Entre aspas: O Brasil do golpe em cinco parágrafos

><>Celso Rocha Barros escreve artigo no qual – trecho abaixo – explica como as instituições funcionam para manter o status quo, período no qual o Brasil teve duas Constituições: uma pro governo Dilma e outra, em vigor, pro governo golpista de Mishell Temer.

Abre aspas:

O Brasil e a Recessão Democrática

Por Celso Rocha Barros | A direita tentou impedir a posse de Dilma Rousseff com base em boatos de Facebook: passado algum tempo, o candidato derrotado em 2014, Aécio Neves, admitiu que havia entrado com o processo “só para encher o saco”. E a eleição de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara dos Deputados foi um marco: daí em diante, as instituições brasileiras seriam ligadas ou desligadas conforme o interesse dos derrotados de 2014.

Em seu segundo mandato, Dilma tentou corrigir as atrocidades que fez na gestão macroeconômica no primeiro, que, não custa enfatizar, foram inúmeras. Ninguém deixou. Essa mesma turma que agora faz anúncio “Sem a reforma da Previdência, o Brasil vai quebrar” votou a favor do fim do fator previdenciário em 2015 para impedir Dilma de arrumar as contas públicas. Ao menos demonstraram coerência – involuntária – fracassando em aprovar a reforma durante o governo Temer. Eduardo Cunha esvaziava o plenário quando os vetos de Dilma às pautas-bomba iam à votação, e todos os parlamentares direitistas, dos mais radicais aos mais moderados e pretensamente civilizados, deixavam o recinto como um rebanho dócil.

Na verdade, o Brasil teve outra Constituição em 2015-2016, e ela foi revogada após o impeachment. Em 2015, delações eram provas suficientes para derrubar políticos e encerrar carreiras. Em 2017, deixaram de ser. Em 2016, era proibido nomear ministros para lhes dar foro privilegiado; em 2017 deixou de ser. Em 2016, os juízes eram vistos como salvadores da pátria, em 2017 viraram “os caras que ganham auxílio-moradia picareta”. Em 2015, o sujeito que sugerisse interromper a guerra do impeachment em nome da estabilidade era visto como defensor dos corruptos petralhas; em 2017 tornou-se o adulto no recinto, vamos fazer um editorial para elogiá-lo. Em 2015, presidentes caíam por pedaladas fiscais; em 2017 não caíam nem se fossem gravados na madrugada conspirando com criminosos para comprar o silêncio de Eduardo Cunha e do doleiro Lúcio Funaro. Em 2015, a acusação de que Dilma teria tentado influenciar uma decisão do ministro Lewandowski deu capa de revista e inspirou passeatas. Em 2017, Temer jantou tantas vezes quanto quis com o ministro do Supremo Tribunal Federal que o julgaria no TSE e votaria na decisão sobre o envio das acusações da Procuradoria-Geral da República contra ele, Temer, ao Congresso. Em 2015, Gilmar teria cassado a chapa Dilma-Temer. Em 2017, não cassou.

leitor pode ter qualquer opinião sobre temas jurídicos: talvez não lhe pareça razoável considerar delação como prova; talvez não fosse razoável cassar a chapa no TSE; talvez seja legítimo nomear ministros para lhes dar foro privilegiado; talvez seja errado prender logo após o julgamento em segunda instância; talvez valha o benefício da dúvida quando o presidente é gravado combinando crimes.

O que é obviamente errado, e indiscutivelmente aconteceu no Brasil nos últimos anos, é um dos lados da disputa política ter o poder de ligar ou desligar instituições conforme seus interesses.

Leia mais: Blog do Barreto

 

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O governo municipal medebista de Emanuel Pinheiro, apesar da crise que desemprega mais de 12%, irá cobrar na justiça o IPTU atrasado

A prefeitura de Cuiabá anuncia nova investida no sentido de cobrar os IPTUs atrasados.

Pela nota publicada no DC, a PMC vai cobrar judicialmente.

A crise promovida pelo governo Michel Temer, do MDB, o mesmo do prefeito cuiabano, Emanuel Pinheiro, que elevou a a taxa de desemprego acima dos 12%, ajudou nesse aumento de contribuintes inadimplentes.

Agora, vamos combinar, essa cobrança dos impostos atrasados tem que começar pelos mais ricos, como fez o ex-prefeito Mauro Mendes. Os primeiros, encabeçando a lista, devem ser os donos de imóveis nos alfavilles, imóveis dos bancos, os de propriedades de senadores.

Se começar a cobrança pela periferia, corre o risco de fracassar…

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Entre aspas: Blairo Maggi, aquele que apoiou o golpe de 2016, explica – com outras palavras – que deu ruim pra MT

><>: O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, em entrevista ao jornalista Douglas Trielli, do MidiaNews, na qual fala do quadro sucessório, de seu apoio (ou não) ao amigo Mauro Mendes, entre outras análises de momento, faz sem querer uma revelação, que comprova o quanto o golpe parlamentar-judicial-midiático foi ‘ruim’ para Mato Grosso.

Abre aspas:

MidiaNews – Em Mato Grosso, o governador Pedro Taques tem sofrido por conta do cenário econômico, com dificuldade em pagar salário, repassar duodécimo aos Poderes e caixa para fazer investimentos. O senhor acredita que é possível sair dessa crise ainda em 2018?

Blairo Maggi – Eu não tenho os números e não tenho acompanhado de perto. Mas, de uma maneira geral, sempre defendi que Mato Grosso não é um Estado inviabilizado. É um Estado que tem dificuldades momentâneas de caixa em função de receitas e despesas. As despesas cresceram muito nos últimos anos e a arrecadação não diminuiu, mas a crise brasileira, que vivemos desde 2015, fez com que os repasses da União para os Estados diminuíssem muito, porque diminuiu a arrecadação brasileira.

