatório e encarcerado sem processo judicial.

Segundo o padre, a primeira recusa ocorreu quando a Pastoral Carcerária tentou visitá-lo no dia da prisão, em 14 de setembro. A segunda, quando a prisão de Cancellier foi relaxada, mas a juíza o manteve exilado da universidade e em reclusão domiciliar noturna. Sabendo de seu abalo emocional, os padres novamente tentaram socorrê-lo, mas não obtiveram permissão para visitá-lo, mesmo tendo essa prerrogativa.por lei.

Assessor da Pastoral Universitária da UFSC, Vianna alertou: “É preciso lembrar que o direito à assistência religiosa é garantido pelo artigo V da Constituição”. Até então, sabia-se apenas que Cancellier foi privado do apoio de amigos, principalmente de pessoas de sua convivência na gestão da universidade. Durante la missa, Vianna eu o artigo V da Constituição, inciso VII: “É assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva”.

William Vianna, que além de padre é professor e chefe do Departamento de Ciências da Informação da UFSC, disse com clara consternação que há muitos anos a Pastoral Carcerária vem avisando sobre os abusos nas revistas vexatórias a mães, filhas e familiares em geral dos presos. Também fez alusão às chacinas ocorridas neste ano nos presídios.

 

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Lava Jato – Obscena, grotesca e falsa – por Normando Rodrigues

Por Normando Rodrigues | A propaganda-do-filme-propaganda da Lava Jato plantou pilhas de dinheiro falso, com 4 metros de altura, em plena Boca Maldita de Curitiba, simbolizando 4 bilhões de reais “recuperados”. Há tamanha identidade simbólica, entre esse gesto e a Operação, que a comparação se torna irresistível: ambas são obscenas, grotescas, e falsas.

Obscena porque exibida em excesso. Nunca antes na história desse País um juiz falou tanto à mídia sobre um processo que conduz – em flagrante violação à Lei Orgânica da Magistratura – a ponto de discursar para seus seguidores políticos, a determinar quando e como deveriam promover, ou não, manifestações políticas.

Grotesca porque não se conduzem as medidas judiciais sob o Império do Direito, mas sob o Império do Julgamento-Espetáculo, onde decisões são pautadas pela expectativa e receptividade do clamor público. Há muita literatura teórico-científica, a partir dos julgamentos-espetáculo fascistas (Alemanha do início dos 30; Espanha do imediato pós Guerra Civil) e comunistas (Moscou, 1936-39) mas os que quiserem uma compreensão rápida devem assistir a “Julgamento em Nuremberg”, de Stanley Kramer (EUA, 1961).

Falsa porque a Lava Jato apregoa a defesa da coisa pública enquanto destrói a economia do Brasil e promove o subdesenvolvimento, a miséria, e o desemprego. Duvida? Vamos aos números.

O teto da corrupção na Petrobras foi estimado pela empresa, em 2015, em 88 bilhões de reais. Esse montante é resultado da aplicação do percentual de propina máximo apurado, sobre todos os contratos da empresa desde 1994 (muito mais do que o escopo da Lava Jato). Uma conta inflada, portanto.

Ora, a FIESP (a Dona do Pato e dos patos) estimou a perda do PIB decorrente da Lava Jato em 142 bilhões de reais, SOMENTE NO ANO DE 2015. Só esse valor já é muito maior do que a “roubalheira” apregoada.

Podia ser diferente?

Na Alemanha, Daimler e Volks foram pegas numa bilionária rede de corrupção e fraude ambiental. Alguém viu algum juiz da Alemanha quebrar essas empresas?

Na Coreia do Sul, a corrupção da Samsung derrubou uma presidenta e deu em prisão do herdeiro. Alguém viu algum juiz coreano quebrar a Samsung?

Nos EUA o governo colocou 12,3 bilhões de dólares na GM, dos quais perdeu 11,2 bilhões. Contudo, foram salvos 1,5 milhões de empregos. Alguém viu algum juiz dos EUA quebrar a GM?

Já aqui, aplaude-se o juiz que quebra a Petrobras, estaleiros, o programa do submarino nuclear, e dissemina desemprego.

