José Antônio Lemos: Tudo promete para muito breve o início da operação da linha aérea Cuiabá–Santa Cruz de La Sierra, de onde partem voos internacionais diretos de longo alcance

O Voo Internacional

Por José Antônio Lemos | No final da semana o superintendente da Infraero em Mato Grosso informou que a Receita Federal deu seu aval para o Aeroporto Marechal Rondon operar voos internacionais podendo atender até 200 passageiros por hora, o que na prática significaria que do ponto de vista deste órgão Mato Grosso ganhou salvo conduto para voos ainda mais distantes pelo mundo afora através de seu principal aeroporto. Alvíssaras! Porém no momento o foco deve ser a concretização do primeiro voo da linha Cuiabá-Santa Cruz de La Sierra e sua consolidação. A notícia ainda diz que agora só falta a anuência da Polícia Federal. Como sempre, falta ainda alguma coisa para a realização deste antigo e importante projeto mato-grossense. Ainda bem que desta vez está avançando.

Nas entrelinhas da excelente notícia vem uma outra fundamental indicando a existência de autoridades tanto no estado como no governo federal, em especial na Infraero, realmente interessadas no assunto, tomando providências, reivindicando, cobrando e agilizando as burocracias. Certamente será uma das maiores conquistas para a Grande Cuiabá e Mato Grosso, mas não basta esperar, tem que continuar correndo atrás e vencer obstáculos, alguns inesperados. Ainda falta um passo, prometido como o último antes da efetivação da linha.

Uma cidade não é um ponto isolado no espaço. Elas funcionam como lugares centrais em redes hierarquizadas produzindo bens e serviços consumidos por uma região de abrangência chamada tecnicamente de hinterlândia. Quanto maior sua hinterlândia maior sua “centralidade” e sua importância regional, que nos casos extremos pode ser o planeta, como no caso de Nova York por exemplo. Sua capacidade de produção de bens e serviços para atendimento das demandas regionais evidentemente dependerá da infraestrutura instalada e em especial de modernas conexões transportadoras de cargas, passageiros, capitais, conhecimentos, notícias, etc. não só com sua hinterlândia, mas com o restante da rede de hierarquia superior. Daí se explica tanta disputa por rodovias, aeroportos, ferrovias, etc., pois são determinantes na configuração da rede urbana e do grau de importância de cada cidade. Isso significa trabalho, emprego, renda e qualidade de vida.

Quando como urbanista tratamos da urgência da ligação de Cuiabá e Mato Grosso ao sistema ferroviário nacional, ou insistimos na ampliação do Aeroporto Marechal Rondon e a implantação da linha aérea Cuiabá-Santa Cruz de La Sierra estamos tratando de fundamentos da sustentabilidade urbana de Cuiabá e do estado. As redes urbanas são dinâmicas e uma posição favorável hoje poderá ser diferente no futuro em função do que se fizer ou não hoje. Corumbá o mais importante centro industrial, comercial e bancário do estado quando Mato Grosso era uno, hoje busca recolocar-se de maneira sustentável na rede urbana de Mato Grosso do Sul. Na época não foi dada atenção aos fatores que lhe dava a hegemonia estadual. Voos internacionais reforçarão a centralidade da Grande Cuiabá e as potencialidades de Mato Grosso.

O superintendente da Infraero e o secretário estadual de Turismo esperam uma reunião com a Polícia Federal ainda nesta semana para tratar do último passo para a efetivação da internacionalização do Marechal Rondon. Contando desde agosto passado com a autorização do governo boliviano, contando também com a liberação do Ministério da Agricultura e da Anvisa e o que é mais importante, contando com o interesse de uma das maiores empresas da aviação comercial do Brasil, tudo promete para muito breve o início da operação da linha aérea Cuiabá–Santa Cruz de La Sierra, de onde partem voos internacionais diretos de longo alcance. Um grande presente para o Tricentenário.

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Escola de Mimoso, terra do Marechal, recebe exemplares de “As Aventuras de Rondon”

Por Angélica Moraes | Criançada reunida, olhos fixos nas páginas coloridas do livro “As Aventuras de Rondon”, em que personagens bem conhecidos como Mônica, Cascão e Cebolinha se encontram com uma personalidade sobre a qual estes pequenos leitores ouvem falar desde sempre: Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon. Foi assim, cercada de muita curiosidade e alegria, a entrega do livro produzido pelo Instituto Maurício de Sousa, em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura (SEC-MT), na Escola Estadual Santa Claudina, no Distrito de Mimoso, em Santo Antônio de Leverger (27 km ao Centro-Sul de Cuiabá).