Então, as despesas continuaram crescendo e as receitas diminuíram, embora a receita própria tenha crescido. Esse é um dilema. Creio que é possível arrumar, fazer ajustes, fazer sacrifícios, postergar algumas coisas que se queira fazer. Mas, diferente de outros Estados inviabilizados, Mato Grosso tem viabilidade. É uma questão de ajustes e políticas de curto prazo.

Fecha aspas.

Maggi, claro, jamais reconhecerá o seu apoio (com traços de trairagem) como golpista e que o golpe resultado do vem causando prejuízos aos combalidos cofres da Sefaz/MT.

A conta é simples.

Com o golpe as receitas da União caíram. Por consequência os repasses para os Estados e municípios também.

Maggi, que sabe dos números, pois já também foi governador, informa que a arrecadação direta do estado – apesar da crise – cresceu e o que está pegando é a baixa arrecadação da União.

Por que é que a arrecadação da União está em baixa? Por que o governo federal – ilegítimo – ao invés de incentivar a economia, provoca a recessão, para agravar a crise e justificar as “reformas”, goela abaixo da população como a da previdência.

Lógico, por conta de seu apoio ao golpe, Maggi não pode se dizer contra ou fazer críticas à política econômica do governo do qual participa e ajudou a assumir o poder e diz que “Lá na frente, a história vai reconhecer o presidente Michel Temer como um grande presidente, reformista, que está colocando o Brasil no rumo que precisa. E colocar alguma coisa no rumo não é simplesmente fazer coisas agradáveis”.

A crise, claro, não atinge os ricos, ao contrário. Tanto é que Blairo Maggi está comprando a fazenda Itamarati, do finado Olacyr de Moraes por nada mais, nada menos que R$ 2,2 bilhões, algo em torno de U$ 687,5 mi ao câmbio atual. 

Source: MidiaNews

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Lula, PT e CUT: outra hora da verdade, por Aldo Fornazieri

por Aldo Fornazieri | É forçoso constatar que as esquerdas brasileiras têm sido refratárias em aprender com as lições da história. Os mais eminentes clássicos da Filosofia Política sempre chamaram a atenção para o fato de que os grandes líderes políticos precisam recorrer história, extraindo dela lições negativas, para evitar caminhos que levam a derrotas, e lições positivas, seguindo como modelos as ações exemplares que levaram a grande vitórias e contribuíram para construir a grandeza do Estado e alcançar a glória imorredoura dos grandes condutores políticos e dos povos. Basta ler as biografias de um Péricles, de um Alexandre, de um Cipião, de um Júlio César, de um Otávio Augusto, de um Carlos Magno, de um Napoleão, de um Bismark e de tantos outros, antigos e modernos, para ver como esses líderes se esmeravam no estudo da história, visando compreender os segredos das vitórias ou das derrotas, da grandeza ou da vergonha, da virtude combativa ou da covardia da fuga.


Desgraçadamente, a maior parte dos políticos brasileiros é constituída de arrogantes. Arrogância e ignorância andam juntas. Eles pressupõem que sabem tudo e, na sua desastrosa auto-suficiência, se negam a aprender com a história, com os bons exemplos e com os bons conselhos. Todo líder sábio e prudente tem essas três fontes de sabedoria política: a história, os bons exemplos e os bons conselhos.

Todo golpe tem dois grandes conjuntos de causa: os erros e a inépcia dos golpeados e a ação criminosa e ilegal dos golpistas. As circunstâncias e causas que estão imbricadas no o golpe militar de 1964 e no golpe jurídico-parlamentar de 2016, são diferentes, embora algumas questões de fundo sejam as mesmas. Outro elemento comum aos dois eventos, com nuances e circunstâncias diferentes, é a conduta capitulacionista das forças de esquerda, a sua fraqueza e desorganização, a sua retórica inflamada e a sua inconsequência na ação prática.

Os líderes sindicais haviam convocado uma greve geral para 31 de março de 1964, mas, praticamente, ninguém aderiu. Com alguns líderes presos, outros foragidos, os sindicatos mostraram toda a sua debilidade. O suposto esquema militar de Jango, a rigor, era um campo minado. Jango tinha mantido em postos de comandos alguns militares que se tornaram chefes golpistas. Se não eram golpistas, eram incompetentes. O próprio general Castelo Branco era chefe do Estado Maior do Exército.

Com Dilma, não foi diferente: Temer, participava das reuniões para evitar o impeachment ao mesmo tempo articulava o golpe com alguns ministros do governo, com líderes do governo no Congresso, notadamente o senador Romero Jucá. Ministros saíram das explanada dos Ministérios para orientar as suas bancadas para derrubar Dilma. Desta vez sequer existiam tanques e baionetas. Mas também não existiam os prometidos exércitos do MST e as trincheiras do presidente da CUT. Os manifestantes do fatídico 17 de abril de 2016, é bom que se repita, no final do dia, e em face da derrota imposta por uma Câmara dos Deputados ignominiosa, que fez corar de vergonha até mesmo a grama da praça dos Três Poderes, se retiraram para as suas casas cabisbaixos e desmoralizados.

As esquerdas sofreram outras derrotas como resultado da sua impotência ou da sua omissão. No contexto das Diretas Já, após grandes mobilizações populares, se limitaram a votar contra a chapa Tancredo-Sarney no Colégio Eleitoral. Após as mobilizações pelo impeachment de Collor, nenhum saldo mais significativo. Os caras-pintas evaporaram e o resultado foi o reinado de oito anos de FHC.

Agora mesmo o governo golpista de Temer impôs a reforma trabalhista sem grande resistência de rua. No dia da votação da reforma no Senado, o presidente da CUT, Wagner Freitas, se encontrava no recinto querendo entrar no plenário. Compare-se esta atitude com a atitude dos sindicatos e dos movimentos sociais argentinos que, na última semana, cercaram o Congresso e inviabilizaram a votação da reforma da previdência naquele país. Uma das palavras de ordem entoada pelos manifestantes é que lá “não é o Brasil”.

