Secretaria de Cultura expõe obras de acervo permanente

A disposição das telas nos corredores e salas é resultado do 1º Workshop de Concepção e Montagem de Projetos Expográficos – Foto por: Divulgação

Da Assessoria | Uma exposição permanente do acervo da Secretaria de Estado de Cultura é um dos resultados do 1º Workshop de Concepção e Montagem de Projetos Expográficos e solução em exposições fotográficas, ministrado pelo profissional Kiko Pacheco dentro da Semana Fotográfica, que aconteceu de 9 a 13 de janeiro, em Cuiabá.

Como principal ação dentro da SEC/MT, os participantes realizaram, sob a orientação de Pacheco, uma profunda análise de toda as obras de arte expostas no prédio da SEC propondo, desta forma, um rearranjo das telas e criando uma grande galeria de artistas mato-grossenses em suas dependências, tanto nos corredores como nas salas.

Foram utilizados critérios técnicos e artísticos e as telas foram agrupadas seguindo a semelhança nas temáticas, o que resultou em uma vitrine bastante representativa de grandes autores regionais.

“A montagem dessa exposição foi além da disposição das telas, abordando também a questão da iluminação cênica para dar maior destaque às obras”, explicou Ivan de Almeida, superintendente de Infraestrutura e Articulação Institucional da SEC.

De acordo com ele, os alunos aprenderam como criar composições, avaliar luz e cores, bem como a distribuição das telas nas paredes, apurando o senso crítico e artístico e sendo capacitados para um nicho de mercado em crescimento dentro de Mato Grosso.

Outro destaque desse trabalho foi a criação de um espaço destinado à contemplação dos patrimônios históricos tombados da região, com a exposição de artefatos que demonstram algumas técnicas construtivas de épocas, fazendo que os usuários deste espaço público possam ter acesso a peças somente vistas em antigos casarões e museus.

O workshop foi realizado por meio de uma parceria entre os realizadores da Maratona Fotográfica, programa Mato Grosso Criativo, Sebrae MT, Casa das Molduras, Prefeitura de Cuiabá e Secretaria de Cultura de Mato Grosso.

A exposição permanente está aberta à visitação pública, de segunda a sexta-feira, das 13h às 19h, na sede da Secretaria de Cultura, localizada na avenida Lava Pés, 510, bairro Duque de Caxias. A entrada é gratuita.

A disposição das telas nos corredores e salas é resultado do 1º Workshop de Concepção e Montagem de Projetos Expográficos – Foto por: Divulgação

Source: Secretaria de Cultura expõe obras de acervo permanente – Notícias – SEC

Share Button

SEC corre contra o tempo e marca para a próxima quarta-feira, 25, a entrega dos prêmios aos contemplados do MT Literatura

Depois do chabu da Literamato e sua planejada apoteose que custaria R$ 3 milhões aos cofres públicos, autores participarão de noite de autógrafos coletiva no Paiaguás

Por João Bosquo | Quando seria a entrega dos prêmios e cheques aos vencedores do II Prêmio MT Literatura? Eis a pergunta que não queria calar. Os vencedores do certame, depois de idas e vindas, ficaram todos entusiasmados, diria até eufóricos, enfim tornariam público os seus trabalhos, com o anúncio que o mesmo aconteceria no dia 20, sexta-feira, dentro programação da LiteraMato, que prometia ser o grande evento literário de 2017, quiçá da década, com os 3 milhões de investimentos pretendidos pela Casa Guimarães, através de emendas parlamentares. Mas acabou dando chabu e não aconteceu.

A Secretaria de Estado de Cultura divulgou na manhã destas quarta-feira que premiação e lançamento das obras do 2º prêmio será no dia 25 de outubro, às 19h30 no auditório Cloves Vetoratto, no Palácio Paiaguás, como nas vezes anteriores. Presença garantida do governador Pedro Taques. A presença de representantes da Casa Guimarães não se pode garantir.

O cancelamento, vamos combinar, foi até providencial para a Secretaria de Estado de Cultura (SEC) que, no último dia 10, disponibilizou em seu site, para participação popular, a minuta do regulamento para a 3ª edição do MT Literatura, para que os “interessados possam ter acesso ao conteúdo e contribuir com críticas e sugestões até o dia 30 de outubro”.

A pergunta que fica no ar é se o lançamento será no dia 25, ainda com o regulamento sendo debatido pelos interessados, ou a participação popular é apenas um ‘faz de conta’? Fica o questionamento.

Os escritores anunciados como premiados no 2º MT Literatura na categoria poesia são Luiz Renato Souza Pinto, com o livro “Gênero, Número, Graal”, um conjunto de oitenta e cinco poemas que atravessam os anos 1990, 2000 e a década atual, divididos em cinco partes: Sinto, Corpo, Neutro, Azul, Face. Em Sinto (verbo) os poemas que simbolizam ação. Os dois substantivos (CORPO E FACE) reúnem os poemas que remetem às coisas substanciais em nossa vida. Os dois adjetivos (NEUTRO E AZUL) qualificando algumas iniciativas. “No conjunto buscam aliar o humor e a leveza com alguma profundidade analítica e existencial”, diz o autor.

Na poesia, a outra premiada foi Divanize Carbonieri, com o livro “Entraves” que, segundo a professora e escritora Flávia Helena, que assina o texto de orelha, “não é apenas sobre obstáculos. “Entraves propõe, principalmente, caminhos. Todos, claro, cheios de percalços”. O livro é um conjunto de 30 poemas escritos ao longo de 2016.

Na categoria prosa, os premiados foram Teodorico Campos de Almeida Filho, com o livro “Os mesmos”. Neste livro, segundo a professora Maria de Jesus Patatas – a mesma que levou Mario Cezar a ser professor – diz que “o autor estabelece uma relação entre a história de Cuiabá e a história universal, citando localidades e acontecimentos verdadeiros enredados com a ficção, nos coloca como participantes ativos dos destinos do mundo, com personagens que estão, simultaneamente, dentro do mundo da fantasia e do mundo real, envolto numa nuvem que carrega o fantástico e a realidade”.

Outro premiado é Marcelo Leite Ferraz, com a obra “O assassinato na Casa Barão”, que poderíamos dizer é um romance baseado em fatos reais. O livro resultou de pesquisas do autor no Arquivo Público. Nele o autor narra a vida de um jornalista que investiga uma organização criminosa que, por sua vez, subverteu os princípios éticos da Maçonaria para tentar omitir um segredo místico da instituição.

Afonso Henrique Rodrigues Alves, com o livro “Contos do Corte” reúne, em cinco capítulos (infância, escrita-criação, erótico, misticismo, morte e homem-natureza) uma série de contos partidos das vivências pessoais do autor. “A maioria das histórias veio por sonhos ou depois de meditações”, diz.

Fernando Gil Paiva Martins, também premiado na prosa com “As intermitências da água”, um romance que “narra a história de uma cidade que passa por um fenômeno atípico,chuva em excesso seguido de seca em igual escala. Com isso, muitos terão que decidir o seu presente e, logo, também o seu futuro. O que cada um escolhe para si é um mistério que se revela a cada página, a cada gota que não cai, a cada quilômetro percorrido”. A conferir.

Na categoria infanto-juvenil, a escritora e acadêmica Cristina Campos, com a obra “Papo cabeça de criança travessa”, que tem as ilustrações assinadas por Vanessa Prezoto. A obra construída a partir do registro etnográfico de coisas interessantes – as “tiradas” – que as crianças repentinamente falam quando estão descobrindo o mundo, com os olhos livres de uma linguagem acostumada. De certa forma, é uma coletânea reinventada pela autora, a fim de valorizar imagens poéticas e filosóficas, neologismos e construções sintáticas não usuais. O livro, é claro, voltado às crianças.

