TVCA impede candidato da Rede de participar de debate

A TV Centro América (TVCA), afiliada da Rede Globo em Mato Grosso, assumiu também o seu caráter antidemocrático e golpista, assim como a emissora-mãe, e vetou a participação do candidato a prefeito de Cuiabá, Renato Santtana, da Rede Sustentabilidade de participar do debate entre os candidatos, previsto para o dia 29 de setembro, por não alcançar a margem de 5% na segunda rodada de pesquisas do IBOPE.

O candidato da Rede, porém, vai reagir e já ingressou na noite da última sexta-feira (16), no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) uma ação contra a filial da TV das organizações Globo em Mato Grosso.

Renato explica que o partido não completou nem um ano e que não tem condições da Rede aparecer com representatividade nas pesquisas em tão pouco tempo de campanha. E afirma que essa decisão, da emissora, fere os direitos da democracia.

“A gente entende que a legislação foi objetiva ao dizer que os partidos que não têm nove deputados federais não podem participar dos debates. Entretanto, existe uma ressalva. As emissoras podem convidar o candidato, o que consiste em um objeto democrático. Mas não é o que está sendo feito. Faz parte do jogo democrático que todos os cidadãos têm direito a ouvir as propostas dos partidos”, diz.

Outro ponto questionado pelo candidato é o PSOL poder participar do debate já que o partido também não apresenta nove deputados federais. “Eles não possuem nove parlamentares assim como nós, mas já participaram de seis eleições, por isso apresenta um índice maior que o nosso nas pesquisas. Já a Rede, irá completar um ano dia 22 deste mês. Não podemos aceitar e por isso judicializamos na Justiça Eleitoral. Ou os seis partidos estejam no debate ou apenas os quatro que tem mais de nove deputados federais, PRB, PSDB, PMDB e PDT”, afirma.

O candidato ressalta que essa atitude prejudica a campanha da Rede por não dar oportunidade de apresentar suas propostas. “Devemos apresentar no debate argumentos que ajudam o eleitor a decidir o seu voto. Não aceitamos que calem nossa voz. Agora está nas mãos do judiciário.

Esperamos que a justiça sinalize que estamos no século XXI, no tempo da democracia e da transparência. Não podemos voltar ao passado, no tempo da censura, temos que caminhar rumo ao futuro”. (Com material da Assessoria)

Namarra

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