(*) Jorge Normando de Campos Rodrigues – Graduado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, mestre em Ciências Jurídicas e Sociais e Doutorando em História pela Universidade Federal Fluminense – UFF, foi professor da Faculdade Nacional de Direito da UFRJ. Consultor da Central Única dos Trabalhadores – CUT, desde 1995 e da assessoria à bancada dos trabalhadores no Fórum Nacional do Trabalho, assessor da Federação Única dos Petroleiros – FUP, desde 1991.

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Luís Carlos Valois, juiz penal, detona o filme sobre a lava-jato de Sérgio Moro

Como bem diz a sabedoria popular existem juízes e juízes. O juiz Luís Carlos Valois é um desses juízes que a população, o sistema jurídico respeita, admira, enfim. Ele em seu perfil, no Facebook acaba de postar um comentário em cima de uma foto na qual aparece o juiz Sérgio Moro rindo durante a exibição do filme sobre a lava-jato.

O juiz Luís Carlos Valois escreve: Se o filme fosse sobre algum processo que eu já tive em minhas mãos, ninguém iria sorrir, nem eu, nem ninguém. Talvez fosse um filme de drama, talvez um de suspense, podia até ser um de terror, mas nenhum com a capacidade de se fazer sorrir comendo pipoca. Poderia fazer chorar, fazer virar a cara, dar nojo e até dar vontade de sair do cinema, mas nunca fazer sorrir. A justiça penal verdadeira não devia ser local, motivo, de alegria, mas de tristeza sempre, porque, quando age, age demonstrando o quanto falhamos como sociedade. Não importa se a atuação da justiça penal pode ser transformada em algo plasticamente belo, o que já é uma deturpação da verdade, a justiça penal é triste, deve ser triste, para o bem da sociedade e da possibilidade de se manter são. Eu não vi esse filme, mas se ele é sobre justiça penal, polícia e prisão, e causa essa alegria toda, eu não vou ver…

Se o filme fosse sobre algum processo que eu já tive em minhas mãos, ninguém iria sorrir, nem eu, nem ninguém. Talvez…

Publicado por Luís Carlos Valois em Quinta-feira, 31 de agosto de 2017

><>O juiz Sérgio Moro, em sua vaidade, ainda não percebeu o papel ridículo que se submete ao participar de uma avant-premiere de um filme sobre ele mesmo. Esse filme ele deveria assistir em casa, sozinho e nunca comentar se gostou ou não do filme…

As primeiras crísticas não são elogiosas. O filme – pelo que li – é ruim, maniqueísta ao extremo e, além disso, começou a cair a ficha em grande parte da população que vê o juiz de Curitiba como participante do golpe que colocou a quadrilha de mishell temer no poder.

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Luis Nassif, em detalhes, desmonta a farsa do e-mail registrado em cartório pelo escritório do irmão do Procurador da Lava jato

Xadrez da prostituição no Judiciário – Por Luis Nassif

Peça 3 – a mercearia e os advogados amigos

Com a quantidade de delações em curso, e com a possibilidade de terem co-autoria no roteiro, a Procuradoria Geral da República, a Lava Jato e o juiz Sérgio Moro montam uma verdadeira mercearia, com condimentos para qualquer receita de bolo. Tem especiarias da Índia, da China, do Japão, einsbein da Alemanha, hot dog dos EUA, o que o freguês precisar, a mercearia fornece.

O senhor deseja um processo que mostre que a ex-presidente Dilma Rousseff sabia do caixa 2? Por enquanto, não temos, porque nenhum executivo da Odebrecht se dispôs a bancar essa denúncia. Mas temos a dona Mônica Moura, que pode servir. Continue Reading

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Entre aspas: Blairo Maggi diz que vai tentar a reeleição… Não sabe nada de história

Maggi disse que disputa reeleição ao senado
Maggi se diz decepcionado com o envolvimento do seu nome na Lava Jato e disse que vai provar na Justiça sua inocência

Maggi: “as coisas continuam como antes, não vou mudar toda a minha vida por causa de Lava Jato”. Foto: Aquivo

PABLO RODRIGO
Da Reportagem
O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi (PP), diz que o seu projeto político de disputar à reeleição ao Senado Federal não mudou por conta das denúncias de dois delatores que resultaram na abertura de inquérito para apurar possível cobrança de propina para a sua candidatura ao governo de Mato Grosso em 2006 através de transações relativas de créditos judiciais firmados entre Mato Grosso e a Odebrecht.