O outro premiado, na categoria é Victor Angels, com “Mundo dos sonhos – O ferreiro e a cartola”, cuja obra narra a missão confiada à pequena Rita que é a de salvar o Mundo dos Sonhos. Depois de aceitar a proposta de um desconhecido, após encontrar uma cartola caída em seu quintal, Rita decide salvar um mundo onde tudo pode acontecer, somente para ter o seu irmão mais novo e sua mãe de volta em casa.

Na categoria revelação temos os nomes de Alexandre Rolim, com “Tikare: alma de gato”. Alexandre é mato-grossense de Tangará da Serra, repórter de jornais, sites, rádio e TV desde 2004, e nesta “ficção que registra/recupera histórias, mitos e práticas de um povo indígena que vive no imenso Chapadão do Parecis-MT, propõe uma reflexão sobre os modos de contato entre indígenas e não indígenas e sobre a necessária garantia de espaço para a vida dessas comunidades”.

A outra revelação é Helena Werneck dos Santos, com “NU”, um compêndio com 80 poesias inéditas. “Apesar de ter 17 anos, Helena é uma escritora contumaz. Desde que aprendeu a ler e escrever demonstra amor pelos livros e, justamente na adolescência, o desejo de escrever poesias aflorou”, nos conta a mãe, a jornalista Keka Werneck. “No poema que dá nome ao livro, propõe que sejamos despidos de tantas regras ditadas por vozes alheias e que a gente tenha experiência íntima de ficar nu e escrever a própria poesia”.

Desses dez, oito publicados pela Carlini & Caniato / Tanta Tinta enquanto outros dois, de Afonso Henrique e Helena Werneck pela Entrelinhas.

Esses livros, sim, amigos leitores, seriam lançados durante a Literamato, mas o evento, por conta de seus altos custos, que atingiriam o citado montante de R$ 3 milhões, acabou sendo barrado pelos técnicos pareceristas da Secretaria de Educação. Enquanto isso temos entidades e produtores querendo receber menos, bem menos que isso.

Share Button

Literamato, ao contrário da Literamérica, deu chabu

Cancelamento do evento, em meio ao feriadão, surpreendeu o mundo literário de Mato Grosso.

Festividades do 3º Prêmio MT de Literatura também estão suspensas

Por João Bosquo | A LiteraMato que estava aqui, que que aconteceu? Fugiu pro mato! Fugiu por quê? O dinheiro, a bufunfa, o bererê que iria patrocinar aquele que seria o maior evento literário dos últimos anos, no minuto final da largada, não apareceu. As chaves não abriram os cofres do Estado, melhor da Secretaria de Educação do Estado de Mato Grosso e deu chabu.

A LiteraMato (Festa de Literatura de Mato Grosso) que começaria na próxima quinta-feira, 19, e iria até o domingo, 22, no Centro de Eventos Pantanal foi cancelada com um lacônico comunicado pelos promotores do evento na página do site do evento, publicado no sábado, 14, simples assim: “Em virtude de questões técnicas e operacionais, e com o intuito de fazer a melhor festa literária de Mato Grosso, a Casa de Guimarães informa o adiamento da LiteraMato, que seria realizada de 19 a 22 de Outubro, em Cuiabá. O evento acontecerá no início de 2018 e a data será informada em breve. Agradecemos a todos pela compreensão!”

Apesar da boa vontade ficamos sem compreender que ‘questões técnicas e operacionais’ são essas.

Como já tínhamos apurado, o propósito – segundo os realizadores, de forma bem piegas, no site do evento – era o de “gerar uma experiência inesquecível e positiva relacionada a literatura” lembrando sempre que “as letras vão muito além do livro e do que pode ser impresso nos papéis e nas telas. Com elas é que se compõem as músicas. O teatro, o cinema e a televisão não existiriam se não fossem estruturados sobre os roteiros e textos de onde saem a magia que vemos nos palcos, nos filmes e nas salas das nossas casas. As artes plásticas e as artes digitais se valem das histórias, escritas ou contadas, para inspirar as telas, quadros, fotos e instalações que tanto encantam”.

Esse propósito, pelo visto, não convenceu os técnicos da Secretaria de Estado da Educação (Seduc).

Quem primeiro se manifestou nas redes sociais relacionando o cancelamento com o tal parecer desfavorável foi a escritora e professora Marta Cocco. Em seu perfil no Facebook, Marta escreveu: “Sobre o cancelamento da LITERAMATO, com parecer desfavorável da Secretaria Estadual de Educação, repito o que, desde a Literamérica, venho falando: feiras ou festas literárias não podem ser um evento meteórico! Isso não forma leitores! Tem de ser um evento culminante de várias ações prévias envolvendo escolas e professores. O livro tem de ser lido e debatido antes. O encontro com o escritor é muito mais produtivo quando a obra já foi lida. A leitura não pode ser tratada como enfeite. Leitura é cidadania, é direito do cidadão, é dever do Estado! Enfim, esse negócio de chover no molhado vai cansando”.

Marta Cocco, só para esclarecer, iria participar do evento como palestrante do painel “A literatura brasileira e o livro hoje”, no qual se contaria ainda com a participação de Luiz Ruffato e Stella Maris Rezende.

Que questões técnicas e operacionais seriam essas que a Casa de Guimarães estaria enfrentando para cancelar um evento com convidados de outros Estados, de cidades do interior mato-grossenses e tendo a participação, dentro da programação oficial, do próprio Governo do Estado que, certamente através do próprio governador Pedro Taques, como aconteceu na premiação anterior, entregaria os cheques aos premiados do 2º Prêmio MT Literatura, por parte da SEC (Secretaria de Estado de Cultura)?

A informação postada por Marta Cocco em seu perfil, segundo os observadores que transitam nos bastidores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e Seduc, é que se aproxima mais das “questões técnicas” alegadas pela Casa Guimarães.

Um pequeno parênteses sobre essa organização não governamental que predomina no cenário cultural mato-grossense desde 2006, data de sua fundação. Nossa fonte, nos passa um link que mostra uma singularíssima movimentação de mais de R$ 5 milhões no ano de 2016, ao mesmo tempo em que nos passa o print do Fiplan que mostra essa montanha de recursos empenhada em nome da organização.

Noutra ponta, observamos que todos os projetos e ações da entidade têm a logo da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), inclusive como patrocinador do site.

Pois bem, a Casa de Guimarães iria realizar o LiteraMato por meio de emendas parlamentares. Eram três emendas. A primeira, a de nº 185 do deputado Maxi Russi; a segunda, a de nº 388 do deputado Romoaldo Júnior e a terceira, a de nº398, do folclórico Jajah Neves, todas protocoladas em um único processo. Pois foi em resposta a esse processo que técnicos da Seduc deram parecer DESFAVORÁVEL, visto que o projeto LiteraMato (no documento com dois nomes distintos – Festa Literária Mato Grossense [escrito assim mesmo] e Feira Literária e das Artes (LiteraMato)) e a recomendação que o projeto fosse encaminhado à Secretaria de Cultura. Isso no dia 4 de outubro, menos de 15 dias atrás.

A questão é que a SEC já atendeu todas as demandas advindas da ALMT e não tem mais orçamento para conveniar coisa alguma.

Mesmo assim, a SEC iria pegar uma carona e fazer o lançamento do III Prêmio MT Literatura e liberou o uso da logo da mesma, conforme constou em todo material promocional do evento. O estranho é que do mesmo material também constava a logo da Seduc.

