Entre aspas: Abandono – um dos tristes legados da gestão Leandro Carvalho a frente da Cultura de MT

><>Em matéria assinada pela jornalista Cíntia Borges, o MidiaNews revela, sem citar, uma das faces da ex-gestão Leandro Carvalho à frente da SEC. A do descaso pela cultura mato-grossense.

Abre aspas:

Marco de Cuiabá, Residência dos Governadores está abandonada

Erguido na década de 40, imóvel está sujo, com pintura desgastada e sem perspectiva de reabertura

Foto: Alair Ribeiro/MídiaNews

A Residência dos Governadores, que fica no Centro de Cuiabá

CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

Um dos ícones arquitetônicos da História de Mato Grosso, a Residência dos Governadores, no Centro de Cuiabá, vem sofrendo com o descaso por parte do Poder Público.

O imóvel, de responsabilidade da Secretaria de Estado de Cultura desde 2014, apresenta desgastes por conta do tempo e da falta de manutenção.

Em visita aos arredores da casa, que fica na Rua Barão de Melgaço, o MidiaNews constatou um cenário de abandono. Um outdoor – que fica no quintal – está há mais de um mês no chão, provavelmente derrubado devido a uma das chuvas de dezembro.

As janelas, feitas de madeira, já demostram sinais de descuido: partes quebradas e pintura desgastada. Em um dos cômodos do segundo andar, é possível ver que o lado de uma das janelas veio abaixo. Quem entra no local se depara ainda com galhos secos espalhados pelo chão, demonstrando que falta, também, serviço de limpeza.

A casa está fechada desde o outubro de 2017. Em agosto do mesmo ano, a Secretaria de Estado de Cultura havia lançado um novo edital para a gestão do Museu Histórico de Mato Grosso e Residência dos Governadores, que funcionava no local.

Entretanto, a MT Fomento, atual Desenvolve MT, contestou a medida e interrompeu o processo licitatório, que desde então está paralisado.

Leia Mais: MidiaNews

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Kleber Lima em seu primeiro contato com artistas e produtores culturais promete abrir as portas da SEC

Eduardo Mahon, que promoveu o encontro, com o cineasta Rodrigo Piovezan

Por João Bosquo | A primeira impressão é a que fica. A revisão, mais tarde, pode até mudar alguns pontos de vista, mas não todos, vamos combinar assim. O primeiro encontro do futuro secretário de Estado de Cultura, Kleber Lima, com parte da comunidade cultural, intelectual, pensante e discursiva em suas mais diferentes áreas – artes, audiovisual, literatura, enfim, e poética – regado com muita água e coca-cola, tendo como pano de fundo um jantar de apresentação no apê do escritor, acadêmico e polemista Eduardo Mahon, na noite desta quarta-feira, 27, foi a melhor possível. A promessa assumida pelo futuro secretário de abrir as portas, de fato, da Secretaria de Cultura e dialogar diretamente com os produtores culturais, artistas, poetas enquanto pessoas foi recebida com entusiasmo.

Explico esse entusiasmo. O legado do atual secretário, Leandro Carvalho, foi sem dúvida a criação do arcabouço legal. O denominado CPF, propalado em todas as falas e manifestações públicas do secretário. Ou seja, a aprovação dos projetos de lei do Conselho Estadual de Cultura, Plano Estadual de Cultura e Fundo Estadual de Política Cultural do Estado de Mato Grosso, além do Sistema Estadual de Cultura de Mato Grosso. Mesmo esse arcabouço encontra ainda hoje eventuais críticos. Salvou-se a pele dos gestores e muitos – e bota muito nisso – artistas ficaram a ver navios, principalmente por conta do agravamento da economia. Mas isso, parece, são águas que passarão.

Esse sentimento de alienação da gestão com relação aos verdadeiros anseios das diversas áreas de atividade cultural pode ser sentido no emocionado depoimento da poetisa, acadêmica e artista – como assim se qualifica, a escritora Luciene Carvalho. Ela questionou a mecânica imposta, na qual o intermediário – o gestor cultural – passou ser mais importante que o realizador, o artista.

Atentos a fala do futuro secretário de Cultura

Alguns presentes, claro, manifestaram surpresa com a indicação dele para a SEC. Kleber Lima reconheceu que em sua trajetória profissional e pública nunca atuou na área cultural. Sempre foi do jornalismo e marketing político, mas que estava disposto a ouvir e dialogar e já prometeu para o próximo dia 11, o dia seguinte à sua nomeação, na SEC, um café da manhã para ouvir e iniciar essa trajetória de diálogo em prol da cultura mato-grossense.

O anfitrião Eduardo Mahon comemorou a mudança na SEC. Segundo ele, o futuro secretário de Cultura é uma pessoa articulada e entende que o artista precisa ser empresário dele mesmo prescindindo de intermediário, mas para tal deve ter uma mão ajudando na construção dos projetos.

“Acredito que a formação política de Kleber Lima entende, compreende e é sensível para minoração da importância e do lucro dos intermediários da cultura. Acredito que não tem tempo para se fazer uma grande mudança conceitual, mas me parece que ela já entendeu que quem deve ser apoiado são os artistas. O conselho de Cultura, com a entrada de Kleber, vai se resignificar”, acredita Mahon. Ele também avaliou como positivo o encontro desejando sorte.

Maria Hercilia Panosso, professora de dança, manifestou por meio da rede social a “louvável” promoção do encontro por parte de Mahon. “Uma ação louvável, uma recepção extremamente bem cuidada, harmoniosa e principalmente: o respeito e a atenção aos artistas”.

O artista e teatrólogo Carlos Roberto Ferreira, o nosso eterno Carlinhos, também pela rede social, elogia a iniciativa de Mahon e deseja ao futuro secretário “muita coragem, paciência, pulso político, ousadia e sensibilidade cultural”.

Luciene Carvalho, Aclyse Mattos, Ivens Scaff, Cristina Campos, em registro self

Kleber Lima assume a pasta de Cultura, segundo ele mesmo anunciou, no dia 10 de janeiro. Esse prazo ele pediu ao governador Pedro Taques para fechar algumas pendências na GCom. Do jantar participaram nomes como Ruth Albernaz, Zilda Barradas, Ivens Scaff, Bruno Bini, Carlina Rabello Leite, Paulo Traven, Rai Reis, Alberto Beto Machado, Enock Cavalcanti, Cristina Campos, Rodrigo Piovezan, Ivens Scaff, Raul Lazaro, Kelson Panosso e Carla Rocha. A proposta do novo secretário é ampliar a audiência de forma a abranger todas as áreas de Cultura, cada vez mais ativas, em nosso Estado.

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Leandro Carvalho se despede do cargo de secretário de Cultura de Mato Grosso. E agora, José Pedro Taques???

https://www.facebook.com/carvalholeandro10/posts/2025583890994707

Despeço-me do cargo de Secretário de Estado de Cultura de Mato Grosso, posição que ocupei nos últimos três anos com muito orgulho, agradecendo ao Governador Pedro Taques pela oportunidade e confiança em mim depositada.

Aceitei o convite do Governador para assumir este grande desafio movido pela certeza de que é possível construirmos um Estado melhor trabalhando com seriedade e lisura.

Quando o Governador me fez o convite propunha (e continua propondo) uma profunda e corajosa transformação com a qual eu não poderia deixar de colaborar. Sabíamos que o desafio seria grande, mas jamais poderíamos imaginar o que nos aguardava. Atravessamos a pior e mais dura crise econômica de todos os tempos. Crise política, ética e moral. Impeachment. Lutamos o bom combate e enfrentamos as dificuldades com dignidade e altivez. Foi um grande aprendizado.

A SEC é hoje uma nova instituição, completamente reformulada, com um novo modelo de gestão e legislação. Recebemos apoio incondicional do Governador para levar este trabalho adiante, e também para ousar, arriscar e sonhar.

Conseguimos reverter a fusão da Cultura com o Esporte e Lazer e nos dedicamos a construir políticas de Estado e não de governo de turno.

Esta mudança começou em janeiro de 2015, com a reconstrução da instituição, nova sede (em abril), novo modelo de gestão, nova legislação (CPF da Cultura), recomposição dos quadros e valorização dos servidores de carreira.

Seguimos com programas e projetos finalísticos, implementados com impessoalidade e transparência, focando na interiorização e democratização do acesso, com destaque para o Vem pra Arena, MT Escola de Teatro, Programa de Desenvolvimento da Economia Criativa, Circula MT, Prêmio Mato Grosso de Literatura, Prêmio Territórios e Tradições, Mapas MT, Circuito de Festivais de Teatro, Festival Mato-Grossense de Quadrilhas e outros investimentos sólidos em Cultura Popular e Tradicional, especialmente dos povos indígenas que representam uma extraordinária riqueza cultural.

Firmamos importantes parcerias para a realização de grandes exposições como a Bienal de São Paulo e Santos Dumont, reabertura do Cine Teatro, inauguramos novos equipamentos culturais, criamos o Programa de Desenvolvimento do Audiovisual, iniciamos a implantação do Sistema Estadual de Museus, ampliamos e fortalecemos o Sistema Estadual de Bibliotecas, reformamos o Palácio da Instrução e modernizamos a Biblioteca Estevão de Mendonça, criamos uma nova rede de Pontos de Cultura, e tantas outras ações que trouxeram amplo reconhecimento nacional e internacional.

Para 2018, estão em fase de contratação as associações parceiras que irão gerir os museus a partir de novos parâmetros de funcionamento e ampliação dos investimentos, e também o lançamento das licitações para as reformas da antiga faculdade de direito para receber a Biblioteca Estevão de Mendonça, e do Grande Hotel, para se tornar o Centro de Referência da Economia Criativa, este último já com contrato assinado para apoio financeiro do BNDES.

Agradeço aos colegas secretários, os atuais e os que passaram pelo posto, pelo apoio no trabalho da Secretaria.

Agradeço a todos os servidores da SEC, minha aguerrida equipe de trabalho, pelo comprometimento, e por não medirem esforços no cumprimento dos nossos objetivos.

Por fim, agradeço imensamente meus pais, minha esposa Lúcia e meu filho Heitor pelo apoio e compreensão pelas longas e frequentes ausências, sem os quais não teria sido possível vencer esse desafio.

A partir de agora, irei me dedicar ao Chevening / Clore Leadership Programme no Reino Unido, com foco nas Indústrias Criativas. Tive o privilégio de ser selecionado para um dos mais importantes e competitivos programas de formação de lideranças do mundo, financiado pelo Foreign and Commonwealth Office (FCO) do Reino Unido e Clore Duffield Foundation. Foram mais de 65 mil pessoas concorrentes, de 140 países, para menos de 2% de selecionados.

Também continuarei me dedicando à Direção Artística da Orquestra do Estado de Mato Grosso, especialmente na construção da Temporada 2018 e no lançamento do disco “Terra de Sonhos” com Renato Teixeira, dentre outros projetos artísticos.

Despeço-me com a certeza de dever cumprido e com a convicção renovada que podemos transformar o Brasil em um país mais justo e desenvolvido.

