Posse de novos membros do IHGMT é marcada pelo bom humor e emoção

Os novos membros assumiram o compromisso de cooperar com a instituição e dinamizar suas ações

Por João Bosquo | A posse dos seis novos membros do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso (IHGMT) foi na manhã deste sábado, 16, na Casa Barão de Melgaço. O público – surpreendente pelo horário -, formado por convidados e familiares dos homenageados, prestigiou o compromisso e as falas dos empossados Eduardo Mahon, Flávio Gatti, Francisco Ildefonso da Silva Campos, Neila Maria de Souza Barreto, Oriana Paes de Barros e Renilson Rosa Ribeiro na quase centenária instituição.

A presidenta do IHGMT, Elizabeth Madureira Siqueira saudou os novos membros, ressaltado a juventude e entusiasmo e o imenso campo de autuação por conta de seu acervo, que superam mais de 10 mil volumes. Seguiu-se a leitura dos termos de posse e a fala dos empossados.

O primeiro a falar – em ordem alfabética – foi o escritor, membro da Academia Mato-grossense de Letras (AML), Eduardo Mahon que saudou o patrono Barão de Melgaço. A escolha das cadeiras – segundo a presidenta Elizabeth Madureira – foi pessoal de cada candidato. Mahon escolheu Augusto de Leverger, por também ocupar a cadeira na AML cujo patrono é o mesmo.

Ele abriu sua fala revelando um pedido da presidenta que o empossados dissessem tudo em apenas uma lauda. Com seu humor característico, Mahon explicou que isso significava em caracteres, bytes e milésimos de segundos “em tempos de pós-modernidades”.

Nesse exíguo tempo, claro, citou o nome completo de Barão de Melgaço: Augusto João Manuel Leverger, que ele classifica como um cartesiano e como tal perdoaria o resumo da ópera de “seus cinco governos, artigos de história e cartografia”. “É provável supor que o maior intelectual de sua época ficaria grato pela concisão, assim como o público que, aliviado, agradece à objetividade de Leverger”, de certo todos agradeceram.

O segundo na hierarquia alfabética a falar, foi Flávio Gatti que falou de Geraldo Ferreira Gomes, que manteve mais ou menos a regra de falar uma lauda. Já Francisco Ildefonso não se sustentou e fez uma defesa emocionada do patrono Manoel Esperidião da Costa, poconeano como ele, um abolicionista injustiçado pela história.

Neila Barreto fala da importância do IHGMT, de seu acervo para a pesquisa e destacou a contribuição para a tese acadêmica sobre as águas de Cuiabá e falou do patrono Padre Ernesto Camilo Barros.

Já Oriana Paes Barros, não levou nenhum papel rascunhado e destacou que muito já se tinha dito de sua origem família nas falas de Mahon e de Francisco Ildefonso. O patrono de sua cadeira é Antônio Pais de Barros, o mítico Totó Pais, morto em emboscada por adversários políticos da época, mas que também foi um empreendedor, fundador da Usina Itaici.

Por fim a posse do professor Renilson Rosa Ribeiro que passa ocupar a cadeira cujo patrono é Natalino Ferreira Mendes, historiador, poeta cacerense. Renilson Ribeiro fecha sua fala de forma emocionada destacando o perfil probo do autor de “Efemérides Cacerenses”, “quem dera aqueles e que estão a frente da administração pública tivessem o compromisso, a honestidade de Natalino”.

Ao fim, em conversa com a professora Icleia Gomes concordamos que Eduardo Mahon abriu as falas com uma dose de bom humor enquanto Renilson Ribeiro fez a plateia se emocionar. Presentes ainda o vice-presidente da Academia Mato-grossense de Letras, José Cidalino Carrara, o deputado Allan Kardec, o secretário de Educação, Marco Aurélio Marrafon, o titular de Secid, Wilson Santos que chegou atrasado e saiu antes da hora, entre outras.

Lembrando a solenidade de posse no IHGMT anterior a de hoje aconteceu em 21 de junho de 2012, quando passaram a integrar sua composição Fernando Tadeu de Miranda Borges, Miramy Macedo, Alex Matos e Neurozito Figueiredo Barbosa.

Os demais sócios do IHGMT são João Carlos Vicente Ferreira, escritor, historiador e ex-secretário de Estado de Cultura; Lourembergue Alves, cientista político, articulista e comentarista; Ivan Echeverria, escritor e ex-superintendente do Banco do Brasil; Weller Marcos, jornalista, escritor e ativista cultural; Isis Catarina Martins Brandão, dirigente do Instituto Memória do Poder Legislativo da Assembleia Legislativa, e Sebastião Carlos Gomes Carvalho, advogado, escritor e presidente da AML.

Corrigido às 18 de 17/12/17

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Entre aspas: Wilson Santos será ouvido em processo de improbidade de quando era prefeito de Cuiabá

Em matéria assinada pela jornalista Celly Silva, do Gazeta Digital, ficamos sabendo que o ex-prefeito e atual secretário de Cidades do governador Pedro Taques, Wilson Santos, ficará tete-a-tete com o juiz Luís Aparecido Bortolussi para explicar o superfaturamento na compra de comida de bufffet.

Abre aspas:

Marcada audiência em processo contra Wilson Santos por superfaturamento

Celly Silva, repórter do GD

O juiz Luís Aparecido Bortolussi Júnior, da Vara de Ação Civil Pública e Ação Popular, designou audiência de instrução para o dia 1º de março de 2018, às 14h30, num processo por improbidade administrativa que tramita em desfavor do secretário de Estado de Cidades, Wilson Santos (PSDB), relativo à suspeita de superfaturamento em contrato com um buffet, no ano de 2007, quando ele exercia o cargo de prefeito de Cuiabá.

