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Teatro de Mato Grosso nunca mais será o mesmo sem Luiz Carlos Ribeiro

Morte do mítico ator de Rio Abaixo, Rio Acima, de Gloria Albuês, está sendo chorada por seus amigos, colegas e admiradores

Por João Bosquo | Luiz Carlos Ribeiro não está mais em carne e osso entre nós, no entanto permanece, pois permanecer é a sina de todo grande artista, na memória coletiva de sua gente de seus amigos, afetos e – porque não – desafetos. Permanece na lembrança de cada cena, na sutileza do gesto teatral, do olhar e jeito de ver o teatro como instrumento de sensibilização da alma de um povo, de uma gente, de uma comunidade, de um estado, de um país. “Fica, Pedro!”, escrito em parceria com Flávio Ferreira, tem muito disso, do pulsar de denuncia social que toda grande obra deve ter.

Neste tributo a Luiz Carlos Ribeiro o olhar de cada um é um olhar particular, pessoal, daquilo que conseguimos enxergar num dado momento de nossas vidas e, por isso mesmo, o que mais amamos, sem que ninguém esteja certo absolutamente, mas ninguém está errado, pois não conseguimos absorver a humanidade em sua integridade. Bem como o pensar a cultura, o nosso bem maior.

Ivan Belém, ator e ativista, um dos criadores do Gambiarra: Luiz foi um dos principais líderes do movimento teatral organizado de Mato Grosso, atuando de forma a questionar as questões políticas e sociais e combater a ditadura militar. Ele tinha um escritório no calçadão de baixo. Era ali que nós artistas nos reuníamos frequentemente. Tinha uma preocupação com a nossa identidade e com a ocupação desordenada de nosso território. Protestava contra a indústria cultural, e contra a ideia da arte pela arte. Atuou muito na interiorização do teatro e na luta por uma dramaturgia que bebesse nas fontes da cultura popular mato-grossense, valorizando o siriri, o cururu, o Boi-à-Serra. Tudo isso fruto das suas origens em Santo Antônio de Leverger. Com isso, popularizou o teatro e deu à ele uma cara e um conteúdo local. Foi um dos autores mais escreveu peças para o Grupo Gambiarra, e para a dupla Liu Arruda e Ivan Belém. Em novembro do ano passado estreei uma remontagem da sua peça “Vespa 7”, à qual ele assistiu e saiu muito feliz com o que viu. Deixou um grande legado e uma grande quantidade de textos teatrais inéditos. Nós artistas e o povo mato-grossense, devemos muito a ele. Enfim, Luiz Carlos Ribeiro foi imprescindível”!

Clóvis Matos, do Inclusão Literária, afirma que “Luiz Carlos Ribeiro foi uma das poucas pessoas que todos chamavam pelo nome todo. Nome forte, marcante, como foram suas vidas, o homem e o criador. Bom e velho companheiro de algumas andanças com o Inclusão Literária pelas estradas desta nossa terra, onde o Mato é Grosso, mas, sua gente é sensível e criativa como o foi LUIZ CARLOS RIBEIRO”

O ator e comunicador Vital Siqueira reconhece que “Luiz é ilustre brasileiro que nasceu em Santo Antônio de Leverger e já brilhava desde criança. Estudou, desenvolveu o dom que Deus lhe deu. Se lapidou nos trilhos árduo do mundo artístico. Deixou um rico legado e foi brilhar em outras “Ribaltas”. A sua passagem telúrica ficou marcada! Vá em PAZ AMIGO!”.

Entre tantos trabalhos de mão dupla, idas e vindas, o Homem do Barranco, o poema dramático de Carlos Roberto Ferreira, está entre eles. Os dois no palco em diálogo, quando do retorno de Carlinhos aos palcos e agora nos revela que “Luiz Carlos Ribeiro é o ator mais pantaneiro do Mar de Xaraés. Luiz Carlos Ribeiro deixa o cerrado, pra viver eternamente no mundo do Pantanal. Advogado, Ator, Dramaturgo, Contador de causos e histórias, filho do Morro de Santo Antônio de Leverger, Luiz Carlos nos aplaude em pé, diante da ÚLTIMA CENA. O teatro e a cultura mato-grossense estão em luto. Mas as águas do Pantanal estão mais claras e mais brilhantes com o seu mais novo Embaixador Pantaneiro”.

Meire Pedroso, colega de palco e amiga e irmã na tradição cuiabana: “Eu passei pela vida de Luiz Ribeiro encantada pelo seu jeito de fazer teatro e por suas narrativas míticas. Em ‘Goodbay meu boizinho’ de sua autoria, guiada por sua sabedoria, eu reencontrei minhas raízes e retomei meu lugar no palco do Teatro cuiabano. A trajetória de Luiz cruza com a história dessa cidade e de seres da arte que nela habitam. Aqui, ele construiu personagens usando a emoção e a razão, contando causos pra espantar o medo do coração em tempos sombrios. Espero que os gestores de cultura saibam reverenciar com grandeza a sua importância para a memória cultural dessa Cuiabá e do Estado. Agora, resta pra nós, aprendizes de sua arte, puxar o mocho e prosear sobre as outras trezentas histórias dessa terra que já existia muito antes de Paschoal, muito antes de Sutil. Bem assim, como ele ensinou. E lá se foi… Quem conta um conto, aumenta um ponto”.

Lucia Palma, a nossa Cacilda Becker, que atuou junto com Luiz Carlos Ribeiro na mítica “Rio Abaixo, Rio Acima”, e ultimamente nos “Crônicos”, uma trupe de arte e humor, idealizada pela poeta Marília Beatriz de Figueiredo Leite. Em nossa conversa por WhatsApp, Lucia Palma diz que agora fica “matunano” em querer saber “quem me irá trazer aquelas mangas Rosa perpitas, do seu quintal? Apanhadas a mão cor você, Luiz? Não mais as longas conversas telefônicas três vezes ao dia, trocando ideias de artes, lembrando outras que fizemos no transcurso dos nossos longos anos de amizade. O ouvidor das minhas histórias, as últimas sobre um velório que fui e ele se esbaldava de rir e repetia: escreve Lúcia, escreve! As brigas eternas sobre qualquer bobagem, ficamos de mal: ‘Belém-Belém, nunca mais fico de bem’, como duas eternas crianças brincando de viver. Foi um prazer enorme Luiz Carlos Ribeiro, compartilhar tantas histórias, tantas vidas com você! Inté”.

E Marília Beatriz recita: “Luiz Carlos Ribeiro, expoente de nossa arte/cultura, mão doce para a colheita e justa para os desatinos escuta: o que você deixa é legado que como ressaltou Professor Dorileo ‘é difícil de aqui garimpar’ A estrada que ficou com a febre urgente de ganhar o fato cultural com suas idas e vindas na cena ou nas aulas ministradas ou nos sonhos, deve ser a bandeira que será conduzida.  Mas chegou sua hora concedida para o silêncio e à beatitude. Sobe os degraus é empurra a porta. Daqui para frente não tem que esperar incentivo de nada, agora tudo será amplidão e contemplação da VIA LÁCTEA, AMADO PARCEIRO”.

O poeta Aclyse Mattos diz que ficou “muito triste com a perda do grande Luiz Carlos Ribeiro!” e ao mesmo tempo lembra do último encontro, em 7 de dezembro, num evento literário na terra natal de Luiz Carlos Ribeiro. “Quando estivemos em Santo Antônio ele contou com orgulho do início no Teatro naquele mesmo palco. E na abertura da exposição Manoel de Barros nos brindou com um show de poesia acompanhado pelo Pescuma. O Teatro e as Artes de Mato Grosso devem muito a ele!”

A professora de dança Maria Hercília Panosso: “A princípio nossos caminhos eram paralelos. Foi uma longa jornada para que me chamasse de “Diva Madrinha”, neste ano que se passou. Emocionada agradeci e você me respondeu: ‘pela sua generosidade Maria Hercília’. Luiz Carlos Ribeiro. Esta sua ausência tão inesperada pegou-nos de surpresa e levou-me a reflexão de que não ha espaço e tempo no coração de nós, artistas. Somos o que somos e o que representamos em cena ou pela vida afora. A peça tanto queria, com certeza ira acontecer agora. Grande homem! Grande Mestre! Grande Amigo. Te sinto ao meu lado e assim, permaneceras”.

Carlos Gattass, o Carlão dos Bonecos, conta que tinha recém chegado em Cuiabá, no início da década de 80, e estava hospedado num dormitório, por nome Iporã, que fica na região central. Nesse mesmo hotel também estava hospedado Amauri Tangará. Os dois não se conheciam, não se falavam, nem davam bom dia. Bem, nesse período, no Colégio Estadual Liceu Cuiabano, estava sendo encenada a peça “Rio Abaixo, Rio Acima”.  Carlão conta que foi até lá pra assistir ao teatro. Antes, porém passou no Bar do Sinfrônio, que ficava de fronte do colégio. Lá estavam dois jovens senhores conversando sobre teatro. Um deles era o hóspede da pensão Iporã e o outro era o protagonista da peça: Luiz Carlos Ribeiro. “Comecei no teatro pelas mãos de Amauri Tangará, ao mesmo tempo conheci LCR”, destaca.

O escritor e acadêmico Eduardo Mahon, além do pesar pelo passamento artista, já está em luta contra a segunda morte, a do esquecimento. “Morreu Luiz Carlos Ribeiro. Mas, aqui em Cuiabá, é possível que o nosso grande teatrólogo morra uma segunda vez. Ou ainda, cumprindo o vaticínio de Estevão de Mendonça, morra para sempre. É que Luiz Carlos legou literatura e teatro para seu Estado. Importa agora saber como vamos honrar a produção de um dos maiores dramaturgos de Mato Grosso. Será lido? Será encenado? Por essas e outras, quero relembrar nossa batalha de incluir no curriculum escolar da rede pública de ensino a literatura produzida por nossos autores. Somente assim, não perderemos Luiz Carlos e tantos outros artistas que viverão em nossos sonhos, ajudando essa nova e trôpega civilização tão carente da luz que emanam”.

