Tag: Poesias

A Cidade

Sono, dorme, sonha seus mentais, a cidade Monótona, calma lava a alma alva com alvejante E ri de seus conceitos sem eito a cidade ao som de seus metais.

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A Poesia Muda

A poesia não muda nada Se é muda, muda menos mas se fala de poesia muda a fala do poema A poesia não muda nada… Se muda alguma coisa só muda quando fala de si mesma no poema.

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Só a Poesia: poema de João Bosquo, no BJB

Só a poesia Salva a poesia O sal da poesia A poesia está salva dentro do coração Só a poesia… Salve a poeta Dentro de seu Coração Sal e sol e só poesia tempera e completa a vida.

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Quase no fim da curva: poema inédito de João Bosquo

Quase no fim da curva Como que enxergando O fim da linha demarcada Sinto que nada foi gratuito Tudo,tudo de tudo, tem um porquê Uma razão de ser – seremos Um e outro entrelaçados Até aprendermos o amor O sentido de amar Como é por que serenos Tudo e nada tem o mesmo valor O mesmo sentido, um segundo Num

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Tempo certo: poema de João Bosquo

O relógio, o espaço horário do tempo certo O sol mesmo sem se pôr agora amanhece… Os homens como ovelhas correm mansos para o pasto com sinais que determinam paradas pra não dar tempo Sonhos não se concretizam lágrimas não se compram a dor não se reparte criam a solidão do só Que mesmo acompanhados nada mais são que só

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Cuyabá ainda: poema de João Bosquo

Cuyabá ainda reparte verdes verduras verdejantes verdor venturoso apesar de seus assassinos Cuyabá ainda educa meninos pescando à beira do rio peixes: pacus piraputangas apesar de seus inimigos Cuyabá ainda inspira cuidados com a poesia projetos de amor espermas serenos apesar de seus poetas.

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Cuiabá pequenininha: poema de João Bosquo

Penso (agora) em tuas palavras Dona Menina Esta Cuiabá ainda é da gente que faz melado no tacho pra fazer rapadura pra vender Penso (em tuas palavras) agora Cuiabá não ’tava como ’tá hoje Era pequenininha as ruas estreitinhas tinham outros traços Coxipó somente mato Penso em tuas palavras (hoje) Tudo tinha de monte Banana – morro de banana –

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El Rey, poema de João Bosquo

“ É o rei andrógino que enterraram” Manuel Bandeira O governador bicha foi enterrado andrógino coberto de flores murchas Teresa, do lado, riu pra mim Nós dois saímos pro quarto dos fundos da casa grande.

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Semente de Flor, poesia deste poeta ordinário

Ainda que tudo desintegre desmorone, desmanche na poluição funesta Ainda que todos se calem desliguem os rádios e esqueçam da música Ainda que prostrem os risos do começo, do meio e do fim sem ter havido comédia Ainda que esqueçam da chuva a chuva da água esqueça a água esqueça dos mares Ainda que a bomba possa explodir e destrua

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Minha poesia precisa de fortuna crítica

Minha poesia precisa, urgentemente, de uma recauchutada – quem sabe – de metalinguagem, que é a linguagem poética da poesia no momento Minha poesia precisa entrar na moda Deixar de ser caipira; esse ar que se respira na província, tão démodé, sem nenhuma estética Minha poesia precisa falar mais da poesia e se fazere concisa; adotar a dialética como musa,

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Outro Poema, poema de João Bosquo

Tu me enganas a todo instante com riso e fala Porém não sabes da fa/la/ vra que esconde o poema.

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Segredos familiares (outra versão)

Entras na casa e varas todos os corredores movediços como um cavalo Não sabes da dor entras por todos os quartos guarda roupa, paletó do cotidiano amargo Entras na casa cada vez mais sem vida e não arrependes de nada.

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Segredos Familiares

Entras na casa de segredos móveis como mobília Sentas no sofá o jornal abre-se derramando sangue Cochilas como todos… Os membros reúnem e forma a família.

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Meu pai em silêncio, poema deste modesto blogueiro e ordinário poeta

Meu pai está morto dentro do armário, que nunca existiu em minha casa Por que está lá, calado como um bule, causa surpresa e ninguém sabe a metáfora desse ficar em silêncio Meu pai está morto dentro do armário escuro pelo tempo que tudo escurece Poucas pessoas sabem disso, mas as madeiras, que guardam livros, louças e defuntos nada esquecem

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Primeiro e último recurso, poema de João Bosquo: para lembrar ao iniciar o primeiro ano da segunda década…

A prece, irmão, é o nosso primeiro e último recurso na face da terra Quando amanhece, bem cedinho, devemos voltar nossa lembrança para o nosso irmão maior, Jesus e pedir ternamente que interceda por todos nós junto ao nosso Pai Não podemos deixar de, em prece, agradecer à Deus pela infinita bondade em atender aos pedidos mais singelos sem nada

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‘Há natal e há natais’, um poema dos anos 80, feito a pedido da amiga Glória Albuês

Há natal e há natais A Glorinha Albuês Existe, sim, um Natal diferente do nosso Diferente de tudo aquilo que podemos apossar com nossos olhos vorazes, dentro de uma casa e difere de outras tantas casas de uma cidade (Essa diferença está na felicidade da fartura àquele que não tem pão, o muito que tem é privação) O Natal do

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Espírito de Natal, poema de João Bosquo

O espírito de Natal chega perto da data de Natal E se instala dentro da gente, mesmo sem querer, E ficamos assim, como que bobos, desejando A todos, independente de quem, Feliz Natal Feliz Natal!, grita nosso coração, lá do fundo, Para todas as pessoas deste imenso mundo Que mal sabemos quantos bilhões somam e, mesmo assim, sorrimos pra todos,

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