#gratidao #missaocumprida #iamchevening #chevening

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Eduardo Mahon não concorda com as mudanças “ilegais” para escolha de vice-presidente do Conselho Estadual de Cultura e renuncia ao cargo de conselheiro

Registro fotográfico da posse dos novos conselheiros em julho deste ano, no Cine Teatro Cuiabá

Por João Bosquo | O escritor, poeta, membro da Academia Mato-grossense de Letras, jurista e polemista Eduardo Mahon renunciou ao posto de membro do Conselho Estadual de Cultura (CEC) para o qual foi eleito no último pleito.

A carta de renúncia foi encaminhada por meio eletrônico ao presidente do conselho, secretário de Estado de Cultura Leandro Carvalho.

Na correspondência Eduardo Mahon acusa o presidente Leandro Carvalho de resistir em eleger conforme determina o regimento do CEC o vice-presidente do órgão.

“Frente ao reiterado descumprimento do art. 4º da Lei 10.378/2016 e do Parágrafo 2º do art. 4º do atual Regimento Interno (Resolução 30/2013) que ainda regula as relações do Conselho Estadual de Cultura, na recalcitrância em eleger o vice-presidente da entidade e, agora, com a inovação ilegal de quórum especial e a consulta virtual, o que não está de forma alguma previsto no já citado dispositivo, requeiro o meu desligamento imediato, com a respectiva publicação”, escreveu Mahon.

O agora ex-conselheiro acusa ainda na correspondência o secretário de ter encaminhado a proposta orçamentaria da pasta sem ouvir o CEC, nem mesmo ter debatido sobre as estratégias de aplicação financeira. Segundo Mahon, “o modelo proposto aos membros é, no mínimo, inconstitucional, porquanto fere o art. 250 da Constituição do Estado de Mato Grosso, transformando um colegiado deliberativo de políticas públicas em meramente homologador das ações executivas”.

Ao pedir sua exclusão o poeta ainda usa da ironia que lhe é peculiar ao justificar a sua saída lembrando que o secretário Leandro Carvalho também é maestro da Orquestra Mato Grosso, volta e meia contratada pela SEC para eventos culturais. “Certo de que sou uma voz que desafina dessa orquestra e do respectivo regente, agradeço a atenção de todos, subscrevendo-me atenciosamente aos ex-colegas”, escreveu Eduardo Mahon.

Leia a carta de Eduardo Mahon e a correspondência que deu causa a renúncia

CARO SR. PRESIDENTE DO CONSELHO SECRETÁRIO ESTADUAL DE CULTURA

Frente ao reiterado descumprimento do art. 4º da Lei 10.378/2016 e do Parágrafo 2º do art. 4º do atual Regimento Interno (Resolução 30/2013) que ainda regula as relações do Conselho Estadual de Cultura, na recalcitrância em eleger o vice-presidente da entidade e, agora, com a inovação ilegal de quórum especial e a consulta virtual, o que não está de forma alguma previsto no já citado dispositivo, requeiro o meu desligamento imediato, com a respectiva publicação.

Bom que se anote a infringência expressa ao art. 5º da Lei 10.378/2016, onde se garante ao Conselheiro pleno exercício do mandato, custeando diárias e passagens para que, presencialmente, faça-se representar e ao segmento de onde é originário, tornando óbvia a necessidade de presença para a eleição expressamente regulada no Regimento vigente que se vê descumprido, desde a primeira reunião deste Conselho Estadual.

O vice-presidente – pelo menos neste biênio de mandato – deverá ser eleito pela maioria simples dos conselheiros presentes, sejam eles representantes da sociedade civil ou indicados. O regimento atual não faz distinção. Trata-se de um inominável descaso com a legislação vigente, regendo-se o Conselho ao arrepio da previsibilidade, burocratizando o processo com fichas de inscrição não previstas na história do Conselho e, infelizmente, encobrindo as verdadeiras discussões sobre políticas públicas, prestação de contas e análise de projetos que urgem serem travadas. Até o momento, não foi analisado um único plano, projeto ou conta, nem tampouco a conveniência de contratos unilaterais de gestão, onde o Conselho não foi sequer consultado.

Ademais, causa-me espanto o envio da proposta orçamentária para a Pasta da Cultura para a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, sem qualquer consulta prévia do Conselho Estadual de Cultura, nem tampouco a discussão acerca das estratégias de aplicação financeira com os Srs. Conselheiros. O modelo proposto aos membros é, no mínimo, inconstitucional, porquanto fere o art. 250 da Constituição do Estado de Mato Grosso, transformando um colegiado deliberativo de políticas públicas em meramente homologador das ações executivas.

O Conselho não é uma vantagem, prebenda ou privilégio e sim um grave ônus que deveria ser sublinhado com o respeito institucional que o cargo demanda. Trata-se de uma visão de alguém sem interesse qualquer, sobremodo comercial na verba pública desta Secretaria. Basta comprovar no sistema Fiplan para saber quais são os interesses que perpassam na postura de um Conselho deliberativo ou meramente homologador. Requeiro a exclusão do meu nome da lista de e-mail’s e dos comunicados vindouros. Certo de que sou uma voz que desafina dessa orquestra e do respectivo regente, agradeço a atenção de todos, subscrevendo-me atenciosamente aos ex-colegas.

EDUARDO MAHON

Abaixo a correspondência eletrônica que deu causa à renuncia de Eduardo Mahon

ELEIÇÃO DO VICE-PRESIDENTE DO CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA
Ilustres Conselheiros(as):
Consoante deliberação em sessão extraordinária realizada nesta data, encaminho:
A – As condições fixadas acerca da realização da Eleição do Vice-presidente do Conselho Estadual de Cultura;
B – Os vídeos de apresentação dos candidatos a vice-presidente do Conselho.
“SESSÃO PLENÁRIA – 1ª REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA 2017
ELEIÇÃO DO VICE PRESIDENTE DO CONSELHO
VOTAÇÃO DE PROPOSTAS ACERCA DO REGIMENTO INTERNO DO CEC/MT
PROPOSTA 1 – TODO O PLENO É VOTANTE PARA ELEIÇÃO DO VICE-PRESIDENTE DO CONSELHO:
A FAVOR: 14 (QUATORZE) VOTOS
PROPOSTA 2 – APENAS OS CONSELHEIROS REPRESENTANTES DA SOCIEDADE CIVIL SÃO VOTANTES PARA ELEIÇÃO DO VICE PRESIDENTE DO CONSELHO:
A FAVOR: 4 (QUATRO) VOTOS
NENHUMA ABSTENÇÃO.
PROPOSTA 3 – SERÁ ADMITIDA A PARTICIPAÇÃO DA VOTAÇÃO DE FORMA REMOTA, POR EMAIL, OFICIO, RESTRITA ESSA OPÇAO APENAS AOS TITULARES:
A FAVOR: 11 (ONZE) VOTOS
PROPOSTA 4 – SERÁ ADMITIDA A PARTICIÇÃO DA VOTAÇÃO PARA VICE-PRESIDENTE DO CONSELHO APENAS OS PRESENTES NA SESSÃO:
A FAVOR: 7 (SETE) VOTOS
PROPOSTA 5 – O QUORUM DA SESSÃO DE ELEIÇÃO DO VICE-PRESIDENTE SERÁ DE DOIS TERÇOS DOS CONSELHEIROS VOTANTES (TITULARES OU SUPLENTES NA AUSÊNCIA DO TITULAR): 15 (QUINZE)
PROPOSTA 6 – O QUORUM DA SESSÃO DE ELEIÇÃO DO VICE-PRESIDENTE SERÁ DA MAIORIA SIMPLES DO CONSELHO: 01 (UM)
ABSTENÇÃO: 02 (DUAS) VOTOS
PROPOSTA 7 – O CRITÉRIO DE DESEMPATE DA VOTAÇÃO PARA VICE PRESIDENTE SERÁ PRIMEIRO POR ASSIDUIDADE, E CASO NECESSÁRIO EM SEGUNDO CRITÉRIO DE IDADE:
APROVADA POR UNANIMIDADE
REGRAS PARA A VOTAÇÃO:
1 – Conselheiro se declara como candidato;
2- O Candidato terá 03 (três) Minutos para explanar sobre seu currículo;
3 – Votação aberta;
a) Os Conselheiros presentes que quiserem manifestar seu voto poderão fazê-lo. E os que quiserem enviar por e-mail, poderão fazê-lo no prazo de cinco dias. (11 votos a favor)
b) Os votos não poderão em hipótese alguma ser retificados, sendo considerado valida a primeira manifestação.
4 – Após as candidaturas, será aberto o prazo de 24 horas para inicio das votações que serão exclusivamente por email, após o encaminhamento pela Secretária Executiva das propostas de candidatura.
5 – A votação permanecerá aberta por 05 (cinco) dias corridos, a contar das 20h00min do dia 20/12/2017 as 20h00min do dia 24/12/2017, para enviar a votação por e-mail do Conselho de Cultura com cópia para todos os membros titulares e suplentes;
6 – Poderão votar por e-mail apenas os Conselheiros Titulares, desde que o suplente não tenha votado presencialmente;
7 – O resultado da votação será divulgado no dia 25/12/2017, por e-mail.”

Leia também: Conselho Estadual de Cultura, ufa, enfim dá posse aos novos membros

 

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Governo Pedro Taques quita pendências do Circula MT nas áreas de música e teatro depois de Leandro Carvalho ser detonado nas redes sociais

Circula MT

O programa Circula MT vai levar mais de 300 ações culturais a mais de 50 municípios de Mato Grosso – Foto por: Dayanne Santana

Da Assessoria | O governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), quitou as pendências do edital Circula MT das áreas de Música e Teatro. Os recursos foram repassados nesta quinta-feira (09), totalizando R$ 1,2 milhão de investimento.

Em outubro a SEC-MT já havia repassado recursos aos quatro primeiros projetos do Circula Música, seguindo ordem alfabética conforme o nome dos proponentes. Com o repasse desta quinta-feira, foram contemplados, em sua totalidade, os 15 proponentes do Circula Música e os seis do Circula Teatro.

Cada proponente recebeu R$ 60 mil. Os recursos liberados pela Secretaria Estado de Fazenda (Sefaz) foram utilizados integralmente na quitação destes contratos.

A quitação dos contratos dos demais segmentos do Circula – Circo, Artes Visuais, Dança – e do Prêmio Territórios, acontecerão de acordo com a liberação de recursos financeiros pela Sefaz.

O programa Circula MT vai levar mais de 300 ações culturais a mais de 50 municípios de Mato Grosso, gerando trabalho e renda para artistas mato-grossenses, e descentralizando o acesso a espetáculos e exposições.

Fonte: SEC-MT quita pendências do Circula MT nas áreas de música e teatro – Notícias – SEC

><>A quitação, é bom que se diga, aconteceu depois da veiculação de uma matéria assinada por Lázaro Thor Borges, do site O Livre (leia clicando aqui) e depois de repercutir negativamente nas redes sociais.

O escritor Eduardo Mahon postou o link em sua time line e os comentários foram os mais diversos, principalmente questionando o fato do secretário de Cultura, Leandro Carvalho, ser o maestro da Orquestra Mato Grosso, que por esses milagres da gestão pública, recebeu todos os repasses sem atraso.