Sandro Lucose nos conta a sua última com o colega de arte: “Luiz sempre foi um ator maduro que sempre gostei de ver em cena e de conversar. Tive o privilégio de contracenar com ele em no filme “Khora”, direção de Duflair Barradas, que ainda será lançado. Nesse filme Luiz interpreta brilhantemente um cidadão Cuiabano que fica desnorteado com a verticalização da capital mato-grossense e não sabe que o estádio do Verdão foi demolido. Luiz fez comigo uma cena que é um plano sequência de atropelamento. Nunca mais esquecerei deste dia de filmagem e o que é melhor será eternizado pelo cinema mato-grossense”.

O jornalista e produtor, Luiz Marchetti: Muito do que ha em Mato Grosso, nos teatros, filmes e textos, tem um pouco do respeito conquistado por ele. Desde guri, em Cuiabá, eu acompanho Luiz Carlos Ribeiro como referencia essencial nas nossas artes. Como filho da atriz Wanda Marchetti, cresci aplaudindo Luiz Carlos em pé. Tive a sorte de bate papos incríveis e a eterna gratidão de dirigi-lo nos mais diferentes formatos, apresentações teatrais, vídeos, performances e mais recentemente no filme BALA PERDIDA, da dupla NICO E LAU. Um HOMEM DE TEATRO que por onde andou, plantou confiança e crença no/s artista/s ao lado. Nesta sociedade onde migalhas são atiradas para a indústria criativa, muitos artistas acabam se especializando no engalfinhar, no desdenhar do próximo pra se manter respirando, LUIZ CARLOS RIBEIRO foi impecável, sendo agregador, apaziguador e criativo.

O compositor e cantor Pescuma, que trabalhou junto na abertura da exposição sobre Manuel de Barros, escreve em música “um poeta não morre. Já nasce imortal! Principalmente se recebe de Deus alma linda igual o Pantanal” e por fim confessa “Pude conviver com o amigo, irmão e mestre das artes Luiz Carlos Ribeiro na vida e nos palcos. Um exemplo de ser humano e de artista: Generoso, sábio, apaixonado pela cultura de nossa terra”.

O presidente da Academia Mato-grossense de Letras, Sebastião Carlos, em manifestação nas redes sociais diz que “Pode ser um lugar comum, mas não há como deixar de repeti-lo num instante de lamento. O passamento de Luiz Carlos Ribeiro causa um vácuo em nossa escassa história do teatro em Mato Grosso”.

Raimundo Henrique, técnico em turismo e de assuntos culturais, na Casa da Cultura, sob Therezinha Arruda, hoje morando no Piauí, diz que “são tantas as lembranças que no momento, quilômetros distantes, aqui no planeta terra, nesta noite de 12 de janeiro de 2018, fitando no espaço infinito uma estrela distante, brilhando, para ela aceno, digo: “sempre foste uma estrela, estavas desgarrado, felicidade amigo, nos ilumine como sempre ocorreu”.

Flávio Ferreira nos descreve, enfim, a Cena Final: “A GRANDE VIAGEM DE LUIZ CARLOS RIBEIRO – Luiz foi meu professor de teatro e de vida! Em rio abaixo, rio acima me apaixonei pela sua linguagem simples e bela. Com Luiz aprendi a dirigir, a escrever e a sonhar. Juntos escrevemos “Fica, Pedro!” Juntos sonhamos com um teatro rebelde, generoso e forte! Ficou um pouco do Luiz em mim e no Cena Onze. E Luiz pegou sua mala de fugir e viajou! Adeus amigo querido. Que o Mestre Jesus o acolha!”

(Texto modificado em 17/01/18)

 

Vai Luiz

Carlos Roberto Ferreira

Vai Luiz Carlos Ribeiro

Vai Dginho

Vai amigo-irmão-camarada de todas as horas

Atravesse as águas do Pantanal

Junte-se ao nosso Demiurgo Embaixador das Coisas do

Chão, Manoel de Barros

E gritem bem alto: que “o Pantanal não tem limites”!

Até logo, companheiro

Até então…

Adiante com o remo

Até mais tarde, talvez

Até um dia, quem sabe

Mas não teremos um ADEUS

Pois as cortinas do teatro, pra você, nunca estarão fechadas

Os aplausos serão e t e r n o s!

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Sarau Literário em Santo Antônio de Leverger reúne poetas vivos

O evento aconteceu na última quinta-feira, 7, no Centro Comunitário da Igreja Matriz, uma promoção da E.E. Faustino Amorim, com coordenação da professora Kelly Carvalho

Por João Bosquo | O sarau literário-musical “Com a Palavra” em Santo Antônio de Leverger, na última quinta-feira, 07, realizando no salão paroquial da Igreja Matriz abriu com a belíssima apresentação do Coral Arte Cidadã, uma associação cultural que existe há mais de 15 anos na cidade. Só essa apresentação seria mais que suficiente para valer o ingresso, se ele fosse cobrado.

A plateia formada por alunos das escolas da rede estadual E.E. Faustino Dias de Amorim, E.E. Dr. Hermes Rodrigues de Alcântara e E.E. Leônidas de Matos, com organização da escola Faustino Amorim, tendo à frente a professora Kelly Carvalho na coordenação, que destaca a parceria com os poetas presentes ao evento, além do apoio institucional da Carlini & Caniato, que doou alguns livros de autores mato-grossenses e foram sorteados entre os alunos presentes.

O evento abriu com a apresentação do coral da Associação Arte Cidadã sob a batuta de Jeferson Ribeiro, que toca junto coma esposa, Maguidalena da Silva Ribeiro, há 15 anos vem desenvolvendo esse trabalho. Jeferson é formado em pedagogia, filosofia e música pela UFMT e começou a trabalhar com os jovens dentro da igreja, mas para poder expandir o repertório fundo a ONG que agora já tem seis integrantes estudando música na UFMT.

Após a belíssima apresentação do coral, a escritora Marilia de Beatriz de Figueiredo Leite foi a primeira a se apresentar e falar da sua poesia. Marília Beatriz fez uso de sua experiência de anos e anos como professor da UFMT e dominou a plateia como uma verdadeira Silvio Santos. Falou da poesia, de poetas e da sua produção literária.

Marília Beatriz de Figueiredo Leite disse que “em Santo Antônio encontrou encantadores e encantadoras tudo sob a batuta da Professora Kelly. ‘Com a Palavra’ evento que realizou a mágica de deixar nas paredes do Salão Paroquial as assinaturas literárias de todos os que foram enriquecidos na fascinante aventura que escorre dos poetas. Os estudantes viajaram nos verbos de todos nós e por nossa vez saímos embevecidos com o modo que o ‘ser poético’ foi traduzido. ”

O escritor, poeta, membro da Academia Mato-grossense de Letras e a partir do próximo dia 16 (sábado) também do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso, Eduardo Mahon falou um pouco sobre educação e da necessidade que nós temos de estudar e da sua produção poética e de ficcionista, autor de romances “O Cambista” e “O Fantástico Encontro de Paul Zimmermann” e mais um que está no prelo “O Homem Binário”.

Sobre a participação no evento Eduardo Mahon declara: “De minha parte, posso dizer que encerrei o ano da melhor forma. Santo Antônio do Leverger foi a oitava cidade por onde passei promovendo a literatura mato-grossense. Fomos recebidos com carinho por professores e estudantes da rede pública de ensino, o que redobra a responsabilidade em produzir com qualidade. Ano que vem, começo por onde finalizei, lançando com essa molecada linda mais dois livros”.

Outro participante foi o jornalista e poeta Antônio Peres Pacheco que explicou sua dificuldade em decorar o próprio texto por conta de sua trajetória nos veículos de comunicação, principalmente televisão.

Antônio Peres diz foi surpreendido pelo evento. “O Sarau Com a Palavra me surpreendeu, primeiro pelo convite para ser um dos literatos a conversar e compartilhar minha produção e impressões sobre a literatura, em especial, a poesia; segundo pelo grande número de adolescente a compor o público. Uma experiência inesquecível. Confirmei ali que a fome de conhecer daqueles jovens estudantes e testemunhei, uma vez mais, o poder fantástico de sedução da literatura e da poesia. Quantos não sairão desse evento com vontade de fazer e viver a poesia? Não sei dizer. Mas, se um apenas der este passo, já terá valido a pena”.

Aclyse Mattos, poeta, professor universitário e membro da Academia Mato-grossense de Letras, autor dos livros “Assalto a mão amada” (poemas) – que foi lançado em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Cuiabá-, “O Sexofonista” (contos), “Papel Picado” (poemas de 3 versos), “Natal tropical” (infantil), “Quem Muito Olha a Lua Fica Louco” e finalmente “Festa”, o mais recente, também claro fez uso de sua experiência de professor ao conversar com os jovens presentes.

Ao comentar o evento “Com a palavra” faz questão de destacar a integração entre alunos e poetas. “O encontro integrou alunos e professores de três escolas de Santo Antônio em torno de autores mato-grossenses. Luiz Carlos Ribeiro voltou ao local de sua estreia no teatro. Marília Beatriz animou a todos com suas histórias e comunicabilidade. O professor poeta Carlos Amorim expôs sua obra mostrando aos alunos sua atuação para além da sala de aula. Assistir aos alunos da escola Faustino Dias declamando versos dos poetas convidados foi maravilhoso”, disse Aclyse.

Além dos já citados por Aclyse – Luiz Carlos Ribeiro e Carlos Amorim – também participou a escritora e acadêmica Cristina Campos, autora dos premiados livros infanto-juvenis “Bicho Grilo” e “Papo cabeça de criança travessa” também foi uma das participantes desta alegre tarde de literatura.