Conforme decisão publicada no Diário da Justiça, a audiência ocorrerá com o intuito de sanar dúvidas do Ministério Público Estadual (MPE) em relação a um laudo pericial que foi realizado no contrato da Prefeitura de Cuiabá com a Famma Buffet e Eventos Ltda. EPP, objeto da ação.

São apuradas supostas irregularidades e ilicitudes no realinhamento de preços pagos à prestadora de serviços, por meio de aditivo contratual que custou R$ 289.4 mil aos cofres públicos. Dessa forma, o valor do serviço contratado pela Prefeitura teria sido reajustado em índices 10 vezes maior do que a inflação.

Uma perícia foi determinada em agosto do ano passado e foi feita pelo perito Gerson Fanaia Pereira, que deverá ser ouvido em juízo.

A ação de improbidade administrativa com pedido de ressarcimento ao erário teve início em 2010 e tem como réus, além de Wilson Santos, o ex-procurador-geral do Município José Antônio Rosa, Gonçalo Dias de Moura, José Euclides dos Santos Filho, Válidos Augusto Miranda e o buffet Famma. A Prefeitura de Cuiabá também figurava como ré, mas após requerimento da Procuradoria-Geral do Município, passou a figurar como litisconsorte.

Na denúncia, o MPE solicita que os acusados sejam condenados por improbidade administrativa e punidos com a perda de bens adquiridos de forma ilícita e, com isso, façam o ressarcimento ao erário.

Fonte: Gazeta Digital

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Uma noite pra lá de memorável festejando as letras em livro e cinema

Lançamento de livro de Eduardo Mahon e de filme de João Manteufel reúne multidão de artistas, culturetes e muitos, muito jovens

Por João Bosquo e Enock Cavalcanti | A festa cultural – sim, foi uma festa o lançamento do livro “Contos Estranhos”, do escritor Eduardo Mahon, e avant-première do filme “O Poder da Palavra”, de João Manteufel – agitou meio mundo cuiabano na noite de terça-feira, primeiro de agosto. Para o setor cultural, o falado mês do cachorro louco começou bem, com jeito de gatinho manso.

O Cine Teatro Cuiabá superlotou. O melhor da superlotação – vamos combinar – foram os jovens. Garotada afoita por conhecimento, cultura e, claro, diversão. Além da chance de poder conhecer essas personagens míticas que são os escritores.

O mais gostoso da festa foi a estreia do filme “O Poder da Palavra”. Um documentário com depoimentos de personalidades, poetas, escritores, jornalistas e o editor Ramon Carlini, da Carlini & Caniato, que – como ficamos sabendo no filme – já editou mais de 400 títulos. Vamos ficar na torcida para que Carlini edite outros 400 e mais 400, infinitamente.

A artista visual Mari Gemma De La Cruz se disse emocionada ao assistir “o esforço cristalizado no filme e também a tessitura das vidas que se encontram e compõe um lindo bordado nesta colcha de retalhos que é nossa cultura.(…) Eu acho que a vida é assim: feita também destes momentos de contentamento que são um bálsamo nesta fase cheia de agruras que a contemporaneidade está nos impondo. Que venham outros e mais outros momentos assim, estamos necessitados disso”.

O jornalista e poeta Antônio Peres Pacheco destaca que o “Poder da Palavra”, para além da qualidade técnica do diretor e roteirista, “é um petardo emocional que corta fundo a alma da gente. Os depoimentos, às vezes doloridos, às vezes hilários, todos, porém, profundos e reveladores, desvelam e desmitificam vida e alma dos artistas. Como disse a Luciene Carvalho, ‘a Palavra É, e o artista apenas se dispõem a ser instrumentos de sua materialização, da criação e recriação, por meio dela, da realidade’. Afinal, somos todos Palavras, pois o Verbo, aquele que estava no princípio de tudo, nos criou ao dizer ‘Haja luz’”.

O coralista e regente do Alma de Gato, Gilberto Nasser, disse que foi uma noite como poucas. “É bom ver o lindo Cine Teatro lotado de pessoas ávidas por celebrar a cultura. Ali, tudo se reuniu de maneira harmoniosa e oportuna, pois ambos os eventos eram importantes e significativos”.

Ele diz que já está devorando o livro e não consegue parar de ler. “É daqueles livros raros que a gente consome em pouco mais de 24 horas. Literatura fascinante e nova. Sim, Mahon é o novo que desponta na literatura brasileira. Logo veremos essa repercussão, mundo afora.”

Falando do filme de João Manteufel, Nasser diz que “O Poder da Palavra foi simplesmente incrível. O que dizer para comentá-lo? Nada melhor do que ser franco e esclarecer bem objetivamente que gostei. Gostei demais. Gostei muito. E não era só eu, naquele momento de estreia, que curtia intensamente o filme. Olhei em volta e vi aquela plateia imensa também se deliciando com o que via na telona. Um silêncio reverente, digno das obras que são apreciadas com atenção”.

O ator e jornalista Vital Siqueira, criador da nossa infatigável Comadre Pitú, diz que “o filme tem uma força fantástica, ele trelê [conversa despretensiosa] com a nossa maior e melhor arma que funciona para o bem e o mal, a favor ou contra nós, “A Palavra”. Além disso, o João acertou em cheio, na divisão dos depoimentos dando uma emoção crescente no filme através da trilha sonora e animação. Ele é um craque, a Noite foi divina”.