Uma das críticas mais ácidas é a artista e galerista Capucine Picicaroli que no post do escritor Eduardo Mahon escreveu um comentário detonando a gestão do Leandro Carvalho, também na seu perfil no facebook reforçou suas críticas. Abre aspas: 

Capucine Picicaroli

20 hCuiabá

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Uma festa modesta no Paiaguás, mas real, para premiação dos escritores do 2º MT literatura

Foto: Chico Valdiner / GCom

Por João Bosquo | A festa de entrega do II Prêmio MT Literatura no palácio Paiaguás – um arranjo de última hora – foi bem mais modesta que o esperado. O público – por diminuto que seria – foi menor ainda por conta de não se combinar com São Pedro que decidiu liberar uma pancada de chuva que caiu na região e, com certeza, ajudou a afugentar o público mais ainda.

A alegria dos vencedores, é claro, superou tudo isso. A alegria, principalmente, por poder tornar público os trabalhos em livro e fazer o árduo trabalho de atrair leitores. Atrair leitores, vamos combinar, não é o mesmo que vender livros.

Dos dez vencedores do II Prêmio MT Literatura, somados aos dez do prêmio passado, poucos, pouquíssimos são figuras carimbadas. Da eleição anterior lembro aqui do nome de Marilza Ribeiro e nesta os de Cristina Campos e Luiz Renato de Souza Pinto. Os demais todos são novos valores, alguns com potencial incrível, entre as quais a jovem poética de Helena Werneck.

O governador Pedro Taques imitando Pedro Taques – ou fazendo remake de outras aparições, na área cultural – como sempre não deixou de provocar o cerimonial (ou aquilo que estava combinado): ao ser chamado para falar, ordenou que a ordem fosse inversa e o secretario de cultura, Leandro Carvalho, abriu a falação prometendo ser breve, mas não escapou de fazer um resumão de toda as atividades da pasta, na qual o prêmios está inserido. Lembrando que o Prêmio Mato Grosso de Literatura integra as políticas públicas implementadas pela SEC-MT na área da literatura, previstas no Plano Estadual de Cultura, que inclui o Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca de Mato Grosso (PELLLB-MT).

As metas do PELLLB-MT, por sua vez, objetivam a democratização do acesso ao livro; fomento e valorização da leitura, literatura e bibliotecas; formação de mediadores para o incentivo à leitura; valorização institucional do livro, leitura, literatura e bibliotecas; desenvolvimento da economia do livro como estímulo à produção intelectual e ao desenvolvimento da economia estadual; fomento à cadeia criativa e produtiva do livro; acesso aos bens culturais e desenvolvimento intelectual e promoção da cidadania no Estado.

O governador Pedro Taques após a explanação do secretário Leandro Carvalho, fez uma enquete, tipo “quem sabia dessas ações desenvolvidas pela SEC, que levantasse o braço” e ficou surpreso, digamos, com o resultado. Muita gente levantou os braços. Mas, vamos combinar, o maior veículo de comunicação estado não colabora para com essa efetiva divulgação, com reportagens mais completas sobre ações noutras áreas que não apenas o denuncismo pelo denuncismo.

Voltemos ao prêmio. O governador até ia bem quando disse que a “cultura é a forma de viver de cada um. Nós conhecemos o mundo por meio de determinados autores. O mais importante desse prêmio é poder revelar aqueles que sabem contar o que somos, o que queremos e o que desejamos. Cultura não tem fronteiras, quero que o mundo conheça a nossa literatura, que não é de Mato Grosso e sim, universal”, para, no final, pisar na bola ao dizer que nenhum governo antes tinha feito um prêmio como este.

Ora, ora é o típico pensamento de quem acha que chegou em Cuiabá junto com Miguel Sutil e Pascoal Moreira Cabral ou que começou o governo da província junto com Rolim de Moura, só pode ser.

Olha que o governador é mato-grossense de quatro costados. Assim de cabeça, lembro que nos anos 80, no governo de Carlos Bezerra, a Fundação Cultural de Mato Grosso, então sob o comando de Sebastião Carlos Gomes de Carvalho (que nesta terça toma posse como novo presidente da Academia Mato-grossense de Letras) editou cinco ou seis livros entre os quais o primeiro livro de poemas de Ricardo Guilherme Dicke, que já tinha faturado o prêmio Walmap, com de “Deus de Caim”, o prêmio Remington de Literatura com “Caeira”, mas não tinha nenhum livro de poemas publicados. Assim também aconteceu com Ronaldo de Castro, Dom Pedro Casaldálica, que teve então o seu primeiro livro em território mato-grossense, Silva Freire e o próprio Sebastião Carlos.

Nesses mesmos anos, mais precisamente em 1988, a prefeitura de Cuiabá, na gestão de Dante de Oliveira, por meio da Casa da Cultura, patrocinou a edição do livro “Último Horizonte”, de Ricardo Guilherme Dicke… Ah!, a prefeitura de Wilson Santos ameaçou a fazer um concurso, mas, na reta final, cancelou o evento sob a singela desculpa de não haver trabalhos qualificados.

Voltemos mais uma vez ao prêmio. A cerimônia contou com a presença dos escritores premiados no certame que, na ocasião, lançaram e autografaram as obras selecionadas.

No final, por derradeiro, o governador convidou os premiados para um almoço, que pelo site da SEC ficamos sabendo, com registro de fotos, que o mesmo aconteceu.

Foram ao todo 89 inscrições e dez obras literárias contempladas com R$ 30 mil cada, totalizando R$ 300 mil em investimentos. Os trabalhos são inéditos e contemplam as seguintes categorias: duas obras em poesia, quatro obras em prosa, duas obras na categoria revelação e duas obras na categoria infanto-juvenil, uma novidade nessa segunda edição.

Para o escritor Victor Angels, vencedor na categoria infanto-juvenil com a obra “Mundo dos sonhos, o ferreiro e a cartola”, ter sido contemplado com a primeira história escrita para crianças foi uma grata surpresa e um incentivo a se manter no gênero literário. O autor, que se inspirou na própria infância, já possui um romance para jovens adultos lançado em Portugal.

Luiz Renato Souza Pinto, vencedor na categoria poesia com a obra Gênero, Número, Graal, foi o porta voz dos premiados e disse que antes fazia desfeita dos livros premiados e agora vê com orgulho o selo na capa do seu livro. Ele incentivou ainda os escritores a participar da próxima edição do prêmio. “As pessoas precisam acreditar, se inscrever, participar. Me sinto orgulhoso de ter recebido esse prêmio e pretendo estar presente na próxima edição, seja como participante ou para prestigiar os vencedores”, ressaltou.

Além dos citados, as obras vencedoras foram “Entraves”, poesia, de Divanize Carbonieri; na categoria prosa: “Os mesmos”, de Teodorico Campos de Almeida Filho; “O assassinato na Casa Barão”, de Marcelo Leite Ferraz; “Contos do Corte”, de Afonso Henrique Rodrigues Alves; “As intermitências da água”, de Fernando Gil Paiva Martins. Na categoria infanto-juvenil: “Papo cabeça de criança travessa”, de Cristina Campos. E na categoria revelação, além “NU”, de Helena Werneck, foi premiada a obra “Tikare, alma de gato”, de Alexandre Marcos Rolim de Moraes.

Em tempo: em conversa com nosso editor, Enock Cavalcanti, o governador Pedro Taques registrou que já tem dois livros publicamos, mas que não pretende, nunca, disputar uma vaga na Academia Mato-grossense de Letras.

LEIA TAMBÉM: SEC corre contra o tempo e marca para a próxima quarta-feira, 25, a entrega dos prêmios aos contemplados do MT Literatura

Minuta do edital do Prêmio MT de Literatura já está disponível para contribuição da sociedade; o prazo termina dia 30

 

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Conselho Estadual de Cultura, ufa, enfim dá posse aos novos membros

Conselheiros e gestores inauguram nova fase do Conselho Estadual de Cultura

Governador Pedro Taques prestigiou a posse do Conselho Estadual de Cultura, no Cine Teatro Cuiabá
Da Assessoria | O Conselho Estadual de Cultura e a Comissão de Intergestores Bipartite já estão em plena atividade. Na posse realizada nesta quarta-feira (26.07), os novos conselheiros eleitos por agentes da cadeia produtiva da cultura e os membros da comissão formada por gestores dos municípios e representantes da Secretaria de Estado de Cultura (SEC) assinaram o Termo de Posse. Estiveram presentes o secretário de Estado de Cultura, Leandro Carvalho, e o governador de Mato Grosso, Pedro Taques.

Já nomeados, conselheiros que representam várias regiões do estado e os membros da comissão reuniram-se no Cine Teatro Cuiabá (CTC), para se conhecerem e definirem as primeiras estratégias de atuação.

Durante a posse, o governador Pedro Taques cumprimentou os conselheiros eleitos e ressaltou a importância do Conselho. “É um instrumento da democracia participativa. O Estado fala, mas precisa ouvir a base. Desde que convidei o secretário Leandro Carvalho, a nossa ideia era a interiorização, afinal, Mato Grosso é formado por 141 municípios e eles precisam ser atendidos”, destacou.

“A integração das pessoas jurídicas com capacidade política ao Sistema Estadual da Cultura impulsiona a concretização do CPF, marco legal que apresentamos à Assembleia Legislativa e que foi aprovado. É uma honra que Mato Grosso seja um dos sete estados da Federação a ter o CPF consolidado com a posse dos conselheiros. Parabenizo os eleitos e ressalto que este conselho não tem dono, não pertence ao governador, não pertence ao secretário, pertence à sociedade”.

O secretário Leandro Carvalho avaliou este momento como decisivo para a cultura mato-grossense. “Estamos construindo um novo capítulo, com a participação mais expressiva da sociedade. Nova lei, nova metodologia, trabalhando pela implantação do sistema, com conselho integrado ao Plano Estadual e Fundo, aliada às instâncias de articulação, como conferências estaduais e a Comissão de Intergestores Bipartite”.

De acordo com o secretário, o resultado é melhor distribuição de recursos, igualitária e mais equilibrada entre a região metropolitana e interior, alcançando todas as regiões de Mato Grosso. “Estas reuniões são extremamente valiosas para que a gente construa nosso sistema, para que tiremos do papel o marco legal do CPF da Cultura que lutamos tanto para consolidar. Estamos com uma posição muito privilegiada, entre os sete estados da Federação na implantação dos CPFs municipais. Já são 74 municípios em fase de implantação de sistema. Municípios que têm o próprio conselho, Fundo municipal e, cada vez mais, os planos. Isso consolida o sistema estadual integrado ao sistema federal, mas com uma articulação e vitalidade regional consolidadas”, arrematou.

Leandro Carvalho destacou, ainda, o caráter altruísta dos candidatos e dos eleitos. “Eles possuem um espírito público e vontade de contribuir para o bem público, de trazer a voz de cada região, do segmento, de promover um diálogo bastante aberto, de compartilhar a mensagem e o aprendizado, levando como bagagem de volta a seus municípios. Sempre falando em nome do coletivo, do segmento, da impessoalidade”.

O artista e produtor cultural, Vanderlei César Guello, eleito para representar o Território Cultural Juruena, diz que os agentes do interior têm buscado sempre aumentar a representatividade local nas construções de políticas culturais. “A nova estrutura tem sido muito celebrada. Muitos gestores, produtores e artistas culturais não se sentiam representados, a representação dos territórios culturais é um avanço. Dá voz ao interior, ao estado num todo. A eleição democrática e transparente também é um ponto importante de se ressaltar, já que muitos foram atraídos por esta perspectiva. Impulsionou uma leva de artistas e gestores que vão contribuir com sua experiência diferenciada”.

