Entre aspas: Blairo Maggi escapou da primeira, safou-se da segunda, mas agora a PF diz que HÁ indícios de embaraços à operação Ararath por parte do senador

><>O senador licenciado, ex-governador de Mato Grosso e ministro da Agricultura do governo golpista de Michel Temer será réu no conjunto dos processos da operação Ararath.
A PF finalmente descobriu “indícios suficientes” que indicam que o indigitado agiu para embaraçar as investigações.
Matéria no site “Ponto na Curva”, assinada pela jornalista Antonielle Costa.

Abre aspas:

PF diz que há indícios suficientes de que Maggi atuou para embaraçar a Ararath
O relatório da PF traz que as constatações decorrentes do material apreendido durante as buscas envolvendo o ministro são harmônicas com as informações prestadas pelos colaboradores

Eder Moraes e Blairo Maggi observam Silval Barbosa

Por Antonielle Costa | A Polícia Federal concluiu, em relatório parcial, pela existência de “indícios suficientes e aptos a justificar a continuidade e aprofundamento das investigações em relação a conduta de Blairo Borges Maggi”, após a deflagração da Operação Malebolge, em setembro do ano passado.

O ministro da Agricultura é acusado de “embaraço a investigação de infração penal envolvendo organização criminosa e corrupção de testemunha” juntamente com mais sete pessoas, no bojo de um inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

O relatório da PF traz que as constatações decorrentes do material apreendido durante as buscas envolvendo o ministro são harmônicas com as informações prestadas pelos colaboradores, neste caso, o ex-governador Silval Barbosa e seu ex-chefe de gabinete, Silvio César.

Em suas delações, Silval e Silvio afirmaram que Maggi juntamente com o primeiro colaborador teriam pagado a quantia de R$ 6 milhões ao ex-secretário de Estado, Éder Moraes Dias, no ano de 2014, a fim de que este se retratasse dos depoimentos que prestou perante o Ministério Público de Mato Grosso no início do mesmo ano.

Silval revelou que sua parte foi paga com recursos oriundos de propina paga pela empresa Três Irmãos Engenharia. Já de Maggi por um empresário.

“Nesse contexto, foi realizada a análise de parte dos documentos apreendidos nas sedes das empresas do grupo, a qual se encontra consubstanciada nos Relatórios de Análise 005/2017 e 008/2017- GT/ARARATH/SR/PF/MT, os quais, em razão da pertinência com o Caso I, foram juntados a estes autos. Nos documentos acima, foram constatadas operações suspeitas que devem ser aprofundadas e que também são consentâneas com o contexto apresentado pelo ex-governador Silval Barbosa”, diz um trecho do relatório.

Leia mais no site Ponto na Curva: PF diz que há indícios suficientes de que Maggi atuou para embaraçar a Ararath | Ponto na Curva

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O blogueiro Enock Cavalcanti comenta as revelações de Pedro Nadaf e José Riva sobre as indicações para ocupar as vagas de conselheiro o TCE/MT

Nadaf e Riva

Enock Cavalcanti, jornalista

Por Enock Cavalcanti | Meus amigos, meus inimigos: a gente se impressiona com as patifarias articuladas, ao longo dos anos, em torno do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso. O que nossas elites predadoras fizeram com esta corte espanta pela ousadia, pelo despudor.

Agora nos aparece este corrupto confesso que é o sr. Pedro Nadaf, filho de uma das mais tradicionais famílias cuiabanas, para contar que outro corrupto confesso, o sr. José Riva, teria promovido indecente leilão com a vaga no TCE ocupada por seu parceiro dileto, Humberto Bosaipo.

Sim, dezenas de processos movidos do MP documentam uma das mais temerárias parcerias criminosas que já tivemos em Mato Grosso. Quando se revezaram no comando da Assembleia, Riva e Bosaipo usaram e abusaram da arte de desviar dinheiro público, conforme documentaram os promotores Célio Fúrio e Roberto Turin.

Conta agora o sr. Pedro Nadaf que, mesmo com Bosaipo caído, submetido ao opróbrio, ainda teria propiciado novo negócio sujo para o pai da Janaína. Vejam que o sr. Riva, pelo que conta Nadaf, teria comprado a vaga de conselheiro do Bosaipo para sua esposa Janete (que ingressara na política como vice de Antero na disputa do Governo, em 2002), por nada mais nada menos que R$ 6 milhões.

Só que uma decisão judicial impediu a candidatura de Janete e aí, o sr. Riva, ao invés de recuar, teria bolado nova trama: vender a vaga do sr. Bosaipo para o sr. Silval Barbosa, outro corrupto confesso que aparece nesta história, por nada mais nada menos que R$ 10 milhões. Fechada a negociata, o sr. Riva pagaria ao sr. Bosaipo e ainda ficaria com belo troco.

Ora, não foi à toa que a senadora Serys Slhessarenko, em sua passagem por Brasília, apresentou no Senado Federal a PEC 90/07 propondo a extinção de todos os Tribunais de Conta. É que essas cortes se transformaram em verdadeiros antros para a corrupção. Os fatos revelados em Mato Grosso falam por si.

Existe demorado processo que investiga os R$ 12 milhões que teriam sido pagos para a compra da vaga de conselheiro por Sérgio Ricardo, jornalista e político também acusado de corrupção, mas que ainda não confessou. Mas pensem comigo: essa patifaria vem rolando no Tribunal de Contas de Mato Grosso há muito tempo.

Quanto será que custou à dupla Dante de Oliveira e Antero Paes de Barros transformar tantos dos seus parceiros de governo em privilegiados conselheiros no TCE-MT? E os indicados pela família Campos, quanto será que pagaram? Quanto será que receberam?

Desde que se tornou, aparentemente, um puxadinho das jogadas de poder, depois da Lava-Jato, o Ministério Público, federal ou estadual, não faz estas perguntas e, pior, não faz essa investigação. Para saber dos crimes, ficamos dependendo da deduragem de corruptos confessos como os srs. Nadaf e Riva.

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Campos Neto é eleito novo presidente do TCE/MT 

Campos Neto, o novo presidente do TCE/MT para o biênio 2018-2019

Da Assessoria | O conselheiro Gonçalo Domingos de Campos Neto foi eleito nesta terça-feira (14.11), por unanimidade, presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso para o biênio 2018-2019. A eleição de Domingos Neto segue as regras do Regimento Interno do TCE-MT referentes ao rodízio de presidentes, que estabelecem que este mandato seria exercido pelo conselheiro mais antigo que ainda não havia ocupado a Presidência da Corte de Contas.

Também foram eleitos durante a sessão ordinária do Tribunal Pleno o vice-presidente interino e o corregedor-geral interino do TCE-MT, respectivamente conselheiros substitutos Luiz Henrique Lima e Isaías Lopes da Cunha.

Com oito anos de atuação como conselheiro do TCE-MT e há dois meses exercendo a Presidência em substituição legal, Domingos Neto disse que pretende manter o ritmo de trabalho, seguindo o Planejamento Estratégico do Tribunal de Contas e fiscalizando as contas públicas com seriedade, honestidade e serenidade. “Com garra, determinação e a união de todos os conselheiros e servidores, vamos fazer um bom trabalho”, destacou.

O presidente ressaltou que pretende manter o bom relacionamento entre Tribunal de Contas e Governo do Estado e que essa relação será baseada em diálogo e parceria nos assuntos técnicos. Quanto ao repasse do duodécimo, que vem registrando atrasos por parte do Poder Executivo, o conselheiro Domingos Neto afirmou que “terá paciência e saberá esperar o melhor momento”.

Domingos Neto se emocionou quando conselheiros citaram o nome de seu pai, o conselheiro aposentado Ary Leite de Campos. O presidente lembrou que o pai teve a oportunidade de presidir a Corte de Contas por três vezes e que esse fato faz com que o compromisso dele aumente. “Isso nos dá a responsabilidade de fazer, se não igual, melhor. Me estimula a ser um servidor público de Mato Grosso”.

O vice-presidente eleito, conselheiro Luiz Henrique Lima, ressaltou a importância da tranquilidade para o momento que o Tribunal de Contas está atravessando, em razão do afastamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de cinco conselheiros. “A sociedade deve saber que as decisões adotadas são tecnicamente sólidas, legalmente seguras e principalmente imparciais e justas”.

Luiz Henrique Lima também reafirmou que não há nenhuma possibilidade de qualquer decisão proferida pelos conselheiros substitutos durante o afastamento dos titulares ser anulada, pois todas têm respaldo constitucional e legal, como já decidido por unanimidade pelo Supremo. “Não há possibilidade de julgamento, singular ou colegiado, proferido por substitutos, ser anulado. Chance zero”, reforçou.

O corregedor-geral interino, conselheiro Isaías Lopes da Cunha, explicou que os trabalhos de correição na Corregedoria estão caminhando normalmente e não sofreram descontinuidade. Disse ainda que, além da função de controle disciplinar, pretende fazer um trabalho preventivo, atuando também no controle ético, estimulando o servidor a exercer o seu papel de servir à sociedade. “Precisamos mudar a cultura do servidor público, mostrar que estamos aqui para servir primeiramente à sociedade, ao Tribunal, com fidelidade, motivação e eficiência, independente do cargo”, observou.

Vice-presidente interino, conselheiro substituto Luiz Henrique Lima

 

Corregedor-geral interino, conselheiro substituto Isaías Lopes da Cunha

Durante a sessão também foram eleitos os conselheiros substitutos vice-presidente interino, Luiz Henrique Lima e o corregedor-geral interino, Isaías Lopes da Cunha

><>A observação que fica, lembra Meu Peixe, é que Campos Neto é o único conselheiro que se salvou depois que o Ministro Fux aceitou a denuncia do ex-governador Silval Barbosa e afastou os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano, Waldir Teis, Antônio Joaquim e Sérgio Ricardo sob a denuncia que os mesmos teriam cobrado a bagatela de R$ 53 milhões para aprovar as contas do MT Integrado.

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O blogueiro Enock Cavalcanti amplia o tempo e espaço e diz que tudo “Começou com Dante”

 

Começou com Dante

Por Enock Cavalcanti | Meus amigos, meus inimigos: de repente, se percebe que tem mídia de menos para tanta corrupção revelada pelo garimpeiro Silval. O cidadão mais consciente tem que comprar os dois jornais, acessar todos os sites, se integrar em número infinito de grupos de WhatsApp para conseguir um mínimo de entendimento sobre o que aconteceu, na gestão passada, em Mato Grosso.

Velhos vícios e políticos viciados são expostos em toda a sua sordidez. Nomes sempre comuns nas denúncias, como Gilmar Fabris, Sérgio Ricardo, agora aparecem ao lado de debutantes como Luciane Bezerra. Você se espanta – e percebe que sabe muito pouco do que realmente aconteceu.

O governador Zé Pedro Taques quando fala de corrupção, gosta muito de limitar o espaço temporal. E só aponta seu dedo duro para Silval, como se toda a bandalheira deste Estado fosse responsabilidade única do afoito garimpeiro. Mas qual! O garimpeiro, no final das contas, até que está sendo legal, contando tanto – e muita coisa documentada por vídeos reveladores. Como é que Emanuel e Alexandre César irão desmentir a força daquelas imagens?