O material foi entregue na última quarta-feira (21.06). Além do livro, o kit acompanha o manual do professor, com informações para a melhor utilização do material como ferramenta pedagógica.

O local para a entrega dos kits não poderia ser mais apropriado. Rondon, um dos mais célebres brasileiros, nasceu em Mimoso e deu o nome da mãe à única escola do local. Por ocasião dos 150 anos de seu nascimento, comemorados em 2015, a SEC firmou parceria com o Instituto Maurício de Souza para a criação de um gibi que tivesse o patrono das comunicações como personagem central. A ideia era tornar a história do marechal acessível às crianças e jovens, contada de maneira lúdica e atrativa. Desta maneira, surgiu o livro que agora imortaliza o mato-grossense nos desenhos de Maurício de Sousa.

“Essa publicação é a vida do sertanista Rondon contada de forma lúdica e divertida. A Turma da Mônica viaja no tempo, volta a Mimoso no dia do nascimento do marechal e acompanha toda sua vida, e interfere no curso dos fatos, trazendo informações e conteúdo para que as crianças possam conhecer mais sobre a vida do marechal de forma leve e divertida”, observou o secretário de Estado de Cultura, Leandro Carvalho.

O historiador da coordenação do patrimônio cultural da SEC, Lucivaldo Ávila, acompanhou todo o processo de trabalho do Instituto Maurício de Sousa municiando os ilustradores com informações, dicas e adequações para que a história se mantivesse fiel aos fatos.

“Foram desde sugestões sobre os traços típicos dos personagens pantaneiros até mesmo quanto aos objetos utilizados na época. É preciso ter sempre em mente que esse não é só um gibi, é um material paradidático que precisa estar correto no conteúdo, já que vai ser usado em sala de aula”, salientou.

Essa interface da cultura com a educação pode ser determinante para o aprimoramento do ensino. “O livro ilustrado e o manual do professor darão subsídios a educadores das mais diversas disciplinas para os conteúdos programáticos. Além das disciplinas de história e geografia, outras como biologia, química e física terão no livro, fonte de informações graças aos diversos interesses e pesquisas que o Marechal realizou em vida”, aponta Leandro Carvalho.

“As dezenas de sugestões de atividades têm também uma característica especial: valorizam a ética, a cidadania, o respeito ao próximo e à diversidade e a importância da preservação da natureza e dos recursos naturais”, completa o secretário.

Orgulho é a palavra que define o sentimento dos estudantes da escola Santa Claudina. É o que diz Deusielly Rodrigues, de 16 anos, que cursa o 2º ano do Ensino Médio. “É uma grande honra conhecer esse livro e ter esse material na escola, porque Rondon foi um grande homem que abriu as portas de um lugar tão pequeno como Mimoso para o mundo inteiro conhecer. É muito gratificante para mim, tanto como moradora, quanto estudante da escola. Muito bom saber que esse reconhecimento ocorre por meio de um homem que fez tanto pela gente e pelo lugar onde ele nasceu e que agora sua história está preservada e pode ser conhecida pelas crianças e futuras gerações”.

A SEC-MT busca agora parcerias para viabilizar novas tiragens e a distribuição para um maior número de instituições de ensino. Há, ainda, a intenção de colocar exemplares à venda, cuja renda seria revertida para a comunidade de Mimoso e projetos culturais.

Fonte: Escola de Mimoso recebe exemplares de “As Aventuras de Rondon” – Notícias – SEC

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O menino que se reinventou conta a história de Rondon

Sua história é uma inspiração para os jovens, um testemunho de como as novas gerações podem fazer a diferença no mundo…

Da Assessoria | “À procura do menino que há tempos ouvi falar, encontrei essa história que começou lá na linha do horizonte da planície pantaneira, em um lugar chamado Sesmaria do Morro Redondo, conhecido como Mimoso, no Estado de Mato Grosso, Centro-Oeste brasileiro, em 5 de maio de 1865…”. Assim a autora Daniela Freire começa a narrativa de Jeri Kurireu, o menino que se reinventou, publicado pela Entrelinhas Editora. De uma forma simples e dialógica, mostra o caminho percorrido pelo personagem, seus valores, seus desafios, contradições e sua busca.