Kelly Carvalho disse que para realizar o evento contou com a parceria dos poetas, do editor Ramon Carlini, do cineasta João Manteufel e do deputado Allan Kardec. Presentes ainda a diretora da escola, professora Eliane Dolens Almeida Garcia e a coordenadora pedagógica, Rosângela Campos.

PS. Este repórter também participou do evento e noticiou a edição do seu último livrinho: “Imitações de Soneto”, e aleatoriamente leu um dos poemas.

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Morte – Um poema de Marília Beatriz

A cruz é a sentença,

o verbo é presença

onde a morte?

O surto é periférico

o vôo é atmosférico

onde a morte?

Se a cruz é o surto

o verbo e o vôo

continuam.

O sorriso é o estádio

e a lembrança da promessa

é pressa.

 

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Sebastião Carlos assume a presidência da AML em substituição a Marília Beatriz

Historiador volta à presidência pela terceira vez e noitada na Casa Barão serviu para revelar a arte da pequena Áurea Maria

Aurea Maria a jovem estrela na posse de Sebastião Carlos

Por João Bosquo | A posse de Sebastião Carlos Gomes de Carvalho na presidência da Academia Mato-grossense de Letras (AML) já tem um marco. A revelação da voz e do carisma da jovem – joveníssima – cantora Aurea Maria Barbosa Monteiro, de apenas 13 anos, que encantou a todos e marcou a noite.

Foram apenas duas, tão somente duas, canções uma de João Bosco e Aldir Blanc, o clássico “O Bêbado e o Equilibrista”, e outro clássico “Como Nossos Pais”, do recentemente falecido Belchior, que marcam momentos de excelência de nossa MPB e também marcam épocas na vida de nosso País. Foram dois momentos, mas quando a jovem talento terminou de cantar e o público pediu outra, era um sinal que o público ficou realmente extasiado.

A troca de presidentes da mais venerada casa de letras de Mato Grosso, a AML, aconteceu na noite desta terça-feira, 31. Deixou o comando a acadêmica Marilia Beatriz de Figueiredo Leite que, em seu discurso de despedida, fez um breve relato de sua gestão – que, segundo ela, foi bastante prejudicada pela ‘interminááááável’ reforma ou revitalização da Casa Barão de Melgaço.

Lembrou que a sua posse – dois anos atrás – nada mais, nada menos, contou com a presença do poeta goiano Gilberto Mendonça Teles, famoso pela exegese na obra de Drummond, e a inesperada aparição de Wladimir Dias-Pino – ambos se encontravam em Cuiabá participando do Setembro Freire. Falou da primeira reunião, ainda na Casa Barão e depois o périplo cuiabano, com destaque para uma realizada na Confeitaria Colombo.

Lembrou também – por conta da não entrega da obra – do protesto que alguns acadêmicos e jornalistas fizeram pichando os tapumes com versos. Até Ianara Garcia, da Globo local, neste dia fez-se poeta. Disse, não lembro, que uma viatura apareceu… Citou as comemorações do centenário de Gervásio Leite e a comemoração dos 95 anos da AML, no Palácio da Instrução, os dois eventos em 2016. Falou-se também da notificação extrajudicial que não resultou em nada, pois a Casa Barão de Melgaço só foi entregue pela atual gestão municipal, depois da intervenção do secretário Francisco Vuolo, da Cultura, que acertou os pormenores. E por derradeiro citou a instalação da Biblioteca “Therezinha de Jesus Arruda”, inaugurada no sábado, dia 28 de outubro.

O novo presidente abre o seu discurso falando do “Casarão de Barão de Melgaço” bicentenário, no qual se reunem vozes em defesa da soberania do solo pátrio, como também da cultura, da beleza da poesia e falou do grande legado de Augusto de Leveger, o nosso Barão de Melgaço, que hoje empresta o nome à casa.

Sebastião Carlos resgatou seu passado de militante político e fez uma dura crítica ao momento político que o país sobrevive ao citar nomes de acadêmicos que fizeram a história da entidade naquela casa – Dom Aquino Corrêa, José Barnabé de Mesquita, Lenine Póvoas, Clóvis de Mello, Silva Freire, Rubens de Mendonça, Maria Muller, Dunga Rodrigues, Estevão de Mendonça, Virgílio Corrêa… (devo ter omitido alguns nomes, não o acadêmico) e fez referência a um membro do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso, um dos nomes de um dos nossos mais importantes heróis nacionais que é Cândido Mariano da Silva Rondon.

Carlos Gomes ressaltou, contudo, dando a coloração política, que esses notáveis não podem ser recordados apenas como referências de estudos, pesquisas, mas também como “luz, como uma importante faceta, nesta hora triste, sombria, vergonhosa que a pátria atravessa. Os exemplos de homens públicos são raros e se escasseiam a olhos vistos e a ética é destroçada em praça pública, a verdade humilhada, a virtude desprezada e o patriotismo tratado de modo vi. Esses mato-grossenses devem ser recordados e engrandecidos como exemplos de cidadania”. Faltou apenas, na boca do novo presidente, um FORA TEMER para arrematar com chave de honra o apaixonado pronunciamento.

Citou, como não podia deixar de citar, o trabalho de sua passagem anterior pela presidência da AML, a edição da Coleção Obras Raras de Mato Grosso que reúne obras literárias (romances, contos e poesias) publicadas entre os anos de 1917 e a década de setenta. Ele lembrou que, ao entregar essa coleção de livros na Biblioteca Nacional, um dos diretores comentou que seria importante para a cultura brasileira se, em cada um dos estados brasileiros, tivesse uma coleção como essa. São livros que se encontravam esgotados e esquecidos – incluindo aí o primeiro romance publicado por um autor nascido em Mato Grosso – e que, por sua importância para a história literária regional, foram reeditados a partir de 2008.

Uma falha imperdoável não poderíamos deixar de registrar, porém. Por que a leitura de correspondência de congratulações naquele momento de festa? Se a leitura, no nosso modesto modo de ver, não cabia a que se referia aos “mato-grossenses do NORTE”, menos ainda, já que não existe um Mato Grosso do Norte.

Presentes os acadêmicos Pedro Dorileo, Lucinda Persona, Tertuliano Amarilha, Moisés Martins, Nilza Queiroz, Elizabeth Madureira, Ubiratã Nascentes, José Carrara, Louremberg Alves, Eduardo Mahon, Fernando Tadeu, Ivens Scaff, Agnaldo Silva, João Vicente, Cristina Campos, Olga Castrillon e Luciene Carvalho.

O ativo secretário de Cultura de Cuiabá, Francisco Vuolo, compôs a mesa. Na distinta plateia juiz Antônio Pereira, os juristas Elarmin Miranda e Fábio Capilé, o advogado Renato Nery, o performático Neneto Sá, a ex-primeira dama do Estado, Maria Lygia Borges Garcia, acompanhada de seu filho o empresário Carlos Antonio, o juiz Jamilson Haddad, e o secretário de Cultura, Francisco Vuolo, no ato representando o prefeito Emanuel Pinheiro, entre outros.

Na parte cultural tivemos ainda as performances de Caio Augusto e Edilaine ‘recitando’ poemas de Carlos Gomes de Carvalho e as execuções dos hinos nacionais e do estado por conta do belo Quinteto Ciranda Mundo.

Voltemos ao início para fechar. Aurea Maria canta desde os sete anos, quando começou a estudar no Conservatório Dunga Rodrigues e, em 2012, faz sua estreia pública ao participar do recital no Colégio dos Padres. Está cursando a sétima série no Colégio Coração de Jesus, onde participa do coral; estuda técnica vocal com Raquel Rocha e piano. E de sua carreira, certamente, falaremos mais adiante nas páginas deste também histórico e persistente Diário de Cuiabá.

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Casa Barão de Melgaço mais rica com os livros de Therezinha Arruda

Por João Bosquo | A Casa Barão de Melgaço – sede dos venerados Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso (IHGMT) e Academia Mato-grossense de Letras (AML) – está mais rica. Rica em cultura, em história e literatura com a doação do acervo bibliográfico de Therezinha Arruda, professora aposentada da UFMT, historiadora, produtora cultural, a mítica diretora da Casa da Cultura dos anos 80, quando Cuiabá passou por momento efervescente com ações culturais efetivas voltadas para a população.

A festa (parece batido dizer festa, mas foi uma festa em que pese o número reduzido de presentes) de estreia da Biblioteca Therezinha de Jesus Arruda aconteceu no último sábado, 28, e teve certa formalidade – apesar da busca da informalidade – com uma fala de saudação da professora Nileide Souza Dourado, também do IHGMT. A professora Nileide destacou que “as contribuições de Therezinha Arruda passam por diversas áreas, como os livros colecionados, trabalhados e socializados por intermédio de suas aulas, pesquisas, palestras, projetos e inúmeros outros estudos, hoje doados para a Casa Barão de Melgaço, que permanecerão disponíveis e auxiliarão as gerações futuras e, de modo geral, a sociedade cuiabana e mato-grossense na construção dos saberes e na preservação do patrimônio histórico e cultural de Mato Grosso”.

A professora Nileide lembrou ainda que “Therezinha Arruda não mediu esforços em contribuir, enquanto uma das pioneiras, no campo da produção do conhecimento histórico mato-grossense, especialmente na UFMT, cuja participação e envolvimento se destacam para as questões regionais”, lembrou. Uma dessas contribuições – sem dúvida – foi a participação na criação do Núcleo de Documentação e Informação Histórica Regional (NDIHR) da UFMT.

A professora Elizabeth Madureira Siqueira, presidenta do IHGMT, falou sobre o acervo acumulado desde a década de 1960 e de sua relevância para o universo da pesquisa.

“Temos certeza de que as obras ofertadas servirão para pesquisa daqueles que investigam sobre a América Latina, Brasil e também Mato Grosso e Ciência Política, visto a preciosidade e a quantidade de livros que versam sobre as temáticas”, comemorou a professora Elizabeth.