Com cancelamento por falta de condições técnicas ou não, causou uma sensação de frustração – podemos generalizar – em todos aqueles que iriam participar do evento.

O editor Ramon Carlini é um desses chateados com o cancelamento. Ele diz que estava trabalhando muito para o evento. “Mudamos toda a nossa rotina. Eu precisei tirar férias e encurtei para 6 dias, ao invés dos 15, para trabalhar nas questões da LiteraMato”. Esse excesso de trabalho é porque parte dos premiados do II Prêmio MT Literatura serão publicados pela Carlini & Caniato e os livros seriam lançados durante o evento. Imagina.

“A LiteraMato era uma esperança de muitas trocas e enriquecimento. Agora com o cancelamento LAMENTO a desesperança e o empobrecimento que determinados poderes impõem ao nosso povo”, manifesta Marília Beatriz, decepcionada, ela, veneranda presidente da Academia Mato-grossense de Letras que iria também participar do painel Dramaturgia Mato-grossense Contemporânea, com Juliana Capilé, Tatiana Horevich e Anderson Lana.

O escritor e acadêmico Eduardo Mahon, que iria fazer o painel “Literatura de ficção científica e fantasia brasileira”, em parceria com Dr. Fábio Fernandes, diz que ficou chocado com tudo..

“Chocado. Não só pelo cancelamento, mas por todo o histórico. Fico perplexo que, na Casa Barão, tenhamos especialistas em literatura de Mato Grosso, doutores no tema, escritores, e não tenhamos sequer sido consultados. Convém lembrar que o governador Pedro Taques firmou um compromisso de incluir na rede de ensino a História, Geografia e Literatura mato-grossenses. A Seduc não foi capaz até hoje. A SEC não é capaz de eleger até hoje um vice-presidente do Conselho e aprovar o próprio regimento interno. É trágico em termos de política pública”.

Nós daqui ponderamos que ‘há males que vem para o bem’. Quem sabe não é hora de a Assembleia Legislativa dialogar com o Governo do Estado e elaborar uma lei criado uma grande bienal LITERAMERICA, garantindo recursos para sua realização e, no intervalo dessa bienal, feiras menores, mas importantes como a Flic de Chapada?! Enfim, a sugestão está dada.

A reportagem tentou contato com a Casa Guimarães mas no feriadão do Dia das Crianças e de Nossa Senhora Aparecida, não conseguimos êxito.

Leia também: Literamato uma festa para o livro mato-grossense

Share Button

Entre aspas: Site RepórterMT revela que secretário de Cultura pagou R$ 4,8 milhões para orquestra da qual é o principal regente

Secretário de Cultura Leandro Carvalho é um dos fundadores da Orquestra de Mato Grosso Foto: RepórterMT

><>Matéria assinada pelo jornalista Rafael de Sousa, do Repórter MT, revela que  o Secretário de Cultura, Leandro Carvalho, liberou pagamento de serviços prestados pela Orquestra Mato Grosso, da qual é fundador e o principal regente.

Segundo a reportagem, foram liberados nos últimos dois anos perto de R$ 5 milhões por conta de um contrato assinado ainda no governo Blairo Maggi e renovado pelo atual governo. Até aí, nada de mais. Acontece que o regente, diretor artístico da referida orquestra é nada mais, nada menos que o atual secretário de Cultura.

A SEC emitiu uma nota contestando as informações da reportagem, de que os pagamentos à Orquestra MT passaram por cima do decreto do governo do Estado, o de número 02, suspendeu todos os pagamentos, e – a principal – de que continuaria comandando administrativamente a entidade.

Só uma observação. Na nota a SEC diz que “a Orquestra do Estado de Mato Grosso foi criada em 2005 e desde então integra a política pública cultural de Mato Grosso”, por então, quando de suas exibições, pelo menos da última no Cine Teatro Cuiabá – como notou Meu Peixe – as fotos são proibidas. Nos espetáculos (teatro e concertos) os organizadores geralmente pedem que não se usem o flash pois podem desconcentrar o artista, mas nesse os espectadores foram orientados a não fazer nenhuma foto, mesmo sem flash.

Penúltima observação, nos próximos dias 25, em Jaciara, 26 e 27 em Cuiabá, acontece o espetáculo “Chora o Cavaco de Cazes”, com participação de Henrique Cazes, e regência de Leandro Carvalho.

Última observação: o que deixa o meio cultural intrigado é que com o discurso de contenção, falta de recursos, o que valha, projetos de terceiros os pagamentos demoram a serem liberados, mas os da orquestra, em dia…

Abre aspas: 

Secretário pagou R$ 4,8 milhões para orquestra privada que dirige

O secretário Leandro Carvalho também contrariou decreto do governador e pagou, mesmo estando proibido, R$ 412 mil para a associação que administra a Orquestra de MT.

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO

Dados do Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças do Estado (Fiplan) mostram que o secretário de Cultura do Estado (Sec), Leandro Carvalho desrespeitou um decreto de contenção de gastos do governador Pedro Taques (PSDB) e repassou R$ 412 mil à Orquestra de Mato Grosso, criada como associação civil com sede no Centro de Cuiabá.

Apenas sob a regência do secretário Leandro Carvalho, nos últimos dois anos e meio, os valores repassados à empresa que administra a orquestra já ultrapassam o montante de R$ 4,8 milhões.

O Fiplan aponta que no ano de 2015, o secretário Leandro Carvalho – que no site aparece como diretor artístico da orquestra – repassou R$ 2, 6 milhões em sete parcelas a empresa. Inclusive, em 20 de fevereiro daquele ano, período que vigorava o decreto, autorizou o pagamento de R$ 412 mil à empresa. Parte desses valores referentes à gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), que estava sob suspeita e motivou a auditoria do novo Governo. Veja o decreto aqui.

À época, o governador comentou que os secretários de Estado só deveriam manter o pagamento dos serviços considerados essenciais das áreas de Segurança Pública,

O secretário de Cultura, Leandro Carvalho, é citado no site da orquestra como “um dos fundadores da Orquestra do Estado de Mato Grosso e seu atual diretor artístico e regente principal”

Educação e Saúde.

“Nós precisamos fechar a chave do cofre durante 90 dias para sabermos quanto temos e o que pode ser gasto”, disse Taques.

Ao , a assessoria de imprensa da SEC informou que os pagamentos foram realizados dentro de um cronograma e faz parte do contrato anual na ordem de R$ 1,6 milhão firmando entre Governo e a orquestra desde 2007, sem que houvesse qualquer reajuste.

Em relação ao pagamento feito no período em que o governador suspendeu todos os pagamentos para a realização de auditoria nos contratos e convênios de todas as secretarias, no entanto, a Cultura garantiu que só efetuou pagamentos emergenciais e a orquestra foi um deles.

Em notam a orquestra afirmou que desde que atua como secretário de Cultura, Leandro Carvalho não faz parte do quadro da direção e justificou que os valores pagos pelo Estado não tinham repasse impedido pelo decreto em questão.

A Pasta destacou que a Orquestra de Mato Grosso atua há mais de 10 anos no Estado. E por ter compromissos com temporadas pré-definidas e eventos programados foi necessário realizar o repasse para que eventos não fossem cancelados. Além disso, explica que “a orquestra leva o nome de Mato Grosso para todo o Brasil e o exterior”.

Somente no primeiro semestre deste ano, a Secretaria de Cultura destinou R$ 660 mil à orquestra.