O desafio é levar a apuração até o fim. Pra começar, é preciso superar a limitação que Zé Pedro tenta impor aos fatos. Que Silval que nada, começou bem antes! Na administração do parceiro do Zé Pedro, Blairo Maggi, a maracutaia andou solta, e o sojicultor passará o resto da vida se explicando na Justiça sobre a grana que teria jorrado em seus bolsos e de seus parceiros.

Éder Moraes é criatura de Maggi, mas a gente deve lembrar que José Riva iniciou sua carreira quando Dante de Oliveira e Antero mandavam e desmandavam. Se Sérgio Ricardo comprou sua vaga, se a Mesa da Assembleia tinha sempre um preço, o que será que se descobrirá se tivermos a coragem de investigar como Dante e Antero orientavam suas nomeações? E Jayme Campos? Dona Thelma parece que não perdeu o jeito, e surge agora apontada como mulher de garganta profunda na hora da propina. E tudo que Palmério Dória revelou sobre o possível enriquecimento do Homem das Diretas e seus familiares, jamais foi contestado.

E por que não recordar a ação popular que Chico Daltro impetrou contra Riva, Antero, Bosaipo e Dante, cobrando a devolução do dinheiro do antigo Bemat que teria ido irrigar campanha do Manoel do Presidente a prefeito de Tangará?

Não, não, Zé Pedro Taques! A coisa não começa com Silval. Tenha a coragem de percorrer conosco todo o caminho. E iremos chegar ao governador que era chamado Dom Ratão – e continuar avançando…

ENOCK CAVALCANTI jornalista e blogueiro, é editor de Cultura do Diário

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Até agora, o super blindado Blairo Maggi cai nas garras do Ministério Público e vira réu acusado de chefiar a quadrilha de Mato Grosso

><>O ministro da Agricultura do governo golpista mishell temer, senador licenciado e ex-governador Blairo Maggi agora oficialmente investigado.

Como foi para Maggi chegar a essa condição?

Recapitulando. Em sua premiada delação, o ex-governador Silval Barbosa narrou em detalhes como foi a mudança do depoimento de Eder Moraes para inocentar o ministro do governo golpista, Maggi.

Na primeira delação Eder Moraes, ex-secretário de Fazenda, ex-Casa Civil e ex-Secopa, disse aos procuradores que Silval Barbosa e Blairo Maggi sabiam de compra de vagas no Tribunal de Contas do estado (TCE) e a próxima seria dele, Eder, mas o ex-deputado Sérgio Ricardo pulou na frente e assumiu em substituição ao conselheiro Alencar Soares.

Até ai, a Inês é morta.

Agora na monstruosa e premiada delação aprovada pelo STF, o ex-governador Silval Barbosa narra o que teria acontecido depois desse depoimento. Segundo ele, o ex-secretário de Fazenda procurou os dois (Silval e Maggi) e pediu R$ 12 milhões para refazer o depoimento havia dado ao Ministério Público.

Pelo narrado na delação monstruosa, ele, Silval, e Maggi aceitaram pagar Eder Moraes para mudasse o depoimento, mas que o valor foi negociado e em vez de R$ 12 houve um abatimento de 50% e foi pagou R$ 6 milhões, sendo que cada um ficou responsável por R$ 3 milhões.

Silval tem como provar o pagamento de sua parte, já que o mensageiro-pagador foi o mesmo que aparece entregando propina e mensalinhos a deputados, Sílvio César Corrêa Araújo, mas também disse que Gustavo Capilé, ligado ao ministro, teria sido o agente pagador dos outros R$ 3 milhões.

Pois é com base nessa parte da delação que o procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, pediu a abertura de inquérito e já foi aceito pelo STF, através do ministro Luiz Fux.

Para evitar vazamentos seletivos, o ministro também derrubou o sigilo da premiada delação monstro de Silval Barbosa.

Abre aspas para as matérias publicadas no Brasil 247 e  Diário de Cuiabá:

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TCE manda paralisar obras para cobrar propina atrasada, diz Silval Barbosa em premiada delação

><>Da monstruosa delação premiada de Silval Barbosa a denuncia mais sórdida – se confirmada – é a de que o Tribunal de Contas do Estado mandava paralisar obras pra receber propina atrasada.

De uma feita, no final do primeiro mandato, a presidenta Dilma Rousseff, em entrevista, disse que precisamos acabar com a cultura de paralisar obras. Parar, atrasar o cronograma é prejuízo na certa. Os órgãos de fiscalização (TCU, TCEs, MPs e congeneres) precisam aprender a fazer a fiscalização sem precisar parar a obra.

São tantos equipamentos, satélites, programas de computador, sofisticados softwares premiados, mas que funcionam apenas quando a obra para.

Pela denuncia de Silval Barbosa o que se entende é que quando se determina a paralisação é pra negociar propina.

Nós aqui do Namarra (Meu Peixe e este blogueiros) somos contra a corrupção, acreditamos que deva se investigada, à fundo, mas somos mais contra ainda contra a paralisação de obras. O hospital do servidor, no CPA, é um verdadeiro monumento do prejuízo que é o atraso de uma obra. A população ficou sem o hospital e o dinheiro sumiu e ninguém foi responsabilizado. Que se investigue, prenda quem tiver que ser preso, mas que se conclua a obra… A população não precisa ser penalizada.

O VLT que deveria estar pronto para a Copa do Mundo está se transformando no novo “hospital do servidor”. Daqui dez anos ninguém mais lembrará quem foi o responsável pela primeira paralisação da obra.

Silval deu R$ 53 milhões para conselheiros

Ex-governador disse que pagou a quantia para que o TCE fizesse “vista grossa” na fiscalização de obras da Copa e MT Integrado

O LIVRE
Ex-governador Silval Barbosa disse na delação que eram poucas as empresas contratadas pelo estado que não pagavam propina

RAFAEL COSTA
Da Reportagem

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) chegou a determinar a paralisação de obras de infraestrutura em Mato Grosso para pressionar o governo do Estado a pagar porcentagens de propina que estavam em atraso.

A revelação foi feita pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB) no acordo de colaboração premiada firmado com a Procuradoria Geral da República (PGR) e já homologada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux.

Trechos das declarações que comprometem diversas autoridades de Mato Grosso foram divulgados ontem pela TV Centro América, afiliada da Rede Globo.

De acordo com o depoimento do ex-governador, o programa MT Integrado, uma de suas bandeiras de sua gestão que previa o investimento de interligação asfáltica em 44 municípios mato-grossenses, foi marcado por fraudes desde as licitações até a liberação de recursos e fiscalização das obras.

Silval Barbosa narrou que foi procurado pelo conselheiro do TCE, José Carlos Novelli, que exigiu a assinatura de 36 notas promissórias para garantir o pagamento de propina na ordem de R$ 53 milhões que seriam distribuídos aos sete conselheiros da Corte de Contas.

A vantagem indevida seria paga para o órgão fazer “vista grossa” na fiscalização de obras da Copa do Mundo e do MT Integrado que, somadas, ultrapassavam a R$ 3 bilhões.

A propina foi paga por meio de um contrato firmado pelo governo do Estado em 2012 com a empresa Gendoc, no valor de R$ 50 milhões que previa a digitalização, arquivamento e acondicionamento de documentos.

O Ministério Público de Contas (MPC) identificou irregularidades no contrato que recebeu reajuste de 111% de um ano para o outro, mas o pleno do TCE aprovou as contas e fez apenas recomendações, determinações e multa inferior a R$ 700 aos responsáveis pelo contrato.

O contrato do governo do Estado com a Gendoc rendeu propina aos conselheiros na ordem de R$ 15 milhões a R$ 20 milhões. Outros R$ 15 milhões em propina foram pagos por meio de uma fraude conduzida pelo governo do Estado destinado a um pagamento de desapropriação pelo terreno do bairro Renascer, localizado em Cuiabá.

Em determinado momento, Silval Barbosa narrou em sua colaboração premiada que o governo do Estado atrasou o pagamento de propina aos conselheiros do TCE.

Diante disso, o conselheiro Sérgio Ricardo, atualmente afastado do cargo por ordem judicial pela suspeita de comprar uma cadeira no TCE pelo valor de R$ 4 milhões, concedeu uma medida cautelar determinado a paralisação das obras do programa MT Integrado sob a alegação de que haviam diversas irregularidades que mereciam correção emergencial.

Houve até mesmo um TAG (Termo de Ajustamento de Gestão) do governo do Estado com as empreiteiras envolvidas no contrato.

Por conta disso, a paralisação das obras atrapalhou os planos do governo do Estado em desviar dinheiro público por meio das obras de infraestrutura.

A partir daí, o ex-governador se comprometeu a repassar a propina devida aos conselheiros por meio de repasses no aumento do duodécimo ao TCE, o que foi autorizado pela justificativa de excesso de arrecadação pelo governo do Estado.

Em seu depoimento à Procuradoria Geral da República, o ex-governador Silval Barbosa afirmou que a negociação do pagamento das propinas foi intermediada pelo ex-secretário chefe da Casa Civil, Pedro Nadaf, e pelo deputado federal Carlos Bezerra (PMDB). O parlamentar ainda recebeu R$ 1 milhão de dinheiro desviado dos cofres públicos para integrar o esquema criminoso.

Em setembro de 2016, Nadaf narrou aos promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) que a gestão do ex-governador Silval Barbosa pagou propina de R$ 52 milhões aos conselheiros do TCE.

No entanto, por questão de competência, a íntegra do depoimento foi remetido a Procuradoria Geral da República, uma vez que, conselheiros do TCE gozam de foro por prerrogativa de função na esfera criminal no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

OUTRO LADO – Em nota, o TCE alegou que a fiscalização de obras obedece a critérios técnicos e que as auditorias são realizadas por auditores públicos externos, com independência funcional. “Essas fiscalizações resultam em julgamentos ou em procedimentos como Termos de Ajustamento de Gestão (TAG), com a definição de obrigações de cumprir e monitoramento”, pontuou.

O conselheiro José Carlos Novelli disse, em nota, que a relação dele com o ex-governador Silval Barbosa era estritamente institucional e que a suspensão dos processos licitatórios do MT Integrado foi determinada com base em uma representação proposta por auditores da Secretaria de Controle Externo de Obras e Serviços de Engenharia do TCE, que acompanham os contratos.

Para o conselheiro afastado do TCE Sérgio Ricardo, as declarações do ex-governador são “mentirosas e insanas”. Ele ainda se colocou como alguém que atrapalhou as fraudes realizadas pelo ex-chefe do executivo. “As declarações são mentirosas e insanas, motivadas pelo desejo de deixar a cadeia depois de 2 anos preso e prejudicar aqueles que de alguma forma atrapalharam o seu esquema criminoso”, assinalou.