Para dizer que a noite foi cheia basta contar que vimos por lá praticamente toda a Academia Mato-grossense de Letras, o tradicionalista Eduardo Póvoas, o Beto Dois a Um, o deputado Wilson Santos, o desembargador Marcos Machado, o promotor Gerson Barbosa, o jovem escritor e jornalista Lucas Rodrigues, a produtora cultural Silvana Córdova, o cantor Guapo, o cineasta Rodrigo Piovesan, a bela atriz Kyara Jacob, a tranquila Vera Capilé, o saltitante Carlinhos Menina Moça, o ator Justino Astrevo, o historiador Louremberg Alves, o artista plástico Heitor Magno, o juiz Jamilson Haddad, a desembargadora Maria Erotides, o cineasta Luiz Marchetti e mais e mais.

Lá no início falamos da força da juventude. Não é para menos. Ontem, um dia depois do lançamento, rumando para casa, no ônibus, encontro uma jovem aluna lendo atentamente o livro. A jovem Cristina é estudante do Liceu Cuiabano, aluna da professora Claudete Jaudy, disse que estava gostando do livro e me mostrou o quanto já tinha lido. Quase a metade. Uma boa leitura, sem dúvida. A minha torcida era que a leitura fosse pela leitura, pelo prazer de ler. O que parecia ser.
Fonte: http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=506325

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Wilson Santos, Cassandras e Tirésias

WILSON SANTOS, CASSANDRAS E TIRÉSIAS (E.M)Em 19 de outubro de 2016, a Comissão Parlamentar de Inquérito, presidida…

Publicado por Eduardo Mahon em Sexta, 28 de abril de 2017

 WILSON SANTOS, CASSANDRAS E TIRÉSIAS (E.M)

Em 19 de outubro de 2016, a Comissão Parlamentar de Inquérito, presidida pelo Dep. Oscar Bezerra entregou ao então Presidente da ALMT, Dep. Guilherme Maluf, um relatório dando conta do desvio de R$ 541 milhões das obras da Copa, na gestão de Silval Barbosa. A conclusão foi pelo indiciamento de 96 agentes públicos, 16 empresas privadas e 7 consórcios, incluindo o que é responsável pelo Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Pelo que foi apurado pela CPI, as empresas que atuaram no malsinado VLT deveriam devolver 316 milhões de reais aos cofres públicos. Essa foi a informação oficial, publicada no sítio da própria Assembleia Legislativa, por meio da assessora Priscila Mendes, da Assessoria de Comunicação. Continue Reading

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O Palácio dos Esportes II – por José Antônio Lemos

Nestas duas semanas desde meu primeiro artigo sobre o assunto o estado tem-se manifestado sobre o futuro da Arena Pantanal, vultoso e premiado investimento do povo mato-grossense, impossível de ser relegado ao ostracismo por nossas autoridades. Como um abacaxi que tem que ser descascado, foi alvissareira a chegada do ex-prefeito Wilson Santos como secretário da Secretaria das Cidades (Secid) para fazê-lo, responsabilizando-se diretamente pela conclusão dos incríveis 2% finais da grandiosa obra, bem com a nomeação do ex-vereador Leonardo de Oliveira como secretário-adjunto de Esportes da Secretaria de Educação, Esportes e Lazer (Seduc).

O novo secretário da Secid chegou entusiasmado com a hercúlea tarefa de concluir a Arena, e, ademais, concluir o VLT, que era então o caso de solução mais difícil ou impossível, mas, como boa surpresa, em poucos dias já teria sido equacionado pelo secretário. Em contrapartida foi desalentador ver também no mesmo espaço de tempo o tão entusiasmado secretário se assustar com a “forte banca de advogados” da construtora declarando-se disposto a passar a Arena para a Seduc. Os benditos 2% finais da Arena seguem encalacrados nas bizarras e intermináveis “judicializações”. Político e administrador experiente, atleta militante, amante do futebol mato-grossense, sempre destemido nos embates de interesse público, teria o galinho amarelado, ele que nunca foi de amarelar? Não creio. Ele nunca entra para perder. Continue Reading

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O Palácio dos Esportes – por José Antônio Lemos

Quem não se preocupa com a situação atual da Arena Pantanal de mais de R$ 600 milhões, reconhecida internacionalmente como um dos mais importantes exemplos de arquitetura contemporânea no mundo e escolhida como a mais funcional de todas as arenas da Copa 2014 pela crônica esportiva estrangeira presente no evento? Além da falta de interesse demonstrada pelas autoridades responsáveis, há também a indefinição de qual o destino socialmente útil e sustentável dar a ela, solução não encontrada para nenhuma de suas coirmãs, inclusive o Maracanã, a tida como a mais viável delas.

    A chegada ao governo do estado do ex-prefeito Wilson Santos e de Leonardo Oliveira, jovem de ótimo DNA político e promissora carreira, ambos entusiastas do futebol cuiabano, bem como a posse do prefeito Emanuel Pinheiro que prometeu retomar o projeto “Bom de Bola, Bom de Escola” animam-me a trazer em linhas gerais uma ideia que matuto a algum tempo sobre o assunto. Ela se baseia na visível voracidade com que a população frequenta os parques públicos cuiabanos, antigos e novos, e, muito em especial, a praça da Arena Pantanal, onde crianças, jovens e menos jovens, individualmente ou em grupos, desfrutam de espaço abundante para a prática de atividades físicas. Chama a atenção famílias reunidas em quadriciclos com reboques, sorrindo, brincando, deixando de lado um pouco o sedentarismo mortal da trinca sofá, refrigerantes e TV. Quanto isso custa aos poderes públicos? Ou melhor, quanto esses equipamentos públicos economizam aos cofres públicos só em termos de saúde, por exemplo? O custo apenas das doenças cardiovasculares no Brasil é estimado na ordem de 1,74% do PIB! Transportando rusticamente essa proporção para Cuiabá teríamos um custo de R$ 310,0 milhões ao ano, metade da Arena Pantanal por ano. Só em uma doença! E a baixa capacidade respiratória e muscular, somada ao sedentarismo aumentam em 3 a 4 vezes a prevalência desses males. Continue Reading

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No Brasil é assim, repara, o sucessor nunca consegue dar continuidade à obra do anterior… Deixa parar para retornar depois de um tempo e dar impressão que a obra é sua

Governador promete entregar VLT em 2018

Fernanda Leite, repórter do GD

O governador Pedro Taques (PSDB) anunciou a entrega de parte da obra do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) até 2018. O anúncio foi feito durante a entrevista ao jornal do Meio Dia da TV Record (canal-10) nesta sexta-feira (23).