Desde 2007, o Governo do Estado já repassou pouco mais de R$ 15 milhões à Orquestra de Mato Grosso, a parceira começou na gestão do ex-governador Blairo Maggi, atual ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento.

Leia mais: clique aqui

Fecha aspas.

Share Button

Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca recebe contribuições da população

Interessados podem colaborar com a construção de uma política pública de democratização do acesso ao livro e o fomento à leitura

Plano busca conquistar um lugar de destaque para a leitura e o livro na agenda política e orçamentária do estado e municípios – Foto por: Junior Silgueiro/GCom-MT

Por Angélica Moraes | Está disponível para consulta pública no site Participação Social o Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca de Mato Grosso (PELLLB-MT). Até o dia 30 de julho os interessados podem contribuir para a construção de uma política pública de democratização do acesso ao livro e o fomento à leitura. O principal objetivo da implementação dos planos Estadual e Municipal do Livro e da Leitura é conquistar um lugar de destaque para a leitura e o livro na agenda política e orçamentária de estados e municípios, planejando ações e estabelecendo metas que garantam sua continuidade como política de Governo.

Entre as metas do Plano Estadual estão a democratização do acesso ao livro, fomento e valorização da leitura, literatura e biblioteca; formação de mediadores para o incentivo à leitura, valorização institucional do livro, leitura, literatura e da biblioteca; desenvolvimento da economia do livro como estímulo à produção intelectual e ao desenvolvimento da economia estadual; fomento à cadeia criativa e produtiva do livro; acesso aos bens culturais e desenvolvimento intelectual e promoção da cidadania no estado, entre outros.

O Plano será coordenado em conjunto pela Secretaria de Estado de Cultura (SEC) e Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Seduc)

Fórum – Em uma iniciativa inédita, a Secretaria de Estado de Cultura (SEC-MT), por meio do Sistema Estadual de Bibliotecas realiza, entre os dias 05 e 07 de julho, o 1º Fórum de Bibliotecas de Mato Grosso com o tema Políticas públicas do livro, leitura, literatura e biblioteca. Mais de 40 municípios já confirmaram presença.

O evento está voltado aos agentes de bibliotecas, bibliotecários, gestores em esferas diversas, escritores, estudantes universitários, editoras, livrarias, professores e sociedade em geral.

A programação inclui debates, palestras, painéis e, no dia 06, às 19h, acontece mais um Diálogos da Cultura, debate amplo com o segmento e a sociedade sobre as políticas voltadas ao livro, leitura, literatura e bibliotecas.

Tanto o Fórum quanto o Diálogos da Cultura acontecem no auditório da Escola Estadual Presidente Médici, em Cuiabá. Inscrições e informações pelo telefone (65) 3613-9230

Programação

Dia 05/07
8h – Credenciamento
9h – Solenidade de abertura com o secretário Leandro Carvalho
10h – Lei e operação do SEBPMT, com Waldineia Almeida, coordenadora do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de Mato Grosso
11h – Biblioteca Itinerante, com Helena Costa, gerente de Livro e Leitura da Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça
14h – Dinâmica com a pedagoga Maria A. M. Campos
14h30 – Leitura Acessível, com a Secretaria de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência – Casa Civil
15h30 – Equipamentos acessíveis em bibliotecas, com Carlos Alberto de Assunção Santos
16h30 – Diálogo
17h30 – Momento cultural

Dia 06/07
9h – Visita guiada à32ª Bienal de São Paulo
14h – Políticas públicas do livro, leitura, literatura e bibliotecas, com Waldineia Almeida, coordenadora do SEBP-MT
14h30 – Prêmio de Literatura MT, com Palloma Torquato
15h – Palestra com André Pena, coordenador do curso de Biblioteconomia da UFMT
16h – Momento cultural com o ator Vinicius Rangel
19h – Diálogos da Cultura
19h30 – Diretor nacional do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (MinC), Cristian Brayner
20h30 – Diálogo

Dia 07/07
Painel: Inspiração, desafios e possibilidades
9h – Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas com a coordenadora do SEBPMT Waldineia Almeida
9h30 – Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça, com a gerente da BPEEM Patrícia Jaeger
10h – Bibliotecas públicas municipais
14h – Bibliotecas comunitárias
14h30 – Bibliotecas escolares – Seduc
15h – Autores
15h30 – Livrarias
16h – Editoras
17h – Encerramento

Share Button

Cavalhada de Poconé é tema de série documental a ser filmada pela Latitude Filmes

Da Assessoria | As filmagens dos projetos de audiovisual selecionados pelo edital da Secretaria de Estado de Cultura, em parceria com a Agência Nacional de Cinema (Ancine) e o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), têm movimentado o cenário mato-grossense desde o início de maio e prometem manter efervescência pelos próximos meses.

Já entre os dias 15 e 18 deste mês a equipe da produtora Latitude Filmes aporta em Poconé para as filmagens do piloto de série documental para TV, Fé e Tradição, projeto do cineasta Duflair Barradas. Para investir na aprovação do produto televisivo a ser comercializado para ferramentas Vídeo On Demand, como a Netflix e para canais de TV paga, a manifestação popular da Cavalhada, foi escolhida, especialmente, por se tratar de um dos patrimônios culturais imateriais mato-grossenses de rara beleza e riqueza de imagens e conteúdo.

“É uma tradição forte e estabelecida, além do retorno de imagens muito bonitas”, ressalta Duflair. De acordo com o cineasta, a meta é registrar festas tradicionais populares do Brasil e da América Latina. A produção se utilizará de uma edição contemporânea e linguagem moderna para garantir o registro de um dos maiores legados da cultura local, visando seu fortalecimento. Além disso, a equipe tem em vista, o fomento do turismo cultural. Continue Reading

Share Button

Equipe da SEC vai visitar 17 municípios do norte mato-grossense

Da Assessoria | A Secretaria de Estado de Cultura (SEC) participa de mais uma edição da Caravana da Transformação e leva, para a região Norte do estado, ações da Gerência do Livro e Leitura e do Sistema Estadual de Bibliotecas.

A equipe inicia, no dia 05 de junho, viagem aos municípios da região e deve visitar, em dez dias, 17 cidades que terão as bibliotecas públicas vistoriadas, além de receber orientações sobre a organização do espaço físico, funcionamento e captação de recursos.

Os municípios visitados são: Alta Floresta, Apiacás, Carlinda, Colíder, Guarantã do Norte, Itaúba, Marcelândia, Matupá, Nova Monte Verde, Nova Bandeirante, Nova Canaã do Norte, Nova Guarita, Nova Santa Helena, Novo Mundo, Paranaíta, Peixoto de Azevedo e Terra Nova do Norte. Continue Reading

Share Button
1

Índios do Xingu cobram ações educacionais, culturais e ambientais e recebem aceno positivo do governo de MT

​Reunião entre lideranças Wauja, membros do IHB e o governador Pedro Taques Foto: Gabriele Garcia/Divulgação

Da Assessoria | Lideranças wauja (da aldeia Piyulaga, localizada no Território Indígena do Xingu) se reuniram, nesta quarta-feira (12.04), com o governador Pedro Taques para apresentarem demandas referentes à cultura, educação e meio ambiente. Também esteve presente o Secretário de Cultura, Leandro Carvalho, e membros do Instituto Homem Brasileiro (IHB), instituição que tem assessorado os indígenas na elaboração de vários projetos, dentre os quais o contemplado pelo edital “Territórios MT”, cuja proposta é dar autonomia aos wauja no que diz respeito à pesquisa e registro cultural, preservando assim o conhecimento tradicional da etnia.