O conselheiro afastado ressaltou que fez um trabalho técnico ao relatar as obras do MT Integrado. Ele afirmou que 14 editais foram suspensos porque técnicos do órgão identificaram superfaturamento de cerca de R$ 50 milhões para execução das obras. “Esses editais foram liberados somente depois que o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Infraestrutura assinou um Termo de Ajustamento de Gestão (TAG), se comprometendo-se a cumprir 23 exigências feitas pelo TCE”, colocou.

Sérgio também destacou que uma comissão independente do TCE já investigou denúncia semelhante a apresentada por Silval na delação. No entanto, foi determinado o arquivamento.

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Silval diz que pagava mensalinho para deputados… Pra provar apresenta um verdadeiro reality do balcão de recebimento de propina viva

><>O ex-governador Silval Barbosa, em sua premiada delação, disse que pagava uma espécie de mensalinho para os deputados, incluindo o atual prefeito de Cuiabá.

Essa história de mensalinho, marmita (lembra?)  sempre esteve permeando o universo politico local. Agora um delator apresenta o pagamento das referidas mesadas (outra denominação) aos então deputados Alexandre César ,  Emanuel Pinheiro (PMDB), atual prefeito de Cuiabá, Luciane Bezerra (PSB), atual prefeita de Juara, Hermínio Barreto (PR) e Ezequiel Fonseca (PP), atual deputado federal.

Duas aspas: a primeira da Gazeta Digital, que foca em Alexandre César e corre o risco de perder o cargo  procurador e a segunda, do DC, que foca em Emanuel Pinheiro, que já rebateu de pronto, dizendo que não recebeu propina.

Não esquecer que essas são partes de uma delação com 21 anexos. 

Alexandre César pode perder cargo de procurador do Estado

Celly Silva, repórter do GD

O procurador do Estado e ex-deputado estadual Alexandre César (PT) corre o risco de perder o cargo após os telejornais da TV Globo mostrarem, na quinta-feira (24), um vídeo em que ele aparece recebendo maços de dinheiro das mãos do ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), Sílvio César Corrêa Araújo, no Palácio Paiaguás.
Reprodução/TV Globo

Por meio de nota emitida nesta sexta-feira (25), a Procuradoria Geral do Estado (PGE) afirmou que considera as imagens graves e aguardará a retirada do sigilo da delação de Silval Barbosa para, caso identifique alguma infração aos deveres do cargo público de procurador que Alexandre César exerce, tomar as providências cabíveis, que podem incluir a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), que por sua vez, pode culminar com a demissão.

O vídeo em que o ex-deputado foi flagrado faz parte do acordo de delação premiada firmado entre Silval e o Ministério Público Federal (MPF), que já foi homologado pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), no início de agosto.

O dinheiro entregue a  era uma espécie de “mensalinho” pago pelo ex-governador a parlamentares em troca de apoio na Assembleia Legislativa (ALMT), falta de fiscalização na gestão do Executivo e consequente complacência com os diversos esquemas que são alvos de processos criminais contra Silval Barbosa, conforme ele próprio.

Ao Gazeta Digital, Alexandre César afirmou que não teve acesso ao conteúdo da denúncia de Silval Barbosa em razão do sigilo judicial do processo e que, por conta disso, não tem condições de se manifestar a respeito, o que fará após tomar conhecimento dos autos.

Na delação, Silval diz que filmou Pinheiro com propina

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem

O prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) foi um dos deputados estaduais que receberam propina do ex-governador Silval Barbosa (PMDB). O atual chefe do Executivo da Capital ocupou uma cadeira na Assembleia Legislativa entre os anos de 2010 a 2014, período em que o peemedebista esteve à frente do Palácio Paiaguás.

Em delação premiada firmada junto a Procuradoria Geral da República (PGR), Silval Barbosa apresentou uma gravação em vídeo onde aparece o ex-deputado recebendo dinheiro. O fato teria ocorrido entre 2012 e 2013.

O dinheiro foi entregue por Sílvio César Corrêa Araújo, ex-chefe de gabinete de Silval e seu braço direito no governo. Ele também firmou termino de colaboração premiada junto a PGR, e atualmente cumpre prisão domiciliar e é monitorado por meio de tornozeleira eletrônica.

Conforme o ex-governador, o pagamento era uma espécie de “mensalinho”, o qual era pago a diversos parlamentares para garantir apoio ao seu governo. No total, nove deputados teriam sido gravados recebendo a propina.

Na delação, Silval afirma que cada parlamentar recebia cerca de R$ 600 mil para não fiscalizar as obras do MT Integrado. À Procuradoria Geral da República, o peemedebista revelou que se comprometeu a repassar aos deputados entre 3% e 4% de um total de R$ 400 milhões.

As obras do MT Ingegrado estavam orçadas em R$ 1,4 bilhão com a promessa de interligar, com malha asfáltica, os 141 municípios mato-grossenses.

Silval foi mais além e afirmou que o esquema de pagamento aos deputados já estava em vigor na gestão do hoje ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), que o antecedeu no governo do Mato Grosso.

As declarações de Silval foram confirmadas pelo ex-deputado estadual José Riva, que também negocia um acordo de delação premiada com PGR. Em depoimento, o ex-presidente da Assembleia Legislativa garantiu que o prefeito de Cuiabá se beneficiou do mensalinho.

Por meio de nota, o prefeito Emanuel Pinheiro garante que nunca recebeu propina para apoiar o governo de Silval Barbosa. Ele diz que “refuta toda e qualquer ilação que possa ter sido alegada com intenção de enredá-lo nas supostas práticas criminosas que teriam sido admitidas numa possível delação”.

Leia também:
Entre aspas: Silval Barbosa, em delação premiada, confirma abraço a Blairo Maggi
 

Entre aspas: Na república das premiadas delações, Silval se entrega e confirma o seu abraço à Blairo Maggi

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Entre aspas: Silval Barbosa, em delação premiada, confirma abraço a Blairo Maggi

><>Silval, que era vice de Blairo e o sucedeu com o apoio do próprio, diz que recebeu dívida de R$ 17 milhões em troca do apoio à reeleição. BM diz em nota que as afirmações são ‘mentirosas e levianas’. Lembrando, aquilo que não conseguir provar, pode inclusive agravar a pena do delator ou mesmo anular a premiação.

Matéria assinada pelo jornalista Pablo Rodrigo.

Abre aspas: 

Silval Barbosa diz que pagou dívidas de Blairo Maggi

PABLO RODRIGO
Da Reportagem

O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) afirma ter se comprometido a pagar dívidas que totalizavam mais R$ 17 milhões do atual ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP), em troca de apoio para a sua reeleição ao governo do Estado em 2010. A informação consta na delação de Silval junto a Procurador Geral da República (PGR) e que foi homologada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, no dia 9 de agosto deste ano.

Na delação, o ex-chefe do Palácio Paiaguás diz que o acordo era para que ele assumisse a dívida com o empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o “Júnior Mendonça”. O valor se refere a empréstimos, que o ex-secretário Eder Moraes, teria feito para quitar alguns compromissos políticos do governo Blairo, como dívidas de sua campanha ao Senado Federal.

A delação de Silval vai de encontro aos depoimentos de Júnior Mendonça. O documento afirma que Mendonça realizava empréstimos para Eder Moraes, que dizia estar a mando do governo do Estado. Mendonça ainda disse que em 2011, Silval Barbosa e o empresário Genir Martelli, proprietário de uma transportadora, se responsabilizaram pelas dívidas do então senador Blairo Maggi.

Júnior Mendonça é o principal delator da Operação Ararath, que investiga desde 2010, a movimentação de mais de meio bilhão de reais através de crimes de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta de instituição financeira, transações financeiras clandestinas, corrupção ativa, corrupção passiva, falsidade ideológica e falsificação de documento público, que envolveu políticos do primeiro escalão em Mato Grosso e empresários para financiar campanhas políticas.

Silval também diz que dentre as dívidas de Blairo Maggi que assumiu, estariam as do empresário Valdir Piran, referentes às campanhas de 2006 e 2010.

OUTRO LADO – Por meio de nota, o ministro Blairo Maggi voltou a classificar as declarações do ex-governador como “mentirosas e levianas”, e que não “encontram amparo nos fatos, revelando apenas o desespero e sua estratégia montada para livra-se da cadeia.”

O ministro ainda diz que vem buscando junto ao STF, o acesso ao teor da delação de Silval para apresentar a sua defesa.

“Maggi mantém a consciência tranquila quanto aos seus atos na vida pública e na atividade empresarial”, finaliza a nota.

Já a defesa do empresário Júnior Mendonça, afirmou que ele já é colaborador perante a Justiça Federal de Mato Grosso e que “já esclareceu em seus depoimentos o referido episódio, estando a disposição da justiça para quaisquer novos esclarecimentos.”

O ex-secretário, Eder Moraes, disse por meio de nota que, “nunca contraiu qualquer tipo de dívida em nome de Blairo Maggi”. E que a delação de Silval é “fabricada e forjada”.

“Eder Moraes já responde judicialmente na Operação Ararath sobre essas acusações. Trata-se de um assunto requentado para expor o ministro Blairo Maggi. Silval mente e atira para todos os lados”, finaliza a nota.

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Entre aspas: Na república das premiadas delações, Silval se entrega e confirma o seu abraço à Blairo Maggi

><>Silval Barbosa em sua auto-delação confirma tudo aquilo que – de alguma forma – já sabíamos. A propina (termo da moda) sempre existiu.

O sábio Millôr Fernandes, certa vez chegou a dizer a mesma (propina) aconteceu até na construção das Pirâmides do Egito.

Acontece que somos especialistas em atrasar obras. Sem atraso não se tem como acrescentar os aditivos. A cultura do atraso está tão impregnada na gestão pública que, ao iniciar qualquer investigação sobre propinas, os órgãos de fiscalização (TCU, TCEs, MPF, MPEs) a primeira medida que tomam é paralisar a obra. Enquanto que a obra é o que importa, pois é ela que vai beneficiar a população.

Voltando ao Millôr: quem recebeu a propina na construção das pirâmides, passou. As pirâmides estão aí para nossa satisfação. Digo eu, João Bosquo, quem recebeu propina na construção do Colégio Liceu Cuiabano (uma obra magnífica) passou; mas o Liceu está aí, cumprindo sua missão – educar – e para nossa satisfação em ver esse majestoso equipamento urbano.

Agora, começar a obra, sabendo que não vai terminar, é um crime. Como é criminosa a cultura do sucessor não dar continuidade à obra do antecessor. Silval não deu continuidade ao BRT, mudou para o VLT e Pedro Taques não deu continuidade ao VLT. Desculpas, alegações, justificativas para isso não faltam.

Precisamos debater mais sobre essa questão. Ponto.

Voltemos as nossas aspas: Silval Barbosa, além do envolvimento de Blairo Maggi, agora abraça Romoaldo Júnior…

Abre aspas, para a reportagem de Karine Miranda:

Silval assume propina de R$ 18 mi na execução da Arena Pantanal

Karine Miranda, repórter do GD

O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) afirmou que negociou propina na execução da obra de construção da Arena Pantanal, estádio construído para Copa do Mundo de 2014. Foi negociada junto à empresa Mendes Júnior, responsável pela obra, propina de 3% em cada etapa da Arena, que custou mais de R$ 600 milhões. Isso significa que foram pagos R$ 18 milhões em propina.

