Tag: Poesias

Eu vi o cachorro sorrindo – uma imitação de soneto de João Bosquo

Quando vi o cachorro sorrindo pra mim Não acreditei, mas pensei: hoje é um dia de sorte! Não são todos os cachorros que sorriem E mesmo aqueles que riem, sorriem, Não riem toda hora, qualquer momento Nos dias de sorte, costumo andar, caminhar Devagar, olhando para o céu, contando estrelas E – se de dia – decifrando as formas das

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Um Poeta Disse Bom Dia… – uma imitação de soneto de João Bosquo

Um poeta chegou bem cedo, ao despertar, Pediu benção a Deus e disse bom-dia, Dia Era um dia de acordar bem cedinho Pra ouvir Deus nos pipios dos passarinhos Quando Deus nos fala sua voz está em tudo Que se move – porque tudo é movimento – Do princípio ao infinito cosmo e parece Silêncio para se ouvir melhor ainda

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Em Memória do Adeus à Ferreira Gullar – Poema de João Bosquo

Existe, repara, uma hora dentro do minuto e um segundo, às vezes, é maior que o domingo… Saio de casa, vou à feira e caminho até descansar sentado num banco de uma praça perdida num país que nunca cheguei a conhecer, mas que mora no centro de meu coração na América do Sul Uma hora, no meio de um minuto,

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Nada é para sempre – Uma imitação de soneto de João Bosquo

Nada é para sempre Inclusive a manga verde Que um dia ficará perpitola E um guri faminto Vai passar a mão Nada é para sempre A manga rosa Também será saboreada Quando chegar a chuva Da temporada Nada é para sempre… – A mangueira, resultado De uma semente, Treme ao vento.

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Não temos mais Fidel Castro – Um poema de João Bosquo

Não temos mais Fidel, em carne Mas Fidel vive latente em toda Cuba Em toda América Latina Nos corações dos povos oprimidos Que um dia serão livres, libertados De todas as dores e amarras Fidel, repara, é uma imagem Deliciosa imagem da liberdade Ao qual ruma, igual Cuba, para sempre.

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Minhas Ofertas são Postas de Peixe – uma imitação de soneto de João Bosquo

Minhas ofertas estão postas na mesa São palavras escritas sob o papel branco Palavras que se colam a outras tantas E não calam nas tintas da caneta imprecisa… O poeta nunca se manifesta completo Sempre pula um ou dois versos, sílabas Até mesmo estrofes inteiras do poema Quando se concretiza é final do dia-a-dia No correr do dia há também

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Bom Dia de Fernando Pessoa – uma imitação de soneto de João Bosquo

Fernando Pessoa diz: bom dia! Em um poema de alta periculosidade Sem medo de ser identificado Como poeta português Tudo que podemos somar Dois e dois, remar rio abaixo Descer às profundezas do Pantanal Vem da herança lusitana… Bom dia! Responde o leitor De outro lado do continente E sorridente olha para fora Da órbita terrestre e vê o dia

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Poema Menor – uma imitação de soneto de João Bosquo

Estou em casa descansando Depois de doze meses regulamentares A poesia indecisa não saiu de férias Ela insiste em abrir a fonte E despejar inspirações de roldão Mostrando-se dos sentidos Os quais ligam o sentimento à razão O poeta, como bom servidor, Também quer destrançar os bits Esquecer-se da existência do teclado A poesia, como um estorvo, porém Se nega

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Procuro a Inspiração e não Acho – uma imitação de soneto de João Bosquo

Procuro a inspiração e não acho Em que endereço ficou perdida? Em que encruzilhada se perdeu? Em que entre textos se evaporou? A inspiração está no tacho, Responde a voz milenária Da partícula bóson de Higgs Escondida depois de todos nós – No tacho, junto com o melado Para ser mexido até o caramelo E desfazer-se na boca de criança

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Poema Escondido – uma imitação de soneto de João Bosquo

Vamos ver quem acha a poesia escondida? O poema, vestindo terno ou um velho jeans, É apenas uma roupagem de rimas e métricas Como são as escolhas de escolas literárias O poema das arcádias, do lirismo derramado, Do Barroco, feito barro, impregnando os sonetos, O Romantismo, sem ser romântico, de Castro Alves, Sem querer veste-se de Parnaso sem sentido O