Segundo ela, o conjunto de obras foi dividido em quatro campos temáticos: América Latina, com especial produção sobre Cuba, onde a historiadora residiu e atuou no campo cultural; Brasil, cuja coleção inclui obras raras e hoje esgotadas, além de coleções referentes à trajetória brasileira; Mato Grosso, contendo obras raras sobre a produção bibliográfica referente ao contexto histórico mato-grossense; e Obras Gerais, incluindo a expressiva coleção no campo da Ciência e Sociologia Política, além de coleções de consulta geral.

A coleção está sendo catalogada, a partir do que Therezinha Arruda irá assinar o Termo de Doação para que essa preciosa biblioteca seja adicionada ao acervo da Casa Barão de Melgaço. Na cerimônia de inauguração, merece destaque, a presença da irmã mais velha de Therezinha, Maria Benedita Martins de Oliveira, e mãe do ex-governador, ex-ministro Dante Martins de Oliveira. A presidenta da AML, Marília Beatriz de Figueiredo Leite, que além dos agradecimentos pela doação, lembrou de sua relação com Therezinha Arruda desde os tempos de formação conjunta no Colégio Coração de Jesus.

Presente também o empresário Carlos Antônio Garcia, conhecido Catonho, que lembrou um projeto do qual participou na época desenvolvido na preservação da cultura ribeirinha, e resultou na produção de um curta em super 8 “As Usinas de Rio Abaixo”, que tinha parte da narrativa feita por Alfredo Scaff, que falava da Usina Itaici. Da lembrança vem a interrogação: onde está, em que prateleira, acervo está esse filme? Acreditamos que seria interessante resgatar parte dessa memória, mesmo porque quando o filme foi produzido alguma dessas usinas ainda estava em funcionamento.

Presentes ainda: José Cidalino Carrara, vice-presidente da AML, Sueli Batista, secretária Geral da AML, Ubiratã Nascentes Alves, entre outros.

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Biblioteca Therezinha Arruda é inaugurada na Casa Barão

A professora Therezinha Arruda doou sua biblioteca para o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso e passa a integrar o acervo da Casa Barão de Melgaço, sede também da Academia Mato-grossense de Letras.

O evento aconteceu na manhã deste sábado.

O vídeo mostra trecho da saudação da presidente da AML, Marília Beatriz.

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No calor do inverno cuiabano encontro literário de hoje até sexta-feira

O encontro em Cuiabá é inspirado na “Primavera Literária Brasileira”, que acontece na França

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), por meio da Coordenação de Letras, vinculado ao Instituto de Linguagens (IL) realiza entre hoje, 2, até sexta-feira,4 de agosto o evento “Inverno Literário Cuiabano”.  O Inverno, vamos combinar, é apenas no nome, pois hoje, os termômetros devem registrar mínima de 20 e máxima de 36 graus (na sombra). Na sexta, último dia do evento, há uma ameaça da mínima baixar até os 17º. Vamos torcer para fazer jus ao titulo.

Segundo as organizadoras Elaine Cristina de Almeida e Suze Oliveira, o encontro é inspirado na Primavera Literária Brasileira, evento que acontece desde 2014 na Universidade Sorbonne, Paris, entre os escritores contemporâneos brasileiros e os estudantes da Universidade.

O objetivo do Inverno Literário Cuiabano é proporcionar diálogo entre pesquisadores, acadêmicos e escritores brasileiros e franceses buscando compreender as tendências da literatura contemporânea dos dois países bem como proporcionar ao público o conhecimento de alguns escritores mato-grossenses, suas percepções de mundo, obras e trabalho realizado pela Academia Mato-grossense de Letras na promoção da literatura local.

O evento é  um encontro de vozes Contemporâneas “Que preocupações humanas ressoam na literatura contemporânea?” “Há ainda vozes sem ecos?” A partir de um diálogo entre acadêmicos, pesquisadores e escritores brasileiros e francófonos, buscar-se-á conhecer e compreender as tendências da literatura contemporânea brasileira e francófona.

Além disso, espera-se, durante esse Inverno Literário Cuiabano, propiciar a estudantes de Letras e à sociedade a oportunidade de conhecerem alguns de nossos escritores mato-grossenses, a percepção de mundo destes, suas obras, assim como o trabalho realizado pela Academia Mato-grossense de Letras na promoção da literatura local.

Professor de Estudos Lusófonos da Université Paris-Sorbonne IV, “Chevalier des Palmes Académiques” pelo Ministério da Educação francês e Conseiller Littéraire pelo Conseil National du Livre para o Salão do Livro de Paris de 2015, professor Dr. José Leonardo Tonus é um dos convidados do Inverno Literário.

Participa ainda do evento a professora Dra. Véronique Bonnet, da Université Sorbonne Paris-Cité XIII, professora convidada pela USP para realizar atividades junto ao grupo de pesquisa Criação e Crítica do Programa de Pós-graduação em Estudos Franceses durante o ano letivo de 2017. Ela vai falar sobre a perspectiva das representações de escritores francófonos, as percepções da história do tempo presente e da história do tempo presente e da história imediata da perspectiva dos refugiados, da produção literária, reconfigurações da memória e as interferências disso na leitura do tempo presente, questões pungentes e bastante atuais à compreensão da sociedade contemporânea.

A programação conta com palestras, lançamento de livros e a entrega de diplomas da Université Paris-Sorbonne aos participantes do Programa de Licenciatura Internacional (PLI-França) referente ao período de setembro de 2013 e março de 2015. Por se tratar de um evento do Curso de Letras, Português-Francês, as falas dos palestrantes poderão ocorrer em Língua Portuguesa ou Francesa sem tradutores.

A programação acontece no IL , no Centro Cultural e no Museu Rondon de Etnologia e Arqueologia (Musear) além da Academia Mato-grossense de Letras. O evento é aberto à comunidade externa e contará com certificação de 16h aos participantes da atividade. As inscrições devem ser feitas até 30 de julho.

Eis a programação:  Hoje, quarta-feira, no Centro Cultural, às 19:00, acontece a abertura e acolhida aos participantes, com execução dos Hinos Nacional e de Mato Grosso.  Às 19:30 — “Da consecução e da realização do projeto PLI -UFMT”, com a Profª. Dra. Suze S. Oliveira e Representante da SECRI —UFMT;  20:10 — Cerimônia de entrega simbólica dos Diplomas da Université Paris -Sorbonne aos alunos do PLI -França (set. 2013 —mar. 2015) pelo professor Dr. José Leonardo Tonus  que na sequencia fará a palestra “Avaliação do PLI -França: desafios e perspectivas ”; 21:00 — “Panorama de la Formation de Licence de Lettres Modernes au sein de Sorbonne Paris Cité” – Profa. Véronique Bonnet e às 21:40 — Interação entre o público e os palestrantes, com encerramento previsto para às 22:00.

Na quinta-feira, 3, no Auditório do Museu Etnográfico Rondon, às  8:00 — “O livro brasileiro na França: balanço, perspectivas e impasses para uma política cultural”, como o Prof. Dr. José Leonardo Tonus; às 9:40 — “ L ’écrivain francofone et la condition migrante: Emile Ollivier, Dany Laferrière et Patrick Chamoiseau ”, com a Profª. Dra. Véronique Bonnet. No Auditório “ M” do IL, às 19:00 — Printemps Littéraire: o que é?, com o Prof. Dr. José Leonardo Tonus e alunos PLI -França/Capes – UFMT;  ás 20:40 — Conversa com a escritora Lucia Bettencourt e lançamento de “Olhar Paris” (2016) e “Escrever Berlim” (2017) seguida de Interação do público e convidados, com sessão de autógrafos.

Na sexta-feira,4, na Academia Mato-grossense de Letras, às 19 horas — A Academia Mato-grossense de Letras e a difusão da literatura mato-grossense, com a presidente da entidade, Prof.ª Dra. Marília Beatriz de Figueiredo Leite; às 19:40 — Roda de conversa com escritores mato-grossenses convidados: “Por que escrevo?”, “Escrever em Mato Grosso” – Cristina Campos, Ivens Cuiabano Scaff, Daniela Freire e Ric Milk.

A atividade conta com o apoio da Secretaria de Relações Internacionais (Secri), Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Academia Mato-grossense de Letras (AML).

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Eduardo Mahon lança livro e João Gordo estreia filme nesta terça, 1 de agosto

O livro é “Contos Estranhos” e o filme é “O Poder da Palavra” que movimentam, nesta terça-feira, o Cine Teatro

Integrantes do Bonde do Mahon – Foto: Divulgação

O lançamento… Ops, o ciclo de lançamento do livro “Contos Estranhos”, de Eduardo Mahon, se encerra neste dia primeiro de agosto, terça-feira, com um evento no Cine Teatro Cuiabá, quando também (além dos autógrafos, tête-à-tête do escritor e o seu público amado leitor – que não é pequeno – tão tradicional num lançamento de livro) acontece a avant-première do filme-documentário “O Poder da Palavra”, de João Manteufel, o João Gordo, que conta com a participação de Aclyse Mattos, Lorenzo Falcão, Luciene Carvalho, Lucke Mamute, Marília Beatriz de Figueiredo Leite, Ramon Carlini, Vera Capilé, Waldir Bertúlio e, claro, do escritor Eduardo Mahon. O filme tem 60 minutos e não sei quantas palavras, por isso tudo o evento está sendo tratado como “Bizarro, incomum, esquisito”.

Este repórter não vai discordar do “bizarro, incomum e esquisito” dos lançamentos deste 10cimo livro de Eduardo Mahon que, como noticiamos a primeira vez neste mesmo Namarra, começou em março, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, depois se desdobrou pelas mato-grossenses Cáceres, Sinop, Pontes e Lacerda e também na FLIC de Chapada de Guimarães, onde a festa contou também com a participação de outros escritores – Ivens Cuiabano Scaff, Olga Maria Castrillon-Mendes, Cristina Campos e Marli Walker – que também participaram dos eventos. Agora, se junta à trupe, um cineasta, o João.