Este grito precisa vibrar nos ouvidos dos governantes argentinos, mas também dos sindicalistas e líderes sociais brasileiros. Na verdade, os sindicatos brasileiros vêm revelando uma debilidade histórica: garantidos à sombra do imposto sindical, são dirigidos por burocracias de bem viventes, bem vestidos e bem alimentados, distantes de suas bases e alheios às vicissitudes destas. Este afastamento entre direções e bases impede que nos momentos decisivos se tenha força mobilizadora, força de combate.

A interdição da candidatura Lula deve ser inaceitável e inegociável

O julgamento de Lula em 24 de janeiro pelo TRF4 será uma nova hora da verdade para as forças de esquerda e progressistas brasileiras, particularmente para o PT e para a CUT. Em que pese a resolução do Diretório Nacional do PT chamar para a mobilização, se observa um certo ar de capitulacionismo em setores do partido. A CUT está desafiada a conseguir ir além do tom declaratório dos seus dirigentes. O PT terá que mostrar que sabe ir além de si mesmo, chamando as demais forças democráticas, progressistas e de esquerda para enfrentar este último ato do golpe. Caso contrário, poderá caminhar sozinho para uma nova derrota. Pensar num plano B, neste momento, numa candidatura substituta a Lula, significa antecipar a derrota sem luta. Mas setores de esquerda são tão ufanistas e inconsequentes que acreditam que se Lula for impedido, transferirá os votos para outro candidato e o elegeria. Prefere-se acreditar em fantasias do que lutar.

As forças progressistas e de esquerda precisam perceber que existe um embate prévio às eleições: garantir o direito à candidatura Lula como uma questão democrática central, como uma questão da luta do povo contra as elites predadoras. Não cabem condutas oportunistas nessa questão, por mais ressentimentos que muitos possam ter do PT. Se surgir uma Frente Democrática e Progressista desse processo, tanto melhor. Se não surgir, as diversas candidaturas e partidos de esquerda poderão participar das eleições com a dignidade do dever cumprido se lutarem por garantir Lula na disputa.

É preciso perceber que as forças golpistas perderam a legitimidade moral junto à sociedade e que este é o momento da confraofensiva. Os fatores são vários: por ser o governo uma quadrilha; pelo PSDB ter ser revelado um partido hipócrita, moralista sem moral; pelo STF ser um abrigo de bandidos de colarinho branco, soltando empresários corruptos, salvando Aécio Neves, abrindo mão de suas prerrogativas e rasgando a Constituição; por existirem juízes do STF e de outros tribunais tisnados pela suspeição de graves irregularidades; pela parcialidade persecutória do juiz Moro e pela suspeita de que a Lava Jato tem se tornado um balcão de negócios de Moro e dos procuradores; pelo fato de que em vários setores do Judiciário se resvalou para o arbítrio, para a exceção e se deixou de cumprir a lei. Não se pode aceitar a condenação de Lula, sem provas, por um Judiciário carcomido pela incompetência, pela corrupção, pelos privilégios, pela proteção de criminosos ricos e pela penalização dos pobres

As forças progressistas e de esquerda do Rio Grande do Sul têm o dever de se colocar na linha de frente desta luta, mobilizando os ativistas de todo o estado para ocupar Porto Alegre. Trata-se de fazer confluir caravanas de todas as regiões do estado para dizer que o último capítulo do golpe não será aceito. Trata-se, não só de ocupar Porto Alegre, mas de parar a capital gaúcha usando táticas que não se restrinjam a um mero piquenique cívico, como vem ocorrendo na Avenida Paulista.

Os movimentos sociais e progressistas do Rio Grande do Sul precisam resgatar as virtudes combativas, de enfrentamentos cívicos, das lutas sociais e populares -virtudes e combates que estão enredados com a história do próprio estado. É preciso transformar o dia 24 de janeiro num novo paradigma da história dos progressistas e das esquerdas no Brasil. Um paradigma que seja o da organização social, do poder social e do poder da mobilização popular, escrito com brio, coragem e combatividade. Travar a luta no interior das instituições é uma necessidade, mas criar poderosas e combativas organizações e movimentos da sociedade, a exemplo do MTST, é uma garantia de que haverá lutas por direitos e dignidade e que golpes não poderão ser dados sem enfrentamentos.

Aldo Fornazieri – Professor da Escola de Sociologia e Política (FESPSP).

Source: Lula, PT e CUT: outra hora da verdade, por Aldo Fornazieri | GGN

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Senador Wellington Fagundes aparece na nova lista da JBS divulgada pela revista Época

Reprodução da reprodução publicada pela revista

Os vazamentos, ah! os vazamentos, continuam como antes de antes.

A revista das Organizações Globo, dita Época, chega às bancas com uma planilha de pagamento de propina a políticos.

O objetivo da divulgação é desgastar o desgastado (usurpador) Michel Temer, mas também acaba sobrando para o senador mato-grossense Wellington Fagundes, então deputado federal, que teria recebido no dia 05 de setembro de 2014 R$ 300 mil, três dias depois do então vice-presidente receber R$ 1 milhão.

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Abre aspas: Temer se diz um homem honrado em pedido de indenização por danos morais… Pausa pra KKK!!!

Michel Temer quer ser indenizado por Joesley Batista por danos morais

Em ações, Temer diz que acusações de Joesley são tentativas de salvo-conduto

Foto: Anderson Riedel / ConJur

Por Tadeu Rover | O presidente da República Michel Temer entrou com duas ações contra o empresário Joesley Batista devido a entrevista concedida pelo empresário à revista Época. Na ação cível, o presidente pede indenização por danos morais, e na criminal que Joesley seja condenado pelos crimes de calúnia, difamação e injúria.

Em entrevista à revista Época, Joesley Batista disse que Temer chefia “a maior e mais perigosa organização criminosa do Brasil” e que tem agido para obstruir o trabalho do Judiciário. Na reportagem, o empresário também afirma, entre outras coisas, que o presidente não fazia “cerimônia” ao pedir dinheiro para o PMDB.