A secretária-executiva do Conselho, Palloma Torquato, reforçou o caráter de legitimidade do processo eleitoral. “Para garantir o alcance a todas as regiões, apostamos na plataforma Mapas, que possibilitou o engajamento da cadeia produtiva que abrange todos os municípios e, por isso, a participação do interior foi ampliada. Hoje, temos o conselho com uma composição legítima, que representa a cadeia produtiva e os territórios culturais. As demandas dos municípios certamente chegarão com mais velocidade à Secretaria de Estado de Cultura”, finalizou.

Fonte: Conselheiros e gestores inauguram nova fase do Conselho Estadual de Cultura – Notícias – SEC

><>O novo conselho, se depender do escritor, acadêmico e polemista Eduardo Mahon não dará vida fácil ao atual secretário de Cultura, Leandro Carvalho.

Mahon, dono de um dos mais conceituados escritórios de advocacia de Mato Grosso, já enviou e-mail à secretaria executiva do CEC questionando certas propostas de reforma do regimento interno do conselho.

Algumas propostas, conforme a correspondência trocada entre a Secretaria Executiva e Mahon, foram colocadas em check, como por exemplo a “alteração da Lei nº 10.378, de 1º de Março de 2016 (Dispões sobre o Conselho Estadual de Cultura), para:
a) Alterar o Art. 13 constar quanto a regulamentação do Conselho Estadual de Cultura por Regimento Interno, aprovado por Resolução do próprio Conselho Estadual de Cultura; b) Alterar o artigo 3º, § 2º, para acrescentar a Economia Criativa dentre às representações setoriais da sociedade civil no Conselho Estadual de Cultura de Mato Grosso”.  Mahon apenas lembra que quem altera uma lei é, nada mais, nada menos, a Assembléia Legislativa de Mato Grosso, goste ou não de seus deputados.

Tem outras questões e esperamos voltar ao assunto em breve.

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Conselheiros e gestores inauguram nova fase do Conselho Estadual de Cultura

Governador Pedro Taques prestigiou a posse do Conselho Estadual de Cultura, no Cine Teatro Cuiabá – Foto por: Mayke Toscano/Gcom-MT

Da Assessoria | O Conselho Estadual de Cultura e a Comissão de Intergestores Bipartite já estão em plena atividade. Na posse realizada nesta quarta-feira (26.07), os novos conselheiros eleitos por agentes da cadeia produtiva da cultura e os membros da comissão formada por gestores dos municípios e representantes da Secretaria de Estado de Cultura (SEC) assinaram o Termo de Posse. Estiveram presentes o secretário de Estado de Cultura, Leandro Carvalho, e o governador de Mato Grosso, Pedro Taques.

Já nomeados, conselheiros que representam várias regiões do estado e os membros da comissão reuniram-se no Cine Teatro Cuiabá (CTC), para se conhecerem e definirem as primeiras estratégias de atuação.

Durante a posse, o governador Pedro Taques cumprimentou os conselheiros eleitos e ressaltou a importância do Conselho. “É um instrumento da democracia participativa. O Estado fala, mas precisa ouvir a base. Desde que convidei o secretário Leandro Carvalho, a nossa ideia era a interiorização, afinal, Mato Grosso é formado por 141 municípios e eles precisam ser atendidos”, destacou.

“A integração das pessoas jurídicas com capacidade política ao Sistema Estadual da Cultura impulsiona a concretização do CPF, marco legal que apresentamos à Assembleia Legislativa e que foi aprovado. É uma honra que Mato Grosso seja um dos sete estados da Federação a ter o CPF consolidado com a posse dos conselheiros. Parabenizo os eleitos e ressalto que este conselho não tem dono, não pertence ao governador, não pertence ao secretário, pertence à sociedade”.

O secretário Leandro Carvalho avaliou este momento como decisivo para a cultura mato-grossense. “Estamos construindo um novo capítulo, com a participação mais expressiva da sociedade. Nova lei, nova metodologia, trabalhando pela implantação do sistema, com conselho integrado ao Plano Estadual e Fundo, aliada às instâncias de articulação, como conferências estaduais e a Comissão de Intergestores Bipartite”.

De acordo com o secretário, o resultado é melhor distribuição de recursos, igualitária e mais equilibrada entre a região metropolitana e interior, alcançando todas as regiões de Mato Grosso. “Estas reuniões são extremamente valiosas para que a gente construa nosso sistema, para que tiremos do papel o marco legal do CPF da Cultura que lutamos tanto para consolidar. Estamos com uma posição muito privilegiada, entre os sete estados da Federação na implantação dos CPFs municipais. Já são 74 municípios em fase de implantação de sistema. Municípios que têm o próprio conselho, Fundo municipal e, cada vez mais, os planos. Isso consolida o sistema estadual integrado ao sistema federal, mas com uma articulação e vitalidade regional consolidadas”, arrematou.

Leandro Carvalho destacou, ainda, o caráter altruísta dos candidatos e dos eleitos. “Eles possuem um espírito público e vontade de contribuir para o bem público, de trazer a voz de cada região, do segmento, de promover um diálogo bastante aberto, de compartilhar a mensagem e o aprendizado, levando como bagagem de volta a seus municípios. Sempre falando em nome do coletivo, do segmento, da impessoalidade”.

O artista e produtor cultural, Vanderlei César Guello, eleito para representar o Território Cultural Juruena, diz que os agentes do interior têm buscado sempre aumentar a representatividade local nas construções de políticas culturais. “A nova estrutura tem sido muito celebrada. Muitos gestores, produtores e artistas culturais não se sentiam representados, a representação dos territórios culturais é um avanço. Dá voz ao interior, ao estado num todo. A eleição democrática e transparente também é um ponto importante de se ressaltar, já que muitos foram atraídos por esta perspectiva. Impulsionou uma leva de artistas e gestores que vão contribuir com sua experiência diferenciada”.

A secretária-executiva do Conselho, Palloma Torquato, reforçou o caráter de legitimidade do processo eleitoral. “Para garantir o alcance a todas as regiões, apostamos na plataforma Mapas, que possibilitou o engajamento da cadeia produtiva que abrange todos os municípios e, por isso, a participação do interior foi ampliada. Hoje, temos o conselho com uma composição legítima, que representa a cadeia produtiva e os territórios culturais. As demandas dos municípios certamente chegarão com mais velocidade à Secretaria de Estado de Cultura”, finalizou.

Fonte: Conselheiros e gestores inauguram nova fase do Conselho Estadual de Cultura – Notícias – SEC

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Entre aspas: Site RepórterMT revela que secretário de Cultura pagou R$ 4,8 milhões para orquestra da qual é o principal regente

Secretário de Cultura Leandro Carvalho é um dos fundadores da Orquestra de Mato Grosso Foto: RepórterMT

><>Matéria assinada pelo jornalista Rafael de Sousa, do Repórter MT, revela que  o Secretário de Cultura, Leandro Carvalho, liberou pagamento de serviços prestados pela Orquestra Mato Grosso, da qual é fundador e o principal regente.

Segundo a reportagem, foram liberados nos últimos dois anos perto de R$ 5 milhões por conta de um contrato assinado ainda no governo Blairo Maggi e renovado pelo atual governo. Até aí, nada de mais. Acontece que o regente, diretor artístico da referida orquestra é nada mais, nada menos que o atual secretário de Cultura.

A SEC emitiu uma nota contestando as informações da reportagem, de que os pagamentos à Orquestra MT passaram por cima do decreto do governo do Estado, o de número 02, suspendeu todos os pagamentos, e – a principal – de que continuaria comandando administrativamente a entidade.

Só uma observação. Na nota a SEC diz que “a Orquestra do Estado de Mato Grosso foi criada em 2005 e desde então integra a política pública cultural de Mato Grosso”, por então, quando de suas exibições, pelo menos da última no Cine Teatro Cuiabá – como notou Meu Peixe – as fotos são proibidas. Nos espetáculos (teatro e concertos) os organizadores geralmente pedem que não se usem o flash pois podem desconcentrar o artista, mas nesse os espectadores foram orientados a não fazer nenhuma foto, mesmo sem flash.

Penúltima observação, nos próximos dias 25, em Jaciara, 26 e 27 em Cuiabá, acontece o espetáculo “Chora o Cavaco de Cazes”, com participação de Henrique Cazes, e regência de Leandro Carvalho.

Última observação: o que deixa o meio cultural intrigado é que com o discurso de contenção, falta de recursos, o que valha, projetos de terceiros os pagamentos demoram a serem liberados, mas os da orquestra, em dia…

Abre aspas: 

Secretário pagou R$ 4,8 milhões para orquestra privada que dirige

O secretário Leandro Carvalho também contrariou decreto do governador e pagou, mesmo estando proibido, R$ 412 mil para a associação que administra a Orquestra de MT.

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO

Dados do Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças do Estado (Fiplan) mostram que o secretário de Cultura do Estado (Sec), Leandro Carvalho desrespeitou um decreto de contenção de gastos do governador Pedro Taques (PSDB) e repassou R$ 412 mil à Orquestra de Mato Grosso, criada como associação civil com sede no Centro de Cuiabá.

Apenas sob a regência do secretário Leandro Carvalho, nos últimos dois anos e meio, os valores repassados à empresa que administra a orquestra já ultrapassam o montante de R$ 4,8 milhões.

O Fiplan aponta que no ano de 2015, o secretário Leandro Carvalho – que no site aparece como diretor artístico da orquestra – repassou R$ 2, 6 milhões em sete parcelas a empresa. Inclusive, em 20 de fevereiro daquele ano, período que vigorava o decreto, autorizou o pagamento de R$ 412 mil à empresa. Parte desses valores referentes à gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), que estava sob suspeita e motivou a auditoria do novo Governo. Veja o decreto aqui.

À época, o governador comentou que os secretários de Estado só deveriam manter o pagamento dos serviços considerados essenciais das áreas de Segurança Pública,

O secretário de Cultura, Leandro Carvalho, é citado no site da orquestra como “um dos fundadores da Orquestra do Estado de Mato Grosso e seu atual diretor artístico e regente principal”

Educação e Saúde.

“Nós precisamos fechar a chave do cofre durante 90 dias para sabermos quanto temos e o que pode ser gasto”, disse Taques.

Ao , a assessoria de imprensa da SEC informou que os pagamentos foram realizados dentro de um cronograma e faz parte do contrato anual na ordem de R$ 1,6 milhão firmando entre Governo e a orquestra desde 2007, sem que houvesse qualquer reajuste.

Em relação ao pagamento feito no período em que o governador suspendeu todos os pagamentos para a realização de auditoria nos contratos e convênios de todas as secretarias, no entanto, a Cultura garantiu que só efetuou pagamentos emergenciais e a orquestra foi um deles.

Em notam a orquestra afirmou que desde que atua como secretário de Cultura, Leandro Carvalho não faz parte do quadro da direção e justificou que os valores pagos pelo Estado não tinham repasse impedido pelo decreto em questão.

A Pasta destacou que a Orquestra de Mato Grosso atua há mais de 10 anos no Estado. E por ter compromissos com temporadas pré-definidas e eventos programados foi necessário realizar o repasse para que eventos não fossem cancelados. Além disso, explica que “a orquestra leva o nome de Mato Grosso para todo o Brasil e o exterior”.