O filme começa a ser exibido às 19h30, portanto não percamos a hora.

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Tenho pouco para falar do filme. A única informação que recebi é que a poeta (desde Cecília Meireles, todas querem ser chamadas de ‘poeta’, contrariando o gênero poetisa) Luciene Carvalho faz um depoimento emocionante, pra lá de bacana, e se revela como atriz… Mas, pelo que me lembro dos tempos do Flamp, Luciene já era uma estrela.

Vamos ao livro. “Contos Estranhos”, recapitulando, começou – segundo o autor – a partir de uma prosaica pergunta “e se?” e de tal pergunta se prolongou a imaginação criadora e surgiram os contos, como “A Hérnia”, “A menina que roubava cores”, “O homem sem gravidade” e outros, somados 35 foram reunidos e mais a novela “O Homem do País Que Não Existe”.

Para quem vem acompanhando a produção do ativo advogado, polemista e escritor, os resultados são surpreendentes. Os romances “O Cambista” (2015) e “O Fantástico Encontro de Paul Zimmermann” (2016), ambos tem uma narrativa cinematográfica que envolve o leitor pela clareza textual. Não é fácil. Isso sem falar da necessidade de se fazer que produto final, o livro, suporte da história chegue até as mãos do leitor.

Olga Castrillon-Mendes, professora e pesquisadora de literatura da Unemat, que prefacia o livro, destaca o trabalho de Mahon, ao espalhar os seus textos para um número maior de possíveis leitores.

Eduardo Mahon, segundo Olga Castrillon-Mendes, “é um dos que mais se comunica com o leitor em potencial pela forma como distribui e faz circular sua obra. Certamente contribuindo para a configuração da cadeia sistêmica que envolve meio social, história, produção e formação, como aquela traduzida por Antônio Cândido e repensada por críticos e teóricos contemporâneos”.

A poeta e acadêmica Lucinda Nogueira Persona, no posfácio do livro, falando em linguagem, diz que “em Contos Estranhos, importa salientar, entre outros elementos, a economia da linguagem. Em cada frase, o autor opta por um enxugamento que agiliza a marcha da escrita e jamais prorroga o desfecho. Assim, o narrador revela-se resoluto do início ao fim”.

Com outras palavras – creio – a poeta Lucinda Persona está nos dizendo do drama do escritor, como no poema “O Lutador”, de Carlos Drummond de Andrade que afirma que “Lutar com palavras/ é a luta mais vã/ Entanto lutamos/ mal rompe a manhã/ São muitas, eu pouco./ Algumas, tão fortes/ como o javali/ Não me julgo louco/ Se o fosse, teria poder de encantá-las/ Mas lúcido e frio/ apareço e tento/ apanhar algumas /para meu sustento num dia de vida”.

A luta empreendida por Mahon é pela economia da linguagem – como destaca Lucinda – tanto que os contos são um paragrafo só. Os diálogos dentro do texto dispensam os sinais gráficos – (travessão) e “” (aspas) por exemplo e o leitor não precisa dessas sinalizações para compreensão da narrativa direta, intuitiva e – alguns momentos – chocante.

A leitura dos livros de Mahon, no atual contexto mato-grossense, é interessante inclusive para compreensão do universo literário no qual vivemos. Boa leitura.

Lá no início foi escrito que o ciclo de encerramento se esgota em agosto. Mentimos. Em outubro o autor já tem agendado o lançamento do livro Contos Estranhos em São Paulo, em destacada livraria paulista.

Fonte: DC Ilustrado

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O lugar de tudo é em Marília Beatriz e o lugar de Marília Beatriz é na literatura mato-grossense pela eternidade – Por Eduardo Mahon

Viva, Marília Beatriz!

Por Eduardo Mahon | A gestão de Marília Beatriz vai se despedindo com galhardia. Soma mais um troféu valioso para a literatura mato-grossense: a eleição de Aclyse Mattos. Nossa presidente merece o nosso aplauso. Não foi fácil. A responsabilidade, no caso dela, foi redobrada por uma tripla coincidência: Gervásio Leite, o poeta, jornalista, cronista, educador, deputado e desembargador, completou 100 anos e, com ele, relembramos os 40 anos que passaram da gestão desse modernista à frente da Academia. Não bastasse essa enorme responsabilidade, Marília Beatriz de Figueiredo Leite conduziu os festejos de 95 anos da mais longeva instituição literária do Estado. Em dois anos, a presidente reinaugurou a Casa Barão de Melgaço, lançou um volume da Revista da AML com discursos inéditos, participou de inúmeros eventos no interior e na capital de Mato Grosso, recebeu centenas de estudantes para discussões e palestras, além de produzir continuamente os textos que seduzem pela beleza plástica, própria de quem domina a semiótica.

A gestão começou com o pé direito. Na posse de Marília, vieram os colegas escritores de Mato Grosso do Sul para a primeira sessão conjunta entre as duas academias, desde a separação dos Estados. Na ocasião, compunha a mesa de honra Gilberto Mendonça Telles e Wlademir Dias-Pino, uma moldura modernista que sempre coube à família de nossa presidente. A inteligência de Marília Beatriz fez troça com os tapumes que sufocavam a Casa Barão de Melgaço durante a lenta requalificação. Foi a presidente que nos convidou a pixar poesias nas estéreis folhas de madeira com a qual o cerco à literatura foi imposto pelo poder público. Coordenados pela criatividade da presidente, resistimos. Vencemos a sisudez estéril com a irreverência poética. Ali estava a marca dela: Marília entregou-se à Academia, com spray e lágrimas.

Nos dois anos em que fomos contagiados pela delicadeza de Marília, sabíamos que ela não iria parar sentada. Falou de pé. Ninguém a segurou, ninguém a dominou, ninguém a controlou. A pauta foi dela, exclusiva, singular. Quando o protocolo assombra, os ritos oprimem, os estatutos pressionam, Marília Beatriz é aquela que nos relembra a razão de estarmos juntos: pela literatura, não pelo formalismo; pela literatura, não pela cerimônia; pela literatura, não pela norma. Deixou claro de dentro para fora: o que precisamos é de mais literatura e menos burocracia. As opções da gestão que se despede foram tomadas em prol das letras e dos autores que estão lutando em Mato Grosso pela poesia, pela prosa, pela música, pelo teatro. Eis uma mulher corajosa a quem admiro, respeito e festejo.

No dia 12 de setembro, Marília Beatriz conduzirá a posse de Aclyse Mattos. Preparem-se! Nada será como antes. Estejam todos presentes, haverá inovação como de costume. Porque o costume da presidente é perseguir novas imagens, novas formas, novas linguagens. Quem está parado, se anime. Quem está animado, pegue fogo. Esta é a contribuição que nos legou: não ter medo do futuro, porque o novo não se impõe pelo litígio com a tradição. Marília está nos deixando uma Academia de Letras mais jovem, mais viva, mais próxima da sociedade. Os nossos aplausos são partilhados com os vice-presidentes: José Cidalino Carrara, um lorde em terras cuiabanas, e Ivens Cuiabano Scaff, o embaixador das letras mato-grossenses.

A itinerância da Academia Mato-grossense descobriu uma nova geografia e, com ela, um desejo de interiorização. É preciso dar vez e voz aos escritores e leitores do interior. Marília palmilhou muitos lugares, criando espaço e desejos. De vez em quando, me lembro da provocação poética dela: “qual o lugar do desejo sem lugar?”. A pergunta fere fundo os nossos sentidos. Qual o lugar? Do desejo? Sem ligar? Não! O lugar de tudo é em Marília Beatriz. E o lugar de Marília Beatriz é na literatura mato-grossense pela eternidade. Obrigado, querida amiga. Você é brilhante!

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Prefeitura e Academia de Letras conversam sobre Cuiabá 300

O secretário de Cuiabá, Francisco Vuolo, visita a Casa Barão de Melgaço e entabula parceria com vistas ao tricentenário cuiabano

Francisco Vuolo

Francisco Vuolo, secretário de Cultura de Cuiabá

Por João Bosquo | A Casa Barão de Melgaço, recém-reformada pela Prefeitura de Cuiabá, abriu suas portas para receber a visita do Secretário Municipal de Cultura cuiabano, Francisco Vuolo, que foi recebido pela presidenta da Academia Mato-grossense de Letras (AML), Marilia Beatriz de Figueiredo Leite, que estava acompanhada pelo vice-presidente, José Cidalino Carrara. Foi uma visita de cortesia e de trabalho, com vistas os 300 anos de Cuiabá.

O tom da conversa foi mais ou menos assim: “Nós, a Academia Mato-grossense de Letras, queremos participar dos 300 anos de Cuiabá”, teria dito Marilia Beatriz. Francisco Vuolo respondeu: “Nós, a Prefeitura de Cuiabá, queremos a participação da Academia Mato-grossense de Letras”. E parece que será assim. Segundo Marília Beatriz, “não dá mais de andar separados”.

O secretário Francisco Vuolo disse que a visita também era “uma determinação do prefeito Emanuel Pinheiro”. A determinação, segundo ele, é o de buscar a integração para as ações que promovam as políticas culturais.

Além da acolhida, segundo Francisco Vuolo, a direção da AML apontou projetos que poderão ser desenvolvidos em parceria entre o município e a entidade. Ele lembra que vivemos no limiar dos 300 anos de fundação da nossa capital. Vamos combinar, não é todo ano que uma cidade comemora 300 anos. Para Vuolo “a integração entre a Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo e a Academia Mato-grossense de Letras será de vital importância para que se possa implementar projetos e ações que fortaleçam a cultura. E ao falar de cultura, uma das entidades principais é AML”.

