Tag: Poesias

Novamente em mim – poema do livro “Sonho de Menino…”

Penso novamente em mim no meio da fila na mulher em casa sem comida barriguda e desesperançada   Desespero todos os dias a caminho do lar doce lar de tristes lembranças onde tudo se passou em um único ato sem tempo   Olho novamente para mim: traste, trapo, sapo saco de gato e sapato sem sábado remunerado sem descanso semanal;

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A Poesia Está Além

A poesia está além do plano mental Além da matéria, das artérias Dos canais, dos sinais Do plano do planalto Além das montanhas Além da onde a vista alcança a olho nu Ou com binóculos Computadores Além, além da visão digital Desmaterializada nos confins da internet Das correntes magnéticas Dos embustes das palavras A poesia está além do papel Do

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Como uma teoria – um poema

Como descansar no bosque, Como brincar com as crianças, Como sentir de novo a grama, Como voltar a ter esperanças? Como? – A resposta é complexa A massa caminha com pressa Depressa! Depressa! diz a voz Atroz e nem sabemos de quem é Respondemos sem familiaridade Num impulso, dentro do prazo De validade e não sermos descartes… As artes só

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Republico o poema “Milena”, pois hoje é aniversário de Milena Slompo Schwartz

MILENA  Assusta, Milena O novo ano O novo século O novo milênio Chamam por você Estás tão criança Que nem ainda bem separou Do cordão umbilical de tua mãe Mas és chamada para a nova aurora Assusta, Milena Abre os olhinhos Veja teu avô criança (caduco) Meio negro, meio índio Que não aprendeu polonês E aparece no gen de tua

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Na cidade em que moro teve um prefeito – poema de João Bosquo

Esta cidade, amigo, foi pequena como daqui-ali O Armazém Mercado de João Cartola ficava na Av. Ponce e aos sábados via as feiras livres sombreadas por palmeiras Um prefeito, desses modernizadores, começou a azular tudo que fosse possível ser memória e não parou mais… Remanesce alguma parede porta, janela – coisa pouca – mas que provoca a aorta.

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O trem doido de Curitiba – poema de João Bosquo

ao poeta Luiz Edson Fachin O trem pegou a perna dele o trem doido de Curitiba o trem sem alma da cidade o trem que chega sem aviso O trem comeu a perna dele mastigou, ingeriu sem pena o trem que chega sem aviso e que nunca fugiu dos trilhos O trem cumpre seu ofício pega em todas estações o

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Do oitavo andar – poema do livro “Abaixo-Assinado”

O homem do oitavo andar olha para o alto e para baixo Sonha em ser nuvem pássaro, pluma, reza asas, beijos, cavalo crença, letras, cor e principalmente espírito, o homem do oitavo andar.

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Mudança – poema de João Bosquo

Luto – como é duro lutar – dentro de mim Contra esse EU que resiste a todas as lutas… Todos os dias, de todos os séculos, a luta Acontece sem tréguas e volta e meia perco… A difícil luta começa contra o egoísmo Depois contra sua irmã, a vaidade E nos fazem pensar que somos lutadores E me perco lutando

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Observação do peixe em torno de si mesmo – poema do livro “Sonho de Menino é Piraputanga no Anzol”

O peixe no seu eterno mergulho tenta através do antiespelho decifrar este outro mundo Por vezes, quando a solidão é tanta encanta com o anzol… A luz do sol não desfaz a dor Ah!, pena que são só nadadeiras não possuir asas é um suplício e ser peixe somente peixe e diz: – Meu poder é conhecer o rio, apenas

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Carta de mim – poema de João Bosquo… Agora amanhece o novo ano de 2012

Agora, em Cuiabá, está a amanhecer enquanto noutras mil outras cidades, ao oeste, ainda é madrugada e as pessoas, por isso, dormem O relógio, que conta o tempo, este improcedente tempo, é preciso está no meu pulso e pulsa comigo segundo a segundo até o minuto… O mesmo tempo que destrói moléculas – até as mais puras – de nossos