“As coisas continuam como antes, não vou mudar toda a minha vida por causa de Lava Jato. Nem tudo que delator fala deve ser considerado como a mais pura verdade. Tem que ter provas. Não há nexo causal. A campanha foi em 2006 e o dinheiro foi pago em 2007, e não há nada que me ligue a este assunto. Não resta dúvida que esses R$ 12 milhões não chegaram para a campanha eleitoral”, disse o ministro nesta terça-feira (17) em entrevista à rádio capital FM. Continue Reading

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Entre aspas: Apelidado de ‘Caldo’, Blairo Maggi recebeu R$ 12 mihões, diz Odebrecht

><>O jornalista Flávio Costa, do UOL, em São Paulo, assina matéria com direito a foto, cuja legenda diz Blairo Maggi diz “não saber do que está sendo acusado”, sobre a inclusão do ministro da Agricultura Blairo Maggi, que já imitiu nota dizendo que nunca teve relações com a Odebrecht.

Agora, apelido ‘Caldo’ é o mais obvio de todos. Abre aspas:

Apelidado de “Caldo”, Blairo Maggi recebeu R$ 12 mihões, diz Odebrecht

O ministro da Agricultura Blairo Maggi recebeu R$ 12 milhões não declarados para sua campanha de reeleição ao governo do Mato Grosso, em 2006, de acordo com o depoimento de delatores da Odebrecht. Continue Reading

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A parcialidade do M.M. Juiz Moro – Nota da Frente Brasil de Juristas pela Democracia

A Frente Brasil de Juristas pela Democracia, reafirmando o compromisso intransigente com os princípios democráticos e as garantias jurídicas fundamentais, vem a público manifestar séria preocupação diante da eventual possibilidade de o juiz federal de primeiro grau, da 13ª vara de Justiça de Curitiba, Sérgio Fernando Moro, prosseguir como responsável pelo julgamento dos processos que envolvem a pessoa do ex-Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Se, como prevê a Carta Constitucional, o exercício da magistratura é fundamental para a existência do Estado Democrático de Direito, o mesmo deve ser realizado com o compromisso da excelência na prestação de serviço público cujo fim está em distribuir Justiça. Ao magistrado pressupõe cultivar princípios éticos e o decoro, valores consignados no Código de Ética e na Lei Orgânica da Magistratura.

Entendemos que a atuação flagrantemente parcial e ativista do Sr. Sérgio Moro coloca em risco não apenas o direito do acusado em questão, mas também a credibilidade do exercício da magistratura, violando o “justo processo”, princípio basilar em qualquer ordem jurídica e conformado por outros princípios como o são a “isonomia e imparcialidade do juiz”, o “estado de inocência” e a “proibição da prova ilícita”. Continue Reading

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Luís Nassif: No crime, o poder das chefias depende apenas da meritocracia: não há concursos, nem carreiras pré-definidas, com planos de cargos e salários. E eles correm risco, pois não contam com a blindagem do Estado. São cruéis e são valentes.

Caso Marisa: a ética da Lava Jato e do PCC

Luis Nassif

Qual a intenção  de Sérgio Moro e dos Procuradores da Lava Jato em denunciar dona Marisa? Do ponto de vista jurídico, nenhuma. Jamais comprovaram que o tríplex era de Lula. Mesmo se fosse, não havia nada que pudesse ser impingido a dona Marisa. Ela não participava de discussões políticas, menos ainda de negócios. Limitava-se a cuidar dos filhos e netos e dar amparo emocional ao marido.

A intenção foi puramente política, de bater, bater, bater em Lula, até que arriasse emocionalmente.

Não existe ética na guerra. E não existe a figura do inimigo no direito. A Lava Jato se tornou uma operação de guerra, caçando o inimigo e o direito se tornou instrumento de vingança.

Não viam a figura da mãe e da avó, mas apenas a mulher do inimigo a ser abatido. Continue Reading

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Folha de S. Paulo: Aécio definiu conluio em licitação em Minas, afirma delator da Odebrecht

Só para constar: o empresário Eike Batista, então um dos mais ricos do mundo, foi uma das primeiras visitas a ser recebidas pelo então governador Aécio Neves na Cidade Administrativa

A matéria da Folha de S. Paulo, que abre a capa do jornal é assinada pelas jornalistas Bela Megale e Marina Dias, de Brasília, e pelo repórter Mario Cesar Carvalho, de São Paulo, e é o primeiro trailer dos vazamentos que vão começar com a decisão de sigilo da ministra Carmen Lúcia, presidente do STF, que aceitou as delações da Odebrecht.