A presidenta da AML, Marília Beatriz destacou, em primeiro lugar, o fato de ter sido o secretário Francisco Vuolo que solicitou a reunião, uma demanda antiga da entidade, mas que não conseguia dialogar com os gestores da administração passada (leia-se Mauro Mendes). “Achei isso extraordinário, o que demonstra o interesse pela cultura mato-grossense e por uma das instituições mais antigas de Cuiabá”, afirmou.

Na outra parte, Marília Beatriz disse que algumas ações e projetos que foram colocados pelo secretário vão ao encontro ao que vem sendo pensado por ela, enquanto pessoa física, mas faz parte de um pensamento que é o de ver Cuiabá mais cultural.

Um desses projetos é o de criar, na sede da secretaria de Cultura – antigo Clube Feminino, e que já chegou receber o nome de Zulmira Canavarros, uma das fundadoras –, uma Galeria de Artes. Segundo o gestor municipal, esse esboço já está sendo elaborado. Outra ação é de revigorar a Biblioteca Pública Municipal M. Cavalcanti Proença que, além dos livros físicos, possa também trabalhar com livros digitais.

Marília Beatriz disse que ficou satisfeita com tudo que ouviu da parte do secretário, pois mostra uma visão aberta, moderna de conduzir as ações e projetos, além do caráter de valorizar a entidade e apoiar naquilo que for competência do município.

Enquanto efeméride cuiabana, Francisco Vuolo disse que o prefeito Emanuel Pinheiro, até por ser um compromisso de campanha, está ‘desenhando’ uma gestão voltada para os 300 anos, mas que vai acabar no dia 8 de abril de 2019. “O prefeito está pensando num programa que começa agora e vai se estender além. Por isso este ano de 2017 será um ano de planejamento e de organização para que possamos lançar um grande programa, que não só atenda exclusivamente obras físicas, mas que também busque o envolvimento da sociedade, para que possamos trazer para dentro desse projeto uma Cuiabá mais humana e possamos construir uma cidade voltada para o cidadão, já que esse é o foco do prefeito Emanuel Pinheiro”, disse.

Uma boa notícia – atenção, José Antônio Lemos dos Santos: o secretário Vuolo, durante sua visita à AML, revelou que o projeto de rebaixamento do cabeamento do Centro Histórico de Cuiabá está na pauta do prefeito Emanuel Pinheiro e deve – se tudo der certo – sair do papel. Segundo Vuolo, o prefeito já esteve com a presidente nacional do Iphan, a historiadora Kátia Bogéa, e existe a possibilidade do município assinar um convênio para alocar recursos federais e desenvolver o projeto sonhado há mais de 30 anos.

Por que chamo a atenção do arquiteto José Lemos? Porque é um dos cuiabanos mais apaixonados que enxerga Cuiabá além do próprio nariz. Segundo ele, o rebaixamento do cabeamento é imprescindível para se planejar intervenções urbanísticas, como o piso, a restauração de prédios.

Para José Lemos, “não tem nada mais anti-histórico que os postes da rede elétrica”. Segundo ele, muitos proprietários de prédios na região vão fazendo das tripas coração para manter a fachada, mas tem na sua frente um poste com transformador, com mil e quinhentos fios, desfocando qualquer beleza arquitetônica da região.

Apoiado. Viva Cuiabá 300.

Leia tambem: Cuiabá 300-2

 

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A 2ª FLIC mostra que letras de MT estão vivas

A Festa Literária se expandiu e recebeu convidados de outros Estados e o escritor angolano Pepetela

O público prestigia a abertura da 2ª FLIC em Chapada dos Guimarães Foto: Junior Silgueiro

“Uma festa imodesta como esta
Vamos homenagear
Todo aquele que nos empresta sua festa
Construindo coisas pra se cantar”…  Cantava Chico Buarque pela primeira vez, nos anos 70, os versos de Caetano Veloso, quando o “sinal está fechado” como cantaram também Belchior e Paulinho da Viola… Os tempos atuais são nublados, a nossa democracia sob vários ataques, mesmo assim uma Festa Literária, a segunda, se manifestou ‘imodesta’ e a literatura mato-grossense foi o grande destaque, ‘construindo coisas para se ler’, parodio Caetano “para nós que somos jovens”.

Este repórter – de forma imperdoável – não pode ir a esta Festa, por conta de suas limitações e idade, mas faz questão de registrar a importância deste magnífico evento (também por se meter a ser poeta) que aconteceu no último fim de semana, em Chapada dos Guimarães que foi a 2ª Festa Literária de Chapada (FLIC).

“A segunda FLIC levou para Chapada dos Guimarães uma programação ampla, democrática, onde toda a família foi contemplada”, disse a historiadora e diretora do Instituto de Estudos Socioculturais (IESC), Maria Amélia Assis Alves Crivelente, idealizadora do projeto. Continue Reading

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Casa Barão de Melgaço, sede da Academia Mato-grossense de Letras, reabre suas portas em noite de festa

Vera Capilé, acompanhada pelo sax do Mestre Bolinha, canta o Hino de Cuiabá na solenidade de abertura da sede da AML e do Instituto Histórico, restaurada pelo Iphan, Governo do Estado e prefeitura de Cuiabá

Sede da AML,em evento de 2015

A Casa Barão de Melgaço – depois de idas e vindas – finalmente será inaugurada neste sábado, 6 de maio de 2017. A prefeitura de Cuiabá cogitou fazer a entrega dentro do calendário de aniversário de 300-2 da capital, em abril, mas teve que ser adiada. Agora não tem história. A solenidade de reabertura começa às 19 horas, lembrando sempre que somos brasileiros e não temos ainda a cultura de começar pontualmente no horário.

O governador Pedro Taques, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro e a Superintendente do Iphan-MT, Amelia Hirata, cercados certamente por outras autoridades, receberão a presidente nacional do Iphan, a historiadora Kátia Bogéa, que vem especialmente para o evento, já que os recursos foram do Governo Federal, dentro do programa PAC Cidades Históricas, uma proposta que vem lá de trás, dos tempos de Lula e Dilma. A presidenta da Academia Mato-grossense de Letras, a escritora Marília Beatriz diz que a cerimônia será simples, ela promete falar pouco, assim como deve ser curto o discurso de Elizabeth Madureira, presidenta do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso. De Brasília, virá também o diretor do PAC Cidades Históricas, Robson Antônio de Almeida. Continue Reading

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Casa Barão reabrirá as portas. Agora vai

A reabertura se dará, depois de idas e vindas, expectativas e frustrações – se não chover – em 6 de maio

A primeira notícia foi que a Casa Barão de Melgaço seria entregue à população no último dia 15 de abril, dentro dos festejos de aniversário dos 300-2 da capital mato-grossense. A festa chegou a ser incluída pelo então secretário de Cultura de Cuiabá, Anselmo, com uma série de shows, na programação festiva da capital, misturada com Zezé di Camargo e Amado Batista. Micou – e agora a expectativa é que a reforma seja concluída, o que dela falta concluir, no próximo dia 6 de maio, um sábado.

O evento fica por conta da prefeitura Municipal de Cuiabá e o prefeito cuiabano, Emanuel Pinheiro receberá as devidas reverencias da cuiabania, ainda mais agora que desmembrou a secretaria de Cultura e nomeou como secretário o cuiabaníssimo Francisco Vuolo, que já fora secretário com Roberto França.

Marília Beatriz de Figueiredo Leite, presidenta da Academia Mato-grossense de Letras (AML) não esconde a felicidade em ver a sede da entidade e do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso (IHGMT) com suas janelas e portas abertas para receber os confrades acadêmicos e membros históricos, bem como o público em geral. Continue Reading

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Casa Barão de Melgaço, sede da Academia Mato-grossense de Letras, passa por vistoria e será entregue no dia 15

As presidentas da Academia Mato-grossense de Letras, Marília Beatriz, e do Instituto Histórico e Geográfico, Elizabeth Madureira, participam da vistoria à Casa Barão de Melgaço realizada no último dia 23 pela prefeitura de Cuiabá 

Da Assessoria | A prefeitura de Cuiabá, por meio das secretarias de Cultura Esporte e Turismo e de Planejamento, realizou visita de vistoria na Casa Barão de Melgaço, juntamente com as presidentas da Academia Mato-grossense de Letras (AML), Marília Beatriz  de Figueiredo Leite, e do Instituto Histórico e Geográfico, Elizabeth Madureira Siqueira, para deliberar pontos estruturais sobre a cerimônia de reinauguração da Casa no dia 15 de abril, dentro da programação do aniversario de Cuiabá.

A vistoria começou com um “check list” idealizado pelas dirigentes em todas as dependências, que receberam a reforma dentro do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Cidades Históricas.

O secretario-adjunto, Junior Leite reitera que foi possível, observar todos os pontos reformados, sejam eles internos ou externos, e que estão em conformidade com o contrato. Disse ainda, que essa ação serviu para reforçar, o quanto a gestão atual valoriza e respeita o patrimônio histórico e cultural da cidade. Continue Reading

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Renato Anselmo abre o coração e diz que já leu Dom Casmurro

O novo secretário Cultura de Cuiabá dá continuidade aos trabalhos e diz que a Casa Barão de Melgaço já está pronta para ser entregue à AML

O novo secretário de cultura do município de Cuiabá, ufa!, começa a dar as caras. Foram semanas de espera para acontecer uma rápida entrevista pra fazer um perfil do titular que comanda as políticas de cultura, turismo e esportes cuiabanos. Afinal, quem é Renato Anselmo Vilela? E nada melhor que perguntar ao próprio Renato Anselmo, que até anteontem era um ilustre desconhecido, quando se supõe que os gestores sejam reconhecidos pelos seus pares, principalmente na Cultura, onde uma fauna infinita de egos se manifesta até ante um espirro desafinado.