Após o encontro, Taques se comprometeu a atender as necessidades indígenas e, para garantir celeridade, foram marcadas outras duas reuniões no mesmo dia. A primeira, às 14h30, com o secretário-adjunto do Meio Ambiente, Alex Marega; e, em seguida, às 15h30, com o coordenador de relações políticas da Secretária de Educação (Seduc), João Batista Neto.

“A Secretaria de Educação já está ciente das informações e irá se reunir com os membros para que as pautas sejam atendidas o mais rápido possível”, garantiu o governador. Vale lembrar que, na terça-feira (11.04), durante a cerimônia deassinatura dos contratos dos projetos aprovados em editais lançados pela Secretaria de Cultura (SEC-MT), lideranças wauja cobraram a oferta de cursos de capacitação para professores indígenas, estrutura física adequada para desenvolverem as atividades curriculares, maior fiscalização e cuidados ambientais no entorno do Território Indígena do Xingu (TIX) e solução para a falta de internet nas aldeias. Continue Reading

Share Button

MT Cultura é arte, dança, música e preservação

Cerimônia de assinatura de contratos do MT Cultura, no Paiaguás Foto: Mayke Toscano/GCom-MT

A cerimônia de assinatura dos contratos de liberação de recursos para os projetos aprovados pelos editais de cultura do Circula MT, Prêmio Tradições e Prêmio Territórios foi quase uma festa. Faltaram apenas os salgadinhos do Buffet Leila Maluf para tal. Houve música da melhor qualidade, dança de catira e muitos registros, selfies e muita gente alegre com a premiação, afinal serão mais de R$ 2 milhões investidos nas mais diversas manifestações culturais deste nosso Estado de Mato Grosso. A solenidade aconteceu na noite de terça-feira, 11, no Palácio Paiaguás, Salão Nobre Cloves Vettorato, com as presenças do governador Pedro Taques e o secretário de Cultura, Leandro Carvalho – e uma legião de culturetes, não tantos quanto eu esperava.

O secretário Leandro Carvalho, é bom que se diga, quando começa a falar e diz que vai ser breve e no meio do discurso enfatiza que vai ser brevíssimo, não se assuste e sempre assim, até que a plateia se acostume com suas intermináveis prestações de conta, que, com o passar do tempo, só crescem pois as ações só aumentam. Desta leva serão mais 540 ações, por meio de 51 projetos, que atenderão mais de 85 mil pessoas de diversas regiões e lugares de difícil acesso a ações culturais, como assentamentos, centros socioeducativos, aldeias e quilombos, no mais profundo coração de Mato Grosso. Continue Reading

Share Button

Cerimônia nesta terça-feira, 11, marca assinatura de contratos dos editais da Cultura

Ao todo 51 projetos alcançarão as populações de 56 municípios de Mato Grosso. Cerca de 400 profissionais desenvolvem mais de 540 ações

Foto: Protásio de Morais/Divulgação

Da Assessoria | Ao menos 85 mil mato-grossenses de diversas regiões e até lugares com limitado acesso a ações culturais, como assentamentos, centros socioeducativos, aldeias e quilombos, serão impactados por 51 projetos aprovados nos editais da Secretaria de Estado de Cultura – Circula MT, Prêmio Tradições e Prêmio Territórios, que já estão na segunda edição.

De acordo com levantamento da equipe da Sec-MT, que realizou estudo baseado em informações dos projetos inscritos, as populações de 56 municípios serão beneficiadas com a circulação de espetáculos, shows, exposições e ações educativas, além de iniciativas que visem preservar manifestações da cultura popular e tradicional, bem como com a oferta de atividades artísticas em pontos estratégicos do mapa. Serão desenvolvidas mais de 540 ações. Continue Reading

Share Button

Abre aspas: Para receber prêmios escritores são obrigados apresentar certidão criminal e que não devem IPTU

Entrega dos prêmios aos vencedores do 1º MT Literatura – Foto: Junior Silgueiro/Gcom

><>Matéria assinada pelo jornalista Vinicius Mendes, do MidiaNews, revela a indignação da escritora Cristina Campos – uma das vencedoras do prêmio MT Literatura – com as exigências para o governo de Mato Grosso pagar os R$ 30 mil prometidos no edital.

São nada mais, nada menos que 19 – isso mesmo, dezenove – certidões, termos de declaração e até uma declaração renúncia ao prêmio, caso o governo não tenha cash para pagar os premiados. Incrível, mas é verdade.

Semana passada este blogueiro ficou sabendo do atraso no pagamento dos prêmios e entrou em contato com a assessoria de imprensa da SEC, que prontamente respondeu que “0 Conselho Estadual de Cultura está entrando em contato com os contemplados no Prêmio de Literatura para informar sobre a data de entrega da documentação. Após essa etapa eles serão chamados para assinar os contratos”. Continue Reading

Share Button

Ong realiza festival de cinema de Cuiabá de 2014, mas não presta conta e terá que devolver R$ 405 mil aos cofres do Estado

Da Assessoria | A presidente do Instituto Dancem (ID), Denise Aparecida Siqueira França, terá que devolver à Secretaria de Estado de Cultura, a quantia de R$405.299,09 , devidamente corrigidos, no prazo de 60 dias. A determinação é do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT). A dirigente da ONG foi condenada, durante a sessão ordinária do pleno do TCE-MT realizada nesta terça-feira, 04.

Os recursos a serem devolvidos referem-se aos repasses efetuados pela SEC-MT em cumprimento ao Termo de Convênio nº. 089/2013/SEC/MT, cujo objeto foi o custeio da realização do projeto “19º Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá”, no valor total de R$ 450.352,32. O evento ocorreu no período de 20 a 26 de fevereiro de 2014.

Pelo convênio, a SEC-MT pactuou o repasse de R$ 405.299,09 em duas parcelas ao ID, sendo a primeira no valor de 202.649,00 e, a segunda, totalizando R$ 202.650,09. Coube ainda ao Instituto Dancem, a aplicação de uma contrapartida não financeira no montante de R$ 45.053,23. O ID recebeu os recursos nos prazos acordados e promoveu o festival de cinema. No entanto, os dirigentes da ONG não efetuaram a obrigatória prestação de contas da execução do projeto dentro dos prazos legais. Continue Reading

Share Button

Propostas de incentivo e fortalecimento do setor estão abertas à participação social

Segmento abre a série Diálogos da Cultura, encontro entre gestores e classe artística, dia 22 de fevereiro
Debates e contribuições estão voltados à construção coletiva de políticas públicas para o setor

Debates e contribuições estão voltados à construção coletiva de políticas públicas para o setor – Foto por: GCom/MT

Da Assessoria – Já estão disponíveis para consulta pública no site Participação Social dois documentos importantes voltados ao incentivo e fortalecimento do setor audiovisual em Mato Grosso. São eles o Programa de Desenvolvimento do Audiovisual Mato-grossense (Prodam) e o edital 2017 de Produção de Obras Audiovisuais. Além das contribuições por meio do site, ambos serão discutidos no Diálogos da Cultura, encontro entre gestores e a classe artística para a construção coletiva de políticas públicas que acontece no dia 22 de fevereiro, às 17h, no Palácio da Instrução. A série Diálogos da Cultura ocorrerá com frequência e começa com o segmento audiovisual.
O Prodam, cujas contribuições podem ser feitas até o dia 24 de fevereiro, é um instrumento de organização que articula um conjunto de ações divididas nos seguintes eixos: formação; empreendedorismo; produção; difusão e preservação; distribuição; comunicação; pesquisa, controle, monitoramento e sistema; e políticas públicas. O objetivo é promover o desenvolvimento de toda cadeia produtiva e seus atores.