Abre aspas: Ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Júnior afirmou em sua delação premiada à Lava Jato que se reuniu com Aécio Neves (PSDB-MG) para tratar de um esquema de fraude em licitação na obra da Cidade Administrativa para favorecer grandes empreiteiras.

A reunião, segundo o delator, ocorreu quando o tucano governava Minas. Continue Reading

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Jornalista Jânio de Freitas: Gilmar Mendes não pode ser relator da Lava-jato

O amigo

Caberia ao ministro Gilmar Mendes declarar-se impedido, quando for o caso. Não se espera que o faça. Mas suas longas visitas “de amigo” a Michel Temer o tornam impedido moralmente de conduzir, como faz, parte dos procedimentos no Tribunal Superior Eleitoral sobre irregularidades da chapa Dilma-Temer. Assim como o tornam moralmente impedido de eventual escolha, ou sorteio, para ser no Supremo o novo relator da Lava Jato, em cujas delações Temer aparece quase 50 vezes. Continue Reading

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Lula Vai Passear, por Francisco Costa

LULA VAI PASSEARTrês anos de perseguição de Moro, para prender o “Nine”, como ele trata Lula, referindo-se ao fato de…

Publicado por Francisco Costa em Segunda, 26 de dezembro de 2016

LULA VAI PASSEAR

Três anos de perseguição de Moro, para prender o “Nine”, como ele trata Lula, referindo-se ao fato de Lula ter uma mutilação em uma das mãos, o que bem define o baixo caráter e a seriedade do rábula de Curitiba.

Mobilizam todo o Ministério Público, toda a Polícia Federal, o Ministério Público, os serviços de informações norte americanos e o máximo que conseguem são convicções, o que é insuficiente para prender alguém, e a melhor prova disso é que 200 milhões estão convictos que Temer é corrupto, o que não o impede de ir à televisão, com cara de todo honesto congregado mariano, para dar votos de boas festas e menos salários.

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José Yunes, assessor e amigo presidencial, após ser envolvido em denúncias da Odebrecht, pede demissão

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil

O assessor especial do gabinete da Presidência da República, José Yunes, enviou hoje (14) ao presidente Michel Temer carta na qual pede para ser afastado do cargo. No documento, Yunes classifica de “fantasiosa” a alegação de que teria recebido “em espécie” recursos financeiros a serem doados ao PMDB. O pedido de afastamento foi aceito pelo presidente.

Advogado, Yunes é amigo e conselheiro próximo de Temer. Na carta enviada ao presidente, ele se refere, em tom crítico, ao depoimento prestado pelo ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho – executivo que disse ter entregue dinheiro vivo ao assessor do presidente em 2014, em encontro que teve no escritório de Yunes. Continue Reading

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Depois da delação do fim-do-mundo, não sobrará tucano limpo para tentar a presidência em 2018

Nova delação de diretor da Odebrecht atinge Alckmin, homem mais forte do PSDB à presidência e único que ainda escapava da Operação Lavajato

Por Laio Rocha
NINJA

Geraldo Alckmin, Aécio Neves e José Serra, os três “presidenciáveis” tucanos, que vem disputando a soberania no partido para formar uma chapa para as eleições 2018, se encontram nos lençóis sujos da Operação Lavajato. Isso porquê em nova delação, diretor da Odebrecht disse ter entregue 2 milhões de reais em dinheiro vivo para o governador de São Paulo, atingindo definitivamente o último homem “limpo” da tríade.

De acordo com a delação, que faz parte do acordo entre a empreiteira e a Polícia Federal, o caixa dois foi pago a Adhemar Ribeiro, irmão de Lu Ackmin, esposa do tucano, para a campanha para governador de São Paulo, em 2010. Neste ano, Alckmin foi eleito em primeiro turno com 50,63% dos votos.