O livro apresenta aos jovens a biografia do mato-grossense Cândido Mariano da Silva Rondon, uma das personalidades mais destacadas do século XX em todo o Ocidente, e será lançado no próximo dia 5 de maio de 2017, no Sesc Arsenal, na data do seu nascimento. Continue Reading

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Os Trilhos da Unidade

A reativação do “Fórum pela Ferrovia em Cuiabá” e a incorporação dos governadores Pedro Taques e Geraldo Alckmin ao movimento trouxe um novo alento a esse projeto que já foi um sonho e hoje é uma prioridade imperiosa, vital aos mato-grossenses. Ao Sudeste interessa que a produção mato-grossense, ou parte dela, continue escoando pelos seus portos e que sua produção chegue ao mercado do oeste brasileiro de forma mais competitiva. A continuidade da cobrança dos mato-grossenses é indispensável, mas o apoio de São Paulo é fundamental, pois a força paulista move montanhas, ajudou a construir a ponte rodoferroviária sobre o rio Paraná e pode agora dar força à sequência do traçado original da Ferronorte, passando por Cuiabá.

A questão da ferrovia em Mato Grosso vai muito além, e bota além nisso, de uma simples implantação de trilhos. Ao mato-grossense ela significa maior competitividade para sua produção, com a redução de perdas e fretes, menores impactos ambientais e, em especial, a redução nas perdas de preciosas vidas ceifadas ao longo de rodovias já absolutamente incapazes de dar vazão às demandas do estado no transporte de cargas de ida e de volta. A alguns anos o número de mortos nas estradas federais em Mato Grosso chegava a uma tristíssima “Boite Kiss” por ano. Espalhadas pelo ano, não aparecem a não ser para os muitos que choram a cada dia uma fatalidade ou grave sequela. Continue Reading

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Programação da SEC leva conhecimento e diversão para o interior de Mato Grosso

Atividades lúdicas da Biblioteca Itinerante são voltadas à interação e incentivo à leitura

Atividades lúdicas da Biblioteca Itinerante são voltadas à interação e incentivo à leitura – Foto por: Maria Anffe/GCom-MT

Por Angélica Moraes Incentivar o hábito de ler, além de reafirmar a biblioteca como um local que deixou de ser apenas um depósito de livros para se transformar em um equipamento cultural. Estes são alguns dos objetivos da Biblioteca Itinerante, uma das iniciativas da Secretaria de Estado de Cultura (SEC) desenvolvidas dentro da programação da Caravana da Transformação.

Nesta sexta-feira (10.03), crianças das escolas do município de São José dos Quatro Marcos e entorno entraram em contato com o universo lúdico proporcionado pela leitura no estande da SEC. Além da doação de livros – também voltada ao público adulto – a programação inclui oficinas com materiais recicláveis, espaço de leitura, hora do conto, desenho e pintura. Continue Reading

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Memorial Rondon terá gestão compartilhada; Sec lança edital para selecionar OSC para administrar o espaço

Memorial Rondon, em Mimoso

Memorial Rondon, em Mimoso, irá receber atividades de sustentabilidade, cultura e de formação – Foto por: GCom-MT

Angélica Moraes | SEC-MT A Secretaria de Estado de Cultura (SEC) lançou edital para a gestão compartilhada do Memorial Rondon, localizado em Mimoso. As inscrições estão abertas até o dia 31 de março e os termos do chamamento público estão disponíveis no site da SEC. O contrato de gestão terá duração de cinco anos e irá vigorar de 2017 a 2021. Os valores repassados à instituição vencedora do certame foram revistos e ampliados, o que irá impactar positivamente nas atividades realizadas e na programação ofertada à sociedade.

Caberá à Organização da Sociedade Civil (OSC) selecionada operacionalizar o funcionamento do equipamento cultural como promotor da sustentabilidade econômico-financeira e ambiental, do turismo e cultura, de ações de desenvolvimento econômico e humano, democratizando e fortalecendo o acesso à educação e cultura de forma sustentável e continuada, garantindo o acesso dos cidadãos aos bens e serviços culturais e turísticos e valorizando a diversidade da cultura mato-grossense. Continue Reading

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Várzea Grande e a Copa – Por José Antônio Lemos

jose-antonio-lemosSemana retrasada fui convidado pelos alunos de Arquitetura e Urbanismo da Univag para falar sobre os impactos da Copa do Pantanal em Várzea Grande. O honroso convite tinha um pouco de melindroso, pois meus caros leitores sabem que sempre fui simpático ao grande evento mundial em nossa cidade, e todos também sabemos que a preparação urbana não foi exatamente um mar de rosas ou uma operação indolor e coube a Várzea Grande sofrer os impactos negativos mais evidentes, em especial ao longo do eixo da Avenida da FEB.