Ele lembra que o único entrave para recomeçar a obra quanto ao valor cobrado pelo Consórcio VLT, que não aceita receber R$ 800 milhões. Neste ano, o governo contratou a empresa de consultoria KPMG que apontou o valor como preço justo para concluir o modal. “Foram pagos R$ 1,66 bilhão, e a consultoria mostra que faltam R$ 800 milhões, mas a empresa não concorda. Porém, temos uma solução para entregar o VLT”, explicou.

Fonte: Gazeta Digital: Governador promete entregar VLT em 2018

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Entre aspas: Wellington Fagundes, rumo ao Paiaguás, dá as primeiras estocadas em Pedro Taques

Abre aspas: Sectário e maniqueísta. Até então, na imprensa, nenhum político havia dispensado tais adjetivos ao governador tucano Pedro Taques. Wellington Fagundes o fez nesta entrevista rompendo a imaginária barreira da blindagem a Taques, que o mantinha fora do alcance das críticas ácidas. Com seu posicionamento o senador republicano sacramenta seu caminho rumo às eleições de 2018, mas o faz cautelosamente sem admitir que disputará o governo e até mesmo sem firmar posição sobre candidatura majoritária do PR. Com uma frase que também pode ser de efeito diz, “não fazemos oposição a Mato Grosso; nossa oposição é ao Pedro (Taques)”.  Fecha aspas.

><>Meu Peixe ao término da leitura da entrevista que  o jornalista Eduardo “Brigadeiro” Gomes,  do Diário de Cuiabá, fez com o senador Wellington Fagundes, não teve dúvidas: “É candidatíssimo ao Paiaguás, não tenho dúvidas. Agora precisa combinar com o eleitor”, analisou ao seu estilo.

O senador WF foi contundente ao dizer que não faz oposição ao estado, mas ao govenador. Só isso já é suficiente para ganhar a simpatia de parcela do funcionalismo público, segundo Meu Peixe.

Na outra mão lembrou a falta de tato do governador que insiste em ser republicano enquanto a política tupiniquim não tem um mínimo traço de republicanismo. Continue Reading

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Wilson Santos queimou o filme e perde a liderança do governo na AL

Taques descarta retorno de Wilson para liderança na Assembleia

Dilmar Dal’Bosco deve continuar como líder do Governo no Legislativo

Governador Pedro Taques afirmou que está satisfeito com o trabalho desenvolvido por Dal’Bosco Foto: Marcus Mesquita/MidiaNews

FRANCISCO BORGES
DO REPÓRTER MT

Após a derrota na disputa pela Prefeitura de Cuiabá, o deputado Wilson Santos (PSDB) não deve retomar suas atividades como líder do governo na Assembleia Legislativa. À imprensa, o governador Pedro Taques (PSDB) descartou a volta do aliado tucano.

Wilson deixou a função quando se licenciou da Assembleia Legislativa para se dedicar à campanha eleitoral. Quem assumiu a liderança, desde então foi o deputado Dilmar Dal’Bosco (DEM).

Fonte: MidiaNews

><>Segundo Meu Peixe essa era uma pedra cantada. Se vencesse a corrida eleitoral, idem, não voltaria pra liderança do governo. Como perdeu, parodiando Machado de Assis: aos perdedores, as baratas.

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Wellington Fagundes que sonha com o Paiaguás em 2018 diz que eleição em Cuiabá foi anti-Taques

Wellington Fagundes Foto: MidiaNews

><>Em matéria assinada pelo jornalista Airton Marques, do MidiaNews, abram aspas: “o senador Wellington Fagundes (PR) avalia que a vitória do deputado estadual Emanuel Pinheiro (PMDB) na disputa pela Prefeitura de Cuiabá foi movida pela força dos insatisfeitos com a gestão de Pedro Taques (PSDB) no Estado.

Para o senador – que coordenou a campanha de EP no segundo turno, a eleição na Capital pode ser considerada como uma avaliação de Taques no Executivo”, fecham aspas.

Meu Peixe lembra que o senador WF sonha, como sonha, em ocupar a cadeira de governador de Mato Grosso.

No entanto, bom lembrar, seu nome sempre foi preterido e ele nunca demonstrou disposição em se impor dentro do grupo político a que pertencia.

Agora, porém, com o mandato de senador a situação muda totalmente. Primeiro, com senador ele não precisa renunciar ao cargo, como aconteceu como atual governador que também era senador e na disputa não tinha nada a perder, muito pelo contrário.

Com a derrota de Wilson Santos o governador José Pedro Taques enfraquece a sua base de apoio, mas não está de tudo perdido. Meu peixe lembra que ao disputar a reeleição no cargo, Dante, Maggi e Silval Barbosa demonstraram que a máquina estatal é uma arma poderosa. Principalmente Dante que está desgastadíssimo e se reelegeu.

Wellington Fagundes por seu turno já conta com duas bases: Cuiabá e Rondonópolis…Mas Meu Peixe não deixa esquecer. Ele cita que o atual prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, ao não disputar as eleições foi também um dos grandes vitoriosos nesta eleições e chega em 2018 com moral  quem cumpriu os quatro anos e os dois anos iniciais de Emanuel Pinheiro poderão dar mais combustível – independente da avalição que a população possa fazer. 

