Tag: Poemas

Neste momento chove em Cuiabá. Para celebrar, um poema que fala ‘chuva’:

Nada é para sempre Nada é para sempre inclusive a manga verde que um dia ficará perpitola e um guri faminto vai passar a mão   Nada é para sempre… A manga rosa também será saboreada quando chegar a chuva da temporada   Nada é para sempre… – A mangueira, resultado de uma semente, treme ao vento.

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Lembranças Eternas – Um poema de João Bosquo

Não tenho tantas dores para contar: Quebrei o braço, fui pro Santa Casa, Me roubaram a namorada e chorei, Perdi o ônibus, atrasado, perdi o emprego… As alegrias, por inúmeras, são várias Que não saberia contá-las Chego tentar calcular uma centena, Uma milhar, como aquela aposta E passou raspando Ser alegre não é ser feliz, Mas momentos felizes acontecem Assim

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Sereno – Uma imitação de soneto de João Bosquo

Vamos fechar nossos olhos, procurar o sereno Que se encontra nas partículas gotas da madrugada E suavemente deitam nas gramas dos jardins, Nos telhados, como um calmo lençol à forrar… Quando tudo serenar, ao fechar nossos olhos, Vamos olhar para dentro e ver que a alma ainda, Sendo alma, procura o ponto ideal de equilíbrio Serenar os ânimos em favor

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Poema Escrito – uma imitação de soneto de João Bosquo

Olho-te e vejo Como estás, Meio sem graça Não faço nada E me perguntas Se passo fome Respondo: não! E continuo são Na minha tarefa Isso te perturbas Vês assombrações, e Segues os meus passos Como se fosse possível Desentortar que está escrito… ><>Poema integrante do livro “Imitações de Soneto”, à venda, combinar pelo facebook.com/joaobosquocartola

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Vanguarda – Uma imitação de soneto de João Bosquo

Qual é a saída pra vanguarda? Qual a saída pra crise, pela vanguarda? A vanguarda está em crise Ou a crise não afeta a vanguarda? O que é ser vanguarda? Sou fã ou fui guarda? A vanguarda vem de avião? Ônibus? De van? Vem pelo correio Ou pelos fios da internet? A vanguarda deixa-se ser metrópole se planta na interior

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Assim Caminha… – uma imitação de soneto de João Bosquo

O Brasil era Estados Unidos do Brazil Agora somos República Federativa A cidadania nem por isso ficou mais ativa Os gestores menos corruptos e espertos… O antigo Primário, o antigo Ginasial… Estudei em todos eles e mudaram de nomes Terminei, pois, o Segundo Grau Professores, por hora são educadores Como motorista passou a condutor Mas um não educa, nem outro

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Medo – Por João Bosquo

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Morte – Um poema de Marília Beatriz

A cruz é a sentença, o verbo é presença onde a morte? O surto é periférico o vôo é atmosférico onde a morte? Se a cruz é o surto o verbo e o vôo continuam. O sorriso é o estádio e a lembrança da promessa é pressa.  

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De Alianças e Vaias – uma imitação de soneto de João Bosquo

Para João Batista Negrão Vejo alianças nas mãos das jovens médicas que vaiam Velhos médicos cubanos pretos como nós brasileiros Netos dos exilados da África em navios através dos mares Rumo aos berços de todas as nações das quais pertencemos…. Não quero, porém, falar de negros, navios ou exílios tristes Mas, sim das alianças nas mãos das médicas que vaiam

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Em Honra dos Josés – uma imitação de soneto de João Bosquo

O que me honra em ser brasileiro São as pessoas que foram aquilo Que por medo ou insegurança não fui Seus grandes e humildes poetas Escritores de pequenas linhas que li Quando estudava no Colégio dos Padres Foram os brasileiros soldados mortos Em estranhas lutas de ódio brasileiro Denominadas guerrilhas em florestas E ruas de cidades obscuras Se idade tivesse,

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Desmoronamento – Uma imitação de soneto de João Bosquo