    Mas o desafio tornou-se empolgante à medida avançava no assunto. Para mim a Copa do Pantanal significou a maior oportunidade de investimentos públicos e privados concentrados no tempo vistos por Cuiabá e Várzea Grande em toda sua história. É claro que estes investimentos resultaram em intervenções físicas que trouxeram muitos problemas, entretanto trouxeram também aspectos positivos que não são tão evidentes. O sapato apertado chama mais a atenção que o confortável. No caso de Várzea Grande que balanço pode ser feito? A cidade hoje está melhor ou pior que antes da Copa? Os impactos negativos saltam às vistas, já os positivos, tive que conferir pela cidade com olhos de ver, e o resultado foi bem animador.      Continue Reading

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Mato Grosso por Inteiro – por José Antônio Lemos

O encontro em Cuiabá no dia 14 passado do governador com o ministro das Relações Exteriores um dia poderá ser considerado um marco na história do desenvolvimento de Mato Grosso, extrapolando a região de Cáceres, foco principal da reunião. Os assuntos tratados abrangeram um conjunto de temas que podem ser sintetizados numa ambiciosa política de integração continental através da Hidrovia Paraguai-Paraná, tendo como ponto de partida a Princesinha do Paraguai. Mais importante, vai reintegrar o Mato Grosso platino ao desenvolvimento estadual, reforçando a unidade geopolítica do estado ameaçada pelo projeto de isolamento ferroviário da Grande Cuiabá.

    O porto e a ZPE de Cáceres são assuntos discutidos há décadas mas parece que agora é para valer pela abrangência da abordagem, envolvendo questões de logística, segurança, comércio e relações com os países vizinhos, inclusive com a programação de um grande encontro em Cáceres, para o qual já estariam convidados os ministros da Justiça, do Desenvolvimento, da Defesa e o próprio ministro das Relações Exteriores. José Serra também convidou o governador para uma reunião em Brasília com ministros do Uruguai, Argentina, Paraguai, Bolívia e Chile, específica sobre a grave questão da segurança nas fronteiras comuns. Destaco a tese de que o desenvolvimento do Mato Grosso platino está amarrado à solução da questão da segurança na fronteira, e vice-versa. Uma coisa depende da outra. Continue Reading

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O Aeroporto Parou de Novo – Por José Antônio Lemos

Por José Antônio Lemos*

Algum pressentimento parece ter orientado quando na semana passada citei a linha aérea internacional Cuiabá-Santa Cruz de La Sierra como exemplo de um assunto de interesse do município estando, portanto, entre as obrigações das autoridades e lideranças municipais se interessar, acompanhar e brigar junto às instâncias competentes por sua realização, independente de partidos ou outros interesses menores. Podia ter citado o gasoduto, a ferrovia, mas escolhi a nova linha aérea por sua importância e pela proximidade da data anunciada para sua inauguração, 5 de dezembro, sugerindo a necessidade dos prefeitos e vereadores dos municípios do Vale do Rio Cuiabá, novos ou velhos, só ou em conjunto, cobrarem o andamento do assunto antes de um possível derramamento do leite. Pois não é que o governo dias após suspendeu o contrato da obra do aeroporto, faltando 25% a ser concluída? Tomara que não atrapalhe em nada a inauguração da linha internacional, tão importante para a Baixada Cuiabana. Continue Reading

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Linha Internacional – por José Antônio Lemos

Por José Antônio Lemos

O que tem a ver aeroporto internacional, gasoduto, Manso, ferrovia, Porto Seco, Arena Pantanal e até o nosso queridíssimo Sol com eleições municipais, vereadores e prefeitos, conforme venho tratando nos últimos artigos? De fato, alguns questionam, parece claro que não se trata de assuntos da alçada municipal. A estes argumento que o prefeito é a maior autoridade pública municipal estando na Lei Orgânica entre suas atribuições “fiscalizar e defender os interesses do Município”. Aos vereadores cabe entre outras coisas cobrar e fiscalizar em nome do povo o cumprimento da lei. Inclusive o exercício dessa atribuição. Óbvio que existem competências administrativas e legislativas que não podem extrapolar os limites do município, mas essa história de cada um no seu quadrado só vale na música popular atual. Até ao cidadão cabe cuidar de sua cidade e lutar por ela. O que seriam “interesses do Município” citados na Lei Orgânica?

    Valendo para quaisquer dos assuntos citados no início do artigo cito por exemplo a inauguração da linha aérea entre o Aeroporto Marechal Rondon em Várzea Grande e Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, prevista para o próximo de 5 de dezembro, a partir de articulações do governador Pedro Taques. É claro que não se trata de assunto da competência administrativa nem legislativa do governo do estado, mas como é um assunto do maior interesse para um estado centro continental, em especial para Cuiabá e Várzea Grande, o governador, com apoio de diversos segmentos da sociedade, correu atrás dos setores competentes em todas as esferas públicas e privadas, e chegou à definição da linha. Não se trata portanto apenas de mais uma linha aérea para o 14º aeroporto mais movimentado do país, mas sua primeira linha internacional com fortes possibilidades de consolidação ligando direto o centro da América do Sul a um outro país, concretizando a internacionalização do Marechal Rondon, podendo puxar outras linhas internacionais e ajudando a alavancar novas perspectivas para a economia de Mato Grosso, turismo, comércio, lazer, cultura, etc.