No sábado (17/6), o presidente já havia avisado que iria ingressar com ações contra o que afirmou ser “mentiras em série”. Nesta segunda, Temer cumpriu o prometido e ingressou com as duas ações. Ambas são assinadas pelo advogado Renato Oliveira Ramos.

Fonte: ConJur – Temer quer ser indenizado por Joesley Batista por danos morais

Trecho em que o advogado diz que MT é homem honrado:

“[…} o AUTOR é homem honrado, com vida pública irretocável, respeitado no meio político e jurídico, tendo sido Secretário de Estado, Procurador Geral do Estado de São Paulo, deputado constituinte, por três vezes Presidente da Câmara dos Deputados, Vice-Presidente da República, e atualmente exerce o cargo de Presidente da República. Durante toda essa vida pública, nunca, jamais, sofreu qualquer condenação judicial, ou mesmo foi acusado formalmente de ter obtido qualquer vantagem indevida.”

><> Como mishel temer sempre foi protegido pela mídia canalha, realmente não tem uma acusação ou condenação, embora a sua vida política – principalmente depois da revelação da traição à presidenta Dilma Rousseff – não se pode dizer honrada. Vivemos, na política nacional, um teatro de faz de conta todos sabem de todos, mas de conta que não sabem.

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Temer, vaza! – Por Eugênio Aragão

Por Eugênio Aragão | Como se sentiu na sexta-feira, golpista? Não adianta fingir. Se desse, teria baixado o pau, né? Mas não baixou, porque lhe deu paúra. Gente demais. Mais de 30 milhões de trabalhadores paralisados em todo o País. E seu ministro da porrada, aquele da bancada ruralista, chama isso de pífio. A raposa falando das uvas. Para quem não tem popularidade e é avaliado como o pior “governante” da história do Brasil, tanta gente na rua não é um bom presságio.

Pífios são vocês. Traidores mesquinhos. Gente feia. Smeagols. Poderia ter entrado para a memória como pacificador, dando apoio à Presidenta Dilma Rousseff e articulando sua base parlamentar, mas preferiu comprar bancada para golpeá-la pelas costas com o Eduardo Cunha, que hoje apodrece na cadeia em Curitiba. E agora você distribui cargos num descarado clientelismo, como se a República fosse res privata sua. A FUNAI, por exemplo, não serve mais aos povos indígenas, serve ao PSC, “é do André Moura”… Nada mais impressiona nesse arrastão que você e sua turma promovem no governo. Política indígena, assim como a educacional, a de saúde, a de moradia… tudo deixou de existir. As pastas que deveriam dar suporte às políticas públicas foram transformadas em regalos para os politiqueiros sem princípios que lhe dão apoio por pura ganância e ambição. Nunca o Brasil chegou tão baixo.

Já não nos comovem cenas deprimentes como aquela experimentada semana passada por seu ministrinho da falta de educação, o Mendoncinha, que gosta de conselhos de ator pornô. Saiu da Universidade Federal da Bahia cortando a cerca, para não ser vaiado pelos estudantes. Neste seu “governo”, nada mais surpreende. Nem mesmo manter nos seus cargos oito ministros investigados por corrupção. Continue Reading

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Entre aspas: O presidente golpista confessa, com a maior naturalidade, que a presidenta Dilma caiu porque o PT não votou para salvar Eduardo Cunha na Comissão de Ética

TEMER CONFESSA: DILMA CAIU PORQUE NÃO CEDEU À CHANTAGEM DE CUNHA

16 DE ABRIL DE 2017 ÀS 10:01

247 – Em entrevista ao vivo na Band na noite deste sábado (15), Michel Temer admitiu que o impeachment de Dilma Rousseff aconteceu porque ela e o PT se recusaram a participar de um pacto para salvar a pele do então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB).

Com frieza e demonstrando tranquilidade, deixando claro que considera o episódio absolutamente normal, Temer narrou a operação com riqueza de detalhes:

Em uma ocasião, ele [Eduardo Cunha] foi me procurar. Continue Reading

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Entre aspas: Apelidado de ‘Caldo’, Blairo Maggi recebeu R$ 12 mihões, diz Odebrecht

><>O jornalista Flávio Costa, do UOL, em São Paulo, assina matéria com direito a foto, cuja legenda diz Blairo Maggi diz “não saber do que está sendo acusado”, sobre a inclusão do ministro da Agricultura Blairo Maggi, que já imitiu nota dizendo que nunca teve relações com a Odebrecht.

Agora, apelido ‘Caldo’ é o mais obvio de todos. Abre aspas:

Apelidado de “Caldo”, Blairo Maggi recebeu R$ 12 mihões, diz Odebrecht

O ministro da Agricultura Blairo Maggi recebeu R$ 12 milhões não declarados para sua campanha de reeleição ao governo do Mato Grosso, em 2006, de acordo com o depoimento de delatores da Odebrecht. Continue Reading

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Rentistas ou empresários?- por Luiz Carlos Bresser-Pereira

Por Luiz Carlos Bresser-Pereira | O capitalismo foi um capitalismo de empresários capitalistas e trabalhadores. Havia luta pela distribuição da renda entre eles – a luta de classes –, porque os empresários eram liberais, mas havia também solidariedade, porque, como os trabalhadores, eram nacionalistas, porque sabiam que o mercado interno era seu grande ativo, que precisava ser protegido da cobiça do Ocidente. A combinação dialética entre liberalismo e nacionalismo econômico ou desenvolvimentismo era o segredo político do capitalismo. Porque este envolvia um compromisso, uma coalizão de classes, cuja expressão maior e melhor foi a social-democracia.

Ontem, o presidente Temer sancionou a lei da terceirização. Mais um passo no sentido de destruir os direitos trabalhistas. Uma violência contra os trabalhadores. Sancionou-a em nome dos empresários? Não creio. Sancionou-a em nome dos rentistas. E talvez de empresários tristemente equivocados.

