‘Tempo das águas’, poema-trailer do nosso próximo livro “Cotidianos de Tempos e Temperos”

Antes de se chegar ao Pantanal
A poesia procura o prumo das águas
E tenta primá-la em palavras
Fluviais, flutuantes frente ao início…

Antes de iniciar a chegar a termo
O tempo das águas se faz presente
Num ritmo frequente em chuvas
Em pingos gotejantes como dum rio

Que cai do céu para dentro de mim
As gotas são tantas, não posso bebê-las
Enxugar também não posso. Nadar

Como peixe é um querer sem fim
Sem redes, sem iscas, sem medo
De ficar preso em malhas de prosa.


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