Uma imitação de soneto: Anjo de Cara Amarrada

Não vi o anjo de cara amarrada. Só vi o anjo (Não era pescador) Navegava na flor Pelos rios do Pantanal Os peixes seguiam Esse anjo em sua barca rosa As flores pantaneiras são naturais Estruturadas em comando singelo Triz de cor de arco-íris O anjo reconhecia todas Como antes de ser sementes As flores eram semelhantes Se refletiam brilhantes

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Uma imitação de soneto: Manga Madura no Quintal

O amarelo Não é uma cor, apenas cor, Vai além do horizonte E acompanha o morrer do sol O amarelo Quando chega, de manhã cedinho, Provoca espantos, o galo canta… O amarelo, vê, é luz O amarelo, Na minha memória, é manga, Perpitola manga madura O amarelo Hoje para mim, saliva É água na boca.

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Uma imitação de soneto: A poesia escondida

A poesia, enquanto poesia, Se esconde em nós Ou se esconde de nós? Eis a interrogação Que se faz quando Se olha para o azul O azul da cor Do céu furta-cor Do olhar azul Perdido na imensidão… A poesia Esconde-esconde Põe o poeta à prova Porém não corresponde.

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Uma imitação de soneto: Minha Poesia ao Léu

Minha poesia não é só minha. Ela também é de quem a lê e se sente enlevado por ela. Sente que as palavras escritas – desta maneira ou estilo – é o jeito de como se usar para dizer as mesmas coisas aqui ditas

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Hoje, 8 de abril, comemora-se os 300-2 anos de fundação de Cuiabá

Cuiabá entre Leds Andar pelas ruas da Cuiabá antiga em dias de agora Já não trazem sentimentos, destarte ser cuiabano Do século antigo, também conhecido como século XX, De como quando morador daquelas outras ruas Cuiabá, repara, pulveriza-se entre leds, lembranças Dos velhos neons, cine poeiras e bares Atlânticos Armazéns de secos e molhados, vendas a granel Andar pelas ruas,

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Uma imitação de soneto: Os Navegantes

Quando os ingleses saíram para pescar Os mares já estavam cheios de tubarões De outros tubarões Quando os espanhóis saíram para descobrir Os mares já estavam coalhados de navios E aí vieram os franceses

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Uma imitação de soneto: Drible Personalizado

São poucos os que detêm drible personalizado E permanecer cristalizado na memória do torcedor Até dos menos fanáticos por futebol, como eu… A invenção do drible é maravilhosa… E ação política de evitar a penalidade, Sem justificativa para tal e como tal acontecia… A bola, como o poema, precisa de um craque O qual saiba levar a pelota pelos descaminhos

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Uma imitação de soneto: Poesia Curta Metragem

Minha poesia é curta, pouca inteligência à mostra, poucos centímetros de um decassílabo e sobrevive apenas uma década A sobrevida dos versos, no papel ecológico, é menor ainda que na web escritos na memória

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Uma imitação de soneto: Dentro e Fora do Universo

Na exata hora, o segundo tempo acaba e lê-se o placar final E ficamos sabendo qual o resultado de tudo no século findo E quais as perspectivas para o dia seguinte que se iniciou ontem Por incrível que possa ser os dias se parecem, mas não iguais As pessoas são diferentes, os olhos, o jeito de ver as coisas, Analisar

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O Buraco – um poema de João Bosquo

De quem é este buraco? Alguém tem que se responsabilizar Está tomando proporções enormes e ninguém sabe a extensão exata onde começa, onde termina Se é que tem um começo, meio e fim De quem é este buraco? Quem é o pai desta coisa? Que enfeia a rua, o bairro, a cidade Este buraco deve ter um dono senão não

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Língua Portuguesa – uma imitação de soneto

Nada é perfeito como a língua que falamos No dia a dia de nosso cotidiano claro-escuro Cheio de obstáculos para os sentimentos Guardados a sete chaves nas artérias do coração Nada é mais imperfeito que o sentir diário Até mesmo as palavras contidas no dicionário São incapazes de explicar esse pulsar Esse abrir repentino e fechar das retinas