O capitalismo não é mais um capitalismo de empresários e trabalhadores, mas um capitalismo de rentistas, financistas e executivos das grandes empresas. O empresário é uma figura em extinção. Existe ainda espaço para ele, porque há ainda espaço para a criatividade, a inovação e o risco. Existe espaço para eles na agricultura e em alguns serviços. Mas um espaço que diminui todos os dias. E, na área da indústria, no Brasil, quase desapareceu, desde que, em 1990, com a abertura comercial, o país desmontou seu mecanismo de neutralização da doença holandesa e as empresas industriais passaram a ter uma grande desvantagem competitiva. Continue Reading

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O truque do Janot para implodir a candidatura do Lula – por Jeferson Miola

O truque do Janot para implodir a candidatura do LulaO que poderia ser celebrado como sinal de normalidade…

Publicado por Jeferson Miola em Quinta, 16 de março de 2017

O truque do Janot para implodir a candidatura do LulaO que poderia ser celebrado como sinal de normalidade institucional – os pedidos do Rodrigo Janot ao STF para abrir inquéritos das delações da Odebrecht – na realidade é apenas um truque do procurador-geral para [i] proteger o bloco golpista, em especial o PSDB; mas, sobretudo, para [ii] viabilizar a condenação rápida do Lula e, desse modo, impedir a candidatura do ex-presidente em 2018, isso se a eleição não for cancelada pelos golpistas.Janot seguiu f

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Temer e a pouca vergonha de nossos tempos – Por Eugênio Aragão

Eugênio Aragão – As frações de informação tornadas públicas na entrevista do advogado José Yunes, insistentemente apresentado pelos esbulhadores do Palácio do Planalto como desconhecido de Michel Temer, embrulham o estômago, causam ânsia de vômito em qualquer pessoa normal, medianamente decente.

Conclui-se que Temer e sua cambada prepararam a traição à Presidenta Dilma Vana Rousseff bem antes das eleições de 2014. A aliança entre o hoje sedizente presidente e o correntista suíço Eduardo Cunha existia já em

Ilustração do Brasil 247

maio daquele ano, quando o primeiro recebeu no Palácio do Jaburu, na companhia cúmplice de Eliseu Padilha, o Sr. Marcelo Odebrecht, para solicitar-lhe a módica quantia de 10 milhões de reais. Não para financiar as eleições presidenciais, mas, ao menos em parte, para garantir o voto de 140 parlamentares, que dariam a Eduardo Cunha a presidência da Câmara dos Deputados, passo imprescindível na rota da conspiração para derrubar Dilma. Continue Reading

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Eduardo Cunha arrola michel temer como testemunha e faz novas questões sobre propina; questões que o Brasil acredita que devem ser respondidas

><> Meu Peixe: As novas questões de Eduardo Cunha ao antigo parceiro, amigo de fé, camarada e correligionário michel temer. Leia abaixo:1 – Em qual período o senhor foi presidente do PMDB?

2 – Quando da nomeação do senhor Moreira Franco como vice-presidente de Fundos e Loteria da Caixa Econômica Federal, o senhor exercia a presidência do PMDB?

3 – O senhor foi o responsável pela nomeação dele para a Caixa? O pedido foi feito a quem?

4 – Em 2010, quando o senhor Moreira Franco deixou a CEF para ir para a coordenação da campanha presidencial como representante do PMDB, o senhor indicou Joaquim Lima como seu substituto? Continue Reading

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Entre aspas: Propinas de Cunha-Geddel fragilizam base de Temer na Câmara – por Fernando Brito

Por Fernando Brito, do Tijolaço

Embora não tenham, provavelmente, deixado de embolsar uma boa parte das propinas que se apontam nas negociações de empréstimos na Caixa, quando o primeiro era Vice-Presidente de Pessoas Jurídicas, é claro como água que Geddel Vieira Lima e Eduardo Cunha usavam a “bufunfa” para construir uma rede de apoios parlamentares  regada a dinheiro.

Não é por outra razão que Cunha se tornou presidente da Câmara e que Geddel foi logo alçado por Temer como seu articulador no parlamento.

Como também é evidente, desde a delação de  Cláudio Mello Filho, vice-presidente da Odebrecht, que o “núcleo do PMDB na Câmara” era operado por Michel Temer através de seus três porquinhos: Moreira Franco, Eliseu Padilha e Geddel Vieira Lima. Continue Reading

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Sem alarde, o governo de Michel Temer e o… – André Forastieri

Sem alarde, o governo de Michel Temer e o Supremo Tribunal Federal iniciaram esta semana o maior ataque ao funcionalismo…

Publicado por André Forastieri em Quinta, 12 de janeiro de 2017

Sem alarde, o governo de Michel Temer e o Supremo Tribunal Federal iniciaram esta semana o maior ataque ao funcionalismo público que o Brasil já viu. À frente da operação está o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. A blitz continua na semana que vem, quando deve ser aprovado o acordo da União com o estado do Rio de Janeiro. Esse compromisso incluirá a redução da jornada de trabalho e dos salários dos funcionários públicos do Rio. Também está previsto o aumento da contribuição pr

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Vamos fingir que é normal o presidente do TSE pegar carona com Temer – por Eugênio Aragão

Eugênio Aragão*

Vamos todos fingir que é normal o presidente do Tribunal Superior Eleitoral pegar carona com um sedizente presidente da república (com letras minúsculas mesmo) para ir a Lisboa, supostamente para participar das cerimônias funerais do maior democrata português da contemporaneidade. É normalíssimo, porque o tal presidente do tribunal é quem vai pautar um processo que pode significar o fim do que se usou chamar, na mídia comercial, de “mandato” do sedizente presidente da república. O tal presidente de tribunal é inimigo notório da companheira de chapa do sedizente presidente que urdiu um golpe para derrubá-la. Mas, claro, tem toda isenção do mundo para julgar ambos. “Nada haverá de suspeito”, como diria o insuspeito jornalista Ricardo Noblat. Quem ousaria dizer o contrário?