Somente no primeiro semestre deste ano, a Secretaria de Cultura destinou R$ 660 mil à orquestra.

Desde 2007, o Governo do Estado já repassou pouco mais de R$ 15 milhões à Orquestra de Mato Grosso, a parceira começou na gestão do ex-governador Blairo Maggi, atual ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento.

Leia mais: clique aqui

Fecha aspas.

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“Diálogos da Cultura” tem como foco assuntos relacionados ao livro, leitura, literatura e bibliotecas

Plano Estadual do Livro e Leitura

Por Leandro Carvalho* | SEC-MT

Com o objetivo de implantar uma política de Estado que assegure o acesso ao livro, a leitura, e a formação de leitores, lançamos para consulta pública a minuta que instituirá o Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (PELLLB), e o documento base com os parâmetros e metas a serem implementados nos próximos anos.

O PELLLB é uma iniciativa da Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso (SEC), por meio da Coordenação do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas e Gerência do Livro e Leitura. O objetivo é somar esforços às diferentes iniciativas de instituições privadas e da sociedade civil já desenvolvidas para democratizar o acesso ao livro, fomentar e valorizar a leitura, incentivar e difundir a produção literária mato-grossense e dinamizar a cadeia produtiva do livro.

Entendemos que para que os resultados sejam cada vez mais positivos e para garantir a continuidade dessas ações, é necessário que as mesmas estejam institucionalizadas, reunidas e organizadas. Assim, a SEC apresenta uma proposta inicial construída a partir de diversos eixos, como (I) democratização e ampliação do acesso, (II) fomento à leitura e à formação, (III) valorização institucional da leitura e incremento de seu valor simbólico, (IV) desenvolvimento da economia do livro e (V) literatura.

O marco inicial ocorre nesta semana, de 05 a 07 de julho, no auditório da Escola Estadual Presidente Médici, em Cuiabá, no contexto do I Fórum Estadual de Bibliotecas Públicas, quando a SEC realizará mais uma edição da série “Diálogos da Cultura”, com foco em assuntos relacionados ao livro, leitura, literatura e bibliotecas, e apresentará, na ocasião, a minuta e o documento base. Teremos a participação especial de Cristian Brayner, diretor nacional do Ministério da Cultura do segmento, para compartilhar conosco o caminho percorrido por outros Estados da federação que já implementaram seus planos e também para falar sobre a Política Nacional do Livro (Lei nº 10.753/2003) e o Plano Nacional do Livro e Leitura (Decreto nº 7.559/2011).

Um dos resultados desse processo será a criação de uma lei que garanta metas, objetivos e orçamento para o segmento do livro e leitura em nosso estado. Para atingir este objetivo, passaremos por várias etapas que incluem a sensibilização da sociedade sobre a importância da criação do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, por meio de encontros em diversas regiões de Mato Grosso.

O PELLLB integrará o Plano Estadual da Cultura (Lei 10.363/2016), abarcando as três dimensões da política cultural contida no conjunto de leis sancionadas pelo governador Pedro Taques, em 2016, que chamamos de “CPF da Cultura”.

Como fio condutor do desenvolvimento dessas ações, temos a dimensão econômica, por meio do livro, cabendo ao Estado fomentar a economia da cultura como um sistema de produção materializado em cadeias produtivas, incluídas as fases finais de distribuição e consumo; a dimensão cidadã, por meio da leitura, cabendo ao Estado assegurar o pleno exercício dos direitos culturais a todos os cidadãos, promovendo o acesso universal à cultura por meio do estímulo à criação artística, da democratização das condições de produção, da oferta de formação, da expansão dos meios de difusão, da ampliação das possibilidades de fruição e da livre circulação de valores culturais; e a dimensão simbólica, por meio da literatura, cabendo ao Estado promover e proteger as infinitas possibilidades de criação expressas em modos de vida, crenças, valores, práticas, rituais e identidades.

Movidos pelo desejo de transformação de Mato Grosso, mesmo diante das adversidades e das limitações financeiras que se impõem, seguiremos trabalhando para assegurar os direitos de cidadania, que incluem a escolha entre diferentes fontes de informação, muitas vezes dificultadas pela padronização dos gostos e do consumo.

Acreditamos que a imaginação criadora desenvolvida pela leitura, no autor e no leitor, será fundamental também para o desenvolvimento de Mato Grosso e do Brasil.

*Leandro Carvalho é maestro da Orquestra do Estado de Mato Grosso e secretário de Estado de Cultura

 

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MT Cultura é arte, dança, música e preservação

Cerimônia de assinatura de contratos do MT Cultura, no Paiaguás Foto: Mayke Toscano/GCom-MT

A cerimônia de assinatura dos contratos de liberação de recursos para os projetos aprovados pelos editais de cultura do Circula MT, Prêmio Tradições e Prêmio Territórios foi quase uma festa. Faltaram apenas os salgadinhos do Buffet Leila Maluf para tal. Houve música da melhor qualidade, dança de catira e muitos registros, selfies e muita gente alegre com a premiação, afinal serão mais de R$ 2 milhões investidos nas mais diversas manifestações culturais deste nosso Estado de Mato Grosso. A solenidade aconteceu na noite de terça-feira, 11, no Palácio Paiaguás, Salão Nobre Cloves Vettorato, com as presenças do governador Pedro Taques e o secretário de Cultura, Leandro Carvalho – e uma legião de culturetes, não tantos quanto eu esperava.

O secretário Leandro Carvalho, é bom que se diga, quando começa a falar e diz que vai ser breve e no meio do discurso enfatiza que vai ser brevíssimo, não se assuste e sempre assim, até que a plateia se acostume com suas intermináveis prestações de conta, que, com o passar do tempo, só crescem pois as ações só aumentam. Desta leva serão mais 540 ações, por meio de 51 projetos, que atenderão mais de 85 mil pessoas de diversas regiões e lugares de difícil acesso a ações culturais, como assentamentos, centros socioeducativos, aldeias e quilombos, no mais profundo coração de Mato Grosso. Continue Reading

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Cerimônia nesta terça-feira, 11, marca assinatura de contratos dos editais da Cultura

Ao todo 51 projetos alcançarão as populações de 56 municípios de Mato Grosso. Cerca de 400 profissionais desenvolvem mais de 540 ações

Foto: Protásio de Morais/Divulgação

Da Assessoria | Ao menos 85 mil mato-grossenses de diversas regiões e até lugares com limitado acesso a ações culturais, como assentamentos, centros socioeducativos, aldeias e quilombos, serão impactados por 51 projetos aprovados nos editais da Secretaria de Estado de Cultura – Circula MT, Prêmio Tradições e Prêmio Territórios, que já estão na segunda edição.

De acordo com levantamento da equipe da Sec-MT, que realizou estudo baseado em informações dos projetos inscritos, as populações de 56 municípios serão beneficiadas com a circulação de espetáculos, shows, exposições e ações educativas, além de iniciativas que visem preservar manifestações da cultura popular e tradicional, bem como com a oferta de atividades artísticas em pontos estratégicos do mapa. Serão desenvolvidas mais de 540 ações. Continue Reading

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Artistas e produtores culturais cobram 3 vagas na comissão eleitoral durante a reunião com o governador Pedro Taques sobre o Conselho Estadual de Cultura

Os fazedores de cultura e arte de Mato Grosso foram recebidos na manhã desta quarta-feira, 25, pelo governador José Pedro Taques em seu gabinete no Palácio Paiaguás. A reunião teve como pauta principal distender as relações entre alguns segmentos e o titular da pasta que andava bastante desgastadas.

O ápice desse desgaste foi a publicação da convocação para participar da elaboração do regimento interno para a eleição da escolha dos membros do Conselho Estadual de Cultura (o “C” do CPF da Cultura), no último dia 5 e com prazo de encerramento no último dia 20. O encontro, no entanto, serviu também para discutir melhorias e sugestões que tragam avanços para as políticas públicas culturais. Entre as pautas, além do CEC, os editais de incentivo cultural e cobrança de descentralização das ações do setor.

Pedro Taques, Leandro Carvalho, Kleber Lima e produtores culturais

O coletivo da cultura se mobilizou por meio das redes sociais manifestando o descontentamento com a exiguidade do tempo, menos de 15 dias praticamente, enquanto o próprio processo de colaboração on-line do sistema criado pelo governo do Estado não garante que sua contribuição fora lida ou não, sem falar que o Estado se exime de qualquer falha no sistema.

A renovação do Conselho Estadual de Cultural foi a parte mais delicada da conversa com o governador, quando – ufa! – houve o reconhecimento de falha por parte da secretaria na formatação do comitê eleitoral. Sim, os prazos para editais também foram bastante criticados. Continue Reading

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Governador Pedro Taques e artistas debatem a formação do novo Conselho Estadual de Cultura

Reativação do Conselho de Cultura é uma prioridade a ser discutida com o setor

A reunião aconteceu no gabinete do governador Foto: GCom/MT

Por Lorena Bruschi/Da Assessoria – Artistas e profissionais da cultura da Capital mato-grossense estiveram, na manhã de quarta-feira (25.01), reunidos com o governador de Mato Grosso, Pedro Taques, e com o secretário de Estado de Cultura, Leandro Carvalho, para discutir melhorias e sugestões que tragam avanços para as políticas públicas culturais. Entre as pautas, editais de incentivo cultural, o Conselho de Cultura, e ações de descentralização das ações do setor.

O governador reafirmou o compromisso de manter o diálogo com a classe artística, e que a importância dessa reunião vai além de uma troca de informações. “A Secretaria de Cultura (SEC-MT) está de portas abertas para ouvir os segmentos culturais, e a intenção é que o setor seja parceiro para aprimorar as ações da pasta nas diversas áreas, como o audiovisual, artes plásticas, literatura, música, dança e teatro”.

“Foi um momento muito importante, caracteriza o perfil do nosso trabalho, baseado no dialogo, na troca. Queremos que, daqui pra frente, momentos como este se repitam com bastante frequência. Temos uma gestão com realizações contundentes, mas temos ciência de que precisamos avançar”, explicou o secretário de Estado de Cultura, Leandro Carvalho. Continue Reading

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Pedro Taques promove encontro em busca de uma distensão entre a classe artística-cultural e o secretário Leandro Carvalho

O governador José Pedro Taques, acompanhado do secretário de Cultura, maestro Leandro Carvalho, recebe na manhã de hoje, no Palácio Paiaguás, um grupo de artistas, produtores e agentes culturais e prestadores de serviços que irão apresentar, entre outros pontos da pauta, proposta de mudança do regimento Interno Eleitoral para eleição dos membros representantes da sociedade civil de diferentes expressões e territórios culturais e seus respectivos suplentes para o  Conselho Estadual de Cultura – CEC.

Por conta dos prazos regimentais, a proposta já protocolada junto a Comissão Eleitoral – que é questionada pelos produtores culturais. (Leia aqui)

O encontro, bom frisar, é uma tentativa do governador de distensionar a relação de parte da classe artística e a secretaria de Cultura, ou seja com o secretário de Cultura.

Última observação: na noite de ontem, terça, 24, aconteceu uma reunião do coletivo cultural para elencar os pontos relevantes para o encontro de hoje com o governador.

Abaixo as propostas de mudanças estão em negrito.