Em 2014, foi reeleito também em primeiro turno com 57% e, de acordo com a delação, também foi pago caixa dois ao tucano, valor não divulgado, segundo informações do Congresso em Foco. O valor desta vez foi recebido pelo braço direito do governador e atual Secretário de Planejamento, Marcos Monteiro. Alckmin ainda não respondeu sobre as acusações. Continue Reading

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Errando e Mentindo – Por Johnny Marcus

johnnymarcusEm um de seus editoriais de hoje (27/11), a Folha debate a propagação de notícias falsas pela internet. Em “A perna longa da mentira”, o editorialista argumenta que “no Brasil, a prática também preocupa. Como nos Estados Unidos, trata-se de um recurso incorporado à prática política, à esquerda e à direita. Dificilmente um usuário de redes sociais deixou de ler que um filho do ex-presidente Lula (PT) é o dono do frigorífico Friboi ou que o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) foi citado na Lava Jato, informações tão enganosas quanto populares. Muitas vezes, veículos da imprensa profissional precisam desmentir as mentiras, tão depressa elas se espalham”.

Correto. Os prejuízos causados pelos comitês da maldade são incomensuráveis. Contudo, ainda que pertinente, o raciocínio não deixa de ser hipócrita. Basta notar a sistemática repercussão que o jornal concede às falácias de veículos que há muito assassinaram o jornalismo, como é o caso de revista Veja. Continue Reading

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Relembrando, a título de curiosidade, o filho do Presidente do TCU tem R$ 13 milhões em imóveis com 33 anos de idade

Tiago Cedraz, 33 anos, advogado, filho de presidente do TCU tem R$ 13 milhões em imóveis é acusado de receber propinas milionárias de investigados na Operação Lava Jato.

Alvo da Operação Politeia, Tiago Cedraz acumulou um patrimônio milionário à frente de uma banca que atua no Tribunal de Contas da União (TCU), órgão presidido pelo pai, Aroldo Cedraz.

Em paralelo à atuação da banca na corte de contas, em menos de três anos ele fechou a compra de imóveis de quase R$ 13 milhões e, até abril, figurava como dono de um jatinho Cessna, de dez assentos, conforme levantamento do Estado. Continue Reading

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Sérgio Moro confirma o caráter excepecional da Lava Jato e marca audiências de ação penal contra Lula

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

André Richter, da Agência Brasil – O juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro, marcou nesta sexta, 28, as audiências de testemunhas na ação penal a que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sua mulher, Marisa Letícia, e mais seis pessoas respondem na Operação Lava Jato. Com isso, os depoimentos de testemunhas de acusação e de defesa serão realizados nos dias 21, 23 e 25 de novembro em Curitiba, onde as investigações estão centralizadas.

Entre os depoentes estão réus que assinaram acordos de delação premiada, como o ex-senador Delcídio do Amaral (MS), o empresário Fernando Baiano e os ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa, Nestor Cerveró e Pedro Barusco, além do ex-deputado federal Pedro Corrêa (PE).

Na ação penal, Lula é acusado pela força-tarefa de procuradores da Lava Jato de receber R$ 3,7 milhões de propina de empresas envolvidas no esquema de corrupção da Petrobras, por meio de vantagens indevidas, como a reforma de um apartamento tríplex em Guarujá (SP), e pagamento de despesas com guarda-volumes para os objetos que ele ganhou quando estava na Presidência. As vantagens teriam sido pagas pela empreiteira OAS.

Também foram denunciados pelo Ministério Público Federal o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto; o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro; Agenor Franklin Magalhães Medeiros; Paulo Roberto Valente Gordilho; Fábio Hori Yonamine e Roberto Moreira Ferreira, todos ligadas à empreiteira.

A denúncia foi aceita pelo juiz Moro no dia 20 de setembro. Na ocasião, a defesa de Lula disse que a decisão não causou surpresa. “Nem mesmo os defeitos formais da peça acusatória e a ausência de uma prova contra Lula, como amplamente reconhecido pela comunidade jurídica, impediu que o referido juiz levasse adiante o que há muito havia deixado claro que faria: impor a Lula um crime que jamais praticou”, disseram os advogados.

Em nota divulgada, a defesa de Lula afirmou que decisão de iniciar a tramitação da ação penal “reforça a existência de um cronograma condenatório” do ex-presidente. A defesa também reafirmou que os atos de Moro são nulos.

“Nesse processo não há diferenciação entre o órgão da acusação e o julgador, o que o torna manifestamente ilegítimo. Por outro lado, a decisão indefere provas relevantes requeridas pela defesa. O próprio juiz chega a afirmar que não há valores oriundos de contratos da Petrobras destinados especificamente em favor do ex-presidente”, argumenta a defesa.