A carona (ou boleia, como diriam nossos irmãos lusos) veio a calhar. É, antes de mais nada, uma bela viagem 0800, com todos custos cobertos por mim, por você, por nós, obsequiosos bobões. A ideia é só aproximar réu e julgador e – por que não? – usufruir um pouquinho do que a capital portuguesa tem de melhor a oferecer: as tabernas, o fado, as ginjinhas, as pataniscas de bacalhau ou os famosos pastéis de Belém. Nestes tempos bicudos, nada melhor que uma “escapadela” para enfrentá-los com maior disposição. Ninguém é de ferro. As exéquias do democrata lusitano certamente são a menor das preocupações do réu e de seu julgador, pois vê-los prestar suas últimas homenagens ao gigante da política portuguesa parece tão obsceno quanto fosse ver Lula prestá-las a Augusto Pinochet. Continue Reading

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Entre aspas: Estadão – Juiz determina bloqueio de bens de Blairo Maggi

Procurando – quem procura acha – na grande imprensa notícias sobre o bloqueio de bens do  senador licenciado e ministro da Agricultura de michel temer, Blairo Maggi, determinado pelo juiz Luís Aparecido Bortolussi Jr., da Vara Especializada Ação Civil Pública e Ação Popular, que também determinou o afastamento do conselheiro Sérgio Ricardo, do Tribunal de Contas do Estado (TCE/MT), encontramos esta matéria, datada de 4 de outubro de 2011, assinada pela colega Fátima Lessa, da Agência Estado, sobre uma ação civil pública, na qual o Ministério Público Federal aponta que a contratação de serviços de saúde teriam causado prejuízos aos cofres públicos na ardem de R$ 4.264.224,50.

Abre aspas: Em ação civil pública, o Ministério Público Federal aponta que a contratação de serviços de saúde que teriam causado prejuízos aos cofres públicos, segundo relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) foi de R$ 4.264.224,50, o que corresponde a 32,74% de superfaturamento. Tal valor atualizado monetariamente e acrescido de juros de mora, nos termos da legislação vigente, corresponde a R$ 9.838.128,80. Continue Reading

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Marcela Temer -depois de bela, recatada e ‘do lar’- volta agora como uma aposta de marketing para amenizar a rejeição do marido-desastre que afunda o país na pior recessão em décadas

A matéria Marcela Temer: bela, recatada e “do lar”, lá atrás, está assinada pela jornalista Juliana Linhares.

Abre aspas: 

A quase primeira-dama, 43 anos mais jovem que o marido, aparece pouco, gosta de vestidos na altura dos joelhos e sonha em ter mais um filho com o vice

Marcela, mulher do vice, Michel Temer: jantares românticos e apelidos carinhosos (Bruno Poletti/Folhapress)

Marcela Temer é uma mulher de sorte. Michel Temer, seu marido há treze anos, continua a lhe dar provas de que a paixão não arrefeceu com o tempo nem com a convulsão política que vive o país – e em cujo epicentro ele mesmo se encontra. Há cerca de oito meses, por exemplo, o vice-presidente, de 75 anos, levou Marcela, de 32, para jantar na sala especial do sofisticado, caro e badalado restaurante Antiquarius, em São Paulo. Blindada nas paredes, no teto e no chão para ser à prova de som e garantir os segredos dos muitos políticos que costumam reunir-se no local, a sala tem capacidade para acomodar trinta pessoas, mas foi esvaziada para receber apenas “Mar” e “Mi”, como são chamados em família. Lá, protegido por quatro seguranças (um na cozinha, um no toalete, um na entrada da sala e outro no salão principal do restaurante), o casal desfrutou algumas horas de jantar romântico sob um céu estrelado, graças ao teto retrátil do ambiente. Marcela se casou com Temer quando tinha 20 anos. O vice, então com 62, estava no quinto mandato como deputado federal e foi seu primeiro namorado.

Fecha aspas. Só um parágrafo, não queremos torturar nossos leitores. 

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José Yunes, assessor e amigo presidencial, após ser envolvido em denúncias da Odebrecht, pede demissão

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil

O assessor especial do gabinete da Presidência da República, José Yunes, enviou hoje (14) ao presidente Michel Temer carta na qual pede para ser afastado do cargo. No documento, Yunes classifica de “fantasiosa” a alegação de que teria recebido “em espécie” recursos financeiros a serem doados ao PMDB. O pedido de afastamento foi aceito pelo presidente.

Advogado, Yunes é amigo e conselheiro próximo de Temer. Na carta enviada ao presidente, ele se refere, em tom crítico, ao depoimento prestado pelo ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho – executivo que disse ter entregue dinheiro vivo ao assessor do presidente em 2014, em encontro que teve no escritório de Yunes. Continue Reading

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Estadão publica a íntegra do depoimento do ex-ministro Marcelo Calero à PF; estarrecedor, simplesmente estarrecedor

><>O depoimento do ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, à polícia federal, vamos combinar, é demolidor e se tivêssemos em um país com um mínimo de cultura política – da boa política – o governo do presidente michel temer, já era.

Porém estamos no Brasil onde os políticos perderam a vergonha cara, por conta da nossa sociedade corrupta, uma imprensa da pior espécie, em que todos pensam levar vantagem.

michel temer já era um político menor, agora ficou menos ainda, sem condições alguma de levar o país a bom termo e debelar essa crise que se aprofunda.

À crise econômica, agora temos esse aprofundamento da crise ética-moral.

Um presidente da república nunca foi tão exposto em tratativas menores como agora. Continue Reading

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O carnaval dos animais * – Por Eugênio Aragão

Eugênio Aragão**

“De um país a caminho da civilização inclusiva estamos nos transformando lentamente numa tribo de homens que puxam as mulheres pelos cabelos para dentro da caverna. Só não vê quem não quer.”

eugenio-aragao

Ao decidir manter Geddel Vieira Lima no cargo, Temer fechou os olhos às graves denuncias e demonstra o risco que vive a nossa democracia.