O tempo, repara, Saiu de fora pra dentro Como uma metáfora E ficou parado O tempo não é singular Não é plural Não é coisa alguma O tempo é tempo Quando só, olhando os velhos Que andam na praça Acompanhados de suas velhas, Não posso deixar de observar O tempo com o tempo Brinca e desmorona as pessoas. ><>Poema do

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Quando Anoitece – uma imitação de soneto

Quando tudo começa anoitecer algumas coisas simples acontecem… Simples porque é da natureza e elas se realizam quando adormecem A cidade, quando anoitece, começa exercitar noutra dimensão outro parâmetro, outra média visão e os gatos voltam a empardecer As pessoas, quando a noite chega, ficam mais sensíveis, mais suscetíveis mais táteis, frágeis e imperceptíveis A noite, quando se realiza, sempre

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O Poema Que se Pede – uma imitação de soneto de João Bosquo

Veja, o poeta se mete em enrascadas Quando pessoas pedem um poema Ele não sabe dizer não – bem feito – E a poesia não se assunta de emergência O poema – mesmo de estrutura simples Sem rimas de valor estimado Ou de prestígio duvidoso – Não se encontra na esquina Tampouco se saca num caixa eletrônico De uma agência

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No Meio do Livro, um poema de João Bosquo

No meio do livro encontrei o poema lido O poema lido no meio do livro… Não consigo lembrar os versos mas não posso esquecer esse fato que alterou meu ponto de vista.

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Sete Sentidos – uma imitação de soneto

Não importa o abrir e fechar de portas é sábado e só nos resta o caminhar sempre em frente é essa a direção determinada, embora sob contrariedade O abrir e fechar cancela também acelera, repara, as batidas do pobre coração, não importa se de poeta, agricultor ou enfermeiro recém saído da faculdade O piscar também obedece a essa rotina de

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Antigo Mar Chacororé – Uma imitação de soneto

Aqui na Baía de Chacororé, antigo mar, Havia – do tempo de ter – um peixe sabido Que fugia dos anzóis e tarrafas traçadas E ensinava – que a vida é ensinar – Os lambaris e outros peixes menores Como se safar das armadilhas do destino Impostas pelo próprio rio Pantanal… Esse peixe sabido sempre nadava Rio abaixo com as

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Desapego – Uma imitação de Soneto

Sinto, como sinto, com o passar dos anos que Minha alma calmamente vai se desapegando Deste corpo que, em verdade, nunca me pertenceu O desapego do corpo não significa desprezo Não. Tenho muito apreço por este corpo Que me carrega para onde vou, quando vou Sem se importar qual seja este ou aquele lugar O corpo, repara, é um veículo,

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Poesia Curta Metragem – uma imitação de soneto

Minha poesia é curta, pouca inteligência à mostra, poucos centímetros de um decassílabo e sobrevive apenas uma década A sobrevida dos versos, no papel ecológico, é menor ainda que na web escritos na memória A) do computador aposentado B) no notebook esquecido C) no desktop reformatado Pois Zé, a poesia não parte… “Stop!”, diz o poeta Silva Freire! É a

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Uma imitação de soneto: Anjo de Cara Amarrada

Não vi o anjo de cara amarrada. Só vi o anjo (Não era pescador) Navegava na flor Pelos rios do Pantanal Os peixes seguiam Esse anjo em sua barca rosa As flores pantaneiras são naturais Estruturadas em comando singelo Triz de cor de arco-íris O anjo reconhecia todas Como antes de ser sementes As flores eram semelhantes Se refletiam brilhantes

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Uma imitação de soneto: Manga Madura no Quintal

O amarelo Não é uma cor, apenas cor, Vai além do horizonte E acompanha o morrer do sol O amarelo Quando chega, de manhã cedinho, Provoca espantos, o galo canta… O amarelo, vê, é luz O amarelo, Na minha memória, é manga, Perpitola manga madura O amarelo Hoje para mim, saliva É água na boca.

