Gosto de falar e falo Cuiabá em poemas; hoje 8 de abril a capital verde festeja 300-2 anos de fundação

Gosto de Ser Cuiabá Gosto de ser Cuiabá Do gosto de peixe Peixe de rio, frito Ensopado e mojica Gosto de ser Cuiabá De ser sal da terra De pé rachado E caminhar à tarde Gostar de Cuiabá É trazer – preguiça – Traços de verde Correr na veia Gostar do gosto Que Cuiabá supera.

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Cuiabá 300-2: Poemas que de certa forma falo da Cidade Verde

Sou Poliéster Sou Poliéster, fui Durango Kid Sai ileso ao caminhar de Far-West Pelas antigas ruas cuiabanas Calcei Conga, matei aulas, Furtei mangas e cajus de quintais Que nunca foram de minha casa… Pescar em rios que atravessam A Cuiabá tricentenária é vício Que escapa por desobrigação Do progresso urbano permanente Nadar? Jamais, nem em sonho O algodão doce das

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Poema que de alguma forma falo Cuiabá, que hoje comemora 300-2 anos de fundação

Cuiabá, Cuiabanos e Cuiabana Cuiabá 300-6 é contagem regressiva Para o tricentenário da cidade verde Ano que vem será menos cinco E Cuiabá não para, não para, não para… Meu coração, quando bate, não para De ser cuiabano, de ser otimista De acreditar que o homem cuiabense Além de hospitaleiro é esse mesmo… Como também é o cuiabanense Quando olha

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Uma imitação de soneto: Drible Personalizado

São poucos os que detêm drible personalizado E permanecer cristalizado na memória do torcedor Até dos menos fanáticos por futebol, como eu… A invenção do drible é maravilhosa… E ação política de evitar a penalidade, Sem justificativa para tal e como tal acontecia… A bola, como o poema, precisa de um craque O qual saiba levar a pelota pelos descaminhos

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Uma imitação de soneto: Poesia Curta Metragem

Minha poesia é curta, pouca inteligência à mostra, poucos centímetros de um decassílabo e sobrevive apenas uma década A sobrevida dos versos, no papel ecológico, é menor ainda que na web escritos na memória

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Uma imitação de soneto: Dentro e Fora do Universo

Na exata hora, o segundo tempo acaba e lê-se o placar final E ficamos sabendo qual o resultado de tudo no século findo E quais as perspectivas para o dia seguinte que se iniciou ontem Por incrível que possa ser os dias se parecem, mas não iguais As pessoas são diferentes, os olhos, o jeito de ver as coisas, Analisar

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O Buraco – um poema de João Bosquo

De quem é este buraco? Alguém tem que se responsabilizar Está tomando proporções enormes e ninguém sabe a extensão exata onde começa, onde termina Se é que tem um começo, meio e fim De quem é este buraco? Quem é o pai desta coisa? Que enfeia a rua, o bairro, a cidade Este buraco deve ter um dono senão não

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Língua Portuguesa – uma imitação de soneto

Nada é perfeito como a língua que falamos No dia a dia de nosso cotidiano claro-escuro Cheio de obstáculos para os sentimentos Guardados a sete chaves nas artérias do coração Nada é mais imperfeito que o sentir diário Até mesmo as palavras contidas no dicionário São incapazes de explicar esse pulsar Esse abrir repentino e fechar das retinas

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Uma imitação de soneto: Cinco de Fevereiro

É vero, estou ficando velho, reconheço Estou deixando para traz a mocidade Os nervos não estão à flor da pele Como antes, nem no endereço prometido Estou ficando plenamente velho… Amanhã ou depois de amanhã Confirmar-se-á, conforme combinado, A certeza de ser mais velho ainda Na sala, espero e leio romances de Machado Reconhecidos pela memória s/eletiva E detesta o

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Camisa Nove – uma imitação de soneto

O camisa nove se despede com gols perdidos… Os lances não se materializaram Nenhum gol perfeitizou as jogadas Embora não sejam inúteis, ao contrário… O camisa nove se despende com gols lembrados Memoráveis gols decisivos, históricos, até, E estão guardados em videoteipes torcedores Como são -uma não metáfora- cenas digitais O camisa nove se despede com a camisa amarela Solene

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Hoje é aniversário de Milena, minha neta, filha de Cessa Lenine