    A grande vocação natural de Cuiabá com sua posição central no continente é ser um grande encontro intermodal de caminhos. Basta reparar que do jogo de xadrez ao futebol, o meio do campo tem papel fundamental e é o espaço de maior movimentação. Na logística a tendência é acontecer o mesmo. Aproveitar essa potencialidade natural foi a motivação do então prefeito Dante de Oliveira, e depois como governador, buscar a internacionalização do Marechal Rondon. Como Taques, também estava fora de seu quadrado administrativo, mas no mais absoluto sentido de responsabilidade política para com os interesses do estado. Agora falta 1 mês para a inauguração prevista e tudo ficou quieto. Não se fala mais no assunto. O que estaria acontecendo?

    Certamente que a ligação internacional de Cuiabá não é um tema inócuo, mas envolve interesses de outras cidades que também pleiteiam tal privilégio. Pauzinhos podem estar sendo mexidos contra o projeto de Mato Grosso. Já tivemos por duas vezes uma linha internacional que foram interrompidas por questões absolutamente fáceis de superar quando existe determinação política em todos os níveis para superá-las. Não seria importante neste momento a intervenção dos prefeitos da Região Metropolitana ou, ao menos dos de Cuiabá e Várzea Grande, das Câmaras Municipais, das lideranças empresariais, em especial do trade turístico? Ou vamos deixar que a oportunidade passe novamente até que um dia a vantagem comparativa natural da posição central seja usurpada e inviabilizada definitivamente por outras localidades com mais disposição de lutar pelos próprios interesses municipais e regionais?

JOSÉ ANTONIO LEMOS DOS SANTOS, arquiteto e urbanista, é conselheiro do CAU-MT e professor universitário.             joseantoniols2@gmail.com

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Arquitetos, aeroporto e o Timão – artigo de José Antônio Lemos

A grande vitória do Corinthians neste domingo trazendo o caneco do Mundial de Clubes fez lembrar um saudoso tio, de Corumbá, são-paulino de carteirinha e também torcedor do antigo Corumbaense de Tachí, Lara e Garrafinha, time que chegou a dominar o futebol de Mato Grosso pré-divisão e que deixou saudades. Lembro-me dele explicando à gurizada a simplicidade do futebol. Com uma bola na mão, explanava que aquilo era uma bola, que era feita de couro, que vinha da vaca, que a vaca gostava de grama e que por isso a bola tinha que rolar pela grama e não gostava de ser chutada para o alto. Quem esqueceria uma lição assim? O Corinthians me fez lembrá-la. Apesar de não ser corintiano, foi uma partida antológica contra um grande adversário, na qual o Timão devolveu à Europa a dura lição que recebemos do Barcelona ano passado. Mesmo nos momentos mais difíceis a bola não deixava o tapete verde e rolava pela grama de pé em pé, livre de chutões, com jeito de uma vaquinha feliz apreciando sua relva predileta. Pois é, enquanto isso para nós de Cuiabá, sede da Copa do Pantanal, o gramado do Dutrinha mais parece um campo de obstáculos onde a bola não pode desfilar suas graciosas trajetórias, prejudicando assim nossos times que começam a se organizar, mas ficam sem as vantagens do mando de campo nas disputas nacionais e estaduais que participam.

Com uma bola na mão, explanava que aquilo era uma bola, que era feita de couro, que vinha da vaca, que a vaca gostava de grama e que por isso a bola tinha que rolar pela grama e não gostava de ser chutada para o alto.

Parabéns também aos arquitetos e urbanistas pelo seu novo dia, comemorado pela primeira vez no dia 15 de dezembro passado, não por coincidência, dia do nascimento de Oscar Niemeyer. O principal desafio do planeta hoje são as cidades e grande parte dos problemas urbanos no mundo, em especial em Cuiabá, deve-se à ausência do Urbanismo, pela exclusão do técnico especialista na projeção dos espaços dos quadros e das decisões públicas. Com a criação do CAU – Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil – que também completa seu primeiro ano de existência, espera-se a correção desta situação. Ao CAU não basta cumprir a hercúlea tarefa de implantar sua estrutura administrativa em nível de um país continental, mas também enfrentar a mais difícil delas que é a reinserção do profissional arquiteto e urbanista na posição social que lhe compete no quadro da ampliação e requalificação do espaço habitado no Brasil, dos edifícios às cidades e regiões. Parabéns ao CAU e seus dirigentes pelos avanços já conquistados.