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Uma imitação de soneto: A poesia escondida

A poesia, enquanto poesia, Se esconde em nós Ou se esconde de nós? Eis a interrogação Que se faz quando Se olha para o azul O azul da cor Do céu furta-cor Do olhar azul Perdido na imensidão… A poesia Esconde-esconde Põe o poeta à prova Porém não corresponde.

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Uma imitação de soneto: Minha Poesia ao Léu

Minha poesia não é só minha. Ela também é de quem a lê e se sente enlevado por ela. Sente que as palavras escritas – desta maneira ou estilo – é o jeito de como se usar para dizer as mesmas coisas aqui ditas

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Gosto de falar e falo Cuiabá em poemas; hoje 8 de abril a capital verde festeja 300-2 anos de fundação

Gosto de Ser Cuiabá Gosto de ser Cuiabá Do gosto de peixe Peixe de rio, frito Ensopado e mojica Gosto de ser Cuiabá De ser sal da terra De pé rachado E caminhar à tarde Gostar de Cuiabá É trazer – preguiça – Traços de verde Correr na veia Gostar do gosto Que Cuiabá supera.

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Cuiabá 300-2: Poemas que de certa forma falo da Cidade Verde

Sou Poliéster Sou Poliéster, fui Durango Kid Sai ileso ao caminhar de Far-West Pelas antigas ruas cuiabanas Calcei Conga, matei aulas, Furtei mangas e cajus de quintais Que nunca foram de minha casa… Pescar em rios que atravessam A Cuiabá tricentenária é vício Que escapa por desobrigação Do progresso urbano permanente Nadar? Jamais, nem em sonho O algodão doce das

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Poema que de alguma forma falo Cuiabá, que hoje comemora 300-2 anos de fundação

Cuiabá, Cuiabanos e Cuiabana Cuiabá 300-6 é contagem regressiva Para o tricentenário da cidade verde Ano que vem será menos cinco E Cuiabá não para, não para, não para… Meu coração, quando bate, não para De ser cuiabano, de ser otimista De acreditar que o homem cuiabense Além de hospitaleiro é esse mesmo… Como também é o cuiabanense Quando olha

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Hoje, 8 de abril, comemora-se os 300-2 anos de fundação de Cuiabá

Cuiabá entre Leds Andar pelas ruas da Cuiabá antiga em dias de agora Já não trazem sentimentos, destarte ser cuiabano Do século antigo, também conhecido como século XX, De como quando morador daquelas outras ruas Cuiabá, repara, pulveriza-se entre leds, lembranças Dos velhos neons, cine poeiras e bares Atlânticos Armazéns de secos e molhados, vendas a granel Andar pelas ruas,

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Uma imitação de soneto: Minha Poesia Dramatiza

Minha poesia dramatiza Qualquer mudança de endereço Mudança de tempo: vento em temporal, Mão de rua ou transformação urbana Minha poesia se solidariza Com o homem a passear sozinho Viúvo guardador de lembranças Que despedaçam o coração Minha poesia saiu de mãos dadas Bem humorada foi fazer um rolê Do Passeio Público à Santa Fé A minha poesia – repara

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Menina de Abril – um poema de João Bosquo

Menina de abril dia primeiro mentira foi Não tem pão legumes não tem Menina de abril dia primeiro mentira foi O prato sobre a mesa vazio se encontra A saliva mata a sede a forme mata a fome Menina de abril dia primeiro mentira foi Ventos não ventam salários não aumentam Menina de abril tudo é mentira Que Pedro operário

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Uma imitação de soneto: Os Navegantes

Quando os ingleses saíram para pescar Os mares já estavam cheios de tubarões De outros tubarões Quando os espanhóis saíram para descobrir Os mares já estavam coalhados de navios E aí vieram os franceses

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Uma imitação de soneto: Drible Personalizado

São poucos os que detêm drible personalizado E permanecer cristalizado na memória do torcedor Até dos menos fanáticos por futebol, como eu… A invenção do drible é maravilhosa… E ação política de evitar a penalidade, Sem justificativa para tal e como tal acontecia… A bola, como o poema, precisa de um craque O qual saiba levar a pelota pelos descaminhos

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