Última sessão do Cine Tropical – poema de João Bosquo

É bem distinta
essa música
(prefixo, lembra)
esta casa
(de jogos)
Nas paredes espelhos inteiros…
– O dono vai ganhar
rios de dinheiro
com este cinema, diziam
Não ganhouVieram figuras
ilustres, lustrosas
como os lustres
do cinema

Vieram filmes
(Jacildo e seus Rapazes
namorados, amantes
e, um dia, Roberto Carlos)

Tudo passou tão depressa
a gurizada
a matinê
o troca-troca de gibis

Tudo tão distante
como um dia de sol
numa antiga página amarela.

><>Poema, do livro “Sinais Antigos”, falando de uma Cuiabá que está na memória.
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