A Comissão Provisória de Elaboração do Regimento Interno Eleitoral do Conselho Estadual de Cultura de Mato Grosso, instituída pelo Governador do Estado de Mato Grosso, no uso de suas atribuições, nos termos do Art. 10 da Lei no 10.378/2016, estabelece os critérios a serem observados durante o processo de eleição dos membros titulares e suplentes, oriundos da sociedade civil como representantes dos segmentos e territórios culturais, para o período de 2017 a 2020.

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À Beira de um ataques de nervos, por Eduardo Mahon

À BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS (E.M)Qualquer governo precisa de apoio popular. Além do voto, um governo se sustenta…

Publicado por Eduardo Mahon em Sexta, 20 de janeiro de 2017

À BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS (E.M)

Qualquer governo precisa de apoio popular. Além do voto, um governo se sustenta com base em vários segmentos: agronegócio, indústria, comércio, cultura, esporte, sindicatos e, claro, o suporte político que representa diretamente o eleitor. O governo Pedro Taques, mais do que qualquer outro, precisa de apoio. Isso, por algumas razões evidentes: não se trata de político tradicional com staff previamente montado, não conta com ramificação político-partidária em todo o Estado, sucedeu um governo desacreditado pelos escândalos que ultimaram prisões, bloqueios de bens e outras medidas inéditas contra ex-gestores, enfrenta a maior crise financeira de Mato Grosso, demandando enorme paciência dos servidores públicos. Ocorre que, para haver transformação verdadeira, um enorme esforço de consenso, de diálogo e, sobretudo, de humildade deve ser realizado. Continue Reading

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Artistas, agentes culturais, produtores e agitadores detonam o método de escolha para o Conselho Estadual de Cultura

O pedido encaminhado ao governador Pedro Taques aponta falhas na nomeação da comissão provisória para eleição dos novos conselheiros

Artistas, produtores e agentes culturais pedem ao governa- dor Pedro Taques que cancele o processo eleitoral para escolha da nova formação do Conselho Estadual de Cultura. A cultura, o segmento, a área, a cadeia produtiva da cultura, enfim, a classe cultural não anda – vamos dizer assim – muito satisfeita com a política cultural implementada pelo atual secretário Leandro Carvalho. Os conceitos, sim, são maravilhosos; mas o fazer, o dia-a-dia, o meio de campo é que vêm tirando os gestores, produtores, agentes culturais, prestadores de serviço e abnegados do sério. Todos parecem à beira de um ataque de nervos.

Foto: Amilton Martins

A enésima gota que transbordou desta vez foi o lançamento, ou abertura de prazo no último dia 5 e que vai até amanhã, sexta, 20, para que as pessoas “interessadas em colaborar com a elaboração do Regimento Eleitoral para a escolha do novo Conselho Estadual de Cultura” – o “C” do propalado CPF da cultura de Mato Grosso, que se sabe agora está capenga. Rememorando: do atual CEC, dos sete eleitos na gestão passada, sobraram apenas três, depois que a Polícia Civil desarticulou um esquema de fraude, por meio da operação Alexandria. Dois foram exonerados ainda na época do governador Silval Barbosa.

Foto: Amilton Martins

Por conta dessa abertura de prazo, que se esgota nesta sexta, para apresentação de sugestões por meio ‘on-line’, é que diversos representantes de variados setores da cadeia produtiva da cultura de Mato Grosso, radicados em Cuiabá, se reuniram emergencialmente no início da noite desta terça feira, na Arto Galeria – Arte & Café, na rua Dom Bosco, não na calada mas no início da noite, com o sol de verão morrendo no alto da avenida, para pedir diretamente ao governador Pedro Taques que anule, cancele ou torne sem efeito o atual processo eleitoral do Conselho Estadual de Cultura, para que haja de fato a participação da categoria. Continue Reading

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DC Ilustrado: Resultado do MT Literatura só no dia 3 de fevereiro

A Secretaria de Estado de Cultura (SEC), comandada pelo maestro Leandro Carvalho, por meio de sua assessoria, no último dia 11 – portanto, estamos atrasados – publicou um comunicado avisando que “o prazo para a avaliação técnica das obras inscritas no 2º Prêmio Mato Grosso de Literatura foi alterado para o dia 30 de janeiro, conforme Portaria 001/2017 publicada hoje [11/01/2017] no Diário Oficial do Estado”.

Segundo o mesmo comunicado, “a mudança se deve ao expressivo número de inscrições habilitadas, 78 no total, e atende a uma solicitação do conjunto de pareceristas. O resultado final da avaliação será divulgado no dia 3 de fevereiro”. Pareceristas, na linguagem atual, são escritores-leitores, que se especializaram em dar parecer avaliando ‘se uma obra ou merece ou não ser publicada’.

Nenhum, vamos combinar, chega a ser um editor do porte de Maxwell Evarts Perkins, retratado na cinebiografia “Mestre dos Gênios”, editor britânico interpretado por Colin Firth e que apostou em nomes como Ernest Hemingway e F. Scott Fitzgerald. O filme relata a edição de dois livros de Thomas Wolfe (Jude Law), mostrando que o editor pode ser um importante elemento para a realização de uma grande obra… Bora deixar claro, o parecerista não edita apenas opina se a obra vale ou não vale a pena ser editada. Continue Reading

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Academia Mato-grossense de Letras comemora em sessão solene 95 anos de fundação

por João Bosquo e Enock Cavalcanti

Um seleto público, seletíssimo para não dizer diminuto, prestigiou a sessão comemorativa aos 95 anos de criação da Academia Mato-grossense de Letras, na noite desta segunda-feira, 5. A festa rolou no centenário Palácio da Instrução (1913), justamente o local onde ocorreu há 95 anos a reunião de criação do Centro Mato-grossense de Letras, comandada pelo então governador, bispo Dom Francisco Aquino Correa e presidente da honra da instituição. A presidenta da Academia Mato-grossense, Marília Beatriz de Figueiredo Leite, comandou o evento deste ano, conforme o protocolo (embora ela não seja dada a seguir o protocolo) e no meio do discurso discurso de abertura da solenidade, o atual governador Pedro Taques, para não quebrar a regra, mais uma vez chegou atrasado, acompanhado do secretário de Cultura Leandro Carvalho.

A acadêmica Marília Beatriz, sempre eloquente com sua memória prodigiosa, ao saudar cada membro da AML presente destacava um detalhe significativo seja no campo pessoal ou profissional, assim como os amigos e familiares presentes. A mesa de honra secretariada pela jornalista e acadêmica Sueli Batista, foi composta por Fernando Tadeu, representando a reitoria da UFMT, Fábio Capilé, do Instituto dos Advogados, João Carlos Vicente Ferreira, presidente do Instituto Histórico e Geografico de MT e Nilza Queiroz Freire.

Marília Beatriz destacou em sua fala inicial (ela falou muitas vezes) que a Academia Mato-grossense de Letras “está a serviço da nossa literatura, essa literatura que é feita no dia por ilustres confrades e confreiras, mas também por aqueles não membros, mas que estão na labuta da criação literária”, e voltando-se para o govenador Pedro Taques (que acabara de sentar) disse:- “Pedimos aos governantes que espalhem as vozes de nossos escritores pelo Cerrado”. Continue Reading

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O desabafo de Yasmin Nadaf, uma intelectual humilhada

Entrega de Mérito Legislativo Gervásio Leite vira palco que a doutora em Literatura Yasmin Nadaf expresse sua revolta contra abuso de poder da Polícia Civil

Enock Cavalcanti

Resultado de imagem para yasmin nadafDeveria ter sido uma sessão solene de entrega de homenagens a personalidades, como tantas outras que acontecem nos parlamentos brasileiros, pelos anos a fora. A entrega do Título Honorífico do Mérito Legislativo “Gervásio Leite”, concedido pela Câmara de Vereadores de Cuiabá a personalidades cuiabanas, na quarta-feira, em solenidade presidida pelo vereador Maurélio Ribeiro (PSDB), transformou-se, todavia, em palco para o desabafo da professora, doutora em Literatura e acadêmica da Academia Mato-grossense de Letras Yasmin Nadaf – uma cuiabana de quatro costados – contra o constrangimento a que foi submetida em setembro de 2015. Nesse dia de triste memória para a professora Yasmin, ela foi conduzida coercitivamente por agentes da Policia Civil para prestar depoimentos relativos à chamada Operação Sodoma, que investiga possíveis desvio de recursos da administração do ex-governador Silval Barbosa e tinha o irmão de Yasmin, o empresário Pedro Nadaf, como seu secretário chefe da Casa Civil. Continue Reading

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Reunião sobre a mostra “Liberdade: Mostra de Cinema Negro” não põe fim à polêmica; aliás, incendeia o debate, e evento é adiado pela SEC

Por Amanda Nery

O secretário Leandro Carvalho não esteve presente na reunião e foi representado pela secretária adjunta Regiane Berchieli. Segundo a SEC, ele está viajando a serviço. Aguardamos novo convite para uma reunião onde o secretário esteja presente.

Amanda Nery - Foto: Facebook

Amanda Nery – Foto: Facebook

Foi realizada ontem no Palácio da Instrução uma reunião convocada pela Secretaria Estadual de Cultura de Mato Grosso a respeito dos questionamentos levantados nas redes sociais sobre a Mostra de Cinema Negro, evento promovido pela SEC com um pequeno número de convidados negros e mesas de debates com convidados brancos intituladas de “DEU BRANCO”. Apesar da justificativa dada por João Manteufel – responsável pela curadoria dos filmes e dono da empresa licitada para fazer a cobertura do evento – esse nome não foi apenas uma brincadeira que não foi entendida. Será que se agentes culturais negros tivessem sido chamados para sugerir a programação esse nome infeliz teria sequer chegado a ser cogitado? Além do nome, gostaria de apontar o extremo mau gosto do vídeo de divulgação publicado na página da Donamaria Produções. Isso é reflexo de um completo despreparo para o diálogo com as minorias. Foi uma reunião tensa que pensamos ter acabado bem mas acabou com uma demonstração ainda maior de ignorância, intolerância e racismo de João Manteufel que descreverei mais adiante.

Estiveram presentes representantes de movimentos sociais, agentes culturais, povos de religiões de matrizes africanas que tiveram a chance de expor toda sua insatisfação com o descaso (falta de politicas publicas) com que a cultura negra vem sendo tratada de forma geral e não apenas nesse evento. Não aceitamos que um servidor negro, o único negro representando a Secretaria naquele espaço, seja responsabilizado por tudo. Os presentes na reunião pediram que o evento não seja cancelado, queremos que ele seja reformulado com a presença de profissionais negros para que ele realmente seja uma via de empoderamento do povo negro e sua cultura.

O secretário Leandro Carvalho não esteve presente na reunião e foi representado pela secretária adjunta Regiane Berchieli. Segundo a SEC, ele está viajando a serviço. Aguardamos novo convite para uma reunião onde o secretário esteja presente.

Parece óbvio, mas ainda assim tivemos que apontar que a maior problemática da Mostra de Cinema Negro foi que ela não foi organizada por negros. Depois de muita discussão começamos a sugerir nomes e obras que nos contemplavam e a inclusão de eixos temáticos como a produção independente, a representação feminina entre muitos outros. Entrou-se então em um consenso com os presentes de que seria criada uma nova programação, com uma construção coletiva de através de um grupo de trabalho criado pela SEC com a participação aberta para que essa possa haver uma real representatividade.