MILENA Assusta, Milena O novo ano O novo século O novo milênio Chamam por você Está tão criança E ainda bem separou Do cordão umbilical materno E és chamada à nova aurora Assusta, Milena Abre os olhinhos Veja teu avô criança (caduco) Meio negro, meio índio Que não aprendeu polonês E aparece no gen de tua mãe

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Uma imitação de soneto: Reciclagem Poética

Velhos poetas, cabeças brancas, recitam As poesias e poemas se reverenciam… Andar pela memória é um caminhar pedregoso Se ela, pois, revela as antigas hesitações Velhos, claro, não hesitam tanto quanto jovens Quando na mocidade. Quais rimas, quais versos Amarguravam os agora cansados de trovas Para fechar, quem sabe, um poema amante? A poesia já não sai no repente, cadenciada

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Poema de Pablo Thiago: cuyaba revisited

li dicionários em latim procurei verbetes em alemão visitei através de mapas paris para decifrar um poema se o iroquês está com pele de lobo pinga sangue e do alto dos prédios está o batman do amor o que veio primeiro o ovo novelo ou a galinha?

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Virtudes Intrínsecas – uma imitação de soneto de João Bosquo

Uma das virtudes intrínsecas da poesia é descascar abacaxi Não precisa ser pérola, pode ser abacaxi selvagem A poesia descasca com a mesma simplicidade d’uma uva e o azedo do abacaxi selvagem ilumina o outro sabor Uma das virtudes do abacaxi sereno é enganar pessoas quando se passeia pela feira a procura duma fruta doce… Ele não tem cara de

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Os Cinco Poetas Morenos – uma imitação de soneto de João Bosquo

Os Cinco poetas Morenos não tocam mais a serenata A rabeca está encostada o pavio musical não mais se acende A poção mágica da cultura, rasqueado não ficaram memorizados nos discos nos anais da fita cassete… – Tudo que pudesse lembrar é esquecimento Os Cinco poetas Morenos se aventuram nalgum filme como forma de resgate… O poeta da urbana Cidade

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Nunca Li Manuel de Barros – uma imitação de soneto de João Bosquo

Depois da partida, sempre depois, Podemos confessar e eu confesso Que nunca li Manuel de Barros Nunca entrei em seus livros Sempre fiquei preambulando Em volta dos versos e dos pós E nunca, jamais, nas pré-coisas Imersas nas metáforas pantaneiras… Quando o mar Pantanal se criou O poeta já estava de butuca Lápis de graveto e papel borboleta… O livro,

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Quando Estive na Espanha com João Cabral – uma imitação de soneto de João Bosquo

Quando, num sonho, viajei pela Espanha para conhecer João Cabral de Melo Neto, poeta Pernambuco, Severino, Recife, constatei que o sonho era coisa estranha Estranhei as parlendas espanholas. Não tinham rimas, nem quebra-línguas, menos ainda histórias de toureiros em arenas sangrentas de saciar gritos Eufóricos gritos da plateia inusitada queriam a poesia e o poeta cabralinos para um fim de

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Desencontros Internos – Uma imitação de soneto de João Bosquo

a Eduardo Mahon Com tanta coisa pra fazer – cozinhar, lavar panelas, ler os e-mails, escrever poemas e engraxar os sapatos – eu gostaria de ter um outro de mim   Mas será que o outro seria exatamente igual, faria o feijão temperado do mesmo jeito relaxado e balançaria a cabeça sem perder a cabeça?   Ou seria totalmente diverso

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Fora da Grande Área do Poema – uma imitação de soneto de João Bosquo

Eu nunca quis ser volante, cabeça de área Não desejei, jamais, jogar na defensiva Como um beque desajeitado. Exclamação. Nunca me vi, sonhei ou cogitei-me Felizardo* Em minhas visões no Dutrinha fui Bife, Artilheiro, goleador, driblador até a meta, Função maior de todos os centroavantes, Sem resquício de pena ou dó dos arqueiros Mas, sem talento, não cheguei a gandula

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Falar Poema é Coisa Simples – uma imitação de soneto de João Bosquo

Falar alguma coisa ou poema não falar coisa alguma – fonema –, faz o mesmo sentido ao tema? Temer a letra oclusiva, combinada com outra letra vogal ou seminua no recinto fonético da sala é próprio dos alfabetos escritos… O som brota límpido da língua falada por todos os leitores mudos presentes desde antes do sol Falar o poema agora