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Uma imitação de soneto: Cinco de Fevereiro

É vero, estou ficando velho, reconheço Estou deixando para traz a mocidade Os nervos não estão à flor da pele Como antes, nem no endereço prometido Estou ficando plenamente velho… Amanhã ou depois de amanhã Confirmar-se-á, conforme combinado, A certeza de ser mais velho ainda Na sala, espero e leio romances de Machado Reconhecidos pela memória s/eletiva E detesta o

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Camisa Nove – uma imitação de soneto

O camisa nove se despede com gols perdidos… Os lances não se materializaram Nenhum gol perfeitizou as jogadas Embora não sejam inúteis, ao contrário… O camisa nove se despende com gols lembrados Memoráveis gols decisivos, históricos, até, E estão guardados em videoteipes torcedores Como são -uma não metáfora- cenas digitais O camisa nove se despede com a camisa amarela Solene

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Hoje é aniversário de Milena, minha neta, filha de Cessa Lenine

MILENA Assusta, Milena O novo ano O novo século O novo milênio Chamam por você Está tão criança E ainda bem separou Do cordão umbilical materno E és chamada à nova aurora Assusta, Milena Abre os olhinhos Veja teu avô criança (caduco) Meio negro, meio índio Que não aprendeu polonês E aparece no gen de tua mãe

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Uma imitação de soneto: Reciclagem Poética

Velhos poetas, cabeças brancas, recitam As poesias e poemas se reverenciam… Andar pela memória é um caminhar pedregoso Se ela, pois, revela as antigas hesitações Velhos, claro, não hesitam tanto quanto jovens Quando na mocidade. Quais rimas, quais versos Amarguravam os agora cansados de trovas Para fechar, quem sabe, um poema amante? A poesia já não sai no repente, cadenciada

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Poema de Pablo Thiago: cuyaba revisited

li dicionários em latim procurei verbetes em alemão visitei através de mapas paris para decifrar um poema se o iroquês está com pele de lobo pinga sangue e do alto dos prédios está o batman do amor o que veio primeiro o ovo novelo ou a galinha?

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Todos os Poemas que Busco – uma imitação de soneto de João Bosquo

Todos os poemas, os quais busco Dentro e fora de minha alma, Não são lidos, nem lindos, mas Meros versos nos quais escrevo: Só Só escrevo poemas vasculhados Pelo sentir desembrulhados Dos olhos abertos ao ver tudo Inclusive o rio a só correr solene… Os poemas são uma busca Uma procura de sentido da vida De um ou dois porquês

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O Quintal na Memória – uma imitação de soneto de João Bosquo

De onde estou, mesmo em movimento, Vejo a manga madura no quintal A fruta da mangueira no quintal Da casa de minha vó A casa já não existe O próprio terreno As hortas, o galinheiro Tudo que fazia um quintal Ser quintal não resistiu O quintal apenas existe No resquício de memória De onde estou, meus olhos deslocados Olham para

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Exposição sobre centenário de Manoel de Barros no espaço do Ganha Tempo em Cuiabá

Da Assessoria – O primeiro mês do ano de 2016 conta com uma programação especial para a população, no Ganha Tempo de Cuiabá. Desta terça-feira (03.01) até o dia treze de janeiro, o Ganha Tempo, em parceria com o Instituto Memória da Assembleia Legislativa, irá apresentar aos cidadãos uma exposição sobre o centenário do poeta mato-grossense Manoel de Barros. Dia 16, 20

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Café do Ano Novo

Estou aqui. Bebi o café quente do ano novo, Lembrei-me de pessoas e dum livro de poemas lidos Quando queria ficar triste, mas alegre permaneci Olhando para fora da janela do próprio tempo   Contar o tempo quando se vê no espelho do banheiro, Ao fazer barba de pelos brancos, é obrigação diária Sem se exaltar, sem desespero, sem indignação

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Ano Novo se Repete, também se Renova