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Silval e Infraero assinam ordem de serviço da 3ª etapa do Aeroporto Marechal Rondon

O governador Silval Barbosa e o presidente da Infraero, Antônio Gustavo Matos do Vale assinaram na manhã desta quinta-feira (13.12) a ordem de serviço para a construção da 3ª etapa do Aeroporto Internacional de Cuiabá – Várzea Grande Mal. Cândido Rondon.

Após assinatura os dois, acompanhados das demais autoridades, inauguraram o novo prédio administrativo, referente a segunda etapa, conforme o cronograma que possibilita a continuidade do projeto de reforma e construção do novo terminal de embarque e desembarque do Aeroporto e demais obras em torno, como o novo estacionamento.

As obras desta terceira etapa serão entregues em dezembro de 2013. O ato de assinatura aconteceu no auditório da Infraero em Várzea Grande.

Antes da assinatura, a Infraero, por meio da Superintendência de Empreendimentos, um memorial da obra. Recapitulando: A primeira etapa foi a construção do módulo operacional provisório (MOP), entregue em novembro de 2011, seguido da segunda etapa, o novo prédio administrativo para possibilitar a demolição e construção do novo terminal de passageiros. Nesta nova etapa a Infraero vai investir mais R$ 77,2 milhões. O Aeroporto Mal. Rondon já conta com a pista de pouso e decolagem com grooving totalmente revitalizada.

O governador Silval Barbosa fez questão de destacar a parceria entre o Governo de Mato Grosso e a Infraero, que possibilitou com que as obras pudessem sair do papel e ganhar essa agilidade, permitindo o resgate desse compromisso assinado pelo Governo Federal com a Fifa. Silval informou que está bastante confiante, pois o Consórcio Marechal Rondon (EngeGlobal, Farol Empreendimentos e Multimetal Engenharia) vencedor da licitação conta com a participação da EngeGlobal , a mesma empresa que construiu o MOP e o prédio administrativo.

“Eu estou muito tranquilo quanto ao cronograma da obra o Aeroporto. O importante é ressaltar a parceria e a confiança que a Infraero tem no Governo ao delegar essa obra, além da facilidade de comunicação que temos com a Infraero”, disse Silval.

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Silval Barbosa assina convênio com Infraero que garante entrega de Aeroporto em dezembro de 2013

O convênvio entre o Governo de Mato Grosso e a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), para construção e reforma do novo Aeroporto Marechal Rondon, foi assinado no início da noite desta terça-feira (03.07) pelo governador Silval Barbosa e o presidente da Infraero, Antônio Gustavo Matos do Vale. Pelo novo convênio a Infraero entrega ao Governo o projeto executivo da obra e o Estado, por meio da Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo Fifa 2014 (Secopa), vai realizar pelo Regime Diferenciado de Contratações (RDC) a licitação e execução da obra, enquanto a Infraero faz o repasse dos recursos e, ainda, a fiscalização e controle ambiental durante a execução das obras, que tem o prazo estipulado de 21 meses.

A solenidade e assinatura aconteceu na sede da Infraero em Mato Grosso, localizada no Aeroporto Marechal Rondon, com a presença do titular da pasta da Secopa, Maurício Guimarães, e integrantes da diretoria técnica da Infraero.

O governador Silval Barbosa disse ao receber o projeto da Infraero que o Estado de Mato Grosso, por meio da Secopa, tem todas as condições de tornar à praça, no menor tempo possível, o edital para licitar essa importante obra que está dentro da Matriz de Responsabilidade assinado com a Fifa. O chefe do Executivo estadual lembrou que Cuiabá, entre todas as sedes da Copa do Mundo, foi que a primeira que realizou licitação total pelo Regime Diferenciado de Contratações (RDC), processo esse que vem sendo acompanhado pelos órgãos fiscalizadores como o Tribunal de Contas (TCE), o Ministério Público, e todos têm elogiado o modelo e transparência dos processos.

Silval Barbosa ressaltou apenas um dado do convênio. Ele espera que a obra esteja concluída antes dos 21 meses estabelecidos no convênio. “Vamos terminar antes, para oferecer a garantia e mais conforto aos usuários do nosso aeroporto”, disse. Em sua fala o governador fez um rápido balanço do que vem sendo feito na área de logística aérea. Ele anunciou que o Governo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento do Turismo (Sedtur), vai investir na melhoria e modernização de diversos aeroportos do interior do Estado, para poder receber melhor os turistas que visitam Mato Grosso. Em 2008, passaram pelo Aeroporto Marechal Rondon mais de 860 mil passageiros, enquanto em 2011 foram mais de 2,6 milhões. Após a conclusão, o Aeroporto terá uma capacidade para receber 5,7 milhões de passageiros ano. Esses números mostram que Mato Grosso cresce e o novo aeroporto vai ser um ponto a mais na atração de novos investimentos.