As informações fazem parte da delação premiada de Silval, homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e que já teve como alvo o ministro Blairo Maggi (PP), que teria pagado R$ 3 milhões ao ex-secretário Eder Moraes para que ele mudasse o depoimento e o inocentasse do suposto acordo para compra de cadeiras no Tribunal de Contas do Estado. O ex-governador também diz que pagou outros R$ 3 milhões,  totalizando R$ 6 milhões.

Mayke Toscano/Secom-MT

Silval assume propina na execução da Arena Pantanal

Em novo trecho da delação, Silval afirmou que novamente Eder Moraes, que na ocasião atuava como secretário da Copa do Mundo (Secopa), deu o auxílio para a negociação da propina. Valendo-se de secretário da Secopa, Eder teria procurado a empresa Mendes Júnior para acertar o valor que seria pago.

Ficou acordado que a empresa pagaria 3% do valor da obra, que custou R$ 600 milhões e teve início em 2010. Este valor, por sua vez, seria repassado diretamente a Eder, que o entregaria a Silval.

Com a saída de Eder da Secopa, em 2012, essa “função” teria sido assumida pelo novo secretário Maurício Guimarães. Toda a propina arrecadada, segundo Silval, teria sido destinada para o pagamento de dívidas de campanha eleitoral.

Ainda segundo o ex-governador, a empresa Canal Livre Comércio e Serviços também pagou propina ao deputado estadual Romoaldo Júnior (PMDB), para ser uma espécie interlocutor da empresa junto a Silval. A empresa era responsável por implantar o sistema de iluminação, informação e tecnologia da Arena Pantanal.

Silval teria recebido entre R$ 200 mil e R$ 300 mil através do deputado. O ex-governador, porém, não informou o valor que o deputado teria embolsado como propina pela execução obra, que só ficou pronta 4 anos depois de seu início e sediou apenas 4 jogos do Mundial.

Outro lado – Tanto o ex-secretário Eder quanto o deputado negaram as acusações e afirmaram inocência. Já as empresas Mendes Júnior e a Canal Livre não se pronunciaram sobre o caso.

Fonte: Gazeta Digital

Leia também: Entre aspas: O ministro Blairo Maggi no radar do MPF não consegue acesso as denúncias de Silval Barbosa

Entre aspas: Silval abraça Blairo Maggi e o leva para o meio do furacão

Entre aspas: Apelidado de ‘Caldo’, Blairo Maggi recebeu R$ 12 mihões, diz Odebrecht

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Entre aspas: O ministro Blairo Maggi no radar do MPF não consegue acesso as denúncias de Silval Barbosa

><>O ministro, senador licenciado e ex-governador Blairo Maggi tentou acessar as ações que transcorrem em segredo de Justiça no STF, mas não conseguiu. Eis a informação veiculada no Diário de Cuiabá, em reportagem assinada por Kamila Arruda. Abre aspas:

Maggi sofre nova derrota no STF

Da Reportagem

O ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP) teve mais uma tentativa frustrada de acessar as ações sigilosas que tramitam contra a sua pessoa no Supremo Tribunal Federal (STF). A ministra Cármen Lúcia voltou a negar o pedido do progressista nesta terça-feira (15).

No início deste mês, a Corte Suprema já havia negado o mesmo pedido. O ministra, por sua vez, havia concedido a ele a possibilidade de ter uma cópia dos processos que são de acesso público.

Maggi recorreu da decisão, e teve o pedido novamente negado pela presidente do STF.

O ministro teve o nome citado em três colaborações premiadas referentes às ações que tramitam sob segredo de justiça no STF. Além de ter sido lembrado nas delações de ex-executivos da Odebrecht, o ministro ainda foi citado nos depoimentos do ex-governador Silval Barbosa e do ex-secretário da Casa Civil, Pedro Nadaf.

Todas as delações encontram-se em sigilo sob a relatoria do ministro Luiz Fux. Devido ao fato de elas estarem em sigilo, apenas o relator tem acesso ao conteúdo. Foi com base neste princípio que Cármem Lúcia negou o pedido de Maggi.

Na última sexta-feira (11), o Jornal Nacional revelou parte da colaboração premiada de Silval Barbosa. Conforme a reportagem, Maggi teria pago R$ 3 milhões ao ex-secretário de Estado Eder Moraes, para que ele mudasse a sua versão a cerca de uma denúncia de compra de vaga no Tribunal de Contas do Estado. (KA)

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Entre aspas: Silval abraça Blairo Maggi e o leva para o meio do furacão

><> O Ministro do governo golpista de mishell temer, senador licenciado e ex-governador Blairo Maggi sempre preocupou-se com a sua imagem pública… Até o escândalo dos maquinários, que apesar do volume não colou à sua imagem, mas agora, com a repercussão nacional e por estar participando de um governo reconhecidamente corrupto (Diga-me com quem andas…) a dificuldade é maior e manter-se blindado.

Nós aqui, eu e Meu Peixe, por exemplo – pode procurar nos nossos arquivos -, defendíamos BM, tanto que tínhamos como nome ideal na sucessão de Dilma Rousseff, ou pelo menos, como vice de Lula, mas agora não acreditamos que se reeleja, a não ser que ‘invi$ta’ de verdade na campanha, diferente do que foi 7 anos atrás.

A matéria abaixo é da repórter Karine Miranda, do Gazeta Digital.

Abre Aspas:

Silval diz que ele e Maggi pagaram para Éder mudar depoimento

Karine Miranda, repórter do GD

 O ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), afirmou que ele e o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), pagaram R$ 6 milhões ao ex-secretário Eder Moraes para que ele mudasse o depoimento sobre um suposto acordo para compra de cadeiras no Tribunal de Contas do Estado,  a fim de inocentá-los.

As informações fazem parte da delação premiada de Silval, homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e divulgada pelo “Jornal Nacional”, da Rede Globo, na noite desta sexta-feira (11).

João Vieira

Silval diz que ele e Maggi pagaram  Éder

Conforme a reportagem, Silval revelou à Procuradoria Geral da República como funcionava um esquema de corrupção no Estado na época em que Blairo era governador, entre 2003 e 2010, e depois quando assumiu o governo em 2011.

Aos procuradores, Silval disse que Eder Morais denunciou que os dois ex-governadores sabiam de uma compra de vagas no Tribunal de Contas do Estado. O esquema teria relação com a Operação Ararath, que investiga crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional.

Por conta deste depoimento, segundo a reportagem, Eder procurou Silval e pediu R$ 12 milhões para voltar atrás no que havia dito ao Ministério Público. Tanto Silval quanto Maggi aceitaram pagar, porém, a metade do exigido, ou seja, R$ 6 milhões. O dinheiro, segundo Silval, teria sido entregue a Eder pelo jornalista Gustavo Capilé, que é próximo de Maggi.

Ainda segundo Silval, o próprio Blairo confirmou que o pagamento foi feito em dinheiro vivo, entre 2014 e 2015. Já a “cota” de Silval foi entregue pelo então chefe de gabinete dele, Sílvio Cesar Corrêa Araújo, parte em dinheiro vivo, e outra parte usada para quitar uma divida de R$ 800 mil de Eder.

Após o pagamento, Eder voltou atrás e disse ter mentido no depoimento anterior. Com a mudança da versão, Maggi teve o inquérito que o investigava sobre o caso arquivado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, em 2016.

Agencia Brasil 

Maggi nega repasse de dinheiro a Eder

Propina – Ainda na delação, Silval também citou que repassou R$ 4 milhões ao deputado federal Carlos Bezerra (PMDB-MT) pra que apoiasse uma candidatura à Prefeitura de Cuiabá. Ele também falou de pagamento de propina ao senador Wellington Fagundes (PR-MT), porém não revelou os valores.

Outro lado – Por meio de nota à imprensa, Maggi afirmou que Silval mentiu em delação e que não houve pagamentos feitos ou autorizados por ele. Além disso, garantiu que “jamais se utilizou de meios ilícitos na vida pública ou nas empresas”

Fonte: Gazeta Digital

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Entre aspas: Uol Esporte, que sempre acompanhou a questão, abre hoje com notícia da operação contra fraude em obras do VLT

><> O portal UOL, vamos combinar, foi o primeiro veículo a questionar, desde a mudança de modal, de BRT para VLT, inclusive com apontamento dos vencedores da licitação. Todos que acompanham a questão sabiam que uma hora ou outra outros – além Silval Barbosa, Eder Moraes e José Riva – seriam envolvidos. 

Polícia Federal faz operação contra fraude em obras do VLT de Cuiabá

Do UOL, em São Paulo 09/08/201710h26

Uma operação que investiga fraudes em obras do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) em Mato Grosso foi colocada em prática nesta quarta-feira pela Polícia Federal do Estado. Ao todo são 18 mandados de busca e apreensão, com epicentro em Cuiabá, mas também em outras regiões do país.

As obras do VLT estavam previstas para a Copa do Mundo de 2014, mas estão paradas desde dezembro do mesmo ano, por força de decisão judicial – no total, elas já custaram mais de R$ 1 bilhão.

Deflagrada nesta quarta-feira, a Operação Descarrilho apura os crimes de fraude, associação criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de capitais, em tese ocorridos durante a escolha do modal do VLT e sua execução em Cuiabá.

Nesta quarta, estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão, sendo dez em Cuiabá, um em Várzea Grande (MT), um em Belo Horizonte, um no Rio de Janeiro, um em Petrópolis (RJ), dois em São Paulo e dois em Curitiba. A Polícia Federal cumpre ainda um mandado de condução coercitiva na capital mato-grossense.

Durante a investigação de PF e Ministério Público, foram colhidos indícios de acertos de propina com representantes de empresas integrantes do Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande, bem como desvio de recursos por intermédio de empresas subcontratadas pelo consórcio.

Fonte: Polícia Federal faz operação contra fraude em obras do VLT de Cuiabá – Futebol – UOL Esporte

O que disse a Gazeta: Abre aspas: 

PROPINA NO VLT

Ex-secretário da Copa sai pelos fundos após interrogatório de 4 horas na PF

Celly Silva, repórter do GD

Após passar a manhã prestando depoimento ao delegado Wilson Rodrigues, na sede da Superintendência Regional da Polícia Federal, em Cuiabá, o ex-secretário extraordinário da Copa, Maurício Guimarães, evitou a imprensa e deixou o local pela porta dos fundos, acompanhado de dois advogados, os mesmos que também fazem a defesa do ex-chefe da Casa Civil Paulo Taques, preso por envolvimento no escândalo dos grampos ilegais.


Ex-secretário da Copa Maurício Guimarães

Maurício Guimarães foi alvo de condução coercitiva na operação “Descarrilho”, que apura crimes de fraude a processo licitatório, associação criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro, ocorridos durante a escolha da execução do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Cuiabá e Várzea Grande.