O ano novo começa em primeiro de janeiro E os anos, desde antes de nós, tem doze meses… Os meses são os mesmos, os eventos reprisam Em primaveras, verãos, outonos e invernos… Tudo se repete… Mas, repara, nada é igual A vida é um ciclo, círculo, só que em espiral Tudo muda, tudo se transforma, tudo melhora Com o passar

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Amanhã é Outro Dia Doutro Ano

Amanhã, as mesmas horas, é outro dia, outro mês E, sem esquecer, outro ano de nossas vidas Com o novo ano que começa novos projetos Outros planos de recomeçar tudo outra vez Sem querer olhar (mas olhando) pro espelho Do tempo que transforma moço em velho Fatos, acontecimentos viram lembranças Numa inexorável inevitabilidade cósmica Pois, como nós, embora num tempo

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Há Natal e Há Natais

A Glorinha Albuês Existe, sim, um natal diferente do nosso. Diferente de tudo aquilo que podemos apossar com nossos olhos vorazes, dentro de uma casa que difere de outras tantas casas de uma cidade. (Essa diferença está na felicidade da fartura àquele que não tem pão, o que muito tem é privação) O natal do negro, negro, sempre negro, por

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A Paz Divina Vai Chegar, não Agora

Não temos como fugir e deixar de sermos sós Embora queiramos parecer diferentes Ao menos no Natal, quando se comemora O nascimento do Menino Jesus entre nós Queremos, todos, voltar para a pátria Celestial, que vagamente lembramos Quando sentimos saudades, sem saber De que saudade estamos sentindo Queremos que Jesus, esteja conosco, No meio de nós, nos dando sua PAZ

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O Espírito de Natal chega no dia de Natal

O espírito de Natal chega perto da data de Natal E se instala dentro da gente, mesmo sem querer, E ficamos meio, como que bobos, desejando A todos, independente de quem, Feliz Natal Feliz Natal!, grita nosso coração, lá do fundo, Para todas as pessoas deste imenso mundo Que mal sabemos quantos bilhões somam E, talvez por isso, sorrimos pra

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Eu vi o cachorro sorrindo – uma imitação de soneto de João Bosquo

Quando vi o cachorro sorrindo pra mim Não acreditei, mas pensei: hoje é um dia de sorte! Não são todos os cachorros que sorriem E mesmo aqueles que riem, sorriem, Não riem toda hora, qualquer momento Nos dias de sorte, costumo andar, caminhar Devagar, olhando para o céu, contando estrelas E – se de dia – decifrando as formas das

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Um Poeta Disse Bom Dia… – uma imitação de soneto de João Bosquo

Um poeta chegou bem cedo, ao despertar, Pediu benção a Deus e disse bom-dia, Dia Era um dia de acordar bem cedinho Pra ouvir Deus nos pipios dos passarinhos Quando Deus nos fala sua voz está em tudo Que se move – porque tudo é movimento – Do princípio ao infinito cosmo e parece Silêncio para se ouvir melhor ainda

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Em Memória do Adeus à Ferreira Gullar – Poema de João Bosquo

Existe, repara, uma hora dentro do minuto e um segundo, às vezes, é maior que o domingo… Saio de casa, vou à feira e caminho até descansar sentado num banco de uma praça perdida num país que nunca cheguei a conhecer, mas que mora no centro de meu coração na América do Sul Uma hora, no meio de um minuto,

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Nada é para sempre – Uma imitação de soneto de João Bosquo

Nada é para sempre Inclusive a manga verde Que um dia ficará perpitola E um guri faminto Vai passar a mão Nada é para sempre A manga rosa Também será saboreada Quando chegar a chuva Da temporada Nada é para sempre… – A mangueira, resultado De uma semente, Treme ao vento.

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Não temos mais Fidel Castro – Um poema de João Bosquo

Não temos mais Fidel, em carne Mas Fidel vive latente em toda Cuba Em toda América Latina Nos corações dos povos oprimidos Que um dia serão livres, libertados De todas as dores e amarras Fidel, repara, é uma imagem Deliciosa imagem da liberdade Ao qual ruma, igual Cuba, para sempre.

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