Os espirros não foram poucos quando o prefeito Emanuel Pinheiro anunciou o nome de Renato Anselmo como futuro titular da pasta de Cultura, Esporte e Turismo, 29 anos, formado em Turismo, graduado em Administração e atualmente estudando Direito na Unic Pantanal… Bom, como a pasta é mista – e sua formação tem lá turismo, além de administrador, o seu nome foi escolhido entre outros cinco indicados pelo partido PRP, o Partido Republicano Progressista, que segundo consta fez parte da coligação do candidato a prefeito. Continue Reading

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Jose C. Carrara: A Academia Mato-Grossense de Letras está sem teto, sem sede. O que fazer?

José Cidalino Carrara, da Academia Mato-grossense de Letras, que também é jornalista, e esse espírito de jornalista que prevalece e faz um relato da reunião dos membros da entidade que aconteceu no último sábado em seu perfil no Facebook.com, cujo ponto principal da pauta foi a sede da entidade que está em reforma desde 2015.

Por José Cidalino Carrara

 A Academia Mato-Grossense de Letras, fez na manhã deste sábado, 11 de fevereiro, sua primeira reunião do ano de 2017. A reunião foi numa pequena, mas aconchegante e bem arrumada sala de uma ótima padaria. A sala, com ótimo café da manhã foi ofertada pelo jovem Marcelo Oliveira, filho de Marcelo Oliveira, cuiabano e que como secretário de obras da cidade, muito fez para nossa capital.

Mas, o que causa espanto, revolta, indignação e falta de respeito com a mais importante instituição cultural de Mato Grosso, é que a ACADEMIA MATO-GROSSENSE DE LETRAS, que tem sua sede própria, a chamada Casa Barão de Melgaço, e abriga também o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso, outra instituição de grande respeito e prestigio incontestáveis, passa por uma reforma ou como eles dizem requalificação.

Obras que nunca terminam. Continue Reading

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Artistas, agentes culturais, produtores e agitadores detonam o método de escolha para o Conselho Estadual de Cultura

O pedido encaminhado ao governador Pedro Taques aponta falhas na nomeação da comissão provisória para eleição dos novos conselheiros

Artistas, produtores e agentes culturais pedem ao governa- dor Pedro Taques que cancele o processo eleitoral para escolha da nova formação do Conselho Estadual de Cultura. A cultura, o segmento, a área, a cadeia produtiva da cultura, enfim, a classe cultural não anda – vamos dizer assim – muito satisfeita com a política cultural implementada pelo atual secretário Leandro Carvalho. Os conceitos, sim, são maravilhosos; mas o fazer, o dia-a-dia, o meio de campo é que vêm tirando os gestores, produtores, agentes culturais, prestadores de serviço e abnegados do sério. Todos parecem à beira de um ataque de nervos.

Foto: Amilton Martins

A enésima gota que transbordou desta vez foi o lançamento, ou abertura de prazo no último dia 5 e que vai até amanhã, sexta, 20, para que as pessoas “interessadas em colaborar com a elaboração do Regimento Eleitoral para a escolha do novo Conselho Estadual de Cultura” – o “C” do propalado CPF da cultura de Mato Grosso, que se sabe agora está capenga. Rememorando: do atual CEC, dos sete eleitos na gestão passada, sobraram apenas três, depois que a Polícia Civil desarticulou um esquema de fraude, por meio da operação Alexandria. Dois foram exonerados ainda na época do governador Silval Barbosa.

Foto: Amilton Martins

Por conta dessa abertura de prazo, que se esgota nesta sexta, para apresentação de sugestões por meio ‘on-line’, é que diversos representantes de variados setores da cadeia produtiva da cultura de Mato Grosso, radicados em Cuiabá, se reuniram emergencialmente no início da noite desta terça feira, na Arto Galeria – Arte & Café, na rua Dom Bosco, não na calada mas no início da noite, com o sol de verão morrendo no alto da avenida, para pedir diretamente ao governador Pedro Taques que anule, cancele ou torne sem efeito o atual processo eleitoral do Conselho Estadual de Cultura, para que haja de fato a participação da categoria. Continue Reading

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Academia Mato-grossense de Letras comemora em sessão solene 95 anos de fundação

por João Bosquo e Enock Cavalcanti

Um seleto público, seletíssimo para não dizer diminuto, prestigiou a sessão comemorativa aos 95 anos de criação da Academia Mato-grossense de Letras, na noite desta segunda-feira, 5. A festa rolou no centenário Palácio da Instrução (1913), justamente o local onde ocorreu há 95 anos a reunião de criação do Centro Mato-grossense de Letras, comandada pelo então governador, bispo Dom Francisco Aquino Correa e presidente da honra da instituição. A presidenta da Academia Mato-grossense, Marília Beatriz de Figueiredo Leite, comandou o evento deste ano, conforme o protocolo (embora ela não seja dada a seguir o protocolo) e no meio do discurso discurso de abertura da solenidade, o atual governador Pedro Taques, para não quebrar a regra, mais uma vez chegou atrasado, acompanhado do secretário de Cultura Leandro Carvalho.

A acadêmica Marília Beatriz, sempre eloquente com sua memória prodigiosa, ao saudar cada membro da AML presente destacava um detalhe significativo seja no campo pessoal ou profissional, assim como os amigos e familiares presentes. A mesa de honra secretariada pela jornalista e acadêmica Sueli Batista, foi composta por Fernando Tadeu, representando a reitoria da UFMT, Fábio Capilé, do Instituto dos Advogados, João Carlos Vicente Ferreira, presidente do Instituto Histórico e Geografico de MT e Nilza Queiroz Freire.

Marília Beatriz destacou em sua fala inicial (ela falou muitas vezes) que a Academia Mato-grossense de Letras “está a serviço da nossa literatura, essa literatura que é feita no dia por ilustres confrades e confreiras, mas também por aqueles não membros, mas que estão na labuta da criação literária”, e voltando-se para o govenador Pedro Taques (que acabara de sentar) disse:- “Pedimos aos governantes que espalhem as vozes de nossos escritores pelo Cerrado”. Continue Reading

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O desabafo de Yasmin Nadaf, uma intelectual humilhada

Entrega de Mérito Legislativo Gervásio Leite vira palco que a doutora em Literatura Yasmin Nadaf expresse sua revolta contra abuso de poder da Polícia Civil

Enock Cavalcanti

Resultado de imagem para yasmin nadafDeveria ter sido uma sessão solene de entrega de homenagens a personalidades, como tantas outras que acontecem nos parlamentos brasileiros, pelos anos a fora. A entrega do Título Honorífico do Mérito Legislativo “Gervásio Leite”, concedido pela Câmara de Vereadores de Cuiabá a personalidades cuiabanas, na quarta-feira, em solenidade presidida pelo vereador Maurélio Ribeiro (PSDB), transformou-se, todavia, em palco para o desabafo da professora, doutora em Literatura e acadêmica da Academia Mato-grossense de Letras Yasmin Nadaf – uma cuiabana de quatro costados – contra o constrangimento a que foi submetida em setembro de 2015. Nesse dia de triste memória para a professora Yasmin, ela foi conduzida coercitivamente por agentes da Policia Civil para prestar depoimentos relativos à chamada Operação Sodoma, que investiga possíveis desvio de recursos da administração do ex-governador Silval Barbosa e tinha o irmão de Yasmin, o empresário Pedro Nadaf, como seu secretário chefe da Casa Civil. Continue Reading

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Reboot no Concurso MT Literatura: sob pressão a SEC resolve cancelar o edital com a promessa de edição de um novo, nesta sexta-feira, 30

Entrega dos prêmios aos vencedores do 1º MT Literatura - Foto: Junior Silgueiro/Gcom

Entrega dos prêmios aos vencedores do 1º MT Literatura – Foto: Junior Silgueiro/Gcom

Um novo edital do 2º Prêmio MT Literatura será publicado nesta sexta-feira, 30, dois dias depois da data anteriormente programada para divulgação dos vencedores. O ‘velho’ edital, publicado em 15 de junho, foi remendado com quatro – isso mesmo quatro – editais anexos para tentar sanar os problemas encontrados. Mas só depois de ter sido bombardeada nas redes sociais por escritores e pela entidade máxima da cultura, a Academia Mato-grossense de Letras, a Secretaria de Estado de Cultura (SEC), com o rabo entre as pernas, resolveu rever os seus conceitos.

No início da noite de quarta, 28, os gestores da cultura mato-grossense, através da secretaria, emitiram o seguinte comunicado: “Para efeitos de publicidade e transparência, a SEC informa que um novo edital relativo ao 2º Prêmio Mato Grosso de Literatura será publicado no Diário Oficial do Estado de Mato Grosso e no site da SEC/MT nesta sexta-feira (30.09)”. Segundo a nota, “a decisão se dá em virtude do edital não ter sido publicado na imprensa oficial do Estado conforme determina o artigo nº 21 da Lei 8.666/93”. Ao mesmo tempo em que pede “desculpa por eventuais transtornos que possa ter causado a todos aqueles que participaram do edital e se mantém a disposição para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários”.

O comunicado, porém, não consegue abafar a polêmica que movimentou as redes sociais e levou a presidente da Academia Mato-grossense de Letras, a escritora Marília Beatriz de Figueiredo Leite a conceder uma entrevista a uma emissora de TV local, na qual declarou que a “a academia estava indignada” com os caminhos adotados pelo MT Literatura. Segundo Marília Beatriz, “se você rechaça 60% dos inscritos, isso significa retrocesso”, disse à emissora.

Essa foi a questão que bombou na internet cuiabana. O alto número de inabilitados por conta da não entrega dos “documentos comprobatórios de identidade e dois anos de residência” em Mato Grosso. A reação corporativa foi imensa – e sobraram “elogios” para o maestro Leandro Carvalho e seus comandados.

