Tempo das águas – poema de João Bosquo para despedir de de 2011

Antes de se chegar ao Pantanal
A poesia procura o prumo das águas
E tenta primá-la em palavras
Fluviais, flutuantes frente ao início…

Antes de iniciar a chegar a termo
O tempo das águas se faz presente
Num ritmo frequente em chuvas
Em pingos gotejantes como dum rio

Que cai do céu para dentro de mim
As gotas são tantas, não posso bebê-las
Enxugar também não posso. Nadar

Como peixe é um querer sem fim
Sem redes, sem iscas, sem medo
De ficar preso em malhas de prosa.

><>No ano novo que começa desejo – sempre – que todos possam ter em mente o seu melhor e conseguir seus objetivos. Um grande abraço a todos. Que o ano que termina tenha sido bom e 2012 seja ainda melhor.

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