Agora eu gostaria de relatar algo muito grave que aconteceu após a reunião. Quase todas as pessoas haviam ido embora e algumas poucas ainda estavam presentes para reunir tudo que foi anotado como sugestão para a programação. Nesse momento, João Manteufel disse de modo grosseiro e autoritário ao André Eduardo de Andrade que aquela programação teria que ser finalizada até o meio dia de amanhã, um completo absurdo! Os ânimos se exaltaram e o João colocou o dedo na cara do André e levantou o tom de voz. Nesse momento, eu me coloquei fisicamente entre os dois e gritei, berrei, urrei que não admitia que NINGUÉM humilhasse com um negro na minha frente. Ele então colocou o dedo na minha cara, me intimidou dando tapinhas na própria cara e me desafiando pra eu bater. Escrevendo isso agora a cena me parece ainda mais patética. Continuou gritando e avançando cada vez mais perto até outras pessoas intervirem. Um segurança chegou a ser chamado. Acho que a última vez que senti minhas mãos tremerem foi há quatro anos durante o velório de minha mãe. Mas não recuei. Porque eu não vou mais admitir isso. Nenhum de nós vamos.

Quero repetir aqui a mesma coisa que repeti à professora Adriana Rangel quando ela, depois de presenciar a cena, me perguntou como eu poderia chamá-lo de racista se não sabia quem ele era nem conhecia sua obra: O que importa quantos filmes ele tem no currículo? O que importa sua obra? NINGUÉM tem passe livre pra ser racista. E eu vou repetir: racista. Que palavra mais usar para descrever uma pessoa que tem a cara de pau de me telefonar e justificar a ausência de negros na programação porque não encontrou obras de cineastas negros em MT e que Dia da Consciência Negra nem deveria existir? Que é tão ignorante a ponto de se referir a um homem negro como “negão” em uma reunião para discutir racismo? Que quando confrontado com seus erros começa a listar todos os negros com quem já trabalhou e tem amizade, as negras com que se relacionou? Doeu ver esse homem ser “defendido” por uma professora do mesmo curso onde aprendi a importância da empatia, do respeito à identidade e do espaço do outro. E antes que questionem a veracidade dos fatos quero deixar claro que a cena foi presenciada por dois servidores da SEC (representantes da assessoria de imprensa e audiovisual), o cineasta Wuldson Marcelo, as produtoras Juliana Segóvia e Nerieli Dantas e meu sócio Victor Felipe Peres. Eu quero saber onde estava essa braveza quando a sala estava cheia de gente.

É um racismo tão escancarado e grotesco que muitas pessoas se assustaram mas isso não é uma fatalidade, é uma tragédia anunciada. Se não há espaço para diálogo das pautas da negritude dentro da Cultura nós continuaremos dando espaço para essas e outras violências! Dessa vez o racismo foi escancarado mas quantas vezes temos as portas fechadas para nós cotidianamente? Eu não tenho formação na área, MBA, doutorado, trabalho premiado nem contatinhos. Trabalho há apenas dois anos como produtora cultural em Cuiabá e nunca expressei publicamente a críticas a essa gestão mas eu nunca vou me esquecer que na primeira vez que questionei algo tive que passar por tudo isso… fui acusada de ser desequilibrada, querer “derrubar” o secretário, de praticar “racismo reverso”, de estar exagerando, de fazer parte de partido político X ou Y. Tudo isso porque eu ousei perguntar: “Mas por que tão poucos negros?”.

*Amanda Lúcia Nery é coordenadora do Movimento Rota

Fonte: REPASSES DA REUNIÃO SOBRE A “LIBERDADE: MOSTRA… – Amanda Lúcia Nery

LEIA A NOTA DA SEC

Mostra de Cinema Negro será prorrogada para nova data

Assessoria | SEC-MT 

A Secretaria de Estado de Cultura comunica que o evento “LIBERDADE: MOSTRA DE CINEMA NEGRO”, que seria realizado no período de 15 a 19/11/2016, será prorrogado para uma nova data, em razão da reorganização de sua programação proposta pelo movimento negro e agentes do setor do audiovisual em reunião aberta no dia 11/11. Informamos que a SEC continuará trabalhando de forma integrada com os segmentos envolvidos para a finalização da nova programação.

 

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Jornal Circuito MT: Verba de R$ 15 milhões de orquestra destoa na Cultura

Por: Sandra Carvalho e Valquíria Castil

De 2007 a 2016, nos governos de Blairo Maggi, Sival Barbosa e Pedro Taques, recebeu em torno de R$15 milhões. A orquestra, que é gerida pelo atual secretário de Estado de Cultura, Leandro Carvalho, também recebeu cerca de R$3 milhões do Ministério da Cultura em 2015 para cumprir seu Plano Anual de Atividades. O volume de recursos aportados à orquestra destoa nos valores pífios distribuídos a outros setores da cultura mato-grossense.

Fonte: Verba de R$ 15 milhões de orquestra destoa na Cultura | Jornal Circuito MT

><>As jornalistas Sandra Carvalho e Valquíria Castil assinam uma reportagem sobre os bastidores da Orquestra de Mato Grosso, que nos últimos nove anos recebeu R$ 15 milhões, uma média de R$ 1,666 milhao por ano, ou algo como R$ 138 mil/mês.

O grande questionamento que se faz é que a Orquestra de Mato Grosso não tem um corpo permanente como a Orquestra da UFMT. Um leitor, nos comentários, diz que a maioria dos músicos são contrados de outros estados. Esse ponto não é abordado pela matéria do Circuito Mato Grosso, mas a reportagem não deixa de ser relevante.

Como informa as jornalistas, o titular da Secretaria de Estado de Cultura (SEC) é o maestro Leandro Carvalho, regente/dono da Orquestra de Mato Grosso. A OMT é que recebe o maior volume dos parcos recursos destinados à cultura. Comparado aos R$ 1,6 milhão/ano os valores dos outros projetos são irrisórios, como define a matéria. (João Bosquo)

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MT Literatura não será suspenso, diz SEC por meio de nota

Presidente da Comissão de Concurso assina nota respondendo aos questionamentos da Editora Tanta Tinta

A Secretaria de Estado de Cultura, sob a batuta de Leandro Carvalho, não vai suspender, corrigir ou fazer qualquer recall no segundo Edital MT Literatura publicado no último dia 30 de setembro, que foi motivo de questionamentos por parte da Editora Tanta Tinta, uma das mais ativas do mercado editorial mato-grossense, e que apontou uma série de falhas do documento.

Na final do período vespertino desta quinta-feira, 6 de outubro, a SEC tornou público uma nota de esclarecimento contestando todos os pontos colocados em xeque pela Editora, em ofício protocolado no último dia 3. A nota foi assinada Palloma Torquato da Silva, Presidente da Comissão de Concursos 2016 – SEC/MT.

Segundo a nota, depois de “acurada análise das justificativas apresentadas no referido documento, não verificamos razão suficiente para que o processo administrativo do Edital nº 005/2016 seja suspenso, nem tampouco sofra retificações”.

Palloma Torquato, na nota, diz ainda que “a data de assinatura não compromete a validade e eficácia do edital, visto que o mesmo foi publicado em 30 de setembro, gerando efeitos a partir da data de publicação, não na data de assinatura”.

Quanto a questão da justaposição de estilos, no entender da SEC fica a critério de escolha do proponente. Ressalta ainda que a inscrição deve ser feitas pela plataforma ‘mapas.cultura.mt.gov.br’, com o interessado baixando os formulários, preenchendo e enviando-os, na forma prevista no Item 3 do Edital. Segundo a presidente da comissão de Concursos 2016 – SEC/MT os anexos estão disponíveis no documento “2º Prêmio Mato Grosso de Literatura – Anexos”, no site oficial da Secretaria de Estado de Cultura e na plataforma de inscrições.

Eis a íntegra da nota divulgada pela SEC:

Aportou nesta Secretaria de Estado de Cultura – SEC/MT, documento pela Editora Tanta Tinta Ltda, apontando supostas falhas na publicação do Edital nº 005/2016, do Prêmio Mato Grosso de Literatura e ao final requereu a suspensão do processo administrativo para ulterior retificação.

Após acurada análise das justificativas apresentadas no referido documento, não verificamos razão suficiente para que o processo administrativo do Edital nº 005/2016 seja suspenso, nem tampouco sofra retificações, por que:

1 – A data de assinatura não compromete a validade e eficácia do edital, visto que o mesmo foi publicado em 30 de setembro, gerando efeitos a partir da data de publicação, não na data de assinatura.

2 – No que diz respeito à justaposição de estilos, a Secretaria esclarece que fica a critério do proponente avaliar as condições de concorrência da obra a ser inscrita, podendo optar pelas categorias prosa ou infantojuvenil. Tomando como exemplo, quando se trata da categoria revelação, o proponente, se achar conveniente, pode escolher entre prosa, infanto-juvenil e poesia.

3 – As informações contidas no site oficial da Secretaria são a título de divulgação. As inscrições deverão ser feitas via plataforma “mapas.cultura.mt.gov.br”, onde o proponente deverá baixar os formulários, preencher e envia-los, na forma prevista no Item 3 do Edital.

4 – O Anexo XIV está disponível no documento “2º Prêmio Mato Grosso de Literatura – Anexos”, no site oficial da Secretaria de Estado de Cultura e na plataforma de inscrições.

5 – Conforme consta no subitem 4.2, alínea “m”, a assinatura dos formulários enviados na inscrição online, está condicionada à seleção do projeto literário e deverão ser entregues devidamente assinados por ocasião da contratação, no prazo fixado no Item 10.1 do Edital.

6 – A contrapartida está prevista no Item 6 do edital, sendo que o subitem 6.5 estabelece que as propostas de contrapartida devem ser apresentadas no ato da inscrição por meio do formulário constante no Anexo XIII.

Vale ressaltar, o Anexo 13 trata-se do meio pelo qual o proponente descreverá sua proposta de contrapartida.

A proposta da contrapartida não se confunde com a prestação de contas da contrapartida. São fases distintas.

O objetivo da contrapartida é que leitores e escritores compartilhem e disseminem experiências a seu modo, a partir de sua vivência literária.

Permanecemos à disposição para eventuais esclarecimentos que se fizerem necessários.

Atenciosamente,

Palloma E. Torquato da Silva, Presidente da Comissão de Concursos 2016 – SEC/MT.

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A segunda edição do Edital MT Literatura apresenta erros, contradições e, por isso, precisa de novo recall

 

 

 

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A segunda edição do Edital MT Literatura apresenta erros, contradições e, por isso, precisa de novo recall

Leandro Carvalho, secretário de Cultura / Foto: GCom

Foto: GCom

Por João Bosquo – Como diz o ditado, a pressa é inimiga da perfeição. A Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso, sob a batuta do maestro Leandro Carvalho (foto), depois de cancelar a divulgação dos vencedores do Prêmio MT Literatura na penúltima hora, por conta de falhas no sistema de inscrição que levaram a comissão de avaliação a inabilitar dois terços dos 90 trabalhos inscritos, correu para editar e tornar público o novo regulamento… O novo Edital, porém está recheado de pequenos deslizes, falhas e pormenores e já tem gente pedindo o seu cancelamento. A reportagem teve acesso à cópia do oficio protocolado na SEC.