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Tempo das águas – poema de João Bosquo para despedir de de 2011

Antes de se chegar ao Pantanal A poesia procura o prumo das águas E tenta primá-la em palavras Fluviais, flutuantes frente ao início… Antes de iniciar a chegar a termo O tempo das águas se faz presente Num ritmo frequente em chuvas Em pingos gotejantes como dum rio Que cai do céu para dentro de mim As gotas são tantas,

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Desapego – Poema de despedida de 2011…

Sinto, como sinto, com o passar dos anos que minha alma, calmamente, vai se desapegando deste corpo, que em verdade, nunca me pertenceu O desapego do corpo, contudo, não significa desprezo Não, tenho muito apreço por este corpo que me carrega para onde vou, quando vou sem se importar muito que seja tal ou aquele lugar O corpo, repara, é

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Vamos festejar o natal – poema de João Bosquo

A Adir Sodré Vamos festejar o natal, meninada Do Menino Jesus em Cuiabá Veio andando, veio de madrugada Veio sem fazer alarde, aqui está Vamos festejar com o Menino… – Não precisa tocar os sinos Será uma festa simples, pouca E vai durar a vida toda; não mais Vamos festejar que é tempo… O Menino, como todo menino Está ansioso:

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O natal vem vindo devagar – poema no qual manifesto meu desejo de Feliz Natal

O natal vem vindo devagar, vagamente Chega, depois de doze meses, no natal… -Sempre, no natal Meu desejo é que o natal se instale Em nossos corações e permaneça Com seu sentido pleno, completo Desde o nascimento do Menino Jesus Meu desejo, meus amigos, É que espírito de natal nos domine De hoje até o final da galáxia Quando finalmente

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Este Natal sem Barba de Papai Noel – poema de João Bosquo

Este Natal, sinto, chegou primeiro mais depressa que os outros natais… Será que é o Menino Jesus quem pede que andemos mais rápido, sejamos tolerantes, mais amigos, menos intransigentes com os outros? Ou sou eu apenas, que velho, sem barba de Papai Noel, vejo o tempo – apesar dos olhos fracos – doutro jeito e chego sentir o meu tempo esvair?… Não!

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Eu não sei como é João no Japão – poema de João Bosquo

Quando eu for para Alemanha Serei Hans e a guerra não acaba Como todos os czares russos os russos vão me chamar de Ivan Em inglês sou xará de John como o João de John Lennon Nas línguas latinas parece fácil: Juan na Espanha e Jean francês Serei sempre João, bobo, que importa mas sem medo dos falares do mundo

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Rosa dos ventos – poema de João Bosquo, do livro Abaixo-Assinado

Qual caminho seguirei que rumo na vida tomarei diante tal fato? Não posso pegar na metralhadora não posso correr por entre farpas de arame se dispensado fui do exército. Estão patentes os fatos mendigos mendigando entre lixos formam moradias nas calçadas corpos estendidos. Poesia, por mais lírica, não ameniza a vida mesmo que diante tal fato ela se encontre. Se

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Tempo certo – poema de João Bosquo

O relógio, o espaço horário do tempo certo O sol mesmo sem se pôr agora amanhece Os homens como ovelhas correm mansos para o pasto com sinais que determinam paradas pra não dar tempo Sonhos não concretizados lágrimas não se compram a dor não se reparte criam a solidão do só Que mesmo acompanhados nada mais são que só Que

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Remanhecer – Poema de João Bosquo

Morri e aqui estou Neste corpo que nunca foi meu Nem a outra pessoa pertenceu Mesmo quando muito amei Se amar eu não pude Como fôra minha intenção Morto da silva Estou esperando (quem sabe) Um beijo que me adormeça E faça sonhar menos Fora destes pesadelos Que não se dissipam Nem que eu desligue as luzes Encontro-me morto e

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Escuso-me pardo – poema de João Bosquo