Fonte: MidiaNews Clique e leia mais

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A Donzela Tenebrosa do PT

Por Johnny Marcus

No livro “He – A Chave do Entendimento da Psicologia Masculina”, o psicoterapeuta estadunidense Robert A. Johnson narra a trajetória do jovem Parsifal, em busca do Graal. Em sua caminhada, o aspirante a cavaleiro da Távola Redonda se defronta com inúmeros desafios antes de chegar (ou não) a seu objetivo. A obra é um raio-x da alma masculina em busca de iluminação. A chave de tudo, de acordo Johnson, está na perfeita harmonia que todo homem deve ter com sua “anima” (princípio animador da vida; mulher interior – segundo Jung). Nada a ver com sexualidade, deixemos bem claro.

Quando finalmente chega à corte do Rei Arthur, Parsifal – agora consagrado cavaleiro com pompa e circunstância – depara-se com a “Donzela Tenebrosa”. Diz o livro: “No auge das festividades dos três dias, a mais horripilante das donzelas aparece como um desmancha-prazeres. Vem montada numa mula velha e decrépita, manca das quatro patas. Traz os negros cabelos arranjados em duas tranças. […] Sua missão era a de mostrar, durante o festival, o reverso da medalha. Aliás, uma tarefa que executa com genialidade. Todos os presentes ficam paralisados. Ela então cita um a um os erros e atos estúpidos cometidos por Parsifal, além da pior de todas as falhas: não ter formulado a pergunta no Castelo do Graal. […] O cavaleiro é humilhado e silenciado diante de toda a corte que, instantes antes, o colocava nos céus. Com a mesma certeza de que o sol se põe, a Donzela Tenebrosa irromperá na vida de um homem sempre que ele atinge o ápice do sucesso”.

O PT, assim como todos os outros, é um partido político essencialmente masculino e dirigido sob a égide do patriarcado. Politicamente falando, o PT é Parsifal. “Ascensão e queda são dois lados da mesma”, canta Humberto Gessinger. A Ação Penal 470 (vulgo mensalão); o escândalo da Petrobrás e por fim o impeachment da presidenta Dilma Rousseff não deixam margem à dúvidas. Golpismos e condenações à base de “liberdade poética” a parte, o Partido dos Trabalhadores está diante de sua Donzela Tenebrosa. A fantasia é rasgada em plena avenida.

Prefeitura de Cuiabá O modelo de gestão petista para as cidades sempre foi altamente eficiente e elogiado internacionalmente. Poderia, não fosse pelo ego e omissão de seus dirigentes, também ter dado certo em Cuiabá. O Comitê da Maldade impediu que Alexandre César chegasse ao Alencastro em 2004. Em 2008, a popularidade de Lula estava na estratosfera e o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), significava uma revolução na área de saneamento básico. Dois anos antes, Carlos Abicalil tinha sido reeleito deputado federal com votação recorde. Aproveitando essa conjuntura, poderia ter sido candidato a prefeito e muito provavelmente teria batido Wilson Santos. Mas não, a meta de Abicalil era o senado em 2012. Outra estrela petista, a então senadora Serys Slhessarenko, também desdenhou da prefeitura e apostou na reeleição. A briga fraticida foi deprimente.

Sendo assim, por movimentação da sempre aguerrida militância, o PT fez suas prévias e o engenheiro José Afonso Portocarrero venceu o médico Alencar Farina. Ungido candidato, Carrero não contava com a astúcia de seus adversários internos e, numa tramoia vergonhosa, foi escanteado para vice em chapa encabeçada por Vera Araújo. Não satisfeitos, os caciques petistas locais também destituíram a candidatura própria e foram se aliar a Mauro Mendes. O sonho durou pouco. Wilson Santos foi reeleito.

Em 2012, a aposta do PT foi o médico e combatente vereador Lúdio Cabral. Até Lula veio fazer comício de apoio. Mas não tem santo que dê jeito em coligação que tenha Silval Barbosa, Carlos Bezerra e Éder Moraes. Ainda mais quando Lúdio sobe na barca furada de assegurar, em palanque, que todas as obras para a Copa do Mundo serão concluídas dentro do prazo. Sabe nada, inocente. Resumo da ópera: Lúdio é derrotado por Mauro Mendes – aquele mesmo que o PT abraçara na eleição anterior. Agora em 2016, Lúdio Cabral não quer saber de eleição. Ele e tantos outros potenciais candidatos petistas Brasil afora preferem ficar na defensiva. É o tempo do apuro. De qualquer forma, não importa qual dos golpistas vencer a eleição de hoje, o grande derrotado será o PT.

De volta ao livro de Robert A. Johnson, Parsifal é humilhado pela Donzela Tenebrosa por não ter sabido formular a pergunta correta no Castelo do Graal. Cometendo um “psicologismo”, atrevo-me a dizer que o PT é Parsifal às avessas. Pois enquanto um não soube fazer a pergunta correta, o outro não soube dar a resposta correta.

Indubitavelmente, a chegada do Partido dos Trabalhadores ao poder com Lula em 2002 causou uma revolução social no Brasil. Milhões saíram da miséria, tiveram acesso à moradia, crédito e ensino superior. Porém, muito mais poderia ter sido feito e, para dar a resposta correta ao povo brasileiro, o partido deveria ter ouvido mais o povo. Muito mais.

Apesar de ter falhado na primeira vez em sua missão, Parsifal ganha uma segunda chance. Mas antes de essa nova oportunidade chegar será um preciso percorrer um longo caminho de expurgo. E somente com a maturidade da experiência, o cavaleiro terá plenas condições de fazer a pergunta correta. Maturidade que também faltou ao PT para dar a resposta correta ao povo brasileiro.