Leia também – Governo suspende negociação com Consórcio para retomada do VLT

O ex-secretário amanheceu com policiais federais em sua casa e levado à sede da PF por volta de 7 horas da manhã desta quarta-feira (9).

Veja a saída de Maurício Guimarães da sede da Polícia Federal em Cuiabá:

Ele deixou o local por volta das 11h30, evitando os jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas que o aguardavam na recepção da PF e saindo pela porta dos fundos, onde os advogados puderam estacionar a Amarock e sair sem ter contato com a imprensa. Eles também conseguiram recuperar um computador que havia sido apreendido.

Além do mandado condução coercitiva, também foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão em residências e empresas, sendo 10 em Cuiabá, um em Várzea Grande, um em Belo Horizonte (MG), um no Rio de Janeiro (RJ), um em Petrópolis (RJ), dois em São Paulo (SP) e dois em Curitiba (PR).

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Prefeitura de Cuiabá inaugura mais uma linha expressa, na qual os ônibus só param em pontos pré-determinados; usuários aprovam

A nova linha expressa irá atender Osmar Cabral e região e moradores aprovam a linha expressa

Por Sid Carneiro | Repercutiu de forma positiva a inauguração nesta terça-feira, 29, da terceira linha expressa do transporte coletivo de Cuiabá, partindo do bairro Osmar Cabral até a Praça Bispo, no centro de Cuiabá. Segundo o diretor de Trânsito da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), Nicolau Budib, o tempo de viagem antes de uma hora e cinco minutos reduziu para exatos 40 minutos. Nesta modalidade, serão realizadas duas viagens por dia às 6h00 e 7h00.

Nicolau disse que com base na experiência de outras duas linhas, no bairro Pedra 90 e Parque Cuiabá em funcionamento, o objetivo é proporcionar aos usuários do transporte uma viagem rápida e com segurança para os passageiros destas regiões. Continue Reading

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Wilson Santos, Cassandras e Tirésias

WILSON SANTOS, CASSANDRAS E TIRÉSIAS (E.M)Em 19 de outubro de 2016, a Comissão Parlamentar de Inquérito, presidida…

Publicado por Eduardo Mahon em Sexta, 28 de abril de 2017

 WILSON SANTOS, CASSANDRAS E TIRÉSIAS (E.M)

Em 19 de outubro de 2016, a Comissão Parlamentar de Inquérito, presidida pelo Dep. Oscar Bezerra entregou ao então Presidente da ALMT, Dep. Guilherme Maluf, um relatório dando conta do desvio de R$ 541 milhões das obras da Copa, na gestão de Silval Barbosa. A conclusão foi pelo indiciamento de 96 agentes públicos, 16 empresas privadas e 7 consórcios, incluindo o que é responsável pelo Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Pelo que foi apurado pela CPI, as empresas que atuaram no malsinado VLT deveriam devolver 316 milhões de reais aos cofres públicos. Essa foi a informação oficial, publicada no sítio da própria Assembleia Legislativa, por meio da assessora Priscila Mendes, da Assessoria de Comunicação. Continue Reading

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Entre aspas: Eduardo Gomes, do DC, diz que lista de José Riva pode aumentar de tamanho

><>Matéria assinada pelo jornalista Eduardo Gomes, do Diário de Cuiabá, que conversou com o deputado José Riva, informa que a lista de beneficiados com o mensalinho (marmita, no dizer do deputado Carlos Bezerra) na Assembleia Legislativa e começou no governo Dante de Oliveira (que se elegeu pelo PDT e depois mudou para o PSDB) pode aumentar. Esperar não custa nada e ver.

Abre aspas:

Lista de Riva pode ganhar novos nomes

Ex-deputado diz que colabora com a Justiça e que durante 20 anos o esquema funcionou na Assembleia sem interrupção

EDUARDO GOMES
Da Reportagem

Silêncio nunca fez parte do perfil de José Riva em suas relações com jornalistas. Agora, porém, ele não fala mais. Mesmo assim, em duas frases arrancadas numa demorada conversa o ex-homem forte da Assembleia Legislativa disse duas coisas relevantes sobre o suposto ‘mensalinho’ que seria repassado a deputados nas últimas legislaturas: garantiu que não faltou com a verdade ao revelar a relação à juíza Selma Rosane de Arruda, e que a mamata nunca foi interrompida do início do governo de Dante de Oliveira (1995) ao término da administração de Silval Barbosa (2014). Uma fonte ligada a ele acrescentou que o número de denunciados pode aumentar. Continue Reading

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Quais eram os deputados (citados e não citados por José Riva) da 15ª Legislatura 2003-2007

Os nomes estão em ordem alfabética, os partidos aos quais eram filiados e sua condição parlamentar:clique aqui

Nome do parlamentar Partido Condição
Ademir Brunetto (Ademir Antonio Brunetto) PT Titular
Alencar Soares (Alencar Soares Filho) PSDB Titular
Ana Carla (Ana Carla Luz Borges Leal Muniz) PPS Titular
Aparecido Alves (Aparecido Alves de Oliveira) PSDB Titular
Campos Neto (Goncalo Domingos de Campos Neto) PFL Titular
Carlos Brito (Carlos Brito de Lima) PSDB Titular
Chico Daltro (Francisco Tarquinio Daltro) PDT Titular
Clóvis Roberto (Clovis Roberto Balsalobre de Queiroz) PSDB Titular
da Silva (Francisco da Silva Leite) PSB Titular
Dilceu Dal Bosco (Dilceu Antonio Dal Bosco) PSDB Titular
Dimas Melo (Dimas Alves Barbosa e Melo) PMDB Titular
Eliene (Eliene Jose de Lima) PSB Titular
Gilmar Fabris (Gilmar Donizete Fabris) Sem partido Titular
J. Barreto (Hermínio José Barreto) PR Titular
João Malheiros (Joao Antonio Cuiabano Malheiros) PR Titular
José Carlos de Freitas (Jose Carlos de Freitas Martins) PPB Titular
José Riva (Jose Geraldo Riva) Sem partido Titular
Juarez Costa (Juarez Alves da Costa) PMDB Titular
Juliano Jorge (Juliano Jorge Boraczynski) PL Titular
Mauro Savi (Mauro Luiz Savi) PSB Titular
Naildo (Naildo da Silva Lopes) PPS Titular
Nataniel de Jesus (Nataniel Nazareno Ferreira) PMDB Titular
Pedro Satélite (Pedro Inacio Wiegert) PSD Titular
Renê Barbour (Rene Barbour) PSDB Titular
Robson Silva (Robson Luiz Soares da Silva) PPB Titular
Ságuas (Saguas Moraes Souza) PT Titular
Sebastião Rezende (Sebastiao Machado Rezende) PSC Titular
Sérgio Ricardo (Sergio Ricardo de Almeida) PR Titular
Sidney Salomé (Sidney Pires Salome) PMDB Titular
Silval Barbosa (Silval da Cunha Barbosa) PMDB Titular
Verinha (Vera Lucia Pereira Araujo) PT Titular
Wagner Ramos (Jeferson Wagner Ramos) Sem partido Titular
Zé Carlos do Pátio (Jose Carlos Junqueira de Araujo) Sem partido Titular
Zé Domingos Fraga (Jose Domingos Fraga Filho) PSD Titular

Fonte: AL-MT

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Quais eram os deputados (citados e não citados por José Riva) da 14ª Legislatura 1999-2003

Os nomes estão em ordem alfabética, os partidos aos quais eram filiados e sua condição parlamentar:

Nome do parlamentar Partido Condição
Alencar Soares (Alencar Soares Filho) PSDB Titular
Amadeu Tamandaré (Amadeu Teles Tamandare) PMDB Titular
André Bringsken (Jacob Andre Bringsken) PSDB Titular
Batico de Barros(Sebastiao Norberto de Barros) PMDB Titular
Baú(Jose Antonio de Almeida) PSDB Titular
Benedito Pinto(Benedito Pinto da Silva) PMDB Titular
Campos Neto(Goncalo Domingos de Campos Neto) PFL Titular
Carlos Brito(Carlos Brito de Lima) PSDB Titular
Chico Daltro(Francisco Tarquinio Daltro) PDT Titular
Chiquinho Garcia(Francisco Dantas Garcia) PSDB Titular
Duda Barros(Jose Eduardo Barbosa Barros) PSDB Titular
Edmilson Paulista(Edmilson Paulista Martins) PSC Titular
Elarmim Miranda(Elarmin Miranda) PMDB Titular
Eliene (Eliene Jose de Lima) PSB Titular
Emanuel Pinheiro(Emanuel Pinheiro) Sem partido Titular
Everaldo Simões(Everaldo Simoes de Andrade) PFL Titular
Gilney Viana(Gilney Amorim Viana) PT Titular
J. Barreto(Hermínio José Barreto) PR Titular
Jair Mariano(Jair Mariano) PPS Titular
José Carlos de Freitas(Jose Carlos de Freitas Martins) PPB Titular
José Riva(Jose Geraldo Riva) Sem partido Titular
Milton Rodrigues(Milton Ferreira Rodrigues) PSD Titular
Moacir Pires(Moacir Pires de Miranda Filho) PFL Titular
Nico Baracat(Ernandy Mauricio Baracat Arruda) PMDB Titular
Nilson Leitão(Nilson Aparecido Leitao) PSDB Titular
Nilson Porto(Nilson Novaes Porto) PSB Titular
Pedro Satélite(Pedro Inacio Wiegert) PSD Titular
Renê Barbour(Rene Barbour) PSDB Titular
Roberto Nunes(Carlos Roberto Santana Nunes) PSDB Titular
Romoaldo Júnior(Romoaldo Aloisio Boraczynski Junior) PMDB Titular
Silval Barbosa(Silval da Cunha Barbosa) PMDB Titular
Túlio Fonte(Tulio Aurelio Campos Fontes) PSDB Titular
Wilmar Peres(Wilmar Peres de Farias) PPB Titular
Zé Carlos do Pátio(Jose Carlos Junqueira de Araujo) Sem partido Titular

Fonte: Assembleia Legislativa de Mato Grosso

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Entre Aspas da Gazeta: Dinheiro da AL comprou vaga de Sérgio Ricardo, diz Riva

COMPRA E MENSALÃO

Dinheiro da AL comprou vaga de Sérgio Ricardo, diz Riva

Foto: João Vieira/AGazeta

Rafael Costa, repórter do GD O ex-deputado estadual José Riva (sem partido) revelou na tarde desta sexta-feira (31) que a quantia de R$ 2,5 milhões desviado dos cofres da Assembleia Legislativa serviu de pagamento para comprar a vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE) em favor do ex-deputado estadual Sérgio Ricardo.

Atualmente, Sérgio Ricardo está afastado do TCE desde janeiro deste ano por força de uma liminar concedida pelo juiz da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Popular, Luis Aparecido Bortolussi Júnior.