Continue Reading

Share Button

Equipes levam aos municípios informações sobre as ações da SEC

Secretário Leandro Carvalho e equipe visitam a comunidade do Quilombo Mata CavaloDa Assessoria – Como parte das ações de interiorização da cultura, a Secretaria de Estado de Cultura vem realizando diversas etapas do programa Cultura no Trecho, levando até os municípios informações sobre as ações da SEC como o edital de seleção pública dos Pontos de Cultura, o Sistema Estadual e Conselho de Cultura e a plataforma Mapas, entre outros.

“Por conta da distância geográfica, muitos municípios não têm acesso às ações da SEC. Nosso objetivo é aproximar as equipes, estreitar estes laços e alinhar as diretrizes das políticas culturais a serem implementadas em Mato Grosso”, explicou Cinthia Mattos, coordenadora de interiorização da SEC. Continue Reading

Share Button

Ponto de leitura distribui 2.800 livros na Caravana de Jaciara

Estavam disponíveis duas bancas, uma da Biblioteca Itinerante, ligada à SEC-MT, e outra do projeto Inclusão Literária, do produtor cultural Clóvis Matos

Foto: Rafael Manzutti/Sinfra-MT

Por Caroline Lanhi | Gcom-MT – Literatura infanto-juvenil, ficção, romance, história do Brasil ou cultura mato-grossense. Teve livro para todos os gostos e idades na Caravana da Transformação. E o melhor: todos gratuitos, bastava escolher e levar para casa. Na edição de Jaciara, duas bancas estavam disponíveis para o público, uma da Biblioteca Itinerante, ligada à Secretaria de Estado de Cultura (SEC-MT), e outra do projeto Inclusão Literária, do produtor cultural Clóvis Matos.

O espaço colorido, com mesas e cadeiras, era um convite à leitura, principalmente para as crianças que acompanhavam os pais nas consultas e demais serviços oferecidos pelo programa. Foram disponibilizados cerca de 2.800 exemplares de livros, entre os dois projetos. Além disso, o público teve à disposição mil CDs de artistas mato-grossenses. Continue Reading

Share Button

SEC abre consulta pública para receber colaboração na elaboração do Regimento eleitoral do Conselho Estadual de Cultura

Angélica Moraes / Da Assessoria – Artistas, escritores, poetas, produtores e gestores culturais interessados em colaborar com a elaboração do Regimento Eleitoral para a escolha do novo Conselho Estadual de Cultura têm até o dia 20 de janeiro para dar a sua contribuição por meio do site Participação Social. Vale ressaltar que, para ter acesso ao documento e inserir conteúdo, é necessário fazer o cadastro.

O Conselho Estadual de Cultura é um órgão colegiado deliberativo de composição paritária, integrante do Sistema Estadual de Cultura, vinculado à Secretaria de Estado de Cultura (SEC) e composto por 28 membros titulares e seus respectivos suplentes, representantes do poder público, segmentos culturais e dos seis territórios mato-grossenses.

A escolha dos conselheiros será feita por meio de eleição atendendo a critérios que contemplem as expressões culturais e a representação territorial. Os conselheiros eleitos terão mandato de quatro anos (2017/2020) e devem representar os segmentos das artes cênicas, visuais, audiovisual, cultura tradicional e étnico-cultural, humanidades, música, patrimônio histórico e cultural, pontos de cultura bem como os seguintes territórios culturais: Teles Pires, Juruena, Paraguai-Guaporé, Cuiabá, Vermelho e Araguaia. Continue Reading

Share Button

MT Literatura não será suspenso, diz SEC por meio de nota

Presidente da Comissão de Concurso assina nota respondendo aos questionamentos da Editora Tanta Tinta

A Secretaria de Estado de Cultura, sob a batuta de Leandro Carvalho, não vai suspender, corrigir ou fazer qualquer recall no segundo Edital MT Literatura publicado no último dia 30 de setembro, que foi motivo de questionamentos por parte da Editora Tanta Tinta, uma das mais ativas do mercado editorial mato-grossense, e que apontou uma série de falhas do documento.

Na final do período vespertino desta quinta-feira, 6 de outubro, a SEC tornou público uma nota de esclarecimento contestando todos os pontos colocados em xeque pela Editora, em ofício protocolado no último dia 3. A nota foi assinada Palloma Torquato da Silva, Presidente da Comissão de Concursos 2016 – SEC/MT.

Segundo a nota, depois de “acurada análise das justificativas apresentadas no referido documento, não verificamos razão suficiente para que o processo administrativo do Edital nº 005/2016 seja suspenso, nem tampouco sofra retificações”.

Palloma Torquato, na nota, diz ainda que “a data de assinatura não compromete a validade e eficácia do edital, visto que o mesmo foi publicado em 30 de setembro, gerando efeitos a partir da data de publicação, não na data de assinatura”.

Quanto a questão da justaposição de estilos, no entender da SEC fica a critério de escolha do proponente. Ressalta ainda que a inscrição deve ser feitas pela plataforma ‘mapas.cultura.mt.gov.br’, com o interessado baixando os formulários, preenchendo e enviando-os, na forma prevista no Item 3 do Edital. Segundo a presidente da comissão de Concursos 2016 – SEC/MT os anexos estão disponíveis no documento “2º Prêmio Mato Grosso de Literatura – Anexos”, no site oficial da Secretaria de Estado de Cultura e na plataforma de inscrições.

Eis a íntegra da nota divulgada pela SEC:

Aportou nesta Secretaria de Estado de Cultura – SEC/MT, documento pela Editora Tanta Tinta Ltda, apontando supostas falhas na publicação do Edital nº 005/2016, do Prêmio Mato Grosso de Literatura e ao final requereu a suspensão do processo administrativo para ulterior retificação.

Após acurada análise das justificativas apresentadas no referido documento, não verificamos razão suficiente para que o processo administrativo do Edital nº 005/2016 seja suspenso, nem tampouco sofra retificações, por que:

1 – A data de assinatura não compromete a validade e eficácia do edital, visto que o mesmo foi publicado em 30 de setembro, gerando efeitos a partir da data de publicação, não na data de assinatura.

2 – No que diz respeito à justaposição de estilos, a Secretaria esclarece que fica a critério do proponente avaliar as condições de concorrência da obra a ser inscrita, podendo optar pelas categorias prosa ou infantojuvenil. Tomando como exemplo, quando se trata da categoria revelação, o proponente, se achar conveniente, pode escolher entre prosa, infanto-juvenil e poesia.

3 – As informações contidas no site oficial da Secretaria são a título de divulgação. As inscrições deverão ser feitas via plataforma “mapas.cultura.mt.gov.br”, onde o proponente deverá baixar os formulários, preencher e envia-los, na forma prevista no Item 3 do Edital.

4 – O Anexo XIV está disponível no documento “2º Prêmio Mato Grosso de Literatura – Anexos”, no site oficial da Secretaria de Estado de Cultura e na plataforma de inscrições.

5 – Conforme consta no subitem 4.2, alínea “m”, a assinatura dos formulários enviados na inscrição online, está condicionada à seleção do projeto literário e deverão ser entregues devidamente assinados por ocasião da contratação, no prazo fixado no Item 10.1 do Edital.

6 – A contrapartida está prevista no Item 6 do edital, sendo que o subitem 6.5 estabelece que as propostas de contrapartida devem ser apresentadas no ato da inscrição por meio do formulário constante no Anexo XIII.

Vale ressaltar, o Anexo 13 trata-se do meio pelo qual o proponente descreverá sua proposta de contrapartida.