Legislando (sempre) em causa própria Conforme ensina meu grande amigo e especialista em legislação eleitora, Lenine Póvoas, se um chefe do Executivo (prefeito, governador, presidente) se desincompatibiliza do cargo para concorrer a outro cargo eletivo e não é eleito, não pode retornar ao mandato. Estranhamente o mesmo não vale para o Legislativo. Vereadores, deputados estaduais e federais e senadores podem aproveitar as eleições municipais para ganhar visibilidade para a eleição seguinte e depois reassumirem seus mandatos tranquilamente. Outra vantagem é que podem reeleger-se “ad infinutum”, enquanto que o Executivo não tem mais essa possibilidade. Esses privilégios do Legislativo, claro, não chegaram nem perto de serem debatidos na reforma eleitoral conduzida pelo correntista suíço Eduardo Cunha.

Post Scriptum: Cômico se não fosse trágico. Enquanto que nos Estados Unidos a Ku Klux Klan alia-se a Donald Trump em sua cruzada de ódio contra negros e latinos, no Brasil o candidato misógino, xenófobo e racista ganha ato de apoio. It’s the end of the world.

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Ai de ti, Cuiabá – Por Eduardo Mahon

Por Eduardo Mahon

Não vou me meter a pregador. O proselitismo enche infernos de muitas naturezas. Mas gosto muito da expressão “ai de ti, Jerusalém” que retrata o choque de Jesus ao chegar à capital hebreia. A frase é simples. Passa uma emoção verdadeira. Um homem que tem pena de uma cidade pelos caminhos que seguiu. Lembrando desse trecho, olho para a campanha política e só consigo pensar: ai de ti, Cuiabá! É que o marketing político enfiou na cabeça dos candidatos que o melhor caminho para a vitória é a “desconstrução dos adversários”. Pode até dar resultado. No entanto, essa postura não rompe com um ciclo negativo na política nacional, onde reina o baixíssimo nível que os candidatos aceitam. Sim, eles aceitam. Tanto Emanuel Pinheiro quanto Wilson Santos aceitam se submeterem a ponto de atingirem a família alheia. A família deveria ser uma espécie de tabu.

O que me importa mais, enquanto eleitor? Ainda insisto nas propostas e sobre elas sustento a minha intenção de voto. Nos debates – além de lamentáveis colocações rasteiras e ataques pessoais – restou claro que Wilson Santos é o mais experiente e preparado para administrar a capital mato-grossense. E ponto final. Isso pode não significar nada. Em alguns casos, a experiência pode não ser o fiel da balança e a vontade de mudança é sempre uma tendência atrativa. A campanha de Emanuel Pinheiro, carente de realizações palpáveis na área administrativa, tenta se identificar com o sentimento popular em favor do “novo”. Faz muito bem. A sociedade quer mesmo experimentar coisas novas. Nesse ponto, acredito que ele esteja acertando. Ocorre que Emanuel Pinheiro não só não é novo na política, como não representa a novidade. Eis aí o problema insolúvel, na minha opinião. Muito ao contrário: estão enfeixados na candidatura de Pinheiro muitos segmentos arcaicos da política que o povo despreza ou condena, inclusive eu. Além de não conseguir perceber a exequibilidade nas propostas de Emanuel Pinheiro, sei política não se constrói sozinha. É preciso ter grupo. E, nesse momento, o grupo dele representa o que experimentamos de pior na história republicana da administração pública.

O candidato Wilson Santos também tem problemas. A administração de seis anos foi incapaz de gerar um grupo orgânico de apoiadores para a eleição atual. É claro que a candidatura foi sacada de chofre, depois do vergonhoso recuo do prefeito Mauro Mendes. No entanto, fico chocado como é possível um prefeito tão bem avaliado como foi Wilson Santos perder a enorme base popular que tinha. Daí que foi obrigado a socorrer-se de apoiadores externos, misturando-se à imagem do governador, de secretários, até mesmo do prefeito Mauro Mendes que toma uma postura dúbia, condenável e medrosa diante do pleito. Não acredito que a frustração popular com a saída de Wilson da prefeitura tenha sido capaz de gerar a alegada rejeição. Foi uma somatória de fatores, como cogitou Alfredo da Motta Menezes: o impacto da saída somou-se à popularidade petista da época, à rejeição tucana em todo o país e ao isolamento do partido em Mato Grosso, carente de líderes que emprestassem musculatura eleitoral.

Ai de ti, Cuiabá! Nessas eleições temos um candidato que se diz “novo”, mas já está aposentado há muitos anos e, pior, para sempre. Tudo indica que não há o menor constrangimento no candidato que não sabe a diferença entre o que é legal e o que é moral. De outro lado, outro candidato que se diz experiente, mas não tem sido feliz em demonstrar essa experiência toda ao fazer a mesma campanha figadal que promove o adversário. Ai de ti, Cuiabá! Fico aterrorizado ao pensar que a cidade que eu amo pode ser legada a um grupo que abraça derrotados de muitos matizes, alguns deles processados, outros presos, viúvas de patrões que estão no Carumbé pelo roubo institucional que realizaram no Estado de Mato Grosso, sob as barbas dos fiscais que dormitaram sobre faustosos salários. Ai de ti, Cuiabá! Teremos que suportar acusações contra esposas, irmãos, cunhados, filhos, atingindo covardemente as famílias que não mereciam pagar esse preço? Não, o eleitor não merece um “falso novo”, nem um “velho falso”. É preciso mudar a política. Mudar com responsabilidade. Fica aqui o alerta aos candidatos e aos profissionais de comunicação social que os acompanham e aconselham. Ao povo, lamento – ai de ti, Cuiabá!

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Áudios e áudio ou vice e versa

><> “Você não está me gravando”, assim começou a conversa de um velho e tarimbado observador e Meu Peixe. “Claro que não”, respondeu.