O Ministério Público Estadual (MPE) acusa Sérgio Ricardo de comprar a vaga de conselheiro do TCE de Alencar Soares pelo valor de R$ 12 milhões. Continue Reading

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José Riva entrega nomes de deputados e ex-deputados que recebiam o ‘mensalinho’ e poupa apenas Chico Daltro, Zé Carlos do Pátio, Ságuas Morais e Verinha

O ex-deputado José Riva volta a ser interrogado em juízo e entrega o nome de 32 deputados e ex-deputados que, durante sua gestão como presidente e/ou primeiro-secretário, recebiam mensalinho. (veja o vídeo)

Os citados são: Silval Barbosa, Sérgio Ricardo, Mauro Savi, Dilceu Dal Bosco, Campos Neto, Airton Português, Alencar Soares, Carlão Nascimento, Pedro Satélite, Renê Barbour, Zeca D’Ávila, José Carlos de Freitas, Eliene Lima, Carlos Brito, Sebastião Rezende, Zé Domingos, Wallace Guimarães, Percival Muniz, Nataniel de Jesus, Humberto Bosaipo, João Malheiros, Gilmar Fabris, Wagner Ramos, Adalto de Freitas, Nilson Santos, Juarez Costa,  Walter Rabello, Chica Nunes, Guilherme Maluf, Ademir Bruneto, Chico Galindo e Antônio Brito.

Riva ressalva apenas que “No período de 2003 – 2007 posso precisar com certeza que Chico Daltro, Zé Carlos do Pátio, Ságuas Morais e Verinha não receberam”.

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Só Selma Arruda Salva – por Enock Cavalcanti

Enock Cavalcanti, jornalista e blogueiro

Meus amigos, meus inimigos: a juíza Selma Arruda, além de manter na prisão inimigos políticos do atual governador, firmando a moralidade administrativa no Estado, ainda que sob o sacrifício seleto do PMDB de Silval Barbosa, merece agora também muitos encômios por destravar situação de incômodo que, há anos, vinha sustentando cizânia dentro do plantel de notáveis operadores do Direito que compõem o Tribunal de Justiça, excelso plenário da Justiça em nosso Estado.

Ora, que pena que o desembargador Tadeu Cury, de tão saudosa memória, não esteja vivo para participar dos atuais festejos, ele que também foi alvo do vitupério dos maledicentes.

Sim, depois de tantas sentenças incômodas colhidas no STF, no STJ e no próprio TJ-MT, eis que os magistrados denunciados como corruptos pelo desembargador Orlando Perri, então corregedor de Justiça, uma espécie de Robespierre pantaneiro, que tanto desgaste desnecessário trouxe à honra da magistratura mato-grossense, veem agora o Escândalo da Maçonaria colocado, finalmente, em pratos limpos. Continue Reading

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Entre aspas: Francisco Faiad, ex-presidente da OAB-MT, ex-secretário de Estado de Administração, ex-candidato a vice-prefeito, é preso

O assunto que repercutiu nesta manhã em Cuiabá foi a prisão do ex-presidente da OAB-MT, ex-secretário de administração do Estado, gestão Silval Barbosa, e ex-candidato a vice-prefeito de Cuiabá, Francisco Faiad.

O escritório de Faiad é um dos mais famosos de Mato Grosso, que atendeu, inclusive este blogueiro, em uma demanda trabalhista.

Ex-secretário e mais quatro são presos em operação por fraude

Policiais civis estão desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira (14), cumprindo mandados

Francisco Faiad

O ex-secretário Francisco Faiad é um dos presos na 5ª fase da Operação Sodoma Foto: Marcus Mesquita/MidiaNews

DA REDAÇÃO 

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã desta terça-feira (14)  5ª fase da Operação Sodoma, que investiga fraudes à licitação, desvio de dinheiro público e pagamento de propinas.

A propina teria sido paga por representantes da empresa Marmeleiro Auto Posto LTDA e Saga Comércio Serviço Tecnológico e Informática  LTDA, em benefício da organização criminosa comandada pelo ex-governador, Silval da Cunha Barbosa.

A investigação presidida pela Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública cumpre cinco mandados de prisão preventiva, nove de condução coercitiva e nove de busca e apreensão domiciliar, nos estados de Mato Grosso, Santa Catariana e Distrito Federal. Participam da operação 17 equipes de policiais civis, compostas por delegados, investigadores e escrivães. Continue Reading

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O ministro Blairo Maggi, acusado de envolvimento no esquema de compra e venda de vagas no TCE-MT, usa a sua página do facebook para “combater o bom combate” e publica o parecer da PGR que o excluiu da Operação Ararath e se dizer inocente

Blairo Maggi, acusado de envolvimento no esquema de compra e venda de vagas no TCE-MT, publicada nota em sua página no Facebook:

Abre aspas: Muitos amigos têm acompanhado a repercussão na mídia de uma decisão no mínimo inusitada. Nove meses depois de inocentado pelo Procurador-Geral da República, Dr Rodrigo Janot, no âmbito das investigações da Operação Ararath, e, também, após as investigações criminais contra mim terem sido arquivadas pelo STF, fui surpreendido por uma decisão liminar de um juiz de Mato Grosso, recebendo uma denúncia e me tornando réu, em ação civil, que deriva dos mesmos fatos, sem que nada de novo tenha surgido.

Isso me fez reviver um pesadelo. Afinal, como posso ser inocente de um crime e culpado pelos seus danos? Decidi me recolher, meditar e não permitir que sentimentos ruins me envenenassem. Foi então que me veio à mente a frase de São Paulo na carta a Timóteo: “combate o bom combate com fé e boa consciência; pois alguns, rejeitando a boa consciência, naufragaram na fé”.

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Leia a íntegra da decisão do juiz Luís Aparecido Bortolussi Jr., da Vara Especializada Ação Civil Pública e Ação Popular, que determina o afastamento do conselheiro Sérgio Ricardo, do Tribunal de Contas do Estado (TCE/MT) e bloqueio de bens de Blairo Maggi

Confira a íntegra da decisão

Decisão->Determinação->Indisponibilidade de bens
OBS: Tendo em vista que o Sistema Informatizado de Primeira Instância – APOLO não suportou o lançamento, na íntegra, da decisão proferidas neste feito, segue, abaixo, apenas a parte DISPOSITIVA da mesma:

(…)

Diante das razões apontadas, afastadas as preliminares, DECIDO:

1. Recebo a petição inicial em relação aos réus Alencar Soares Filho, Blairo Borges Maggi, Eder de Moraes Dias, Gercio Marcelino Mendonça Júnior, Humberto Melo Bosaipo, José Geraldo Riva, Leandro Valoes Soares, Sérgio Ricardo de Almeida e Silval da Cunha Barbosa, para que surta seus efeitos legais;

2. DEFIRO, em sede de liminar, o pedido de concessão da medida liminar de indisponibilidade de bens de todos os réus, até o limite do valor de R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais), solidariamente, para fins de acautelamento visando a aplicação das penas contidas no artigo 12, da Lei nº 8429/1982 (ressarcimento integral do dano, multa civil etc.) e, para tanto, determino:

2.1)- Proceda-se o bloqueio, por meio do Sistema BacenJud, dos valores encontrados na contas bancárias e aplicações financeiras, até o montante de R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais), solidariamente, ressalvado o valor equivalente ao total da remuneração do Governador do Estado de Mato Grosso e eventuais verbas destinadas para pagamento de pensão alimentícia dos réus agentes públicos; Continue Reading

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A turma da botina estaria se rearticulando com vistas ao Paiaguás, já em 2018

Com raríssimas – e bota raríssima nisso – aquele que usufruiu o poder sempre pensa em usufruir novamente.

Assim é a humanidade. Assim também é a turma da botina que comandou o poder executivo por oito anos incompletos, entre primeiro de janeiro de 2003 e 31 de março de 2010, quando Blairo Maggi foi governador eleito e reeleito e renunciou para disputar o Senado.

Meu Peixe, em suas conversas de bastidores, ficou sabendo que a turma da botina está tentando se reaglutinar sob a ‘liderança’ do ministro Blairo Maggi, que inclusive já manifestou o ‘desejo’ de disputar a presidência da República, como candidato da direita desde que reúna três ou quatro partidos – entre eles o PMDB – por questão de tempo na TV.

O poder econômico – agronegócio, bancos e parte da indústria que sobreviver à Lava-jato – já teria manifestado na surdina a disposição de financiar essa candidatura. Continue Reading

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A Donzela Tenebrosa do PT

Por Johnny Marcus

No livro “He – A Chave do Entendimento da Psicologia Masculina”, o psicoterapeuta estadunidense Robert A. Johnson narra a trajetória do jovem Parsifal, em busca do Graal. Em sua caminhada, o aspirante a cavaleiro da Távola Redonda se defronta com inúmeros desafios antes de chegar (ou não) a seu objetivo. A obra é um raio-x da alma masculina em busca de iluminação. A chave de tudo, de acordo Johnson, está na perfeita harmonia que todo homem deve ter com sua “anima” (princípio animador da vida; mulher interior – segundo Jung). Nada a ver com sexualidade, deixemos bem claro.

Quando finalmente chega à corte do Rei Arthur, Parsifal – agora consagrado cavaleiro com pompa e circunstância – depara-se com a “Donzela Tenebrosa”. Diz o livro: “No auge das festividades dos três dias, a mais horripilante das donzelas aparece como um desmancha-prazeres. Vem montada numa mula velha e decrépita, manca das quatro patas. Traz os negros cabelos arranjados em duas tranças. […] Sua missão era a de mostrar, durante o festival, o reverso da medalha. Aliás, uma tarefa que executa com genialidade. Todos os presentes ficam paralisados. Ela então cita um a um os erros e atos estúpidos cometidos por Parsifal, além da pior de todas as falhas: não ter formulado a pergunta no Castelo do Graal. […] O cavaleiro é humilhado e silenciado diante de toda a corte que, instantes antes, o colocava nos céus. Com a mesma certeza de que o sol se põe, a Donzela Tenebrosa irromperá na vida de um homem sempre que ele atinge o ápice do sucesso”.

O PT, assim como todos os outros, é um partido político essencialmente masculino e dirigido sob a égide do patriarcado. Politicamente falando, o PT é Parsifal. “Ascensão e queda são dois lados da mesma”, canta Humberto Gessinger. A Ação Penal 470 (vulgo mensalão); o escândalo da Petrobrás e por fim o impeachment da presidenta Dilma Rousseff não deixam margem à dúvidas. Golpismos e condenações à base de “liberdade poética” a parte, o Partido dos Trabalhadores está diante de sua Donzela Tenebrosa. A fantasia é rasgada em plena avenida.

Prefeitura de Cuiabá O modelo de gestão petista para as cidades sempre foi altamente eficiente e elogiado internacionalmente. Poderia, não fosse pelo ego e omissão de seus dirigentes, também ter dado certo em Cuiabá. O Comitê da Maldade impediu que Alexandre César chegasse ao Alencastro em 2004. Em 2008, a popularidade de Lula estava na estratosfera e o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), significava uma revolução na área de saneamento básico. Dois anos antes, Carlos Abicalil tinha sido reeleito deputado federal com votação recorde. Aproveitando essa conjuntura, poderia ter sido candidato a prefeito e muito provavelmente teria batido Wilson Santos. Mas não, a meta de Abicalil era o senado em 2012. Outra estrela petista, a então senadora Serys Slhessarenko, também desdenhou da prefeitura e apostou na reeleição. A briga fraticida foi deprimente.