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Cafés, leites e lembranças

Quando peço um café com leite, não peço apenas um café com leite, Estou pedindo também uma xícara de lembranças A medida exata dessas lembranças Ninguém sabe precisar, aqui ou amanhã Nas manhãs que se repetem Café com leite é uma receita perfeita! O preto café se mistura ao branco leite E forma essa tonalidade brasileira… Essa mistura, além do

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Dentro e Fora do Universo

Na hora exata, o segundo tempo acaba e lê-se o placar final e ficamos sabendo qual o resultado de tudo no século findo e quais as perspectivas para o dia seguinte que começa amanhã Por incrível que possa ser, os dias se parecem, mas não iguais As pessoas são diferentes, os olhos, o jeito de ver as coisas, assim como

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Língua Portuguesa

a Sírio Possenti  Nada é perfeito como a língua que falamos No dia a dia de nosso cotidiano claro-escuro Cheio de obstáculos para os sentimentos Guardados a sete chaves nas artérias do coração Nada é mais imperfeito que o sentir diário Mesmo todas as palavras contidas no dicionário Não são capazes de explicar esse pulsar Esse abrir repentino e fechar

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Olhos Vendados

Este momento que vejo tudo, embora de olhos fechados, sigo (como é possível seguir) rumo ao norte prometido Uma visão panorâmica de olhar, como de soslaio, de olhos fechados e vejo o infinito que nunca se acaba e do infinito dos olhos vejo outros olhos sem fim Sigo pelos caminhos infinitos, entre lágrimas e estrelas, que percorrem por todo nossos

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Fora da grande área do poema

Eu nunca quiz ser volante, cabeça de área não desejei jamais jogar na defensiva como um beque desajeitado. Exclamação. Nunca me vi, sonhei ou cogitei ser beque. Em minhas visões no Dutrinha fui Bife, artilheiro, goleador, driblador até a meta, função maior de todos os cetroavantes, sem resquício de pena ou dó do zagueiro. Mas, sem talento, não cheguei a

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Juntar as Partes – poema de João Bosquo

Vou me buscar, não estou aqui estou, se pouco sei, sem paradeiro sem rumo certo, sem bússola O pouco que sei: estou perdido dentro de umas interrogações que persistem em se perguntar como se fossem as soluções As perguntas caminham e levam o meu refletir e jeito de estar mas, sei agora, não estou aqui Estou lá, repara, caminhando… Vou

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Quando Estive na Espanha com João Cabral de Melo Neto

Quando, num sonho, estive na Espanha para conhecer João Cabral de Melo Neto o poeta Pernambuco, Severino, Recife constatei que o sonho era coisa estranha Estranhei que as parlendas espanholas não tinham rimas, nem quebras línguas menos ainda histórias de toureiros em arenas sangrentas de saciar gritos eufóricos gritos da plateia inusitada que queria a poesia e o poeta cabralinos

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A Paz Divina Vai Chegar, Porém não Agora – poema de João Bosquo

Não temos como fugir de sermos assim embora queiramos parecer diferentes ao menos no Natal, quando se comemora o nascimento do Menino Jesus entre nós Queremos, todos, voltar para a pátria celestial, que vagamente lembramos quando sentimos saudades, sem saber de que saudade estamos sentindo Queremos que Jesus, esteja conosco, no meio de nós, nos dando sua PAZ de forma gratuita sem

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Vamos festejar o Natal – Poema de João Bosquo

a Adir Sodré Vamos festejar o Natal do Menino Jesus em Cuiabá, que veio andando, veio à tarde que veio sem fazer alarde, aqui está Vamos festejar com o Menino – Não precisa tocar os sinos será uma festa simples, pouca, que vai durar a vida toda, não mais Vamos festejar que é tempo… O Menino, como todos os meninos,

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Se Jesus não tivesse nascido…

Feliz Natal, meu amigo. Se Jesus Cristo tivesse morrido velhinho E não na cruz como de fato aconteceu Será que o natal seria diferente? Será que essa vontade de morrer também Ainda faria companhia para gente? Quem sempre está só neste natal Se Jesus tivesse ficado velhinho Talvez estivesse com alguém ao lado Para conversar, falar, rir e mentir Feliz

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