A primeira versão do edital do MT Literatura – recordando – foi tornado público em 15 de junho e logo em seguida, no dia 27, foi editado o primeiro edital de retificação. Na sequência outro, o terceiro, mudando a redação do anterior e finalmente o quarto, mudando novamente o calendário, agora com a data de 28 de setembro para a divulgação. Aconteceu que nenhum desses editais foi publicado no Diário Oficial, portanto, não valiam nada.

Alia-se a tudo isso os problemas técnicos. Os interessados – pessoalmente ou por meio de seus prepostos – não conseguiram anexar os documentos exigidos pelo concurso, para provar identidade e residência no Estado, fato que causou o grande número de inabilitados.

Agora, imagina, pouco mais de três dias depois, a assessoria jurídica da Carlini & Caniato Editorial – uma das editoras mais importantes de Mato Grosso e que pelo edital pode fazer inscrições como pessoa jurídica – com uma leitura mais detalhada descobriu uma série de falhas, contradições e omissões que podem causar embaraços na hora de se fazer as inscrições.

O primeiro erro, talvez o mais grave, está na página 15 do Edital “reboot”, acima da assinatura do secretário, a data constante é a de 30 de junho, e não a de 30 de setembro, como de fato deveria ser.

O segundo erro apontado pela editora está no item 1, o que trata do objeto – aquele que aponta os tipos de gênero e categorias. Os redatores do edital fizeram uma lambança ao justapor o livro infantil, na categoria prosa, enquanto existe uma categoria específica para o infanto-juvenil. Os escritores de livros infanto-juvenis, com certeza, ficarão em dúvida: inscrevo na categoria PROSA ou na INFANTO-JUVENIL?

Os atentos leitores da empresa constataram tristemente que no Anexo dos anexos não consta o anexo XIV, ou seja, o da minuta do Termo de Compromisso; por tal omissão, os requerentes acreditam que é passível de nulidade o edital.

O quinto ponto, não chega ser um erro, mas um questionamento. O item 4.2, na letra M, não informa se, no ato da inscrição, constará ou não a assinatura da pessoa física do autor da obra, no caso de encaminhamento da inscrição por pessoa jurídica ou Editora interessada. Enquanto aponta que no item 13.4 do Edital MT Literatura determina o prazo de 90 dias para prestação de contas, enquanto no anexo relativo à questão, não consta essa obrigatoriedade. Por pouco não temos o jogo de sete erros.

A editora pede que o secretário faça ‘recall’, chame as responsabilidades e as correções necessárias de tal forma que não aconteçam mais contestações.

Lembrando: as inscrições – se não houver nenhuma mudança até lá – ficam abertas exclusivamente pela internet, por meio de formulário eletrônico disponível no site https://mapas.cultura.mt.gov.br/ até às 23h59 do dia 14 de novembro.

O concurso vai premiar dez obras literárias no valor de R$ 30 mil cada. Os trabalhos devem ser inéditos, escritos em língua portuguesa e podem concorrer nas categorias poesia, prosa, infanto-juvenil e revelação, aquele que não tem obra publicada.

Cada autor poderá inscrever apenas uma obra em uma categoria e cada obra só poderá concorrer em uma única modalidade do prêmio. O autor – poeta, romancista, contista – deve comprovar residência em Mato Grosso por, no mínimo, dois anos.

A SEC informa que “as obras inscritas serão submetidas a duas comissões, de habilitação e avaliação técnica, sendo esta última composta por profissionais de reconhecido mérito e competência no meio literário. As obras literárias apresentadas deverão ser avaliadas por, no mínimo, três pareceristas”.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da SEC, via WhatsApp, e a mesma ficou de retornar antes do fechamento desta edição, o que não aconteceu.

Fonte: DC Ilustrado

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Reboot no Concurso MT Literatura: sob pressão a SEC resolve cancelar o edital com a promessa de edição de um novo, nesta sexta-feira, 30

Entrega dos prêmios aos vencedores do 1º MT Literatura - Foto: Junior Silgueiro/Gcom

Entrega dos prêmios aos vencedores do 1º MT Literatura – Foto: Junior Silgueiro/Gcom

Um novo edital do 2º Prêmio MT Literatura será publicado nesta sexta-feira, 30, dois dias depois da data anteriormente programada para divulgação dos vencedores. O ‘velho’ edital, publicado em 15 de junho, foi remendado com quatro – isso mesmo quatro – editais anexos para tentar sanar os problemas encontrados. Mas só depois de ter sido bombardeada nas redes sociais por escritores e pela entidade máxima da cultura, a Academia Mato-grossense de Letras, a Secretaria de Estado de Cultura (SEC), com o rabo entre as pernas, resolveu rever os seus conceitos.

No início da noite de quarta, 28, os gestores da cultura mato-grossense, através da secretaria, emitiram o seguinte comunicado: “Para efeitos de publicidade e transparência, a SEC informa que um novo edital relativo ao 2º Prêmio Mato Grosso de Literatura será publicado no Diário Oficial do Estado de Mato Grosso e no site da SEC/MT nesta sexta-feira (30.09)”. Segundo a nota, “a decisão se dá em virtude do edital não ter sido publicado na imprensa oficial do Estado conforme determina o artigo nº 21 da Lei 8.666/93”. Ao mesmo tempo em que pede “desculpa por eventuais transtornos que possa ter causado a todos aqueles que participaram do edital e se mantém a disposição para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários”.

O comunicado, porém, não consegue abafar a polêmica que movimentou as redes sociais e levou a presidente da Academia Mato-grossense de Letras, a escritora Marília Beatriz de Figueiredo Leite a conceder uma entrevista a uma emissora de TV local, na qual declarou que a “a academia estava indignada” com os caminhos adotados pelo MT Literatura. Segundo Marília Beatriz, “se você rechaça 60% dos inscritos, isso significa retrocesso”, disse à emissora.

Essa foi a questão que bombou na internet cuiabana. O alto número de inabilitados por conta da não entrega dos “documentos comprobatórios de identidade e dois anos de residência” em Mato Grosso. A reação corporativa foi imensa – e sobraram “elogios” para o maestro Leandro Carvalho e seus comandados.

A escritora e acadêmica Cristina Campos foi a primeira a questionar o sistema de inscrição. Segundo ela, o edital original não falava nada sobre a questão da residência, quando foi publicado o segundo edital de retificação em 27 de junho, na sequencia outro, o terceiro, mudando a redação do anterior e finalmente o quarto, mudando novamente o calendário, agora com a data de 28 de setembro para a divulgação. Esses editais, porém, nenhum deles foi publicado, como lemos no comunicado, no Diário Oficial, portanto, não valiam nada.

Tudo isso poderia, sim, ser relevado, afinal é apenas um concurso, mas a SEC e sua comissão julgadora foi severa demais com os inscritos, inabilitando praticamente dois terços dos interessados. Nessa semana em que novo filme de Tim Burton aporta nos cinemas cuiabanos, podemos dizer que houve uma exclusão monstro. Dos 90 inscritos 59 foram recusados, por não cumprirem as tais formalidades, dignas de um conto de Kafka. Ai começou a chiadeira.

A escritora Cristina Campos e o escritor Eduardo Mahon acusaram uma questão mais grave. Foi a impossibilidade de anexar os documentos no sistema da secretaria.

Segundo Cristina Campos, o sistema de inscrição não aceitava a anexação dos documentos que o edital pedia. Foi orientada pelos servidores da secretaria que efetivasse o cadastro e na hora da análise técnica a comissão a chamaria. O tempo passou, para sua surpresa, foi considerada inabilitada e mesmo entrando com o recurso não foi aceita a sua inscrição. Cristina Campos passou a questionar o nível do resultado, já que o mesmo não iria refletir “a riqueza da produção literária de Mato Grosso”, afirma. A pequena, mas ativa intelectual mato-grossense estava pê da vida.

Mahon disse que chegou a ligar para a Secretária Adjunta Regiane Berchieli alertando não haver campos separados para certidões e documentos pessoais. Segundo ele, a adjunta o passou para conversar com um técnico em informática que o orientou a converter tudo em PDF e enviar em duas janelas diferentes – a obra em si e os documentos, mais as certidões. No emaranhado digital, Mahon se viu à beira de um ataque de nervos, no melhor estilo Almodóvar, desta vez misturado com os delírios de Edgar Allan Poe.

“Evidentemente que cumpri todos os passos e me informei diretamente com a SEC. Ainda assim, a Secretaria informou que meus documentos não chegaram”. Essa questão, como vemos, não foi abordada no comunicado.

Agora, na véspera da sexta-feira, 30, para quando está sendo anunciado o reboot (reinicio) do MT Literatura, o escritor, advogado e polemista que acha sempre um jeito de mergulhar apaixonadamente nas polêmicas, festeja o anúncio do cancelamento do Edital do 2º Prêmio MT de Literatura em sua página do Facebook. “A providência administrativa de rever os próprios atos mostra humildade dos gestores que repararam o erro em tempo hábil, não resultando nenhum prejuízo para o meio literário mato-grossense. Parabenizo-os pelo gesto, portanto. No mais, meu aplauso para Cristina Campos e Marilia Beatriz Figueiredo Leite que capitanearam a defesa de todos os autores excluídos por falhas no sistema de inscrição. Tenho certeza de que o Prêmio MT de Literatura manterá íntegra a credibilidade da primeira edição”, escreveu. Quer dizer, a SEC recuou e os intelectuais estão entendendo que a vitória é deles.

Luiz Marchetti, cineasta, mestre em design em arte mídia, atuante na cultura de Mato Grosso, fez um print de um texto de sua autoria no Circuito-MT, no qual elogia o Sesc Arsenal e por vias transversas ‘rufa’ a lenha o processo da SEC: “Os servidores do SESC Arsenal trabalham sem o dom oficial de desprezar os profissionais. Esse tipo de moagem-fetiche tornou-se anomalia em alguns territórios que deveriam nos representar e hoje distorceram transparência para feroz detalhismo, inviabilização e, consequentemente, em desprezo. Diversos profissionais evitam esses espaços, seus editais e a antipatia que conquistaram com seu Modus operandi. Regras exageradas e minuciosas buscas de erros em editais num Estado com tão poucos projetos (pouquíssimos, sim senhores) é a doença que gera essa aridez de ineditismo, sangue novo e jovens artistas na nossa agenda cultural. A maioria dos artistas de Mato Grosso ainda sonham em fugir deste lugar ou mudar de carreira”.

O editor de uma das principais editoras de Mato Grosso, Ramon Carlini, da Carlini & Caniato, também achou positiva a decisão da secretaria de Cultura. “Achei democrática a decisão da SEC. Louvável! Se houver novo edital, torço para ter centenas de inscritos!”.

A questão que fica é se a SEC – por meio de seu TI – resolveu o problema de anexação dos documentos? Ou surgirão novos critérios? Só vendo o novo edital, nesta sexta, para conferir e talvez, finalmente, sorrir.

PS. Este repórter, que também tem mania de ser poeta, se inscreveu no referido concurso, por isso mesmo relutou em fazer qualquer matéria sobre o assunto antes da data prevista para a divulgação do resultado, que seria na quarta-feira, 28. Mas como se viu, a polêmica acabou impondo a pauta.

Fonte: DC Ilustrado

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