Não sou preto, não sou branco Venho de índios do interior de Mato Grosso de espanhóis fugidos de revoluções de avós escravos, ou quase, em usinas do Pantanal Não sou preto, não sou branco Um dia já fui filho de pai próspero comerciante e depois foi à falência Minha família morou ‘de favor’ mudei de casa, de rua, de escola,

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Poema do Dia: Amores Deixados

Todos os amores deixados para trás ficou como num ponto sem horário pra retornar Não se pode retomar o amor perdido parado, estacionado como água de uma poça em um planeta sem vida terrestre As naves-mães nos trazem mas somos incapazes de continuar rumando num sentido de entender os hieróglifos egipcios e achar o caminho.

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Poesia do Dia: Chegança

Manhã clara… De manhã José vê roupas brancas de esperança no varal Hairton Xevrolé espreguiçou a alma bocejou sem desespero chegou-se mais perto da mulher Olha quanto vento arrastando folhas secas limpando o piso para serem pisados por pés molhados Olha quanto pranto quanta carne podre estendida nas calçadas quantos gritos, soluços e gemidos nas calçadas Quanto? Quantos? Hairton Xevrolé

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Poesia do Dia: Olhares e Horário

Os olhares de olhar passantes primeiros passageiros que buscam chegar no horário antes que o portão se feche o ônibus parta o avião levante voo… Os pássaros desatentos a tudo de nos-outros pousam alegremente em busca da lagartixa distraída e saiu para namorar fora do horário… O horário é engraçado ele não tem o mesmo valor-sentido para todos os habitantes

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Poema do dia: Meu Sangue

Meu sangue corre por todos os momentos do meu dia Assisto a festa quieto no meu silêncio sem fronteiras legais Meu sangue corre… Ao ruir casas levanto as mãos fecho os olhos (ferida minha alma não sustenta a visão)

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Poema do dia: Despermanecer

Não permaneço aonde estou No mesmo lugar Fora do tempo Dentro do eixo Por entre esquinas Enquanto vejo sóis e luas Amanhecerem dias-lunares Não permaneço um segundo Enquanto o mundo gira No mesmo ponto No mesmo intento De me encontrar Não importa Para onde vou Ali mesmo não me pertenço Portanto, não permaneço.

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Poema para leitura: O passarinho na janela

A ave vem e pousa no parapeito da janela… Assiste com seus olhinhos o andar pela casa da filha mais velha vê o pai diante da TV e a dona-de-casa arrumando a mesa para o almoço… Suspira, um suspiro de passarinho depois voa…

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Poema do dia: Desmoronamento

O tempo, repara, saiu de fora pra dentro como uma metáfora e ficou parado O tempo não é singular não é plural não é coisa alguma O tempo é tempo Quando só, olhando os velhos que andam na praça acompanhados de suas velhas, não posso deixar de observar: o tempo com o tempo brinca e desmorona a gente.

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Poema do Dia: “Minha poesia é dura”

Minha poesia é dura Não tem jogo de cintura não requebra pra musa não se desfaz em verso e prosa Ela não apronta em segundos nem mesmo em horas tampouco em um século pois não existe leitor eterno Às vezes o poeta aparece terno paletó surrado, gravata rota caminhando ao encontro mensal Sem diária, féria, qualquer pagamento o poeta solta

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Poesia do dia: “Lembro Curitiba”, da safra mais recente

Ao andar sozinho pelas ruas de Curitiba sempre olho pros lados por onde andam os ônibus expressos de Jaime Lerner Pelas janelas dos ônibus tento enxergar aquele outdoor provocativo de João Urban que Curitiba urbanamente escondeu.

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Estados Unidos d’América do Sul

América teus soldados de guerra, não são mais soldados Tuas belezas da terra, não são mais da guerra (América explique o que aconteceu com o Chile) América faça novos céus pros seus aviões novos jardins para suas rosas novos guardiãs para suas fronteiras novos caminhos para a América… No Centro da América Cuiabá reparte estradas, caminhos e ruelas e por

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