Fonte: Moro marca audiências de ação penal contra Lula na Lava Jato | Agência Brasil

><>Como temos um STF leniente com a república de Curitiba, um verdadeiro tribunal de exceção, vemos essa situação, que todos os parametros do bom julgamento são desrespeitados.

Há uma pressa em condenar Lula para que ele não possa se candidatar em 2018 e o Brasil – pelo caminhar – vai viver um longo período nas trevas. (João Bosquo)

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O tribunal de exceção manda e a Polícia Federal prende ex-ministro Antônio Palocci na 35ª fase da Lava Jato

><>A prisão de Antônio Palocci foi cantada pelo ministro da Justiça Alexandre de Moraes, ontem, em Ribeirão Preto, onde fazia campanha eleitoral pro candidato a prefeito do PSDB. Em suas palavras foram: “Teve a semana passada e esta semana vai ter mais, podem ficar tranquilos. Quando vocês virem esta semana, vão se lembrar de mim”. E tudo se confirma. A Polícia Federal agora é um instrumento de campanha eleitoral.

Leia a matéria da Agência Brasil:

A Polícia Federal (PF) está nas ruas para cumprir mandados judiciais na 35ª fase da Operação Lava Jato. Chamada de Operação Omertá, um dos alvos é o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci, que foi preso temporariamente esta manhã em São Paulo.

Os policiais cumprem ainda mais dois mandados de prisão temporária, 27 de busca e apreensão e 15 de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para a delegacia a fim de prestar esclarecimentos e depois é liberada.

A suspeita é de que Palocci teria ligação com o comando da empreiteira Odebrecht, uma das principais do país. A operação investiga se o ex-ministro e outros envolvidos receberam dinheiro para beneficiar a empreiteira em contratos com o governo.

Segundo a PF, as negociações envolviam a Medida Provisória 460, de 2009, que tratava de crédito-prêmio do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), além do aumento da linha de crédito da Odebrecht no Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para um país africano, além de interferência em licitação da Petrobras para a aquisição de 21 navios-sonda para exploração da camada pré-sal.

De acordo com a Polícia Federal, “o nome ‘Omertá’ dado à investigação policial é uma referência à origem italiana do codinome que a construtora usava para fazer referência ao principal investigado da fase (‘italiano’), bem como ao voto de silêncio que imperava no Grupo Odebrecht que, ao ser quebrado por integrantes do ‘setor de operações estruturadas’ permitiu o aprofundamento das investigações. Além disso, remete à postura atual do comando da empresa, que se mostra relutante em assumir e descrever os crimes praticados”.

Edição: Graça Adjuto

Fonte: Polícia Federal prende ex-ministro Antonio Palocci na 35ª fase da Lava Jato

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Teori decide fatiar delação de Sérgio Machado na Lava Jato

A partir da decisão de Zavascki (foto: José Cruz/Agência Brasil), o procurador-geral também deverá avaliar como será apresentada ao Supremo a investigação contra mais 20 políticos

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki decidiu nesta sexta, 23, fatiar a delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado. Com a decisão, caberá ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, decidir se novas investigações serão abertas em separado, a partir das declarações de Machado. Os termos do acordo foram homologados em junho.

As novas frentes da primeira fase da investigação, se solicitadas por Janot e autorizadas pelo ministro, deverão tratar sobre o suposto “acordão” para barrar as investigações da Lava Jato, uma doação de R$ 40 milhões do Grupo JBS para o PMDB, um suposto repasse ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) de recursos para viabilizar a candidatura dele à presidência da Câmara dos Deputados em 1998 e o suposto pedido do presidente Michel Temer de ajuda de recursos para a campanha do ex-candidato à prefeitura de São Paulo, Gabriel Chalita.

A partir da decisão de Zavascki, o procurador-geral também deverá avaliar como será apresentada ao Supremo a investigação contra mais 20 políticos citados pelo ex-diretor acusados de receber propina.

Na mesma decisão, o ministro decidiu que somente citados que tem foro privilegiado, como os deputados e senadores, vão responder às acusações na Corte. Os demais serão enviados para julgamento pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Lava Jato na primeira instância da Justiça Federal em Curitiba.

Fonte: Teori decide fatiar delação de Sérgio Machado na Lava Jato

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