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Silval Barbosa assina convênio para construção da terceira etapa do novo Aeroporto Marechal Rondon

Maquete da futura Fachada do Aeroporto Internacional Marechal Rondon

O governador Silval Barbosa irá assinar convênio para construção da terceira etapa da reforma e ampliação do Aeroporto Internacional Marechal Rondon, nesta terça-feira (03.07), às 17horas, na sede da Infraero em Mato Grosso, com a presença do presidente da Infraero, Gustavo do Valle, e diretores técnicos. O convênio a ser assinado é de aproximadamente R$ 80 milhões, para construção e ampliação da área definitiva de embarque e desembarque.

Silval Barbosa, para enfatizar a importância dessa obra para a economia de Mato Grosso, colocou o tema como destaque do “Bom Dia Governador”, programa de rádio, veiculado no portal mt.gov.br.

O governador lembrou todo o processo de pelo qual o Marechal Rondon vem passando. A primeira etapa foi a construção do Módulo Operacional Provisório (MOP), que já está funcionando com duas esteiras. Em seguida, foi assinado o convênio para as obras da parte administrativa, que vem sendo executado dentro do prazo e brevemente será entregue, o que possibilitará a demolição da atual área, que dará lugar ao novo prédio de embarque e desembarque.

Além da área de embarque e desembarque, destacou Silval, vai se preparar a nova fachada e, principalmente, modernizar e ampliar o novo estacionamento, que estará integrado ao novo modal, VLT, que também será construído pelo governo do Estado. “Vamos ter, realmente, um aeroporto moderno para podermos receber os turistas que passam por Mato Grosso”, enfatizou.

Silval ressalta a importância dessa obra para a economia de Mato Grosso. Ele cita os números – que muitas vezes não são de conhecimento do grande público – mas que revelam o porquê da cobrança dos diversos segmentos para ampliação do Aeroporto. Em 2008, passaram pelo Aeroporto Marechal Rondon mais de 860 mil passageiros, enquanto em 2011, foram mais de 2,6 milhões. Após a conclusão, o Aeroporto  terá uma capacidade para receber 5,7 milhões de passageiros ano.

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Cadê o aeroporto? – Artigo de José Antônio Lemos

Dos muitos projetos importantes viabilizados pela Copa para Cuiabá e Várzea Grande, três são essenciais para o funcionamento do grande evento. O primeiro é a Arena Pantanal, principal palco da festa, cujas obras estão indo bem segundo as notícias oficiais. Outro é o aeroporto, porta de entrada por onde chegarão os visitantes que virão torcer por suas seleções e aproveitar para conhecer as belezas pantaneiras, amazônicas e do cerrado. A terceira é a mobilidade, em especial a Avenida da FEB, ligação viária entre o aeroporto e a Arena, sem a qual a Arena fica isolada. A avenida da FEB integra o pacote de obras do VLT, cuja licitação prevê para hoje, dia 15, a abertura dos pacotes das empresas concorrentes à elaboração dos projetos, execução das obras e implantação dos serviços. Tomara que o processo de licitação flua e permita que do pacote do VLT ao menos as obras dessa avenida tenham início breve. Aliás, a prefeitura de Várzea Grande parece não confiar no início dessas obras tão cedo, tanto que está trocando agora os postes e luminárias do canteiro central da avenida.

O caso do Aeroporto Marechal Rondon parece mais preocupante pois ao longo da história, para dizer o mínimo, a união não tem sido muito atenciosa para com o nosso aeroporto, antes e depois da Infraero existir. A única exceção foi com o saudoso cuiabano Orlando Boni que assumiu a presidência da Infraero em 2002 e determinou a substituição da reforma meia-boca que então estava programada para a estação, por um projeto decente para 1 milhão de passageiros/ano, o dobro do movimento em 2002. Elaborou inclusive um Plano Diretor para o aeroporto com previsão da construção de um novo terminal voltado para o Cristo-Rei. Após deixar a presidência da empresa a obra foi paralisada, posteriormente retomada e depois concluída pela metade. Descontado o “puxadinho”, esta é a situação de atendimento até hoje, para um movimento de 2,5 milhões de passageiros no ano de 2011.