“Você me conhece e o que vejo é que tem alguma coisa errada”, disse. “Como errado?”

Esse velho líder comunitário, tirou do bolso um desses impressos que são feitos da noite pro dia e distribuído à população neste período eleitoral, com a transcrição do áudio no qual Elias dos Santos, primeiro-irmão de Wilson Santos, candidato do PSDB a prefeitura de Cuiabá.

Batendo com as pontas dos dedos questionou, apontando para a foto de Elias Santos e afirmou “Este eu conheço, sei que não é nenhum bobo xera-xera, conhece tudo, sabe de tudo e jamais faria uma coisa dessas, a não ser que tenha sido mandado. Este – enfatiza – jamais cometeria um erro desses. Aí tem”.

Meu Peixe não tinha antenado pra isso. Realmente todos que conhecem sabem que o primeiro-irmão – como se diz na gíria –  é um ensaboado e por isso Meu Peixe ficou encabulado.

“Será mesmo que a gravação do áudio vazado foi uma armação do próprio Wilson Santos para NÃO assumir a prefeitura? Será?”

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Paulo Taques diz que governo não confia e não repassará recursos da saúde se oposição vencer as eleições em Cuiabá

><>Meu Peixe está de queixo caído. Não acredita até agora que o secretário-chefe da Casa Civil do Governo de Mato Grosso, embora de licença do cargo, Paulo Taques tenha dito: “Eu tenho direito de confiar em quem eu quiser. Eu tenho direito de confiar no Wilson [Santos] e tenho o direito de não confiar em pessoas desonestas”.

Por pessoas desonestas entendam “Emanuel Pinheiro”, candidato do PMDB que disputa com o Wilson Santos a prefeitura de Cuiabá.

O secretário, que também é primo de José Pedro Taques, disse mais: “somente o tucano tem a confiança do governador para receber os repasses da Saúde, referente à manutenção do Hospital São Benedito e para as obras do novo Pronto Socorro”.

Como é que é?, pergunta Meu Peixe. Se Emanuel Pinheiro vencer as eleições o Governo de Mato Grosso irá deixar de repassar os recursos para a manutenção do Hospital S. Benedito, que socorre milhares de acidentados? É isso, mesmo?

O governador Pedro Taques – não deve ter orientado muito bem o seu subordinado, ou ele, Paulo Taques, está sendo mais realista que o rei.

Senão vejamos: daqui exatos dois anos o governador vai disputar – salvo redondo engano do Meu Peixe – as eleições, tentando se reeleger. Ora, se parar de repassar os recursos, em sendo o prefeito, Emanuel Pinheiro apenas vai devolver a responsabilidade o governo do Estado. Como não vai deixar de repassar e se mesmo assim os problemas na área da saúde persistirem, as justificativas serão as mesmas: “culpa do governo do estado”, pois Paulo Taques prometeu.

Meu Peixe acredita que o governador deva pedir ao seu subordinado que se retrate, para não dar margem para o gatilho do PMDB, em 2018, se voltar contra ele.

PS: Me ligam e dizem o seguinte: Se por outro lado, só as urnas poderam dizer isso, Wilson Santos vencer as eleições e a situação do país continuar nessa balada de desassossego, com os índices caindo pelas tabelas, o governo de Mato Grosso não puder continuar repassando os recursos para – por exemplo – a construção do Pronto Socorro. O governador vai ficar com o mesmo cartaz?, pergunta.

A notícia que deixou Meu Peixe preocupado está aqui:

Paulo Taques, secretário-Chefe da Casa Civil do governador Pedro Taques Foto: RepórterMT

‘Governo tem direito de não confiar nunca em grupo de Emanuel’, diz Taques

A afirmação ocorreu em um ato político do candidato Wilson Santos, ocorrido nesta semana.
FRANCISCO BORGES
DA REDAÇÃO
RepórterMT
Paulo Taques afirmou que o ‘grupo do lado de lá’ é desonesto.
“Eu tenho direito de confiar em quem eu quiser. Eu tenho direito de confiar no Wilson [Santos] e tenho o direito de não confiar em pessoas desonestas”, disse o secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, sobre a polêmica em torno de quem o Executivo estadual teria confiança para fazer repasses de verbas para o setor de saúde no Município.

Clique aqui para ler mais.


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Pedro Taques, como cabo eleitoral, acumula mais derrotas nestas eleições e consolida a fama de pé-frio

Por Meu Peixe: ><>A soma das derrotas do governador José Pedro Taques estão entrando num terreno preocupante.

Perdeu na Assembleia. Perdeu na AMM. Perdeu na Aprosoja. Perdeu na OAB-MT. Enfim, perde agora nas eleições 2016.

Chegam-me informações que o tucano desistiu de vez de se aventurar uma candidatura à presidência da República e vai tentar a reeleição, um pouco por conta da pecha de ‘pé-frio’ que vem acumulando ao longo desses 21 meses de governo.

Registra-se, os candidatos apoiados por Taques perderam em Sinop, Primavera do Leste e Rondonópolis. Em Várzea Grande, o segundo município do estado, o PSDB nem teve candidato próprio.

Observação. A vitória de José Carlos do Pátio em Rondonópolis, contra todo o sistema político – tucanos, Blairo Maggi, Wellington Fagundes, José Medeiros, Carlos Bezerra

Ainda pode ser acrescida na conta do governador a derrota de Otaviano Pivetta, em Lucas do Rio Verde, que teve sua candidatura impugnada, mas perde na soma dos votos não registrados. Portanto, mesmo que o TRE-MT reverta a decisão, Pivetta não seria eleito.