A escritora e acadêmica Cristina Campos foi a primeira a questionar o sistema de inscrição. Segundo ela, o edital original não falava nada sobre a questão da residência, quando foi publicado o segundo edital de retificação em 27 de junho, na sequencia outro, o terceiro, mudando a redação do anterior e finalmente o quarto, mudando novamente o calendário, agora com a data de 28 de setembro para a divulgação. Esses editais, porém, nenhum deles foi publicado, como lemos no comunicado, no Diário Oficial, portanto, não valiam nada.

Tudo isso poderia, sim, ser relevado, afinal é apenas um concurso, mas a SEC e sua comissão julgadora foi severa demais com os inscritos, inabilitando praticamente dois terços dos interessados. Nessa semana em que novo filme de Tim Burton aporta nos cinemas cuiabanos, podemos dizer que houve uma exclusão monstro. Dos 90 inscritos 59 foram recusados, por não cumprirem as tais formalidades, dignas de um conto de Kafka. Ai começou a chiadeira.

A escritora Cristina Campos e o escritor Eduardo Mahon acusaram uma questão mais grave. Foi a impossibilidade de anexar os documentos no sistema da secretaria.

Segundo Cristina Campos, o sistema de inscrição não aceitava a anexação dos documentos que o edital pedia. Foi orientada pelos servidores da secretaria que efetivasse o cadastro e na hora da análise técnica a comissão a chamaria. O tempo passou, para sua surpresa, foi considerada inabilitada e mesmo entrando com o recurso não foi aceita a sua inscrição. Cristina Campos passou a questionar o nível do resultado, já que o mesmo não iria refletir “a riqueza da produção literária de Mato Grosso”, afirma. A pequena, mas ativa intelectual mato-grossense estava pê da vida.

Mahon disse que chegou a ligar para a Secretária Adjunta Regiane Berchieli alertando não haver campos separados para certidões e documentos pessoais. Segundo ele, a adjunta o passou para conversar com um técnico em informática que o orientou a converter tudo em PDF e enviar em duas janelas diferentes – a obra em si e os documentos, mais as certidões. No emaranhado digital, Mahon se viu à beira de um ataque de nervos, no melhor estilo Almodóvar, desta vez misturado com os delírios de Edgar Allan Poe.

“Evidentemente que cumpri todos os passos e me informei diretamente com a SEC. Ainda assim, a Secretaria informou que meus documentos não chegaram”. Essa questão, como vemos, não foi abordada no comunicado.

Agora, na véspera da sexta-feira, 30, para quando está sendo anunciado o reboot (reinicio) do MT Literatura, o escritor, advogado e polemista que acha sempre um jeito de mergulhar apaixonadamente nas polêmicas, festeja o anúncio do cancelamento do Edital do 2º Prêmio MT de Literatura em sua página do Facebook. “A providência administrativa de rever os próprios atos mostra humildade dos gestores que repararam o erro em tempo hábil, não resultando nenhum prejuízo para o meio literário mato-grossense. Parabenizo-os pelo gesto, portanto. No mais, meu aplauso para Cristina Campos e Marilia Beatriz Figueiredo Leite que capitanearam a defesa de todos os autores excluídos por falhas no sistema de inscrição. Tenho certeza de que o Prêmio MT de Literatura manterá íntegra a credibilidade da primeira edição”, escreveu. Quer dizer, a SEC recuou e os intelectuais estão entendendo que a vitória é deles.

Luiz Marchetti, cineasta, mestre em design em arte mídia, atuante na cultura de Mato Grosso, fez um print de um texto de sua autoria no Circuito-MT, no qual elogia o Sesc Arsenal e por vias transversas ‘rufa’ a lenha o processo da SEC: “Os servidores do SESC Arsenal trabalham sem o dom oficial de desprezar os profissionais. Esse tipo de moagem-fetiche tornou-se anomalia em alguns territórios que deveriam nos representar e hoje distorceram transparência para feroz detalhismo, inviabilização e, consequentemente, em desprezo. Diversos profissionais evitam esses espaços, seus editais e a antipatia que conquistaram com seu Modus operandi. Regras exageradas e minuciosas buscas de erros em editais num Estado com tão poucos projetos (pouquíssimos, sim senhores) é a doença que gera essa aridez de ineditismo, sangue novo e jovens artistas na nossa agenda cultural. A maioria dos artistas de Mato Grosso ainda sonham em fugir deste lugar ou mudar de carreira”.

O editor de uma das principais editoras de Mato Grosso, Ramon Carlini, da Carlini & Caniato, também achou positiva a decisão da secretaria de Cultura. “Achei democrática a decisão da SEC. Louvável! Se houver novo edital, torço para ter centenas de inscritos!”.

A questão que fica é se a SEC – por meio de seu TI – resolveu o problema de anexação dos documentos? Ou surgirão novos critérios? Só vendo o novo edital, nesta sexta, para conferir e talvez, finalmente, sorrir.

PS. Este repórter, que também tem mania de ser poeta, se inscreveu no referido concurso, por isso mesmo relutou em fazer qualquer matéria sobre o assunto antes da data prevista para a divulgação do resultado, que seria na quarta-feira, 28. Mas como se viu, a polêmica acabou impondo a pauta.

Fonte: DC Ilustrado

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Eduardo Mahon celebra o cancelamento da divulgação dos resultados do Prêmio MT Literatura e credita a vitória à Academia de Letras, na pessoa da presidenta Marília Beatriz

O escritor, acadêmico e polemista Eduardo Mahon credita o cancelamento da divulgação dos resultados dos ganhadores do Prêmio MT Literatura à presidente da Academia Mato-grossense de Letras e também à escritora Cristina Campos, que concederam entrevista nesta terça-feira, 27, a uma emissora de tv local, na qual questionavam o excessivo número de inabilitados, quase dois terço dos inscritos.

Em e-mail enviado à escritora Mahon disse: Caríssima Presidente Marília Beatriz: Quero cumprimentá-la pela postura firme em defesa da literatura mato-grossense. O que tenho acompanhado das autoridades da cultura estadual são atos autocráticos que merecem inúmeras críticas que, até então, nunca foram tornadas públicas. No entanto, a lambança que a SEC ultimou no edital do Prêmio MT de Literatura – retificado 4 vezes consecutivas – deu oportunidade para que a nossa Academia de Letras bradasse em favor dos autores regionais.

O caso vem muito a propósito, por duas razões. A primeira é fazer crer aos gestores que a razão lhes faltou completamente; a segunda, é comprovar a força, o prestígio, a credibilidade que a AML tem na sociedade mato-grossense. Nossa confreira Cristina Campos que protagonizou a discussão estava mesmo prenhe de razão e foi apoiada integralmente pela nossa Academia. Tenho certeza de que todos os demais autores agradecem e ousaria dizer que os produtores culturais de diversos segmentos estão comemorando o seu posicionamento em favor da produção. É preciso agradecer também ao jornalista Ramon Monteagudo e à TV Centro América pela força.

No Facebook,  ele escreveu “o Edital do Prêmio MT de Literatura foi cancelado pela Secretaria Estadual de Cultura. A providência administrativa de rever os próprios atos mostra humildade dos gestores que repararam o erro em tempo hábil, não resultando nenhum prejuízo para o meio literário mato-grossense. Parabenizo-os pelo gesto, portanto. No mais, meu aplauso para Cristina Campos e Marilia Beatriz Figueiredo Leite que capitanearam a defesa de todos os autores excluídos por falhas no sistema de inscrição. Tenho certeza de que o Prêmio MT de Literatura manterá íntegra a credibilidade da primeira edição”.

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Agora é tempo de Dom Pedro Casaldáliga

O livro com o texto da peça de Luiz Carlos Ribeiro e Flávio Ferreira foi lançado no último dia 15 durante a Romaria dos Mártires da Caminhada

Dom Pedro - Foto: Lenine Martins/Secom-MT

Dom Pedro – Foto: Lenine Martins/Secom-MT

Por João Bosquo

Pedro nunca mais irá embora. Pedro permanecerá sempre na nossa memória, pois agora está em livro… de arte. A ARTE, a literatura, a poesia, muito das vezes, com suas metáforas e elipses contam mais a verdade que as narrativas dos livros nas estantes das bibliotecas. O livro “Fica, Pedro”, de Luiz Carlos Ribeiro e Flávio Ferreira entra agora para distinto rol dos grandes livros mato-grossenses.

O livro, vamos dizer assim, é o registro documental da peça teatral “Fica, Pedro!”, escrita inicialmente por Luiz Carlos Ribeiro e concluída por Flávio Ferreira, dois profissionais que tem uma carreira senão semelhante, mas de perfis semelhantes. Os dois são advogados, os dois gostam do teatro e fazem teatro e juntos montaram a peça em homenagem a Dom Pedro Casaldáliga.

A gênese do texto tem aquilo que costumamos dizer: a antena da intuição estava ligada. LCR conta que já conhecia Dom Pedro desde 1980, mas precisamente no dia 31 de janeiro de 1980, dentro de um teatro, em Goiânia, após a apresentação da peça “Rio Abaixo, Rio Acima – Ergue o mocho e vamos palestrar – de Glorinha Albuês, que encerrava a sua participação no projeto Mambembão. Lógico, Luiz Carlos Ribeiro já acompanhava a trajetória de Dom Pedro de sua atuação no Araguaia.

Em 2007, conta LCR, estava ele em sua mesa de trabalho, sobre a mesma uma revista “que nem vou falar o nome dela – que não leio, não gosto dessa revista”, destaca. Era um exemplar novinho em folha e ele pega a revista para jogar no lixo – que é o melhor lugar para tal panfleto – mas aí veio a ‘aquela coisa’ que disse que não deveria jogar, não podia ficar sem ao menos dar uma passada de olho. Foi o que fez LCR e nas últimas páginas, uma matéria que perguntava algo como “aonde a igreja vai jogar o seu velho bispo”, que falava da aposentadoria de Dom Pedro. Continue Reading

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