A proposta da contrapartida não se confunde com a prestação de contas da contrapartida. São fases distintas.

O objetivo da contrapartida é que leitores e escritores compartilhem e disseminem experiências a seu modo, a partir de sua vivência literária.

Permanecemos à disposição para eventuais esclarecimentos que se fizerem necessários.

Atenciosamente,

Palloma E. Torquato da Silva, Presidente da Comissão de Concursos 2016 – SEC/MT.

Leia também:

SEC cancela divulgação do resultado do Edital MT Literatura que estava sendo questionado nas redes sociais

Secretaria publica novo edital do Prêmio Mato Grosso de Literatura

Reboot no Concurso MT Literatura: sob pressão a SEC resolve cancelar o edital com a promessa de edição de um novo, nesta sexta-feira, 30

A segunda edição do Edital MT Literatura apresenta erros, contradições e, por isso, precisa de novo recall

 

 

 

Share Button

Reboot no Concurso MT Literatura: sob pressão a SEC resolve cancelar o edital com a promessa de edição de um novo, nesta sexta-feira, 30

Entrega dos prêmios aos vencedores do 1º MT Literatura - Foto: Junior Silgueiro/Gcom

Entrega dos prêmios aos vencedores do 1º MT Literatura – Foto: Junior Silgueiro/Gcom

Um novo edital do 2º Prêmio MT Literatura será publicado nesta sexta-feira, 30, dois dias depois da data anteriormente programada para divulgação dos vencedores. O ‘velho’ edital, publicado em 15 de junho, foi remendado com quatro – isso mesmo quatro – editais anexos para tentar sanar os problemas encontrados. Mas só depois de ter sido bombardeada nas redes sociais por escritores e pela entidade máxima da cultura, a Academia Mato-grossense de Letras, a Secretaria de Estado de Cultura (SEC), com o rabo entre as pernas, resolveu rever os seus conceitos.

No início da noite de quarta, 28, os gestores da cultura mato-grossense, através da secretaria, emitiram o seguinte comunicado: “Para efeitos de publicidade e transparência, a SEC informa que um novo edital relativo ao 2º Prêmio Mato Grosso de Literatura será publicado no Diário Oficial do Estado de Mato Grosso e no site da SEC/MT nesta sexta-feira (30.09)”. Segundo a nota, “a decisão se dá em virtude do edital não ter sido publicado na imprensa oficial do Estado conforme determina o artigo nº 21 da Lei 8.666/93”. Ao mesmo tempo em que pede “desculpa por eventuais transtornos que possa ter causado a todos aqueles que participaram do edital e se mantém a disposição para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários”.

O comunicado, porém, não consegue abafar a polêmica que movimentou as redes sociais e levou a presidente da Academia Mato-grossense de Letras, a escritora Marília Beatriz de Figueiredo Leite a conceder uma entrevista a uma emissora de TV local, na qual declarou que a “a academia estava indignada” com os caminhos adotados pelo MT Literatura. Segundo Marília Beatriz, “se você rechaça 60% dos inscritos, isso significa retrocesso”, disse à emissora.

Essa foi a questão que bombou na internet cuiabana. O alto número de inabilitados por conta da não entrega dos “documentos comprobatórios de identidade e dois anos de residência” em Mato Grosso. A reação corporativa foi imensa – e sobraram “elogios” para o maestro Leandro Carvalho e seus comandados.

A escritora e acadêmica Cristina Campos foi a primeira a questionar o sistema de inscrição. Segundo ela, o edital original não falava nada sobre a questão da residência, quando foi publicado o segundo edital de retificação em 27 de junho, na sequencia outro, o terceiro, mudando a redação do anterior e finalmente o quarto, mudando novamente o calendário, agora com a data de 28 de setembro para a divulgação. Esses editais, porém, nenhum deles foi publicado, como lemos no comunicado, no Diário Oficial, portanto, não valiam nada.

Tudo isso poderia, sim, ser relevado, afinal é apenas um concurso, mas a SEC e sua comissão julgadora foi severa demais com os inscritos, inabilitando praticamente dois terços dos interessados. Nessa semana em que novo filme de Tim Burton aporta nos cinemas cuiabanos, podemos dizer que houve uma exclusão monstro. Dos 90 inscritos 59 foram recusados, por não cumprirem as tais formalidades, dignas de um conto de Kafka. Ai começou a chiadeira.

A escritora Cristina Campos e o escritor Eduardo Mahon acusaram uma questão mais grave. Foi a impossibilidade de anexar os documentos no sistema da secretaria.

Segundo Cristina Campos, o sistema de inscrição não aceitava a anexação dos documentos que o edital pedia. Foi orientada pelos servidores da secretaria que efetivasse o cadastro e na hora da análise técnica a comissão a chamaria. O tempo passou, para sua surpresa, foi considerada inabilitada e mesmo entrando com o recurso não foi aceita a sua inscrição. Cristina Campos passou a questionar o nível do resultado, já que o mesmo não iria refletir “a riqueza da produção literária de Mato Grosso”, afirma. A pequena, mas ativa intelectual mato-grossense estava pê da vida.

Mahon disse que chegou a ligar para a Secretária Adjunta Regiane Berchieli alertando não haver campos separados para certidões e documentos pessoais. Segundo ele, a adjunta o passou para conversar com um técnico em informática que o orientou a converter tudo em PDF e enviar em duas janelas diferentes – a obra em si e os documentos, mais as certidões. No emaranhado digital, Mahon se viu à beira de um ataque de nervos, no melhor estilo Almodóvar, desta vez misturado com os delírios de Edgar Allan Poe.

“Evidentemente que cumpri todos os passos e me informei diretamente com a SEC. Ainda assim, a Secretaria informou que meus documentos não chegaram”. Essa questão, como vemos, não foi abordada no comunicado.

Agora, na véspera da sexta-feira, 30, para quando está sendo anunciado o reboot (reinicio) do MT Literatura, o escritor, advogado e polemista que acha sempre um jeito de mergulhar apaixonadamente nas polêmicas, festeja o anúncio do cancelamento do Edital do 2º Prêmio MT de Literatura em sua página do Facebook. “A providência administrativa de rever os próprios atos mostra humildade dos gestores que repararam o erro em tempo hábil, não resultando nenhum prejuízo para o meio literário mato-grossense. Parabenizo-os pelo gesto, portanto. No mais, meu aplauso para Cristina Campos e Marilia Beatriz Figueiredo Leite que capitanearam a defesa de todos os autores excluídos por falhas no sistema de inscrição. Tenho certeza de que o Prêmio MT de Literatura manterá íntegra a credibilidade da primeira edição”, escreveu. Quer dizer, a SEC recuou e os intelectuais estão entendendo que a vitória é deles.

Luiz Marchetti, cineasta, mestre em design em arte mídia, atuante na cultura de Mato Grosso, fez um print de um texto de sua autoria no Circuito-MT, no qual elogia o Sesc Arsenal e por vias transversas ‘rufa’ a lenha o processo da SEC: “Os servidores do SESC Arsenal trabalham sem o dom oficial de desprezar os profissionais. Esse tipo de moagem-fetiche tornou-se anomalia em alguns territórios que deveriam nos representar e hoje distorceram transparência para feroz detalhismo, inviabilização e, consequentemente, em desprezo. Diversos profissionais evitam esses espaços, seus editais e a antipatia que conquistaram com seu Modus operandi. Regras exageradas e minuciosas buscas de erros em editais num Estado com tão poucos projetos (pouquíssimos, sim senhores) é a doença que gera essa aridez de ineditismo, sangue novo e jovens artistas na nossa agenda cultural. A maioria dos artistas de Mato Grosso ainda sonham em fugir deste lugar ou mudar de carreira”.