Banalizou-se a tal ponto a prática de ilícitos na administração ad hoc do Doutor Temer, que já não causam qualquer mal-estar notícias de que S. Exª., mesmo sabendo da prática de grave crime por subalterno seu, prefere fingir que nada viu e mantê-lo confortável em sua cadeira ministerial.

O que chama atenção é que mesmo sendo jurista festejado (escrevi até artigo publicado em livro em sua homenagem nos idos de 2012), parece não se dar conta do que consta do artigo 320 do Código Penal. O tipo ali previsto chama-se “condescendência criminosa”, incorre em suas penas o funcionário que “deixar (…), por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente”. Continue Reading

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O governo federal promete endurecer também com os idosos pobres e deficientes: benefício assistencial só depois dos 70 anos

><>O governo Michel Temer promete não dar folga pra ninguém. Além da desvinculação do salário mínimo o benefício assistencial que a Previdência paga a idosos e deficientes de baixa renda, já estuda em elevar a idade mínima exigida para o acesso ao benefício dos atuais 65 para 70 anos, ou seja depois de morto o benefício será pago.

Esse benefício que tem a sigla BPC, de Benefício de Prestação Continuada é destinado a idosos e pessoas com deficiência com renda familiar per capita inferior a 25% do salário mínimo e equivale a um salário mínimo.

Veja como raciocina o governo usurpador: como o benefício tem caráter assistencial e não exige contribuição, o governo acredita que as pessoas vão recorrer a esse benefício em vez de pagar a Previdência, se o Congresso [no nosso caso os deputados Adilton Sachetti (PSB), Carlos Bezerra (PMDB), Ezequiel Fonseca (PP), Fábio Garcia (PSB), Nilson Leitão (PSDB), Ságuas Moraes (PT), Valtenir Pereira (PMDB) e Victório Galli (PSC); e os senadores Blairo Maggi, José Medeiros e Wellington Fagundes.] aprovar as reformas propostas que tornam as regras para aposentadoria mais ‘severas’, para não usar outra palavra.

A proposta do governo estabelece idade mínima de 65 anos para a aposentadoria de homens e mulheres e pelo menos 25 anos de contribuição com a Previdência.

Meu Peixe, está, como é de seu perfil, estupefacto, pra dizer o mínimo.

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No The Intercept: Casos de corrupção envolvendo Michel Temer caem no ostracimo, e eles são muitos

Por João Filho – O PRESIDENTE NÃO-ELEITO MICHEL TEMER foi a Nova York discursar na Assembleia Geral da ONU. Há na imprensa quem tenha considerado sua apresentação “sóbria”, “elegante” e “discretamente charmosa”. Para mim, suas declarações mais pareciam um número de comédia stand-up. Entre tantas ótimas, destaco esta anedota:

“Temos um Judiciário independente, um Ministério Público atuante e órgãos do Executivo e Legislativo que cumprem seu dever. Não prevalecem vontades isoladas, mas a força das instituições, sob o olhar atento de uma sociedade plural e de uma imprensa inteiramente livre.”

Não é preciso explicar a piada. Até as vírgulas contém um humor irônico de primeiríssima qualidade. Eu apenas acrescentaria no final: “mas que beleza! Em fevereiro tem carnaval!”

Michel estava mesmo cheio de graça. Depois de dar um golpe na matemática e multiplicar por 11 o número de refugiados no Brasil em seu discurso na ONU, teve a ousadia de falar em encontro com empresários sobre o paraíso político que estaria vivendo o país: “No Brasil, hoje, nós temos uma estabilidade política extraordinária por causa da relação adequada entre Executivo e Legislativo”. Mais tarde, em coletiva, Temer apelou para o humor politicamente incorreto e cometeu este ato falho, observado por Inácio Vieira do Intercept Brasil:

“Sugerimos ao governo [Dilma] que adotasse as teses que nós apontávamos naquele documento chamado ‘Ponte para o Futuro’. E, como isso não deu certo, não houve adoção, instaurou-se um processo que culminou agora com a minha efetivação como presidência da república.”

Temos uma confissão! Parece que Temer resolveu abrir seu coração para o mundo. O impeachment não foi pelas pedaladas fiscais, mas por Dilma ter se recusado a implantar o programa de governo da chapa derrotada nas eleições. Na prática, admitiu o golpe.

Mas o clímax desse show de humor estaria por vir. Perguntado se conhecia os casos de corrupção do governo anterior, Michel, com muito charme, jogou esta piada na cara da sociedade internacional:

“Não sabia. Vocês sabem que eu não tive participação no governo. Um dia,eu mesmo me rotulei de vice-presidente decorativo porque eu não tinha participação. Não acompanhava nada disso.”

Temer quer nos fazer acreditar que era apenas um vaso chinês em um canto do Planalto. Só que os fatos mostram que seu papel nos esquemas de corrupção no governo não tinha nada de decorativo. Pelo contrário, o número de vezes em que foi citado em diferentes investigações revela seu protagonismo. Enquanto as panelas estão mudas, e parte da imprensa pede uma trégua para que o homem possa trabalhar em paz, temos uma coleção infindável de malandragens em que o não-eleito aparece enrolado. Há material suficiente para um novo número de comédia stand-up completo com duas horas de duração. Vamos relembrar os casos mais significativos:

Leia os casos enumerados por João Filho, clicando aqui

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Teori decide fatiar delação de Sérgio Machado na Lava Jato

A partir da decisão de Zavascki (foto: José Cruz/Agência Brasil), o procurador-geral também deverá avaliar como será apresentada ao Supremo a investigação contra mais 20 políticos

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki decidiu nesta sexta, 23, fatiar a delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado. Com a decisão, caberá ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, decidir se novas investigações serão abertas em separado, a partir das declarações de Machado. Os termos do acordo foram homologados em junho.