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Café, Leite e Lembrança – uma imitação de soneto de João Bosquo

Quando peço um café com leite, Não peço apenas um café com leite, Está incluso uma xícara de lembranças A medida exata dessas lembranças Ninguém sabe precisar, aqui ou amanhã Nas manhãs que se repetem matinais Café com leite é uma receita perfeita! O preto café se mistura ao branco leite E forma essa tonalidade brasileira… Essa mistura, além do

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Poema Roubado – uma imitação de soneto de João Bosquo

Um dia, sempre, fiz um poema roubado Fixo em esclarecer: não sou nenhum Drummond de Andrade ou Manuel Bandeira E nunca fui ao Porto de Fernando Pessoa O poema roubado ou furtado não é crime É bom deixar consignado ao desatento Leitor, qual possa pensar em perdas, danos Ao sistema literário local ou intermunicipal Os poetas amigos – nunca cito

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Em São Paulo – SP

Em São Paulo – SP Não se respira Buenos Aires.  

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Virtudes Intrínsecas – uma imitação de soneto de João Bosquo

Uma das virtudes intrínsecas da poesia é descascar abacaxi Não precisa ser pérola, pode ser abacaxi selvagem A poesia descasca com a mesma simplicidade d’uma uva e o azedo do abacaxi selvagem ilumina o outro sabor Uma das virtudes do abacaxi sereno é enganar pessoas quando se passeia pela feira a procura duma fruta doce… Ele não tem cara de

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Os Cinco Poetas Morenos – uma imitação de soneto de João Bosquo

Os Cinco poetas Morenos não tocam mais a serenata A rabeca está encostada o pavio musical não mais se acende A poção mágica da cultura, rasqueado não ficaram memorizados nos discos nos anais da fita cassete… – Tudo que pudesse lembrar é esquecimento Os Cinco poetas Morenos se aventuram nalgum filme como forma de resgate… O poeta da urbana Cidade

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Nunca Li Manuel de Barros – uma imitação de soneto de João Bosquo

Depois da partida, sempre depois, Podemos confessar e eu confesso Que nunca li Manuel de Barros Nunca entrei em seus livros Sempre fiquei preambulando Em volta dos versos e dos pós E nunca, jamais, nas pré-coisas Imersas nas metáforas pantaneiras… Quando o mar Pantanal se criou O poeta já estava de butuca Lápis de graveto e papel borboleta… O livro,

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Quando Estive na Espanha com João Cabral – uma imitação de soneto de João Bosquo

Quando, num sonho, viajei pela Espanha para conhecer João Cabral de Melo Neto, poeta Pernambuco, Severino, Recife, constatei que o sonho era coisa estranha Estranhei as parlendas espanholas. Não tinham rimas, nem quebra-línguas, menos ainda histórias de toureiros em arenas sangrentas de saciar gritos Eufóricos gritos da plateia inusitada queriam a poesia e o poeta cabralinos para um fim de

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Desencontros Internos – Uma imitação de soneto de João Bosquo

a Eduardo Mahon Com tanta coisa pra fazer – cozinhar, lavar panelas, ler os e-mails, escrever poemas e engraxar os sapatos – eu gostaria de ter um outro de mim   Mas será que o outro seria exatamente igual, faria o feijão temperado do mesmo jeito relaxado e balançaria a cabeça sem perder a cabeça?   Ou seria totalmente diverso

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61 Canalhas

 Sabia, não tinha certeza, somos um bando de canalhas… Canalhas, canalhas, canalhas! Vociferou Tancredo Neves Naquele remoto ano de 64 apontando o dedo Para o canalha presidente da câmara dos deputados   Sabia, não tinha certeza, o congresso é caro aos canalhas Canalhas deputados obedientes a um canalha maior Que coloca outro, igual ou maior, na presidência da república A

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Fora da Grande Área do Poema – uma imitação de soneto de João Bosquo

Eu nunca quis ser volante, cabeça de área Não desejei, jamais, jogar na defensiva Como um beque desajeitado. Exclamação. Nunca me vi, sonhei ou cogitei-me Felizardo* Em minhas visões no Dutrinha fui Bife, Artilheiro, goleador, driblador até a meta, Função maior de todos os centroavantes, Sem resquício de pena ou dó dos arqueiros Mas, sem talento, não cheguei a gandula