Quem conhece o pitoresco episódio da década de 60 envolvendo a então primeira-dama do país e que culminou com a construção aqui em Várzea Grande da primeira estação de passageiros considerável como tal, sabe o quanto tem sido complicado os avanços em termos do nosso principal aeroporto. Depois da primeira-dama, foi preciso a sorte de um cuiabano assumir a Infraero, ainda que sua obra tenha ficado pela metade, e agora estamos contando com a sorte grande de Cuiabá ter sido escolhida como uma das sedes da Copa do Mundo 2014. Todos esperam que agora venhamos ter um aeroporto realmente à altura do seu movimento e de ser a principal porta de entrada de um dos estados mais belos e produtivos do Brasil, campeão nacional na agricultura e na pecuária.

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MOP do Marechal Rondon será entregue nesta quarta-feira pelo Governo de Mato Grosso e Infraero

O módulo operacional provisório (MOP) do Aeroporto Internacional de Cuiabá/Várzea Grande – Marechal Rondon vai ser entregue nesta quarta-feira (30.11), às 15 horas, rigorosamente dentro do prazo, conforme o convênio assinado entre o Governo de Mato Grosso e a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), com as presenças do governador Silval Barbosa e do presidente da Infraero, Gustavo do Vale. Com a nova estrutura o Aeroporto aumenta sua capacidade para atender mais de 2,4 milhões de passageiros/ano, que atualmente é de 1,7 milhão.

O novo MOP começou a ser construído em julho deste ano, conforme o conveniado, pela empresa vencedora da licitação – Engeglobal Construções – e representou um investimento de R$ 2,250 milhões. A nova estrutura tem 675 m² e conta com novas esteiras e quatro banheiros. Segundo o secretário-extraordinário de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes de Mato Grosso, Francisco Vuolo, essa estrutura vai beneficiar significativamente o desembarque de passageiros e vai suportar o fluxo de passageiros até dezembro de 2013, quando deverá estar concluída a reforma e da ampliação do Aeroporto Marechal Rondon – essa importante obra que está inserida dentro da matriz acordada com a Fifa para a realização da Copa do Mundo 2014.

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Francisco Vuolo apresenta relatório sobre reforma e ampliação do Marechal Rondon na Câmara de Cuiabá

O secretário-extraordinário de Estado de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes, Francisco Vuolo, esteve na manhã desta quinta-feira (03.11) na Câmara Municipal de Cuiabá onde apresentou um relatório do andamento das obras de reforma e ampliação do Aeroporto Marechal Rondon, atendendo uma solicitação da Comissão Especial de Acompanhamento da Copa do Pantanal. A convocação foi feita pelo vereador pastor Washington, vice-presidente da Comissão.

Francisco Vuolo agradeceu a oportunidade e destacou que é desejo do governador Silval Barbosa dar maior transparência da gestão em especial ao processo que envolva as obras com vistas para a Copa do Mundo 2014. “Essa prestação de contas é de extrema importância para todo o Governo”, frisou.

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Começam obras do MOP do Aeroporto Internacional Marechal Rondon

As obras de instalação e construção do módulo operacional (MOP) no Aeroporto Internacional Marechal Rondon pela empresa Engeglobal Construções Ltda já iniciaram. O início das obras é a confirmação que o calendário conveniado com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) é cumprido e em novembro, a obra deverá ser entregue e beneficiar de forma significativa o desembargue de passageiros. A informação é do secretário-extraordinário de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes de Mato Grosso, Francisco Vuolo.

O MOP, um investimento de R$ 2.250 milhões, vai ser instalado em frente ao setor de desembarque e terá 675 m², com duas esteiras, quatro banheiros e terá capacidade para 700 mil passageiros ao ano. Francisco Vuolo diz que o MOP emergencialmente vai minimizar o problema de desembarque enquanto acontece a construção do terminal de desembarque definitivo, conforme o convênio assinado.

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Infraero: atraso no “puxadinho”, artigo de José Antônio Lemos

No artigo passado tratei de uma boa notícia sobre o Aeroporto Marechal Rondon, seu duomilionésimo passageiro anual. Hoje trato de uma ruim, sobre o MOP, Módulo Operacional de Passageiros, o nosso até já simpático “puxadinho”. Sua montagem teria sido suspensa pelo novo superintendente local da Infraero, mas, segundo ele, ainda extra-oficialmente, apenas “uma decisão de suspender”, estranho para uma obra emergencial. Uma decisão dessa teria que ser rápida para se buscar logo a segunda colocada na licitação ou tomar outras medidas. A preocupação ultrapassa a obra em si, pois se estão enrolados com uma estrutura emergencial, pequena, pré-fabricada, como será com a estação definitiva, que precisa estar concluída até fins de 2012?

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