Sendo assim, por movimentação da sempre aguerrida militância, o PT fez suas prévias e o engenheiro José Afonso Portocarrero venceu o médico Alencar Farina. Ungido candidato, Carrero não contava com a astúcia de seus adversários internos e, numa tramoia vergonhosa, foi escanteado para vice em chapa encabeçada por Vera Araújo. Não satisfeitos, os caciques petistas locais também destituíram a candidatura própria e foram se aliar a Mauro Mendes. O sonho durou pouco. Wilson Santos foi reeleito.

Em 2012, a aposta do PT foi o médico e combatente vereador Lúdio Cabral. Até Lula veio fazer comício de apoio. Mas não tem santo que dê jeito em coligação que tenha Silval Barbosa, Carlos Bezerra e Éder Moraes. Ainda mais quando Lúdio sobe na barca furada de assegurar, em palanque, que todas as obras para a Copa do Mundo serão concluídas dentro do prazo. Sabe nada, inocente. Resumo da ópera: Lúdio é derrotado por Mauro Mendes – aquele mesmo que o PT abraçara na eleição anterior. Agora em 2016, Lúdio Cabral não quer saber de eleição. Ele e tantos outros potenciais candidatos petistas Brasil afora preferem ficar na defensiva. É o tempo do apuro. De qualquer forma, não importa qual dos golpistas vencer a eleição de hoje, o grande derrotado será o PT.

De volta ao livro de Robert A. Johnson, Parsifal é humilhado pela Donzela Tenebrosa por não ter sabido formular a pergunta correta no Castelo do Graal. Cometendo um “psicologismo”, atrevo-me a dizer que o PT é Parsifal às avessas. Pois enquanto um não soube fazer a pergunta correta, o outro não soube dar a resposta correta.

Indubitavelmente, a chegada do Partido dos Trabalhadores ao poder com Lula em 2002 causou uma revolução social no Brasil. Milhões saíram da miséria, tiveram acesso à moradia, crédito e ensino superior. Porém, muito mais poderia ter sido feito e, para dar a resposta correta ao povo brasileiro, o partido deveria ter ouvido mais o povo. Muito mais.

Apesar de ter falhado na primeira vez em sua missão, Parsifal ganha uma segunda chance. Mas antes de essa nova oportunidade chegar será um preciso percorrer um longo caminho de expurgo. E somente com a maturidade da experiência, o cavaleiro terá plenas condições de fazer a pergunta correta. Maturidade que também faltou ao PT para dar a resposta correta ao povo brasileiro.

Legislando (sempre) em causa própria Conforme ensina meu grande amigo e especialista em legislação eleitora, Lenine Póvoas, se um chefe do Executivo (prefeito, governador, presidente) se desincompatibiliza do cargo para concorrer a outro cargo eletivo e não é eleito, não pode retornar ao mandato. Estranhamente o mesmo não vale para o Legislativo. Vereadores, deputados estaduais e federais e senadores podem aproveitar as eleições municipais para ganhar visibilidade para a eleição seguinte e depois reassumirem seus mandatos tranquilamente. Outra vantagem é que podem reeleger-se “ad infinutum”, enquanto que o Executivo não tem mais essa possibilidade. Esses privilégios do Legislativo, claro, não chegaram nem perto de serem debatidos na reforma eleitoral conduzida pelo correntista suíço Eduardo Cunha.

Post Scriptum: Cômico se não fosse trágico. Enquanto que nos Estados Unidos a Ku Klux Klan alia-se a Donald Trump em sua cruzada de ódio contra negros e latinos, no Brasil o candidato misógino, xenófobo e racista ganha ato de apoio. It’s the end of the world.

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Agradeço a oposição

Por Eduardo Mahon

Silval Barbosa não tinha oposição. Sem ninguém que colocasse freios, que fiscalizasse, que pressionasse, deu no que deu. Ele está preso, juntamente com outros integrantes que são confessos. Alguns elementos da quadrilha celebraram acordos de delação premiada, onde descreveram o funcionamento da organização criminosa e entregaram bens obtidos ilicitamente.

Nenhum governo se sustenta sozinho, como todos sabem. É necessário o amparo parlamentar. Tanto que, pouco tempo depois do desbaratamento da quadrilha, o que se viu foi o envolvimento de outros parlamentares. Acredito que ainda faltem alguns outros.

Sobretudo quando o assunto se trate de incentivos fiscais, onde tudo indica que empresas se beneficiaram ilegalmente, por intermediação de parlamentares que participaram do butim ao Estado de Mato Grosso. É que algumas posições, como as comissões parlamentares de inquérito, garantem que políticos possam pressionar empresários e celebrar acordos com executivos da administração pública, como se vê em todo o território nacional.

Pedro Taques tem uma oposição organizada. É pequena, mas barulhenta. É bom que haja oposição! O governador deveria agradecer. Demarca a diferença entre grupos. Ademais, bem ou mal-intencionados, deputados e políticos opositores dão uma assessoria gratuita ao governador, apontando as muitas falhas que são naturais em qualquer administração.

Assim sendo, oposição não se lamenta, comemora-se. Quando deputados da oposição, além do posicionamento legítimo, assumem que estão em grupos políticos opostos, fica muito mais fácil ao eleitor saber distinguir. Com todos os percalços, todas as frustrações, todas as reservas ao governo Taques, o eleitor faz a si mesmo uma pergunta básica: afinal, o que é melhor: um governo corrupto como o de Silval Barbosa onde não havia oposição ou um governo como o de Taques em que há resistência parlamentar?

Alguns equívocos devem ser debelados, já de início. O primeiro deles é identificar todos, indistintamente, que participaram do governo Silval Barbosa como corruptos. Isso não é uma verdade. Passa longe disso. A grande maioria dos que integraram o governo, seja lá de que escalão pertencessem, são honestos e não merecem a tatuagem do opróbio. Essa é uma simplificação perigosa, até porque no atual governo tucano há um caso emblemático de corrupção.

Isso não significa que o governo todo é corrupto. Longe disso. Outro erro é imputar à oposição a mesma pecha de corrupta. Como já dito, ter oposição é bom. Eu diria que é ótimo. O que é um sinal claro de esquemas escusos é a falta de oposição. Um dos maiores indícios de que o governo Taques permanece longe do ilícito é a oposição que recebe. Alguém já dizia que os adversários nos qualificam. É esse mesmo o caso.

Outro equívoco que não pode ser cometido é identificar uma agremiação partidária com uma quadrilha. O PT, por exemplo, tem presidentes e tesoureiros presos e condenados, recebeu dinheiro ilicitamente do exterior, intermediou mesada a parlamentares, arrecadou dinheiro para campanhas eleitorais por meio de chantagem, mas ainda assim, tem muita gente honesta que nunca participou desse tipo de esquema criminoso.

Cabe aos filiados avaliarem se apoiam ou não os atos dos dirigentes. Aliás, se os partidos não podem ser avaliados por seus dirigentes, como o seriam? A solução é simples: a militância que homenageia criminosos torna-se igualmente repreensível, muito embora não responsável. Por isso que os partidos devem se posicionar de forma rápida contra atos de seus filiados corruptos. Nesse item, todos os partidos, sem nenhuma exceção, precisam dessa autocrítica.

O governo Taques enfrenta uma dupla crise: a primeira é suceder o caos estadual causado por uma trupe que está processada e presa em penitenciárias, com vários membros confessos; a segunda é suportar a maior crise brasileira de todos os tempos. Alguns economistas do passado diziam que o Estado não quebra. Erraram obviamente. É claro que entes públicos podem sim ir à lona.

A irresponsabilidade de aumentos do funcionalismo sem o lastro financeiro necessário, pressão previdenciária sem base de contribuição, endividamento por obras inacabadas, além do próprio desvio criminoso, formaram um quadro que não se resolve facilmente. A despeito de tudo isso, todavia, ainda assim, não se pode classificar a oposição ou os partidos políticos como corruptos.

Pedro Taques deve caminhar para frente. Quem cuidará da gestão passada é o judiciário mato-grossense e, eventualmente, o sistema prisional. Mesmo que não devamos esquecer o passado, não dá pra manter nossa lanterna na popa. É preciso ter cuidado com generalizações para não ofender quem não participa de esquemas corruptos, nem tampouco para desprezar a oposição que dá uma consultoria gratuita. Meu pai sempre sacava uma palavra no dicionário para me orientar nos debates em que eu participava ou comentava: lhaneza.

Independente de lado, de convicção, de tudo… é preciso ter lhaneza no trato com terceiros. Pedro Taques deve agradecer, portanto, pela oposição que tem, com as pessoas que a integram, com as intenções que demonstram, com o histórico que apresentam. Politicamente, fica muito mais fácil identificar quem é quem.

Eduardo Mahon é advogado em Cuiabá (MT)

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Janaina Riva quer relatório do governo com gastos em propaganda

Por Jardel Silva / Da Assessoria

A deputada estadual Janaina Riva (PMDB) apresentou na noite desta terça-feira (18.10) requerimento ao governo do estado para que apresente de maneira detalhada todo o gasto com mídia e pagamentos realizados aos veículos de comunicação entre os meses de janeiro a setembro de 2016.

Segundo a parlamentar este mesmo requerimento já havia sido apresentado por ela em uma outra sessão, porém, foi estranhamente retirado da pauta e não votado em plenário para encaminhamento. Janaina lembrou que muita gente não entende que a função do parlamentar não é construir escolas ou asfalto, mas sim fiscalizar as ações do Poder Executivo e criar leis.

“Hoje li um artigo do advogado Eduardo Mahon com o título Agradeça à Oposição, Governador que vem exatamente ao encontro daquilo que eu digo desde o primeiro dia do meu mandato: eu não tenho o direito de errar e no futuro não quero sofrer os mesmos apontamentos dos deputados das legislaturas passadas que deveriam ter fiscalizado o ex-governador Silval Barbosa, por exemplo, mas não o fizeram. Foram omissos, coniventes com o que estava errado. Os apontamentos que eu faço não são pessoais ao governador, nunca foram, fazem parte do meu trabalho. Posso até pecar pelo excesso, mas nunca pela omissão”, disse.

“Este requerimento tem como intuito dar transparência à população de Mato Grosso sobre esses gastos com propagandas institucionais, principalmente no período eleitoral. Quero saber quanto o governo pagou para cada veículo de comunicação. Vale ressaltar que a internet, por ser um instrumento limitado e acessível ainda à uma pequena parcela da população, impede que a sua maioria tenha acesso a esses dados no Portal da Transparência. Sendo assim, a finalidade é de dar transparência a todos os atos praticados pelo Poder Executivo, bem como um melhor acompanhamento da execução orçamentária”, explicou.