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Falar Poema é Coisa Simples – uma imitação de soneto de João Bosquo

Falar alguma coisa ou poema não falar coisa alguma – fonema –, faz o mesmo sentido ao tema? Temer a letra oclusiva, combinada com outra letra vogal ou seminua no recinto fonético da sala é próprio dos alfabetos escritos… O som brota límpido da língua falada por todos os leitores mudos presentes desde antes do sol Falar o poema agora

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Primeira Vez

Da primeira vez, solitário e triste, Que me vi, como num espelho, Tentei um sorriso e meio E quis enganar-me aos olhos… Da segunda vez, embora triste, Um tanto quanto solitário e só, Busquei dentro de mim Uma lenda e lembrei-me de você… Da terceira vez, solamente Quase uma semente, vi Atrás da íris quando estava Frente ao espelho –

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Sonho de Menino é Piraputanga no Anzol

Os peixes estão dormindo Embalados por sonhos úteisQue lembram antigos parentesPerdidos por outros rios… – Menino, menino, menino,Tira daí esse anzolE deixe os peixes do CuiabáSonharem em paz. Poemas de João Bosquo

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Mulheres Felizes Contagiam

para Adriana, Cláudia e Flávia Mulheres felizes contagiam o ambiente… Riem fácil, alegres, petizes nos corredores No andar de mãos dadas e cochicham Sobre tudo, sobretudo quando juntas Mulheres alegres e felizes, todos reparam, Não importam com o preço das verduras Não sabem da queda da bolsa de Chicago Dos conchavos nos parlamentos do mundoMulheres felizes não sabem conta de

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O Poema Que se Pede

para Adriana Zelaya Veja, o poeta se mete em enrascadas Quando pessoas pedem um poema Ele não sabe dizer não – bem feito – E a poesia não se assusta de emergência O poema – mesmo de estrutura simples Sem rimas de valor estimado Ou de prestígio duvidoso – Não se encontra na esquina Tampouco se saca num caixa eletrônico

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Cuiabá, cuiabanos e cuiabana

Cuiabá 300-6 é contagem regressiva Para o tricentenário da cidade verde Ano que vem será menos cinco E Cuiabá não para, não para, não para… Meu coração, enquanto bate, não para De ser cuiabano, de ser otimista De acreditar que o homem cuiabense Além de hospitaleiro é esse mesmo… Assim também é o cuiabanense Quando olha para o sol se

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A Camisa e o Abraço de Aline Romio

Tem uma camisa que me faz lembrar O abraço de Aline Romio… O abraço é uma ação que nos faz sentir Que não estamos sozinhos… O abraço não deixa Que o universo dentro de nós Exploda em novas explosões O Universo se expande O abraço, contudo, permite Que fiquemos juntos O abraço que se sente saudade Quando veste a velha

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Fora da grande área do poema

Eu nunca quiz ser volante, cabeça de área não desejei jamais jogar na defensiva como um beque desajeitado. Exclamação. Nunca me vi, sonhei ou cogitei ser beque. Em minhas visões no Dutrinha fui Bife, artilheiro, goleador, driblador até a meta, função maior de todos os cetroavantes, sem resquício de pena ou dó do zagueiro. Mas, sem talento, não cheguei a

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Quando o Sol Grita Bom Dia – poema de João Bosquo

Quando o sol, ao amanhecer, grita: Bom dia o dia amanhece em todas as partes da manhã e começa a procura pelo café preto, leite bom, pão com manteiga e conversa fiada tecelã… O dia bom, não importa se tem sol ou chuva, é pra viver a lavoura, o grão germinar na terra e frutificar, com doces alegorias, nosso coração

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Anjo de Cara Amarrada – poema de João Bosquo

Não vi o anjo de cara amarrada. Só vi o anjo (Não era pescador) Navegava na flor Pelos rios do Pantanal Os peixes seguiam Esse anjo em sua barca rosa As flores pantaneiras São naturais Estruturadas em comando singelo Triz de cor de arco-íris O anjo reconhecia todas Como de antes ser sementes As flores eram semelhantes Se mostravam brinlhantes

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