O editor de uma das principais editoras de Mato Grosso, Ramon Carlini, da Carlini & Caniato, também achou positiva a decisão da secretaria de Cultura. “Achei democrática a decisão da SEC. Louvável! Se houver novo edital, torço para ter centenas de inscritos!”.

A questão que fica é se a SEC – por meio de seu TI – resolveu o problema de anexação dos documentos? Ou surgirão novos critérios? Só vendo o novo edital, nesta sexta, para conferir e talvez, finalmente, sorrir.

PS. Este repórter, que também tem mania de ser poeta, se inscreveu no referido concurso, por isso mesmo relutou em fazer qualquer matéria sobre o assunto antes da data prevista para a divulgação do resultado, que seria na quarta-feira, 28. Mas como se viu, a polêmica acabou impondo a pauta.

Fonte: DC Ilustrado

Share Button

Secretaria publica novo edital do Prêmio Mato Grosso de Literatura

Para efeitos de publicidade e transparência, a Secretaria de Estado de Cultura (SEC-MT) informa que um novo edital relativo ao 2º Prêmio Mato Grosso de Literatura será publicado no Diário Oficial do Estado de Mato Grosso e no site da SEC-MT nesta sexta-feira (30.09).

A decisão se dá em virtude do edital não ter sido publicado na imprensa oficial do Estado conforme determina o artigo nº 21 da Lei 8.666/93.

A SEC se desculpa por eventuais transtornos que possa ter causado a todos aqueles que participaram do edital e se mantém à disposição para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários.

Fonte: Secretaria publica novo edital do Prêmio Mato Grosso de Literatura – Notícias – SEC

Share Button
1

SEC cancela divulgação do resultado do Edital MT Literatura que estava sendo questionado nas redes sociais

A segunda edição do Prêmio MT Literatura, cujo resultado seria divulgado nesta quarta-feira, 28, pela Secretaria de Cultura do Governo José Pedro Taques, foi cancelado e novo edital, com novos prazos serão publicados. Segundo informações, foi detectado um vício formal e a SEC se viu obrigada a republicar novo edital, com novos prazos, esse vício só foi descoberto após a polêmica nas redes sociais. Estes novos prazos estão sendo definidos porque é preciso levar em conta todos os trâmites burocráticos e prazos.

O Prêmio MT Literatura estava cercado de polêmica. Desde a publicação do resultado da habilitação definitivo, em 24 de agosto, os questionamentos da já vinham sendo feitos, alguns inclusive colocando a lisura do processo em questão, o que, vamos combinar, não vem ao caso.

A polêmica se acentuou, quando depois de publicado o resultado definitivo dos habilitados, porque o edital MT Literatura teve nada mais nada menos que 4, isso mesmo, quatro editais de retificação.

O primeiro foi de retificação do cronograma, logo depois da publicação do primeiro edital. Ai veio a segunda retificação, a terceiro e a quarta, imagina, foi publicada entre o resultado preliminar e o resultado definitivo de habilitados e inabilitados, lá no dia 22 de agosto, refazendo todo o organograma.

A escritora Cristina Campos, membro da Academia Mato-grossense de Letras, foi uma das que mais se revoltou com a inabilitação, mesmo porque – veja a ironia – ela com o seu editor foi quem percebeu o primeiro problema do edital original e questionou a SEC que imediatamente publicou a primeira retificação.

Ainda, segundo Cristina Campos, o sistema de inscrição não aceitava a anexação dos documentos que o edital pedia. Foi orientada pelos servidores da secretaria que efetivasse o cadastro e na hora da análise técnica a comissão a chamaria. O tempo passou, para sua surpresa, foi considerada inabilitada e mesmo entrando com o recurso não foi aceita a sua inscrição. Cristina Campos questiona ainda o nível do resultado, já que o mesmo não vai refletir “a riqueza da produção literária de Mato Grosso”, afirma.

O concurso recebeu 90 inscrições, bem mais que o da primeira edição, fato louvado pelo secretário e governador José Pedro Taques. Mas, sempre um mas, 60, ou seja dois terços, foram inabilitadas.

A Academia Mato-grossense de Letras, que tem a frente acadêmica Marília Beatriz de Figueiredo Leite, também se manifestou. A presidente da entidade disse que a AML “está indignada com o processo de seleção. Se você rechaça 60 por cento dos inscritos isso significa retrocesso e não uma forma de expandir”, afirma a acadêmica.

As 8 horas da manhã desta terça, logo depois da entrevista da matéria da TVCA ir ao ar, o escritor, jurista e polemista Eduardo Mahon fez um post na sua página do Facebook: “A presidente da AML posicionou-se contra a estranha exclusão de 70% de inscritos num concurso literário com 4 retificações do edital. O Estado, ou melhor, o governo segue surdo às colocações e contribuições da sociedade, razão pela qual só tenho a lamentar.”

Pipocaram críticas e defesas ao processo desenvolvido pela SEC.

Luiz Marchetti, cineasta, mestre em design em arte mídia, atuante na cultura de Mato Grosso, fez um print de um texto de sua autoria no Circuito-MT, no qual elogia o Sesc Arsenal e por vias transversas ‘rufa’ a lenha o processo da SEC: “os servidores do SESC Arsenal trabalham sem o dom oficial de desprezar os profissionais. Esse tipo de moagem-fetiche tornou-se anomalia em alguns territórios que deveriam nos representar e hoje distorceram transparência para feroz detalhismo, inviabilização e, consequentemente, em desprezo. Diversos profissionais evitam esses espaços, seus editais e a antipatia que conquistaram com seu Modus operandi. Regras exageradas e minuciosas buscas de erros em editais num Estado com tão poucos projetos (pouquíssimos, sim senhores) é a doença que gera essa aridez de ineditismo, sangue novo e jovens artistas na nossa agenda cultural. A maioria dos artistas de MATO GROSSO ainda sonham em fugir deste lugar ou mudar de carreira”.

No debate, descobri que o escritor Eduardo Mahon também foi eliminado por ‘sua incompetência’ ao não saber anexar os PDFs de seus documentos no sistema da secretaria de Cultura. Ele, porém, me contradiz e afirma que, assim como fez Cristina Campos, “ligou para a Secretária Adjunta Regiane alertando não haver campos separados para certidões e documentos pessoais e que ela me passou para o técnico em informática que o orientou a converter tudo em PDF e enviar em duas janelas diferentes – a obra em si e os documentos mais certidões”.

“Evidentemente que cumpri todos os passos e me informei diretamente com a SEC. Ainda assim, a Secretaria informou que meus documentos não chegaram. Deveriam ter humildade para reconhecer o problema no sistema e abrir novamente o prazo. É lamentável fazer de uma iniciativa louvável um motivo de crítica. Mais uma fragilidade que o governador Pedro Taques não merecia, aliás”.

Paulo César Desidério Costa, um dos poucos que defenderam o edital, escreveu: “Me assustei com a considerável queda no número de postulantes. Mesmo assim, entendo que as questões burocráticas podem ter sido cruciais para tal. Ao fazer o ato de inscrição esse era o meu maior medo (é a minha cara ser eliminado por ter esquecido algum documento) e, justamente por isso, liguei na secretaria para tirar TODAS as dúvidas que eu tinha. Foram minutos de ligação, mas no fim, ao menos habilitado o meu projeto esteve. Enfim, falta informação e também correr atrás da informação já que elas não de apresentam de maneira clara”.

Share Button