As novas frentes da primeira fase da investigação, se solicitadas por Janot e autorizadas pelo ministro, deverão tratar sobre o suposto “acordão” para barrar as investigações da Lava Jato, uma doação de R$ 40 milhões do Grupo JBS para o PMDB, um suposto repasse ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) de recursos para viabilizar a candidatura dele à presidência da Câmara dos Deputados em 1998 e o suposto pedido do presidente Michel Temer de ajuda de recursos para a campanha do ex-candidato à prefeitura de São Paulo, Gabriel Chalita.

A partir da decisão de Zavascki, o procurador-geral também deverá avaliar como será apresentada ao Supremo a investigação contra mais 20 políticos citados pelo ex-diretor acusados de receber propina.

Na mesma decisão, o ministro decidiu que somente citados que tem foro privilegiado, como os deputados e senadores, vão responder às acusações na Corte. Os demais serão enviados para julgamento pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Lava Jato na primeira instância da Justiça Federal em Curitiba.

Fonte: Teori decide fatiar delação de Sérgio Machado na Lava Jato

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Planalto abandonou Cunha após ameaça direta a Temer, informa Fábio Serapião, do Estadão

><>: Aquilo que se suspeitava se confirma agora. Eduardo Cunha e michel temer se reuniam para acertar dos detalhes do ‘impeachment’ da presidenta Dilma Rousseff.

Pelo tom das ameaças de Cunha, depreende-se que o objetivo do golpe parlamentar ERA salvar o deputado das garras do juiz Sérgio Moro.

Agora, vamos esperar as decisões da corte judiciária brasileira (leia-se Ministro Teori).

Se os processos não forem encaminhados para Curitiba, podemos entender que a blindagem à Cunha está acontecendo.

Clique e leia: Planalto abandonou Cunha após ameaça direta a Temer – Política – Estadão

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Temer é recebido com vaias, gritos de “fora”

por Paulo Victor Chagas – Repórter da Agência Brasil

O presidente Michel Temer e a primeira-dama Marcela Temer durante desfile de 7 de Setembro, na Esplanada dos Ministérios (Wilson Dias/Agência Brasil)

Brasília – O presidente Michel Temer foi recebido sob protestos e gritos de “golpista” por pessoas que foram assistir ao desfile de 7 de Setembro, na Esplanada dos Ministérios.

Ao chegar ao local reservado às autoridades para o início do desfile, Temer foi aplaudido pelo público que acompanha o evento das arquibancadas, próximas à tribuna presidencial.

Logo depois, porém, dezenas de pessoas vaiaram e começaram a gritar “Fora, Temer” por diversas vezes, fazendo com que o cerimonial do desfile fosse momentaneamente interrompido. Os manifestantes estavam sentados em uma arquibancada localizada na diagonal da tribuna reservada ao presidente, praticamente na frente de outro espaço onde estão posicionados diplomatas e demais autoridades.

Durante cerca de um minuto, os gritos e as vaias interromperam o protocolo do evento. Um dos manifestantes abriu uma pequena faixa com os dizeres: “Não aceitamos governo ilegítimo”. Em menor número, um grupo de pessoas na mesma arquibancada se opôs ao protesto, levantando pequenas bandeiras do Brasil e dizendo: “A nossa bandeira jamais será vermelha”.

Após a execução do Hino Nacional, os protestos continuaram, de forma mais espaçada.

O presidente desceu do carro ao lado da primeira dama, Marcela Temer. Ele foi recebido pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, e pelo governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, e não está usando a tradicional Faixa Presidencial. Temer se posicionou na tribuna onde estavam os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Esse é o primeiro evento público de Michel Temer desde que assumiu a presidência da República.

No momento em que Temer deu autorização ao Comandante Militar do Planalto, general de Divisão César Leme Justo, para o início oficial do evento, não foram ouvidos mais protestos. Quando o desfile já estava ocorrendo, inclusive com a condução do Fogo Simbólico pelo atleta Arthur Nory, os presentes aplaudiram as apresentações.

Além de autoridades militares, acompanham o desfile ao lado de Temer os ministros da Defesa, Raul Jungmann, da Casa Civil, Eliseu Padilha, da Justiça, Alexandre de Moraes, dentre outros.

Espaço para convidados – Após o início do desfile, três jovens que participavam da manifestação se retiraram espontaneamente da plateia. A arquibancada onde foram feitos os protestos foi reservada para convidados do Palácio do Planalto.

O estudante Lucas Bertho, 20 anos, um dos que deram início ao protesto, disse que mora em São Paulo e está na arquibancada junto a outros alunos do curso de Gestão de Políticas Públicas da Universidade de São Paulo.

Ele contou que veio cursar uma disciplina em Brasília e foi convidado pela Presidência a participar do desfile junto com os colegas. De acordo com o estudante, o ato começou de forma não planejada e um dos jovens que estava com um pequeno cartaz foi convidado a se retirar da arquibancada.

Segundo a Secretaria de Imprensa da Presidência, a distribuição de convites foi feita de acordo com a demanda de funcionários da Presidência, que podiam solicitar um determinado número de entradas.

Lucas afirmou que não é petista nem defende o governo da ex-presidenta Dilma Rousseff, mas alega que Temer chegou ao poder de forma “ilegítima” e defende eleições diretas.

A assessoria de imprensa de Temer informou que nenhum dos seguranças está autorizado a retirar os manifestantes ou qualquer pessoa das arquibancadas. A única exceção é feita a manifestações políticas por meio de cartazes.

Fonte: Temer é recebido com vaias, gritos de “fora” e aplausos em desfile na Esplanada

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Seria engraçado se não fosse uma tragédia: Brasil, o golpe, os golpistas são motivo de gozação

><>: O jornalista Mehdi Hassan, apresentador do programa Up Front  da TV Al Jazeera, faz uma análise do atual momento político que vivemos.

Assista:

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