Segundo Janaina, existe uma onda de ataques a pessoais à ela nas redes sociais, orquestrados por assessores do governo do estado, mas que segundo a parlamentar não a intimidam. “Ao invés de ficarem atrás de computadores com ataques, nos prove que esta gestão é diferente e transparente, responda os nossos requerimentos, prove a transformação que esse governo tanto prega”, finalizou.

Fonte: Deputada requer ao governo que apresente gastos com propaganda e alerta para o uso da máquina na eleição 

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E a juíza calou Silval

Meus amigos, meus inimigos: a juíza Selma Arruda, em plena audiência, mandou o ex-governador Silval se calar. Isso aconteceu quarta-feira, lá no atulhado Fórum de Cuiabá. Jornalistas e advogados ficaram atônitos. Na quinta, pela cidade, ouvi elogios à explosão da magistrada que é titular da 7ª Vara Criminal e cuida dos julgamentos da possível roubalheira praticada à sombra justamente do governo do Silval. Sim, a juíza Selma virou uma espécie de heroína do “Cadeia Neles” e já há quem imagine para ela uma carreira na política, tal e qual aconteceu com Zé Pedro Taques, Julier. À televisão ela já compareceu diversas vezes para entrevista, alimentando a sede da mídia corporativa pelas celebridades instantâneas.

Cuiabá e seus cidadãos adoram ver o Silval como réu, preso há quase um ano, e já começando a pagar pelos crimes que teria praticado. O nosso povo tem alma de Charles Bronson e parece que a juíza Selma identifica esse sentimento popular.

Acontece que eu estava lá, entre jornalistas e advogados que acompanhavam o depoimento, e não me entusiasmei com a atitude da juíza. Preso há tanto tempo, quase um ano, Silval pediu um tempo para extravasar seus sentimentos, a juíza concedeu, depois veio com o carão. Uma atitude incongruente de quem permitira o desabafo.

Além do mais, Silval reclamava do CIRA, o tal Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, criado pelo governador Zé Pedro Taques e presidido pelo próprio Zé Pedro Taques e que, segundo o Silval, foi criado para caçá-lo, e atribuir a ele todas as culpas possíveis.

A juíza Selma, talvez ainda remoendo o carão público e vexatório que lhe passou o desembargador Orlando Perri, ao afastá-la do julgamento de Roseli Barbosa, parece que entendeu que Silval se queixava dela. Será que Sigmund Freud – citado, aliás, por Perri no tal carão dado na magistrada – explica a juíza Selma Arruda? O fato é que ela, atropelando o roteiro, mandou Silval ficar quieto, que calasse a boca, para alegria dos mancheteiros de plantão, que produziram títulos enormes talvez para fazer Zé Pedro Taques sorrir. Carão no desembargador Perri? Nada disso, nas suas declarações sobre seu afastamento do julgamento da ex-primeira dama, a magistrada não deu um pio sequer contra a decisão do desembargador que, pelo que consta, teria sido justamente quem a escolheu para a função que atualmente exerce.

Fico imaginando que a juíza Selma, se fosse aquela autoridade judiciária ideal, tão idealizada por Dickens, Victor Hugo e Simenon e outros autores, ao invés de se irritar com o homem que esperneava diante dela, deveria procurar auscultar mais atentamente as dores daquele farrapo humano. Mas me parece que muitas das nossas autoridades não sabem reconhecer um farrapo humano quando diante dele.

Silval diz que é vítima de armação, arquitetada por ex-auxiliares como Pedro Nadaf e César Zílio, réus-confessos. Eles teriam combinado ferrar com Silval para livrar o próprio rabo. De sobra, acusam ainda o filho de Silval, o Rodrigo e o cabeça pensante da Sefaz, Marcel de Cursi cujo grande crime parece ser justamente ter uma cabeça pensante.

O Cira e o Gaeco falam na existência de uma organização criminosa agindo à sombra do governo Silval. Silval levantou a hipótese de que seriam não uma, mais várias quadrilhas. Será que suas queixas não merecem a menor consideração? Será que não interessa à juíza Selma Arruda, em meio a julgamento tão complexo, identificar melhor todas as nuances por trás destas tramas que vão expondo as vísceras de nossas classes dominantes?

Poucos dias depois de receber a lição que lhe aplicou Perri quanto aos exageros que cometeu no caso Roseli, parece que a juíza Selma ainda não apreendeu a recomendação daquele encanecido magistrado no sentido de que “cabe a ela usar de linguagem moderada, sóbria e comedida”.

ENOCK CAVALCANTI, jornalista, é editor de Cultura do Diário de Cuiabá e blogueiro, prorietário do Paginadoe.com.br

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Governador Silval e Marcos Terena declaram abertos os Jogos dos Povos Indígenas

Por João Bosquo | A abertura oficial do XII Jogos dos Povos Indígenas aconteceu neste sábado (09.11), cuja solenidade teve início logo depois do por do sol, com desfile de todas as delegações participantes, inclusive de povos indigenas de outros países das Américas. Os jogos foram declarados oficialmente abertos em conjunto pelo governador Silval Barbosa e pelo o líder indigena Marcos Terena, com a presença da ministra da ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros, e o vice-governador Chico Daltro, entre outras autoridades.

A solenidade de abertura dos jogos aconteceu no Jardim Botânico, no distrito de Sucuri, numa área de sete hectares, na qual foram instaladas, entre outros equipamentos, uma arena de areia de cem por 80 metros, arquibancadas com capacidade para seis mil pessoas, e paralelamente acontece I Feira Nacional da Agricultura Tradicional Indígena. Os jogos é uma realização do Comitê Intertribal Memória e Ciência Indígena, em parceria com o Governo de Mato e Governo Federal e apoio da prefeitura Municipal de Cuiabá.

O governador Silval Barbosa disse que a relização dos Jogos dos Povos Indígenas em Cuiabá, Mato Grosso, demonstra o respeito que gestão pública com os indígenas. “Nos temos uma forte ligação com todas as etnias em nosso estado e estamos orgulhosos e honrados em realizar este XII Jogos dos Povos Indígenas em Mato Grosso”, disse. O governador destacou também os números: são mais de 1600 indígenas, representantes de 16 países, entre delegações participantes, embaixadores, lideranças e 48 etnias, sendo sete estrangeiras.

O vice-governador Chico Daltro destaca que Mato Grosso tem uma convivência positiva com todos os povos indígenas e tem, embora a tutela seja do governo federal, desenvolvido diversas ações no aprimoramento dessa relação entre índios e não-índios.

A ministra Luiza Bairros, em sua fala, manifestou desde já o apoio do governo federal na realização do primeiro jogos internacional dos povos indígenas, proposta do Comitê Intertribal Memória e Ciência Indígena e que tem Marcos Terena como articulador. Ela disse ainda que “é muito importante festejar a resistência dos povos indígenas”. E a energia que emana de um momento como da abertura é que faz com que se procure lutar por um Brasil mais igual e mais justo.

Marcos Terena disse que a realização dos jogos é uma oportunidade de mostrar que os povos indígenas não são inimigos do homem branco. “Queremos olhar para o futuro, mas cada povo escrevendo sua cultura e respeitando as diferenças”. Ele destacou ainda a realização da I Feira de Agricultura, na qual estão expostos os produtos confeccionados por diversas etnias, como colares, pulseiras e outros adereços e também produtos agrícolas como mel e própolis.

A abertura dos jogos iniciou com a realização de um ritual sagrado por parte de um pagé Paresi. Em seguida, um jovem atleta de corrida de tora da etnia kraô, entrou com a tocha de fogo sagrado. Depois seguiu-se o desfile de todas as delegações participantes. Após a execução do hino nacional aconteceu a corrida de tora, masculino e feminino.

Estiveram presentes a primeira dama e secretária Roseli Barbosa, os secretários Francisco Faiad (Administração), Janete Riva (Cultura), Maurício Magalhães (Secopa), Pedro Nadaf (Casa Civil), Alan Zanatta (Sicme), Alexandre Bustamante (Segurança), Carlos Rayel (Comunicação), o deputado federal Wellinton Fagundes, os deputados estaduais Emanuel Pinheiro e Teté Bezerra.

Fonte: Secom/MT

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Rondonópolis vive dia histórico com início de operação do terminal

Rondonópolis, MT – Os rondonopolitanos tiveram nesta quinta-feira (19) um dia histórico, com o início da operação do Complexo Intermodal Rondonópolis (CIR), que marca a chegada da ferrovia à região, oficializada pela presidenta Dilma Rousseff e o governador Silval Barbosa. O Projeto de Expansão Malha Norte – Ferrovia Vicente Vuolo (Ferronorte) começa a revolucionar a logística de Mato Grosso, como imaginou o senador Vicente Vuolo, que empresta o nome, em memória, à obra. O terminal começa a operar com capacidade de carregamento de 120 vagões graneleiros a cada 3,5 horas.

Segundo o presidente da concessionária América Latina Logística (ALL), Alexandre Santoro, “a ALL acredita na ferrovia como solução para a competitividade do país e tem orgulho de ser hoje o maior provedor logístico do estado do Mato Grosso. Já conquistamos excelentes resultados operacionais com a entrega da primeira fase, e não temos dúvidas da contribuição do projeto para o escoamento de cargas para exportação”.

Para Silval Barbosa, hoje é um dia de comemoração, pois se concretiza um sonho, do qual a presidenta, enquanto ministra da Casa Civill no governo Lula, também ajudou a realizar. Ele lembrou que há quatro anos Mato Grosso respondia com 21 milhões de tonelada/ano de grãos e este ano já são 42 milhões; Produz mais de 50% do algodão nacional e tem uma produção considerável de etanol, biodiesel, frangos e suínos. Tudo isso faz com que Mato Grosso exija uma logística para aumentar ainda mais a produção. Como exemplo citou a BR-158, que nos liga ao Porto de Itaqui, em São Luís do Maranhão. “Essa estrada, em curto prazo, vai incorporar de 3 a 5 milhões de hectares na agricultura sem tocar em um único pé de árvore e recuperando áreas degradadas”.

Dilma Rousseff disse que ao andar pelo terminal, como numa fotografia, viu o que está sendo construído e o que poderá ser construído na geração de renda e emprego e na transformação de empresas e negócios, isso sem falar na qualidade de vida. A presidenta lembrou que enquanto ministra não pôde participar do lançamento da Fico – Ferrovia de Integração do Centro-Oeste, no trecho Lucas de Rio Verde – Uruaçu. Aproveitou a inauguração para se comprometer publicamente com o projeto. “Quero aqui, neste momento, assumir o compromisso de construir a Ferrovia. Nós vamos fazer essa obra”, destacou com ênfase.

A presidente ainda autorizou a construção da duplicação da BR 163/364 entre o Trevão e a entrada do Terminal e a ordem de serviço para duplicação da BR-364, entre Jaciara e Serra de São Vicente, um trecho de 70 km, nos quais serão investidos R$ 300 milhões. Esse trecho está dentro da meta do Governo Federal duplicar a BR-364 entre a divisa com Mato Grosso do Sul até o município de Sinop.

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