A derrota de Otaviano Pivetta, vamos combinar, foi um duro golpe no projeto de reeleição do governador. Pivetta era um dos principais coordenadores, senão o âncora, da campanha vitoriosa de 2014. Essa derrota deve ter machucado em muito o projeto palaciano. Lembrando, o produtor rural Binotti, filiado ao PSD, sigla do ex-deputado José Riva, foi o eleito.

O consolo que resta – pois sempre sobra algum – é comemorar, por exemplo, a vitória de Thelma de Oliveira, eleita prefeita de Chapada dos Guimarães, de Clodo, em Acorizal, e os candidatos de Feliz Natal, Cláudia, Confresa, Cáceres e Sorriso.

Sim, o prestígio do governador está em baixa. Alguns analistas, porém, acreditam que a vitória de Wilson Santos em Cuiabá vai apagar essa imagem gélida, ou jogar uma cortina de fumaça sobre esse fraco desempenho eleitoral tucano. Será???

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Mauro Mendes, sem citar nome, diz que não apoia Wilson Santos, candidato do governador José Pedro Taques, e desautoriza a usar seu nome na campanha. Quem fizer será desmentido

O prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, publicou nas redes sociais uma nota desautorizando o uso de seu nome na campanha do tucano, Wilson Santos, candidato oficial do governador José Pedro Taques.

Mauro Mendes diz que prefere não relembrar as ofensas pessoais nas campanhas anteriores desferidas por WS. Mas acompanha a decisão de sua esposa, Virginia Mendes que vetou o uso do nome de MM na campanha tucana.

Mendes – vale lembrar – foge do perfil do político tradicional, que engole sapo em troca de alguns votos, e prefere manter-se fiel aos seus princípios familiares.

Eis a nota publicada:

Bom dia a todos.

Gostaria de deixar claro algumas situações:

1 – O PSB está coligado com PSDB nas eleições munucipais de Cuiabá e portanto todos os seus membros podem por livre e tão somente espontânea vontade participar da campanha a favor dos candidatos. Fizemos isso em retribuição ao apoio que o governador e a maioria do PSDB havia empenhado a nosso favor.

2 – o candidato escolhido pelo governador, como ultima opção, pois vários outros declinaram do convite, até dias atrás era um crítico da nossa gestão, contrário ao PSDB se coligar a nós, meu adversário e do PSB nas eleições de 2008, 2010 e 2012.

3 – Não irei relembrar aqui as ofensas pessoais e familiares e das mentiras contadas na campanha de 2008, motivos pelo quais minha esposa, com razão, refuta a ligação do meu nome a do atual candidato do PSDB.

4 – solicito a todos, que ao exercerem seu livre direito de fazer política e campanha, não utilize meu nome sem minha expressa autorização. Quem o fizer será desmentido publicamente.

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Pânico

Trabalhando como repórter de política tive a oportunidade de conhecer figuras interessantíssimas. Uma delas foi o economista Paulo Ronan – falecido em março de 2016. Ronan foi um dos fundadores do PSDB de Mato Grosso e dono de uma sinceridade ímpar. Admiro pessoas assim.

A primeira vez que o vi foi num debate que mediei na UFMT, em 2002. Ele era o defensor da candidatura de José Serra à presidência da República e Lúdio Cabral da de Lula. Articuladíssimo, não se fez de rogado e disse com todas as letras que o principal ideário do PSDB era a privatização.

“Ele – Serra – não tem coragem de assumir na TV, mas é isso mesmo (privatizar tudo)”.

Eu ainda teria o prazer de falar com ele duas três vezes depois como fonte para alguma matéria.

Quiçá todo tucano tivesse o nível de sinceridade de Paulo Ronan. Em nome de uma suposta eficiência em prestação de serviço, o partido derrotado em quatro eleições presidenciais seguidas só pensa “naquilo”. Vide a Vale, o setor de telefonia e agora José Serra – de novo – com o PL 131 que, na prática, acaba com o domínio da Petrobras na exploração do pré-sal.

“Em 2000, quando era deputado federal e se lançou a prefeito da Capital, o então peemedebista Wilson Santos espalhou outdoors pelas ruas com a frase “Água é Vida. Vida não se vende”. Era mensagem de protesto contra movimento por privatização da Companhia de Saneamento da Capital e com objetivo de atingir e desgastar politicamente o principal adversário, então prefeito Roberto França e candidato à reeleição”, diz texto do site RD News de 14 de Setembro de 2010.

O ímpeto em defesa do patrimônio público parou por aí. Em 2002, já no PSDB, WS foi contaminado pelo vírus privacionista. Finalmente eleito prefeito em 2004 e reeleito em 2008 graças ao Comitê da Maldade, conduziu – ao lado de seu vice Chico Galindo – e com a prestimosa ajuda do então presidente da Câmara, Júlio Pinheiro, a vergonhosa venda da Sanecap para a CAB.

Wilson Santos, talvez inspirado pelo tucano-mor Fernando Henrique Cardoso, desdisse o que havia dito antes e vendeu a água; vendeu vida. O resultado da patranha é de domínio público.

A política, quando feita de maneira de forma transparente, traz benefícios a todos; pois ela (a política), sem polêmica, é arma das elites. O que não se pode aceitar é o terrorismo eleitoral, tão recorrente nas campanhas do PSDB.

Após a divulgação, semana passada, do resultado da pesquisa do IBOPE, em que o procurador Mauro aparece na liderança, com 24% das intenções de voto para prefeito de Cuiabá, a tropa de choque tucana voltou a artilharia pesada contra o PSOL e seu ideário político.

Seria muitíssimo interessante que antes de atacar o socialismo defendido pelo Partido Socialismo e Liberdade, os caciques do Partido da Social Democracia Brasileira de Mato Grosso assumissem sua compulsão privacionista. O único com coragem para fazê-lo não está mais entre nós.

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